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Apesar da nossa vocação nacional para a fracassomania (valorizar sempre o lado negativo dos fatos), o novo relatório ambiental do IBGE aponta alguns avanços nossos na questão ambiental, embora bem aquém do desejado. Já é alguma coisa, frente à falta de consenso político nacional sobre as ações de conservação e preservação dos recursos naturais, frente à pressão irracional dos predadores madeireiros, pecuaristas e sojeiros, e em face do conflito político-partidário que domina a esfera política. Para contrapor-me ao nosso pessimismo crônico, destaquei no relatório à seguir alguns dos poucos resultados positivos, embora as deficiências ainda estejam em níveis muito graves.. Confiram:

DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL

Avanços no meio ambiente no Brasil são lentos, diz relatório do IBGE

Publicada em 04/06/2008 às 13h14m

O Globo Online

RIO – O panorama do meio ambiente no Brasil traz grandes preocupações para governo e sociedade civil, de acordo com o relatório dos Indicadores de Desenvolvimento Sustentável 2008 (IDS 2008), divulgado pelo Instituto Brasileiro de geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira. O estudo apontou que o país precisa acelerar os avanços na área ambiental.

Segundo os resultados, o consumo anual de substâncias destruidoras da camada de ozônio (O3) diminuiu 86%, entre 1992 e 2006, passando de 11.198 para 1.431 toneladas de potencial de destruição de ozônio (PDO). Além disso, a poluição das praias e dos rios que cortam as maiores regiões metropolitanas continuam elevados, a quantidade de fertilizantes e agrotóxicos na agricultura aumentou e as apreensões de alguns animais que seriam comercializados ilegalmente cresceram. São avanços e recuos que marcam os problemas ambientais brasileiros associados ao crescimento dos últimos quatro anos.

Em sua terceira edição, o relatório reuniu 23 indicadores, divididos nos temas atmosfera, terra, água doce, oceanos, mares e áreas costeiras, biodiversidade e saneamento. A intenção é utilizar o ecossistema para o planejamento dos recursos naturais, metas previstas pela Comissão Mundial sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento, no relatório de Brundtland de 1987. Mas os números divulgados pelo IBGE estão longe de atingir este objetivo.

O nível de poluição dos rios que cortam a grandes cidades não melhorou. Nenhum deles atingiu o Índice de Qualidade da Água (IQA) considerado ótimo (acima de 80). Os IQAs mais baixos foram os dos rios Iguaçu (31) e Tietê (30), que atravessam, as regiões de Curitiba e São Paulo, respectivamente.

Entre 1992 e 2006, a quantidade de fertilizantes comercializada por hectares cresceu cerca de 49%, de 69,44 para 141,41 quilos. Minas Gerais é o estado que mais utiliza fertilizantes por hectare (249,23 kg), seguido por São Paulo (214,21 kg) e Roraima (200,11 kg). O uso de agrotóxicos também teve um crescimento no consumo, entre 2000 e 2005, de 3,19 kg/ha para 3,23 kg/ha. O Estado de São Paulo é o que mais utiliza agrotóxicos por hectare plantado (7,62 kg/ha, mais que o dobro da média nacional). O que menos se utiliza destes produtos é o Amazonas (0,19 kg/ha)

Domingo, 8 Junho, 2008 - Publicado por Henrique Miranda | Comentário, Repassando... | , , | Sem comentários ainda

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