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Petróleo pode não ser combustível fóssil! E agora, José?

BLOGUE FOSSIL PETRÓLEOBLOGUE FOSSIL crise_beneficiaEngraçado, eu sempre tive fortes desconfianças sobre a teoria dos combustíveis de orígem fóssil. Desconfiava porque, por mais que pensasse, não conseguia imaginar tantos soterramentos inesperados de seres vivos capazes de gerar tanto petróleo e gás que a humanidade ja consumiu e ainda tem pra queimar e poluir o planeta. Sim, porque estes combustíveis, segundo os teóricos,  originarse-iam da decomposição de organismos vivos que morreram em imensas quantidades, foram soterrados, comprimidos e aquecidos sob pesadas camadas de sedimentos na crosta terrestre, onde sofreram transformações químicas até originar o petróleo e o gás natural, sem a presença do ar livre. Em assim sendo, hajam florestas, dinossauros e outros bichos (e hajam também cataclismas geológicos!) para matar e enterrar subitamente, criando as condições ambientais adequadas para tantos combustíveis fósseis.

Esse é um lado da teoria dos combustíveis fósseis e que por ser considerada verdadeira até hoje, tem caracterizado um cenário global conflitante:
a) o desespero dos megainvestidores do setor petrolífero em face da possibilidade de finitude do petróleo e dos seus imensos lucros;
b) a preocupação e o desespero de alguns ambientalistas, consolados mais recentemente pela citada finitude e pela iniciação de ações substitutivas para o problema, através de outras fontes energéticas renováveis;
c) a preocupação oportunista e/ou alarmista de empresários e nações petrolíferas, além de ambientalistas radicais, que estigmatizam os bio-combustíveis como causadores da queda da produção de alimentos, do desmtamento da Amazõnia e outras “cositas más”;
d) a nossa esperança cidadã de que, com a consciência da finitude do petróleo e seus subprodutos, a luta para a substituição energética sustentável se acelerasse e assim pudéssemos ter alguma esperança no controle da poluição e do aquecimento planetário.

Agora, porém, amigos, isso tudo pode vir por água abaixo: o poder político e econômico do petróleo poderá eternizar-se, os ambientalistas sensatos poderão se suicidar de desgosto, os eco-chatos terão motivos para continuar apregoando o caos inevitável e as nossas esperanças vão para as mãos do Grande Espírito. Tudo porque, uma experiência recente sobre uma outra teoria desprezada até então (a orígem abiótica do petróleo e similares), parece ter comprovado que estes combustíveis têm orígem natural e portanto se renovarão ad-eternum. E agora, José? Se isso é verdade, quem conseguirá convencer os donos do ouro negro e do seu mercado, a investir em novas fontes? Que enpresários e países se mobilizarão para substituir suas matrizes energéticas? Que esforços ocorrerão no sentido de produtos e bens menos poluidores (sacos plásticos, carros, etc.)?

Bem, eu desconfiava da teoria fóssil, mas esperava que ela fosse verdadeira. Agora, é torcer a favor dela como torcedor corintiano aos 48 minutos do segundo tempo: acreditando em milagre!

Leiam, amigos e imaginem as consequências. O texto da reportagem é meio tecnicista, mas dá pra entender…

Energia

Petróleo e gás natural podem não ser fósseis

Agostinho Rosa – 03/08/2009

O Universo originou-se de uma descomunal explosão, conhecida como Big Bang. O petróleo e o gás natural são combustíveis fósseis. Estas são provavelmente as duas teorias científicas mais disseminadas, de maior conhecimento do público e algumas das que alcançaram maior sucesso em toda a história da ciência.

Elas são tão populares que é fácil esquecer que são exatamente isto – teorias científicas, e não descrições de fatos testemunhados pela história. Mesmo porque as duas oferecem explicações para eventos que se sucederam muito antes do surgimento do homem na Terra.

Teoria dos combustíveis fósseis

Segundo a teoria dos combustíveis fósseis, que é a mais aceita atualmente sobre a origem do petróleo e do gás natural, organismos vivos morreram, foram enterrados, comprimidos e aquecidos sob pesadas camadas de sedimentos na crosta terrestre, onde sofreram transformações químicas até originar o petróleo e o gás natural.

É com base nesta teoria que chamamos as principais fontes de energia do mundo moderno de “combustíveis fósseis” – porque seriam resultado de restos modificados de seres vivos.

Teoria do petróleo abiótico

Muito menos disseminado é o fato de que esta não é a única teoria para explicar o surgimento do petróleo. Na verdade, esta teoria hegemônica vem sendo cada vez mais questionada por um grande número de cientistas, que defendem que o petróleo tem uma origem abiótica, ou abiogênica – sem relação com formas de vida.

Os defensores da teoria abiótica do petróleo têm inúmeros argumentos. Por exemplo, a inexistência de fenômenos geológicos que possam explicar o soterramento de grandes massas vivas, como florestas, que deveriam ser cobertas antes que tivessem tempo de se decompor totalmente ao ar livre, juntamente com a inconsistência das hipóteses de uma deposição do carbono livre na atmosfera no período jovem da Terra, quando suas temperaturas seriam muito altas.

A deposição lenta, como registrada por todos os fósseis, não parece se aplicar, uma vez que as camadas geológicas apresentam variações muito claras, o que permite sua datação com bastante precisão. Já os depósitos petrolíferos praticamente não apresentam alterações químicas variáveis com a profundidade, tendo virtualmente a mesma assinatura biológica em toda a sua extensão.

Além disso, os organismos vivos têm mais de 90% de água e mesmo que a totalidade de sua massa sólida fosse convertida em petróleo não haveria como explicar a quantidade de petróleo que já foi extraída até hoje.

Outros fenômenos geológicos, para explicar uma eventual deposição quase “instantânea,” deveriam ocorrer de forma disseminada – para explicar a grande distribuição das reservas petrolíferas ao longo do planeta – e em grande intensidade – suficiente para explicar os gigantescos volumes de petróleo já localizados e extraídos.

Carbono do interior da Terra

Por essas e por outras razões, vários pesquisadores afirmam que nem petróleo, nem gás natural e nem mesmo o carvão, são combustíveis fósseis. Para isso, afirmam eles, o ciclo do carbono na Terra deveria ser um ciclo fechado, restrito à crosta superficial do planeta, sem nenhuma troca com o interior da Terra. E não há razões para se acreditar em tal hipótese.

Na verdade, aí está, segundo a teoria dos combustíveis abióticos, a origem do petróleo, do gás natural e do carvão: eles se originam do carbono que é “bombeado” continuamente pelas altíssimas pressões do interior da Terra em direção à superfície.

É possível sintetizar hidrocarbonetos a partir de matéria orgânica, e estes experimentos foram, por muitos anos, o principal sustentáculo da teoria dos combustíveis fósseis.

Mas agora, pela primeira vez, um grupo de cientistas conseguiu demonstrar experimentalmente a síntese do etano e de outros hidrocarbonetos pesados em condições não-biológicas. O experimento reproduz as condições de pressão e temperatura existentes no manto superior, a camada da Terra abaixo da crosta.

Metano e etano abióticos

A pesquisa foi feita por cientistas do Laboratório de Geofísica da Instituição Carnegie, nos Estados Unidos, em conjunto com colegas da Suécia e da Rússia, onde a teoria do petróleo abiótico surgiu e tem muito mais aceitação acadêmica do que em outras partes do mundo.

O metano (CH4) é o principal constituinte do gás natural, enquanto o etano (C2H6) é usado como matéria-prima petroquímica. Esses dois hidrocarbonetos, juntamente com outros associados aos combustíveis de origem geológica, são chamados de hidrocarbonetos saturados porque eles têm ligações únicas e simples, saturadas com hidrogênio.

Utilizando uma célula de pressão, conhecida como bigorna de diamante, e uma fonte de calor a laser, os cientistas começaram o experimento submetendo o metano a pressões mais de 20 mil vezes maiores do que a pressão atmosférica ao nível do mar, e a temperaturas variando de 700° C a mais de 1.200° C. Estas condições de temperatura e pressão reproduzem as condições ambientais encontradas no manto superior da Terra, entre 65 e 150 quilômetros de profundidade.

No interior da célula de pressão, o metano reagiu e formou etano, propano, butano, hidrogênio molecular e grafite. Os cientistas então submeteram o etano às mesmas condições e o resultado foi a formação de metano. Ou seja, as reações são reversíveis.

Essas reações fornecem evidências de que os hidrocarbonetos pesados podem existir nas camadas mais profundas da Terra, muito abaixo dos limites onde seria razoável supor a existência de matéria orgânica soterrada.

Reações reversíveis

Outro resultado importante da pesquisa é que a reversibilidade das reações implica que a síntese de hidrocarbonetos saturados é termodinamicamente controlada e não exige a presença de matéria orgânica.

“Nós ficamos intrigados por experiências anteriores e previsões teóricas,” afirma Alexander Goncharov, um dos autores da pesquisa. “Experimentos feitos há alguns anos submeteram o metano a altas pressões e temperaturas, demonstrando que hidrocarbonetos mais pesados se formam a partir do metano sob condições de temperatura e pressão muito similares. Entretanto, as moléculas não puderam ser identificadas e era provável que houvesse uma distribuição.”

“Nós superamos esse problema com nossa técnica aprimorada de aquecimento a laser, que nos permitiu aquecer um volume maior de maneira mais uniforme. Com isso, descobrimos que o metano pode ser produzido a partir do etano”, declarou Goncharov.

Hidrocarbonetos gerados no interior da Terra

“A ideia de que os hidrocarbonetos gerados no manto migram para a crosta terrestre e contribuem para a formação dos reservatórios de óleo e gás foi levantada na Rússia e na Ucrânia muito anos atrás. A síntese e a estabilidade dos compostos estudados aqui, assim como a presença dos hidrocarbonetos pesados ao longo de todas as condições no interior do manto da Terra agora precisarão ser exploradas,” explica outro autor da pesquisa, professor Anton Kolesnikov.

“Além disso, a extensão na qual esse carbono ‘reduzido’ sobrevive à migração até a crosta, sem se oxidar em CO2, precisa ser descoberta. Essas e outras questões relacionadas demonstram a necessidade de um programa de novos estudos teóricos e experimentais para estudar o destino do carbono nas profundezas da Terra,” conclui o pesquisador.

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terça-feira, 4 agosto, 2009 - Posted by | Comentário, Repassando... | , , , ,

7 Comentários »

  1. Acredita-se que sim, não vivemos a era “dinossauro” para disermos ao certo,se pode ou não ser do fóssil, mais na minha opnião, o seria sim, mais pouca parte seria do fóssil, mais boa parte seria das rochas antiga mente denominadas como…
    esqeci o nome da rocha mais seria uma espécie de bloco que se decompos com o passar dos tempo e se tornou petróleo, existem teorias que o petróleo surgiu!
    apenas surgiu, parece brincadeira!
    abraços, espero que apareçam mais opniões!

    Comentário por Harryson tecnólogo | terça-feira, 18 agosto, 2009

  2. Eu só gostaria de deixar um ponto de vista a ser olhado pelos leitores.

    Como Cristao, crendo que o mundo foi criado pelo poder da Palavra de Deus. Temos como engenheiro Deus que fez todos os componetes necessarios a vida do homem na terra. Seja vida Bio, seja a quimica (quimicas e produtos que fossem necessarios ao desenvolvimento humano).

    Muitas pessoas dizem que os Cristaos teem uma fé cega, creio que quem tem muita fé realmente são os evolucionistas; crer que todas essas maravilhas tenha sido desenvolvida pela obra do acaso.

    Deus em sua Palavra (que é Jesus Cristo), diz que a terra era um caus sem forma e vazia, entao a mão do criador moldou (bara- hebraico fez, bara os peixes os animais o universo) o contrario do que o homem faz que é asaf. Por isso toda essa criação nos serve hoje de beneficios ( que usamos indiscriminadamente

    Sei que esse assunto nao é pertinente ao assunto em si, mas fica aqui o meu comentario sobre o assunto.

    Sandro Mauricio S. Carvalho – personalhelper@bol.com.br

    Comentário por Sandro Mauricio | terça-feira, 15 setembro, 2009

  3. gostaria de saber como é o petrólio do mundo moderno
    de hoje como ele vem se adaptando e sobre a sua história.
    obrigada.

    Comentário por Josélia pereira | segunda-feira, 16 novembro, 2009

  4. Querida Josélia,
    Lamentavelmente não somos especialistas no tema. De qualquer forma, se vc digitar sua dúvida no Google e mandar pesquisar, com certeza aparecerão inúmeros artigos à respeito. Espero que seja bem sucedida. Obrigado pela visita e continue conosco. Abraço fraterno.

    Comentário por Henrique Miranda | segunda-feira, 16 novembro, 2009

  5. Olá amigos,

    Pode-se até imaginar que o homem venha a descobrir a fórmula para produzir petróleo e gás…mas não seria mais viável abandonarmos essa ideia e investirmos nossos esforços na produção do biodiesel renovável que é uma fonte de energia limpa ? O planeta está precisando ser limpo e não concordo com teorias que as fontes renováveis vão prejudicar a produção de alimentos.
    O pré-sal foi muito importante para o Brasil, mas devemos preocuparmos primeiro com fontes de energias limpas e renováveis. Abraços Pacele.

    Comentário por Pacele | quarta-feira, 18 novembro, 2009

  6. eu acredito nisso

    Comentário por erica | quarta-feira, 9 junho, 2010

  7. Não sabemos até que ponto o biodiesel é viavel, tendo em vista que ele pode gerar monocultura, e assim, desmatamento.
    Até a energia solar gera lixo, como vcs podem pesquisar na internet, sobre os metais usados nos paineis. A solução, diante disso, é óbvia: Um “mix ” energético. Só isso evitaria a dependência energética e, mais importante ainda, evitaria a dependência econômica, que culmina na riqueza na mão de poucos, trãço da nossa sociedade.

    Comentário por Fabiano Dias | sexta-feira, 22 outubro, 2010


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