Livre pensar é só pensar!

Para não desligar os neurônios

Pernambuquês na parada!

A nossa visitante Emília (que deve ser pernambucana) leu o nosso rol de termos caboclos paraenses e resolveu contribuir para o nosso intecâmbio lingüístico-cultural, com termos pernambucanos (ou nordestinos?).Então, aí vai:

EMILIA_ELAC@HOTMAIL.COM

Botão de som é pitôco;
Se é muito miúdo é pixototinho;
Se for resto é cotôco;
Tudo que é bom é massa ;
Tudo que é ruim é peba;
Rir dos outros é mangar;
Já faltar aula é gazear;
Quem é franzino (pequeno e magro) é xôxo;
O bobo se chama leso;
E o medroso se chama frouxo;
Tá com raiva é invocado;
Vai sair, diz vou chegar;
“Caba” (homem), sem dinheiro é liso;
A moça nova é boyzinha; Clique aqui e leia mais…

Sábado, 10 Maio, 2008 Publicado por Henrique Miranda | Repassando... | , , | Sem comentários ainda

E se você quer aprofundar-se na questão…

Se você leu a postagem anterior (“Carro, petróleo ou alimentos”) e quer saber mais, aí está mais uma fonte de informação:

Apocalipse Motorizado – A Tirania do Automóvel em um Planeta Poluído
Ned Ludd (org.) – 20 abr. 08

A cada três minutos acontece um acidente envolvendo carros na cidade de São Paulo.

Vinte mil pessoas são mortas, por ano, vítimas de acidentes de trânsito no Brasil, mas números não oficiais apontam quase o dobro. Segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) mais de um milhão de pessoas estão envolvidas direta ou indiretamente nestes acidentes!

As ruas, avenidas e viadutos avançam devastando bairros e expropriando o espaço público da comunidade pelo espaço privado do automóvel.

O petróleo polui e altera as condições climáticas das cidades cada vez mais congestionadas…Guerras são declaradas e milhões são massacrados pelo controle das fontes de combustíveis como podemos ver claramente hoje no Iraque.

Contudo, até então nenhuma reflexão contundente sobre o papel desumano dos automóveis havia obtido seu devido espaço no Brasil, nenhuma crítica radical contra essas máquinas moedoras de carne humana.

Por isso, o livro Apocalipse Motorizado – A Tirania do Automóvel em um Planeta Poluído apresenta uma coletânea inédita de textos sobre a questão do automóvel como uma imposição social, discutindo seus ´efeitos colaterais´ nefastos como poluição, dependência do petróleo, expropriação do espaço público comum e a exclusão social. Mais que uma abordagem teórica, o livro propõe ações práticas e soluções à libertação da humanidade dessa tirania.

A coletânea é ilustrada pelo cartunista americano Andy Singer, cujo livro CARtoons tornou-se referência nos movimentos anticapitalistas ao redor do mundo.

Apocalipse Motorizado não representa apenas uma análise da insustentável organização de nosso atual sistema de transportes, mas também insere sugestões de como, de maneira inteligente e criativa, se opôr à ditadura do automóvel e suas consequências desumanas.

O pensamento ecológico radical de Ivan Illich e André Gorz, o papel do carro em nossa sociedade, a história do movimento anticarro, seu objetivo, como organizar uma ´Massa Crítica´ em sua cidade, sugestões de manifestações bem-humoradas: tudo condensado neste livro bombástico, um guia para quem não aceita ficar parado, vendo o tráfego atropelar suas vítimas.

Mais um acidente de trânsito acabou de acontecer em São Paulo. Clique aqui e leia mais…

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Carro, petróleo ou alimentos?

Lembram-se de há poucos dias, quando falei aqui sobre o bafafá dos biocombustíveis x alimentos x a fome no mundo? Pois é, o nosso colaborador Carlos Germer acaba de enviar-me a matéria abaixo, jogando mais lenha na fogueira: a ocupação de terras agricultáveis do planeta pelo asfalto das estradas necessárias para a crescente frota de veículos. Imagine: para cada cinco carros circulando, asfalta-se em média um área do tamanho de um campo de futebol! Quantos milhões de hectares de terras são e serão sacrificados para os nossos automóveis? A população mundial cresce, a frota de veículos cresce, a área asfaltada cresce, a produção agrícola tem que crescer, e a terra disponível diminui! Confiram:

PAVIMENTANDO O PLANETA:

AUTOMÓVEIS E AGRICULTURA EM DISPUTA PELA TERRA

Lester R. Brown*

No início de um novo século, a competição pela terra entre o automóvel e a agricultura se intensifica. Até agora, a pavimentação de terras cultiváveis vem ocorrendo principalmente nos países industrializados, onde circulam quatro quintos dos 520 milhões de automóveis mundiais. Mas hoje, mais e mais terras agrícolas estão sendo sacrificadas nos países em desenvolvimento com populações famintas, colocando sob questionamento o papel futuro do automóvel.
Milhões de hectares de terras agrícolas no mundo industrializado foram pavimentadas para construção de rodovias e estacionamentos.
Nos Estados Unidos, por exemplo, cada veículo requer, em média, 0,07 hectares de terra pavimentada para circular e estacionar. Para cada cinco carros acrescidos à frota norte-americana, cobre-se com asfalto uma área do tamanho de um campo de futebol.
Com muita freqüência, as terras agrícolas são pavimentadas simplesmente porque os solos planos, bem drenados, muito adequados para o cultivo, também são ideais para a construção de estradas. Uma vez pavimentada, a terra não será facilmente recuperada. Como observado há tempos pelo ambientalista Rupert Cutler, “O asfalto é a última colheita da terra”.
Clique aqui e leia mais…

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Artur da Távola e uma de suas jóias…

Embora o texto tenha sido atribuído anonimamente a Drumond de Andrade, ele foi elaborado pelo Artur. Confira:

http://www.secrel.com.br/jpoesia/autoria.html#namorado

Sábado, 10 Maio, 2008 Publicado por Henrique Miranda | Repassando... | , , | Sem comentários ainda

Obrigado, Artur da Távola!

Infelizmente, o nosso cronista carioca foi-se embora, fora do combinado. Escritor sensível e crítico, político progressista, um homem como pouco se encontra neste Brasil de hoje. Seu único erro, que eu saiba, foi ajudar a criar um partido que pretendia ser moderno e que, pelas figurinhas tradicionais que abrigou, tornou-se um canil de pitbull’s políticos, onde apenas o bico é grande. Mas tudo bem, Artur, só não erra quem não tenta e sei que você nunca compactuou com os caminhos caducos do seu partido. Como político, você também foi grande. Que a terra lhe seja leva e que encontre, lá em cima, algum canto de jardim para sentar e continuar escrevendo os seus textos maravilhosos.

Como disse o poeta Celito Medeiros:

AOS QUE FICAM

Celito Medeiros

Triste é a perda, a partida…

Que sabemos não ter volta

Da pessoa muito querida

Que do corpo se solta.

E vocês, amigos do blog, leiam a postagem “Amar Bonito”, crônica escrita por ele e que postei há poucos dias atrás. Parece que eu estava advinhando…

Sábado, 10 Maio, 2008 Publicado por Henrique Miranda | Comentário | , , | Sem comentários ainda