Aldo Veiga: encerrando definitivamente o assunto…
Prezado Henrique,
Um esclarecimento se faz necessário, para que eu não seja mal interpretada: eu NUNCA disse que o Luiz Carlos Veiga se reconciliou com a mãe “um pouco antes de ela morrer”, como foi publicado no blog. O que eu disse é que quando ele tinha 20 anos, que foi quando ele fez parte da minha vida, ele não estava reconciliado com a mãe, fato esse que eu vivenciei pessoalmente. Algum tempo depois, ele felizmente se reconciliou efetivamente com a mãe, mas isso foi há muitos e muitos anos atrás e depois disso eles realmente passaram a se frequentar normalmente, segundo informações que eu recebi de minha mãe, que teve a oportunidade de encontrar-se com ele no lançamento de um livro de sua mãe, Zelia Gattai. Por favor, retifique a informação, para que eu não passe uma impressão que não desejo passar.
obrigada,
Madá
De O resgate de Aldo Veiga em andamento…, 2008/07/21 at 2:55 PM
Prezada Madá. Agradecemos a sua mensagem, buscando retificar um possível erro nosso. Estive dando uma olhada e fiquei em dúvida se errei ou não. De qualquer forma, peço desculpas e publico a seguir o seu email do qual extraí a informação, para que se esclareça de vez. Para facilitar, grifei a sua informação no citado email. Um abraço,
Henrique Miranda
Bom dia, Henrique!
Eu só coloquei meu comentário no seu blog porque li um comentário que informava que o Luis Carlos tinha falecido no começo deste ano, coisa que eu desconhecia, pois não tinha contato com ele há muitos anos. Se ele ainda estivesse vivo, eu nem teria feito o comentário, pois tanto o pai, Aldo Veiga, como o filho, Luis Carlos, como eu já mencionei, eram pessoas muito reservadas e acho que ele não gostaria que eu comentasse sobre seu pai. Provavelmente por isso eles nunca apareçam na mídia e as pessoas saibam tão pouco a respeito deles. Na verdade, durante os 5 anos em que namorei o Luis Carlos, eu não cheguei a ter uma intimidade muito grande com o pai, Aldo Veiga, já que, como já mencionei, ele era um homem muito reservado, que não se abria facilmente. Não sei realmente o que ele fazia naquela época (1961 a 1966) em matéria de militância política ou qualquer outra coisa. O filho também não comentava muito sobre as atividades do pai e eu procurava não forçar as coisas porque acredito que as pessoas contam o que querem contar e quando querem contar. O que ele me contava era que quando ficou sozinho com o filho de 3 anos (o Luis Carlos me contou toda a história do pai com a mãe e o Jorge Amado), ele foi pai e mãe para ele, que passou a viver só para ele e que era um pai extremamente dedicado, que nunca mais se casou. Apesar desse temperamento reservado, eu cheguei a me apegar a ele, tinha muito carinho por ele e acho que ele por mim. Depois que o namoro terminou, só me encontrei alguns anos depois por acaso em um supermercado com o Luis Carlos, ambos já estávamos casados e com filhos e ele então me contou que o pai tinha morrido alguns anos antes de septicemia. Cheguei a conhecer Dna. Zélia na casa de um dos primos do Luis Carlos, numa ocasião em que ela tentava se reconciliar com o filho, que naquela época ainda não conseguia perdoar o abandono. Depois eu soube que ele se reconciliou com a mãe. Desculpe não poder dar informações mais detalhadas. Mas se você tiver mais informações sobre o Luis Carlos, eu agradeceria se pudesse me dar, porque ele foi uma pessoa muito importante na minha vida, foi um choque saber que ele faleceu (meu marido também já faleceu)


Prezado Henrique,
A frase grifada em minha mensagem não mencionava data nenhuma, talvez por isso tenha havido um erro de interpretação. Na verdade, o episódio que mencionei aconteceu por volta do ano 1964!
Obrigada,
Madá