Iraque e Afeganistão: as minas políticas do “vagabundo beberrão”

Lembram das milhares de minas explosivas ativadas e “esquecidas” nos países africanos e que durante décadas mutilaram homens, mulheres e crianças no pós querras civis, e que geraram até movimentos internacionais para desativá-las? Pois é, essa é a mina militar.
Lembram do terrorismo político que a oposição pitbull fez durante a campanha da primeira eleição do Lula, que elevou às alturas o risco-Brasil e que poderia ter detonado as possibilidades de investimentos externos na economia nacional, ampliando a crise sócio-econômica da época e mutilando as nossas possibilidades de crescimento no cenário globalizado? Pois é, essa é uma mina política, não tão barulhenta quanta a militar, mas com danos semelhantes e mais duradouros.
Pois o “vagabundo beberrão”, que deve estar enchendo a cara no seu sítio do Texas e protegido contra a gripe suína (já que até agora ainda não surgiu nenhum porco com a gripe), deixou minas político-militares por quase todo o globo e que, se o Obama não se cuidar, poderão detoná-lo politicamente no cenário internacional. O primeiro dano já está feito: o desastrado ataque militar americano no Afeganistão citado na reportagem que repasso abaixo e que vitimou muitos civis inocentes.
Leiam e rezem para que o Obama encontre uma vacina contra a gripe suína…
WASHINGTON (Reuters) – O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, alertou na quarta-feira que pode haver mais violência no Paquistão e Afeganistão, e disse que seu governo continua comprometido com a luta contra a Al Qaeda, mas tentando evitar mortes de civis nesses dois países.
Obama recebeu os presidentes afegão, Hamid Karzai, e paquistanês, Asif Ali Zardari, na Casa Branca e disse que ambos – depois de serem muito criticados no passado – reafirmaram seu compromisso de combater o grupo de Osama bin Laden.
Mas a morte de dezenas de civis afegãos nesta semana, aparentemente em bombardeios promovidos pelos EUA, ofuscou a reunião.
“O caminho adiante será difícil. Haverá mais violência e haverá reveses”, disse Obama. “Mas deixem-me ser claro – os Estados Unidos fizeram um compromisso duradouro de derrotar a Al Qaeda, mas também de apoiar os governos soberanos democraticamente eleitos tanto no Paquistão quanto no Afeganistão. Esse compromisso não cederá, e esse apoio será sustentado.”
Autoridades locais disseram que mais de cem civis morreram nos bombardeios desta semana na província de Farah. Se a cifra for confirmada, terá sido um dos incidentes mais sangrentos envolvendo civis no país desde o fim do regime do Taliban, em 2001.
A secretária norte-americana de Estado, Hillary Clinton, lamentou profundamente o incidente, mas sem admitir responsabilidade dos EUA. Um funcionário norte-americano afirmou, pedindo anonimato, que aparentemente o bombardeio norte-americano de fato provocou mortes.
No passado, o governo de Obama criticou duramente Karzai e Zardari, questionando o compromisso e a capacidade deles no combate à Al Qaeda e o Taliban. Por outro lado, as vítimas civis das ações militares dos EUA são muito impopulares no Afeganistão e no Paquistão, dificultando a cooperação de seus líderes com Washington.
No final de março, Obama anunciou uma nova estratégia para a região, oferecendo mais ajuda financeira e também o envio de 20 mil soldados adicionais para o Afeganistão neste ano.
Hillary disse que o encontro de terça-feira representou “de certa forma um marco”, e Richard Holbrooke, enviado especial de Obama para a região, disse que o evento “deu realidade física ao plano estratégico”.
Depois de a presidência afegã qualificar as mortes de civis como “injustificáveis e inaceitáveis”, Karzai agradeceu Hillary pela manifestação de pesar, e disse esperar que outras mortes civis sejam evitadas.
Zardari, pressionado devido aos avanços dos militantes islâmicos neste ano nos vales do Swat e Buner, prometeu respaldo à democracia do seu país. “Minha democracia precisa de atenção e de alimento”, afirmou.
“A democracia paquistanesa irá cumprir sua missão, os terroristas serão derrotados por nossa luta conjunta. Eu, meu amigo o presidente Karzai e os Estados Unidos (…) estaremos ombro a ombro com o mundo para lugar contra este câncer e esta ameaça.”
Muitos paquistaneses acusam os EUA de abalar a democracia no país, por terem apoiado e financiado os militares durante décadas. Hillary disse que o apoio de Washington ao governo democrático de Islamabad é “muito, muito firme”.
Obama: a razão aprendente que faltava!
Jürgen Habermas, o mais atual dos pensadores na área da teoria do conhecimento, desenvolveu, a partir de seus estudos sobre as abordagens históricas sobre o tema, a concepção da estratégia comunicativa aprendente.Segundo ele os atores sociais, embora ao longo dos séculos tenham convivido predominantemente através da estratégia do cálculo egocêntrico (onde agem sempre no sentido oportunista de influenciar em interesse próprio e/ou corporativo, desrespeitando os demais interesses, consensos ou dissensos existentes nos processos de negociações sociais), podem criar formas mais adequadas de convivência. Com base nos seus estudo sobre o conhecimento e a ética, e recorrendo ao evolucionismo de Darwin para explicar a produção do saber humano, defendeu a possibilidade da participação social não-violenta e não coercitiva. Entendendo a racionalidade comunicativa como aprendente (em permanente processo de ampliação e aperfeiçoamento), concebeu os grupos sociais como capazes de desenvolver competências mais complexas para conhecer a realidade, superando as explicações apenas racionais e seus desdobramentos autoritários. Assim, evoluindo através dos acertos e erros naturais em processos de ensino-aprendizagem, constituindo uma ética “deontológica, formalista e cognitivista”, as coletividades podem chegar a princípios éticos que garantam a participação social ampla nas decisões públicas, construindo sinergias em prol da integração social democrática e cidadã, resolvendo os conflitos com a melhor solução: aquela resultante do consenso de todos os concernidos.
Vendo a trajetória política do Barack Obama, desde o início, não encontro melhor exemplo de uma mente “Habermasiana”! Uma liderança plenamentre identificada com a teoria da comunicação aprendente, base de uma prática político-social de há muito requerida no cenário planetário. E a sua participação no encontro com todas as lideranças mundiais (inclusive aquelas ainda adeptas do cálculo egocêntrico predominante), pavimenta rapidamente um caminho novo para resolver os problemas antigos. Por isso estamos monitorando-o nesse blog, por acreditar e torcer pelo conteúdo das suas intenções e atitudes. E a reportagem abaixo reforça a nossa crença…
Obama diz estar pronto para ouvir líderes sul-americanos

PORT OF SPAIN (Reuters) – O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, sentou-se neste sábado com líderes sul-americanos, dizendo estar pronto para ouvir e aprender após prometer uma era de maior cooperação regional e um recomeço com a Cuba comunista.
No início do quinto Encontro das Américas, em Trinidad e Tobago, Obama se disse um parceiro para o desenvolvimento de recursos energéticos, para lidar com os perigos das mudanças climáticas e para combater as ameaças de tráfico de armas e drogas que ameaçam a região.
“Tenho muito a aprender e estou procurando ouvir e descobrir como podemos trabalhar juntos mais eficientemente”, afirmou Obama a repórteres ao entrar em um encontro com líderes da América do Sul antes das sessões plenárias da cúpula em Port of Spain.
Pouco antes da sessão de abertura do encontro, no final da sexta-feira, Obama cumprimentou o presidente venezuelano, Hugo Chávez, um grande crítico das políticas de Washington e esquerdista estandarte do sentimento anti-EUA na América Latina.
Quando o encontro de sábado começou, Chávez, em acordo com a sua amigável saudação a Obama, presenteou o líder norte-americano com o livro “As Veias Abertas da América Latina”, do escritor esquerdista uruguaio Eduardo Galeano.
O presidente dos EUA recebeu o presente com um sorriso.
Obama disse aos líderes regionais na sexta-feira que sua administração queria um recomeço com Cuba, para tentar encerrar o conflito ideológico que marcou a região por meio século. O debate sobre o futuro das relações Cuba-EUA dominou o começo do encontro.
Obama afirmou que também estava aberto para discutir com Havana assuntos que vão desde direitos humanos até economia, mas pediu reformas políticas na ilha comunista.
Seu encontro com 33 outros líderes regionais ocorreu após o presidente cubano, Raúl Castro, ter dito que seu governo estava aberto a conversar sobre “tudo” com os Estados Unidos, incluindo prisioneiros políticos e liberdade de imprensa.
Antes do encontro, Obama afrouxou partes do embargo comercial de 47 anos dos Estados Unidos a Cuba, e os sinais de ambos os lados alimentaram esperanças de uma reaproximação histórica entre os adversários da Guerra Fria.
Cuba está excluída do encontro de cúpula de Trinidad e Tobago e, no passado, rejeitou qualquer tentativa de melhorar os seus laços com Washington através de reformas internas.
Chefes de Estado, que incluem o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e líderes caribenhos que participam do encontro, pediram que Obama acabe com as sanções norte-americanas contra Cuba.
EUA e Cuba: a paquera continua…

Raúl Castro se reúne com seis congressistas dos EUA
1 hora, 33 minutos atrás
O presidente de Cuba, Raúl Castro, está convencido dos benefícios de dialogar com os Estados Unidos, disseram legisladores democratas norte-americanos, que se reuniram com ele ontem por mais de quatro horas. Seis representantes democratas, os primeiros políticos dessa categoria a reunirem-se com o presidente cubano desde que Raúl tomou posse, em julho de 2006, realizaram uma visita à ilha como forma de assinalar a reaproximação entre os governos dos dois países.
“Estou convencida de que o presidente Raúl Castro quer a normalização das relações e o fim do embargo beneficiaria aos dois países”, disse a chefe da delegação, a californiana Barbara Lee. Raúl Castro e os representantes conversaram sobre a maneira de combater, de forma conjunta, o tráfico de drogas e de pessoas e os possíveis intercâmbios comerciais e até culturais, disse Lee. “É chegado o momento de falar com Cuba”, afirmou a congressista.
Uma nota divulgada pela chancelaria cubana afirmou que foi abordado o tema das relações bilaterais com a chegada do presidente Barack Obama à Casa Branca. “A esse respeito, Raúl ratificou a posição cubana, a disposição de dialogar sobre qualquer assunto, tendo como únicas premissas a igualdade soberana dos Estados e o absoluto respeito à independência nacional e ao direito inalienável de cada povo”, informou a nota.
O representante Bobby Rush disse que o presidente cubano “é o oposto do apresentado pela mídia”. “Ele realmente me surpreendeu, com seu senso de humor, seu conhecimento histórico e sua qualidade como ser humano”, disse o norte-americano, para quem a conferência transcorreu como se todos fossem “velhos membros da mesma família”. A visita dos legisladores ocorreu no momento em que o governo dos EUA anunciou o relaxamento de algumas sanções contra Cuba no que diz respeito a viagens de cubano-americanos para visitar seus familiares na ilha.
Washington mantém desde a década de 1960 rigorosas sanções comerciais contra Cuba, entre outros tipos de medidas que são parte de uma política com o objetivo de pressionar a ilha a mudar seu sistema de governo. No começo do mês, o senador republicano Richard Lugar sugeriu que Obama designe um enviado especial para começar um diálogo com Cuba.
No entanto, os legisladores democratas que se reuniram com Raúl Castro afirmaram que sua delegação não teve como objetivo negociar. “Não viemos com o objetivo de negociar, mas de dialogar e cultivar relações”, afirmou o congressista Emanuel Cleaver. Os representantes indicaram que farão um relatório sobre a visita e seus resultados para a secretária de Estado, Hillary Clinton, e para o presidente Barack Obama.
Fidel
O ex-presidente Fidel Castro, que não é visto em público desde julho de 2006, escreveu ontem em sua coluna nos jornais estatais que Cuba não teme conversar diretamente com os EUA. Tanto Fidel quanto Raúl dizem há décadas que gostariam de conversar pessoalmente com líderes norte-americanos. Atualmente, os dois países não têm relações diplomáticas.
Numa segunda coluna publicada na noite de ontem no site do governo, o ex-presidente saudou os membros do Congresso norte-americano por terem visitado a ilha, dizendo que “valoriza o gesto do grupo legislativo”. “Eles são testemunhas do respeito com o qual os norte-americanos que visitam nossa terra são sempre recebidos”, escreveu Fidel.
Legisladores das duas Casas do Congresso dos EUA já propuseram a eliminação da proibição das viagens a Cuba, efetivamente levantando um importante componente do embargo à ilha. Os representantes que estiveram em Cuba disseram que apoiarão esses esforços.
Imagens: da NET, capturadas através da Googles
Obama e Fidel: começou o namoro!

Conforme já se previa, o governo Obama parece ter iniciado a reaproximação com Cuba, rompendo o estúpido bloqueio econômico imposto ao país caribenho, por puro despotismo ideológico. O pronunciamento de Fidel, que repasso abaixo, demonstra que a estratégia política de entendimento inter-nações, proposta por Obama, pode ser viável em um horizonte mediato.
O estranho foi perceber a presença de um político republicano citado por Fidel como progressista. Um republicano ianque progressista? Só se for milagre de São Obama! Como meu pai dizia que lagarta vira borboleta mas abacaxi não vira uva, tô matutando: será que o Obama tá fazendo alteração genética de DNA político?
Fidel elogia proposta dos EUA para retomar relações
AE-AP - Agencia Estado
HAVANA - O líder Fidel Castro disse hoje que Cuba não está com medo de abrir negociações com os Estados Unidos e que o governo comunista do país caribenho não prospera com o conflito, como afirmam seus críticos. Em artigo publicado hoje nos jornais controlados pelo governo, o ex-presidente de 82 anos também elogiou o senador norte-americano Richard Lugar, ao dizer que o republicano mais graduado no Comitê de Relações Exteriores “caminha sobre chão firme” com sua proposta de indicar um enviado especial para reformular as relações entre os dois países.
Fidel escreveu que “os que são capazes de analisar com serenidade os eventos, como é o caso do senador por Indiana, usam um argumento irrefutável: as medidas dos EUA contra Cuba, que já duram quase metade de um século, são um fracasso total”. Ao repetir a disposição de Cuba para dialogar com Washington, Fidel afirmou que as conversas diretas são “o único caminho para assegurar a amizade e a paz entre as pessoas”.
Os comentários conciliadores foram feitos em meio a especulações de que a nova administração do presidente norte-americano Barack Obama poderá remover parcialmente o embargo econômico imposto pelos EUA a Cuba, medida imposta logo após Fidel chegar ao poder em 1959. O ex-presidente cubano sofre de uma doença misteriosa e foi substituído no cargo por seu irmão Raúl Castro há cerca de 14 meses.
Ah! Obama! Se a oposição pittbul te pega!!!
A troca de confetes entre o Obama e o Lula não apenas demonstrou a capacidade de comunicação e liderança política de ambos, serviu também para enraivecer a oposição brasileira pittbull, que está cada vez mais hidrófoba com a proximação das eleições de 2010 sem que consiga ver luz no fim do túnel. Tudo que a matilha menos precisava a essas alturas do campeonato era um elogio rasgado ao nosso presidente, vindo da maior expressão política atual. De qualquer forma, foi bom em termos democráticos: mais uma demonstração de que capacidade gerencial, popularidade e respeito não dependem de formação acadêmica, classe social ou etnia: dependem de vontade política e estatura moral. Leiam as reações do nosso parlamento…
Elogios de Obama a Lula repercutem no Congresso e no Senado
Agência Brasil
BRASÍLIA – Os senadores e deputados receberam com bom humor e críticas os elogios feitos pelo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, nesta quinta-feira, momentos antes da abertura da reunião do G20, em Londres. – Esse é o cara. Eu adoro esse cara – disse Obama sobre o presidente brasileiro diante do primeiro-ministro da Austrália, Kevin Rudd.
O presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), disse que Lula ganhou notoriedade internacional até pela condição de ser o único operário que chegou à Presidência da República pelo voto direto. – Em duas gestões tornou-se mais popular ainda, especialmente pelas movimentações governamentais de natureza social – afirmou.
Já líder do DEM na Câmara, Ronaldo Caiado (GO), preferiu criticar o elogio feito ao presidente brasileiro. – As declarações de Obama ratificam a tese de que Lula já entrou no tema do anedotário internacional. Acrescentou que o comentário de Barack Obama – é algo preocupante para os brasileiros porque o líder quando não se comporta de acordo com a liturgia do cargo perde a respeitabilidade dos demais – disse.
O líder do PT, Cândido Vaccarezza (SP), afirmou que os comentários de Obama mostram que o Brasil, com Lula, “ganhou importância econômica e política”.
No Senado, os parlamentares também comentaram o elogio ao presidente Lula, alguns reagiram com bom humor. O 1º secretário do Senado, Heráclito Fortes (DEM-PI), por exemplo, afirmou que Obama “destronou” Pelé, até então o mais popular entre os brasileiros no exterior. – Que pena, o Pelé perdeu o trono – brincou o senador.
Já o ex-presidente do Senado, Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN), reagiu num misto de perplexidade e bom humor ao comentário de Barack Obama. – Isso é extraordinário, mostra que santo de casa também faz milagre. Quem diria que o presidente Lula teria tanto êxito no plano internacional. Agora temos que levar a sério a história da marolinha – disse.
O líder do PSDB, Arthur Virgílio Neto (AM), também reagiu de maneira humorado aos comentários do presidente dos Estados Unidos. De acordo com o senador tucano, Lula foi elevado a uma condição somente inferior ao do tetracampeão mundial de futebol Romário. Arthur Virgílio lembrou a frase dita pelo próprio Romário em 2008: “Deus olhou para mim, apontou e disse: esse é o cara”.
Já o senador Pedro Simon (PMDB-RS) concorda plenamente com Barack Obama de que Lula tornou-se uma referência entre os líderes mundiais. Simon avalia que os países mais ricos, carentes de líderes, de repente viram emergir à condição de presidente República um “pau-de-arara” que saiu do Nordeste para fazer a vida em São Paulo.
- O Obama entrou agora [na Presidência dos Estados Unidos] e, dentro desse contexto de carência de lideranças mundiais, viu um pau-de-arara nordestino que fez curso de torneiro mecânico em São Paulo, estudou até a quarta série primária, entrou para a vida sindical, fundou um partido político, tornar-se um grande presidente de referência mundial – afirmou o peemedebista.
O senador Renato Casagrande (PSB-ES), disse que Lula tem que aproveitar a boa vontade do presidente americano para criar um ambiente que permita quebrar as barreiras alfandegárias no comércio entre o Brasil e os Estados Unidos. – Só simpatia não adianta, tem que transformar isso em ações concretas – afirmou.
EUA x Cuba: no meio do caminho…
“No meio do caminho tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
tinha uma pedra
no meio do caminho tinha uma pedra.
Nunca me esquecerei desse acontecimento
na vida de minhas retinas tão fatigadas.
Nunca me esquecerei que no meio do caminho
tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
no meio do caminho tinha uma pedra.”
(Drumond de Andrade)
Como as retinas de Drumond, a minha mente quase septuagenária nunca esquecerá a Cuba-prostíbulo-cassino dos EUA dos tempos de Fulgêncio Batista, a longa luta de Sierra Mestra e a fuga dos laranjas locais que parasitavam o povo e viabilizavam a dominação ianque. Como expectador histórico, nunca esquecerei as espertezas imperialistas norteamericanas para, apesar da guerra perdida, manter ativas as propriedades rurais e usinas de americanos na ilha, sustentado assim a dominação fundiária e econômica perversa de sempre. Como não poderei esquecer essas espertezas imperialistas que, no contexto da Guerra Fria, jogou Cuba nos braços russos como única opção de resistência, fornecendo o pretexto para o vergonhoso bloqueio econômico que dura até hoje. Assim como não posso esquecer que desde a queda do Muro de Berlim a imensa pedra do “conflito inevitável” foi retirada do caminho, sem nenhuma utilidade para Cuba, já que o bloqueio se manteve para alimentar o ressentimento dos EUA com a experiência socialista no seu quintalzinho perdido.
Hoje, apesar do tom impositivo que é peculiar à cultura imperialista do Tio Sam, parece que o distanciamento político entre EUA e Cuba está dominuindo. Sob o discurso xerifesco da reportagem abaixo, esconde-se ações prévias de autocorreção das próprias infrações norte-americanas: a desarticulação de Guantanamo, o arrefecimento das ações militares nas guerras instaladas pelo “vagabundo beberrão” e a atenuação do vergonhoso embargo econômico à Cuba. A meu ver, o Obama vai distanciar-se gradativamente do discurso tradicional (para não irritar o histórico militarismo político nacional) e se aproximará devagarinho das ações justas, necessárias e inadiáveis. A política tem desses cuidados rituais. Ainda há muitas pedras no meio do caminho (reformas políticas necessárias em Cuba, o risco do retorno dos fugitivos de Miami como instrumentos de poder financiados pelos americanos, a “democracia” ianque para o resto do mundo, etc.). Mas um caminho onde já se percebe alguma vontade política e moral de retirada das pedras ainda existentes…
EUA: Cuba deve libertar presos políticos imediatamente
Qua, 18 Mar, 07h52
WASHINGTON (AFP) – Os Estados Unidos pediram nesta quarta-feira que Cuba liberte “imediatamente” todos os prisioneiros políticos, em um comunicado divulgado por ocasião do sexto aniversário da prisão de 75 militantes cubanos
“Hoje se completa o sexto aniversário da prisão de 75 jornalistas, defensores dos Direitos Humanos, livreiros e outros membros da sociedade civil em toda a ilha”, declarou um porta-voz do Departamento de Estado, Robert Wood, lendo esse comunicado durante uma entrevista coletiva à imprensa.
“Essas 75 pessoas foram condenadas a penas que vão de 14 a 30 anos de prisão por terem defendido reformas políticas, sociais e econômicas em Cuba de maneira não violenta”, acrescentou o porta-voz.
“Pedimos ao governo cubano que os liberte imediatamente, assim como outros prisioneiros políticos detidos nas prisões cubanas, e que tome medidas para melhorar os Direitos Humanos em Cuba”, concluiu.
Esse apelo foi feito uma semana depois de um abrandamento do embargo a Cuba votado pelo Senado americano, que retirou algumas restrições às viagens e à venda de medicamentos para a ilha. Este texto ainda deve ser promulgado por Barack Obama.
Quase um milhão de cubanos, a maior parte opositores do regime castrista, vivem nos Estados Unidos.
Imagem: Millôr Fernandes
Exilados da Crise: ironias do destino
Hoje a TV Globo apresentou notícia sobre os “exilados da crise”, como ela denominou os norte-americanos que por terem perdido a casa, o emprego e outras fontes de sobrevivência, instalaram-se em um acampamento improvisado à beira de um rio, em uma pequena cidade do interior. Hoje, morando nas barracas em que antigamente praticavam camping, vivem da ajuda de alimentos e bens fornecidos pela solidariedade dos moradores menos mal-sucedidos. Segundo um deles, têm de andar dois kilometros até ao sanitário mais próximo (será que sempre dá tempo de chegar a tempo?). Ironia profunda: o prefeito da região em que esses brancos flagelados acamparam, é um negro, ex-jogador de basquete e que foi contemporâneo de estudos de muitos deles. Ironia ainda maior: esse prefeito negro declarou que em função da situação dos exilados, terá que legalizar o acampamento.
Realmente, parece que hoje, nas terras do Tio Sam, a tsunami Obama está inundando a história racista dos ianques e talvez fertilizando a terra para um plantio de entendimento inter-racial. Que assim seja…
Imagem: Angeli
Obama: resumo das últimas atitudes
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Obama pede regras mais duras para o sistema financeiro
Tentando evitar uma repetição da crise financeira, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse nesta quarta-feira que a regulamentação do sistema financeiro precisa ser atualizada para trazer mais transparência e prestação de contas aos mercados e instituições financeiras.
Agência Estado via Yahoo! Brasil Notícias - 29 minutos atrás
- Orçamento de Obama inclui US634 bi em fundo de saúde-autoridade
WASHINGTON (Reuters) – O esboço do orçamento do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, inclui um fundo de reserva de 10 anos de 634 bilhões de dólares para ajudar a pagar suas propostas de reforma no sistema de saúde pública, disse uma autoridade da Casa Branca nesta quarta-feira…
Globo Online - 3 minutos atrás
- Obama encara combate ao aquecimento global e pede lei de cotas de poluição
WASHINGTON (AFP) – O presidente americano, Barack Obama, pediu nesta terça-feira ao Congresso que elabore uma lei para limitar a emissão de gases causadores do efeito estufa, com a criação de um mercado de cotas de poluição, medida fundamental para o combate ao aquecimento global jamais cogitada pelo governo anterior.
AFP via Yahoo! Brasil Notícias - 1 hora, 7 minutos atrás
- Wall Street cai com alerta de Obama sobre supervisão
As bolsas de valores dos Estados Unidos fecharam em queda nesta quarta-feira, depois que o presidente norte-americano, Barack Obama, alertou sobre uma supervisão mais rígida para Wall Street, levantando o fantasma da uma regulação maior que investidores temem que possa enfraquecer os lucros.
Reuters via Yahoo! Brasil Notícias - 22 minutos atrás
Hidrofobia Pitbull: doença política que ocorre em todo lugar.
A reportagem abaixo demonstra que a oposição fóbica e irresponsável é capaz de contaminar todos os cenários políticos. Aqui, o DEM e o PSDB formam o foco principal da doença. Nos EUA, ela contaminou seriamente os reacionários republicanos. É assombrosa a capacidade destes grupos políticos doentes em ignorar a realidade: no caso norteamericano, o Partido Republicano, através de sua figura máxima George W. Bush (imaginem!) arrasaram populações, economias e o meio ambiente durante 8 anos consecutivos e agora, além de repassarem o enorme abacaxi de reconstruir tudo, ainda se dão ao direito de fazer oposição ao pacote Obama de resgate à economia nacional. São uns calhordas! E enquanto eles fingem estar preocupados com a sociedade (defendendo em verdade os grupos que geraram a crise com lucros desonestos e tentando boicotar o trabalho do presidente eleito), a população permenece vulnerável ao desemprego e refém da inadimplência. Me digam: que força moral e política, têm os republicanos para negar apoio a qualquer coisa, diante do seu histórico longínquo ou recente?
E aqui, a oposição Pitbull, após fazer um inútil terrorismo político durante as campanhas, persistem na prática do quanto pior melhor.
Será que não tem uma vacinazinha para resgatar estes animais doentes?
Republicanos pressionam por mudança em pacote de resgate dos EUA
Reuters – Dom, 01 Fev, 04h30
Importantes senadores republicanos alertaram, no domingo, que o partido não deve dar apoio ao pacote de estímulo econômico do presidente Barack Obama.
Olha o terrorismo virtual!!
Sistema de informática cai e Casa Branca é obrigada a recorrer ao velho papel AFP – Ter, 27 Jan, 09h28 WASHINGTON (AFP) – Um problema técnico no sistema de informática obrigou os funcionários da Casa Branca a recorrerem a um instrumento de comunicação quase em desuso, o papel, contaram os assessores do “ciberpresidente” Barack Obama, cuja vitória eleitoral se deveu em grande parte ao importante papel da internet.




