Livre pensar é só pensar!

Para não desligar os neurônios

Ainda bem que nas camadas reacionárias, sempre aparecem alguns socialistas…

Herdeira do Credit Suisse doa R$ 500 mil a Lula após bloqueio feito por Moro

 “Se Luiz Inácio Lula da Silva é visto como o pai do Bolsa Família, ela quer ser a mãe do ‘Bolsa Lula'”, destaca reportagem da Folha de S. Paulo

SÃO PAULO – “Se Luiz Inácio Lula da Silva é visto como o pai do Bolsa Família, ela quer ser a mãe do ‘Bolsa Lula'”.

Assim que matéria desta sexta-feira (11) do jornal Folha de S. Paulo define a atitude da herdeira da família fundadora do banco Credit Suisse, Roberta Luchsinger, que criou um movimento para apoiar financeiramente o ex-presidente Lula após o bloqueio de quase R$ 10 milhões em planos de previdência e contas bancárias por ordem do juiz Sérgio Moro. Roberta, neta do suíço Peter Paul Arnold Luchsinger, doou cerca de R$ 500 mil em dinheiro, joias e outros bens de valor ao petista.

“Com o bloqueio dos bens de Lula, Moro tenta inviabilizá-lo tanto na política quanto pessoalmente. Vou fazer uma doação para que o presidente possa usar conforme as necessidades dele”, disse a herdeira.

Entre as doações ao ex-presidente, está o último cheque da mesada de seu avô, que morreu no dia 8 de julho aos 92 anos, no valor de 28 mil francos suíços (cerca de R$ 91 mil). “Foi o último cheque que recebi dele e vou repassar integralmente ao Lula. Agora, já podem dizer que ele tinha conta na Suíça, aquela que os procuradores da Lava Jato tanto procuraram e não acharam”, ironiza.

Além disso, também há na lista de bens doados um relógio Rolex (R$ 100 mil) , um anel de diamantes da joalheira Emar Batalha (R$ 145 mil), uma bolsa Chanel (R$ 32 mil), um par de sandálias Christian Louboutin (R$ 3 mil) e um vestido Dolce & Gabbana (R$ 30 mil). A mala com os artigos de luxo será entregue pessoalmente nos próximos dias, em data que está sendo negociada com o ex-ministro Gilberto Carvalho.

Segundo a reportagem do jornal, Roberta pretende lançar sua candidatura a deputada estadual pelo PCdoB nas próximas eleições. Ela se filiou ao partido ao se casar em 2009 com Protógenes Queiroz – eles se divorciaram em 2015. Roberta é crítica aos cortes em programas sociaisaprovados durante a gestão do presidente Michel Temer e diz apoiar a taxação sobre grandes fortunas. Ela ainda afirma não achar incompatível lutar por uma sociedade igualitária, mesmo com seu estilo de vida sofisticado.

sexta-feira, 11 agosto, 2017 Posted by | Comentário, Repassando... | | 1 Comentário

Continuamos a pagar os votos que blindaram o Trairão…

8/2017 09:03

Para economizar após compra de votos, Temer corta 543 mil famílias do Bolsa Família

O número de beneficiários pagos pelo Bolsa Família em julho registrou a maior redução em relação a um mês anterior desde o lançamento do programa, em 2003. Entre junho e o mês passado, o número de benefícios encolheu em 543 mil famílias. O corte inclui suspensões para avaliação e cancelamentos.

Ao todo, o programa pagou 12.740.640 famílias em julho. O número de bolsas pagas foi o menor desde julho de 2010, quando foram pagas 12.582.844 bolsas. Se compararmos julho de 2014 com o mesmo mês de 2017, houve uma redução de 1,5 milhão de bolsas pagas.

Mesmo com os cortes, ainda há mais de meio milhão de famílias na lista de espera para ingressar no programa, sem previsão. Questionado pela reportagem, o Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário culpou a política econômica do governo Dilma Rousseff (2011-16) pela redução.

Até então, o maior corte tinha ocorrido entre os meses de janeiro e fevereiro de 2013, após o fim de um recadastramento do governo federal. Naquela ocasião, houve 278 mil benefícios pagos a menos.

Quando foi lançado, em 2003, o programa atendia 3,6 milhões de famílias –a maioria já recebia benefícios menores que foram extintos, como o Bolsa Alimentação, o Vale Gás e o Bolsa Escola.

O corte no pagamento de julho pegou muitos beneficiários de surpresa. Na segunda-feira (7), a reportagem do UOL visitou a central do Cadastro Único e do Bolsa Família em Maceió, onde 55,2 mil famílias dependem do pagamento. O município também teve corte no número de beneficiários: em junho, eles eram 57,4 mil.

Entre os beneficiários que buscaram resolver problemas, o clima era de grande apreensão. “A verdade é que a gente fica sempre esperando uma notícia assim, pois sabe que estão cortando tudo. Até direitos da gente já cortaram”, diz a camareira Rosângela da Silva, 43, que tem três filhos –mora com dois deles– e recebia R$ 124 até junho. “Agora cortaram do nada.”

OPINIÃO DO PLANTÃO – É questão de tempo até o Bananil voltar para o Mapa da Fome da ONU e voltarmos a ver manchetes de revistas mostrando pessoas morrendo de fome no Brasil como algo normal

sexta-feira, 11 agosto, 2017 Posted by | Comentário, Repassando... | | Deixe um comentário

Leiam e deixem de nos chamar de velhinhos tarados! Certo?

02/08/2017 12:22 – Copyleft

Tribunal Europeu afirma importância do sexo para idosos

O tribunal da U.E. restabeleceu um princípio do respeito à dignidade humana que é fundamental em qualquer idade


Flavio Aguiar

Sérgio Lemos

Tudo começou quando Maria Morais, uma cidadã portuguesa, teve de se submeter a uma cirurgia em seus órgãos genitais. Isto aconteceu em 1995. Por alguma razão, o resultado não foi bom para ela. Queixou-se de que a cirurgia defeituosa deixara-a num estado em que não tinha a possibilidade de ter um desempenho sexual satisfatório. Exigiu uma indenização, processando o hospital.

Em primeira instância, ganhou. Mas o hospital recorreu. E em 2013 – 18 anos depois do episódio original – o Tribunal de Recursos reduziu em um terço a indenização pedida. Justificativa dos três juízes: a reclamante era quinquagenária (não ficou esclarecido se na época da cirurgia ou depois), e “depois dos 50 anos a prática do sexo não é tão importante”. Diga-se de passagem que os três juízes, dois homens e uma mulher, tinham mais de 50 anos.

Não satisfeita, Maria Morais recorreu ao Tribunal Europeu de Direitos Humanos, que tem sede na França. E agora, em 2017, a Corte da União Europeia bateu o martelo: sexo depois dos cinquenta é importante sim. Condenou o tribunal português por prática discriminatória contra idosos, restabeleceu o valor original da indenização pedida e acresceu-lhe os custos advocatícios e jurídicos. Total, quase 6 mil euros, no câmbio turismo, equivalente a quase 24 mil reais.

O valor pode parecer pequeno. O princípio não o é. O tribunal da U. E. restabeleceu um princípio do respeito à dignidade humana que é fundamental em qualquer idade. Ainda mais que está comprovada – e o episódio desencadeou, duas semanas atrás, uma torrente de análises neste sentido – a importância da prática sexual por idosos para a própria saúde corporal e mental.

Em primeiro lugar, há a questão do prazer, fundamental em qualquer idade, desde que obtido por mútuo consentimento, é claro.

Mas há mais. Durante a prática de atividade sexual – de qualquer tipo, em todos os sentidos, masturbação, cópula, amasso, etc, – o corpo libera um agente neurotransmissor chamado dopamina. E recentes pesquisas demonstram que a dopamina exerce influência benéfica no cérebro sobre o armazenamento da memória. Ou seja, ajuda a combater males como Alzheimer, Parkinson, esclerose, etc.

E mais ainda. Depois da prática sexual, derrama-se no corpo humano outro neuro-transmissor, a serotonina, em quantidades apreciáveis. A serotonina é responsável pela comunicação entre as ramificações das células nervosas, que não se tocam entre si. Sua falta acarreta transformações negativas do humor, podendo causar depressão. É chamada, algo impropriamente, de “hormônio do prazer”, devido à sensação que se segue á prática do sexo.

Em altas latitudes, como aqui em Berlim, o escurecimento do dia hibernal causa falta de vitamina D, que é fundamental para sintetizar a serotonina. Anualmente, na Alemanha, registram-se 800 mil casos de depressão causados pela falta de insolação, de vitamina D, e consequentemente, de serotonina. Suspeita-se que, por falta de informação, outras 800 mil pessoas não registrem seus casos junto ao sistema de saúde.

Não se confunda isto com alguma melancolia poética hibernal, ou pela perda de algum ente querido, por exemplo. A depressão clínica é um quadro grave que, pela inanição, pode levar até à morte. É isto que a prática do sexo ajuda a combater. Ainda mais em se tratando de idosos, que têm mais dificuldade de locomoção e, portanto, de exibição à luz solar.

A decisão do Tribunal Europeu de Recursos Humanos não só fez justiça à reivindicação de Da. Maria Morais, como também ajudou a reafirmar o princípio de que tod@s – idos@s também – têm direito a uma vida saudável e cheia de prazer.

Em tempo: há alimentos que ajudam a produção de dopamina e serotonina, como o chocolate amargo, a castanha do Pará, a banana, o abacaxi, o tomate e também o vinho tinto, tomado com moderação.

quinta-feira, 3 agosto, 2017 Posted by | Comentário, Repassando... | | Deixe um comentário

A Lista dos Canalhas está feita. Falta esperamos 2018, para darmos o troco a eles.

3/8/2017 08:47

Pelo menos duas coisas aproveitáveis aconteceram ontem, na farsa da Câmara: a votação pró-canalha em número menor do que alardeavam e a identificação nominal e partidária dos vendilhões do templo. São 264 crápulas que tiveram o cinismo de, dissimulando a corrupção do voto em nome do Brasil, da estabilidade, ou dizendo apenas adiar o julgamento do Trairão para 2019, mantiveram o Ali-Babá na boca da caverna das riquezas nacionais a serem roubadas. Mas esta lista é maior, pois quase 20 crápulas parlamentares se ausentaram, fugindo das câmeras e da identificação. E há ainda as prostitutas arrependidas e acuadas que votaram contra o Temer, por sentirem que em 2018 a justiça deverá ser feita (entre estes o Tiririca, o Sérgio Reis, Bolsonaros pai e filho e outros).

Tudo bem. Esta lista que aparece abaixo será impressa e colada na parede do meu quarto, à espera de 2018. Lá, acomanharei paso-a-passo, a resposta dos eleitores a estes bandidos, nas urnas. Em paralelo, farei o cotejamento dos votos brasileiros aos que votaram contra o Ladrão do Alvorada. Creio que desta análise, poderemos conhecer um pouco mais os valores políticos e morais dos brasileiros que ontem se calaram, de cócoras, diante da cloaca parlamentar federal…

Henrique Miranda

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Compartilhe: a lista dos deputados que votaram para salvar Temer

A Câmara dos Deputados rejeitou nesta quarta-feira (2) a denúncia contra de corrupção contra o presidente Michel Temer, apresentada pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, apresentada em 26 de junho

Eram necessários 342 votos para que o Supremo Tribunal Federal (STF) pudesse continuar as investigações, mas apenas 227 deputados votaram contra o peemdebista.

Ao longo dos últimos meses, o Planalto se empenhou em atender a demandas de deputados por cargos e por emendas parlamentares. Só em julho, foram R$ 1,8 bilhões. Temer também intensificou a agenda de encontros. Em um único dia, nesta terça-feira (1), 35 deputados foram ao gabinete presidencial.

No mesmo dia, para atender à bancada ruralista, por exemplo, o governo publicou a medida provisória (MP) 793, que cria o Programa de Regularização Rural (PRR). O texto permite que produtores acertem dívidas vencidas até 30 de abril de 2017 com Funrural (Fundo de Assistência ao Trabalhador Rural).

Com o resultado da Câmara, Temer continua no mandato e a investigação só será retomada em 2019, quando ele deixar o Palácio do Planalto.

Confira quem foram os deputados que votaram para salvar o peemedebista:

PMDB

Alceu Moreira (PMDB-RS)

Altineu Côrtes (PMDB-RJ)

André Amaral (PMDB-PB)

Aníbal Gomes (PMDB-CE)

Baleia Rossi (PMDB-SP)

Cabuçu Borges (PMDB-AP)

Carlos Bezerra (PMDB-MT)

Carlos Marun (PMDB-MS)

Celso Jacob (PMDB-RJ)

Celso Maldaner (PMDB-SC)

Cícero Almeida (PMDB-AL)

Daniel Vilela (PMDB-GO)

Darcísio Perondi (PMDB-RS)

Dulce Miranda (PMDB-TO)

Elcione Barbalho (PMDB-PA)

Fábio Ramalho (PMDB-MG)

Fabio Reis (PMDB-SE)

Flaviano Melo (PMDB-AC)

Hermes Parcianello (PMDB-PR)

Hildo Rocha (PMDB-MA)

Hugo Motta (PMDB-PB)

Jéssica Sales (PMDB-AC)

João Arruda ( PMDB-PR)

João Marcelo Souza (PMDB-MA)

José Fogaça (PMDB-RS)

Jose Priante (PMDB-PA)

Josi Nunes (PMDB-TO)

Lelo Coimbra (PMDB-ES)

Leonardo Picciani (PMDB-RJ) *ministro do Esporte

Leonardo Quintão (PMDB-MG)

Lucio Mosquini (PMDB-RO)

Lucio Vieira Lima (PMDB-BA)

Marco Antônio Cabral (PMDB-RJ)

Marinha Raupp (PMDB-RO)

Marx Beltrão (PMDB-AL) *ministro do Turismo

Mauro Lopes (PMDB-MG)

Mauro Mariani (PMDB-SC)

Mauro Pereira (PMDB-RS)

Moses Rodrigues (PMDB-CE)

Newton Cardoso Jr (PMDB-MG)

Osmar Terra (PMDB-RS)

Pedro Chaves (PMDB-GO)

Pedro Paulo (PMDB-RJ)

Rogério Peninha Mendonça (PMDB-SC)

Ronaldo Benedet (PMDB-SC)

Saraiva Felipe (PMDB-MG)

Sergio Souza (PMDB-PR)

Simone Morgado (PMDB-PA)

Soraya Santos (PMDB-RJ)

Valdir Colatto (PMDB-SC)

Walter Alves (PMDB-MG)

Zé Augusto Nalin (PMDB-RJ)

PSDB

Antonio Imbassahy (PSDB-BA) *ministro da Secretaria de Governo

Arthur Virgílio Bisneto (PSDB-AM)

Bonifácio Andrade (PSDB-MG)

Bruna Furlan (PSDB-SP)

Bruno Araújo (PSDB-PE) *ministro de Cidades

Caio Narcio (PSDB-MG)

Célio Silveira (PSDB-GO)

Domingos Sávio (PSDB-MG)

Elizeu Dionizio (PSDB-MS)

Geraldo Resende (PSDB-MS)

Giuseppe Vecci (PSDB-GO)

Izalci Lucas (PSDB-DF)

Luiz Carlos Hauly (PSDB-PR)

Marco Tebaldi (PSDB-SC)

Marcus Pestana (PSDB-MG)

Nelson Padovani (PSDB-PR)

Nilson Leitão (PSDB-MT)

Nilson Pinto (PSDB-PA)

Paulo Abi-Ackel (PSDB-MG)

Rodrigo de Castro (PSDB-MG)

Rogério Marinho (PSDB-RN)

Yeda Crusius (PSDB-RS)

PP

Aguinaldo Riberio (PP-AL)

André Abdon (PP-AP)

André Fufuca (PP-MA)

Arthur Lira (PP-AL)

Beto Salame (PP-PA)

Beto Rosado (PP-RN)

Cacá Leão (PP-BA)

Covatti Filho (PP-RS)

Dilceu Sperafico (PP-PR)

Dimas Fabiano (PP-MG)

Eduardo da Fonte (PP-PE)

Ezequiel Fonseca (PP-MT)

Fausto Pinato (PP-SP)

Fernando Monteiro (PP-PE)

Franklin (PP-MG)

Guilherme Mussi (PP-SP)

Hiran Gonçalves (PP-RR)

Iracema Portella (PP-PI)

José Otávio Germano (PP-RS)

Julio Lopes (PP-RJ)

Lázaro Botelho (PP-TO)

Luiz Fernando Faria (PP-MG)

Macedo (PP-CE)

Maia Filho (PP-PI)

Marcus Vicente (PP-ES)

Mário Negromonte Jr. (PP-BA)

Nelson Meurer (PP-PR)

Paulo Henrique Lustosa (PP-CE)

Paulo Maluf (PP-SP)

Renato Andrade (PP-MG)

Renato Molling (PP-RS)

Renzo Braz (PP-MG)

Ricardo Izar (PP-SP)

Roberto Balestra (PP-GO)

Roberto Britto (PP-BA)

Simão Sessim (PP-RJ)

Toninho Pinheiro (PP-MG)

PR

Aelton Freitas (PR-MG)

Alexandre Valle (PR-RJ)

Alfredo Nascimento (PR-AM)

Bilac Pinto (PR-MG)

Brunny (PR-MG)

Cajar Nardes (PR-RS)

Delegado Edson Moreira (PR-MG)

Édio Lopes (PR-RR)

Giacobo (PR-PR)

Gorete Pereira (PR-CE)

João Carlos Bacelar (PR-BA)

José Carlos Araújo (PR-BA)

José Rocha (PR-BA)

Laerte Bessa (PR-DF)

Lúcio Vale (PR-PA)

Luiz Cláudio (PR-RO)

Luiz Nishimori (PR-PR)

Magda Mofatto (PR-GO)

Marcelo Delaroli (PR-RJ)

Marcio Alvino (PR-SP)

Mauricio Quintella (PR-AL) *ministro dos Transportes

Miguel Lombardi (PR-SP)

Milton Monti (PR-SP)

Paulo Feijó (PR-RJ)

Paulo Freire (PR-SP)

Remídio Monai (PR-RR)

Sebastião Oliveira (PR-PE)

Vinicius Gurgel (PR-AP)

PSD

Átila Lins (PSD-AM)

Cesar Souza (PSD-SC )

Delegado Éder Mauro (PSD-PA)

Diego Andrade (PSD-MG)

Domingos Neto (PSD-CE)

Edmar Arruda (PSD-PR)

Evandro Roman (PSD-PR)

Fábio Faria (PSD-RN)

Goulart (PSD-SP)

Herculano Passos (PSD-SP)

Heuler Cruvinel (PSD-GO)

Jaime Martins (PSD-MG)

João Paulo Kleinübing (PSD-SC)

João Rodrigues (PSD-SC)

Júlio Cesar (PSD-PI)

Marcos Montes (PSD-MG)

Raquel Muniz (PSD-MG)

Rogério Rosso (PSD-DF)

Rômulo Gouveia (PSD-PB)

Thiago Peixoto (PSD-GO)

Victor Mendes (PSD-MA)

Walter Ihoshi (PSD-SP)

PSB

Adilton Sachetti (PSB-MT)

Átila Lira (PSB-PI)

Danilo Forte (PSB-CE)

Fabio Garcia (PSB-MT)

Fernando Coelho Filho (PSB-PE) *ministro de Minas e Energia

Heráclito Fortes (PSB-PI)

José Reinaldo (PSB-MA)

Maria Helena (PSB-RR)

Marinaldo Rosendo (PSB-PE)

Tenente Lúcio (PSB-MG)

Tereza Cristina (PSB-MS)

DEM

Abel Mesquita Jr. (DEM-RR)

Alberto Fraga (DEM-DF)

Claudio Cajado (DEM-BA)

Carlos Melles (DEM-MG)

Efraim Filho (DEM-PB)

Eli Corrêa Filho (DEM-SP)

Elmar Nascimento (DEM-BA)

Felipe Maia (DEM-RN)

Francisco Floriano (DEM-RJ)

Hélio Leite (DEM-PA)

Jorge Tadeu Mudalen (DEM-SP)

José Carlos Aleluia (DEM-BA)

Juscelino Filho (DEM-MA)

Marcelo Aguiar (DEM-SP)

Marcos Soares (DEM-RJ)

Mendonça Filho (DEM-PE) *ministro da Educação

Misael Varella (DEM-MG)

Missionário José Olimpio (DEM-SP)

Osmar Bertoldi (DEM-PR)

Pauderney Avelino (DEM-AM)

Paulo Azi (DEM-BA)

Professora Dorinha Seabra Rezende (DEM-TO)

Vaidon Oliveira (DEM-CE)

PRB

Antonio Bulhões (PRB-SP)

Beto Mansur (PRB-SP)

Celso Russomanno (PRB-SP)

Cleber Verde (PRB-MA)

Jhonatan de Jesus (PRB-RR)

João Campos (PRB-GO)

Lindomar Garçon (PRB-RO)

Marcelo Squassoni (PRB-SP)

Márcio Marinho (PRB-BA)

Pastor Luciano Braga (PRB-BA)

Roberto Alves (PRB-SP)

Roberto Sales (PRB-RJ)

Rosangela Gomes (PRB-RJ)

Silas Câmara (PRB-AM)

Vinicius Carvalho (PRB-SP)

PTB

Adalberto Cavalcanti (PTB-PE)

Alex Canziani (PTB-PR)

Benito Gama (PTB-BA)

Cristiane Brasil (PTB-RJ)

Jorge Côrte Real (PTB-PE)

Josué Bengtson (PTB-PA)

Jovair Arantes (PTB-GO)

Nelson Marquezelli (PTB-SP)

Nilton Capixaba (PTB-RO)

Paes Landim (PTB-PI)

Pedro Fernandes (PTB-MA)

Ronaldo Nogueira (PTB-RS) *ministro do Trabalho

Sabino Castelo Branco (PTB-AM)

Sérgio Moraes (PTB-RS)

Zeca Cavalcanti (PTB-PE)

PDT

Roberto Góes (PDT-AP)

Solidariedade

Augusto Coutinho (SD-PE)

Aureo (SD-RJ)

Benjamin Maranhão (SD-PB)

Genecias Noronha (SD-CE)

Lucas Vergilio (SD-GO)

Paulo Pereira da Silva (SD-SP)

Wladimir Costa (SD-PA)

Zé Silva (SD-MG)

Podemos

Ademir Camilo (Pode-MG)

Alexandre Baldy (Pode-GO)

Aluisio Mendes (Pode-MA)

Carlos Henrique Gaguim (Pode-TO)

Dr. Sinval Malheiros (Pode-SP)

Ezequiel Teixeira (Pode-RJ)

Jozi Araújo (Pode-AP)

Francisco Chapadinha (Pode-PA)

Ricardo Teobaldo (Pode-PE)

PSC

Andre Moura (PSC-SE)

Júlia Marinho (PSC-PA)

Pr. Marco Feliciano (PSC-SP)

Professor Victório Galli (PSC-MT)

Takayama (PSC-PR)

PPS

Arthur Oliveira Maia (PPS-BA)

PHS

Marcelo Aro (PHS-MG)

PV

Evandro Gussi (PV-SP)

Roberto de Lucena (PV-SP)

Sarney Filho (PV-MA) *ministro do Meio Ambiente

PROS

Rogério Silva (PROS-MT)

Ronaldo Fonseca (PROS-DF)

Toninho Wandscheer (PROS-PR)

PEN

Erivelton Santana (PEN-BA)

Junior Marreca (PEN-MA)

Walney Rocha (PEN-RJ)

PTdoB

Luis Tibé (PTdoB-MG)

PSL

Alfredo Kaefer (PSL-PR)

Dâmina Pereira (PSL-MG)

Luciano Bivar (PSL-PE)

quinta-feira, 3 agosto, 2017 Posted by | Repassando... | , , | Deixe um comentário

O tempo passa e as coisas não mudam….

“Joaquim” mostra, em close, a luta de classes

Fora com esse Governo ilegítimo!
publicado 01/05/2017

Joaquim.jpg

O enforcado é o mais pobre e o mais radical

O Conversa Afiada reproduz comentário de amiga navegante afiadíssima:

Do filme “Joaquim” gostei, primeiro, que foge ao “filme histórico”, que narraria “A Inconfidência Mineira” dos livros de colégio.
Foi muita coragem fazer um filme sobre Tiradentes que termina antes que aconteça a rebelião, a traição, o enforcamento etc.
O que ele mostra, em close, é a luta de classes. O rosto e o jeito de cada classe, o lugar e a atitude de cada uma.
Claro que quem dá um banho são a Preta e o Quilombo.
Mas, o Joaquim também merece respeito: o filme mostra o processo de politização dele.
E, no final, cqd: o enforcado é o mais pobre e o mais radical.
Gostei também muito das escolhas formais: os lugares onde tudo se passa não são embelezados como nos filmes de época. Tudo é meio sujo, meio ferrado.
Ao mesmo tempo, as cores, os tons, o claro/escuro fazem a beleza das imagens.
E também a força, como o trote dos cavalos, por exemplo. Há sempre tensão ou violência no ar.
Cqd: luta de classes! Interna e externa, com a Metrópole espoliando os brasileiros, desde sempre…

Marilia Amorim, professora

Em tempo: leia a íntegra da carta lida por Marcelo Gomes – diretor de “Joaquim” e também de “Cinema, Aspirinas e Urubus”- diante da imprensa internacional, em nome de onze cineastas brasileiros que exibiam seus filmes no Festival de Berlim. Deles, o único que não assinou foi João Moreira Salles.

Para a comunidade cinematográfica internacional

Estamos vivendo uma grave crise democrática no Brasil. Em quase um ano sob esse governo ilegítimo, direitos da educação, saúde, trabalhistas foram duramente atingidos. Junto com todos os outros setores, o audiovisual brasileiro, especialmente o autoral, corre sério risco de acabar. A diretoria da Ancine (Agência Nacional de Cinema) está agora em processo de substituição de dois de seus quatro diretores, que serão anunciados pelo ministério do atual governo.

O Brasil é formado por uma diversidade étnica-racial-cultural-religiosa e de gênero gigantesca. E a consciência dessa pluralidade tem se mostrado peça-chave na hora de planejar os programas educacionais, econômicos, culturais e de saúde do nosso país.

Na política do audiovisual brasileiro, não foi diferente. Nos últimos anos, a Ancine tem direcionado suas diretrizes observando com atenção esses muitos Brasis. Ampliou o alcance dos mecanismos de fomento, que hoje atingem segmentos e formatos dos mais diversos, do cinema autoral ao videogame; das séries de TV aos filmes com perfil comercial: do desenvolvimento de roteiro à distribuição.

O resultado é visível. O ano de 2017 começou com a expressiva presença de filmes brasileiros nos três dos principais festivais internacionais, totalizando 27 participações em Sundance, Rotterdam e Berlim. Não chegamos a esse patamar histórico sem planejamento, continuidade e diálogo entre Ancine e a classe realizadora, principalmente por meio de duas ações de fomento: a criação de uma lei que obriga os canais de TV a cabo a exibirem 3h30 de programação brasileira e a criação do Fundo Setorial do Audiovisual, que investe em várias linhas, em todos os tipos de audiovisual em qualquer fase de produção.

Entre as políticas do Fundo Setorial, gostaríamos de destacar, em especial, as políticas regionais, o edital de TV pública, o edital voltado para filmes de arte com perfil internacional, os editais e acordos de coprodução internacional.

As ações implementadas incidiram de forma positiva no setor audiovisual, que cresce 8,8% ao ano. Uma taxa superior à média do conjunto dos outros setores da economia brasileira, representando um valor adicionado de 0,54% na economia nacional. Esse percentual é maior do que o gerado pela indústria farmacêutica, de produtos eletrônicos e de informática, por exemplo.

O percurso trilhado nos últimos anos posiciona a Ancine e o Setor Audiovisual em possibilidade de aprimoramento de suas ações, com disposição para o diálogo e desenvolvimento de instrumentos capazes de proporcionar, em um curto espaço de tempo, um programa de ações afirmativas com recorte de raça e gênero em consonância com a pauta global que impõe a necessidade de aprimoramento e ajuste do setor audiovisual para garantia de maior representatividade e participação da população negra e das mulheres. E acreditamos, ainda, que deve ser incrementada uma política de formação de público, artística e técnica para que novas pessoas possam se qualificar e atuar em toda a cadeia da produção audiovisual. Além de uma política de acervo, para garantir condições para manutenção e acesso ao público da grande produção audiovisual brasileira, realizada ao longo de quase um século de atividade.

Tudo que se alcançou até aqui é fruto de um grande esforço do conjunto de agentes envolvidos entre Ancine, produtores, realizadores, distribuidores, exibidores, programadores, artistas, lideranças, poder público, entre outros. Acima de tudo, queremos garantir que toda e qualquer mudança ou aperfeiçoamento nas políticas públicas do audiovisual brasileiro sejam amplamente debatidas com o conjunto do setor e com toda a sociedade.

Assim, pedimos às instituições, produtores e realizadores de todo o mundo que apoiem a luta e a manutenção de todos os tipos de audiovisual no Brasil. Defendemos aqui a continuidade e o incremento dessa política pública.

Assinam esta carta os diretores e produtores dos filmes:
As Duas Irenes (Fabio Meira, Diana Almeida e Daniel Ribeiro)
Como Nossos Pais (Laís Bondaznky e Luiz Bolognesi)
Em Busca da Terra Sem Males (Anna Azevedo)
Está Vendo Coisas (Barbara Wagner e Benjamin de Burca)
Joaquim (Marcelo Gomes e João Vieira Jr.)
Mulher do Pai (Cristiane Oliveira, Graziella Ferst e Gustavo Galvão)
Não Devore Meu Coração! (Felipe Bragança e Marina Meliande)
Pendular (Julia Murat e Tatiana Leite)
Rifle (Davi Pretto e Paola Wink)
Vazante (Daniela Thomas e Sara Silveira)
Vênus – Filó a Fadinha Lésbica (Sávio Leite)

segunda-feira, 1 maio, 2017 Posted by | Repassando... | , | Deixe um comentário

Para quem ainda defende o “legado humanístico da cultura judia”…

Uma carta aos judeus que riram da fala racista de Bolsonaro

Uma carta aos judeus que riram da fala racista de BolsonaroRiram. Ouvem-se risos da plateia que achou graça; riram quando o mais abjeto sub-produto da cultura do ódio que nos une, afirmou, solene e para quem quisesse ouvir, que, em “visita” a um quilombo, o afrodescendente mais magro pesava sete arrobas, que sequer para reproduzir serviria. Utilizou-se, não à toa, de uma unidade de massa que se pratica no comércio do boi de corte, no matadouro ou nos frigoríficos.

Explicitamente, animalizou os moradores das comunidades quilombolas, não sem antes assegurar que nenhuma demarcação de terra indígena deveria ser feita. Disse de forma jocosa, irônica. Os que riram, por certo o fizeram porque concordavam com o sarcasmo daquele um, cujo nome me soa impronunciável como o pior dos palavrões. Sórdido, conhecido como sórdido, o que disse estava à altura de seu nefasto repertório. Quem diz isso na frente de todos, deve dizer coisas muito piores na sua intimidade: se é ruim em público, deve ser horroroso no privado.

O que me chamou a atenção não foi somente sua afirmativa, mas quem ria, de quem partiam as risadas ao fundo. Eram judeus, que reuniam o pior de sua colônia, em torno de uma fogueira hebraica, onde foram ouvi-lo aquele abominável parlamentar. Cada um deles, cada um daqueles que riu da anedota do deputado, vulgarizou a perseguição que seus antepassados próximos sofreram; cada judeu que riu, cobriu de vergonha a memória dos judeus mortos no Holocausto, cada judeu que riu traiu sua história, sua gente, seu povo. Riram diante do extermínio dos quilombolas, que somente existem porque ante o massacre e humilhação da escravidão, ergueram comunidades, onde pisariam o chão como seres humanos, senhor cada qual de sua história, e não como reses, na forma que os reduziu as arrobas do canalha palestrante.

Como os judeus fizeram abrir o mar, os negros quilombolas abriram a mata fechada para fugir da opressão, para uma terra prometida onde jamais fossem torturados e mortos. A diferença é que os negros foram isolados na própria miséria, a diferença é que pagam até hoje pelo sonho de liberdade, a diferença é que morrem silenciosamente, sem protestos, sem indignações.

Como os judeus escravizados, os quilombolas enfrentaram doenças e mortes, pragas e feras, para que erguessem heróis que, todavia, jamais foram estudados pela História Oficial, que traça a biografia do bandeirante branco exterminador e que silencia o negro libertador e libertário. Quem conheceu uma comunidade quilombola – eu conheci – viu muita história e cultura, mas também isolamento e miséria, sem que coubesse qualquer anedota ou sarcasmo.

Os judeus, que protestavam fora do anfiteatro onde se dava a conferência (se é que assim se pode chamá-la) e nada mais faziam que sua obrigação, deveriam ter invadido o recinto e esmurrado um a um dos que estavam sentados, comportados e risonhos. Deveriam ter chutado de lá dentro o deputado e sua corja. Os judeus que protestaram fizeram apenas um contracanto, que serviu para elevar ainda mais o tom do genocida palestrante.

Um ator global, beirando os setenta anos de vida e lutando contra a velhice, uniu contra si toda a burguesia global bem nascida, ao de forma estúpida e abjeta assediar uma sua colega de trabalho, não atriz, mas uma figurinista, dirigindo-lhe vulgaridades machistas e misóginas. De galã da terceira idade, viu-se transformado no Conde Drácula e sua falta grave foi tema do Jornal Nacional, a quem teve que apresentar publicamente seu quinhão de culpas, após ter passado por intensa mobilização nas redes sociais.

Todavia, a anedota do deputado teve seus protestos circunscritos à turma de sempre. Esperaria vê-lo amaldiçoado pelo Diretor da Hebraica Carioca, fulminado por alguma autoridade consular importante de Israel, ter sobressaltado o Supremo e a Mesa da Câmara para que fosse processado por difamação e cassado por quebra de decoro parlamentar (jamais se viu algo assim), ter sido desmentido por alguém que lhe fosse próximo e amigo, que tivesse fechadas as portas de cafés, bares, restaurantes e posto isolado nos aeroportos.

Imaginaria que finalmente ele houvesse encontrado o fim de sua caminhada e que fosse processado criminalmente, que os sacripantas que riram de sua anedota fossem expulsos da comunidade judaica. Imaginaria que ele fosse condenado a pagar uma indenização ao Clube Hebraica e o Clube Hebraica condenado a pagar uma indenização a sei lá a quem, por ter convidado um verme para falar a seus associados.

Que o Ministério Público saísse de seu casulo protegido e monotemático e o processasse civilmente. Imaginaria o Procurador Geral da República e o Presidente do Supremo Tribunal Federal livres de picuinhas menores, lamentando e tomando todas as medidas contra o deputado.

Nada. A julgar pelas reações, a ofensa de José Mayer foi muito mais grave de a Jair Bolsonaro. Estamos definitivamente doentes. Atordoados pelo nosso ódio, atordoados porque nunca estivemos e fomos tão ruins.

Humanamente ruins.

Roberto Tardelli é Advogado Sócio da Banca Tardelli, Giacon e Conway. Procurador de Justiça do MPSP Aposentado.

quinta-feira, 6 abril, 2017 Posted by | Repassando... | , | Deixe um comentário

E os palestinos estão sendo dizimados pelos judeus que aprenderam com os nazistas e amam os bolsonaros…

Leandro Fortes: Judeus foram exterminados por gente que, na Alemanha, amava os bolsonaros

05 de abril de 2017 às 12h26

FÜHRER

por Leandro Fortes, no Facebook

Choca pelo aparente paradoxo histórico, mas não pelas circunstâncias, a presença de Jair Bolsonaro, na Hebraica do Rio de Janeiro.

Israel tem se aproximado da ideologia nazista, na forma e nos métodos, há pelo menos duas décadas, como ferramenta de opressão e dominação dos palestinos, no Oriente Médio.

O fato de aceitar que um neonazista rasteiro como Bolsonaro use um clube de judeus, na zona sul do Rio, para ofender negros, índios e mulheres, é só um substrato local das engrenagens que fizeram dos herdeiros do holocausto algozes da memória de antepassados caçados, torturados e assassinados por gente que, na Alemanha de Hitler, amava bolsonaros.

É a História se repetindo como tragédia.

quinta-feira, 6 abril, 2017 Posted by | Repassando... | | Deixe um comentário

Em três décadas, ninguém enxergou este ladrão e até hoje ainda o blindam…

Nassif: Serra é o homem mais rico do Brasil

Começou a “desviar” dinheiro do povo em 1983!
publicado 02/04/2017

Notável historialista e colonista, Elio Gaspari, único amigo dele, nunca percebeu... (Reprodução: Marcelo Auler)
Notável historialista e colonista, Elio Gaspari, único amigo dele, nunca percebeu… (Reprodução: Marcelo Auler)

Por Luis Nassif, no GGN:

Propinas serviam para enriquecimento pessoal de Serra

A informação da coluna Radar da Veja, de que a Odebrecht teria feito pagamentos milionários ao senador José Serra na conta de “uma parente” e através do lobista José Amaro Pinto, é a pá de cal na carreira do senador. Desvenda-se o maior segredo de Polichinelo da história da república: o processo de enriquecimento de Serra na política.

A parente de Serra obviamente é a filha Verônica. Completando a delação do executivo da Odebrecht, há a famosa tarja preta que a Polícia Federal colocou na agenda telefônica de Marcelo Odebrecht, antes de vazar a agenda para a mídia. Amadores, chamaram imediatamente a atenção de todos e não se deram conta de que um bom editor de imagens eliminaria as tarjas revelando os nomes. O compromisso tarjado era de Marcelo Odebrecht, com uma reunião com José Serra justamente no escritório de Verônica.

Com a possibilidade aberta, agora, de quebrar o sigilo das contas de Verônica Serra, especialmente dos seus fundos de investimentos, será bastante simples desvendar todo o sistema de lavagem de dinheiro de Serra, que o transformou em um dos políticos mais ricos do país.

Os dois caminhos de Serra para a lavagem de dinheiro foram o mercado de tecnologia e o de obras de arte – ambos propícios à lavagem devido às precificações bastante voláteis e subjetivas.

Pessoas que visitaram Serra em sua casa, aliás, se espantaram com a quantidade de obras de arte espalhadas pelas paredes. Na denúncia que a PGR encaminhará ao STF (Supremo Tribunal Federal), se saberá qual o estágio atual de Rodrigo Janot em relação à blindagem de Serra. Se não incluir abertura de contas de Verônica e arresto de obras de arte, não será uma investigação séria.

Aqui está um roteiro simples e algumas pistas para destrinchar os métodos de lavagem de dinheiro de Serra:

O caso Santander-Banespa

Desde os idos de 2.000, Serra já se valia das incursões de Verônica no mercado de tecnologia para lavar dinheiro. Quem a conheceu na época sabia ser uma moça limitada, sem noção clara sobre empresas startups. Mesmo assim, conseguia feitos extraordinários.

O primeiro deles foi sua aproximação com argentinos da Patagon – um sistema de banking eletrônico. Verônica conseguiu vender para o Santander por US$ 700 milhões, uma soma impossível. O próprio presidente do banco participou das negociações.

Anos depois, procurei mapear os interesses do Santander na época. O maior deles era relacionado com a compra do Banespa. Para conseguir viabilizá-lo economicamente necessitava que fossem mantidas no banco as contas dos funcionários públicos e do Estado. A lei impedia.

De alguma forma, o Santander obteve a autorização. Embora o tempo transcorrido seja grande, provavelmente o rastro do dinheiro mostraria os beneficiários desse jogo e a maneira como conseguiu atropelar as leis e preservar as contas públicas, mesmo após a privatização do banco.

Pouco tempo depois, o Santander pagou US$ 5 milhões para os argentinos receberem o software de volta. Hoje em dia, ele repousa em um computador desligado, em um banco médio paulista.

O caso Experian-Virid

O grupo britânico Experian adquiriu a Serasa e avançou como um leão faminto sobre o mercado de avaliação de devedores e de bancos de dados. Nessa ocasião houve a entrega para Experian do banco de dados do Tribunal Superior Eleitoral pela presidente Cármen Lúcia. A operação voltou atrás depois do protesto de Marco Aurélio de Mello. Carmen Lúcia provavelmente não sabia dos valores envolvidos no mercado de banco de dados. Mas seria interessante saber dela quem a convenceu a oferecer o banco de dados do TSE.

A operação mais suspeita da Experian foi com os Cadins (Cadastro dos Devedores) estaduais. No final do seu governo, Serra entregou à Experian o Cadin do estado. Além do mais valioso, abriu as portas da Experian para os demais Cadins estaduais.

Pouco tempo depois, Verônica adquiriu participação em uma empresa de e-mail marketing, a Virid – que, na opinião de analistas de mercado não deveria valer mais de R$ 30 milhões. Em seguida revendeu-a para a Experiência por R$ 104 milhões. Na época, consultei o setor de relações com o mercado da Experian, em Londres, e me informaram que o valor da operação era sigiloso.

Os negócios com Daniel Dantas

No livro “A Privataria Tucana”, o repórter Amaury Junior esmiuça os jogos de offshores de Verônica.

Há dois episódios pouco analisados e escandalosos. Um deles, o site de comércio exterior que Verônica montou com a irmã de Dantas e que conseguiu o acesso a informações sigilosas do Banco Central e do Banco do Brasil. Se não fosse denunciado, valeria dezenas de milhões de dólares.

Na campanha de 2002, Serra esquentou a casa onde morava, perto da Praça Pan-americana, com recursos supostamente enviados por Verônica dos Estados Unidos. Foi um esquentamento feito às pressas, depois que o PT levantou suspeitas sobre a casa.

Aliás, a história da casa é relevante. Serra a adquiriu quando Secretário do Planejamento de Montoro e quando corriam rumores da montagem de uma indústria de precatórios no Estado: mediante propinas, conseguia-se furar a fila de anos. Serra sempre dizia que alugara a casa – enorme – porque conseguira um aluguel especial com o proprietário.

Os fundos de investimento

O fundo de investimento de Verônica Serra possui 10% do Mercado Libre, portal cotado até pouco tempo na Nasdaq em US$ 2 bilhões. Quebrando o sigilo de Verônica, será fácil rastrear a maneira como em tão pouco tempo ela acumulou um capital de US$ 200 milhões em apenas um investimento.

O fator José Amaro Pinto

O lobista José Amaro Pinto sempre teve ligações estreitas com o lado FHC do PSDB. Foi colega de Sérgio Motta e FHC na Sociologia e Política. É um senhor já de idade, culto, cortês e que, até esta última informação, era conhecido como lobista dos grupos franceses junto ao Brasil. Dentre seus clientes estava a Dassault, que fabrica os Mirage, a Tales, de radares, e a notória Asltom.

Com a informação de que foi o intermediário entre a Odebrecht e Serra, surge a verdadeira face de Ramos: em vez de lobista da França no Brasil, era lobista do PSDB junto a interesses franceses.

Em tempo: segundo o ABC do C Af, “historialista” é o estudioso do “historialismo“: não é Historia, nem Jornalismo. Aplica-se, geralmente, à fluvial obra do Dos múltiplos chapéus, que pretende transformar Geisel e Golbery nos Washington e Jefferson, Pais Fundadores da Democracia Brasileira.

Em tempo2: ainda segundo o ABC do C Af, “colonista” (não se refere a cólon), são aqueles do PiG que prestam vassalagem aos patrões e aos Estados Unidos e se vestem de virgens imparciais…

segunda-feira, 3 abril, 2017 Posted by | Repassando... | | Deixe um comentário

Não se esqueçam que picadinho da Miriam Porquinha é carne fraudada…

Janio faz picadinho da Miriam Leitão​

Golpe empurra o Brasil para a calamidade. É um colosso!
publicado 02/04/2017
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O Conversa Afiada reproduz magistral artigo de Janio de Freitas na Fel-lha:

Temer e Meirelles estão perdidos, incapazes tanto de fazer quanto de compreender

Nem a complacência interessada com que o poder econômico e a imprensa/TV tratam Michel Temer –conduta que serve proteção para um lado e ilusão para o outro– consegue escapar desta realidade deprimente: Temer e Henrique Meirelles estão aturdidos, perdidos no emaranhado de suas afirmações e logo recuos, incapazes tanto de fazer quanto de simplesmente compreender.

E a verdade daí decorrente é que, em dez meses, a situação do Brasil só se agravou, arrastando nesse despenhadeiro todos os não dotados de recursos fartos. Sob o domínio da incompetência e da perplexidade, o Brasil sufoca.

Em um só dia, o já estigmatizado 31 de março, as páginas iniciais nos sites dos principais jornais e do UOL davam, com diferentes níveis de exibição, estas informações: “Corte orçamentário atinge transporte, habitação e defesa”. O governo superestimou as receitas, prática que dizia repelir, daí resultando um rombo de R$ 58,2 bilhões nas suas contas. Como remendo, já em março Meirelles achou necessário o corte de mais de R$ 42 bilhões nos investimentos do governo. Só as obras do PAC perderão mais de R$ 10 bilhões. Os investimentos do governo são, historicamente, o que ativa a economia. Logo, o corte é contrário à recuperação econômica.

Outra: “Contas públicas têm pior resultado para fevereiro em 16 anos”, ou desde que começado esse registro em 2001. A despesa do governo no menor mês foi R$ 23,5 bilhões maior do que a receita.

Mais: “PIB recua 3,6% em 2016”. É o país empobrecendo. Meirelles propalou, nos primeiros meses do governo Temer, que antes do fim do ano (2016) a recuperação econômica já estaria em curso. Com o corresponde resultado no PIB. As previsões vieram caindo em voz baixa. E o resultado real é o desastre noticiado.

Ainda: “Governo Temer é aprovado por 10%” (pesquisa CNI/Ibope, que em dezembro indicava 13%). Aquele número reflete o tamanho da legitimidade com que Michel Temer se põe a agravar as distorções da Previdência. E reduzir ainda mais o valor do trabalho, com a terceirização indiscriminada.

Para encurtar, por desnecessidade de mais: “Brasil tem 13,5 milhões sem emprego e a economia continua em retração”. Esses milhões são o cálculo do IBGE para os que procuraram emprego. Incluídos os que desistiram de procurá-lo ou não chegaram a fazê-lo, há estimativas que vão a 20 milhões. Se “a economia continua em retração”, a probabilidade de desemprego é crescente. E suas consequências, idem.

É o Brasil de Michel Temer em poucas linhas. O governante dos recuos empurrando o país para a calamidade.

Em tal situação, disseminar notícias precipitadas de êxitos governamentais é mais do que fantasiar incertezas. O governo não se entende com a economia e não é verdade que se entenda com o Congresso, a menos que sucessivos recuos não sejam apenas falta de entendimento, de avaliação e competência. E de moralidade, com tantos símbolos da corrupção revigorados nos cargos ministeriais e palacianos recebidos de Michel Temer.

Na história brasileira, não há nada semelhante a esse governo que perde, em sua média, um figurão por mês, levado por acusação de improbidade (em um caso, por tê-la encontrado dentro do palácio presidencial).

Devastado pelos bandoleiros dos subornos, negociatas, desfalques, e estelionatos com nome de “sobras de campanha”, este país agora está sofre a ameaça de ser destroçado por um governo de ineptos, protegido em troca de alguns retrocessos de legislação.

segunda-feira, 3 abril, 2017 Posted by | Repassando... | | Deixe um comentário

Pois é, há tempos venho vaticinando: a coisa tá melhorando…

Eugenia social: a Classe C vai ser extinta!

É um colosso!
publicado 13/02/2017
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No Globo Overseas Investment BV, em reportagem de Renata Mariz, a mesma autora do trabalho sobre os “500 mil que voltaram ao Bolsa Família”:

BRASÍLIA — Estudo inédito do Banco Mundial, ao qual o GLOBO teve acesso, aponta que o número de pessoas vivendo na pobreza no Brasil aumentará entre 2,5 milhões e 3,6 milhões até o fim deste ano. Denominados de “novos pobres” pela instituição internacional, porque estavam acima da linha da pobreza em 2015 e já caíram ou cairão abaixo dela neste ano, eles são na maioria adultos jovens, de áreas urbanas, com escolaridade média e que foram expulsos do mercado de trabalho formal pelo desemprego.

Se quiser estancar o crescimento da pobreza extrema aos níveis de 2015, base mais atual de dados oficiais sobre renda, o governo terá que aumentar o orçamento do Bolsa Família este ano para R$ 30,4 bilhões no cenário econômico mais otimista e para R$ 31 bilhões no quadro mais pessimista, aponta relatório do Banco Mundial.

segunda-feira, 13 fevereiro, 2017 Posted by | Repassando... | | Deixe um comentário