Livre pensar é só pensar!

Para não desligar os neurônios

Denuncia-se o que os golpistas não consideram vir ao caso. Dominado Brasil…

Intelectuais e Mantega: a polícia política voltou!

E a Globo curou o câncer da mulher dele… – PHA
publicado 25/09/2016
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Como se sabe, a sordidez da prisão do Ministro Mantega se fez acompanhar da canalhice da Globo, que curou o câncer da mulher do Mantega.

Tudo isso devidamente “legitimado” pelos novos redatores do AI-5, os do 13 a 1 a favor do Moro.

Como dizem os respeitados intelectuais abaixo: a ditadura está de volta!

Intelectuais perguntam: Quem vai limitar arbitrariedades da Lava Jato?

Nota pública em defesa da ordem constitucional, em desagravo a Guido Mantega

A ordem pública brasileira vem sendo ameaçada sistematicamente por aqueles que deveriam protegê-la.

O direito ao protesto coletivo vem sendo coibido por intervenções provocativas, abusivas e desproporcionais por parte da Polícia Militar, como se a velha polícia política das ditaduras estivesse de novo às soltas.

Ano a ano, cidadãos brasileiros invisíveis são conduzidos coercitivamente a depoimentos – ou algo pior — sem serem intimados pela justiça.

Quando o espetáculo da acusação sem prova e da condução sem intimação é exibido deliberadamente por agentes da lei, na persecução de objetivos estranhos à ordem jurídica e da publicidade sem limites, a cultura da arbitrariedade expõe suas entranhas.

O caráter republicano e isento da Operação Lava-Jato já foi posto à prova, e reprovado, inúmeras vezes.

Há seis meses, o evento da condução coercitiva do cidadão Luís Inácio Lula da Silva, que não resistiu a uma intimação judicial porque sequer foi intimado, parecia marcar o auge na exposição pública da arbitrariedade dos que o perseguiam, levando a uma reação firme, e republicana, de uma sociedade que já escolheu em que regime de garantias civis e políticas quer viver.

O episódio da prisão do professor e economista Guido Mantega levou o arbítrio a novos limites.

A fragilidade da acusação e a desproporção da ação tornaram-se ainda mais evidentes por causa de sua coincidência com a presença do acusado em um centro cirúrgico, acompanhando a esposa enferma.

O professor e economista Guido Mantega deu mostras de dedicar-se à coisa pública de modo republicano.

É um homem público de endereço conhecido e não representa qualquer ameaça à ordem pública.

O mesmo não pode ser dito de seus perseguidores.

Se fosse necessário prender Guido Mantega para recolher possíveis provas, por que foi possível soltá-lo tão rapidamente depois que a sociedade conheceu o absurdo de sua prisão, sob alegação de que as diligências para coleta de documentos não seriam prejudicadas se fosse solto?

Se não seriam, por que foi expedida a ordem original de prisão desde logo?

Como todo brasileiro, Guido Mantega merece o respeito de suas garantias constitucionais.

O combate à corrupção não pode ser um pretexto para corromper a Constituição, autorizar a perseguição política e inflar vaidades de juízes, procuradores e policiais.

Quem vai limitar a arbitrariedade da força-tarefa da Operação Lava-Jato e do juiz Sérgio Moro?

É a pergunta que fazem os cidadãos que, abaixo, subscrevem este documento em defesa da ordem constitucional e contra mais um golpe às instituições democráticas.

Luiz Gonzaga Belluzzo – Professor Titular de Economia — Unicamp

 Marilena Chauí — Professora Titular da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, USP

 Maria da Conceição Tavares — Professora emérita da UFRJ e da Unicamp
Luís Carlos Bresser-Pereira — Professor Titular de Economia – FGV

 Tereza Campello – Economista e Ex-Ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome da presidenta Dilma Rousseff

 Eleonora Menicucci Oliveira — Profa Titular de Sociologia da Unifesp e ex-Ministra de Politicas para as Mulheres do governo Dilma Rousseff

 Pedro Paulo Zahluth Bastos — Professor Associado (Livre Docente) – Economia — Unicamp

 Theotonio dos Santos — Professor Visitante da UERJ e Professor Emérito da UFF

Ladislau Dowbor – Professor Titular de Economia — PUC-SP

 Eleuterio F. S. Prado — Professor Titular de Economia da USP

 Walquiria Domingues Leão Rêgo — Socióloga e professora titular da Unicamp

Gilberto Maringoni — Professor de Relações Internacionais da Universidade Federal do ABC (UFABC)

 Hermano de Medeiros Ferreira Tavares — Professor Titular (aposentado) — Faculdade de Engenharia Elétrica – e ex-reitor da Unicamp

 Nelson Rodrigues dos Santos – Professor Titular – Faculdade de Ciências Médicas — Unicamp

 Luiz Carlos de Freitas — professor titular da Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas — Unicamp

Marcio Pochmann – Professor IE/Unicamp

Itala M. Loffredo D’Ottaviano — Professor Titular em Lógica, Unicamp

 João Quartim de Moraes – Professor Titular de Filosofia – Unicamp

 Joaquim Palhares — Carta Maior

 Lena Lavinas – Professora Titular de Economia (UFRJ)

 Maria de Lourdes Rollemberg Mollo – Professora Titular da UNB

 Antonio Prado – Secretário Executivo Adjunto da Comissão Econômica para a América Latina (CEPAL)

 Magda Barros Biavaschi – advogada, ex-Desembargadora ap. TRT4.

Antonio Correa de Lacerda – Economista – Professor PUC-SP

 Matías Vernengo — Professor of Economics, Bucknell U. — Co-editor, Review of Keynesian Economics

 Rosa Maria Marques, professora titular do Departamento de Economia e do Programa de Estudos Pós-graduados em Economia Política da PUCSP e presidente da Associação Brasileira de Economia da Saúde

 Sebastião Velasco e Cruz — Professor Titular do Departamento de Ciência Política da Unicamp

Wladimir Pomar – Jornalista e escritor

 Armando Boito Jr. – Professor do Departamento de Ciência Política – Unicamp

 Laurindo Lalo Leal Filho — Professor da ECA/USP

 Maria Rita Loureiro — Professora titular da FEA/USP e FGV/SP

 Alfredo Saad Filho – SOAS, University of London

Maryse Fahri – Professora IE/Unicamp

 Giorgio Romano Schutte — Professor de Relações Internacionais e Economia da Universidade Federal do ABC (UFABC)

 Gastão Wagner de Sousa Campos — Professor Livre-Docente, Departamento de Medicina Preventiva e Social, Universidade Estadual de Campinas

 Frederico Mazzucchelli – Professor IE/Unicamp

Nelson Marconi – Economista – FGV

Carlos Aguiar de Medeiros – Professor associado da Universidade Federal do Rio de Janeiro

Clemente Ganz Lucio – Economista

Ricardo Musse — Departamento de sociologia da USP

 Valter Pomar — Professor da UFABC

Carlos Berriel – Professor do IEL/Unicamp

Fernando Nogueira da Costa – Professor IE – Unicamp

 Vanessa Petrelli Corrêa — Professora Titular IE – UFU

 Hugo Gama Cerqueira — Professor do Cedeplar, Universidade Federal de Minas Gerais

Rubem Murilo Leão Rêgo — Sociólogo e professor da Unicamp

 Wolfgang Leo Maar — Professor titular da UFSCar

 Tatiana Berringer — Professora Adjunta da Universidade Federal do ABC

 Márcia Mendonça — Instituto de Estudos da Linguagem — IEL – Unicamp

 Adriano Codato – Cientista Político – Professor UFPR

 Cristina Fróes de Borja Reis — Professora adjunta da Universidade Federal do ABC

Daniela Magalhães Prates – Professora do IE/Unicamp

 Hildete Pereira de Melo — Professora associada da UFF

 Claudio Salm – Professor de Economia UFRJ

 Marcelo Milan — Professor de Economia e Relações Internacionais, UFRGS

Rubens Sawaya — Economista, professor da PUCSP

Anna Christina Bentes — Departamento de Lingüística, Instituto de Estudos da Linguagem — Unicamp

 Humberto Miranda — Professor do IE e Pesquisador do CEDE/Unicamp

 Reginaldo Moraes – Professor de Ciência Política — Unicamp

 Eduardo Fagnani – Professor IE/Unicamp

 Alcides Goularti Filho — UNESC/CNPq

Daniela S. Gorayeb – Professora Facamp

Marcus Ianoni Ciência Política — UFF

 Adriana Nunes Ferreira — Professora do IE/Unicamp

 Francisco Luiz C. Lopreato — Professor IE/Unicamp

 José Eduardo Roselino – Professor da Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR)

 Guilherme Mello – Professor IE/Unicamp

 Marco Antonio Martins da Rocha – IE/Unicamp

 Alexandre de Freitas Barbosa — Professor de História Econômica e Economia Brasileira – Instituto de Estudos Brasileiros — Universidade de São Paulo (IEB/USP)

 Luiz Fernando de Paula — Professor titular da FCE/UERJ

Lauro Mattei — Professor de Economia da UFSC

 Elza Cotrim Soares – Professora Titular – Faculdade de Ciências Médicas – Unicamp

 Fernando Sarti — Professor do Instituto de Economia da Unicamp

Jorge Felix — Professor PUC-SP

Julia de Medeiros Braga — Professora UFF

Rosangela Ballini – Professora IE – Unicamp

 Maria Fernanda Cardoso de Melo — Professora da Facamp

 André Biancarelli – Professor do IE/Unicamp

Raquel Rangel de Meireles Guimarães – Professora da UFPR

Cláudia Tessari — Professora, Universidade Federal de São Paulo

Ricardo de Medeiros Carneiro – Professor IE/Unicamp

 Antonio José de Almeida Meirelles — Professor Titular da Faculdade de Engenharia de Alimentos/Unicamp

Pedro Rossi – Economista e Professor – Unicamp

 Fernando Augusto Mansor de Mattos – Professor UFF

Flávia Vinhaes — Professora de Economia — UCAM e técnica IBGE

Ceci Juruá – Economista

 Walter Belik — Professor IE / Unicamp

Pedro Vieira — Professor do Programa de Pós-Graduação em Rel Internacionais-UFSC

Nádia Farage — Professora colaboradora DH-IFCH, Unicamp.

 Carlos Pinkusfeld Bastos – Professor IE – UFRJ

 Waldir Quadros – Professor IE/Unicamp

 Simone Deos — Professora, IE-Unicamp

 Fábio Eduardo Iaderozza — Professor de Economia da Facamp e do Centro de Economia e Administração da PUC Campinas (CEA)

Rodrigo Vianna — Jornalista e historiador (USP)

 Ana Luíza Matos de Oliveira – Doutoranda IE/Unicamp

 Adriana Aparecida Quartarolla – Doutoranda em Linguística na Unicamp e professora de Língua Portuguesa na FACAMP

 Marcelo Manzano – Professor FACAMP

 Lygia Sabbag Fares Gibb – Professora universitária e doutoranda IE/Unicamp

 Beatriz Freire Bertasso – Professora Facamp

Darci Frigo, advogado — Terra de Direitos

Artur Scavone – Jornalista

 Benedito Ferraro — PUC-Campinas

Sávio Machado Cavalcante – Professor de Sociologia (IFCH/Unicamp)

 Juliana Pinto de Moura Cajueiro – Facamp

 Roberta Gurgel Azzi – professora

 Miguel Henrique Russo — professor

segunda-feira, 26 setembro, 2016 Posted by | Repassando... | , | Deixe um comentário

Nem os que dão algum valor ao MPF, concorda com a encenação contra Lula…

As acusações contra Lula e a contrarreforma

lula rui falcão

Por Luiz Eduardo Soares, antropólogo, escritor, dramaturgo e professor de filosofia política da UERJ. Foi secretário nacional de segurança pública e coordena curso sobre segurança pública na Universidade Estácio de Sá. Seu livro mais recente é “Rio de Janeiro; histórias de vida e morte” (Companhia das Letras, 2015).

O Ministério Público Federal, atuando no Paraná, entendeu que o ex-presidente Lula é o chefe de um organização criminosa que assaltou o Estado brasileiro. Os procuradores fundamentaram sua conclusão em três interpretações dos fatos identificados nas investigações: 1) indivíduos que desempenharam funções públicas favoreceram interesses privados, em troca de propinas milionárias, as quais foram divididas com outros indivíduos e partidos políticos. Entre os beneficiários estava o PT; 2) Os corruptos foram nomeados com o aval do presidente da República; 3) O presidente sabia o que faziam.

A intenção deste artigo é questionar esta acusação a Lula. Eu o faço com a autoridade moral de quem tem denunciado a corrupção dos governos petistas, desde antes do mensalão; de quem sempre defendeu a Lava-Jato e admira a competência, a coragem e a independência do procurador Deltan Dallagnol.

Começo, indagando: em qual governo da República esses três fatos não ocorreram? Essa é a lógica do patrimonialismo, marca permanente de nossa história, sob formatos distintos. Depois da transição da ditadura para a democracia, consagrada pela Constituição de 1988, graças à sua característica híbrida, que mantém traços parlamentaristas, instaurou-se o sistema que Sergio Abranches denominou presidencialismo de coalizão. A prática desde a origem degradou-se em exercício patrimonialista modernizado, marcado pela distribuição de cargos que funcionam como portas de acesso a recursos e como senhas para negociações nada republicanas com interesses privados.

Durante a ditadura, orientados pelos corruptólogos de plantão e mapeadas as fontes mais férteis, agiam impunemente, sob as asas de protetorados militares. Formaram-se nichos civil-militares, articulando o mundo dos negócios a protagonistas do submundo político. Turbinaram-se carreiras individuais, nuclearam-se ilustres empresariais corruptos.

Na democracia, a distribuição de poder e de acesso a áreas vulneráveis à predação venal seguiu lógica diversa, deu-se às claras, sob maior controle, revestida de vocabulário político, ainda que o ato propriamente corrupto permanecesse refratário à transparência, é óbvio.

Até o julgamento do mensalão e a instalação da Lava-Jato, o que, de substancial, fizeram as instituições da Justiça criminal ante a continuidade das dinâmicas corruptas, erodindo o erário e a legitimidade do Estado? O Congresso nacional, curiosamente, talvez tenha punido mais que a Justiça: lembremo-nos de Collor e dos anões do orçamento.

A corrupção no varejo e no atacado prosperou e naturalizou-se, amparada pela tradição patrimonialista e pela unilateralidade das ações punitivas da Justiça em nossa sociedade tão profundamente desigual e racista.

Sem dúvida, o reconhecimento de que a corrupção em grande escala tem sido uma constante não é suficiente para inocentar seus praticantes. Mas oferece uma linha argumentativa poderosa para questionar a acusação a Lula.

Quem já atuou no Estado ou estuda ciência política sabe como são limitados os poderes do chefe de Estado, mesmo em nosso presidencialismo, fortalecido pela emissão de medidas provisórias. Em última análise, o presidente é o responsável político pelo conjunto de seu governo, mas não pode ser criminalmente responsabilizado pelas ações de seus membros. Ainda que se suponha que o presidente saiba e tenha de saber o que acontece, não há como ser onisciente. Mesmo que ele tenha nomeado personagens evidentemente vocacionados para o exercício de mediações corruptas, ou tenha terceirizado a deputados, senadores ou dirigentes partidários nacos da máquina pública, só lhe poderiam ser imputadas as responsabilidades pelos atos finais se os vínculos entre esses atos e a vontade expressa do presidente fossem evidentes ou superassem a esfera das hiper-mediadas trocas políticas.

Além disso, a ideia de sistema, subjacente à aplicação da categoria “crime organizado”, é uma falácia, porque não passa de tautologia: há um chefe, uma fonte suprema de coordenação, porque se trata de um sistema e trata-se de um sistema porque os atos servem a um chefe supremo, a um interesse. Entretanto, resta provar se há sistema e se há uma coordenação.

Os diversos atos corruptos geram recursos destinados a variados destinatários: indivíduos, empresas e partidos. Essa miríade fragmentária e varejista só forma uma constelação plenamente articulada quando se lhe atribui unidade e inteligibilidade, qualidades supostamente derivadas da identificação de um único interesse superior e de um mega-líder, onisciente, ubíquo e onipotente. Se os beneficiários são membros de partidos diferentes, do PSDB ao PMDB, passando pelo PP e outros, por que, ao fim e ao cabo, tudo confluiria apenas para realizar o interesse do PT e, assim, indiretamente, de Lula? Perpetuar-se no poder, lamentavelmente, foi o projeto de todos os partidos que chegaram ao poder.

Contudo, nada mais tosco do que deduzir do fortalecimento e enriquecimento do PMDB, vantagens para o PT. A vantagem era o apoio político circunstancial que o PT obtinha no momento da nomeação dos indicados pelo partido, mas os efeitos, estes sim dependentes da realização dos atos criminosos, poderiam empoderar o PMDB, tornando-o mais ameaçador, ampliando seu poder de chantagem, o que implicaria a redução do poder do PT. Se o PT é beneficiário último de alguns dos atos, isso não significa que o conjunto dos atos se relacionem entre si formando um sistema, regido pela afirmação de um interesse único, o qual, por sua vez, só proviria da vontade de um comandante individual, o chefe supremo, o presidente. E vejam bem um detalhe relevante: se o móvel foi antes a chantagem do que a iniciativa venal do presidente, a hipótese de dolo estaria anulada. Há crime doloso na reação a chantagem?

Aquilo que foi chamado “propinocracia” qualifica nosso país, infelizmente, mas não distingue o governo Lula dos demais, mesmo que a escala tenha aumentado, na exata medida em que o país cresceu. A impressão de que nunca antes na história desse país houvera esquema comparável resulta menos da realidade do que da elogiável existência da Lava-Jato –tentativas anteriores foram sabotadas, como a operação Castelo de Areia, recordemo-nos.

A acusação de que Lula seria chefe-de-quadrilha é frágil e precipitada. As outras ainda aguardam comprovações mais substanciais –ainda que me pareça patético que a história e o destino de um presidente que, com todas as contradições, mudou o Brasil para melhor, estejam em causa por conta de um apartamento, um sítio e a guarda de mobiliário. Claro que ninguém está acima da lei e é evidente que crimes, uma vez provados, exigem punição. Nesse caso, entretanto, não há provas definitivas. Como diz o próprio procurador Henrique Pozzobon, não existe “prova cabal” de que Lula seja “proprietário no papel” do apartamento no Guarujá. Minha perplexidade nasce, entretanto, do seguinte: por que a obsessão em demonstrar a ilegalidade do apartamento e a omissão relativamente às acusações que pesam sobre os líderes do PMDB e do PSDB, ora no poder, a começar por Michel Temer?

Estamos diante da seletividade do sistema de Justiça criminal, que no dia a dia reproduz e aprofunda a desigualdade no acesso à Justiça. No caso em exame, a lógica se realiza numa esfera que a torna mais perceptível. É preocupante que o Ministério Público, guardião dos direitos, atue, aqui, como indutor da lógica seletiva. Isso confere autoridade às vozes que criticam o MP em nome da garantia de direitos, mesmo quando alguns o fazem com interesses velados e perversos. É necessário salvar a Lava-Jato de si mesma. Os erros não devem nos levar a jogar fora a criança com a água suja do banho. O papel da operação tem sido fundamental para a renovação da política e a expansão da confiança popular na Justiça, sem a qual não há democracia.

O problema é que o erro cometido pela Lava-Jato tende a esvaziá-la, subtrair-lhe credibilidade e apoio social. Não creio que tenha havido essa intenção, ainda que haja estranhas manobras na intimidade da operação: por que a revista Veja vazou uma referência absolutamente irrelevante de Leo Pinheiro ao ministro Toffoli, uma não-notícia por qualquer critério? No dia seguinte, Dr. Rodrigo Janot, procurador geral, cancelou a delação premiada, na qual Pinheiro denunciara Temer. Tampouco creio que Janot deseje cercear a Lava-Jato e mitigar seus efeitos, mas não duvido de segundas intenções da Veja.

Quais as consequências da acusação de que Lula seria chefe de quadrilha? A primeira e provavelmente mais importante é clara: prendendo, aniquilando, inviabilizando politicamente Lula, desqualificado como o rei do crime, o campeão da imoralidade pública, o Brasil estaria livre da corrupção, pelo menos de suas manifestações mais relevantes, e poderia retomar a normalidade democrática. E Michel Temer poderia, enfim, ao lado da máfia do PMDB, principal matriz da corrupção, cumprir a missão histórica que as elites econômicas lhe conferiram: sob aplausos da grande mídia, passar o trator sobre direitos sociais, limites ambientais, políticas afirmativas. Em outras palavras, fazer o trabalho sujo para que o PSDB herde os escombros e, sem resistências e obstáculos, afirme a nova ordem de um capitalismo sem freios, mais brutal.

Segunda consequência: artigos como este seriam vistos como defesa da corrupção; autores críticos do PT, como o signatário, perderiam legitimidade para denunciar Temer, seu grupo e suas políticas, uma vez que estariam maculados pelo petismo patológico, pelo virus mortal do populismo.

Afastado o mal, aquietemo-nos para saldar o triunfo do bem. Tudo o que houve de positivo e virtuoso nos mandatos petistas (e houve, apesar do desgoverno Dilma) deve ser esquecido, negado, sepultado. A memória das conquistas está conspurcada. Esquerda, nunca mais. Chegou a hora da contrarreforma.

O que está em jogo, portanto, não é apenas o destino de um ex-presidente, é o futuro da democracia no Brasil.

terça-feira, 20 setembro, 2016 Posted by | Repassando... | | Deixe um comentário

Eis aí a verdade sobre os cães da Dilma, para calar os canalhas caluniadores

O que Dilma fez com seus cães

O que cães fizeram com Dilma
publicado 12/09/2016

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Nego teve que ser sacrificado

“Canalha”, de 61 canalhas, na acepção de Tancredo Neves, vem do italiano “canaglia”, que, por sua vez, vem do latim “canis” e de “lia”, que dá ideia de muita gente, em tom pejorativo; muita gente que não presta.

“Canalha” é sinônimo de infame, miserável, vil, velhaco, desonesto, desprezível, ordinário.

Segundo Millôr Fernandes, “se você agir sempre com dignidade, pode não melhorar o mundo, mas uma coisa é certa: haverá na Terra um canalha a menos”.

Por falar nisso, leia uma nota oficial da Presidenta deposta por 61 canalhas:

NOTA À IMPRENSA

A respeito das notas publicadas pela imprensa sobre a morte do cachorro Nego, a Assessoria de Imprensa de Dilma Rousseff esclarece:

1. Não procede a informação de que Dilma Rousseff tenha “abandonado” o labrador Nego, que ganhou de José Dirceu em 2005. Ao lado dos outros cães de estimação da ex-presidenta – todos adotados: os labradores Boni, Galego e Princesa, além da cadelinha Fafá –, Nego foi amado por Dilma e sua família desde que passou a viver com ela em Brasília, nos tempos em que era ministra-chefe da Casa Civil.

2. Animal de grande porte, com quase 1,70m, Nego tinha três anos de idade quando passou a viver com Dilma. Aos 14 anos, desde dezembro de 2015, vinha sofrendo. Além da idade avançada, foi diagnosticado pelo veterinário como portador de mielopatia degenerativa canina.

3. Sob cuidados e orientação do médico-veterinário, Dilma prolongou ao máximo que pode o conforto e as necessidades de Nego. Há dois meses, o médico recomendou que fosse abreviado o sofrimento do cão, um dos prediletos de Dilma. Relutante, ela adiou a decisão até pouco antes de deixar o Palácio da Alvorada, na semana passada, e mudar-se para Porto Alegre.

4. Dilma sempre teve amor por animais de estimação. Adotou Fafá quando percorria as ruas de Brasília em uma caminhada e encontrou a cadelinha abandonada no Lago Sul. A acolheu e passou a cuidar dela com amor, atenção e carinho. Fafá permanece com uma das tias da ex-presidenta, que a levou para Belo Horizonte, onde vai ficar até que Dilma a transfira para Porto Alegre, em novembro.

5. Já a labradora Princesa está com o ex-marido de Dilma, o advogado Carlos Araújo, em Porto Alegre. Quanto aos outros cães – os labradores Boni e Galego – Dilma optou por deixá-los com amigos que vivem em Brasília, porque não havia como levar os dois para morar no apartamento que tem em Porto Alegre.

ASSESSORIA DE IMPRENSA
DILMA ROUSSEFF

terça-feira, 13 setembro, 2016 Posted by | Repassando... | | Deixe um comentário

Alguém tem dúvidas quanto a isso?

Wanderley: a Lava Jato é uma charlatanice

Operada por publicitários!
publicado 09/09/2016
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Do prof Wanderley Guilherme dos Santos, “A Nova História do Brasil”, no Segunda Opinião:

Governo usurpado não ouve o que está na boca de todos. Ministros se desentendem, avançam, recuam e o mundo não lhes dá a menor bola. Milhares de pessoas vão às ruas e só a polícia as vê e espanca.

Criou-se um muro insuperável entre o que talvez já seja a absoluta avalanche da opinião pública e os filmetes de cinema mudo de Brasília. A solenidade inexpressiva do rosto de Michel Temer é lombrosiana: ele é oco. A autoridade pública privatizou-se, nenhuma pode ir à padaria. O Judiciário mal consegue esconder que a maioria julga por conveniência, arrotando erudição e má catadura.

A operação Lava Jato, agora indubitavelmente, converteu-se de investigação de crimes econômicos em charlatanice política. Volta e meia, com excepcional sentido de propaganda, ameaça comprovar as atividades facinorosas dos políticos do Partido dos Trabalhadores, sob a liderança do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, sua esposa e seus filhos, e até hoje, depois de promoverem sistemática campanha de calúnias, não conseguem demonstrar nem mesmo que a pecaminosa fortuna da família se materializa no sítio em certa cidade de Atibaia.

O tempo passa e os petulantes procuradores, que desprezam a representação popular, não provam nada, fora o desmantelamento da rede de predadores coordenada por Alberto Youssef e seus associados na Petrobrás. Todos soltos, como Youssef o será, breve.

A Lava Jato é uma fraude política, operada por publicitários.

O Brasil não é mais um país; é uma anedota mal cheirosa.

Ninguém sabe onde essa história vai parar.

sábado, 10 setembro, 2016 Posted by | Repassando... | | Deixe um comentário

O Beiçola indignado e desinformado…

Aragão e Dilma: Gilmar não leu Temer!

Dilma pode ser candidata a Presidente em 2018!
publicado 02/09/2016
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Eu vou conversar com Eugênio Aragão, que foi Ministro da Justiça da presidenta Dilma Rousseff.

O ministro do Supremo Gilmar Mendes disse que a decisão do Senado de preservar os direitos políticos da presidenta Dilma Rousseff foi uma decisão “bizarra”. É bizarra ou é legal?

Eugênio Aragão: Me parece que o ministro Gilmar Mendes não leu o livro de Direito Constitucional do presidente – agora presidente, investido no golpe – Michel Temer. Que, no seu livro mesmo, admite que o Senado pode ou não aplicar a pena da perda dos direitos políticos.

Deixa eu só ler aqui a citação… é muito interessante. O jurista Michel Temer, em sua obra “Elementos do Direito Constitucional”, em sua 22a. edição, segunda tiragem, na página 169, defende que: “o artigo 52, parágrafo 1 da Constituição fixa duas penas: a) pena de perda do cargo; e b) a inabilitação por oito anos para o exercício de função pública.”

E o que que ele diz a respeito disso? “A inabilitação para o exercício da função pública não decorre da perda do cargo. Não é pena acessória. Mas decorre da própria responsabilização, cujo julgamento é de natureza política, verdadeiro juízo de conveniência e oportunidade que não obriga o Senado, tipificada a hipótese de responsabilização, necessariamente a impor”.

Isso aqui, ipsis litteris, Michel Temer, na obra “Elementos do Direito Constitucional”. Então, tem alguma coisa errada aí. Quer dizer que a doutrina agora, também, é seletiva a sua aplicação? Não é isso? Nós temos já vazamentos seletivos, depois nós temos a indignação seletiva de Sua Excelência, e agora nós temos, também, a doutrina seletiva caso a caso.

Mas, para quem diz que ele não quis ofender os bêbados, quando falou mal da lei da ficha limpa…

Enfim, se isso não for um comportamento indecoroso, fora do esquema, fora do dever de decoro que a todo magistrado compete, o que será falta de decoro?

Então, isso não surpreende. Isso não surpreende. Partindo de quem partiu, não surpreende.

PHA: Ministro, por que não se pede o impeachment do ministro Gilmar?

Eugênio Aragão: Bom, aí é uma questão de ter gente pra fazer isso e de probabilidade de seu acolhimento no, vamos dizer… nesse ambiente político em que nós vivemos hoje. Não se esqueça que o ministro Gilmar Mendes, na segunda turma do STF, ele é um dos que julgam os agentes políticos envolvidos na Lava Jato. Não é isso?

Então, os agentes políticos envolvidos na Lava Jato, alguns deles no Senado, terão muito cuidado em querer desagradar o ministro Gilmar Mendes.

PHA: A presidenta Dilma Rousseff pode se candidatar a um cargo político? O cargo de senadora, por exemplo?

Eugênio Aragão: Pode. Sem problema nenhum. Sem problema nenhum. No momento em que o Senado não aplicou essa pena à presidenta Dilma Rousseff… Agora este ano não, porque os prazos de registro já se encerraram? Mas, em 2018, sem dúvida nenhuma pode concorrer a qualquer cargo político.

PHA: Inclusive Presidente da República?

Eugênio Aragão: Inclusive Presidente da República.

PHA: O senhor acha que o Supremo, finalmente, vai se pronunciar sobre o mérito do impeachment?

Eugênio Aragão: Isso a gente não pode antecipar. Para nós, a tese é muito sólida, (diante) dos desvios que houve no curso do julgamento. Mas, enfim, eu não quero me manifestar. Como eu não tenho bola de cristal, não quero me manifestar sobre o que o Supremo pode fazer ou pode não fazer.

PHA: O senhor acredita que a decisão do Procurador Geral – e o senhor é um Procurador da República – de congelar ou fechar o processo de delação premiada de um líder da OAS tem o efeito prático, político de acabar com a Lava Jato, manter lá dentro da cadeia só os petistas e os não-petistas ficarem do lado de fora?

Eugênio Aragão: Olha, é uma hipótese. É uma hipótese legítima de se pensar. Não estou dizendo que se vai fazer isso, que está deixando de fazer, mas é uma hipótese legítima de se pensar, tendo em vista mais uma seletividade não explicada na desistência de uma das delações.

De qualquer sorte, o que a gente vê é que nos últimos tempos, uma vez concluído o processo de derrubada do PT do poder, nós estamos vendo que a Lava Jato vai, agora, muito mais passos de cágado, não é isso?

PHA: Qual o estado da ordem jurídica brasileira, findo o processo do impeachment da presidenta Dilma Rousseff?

Eugênio Aragão: Tudo é muito triste. Porque, de repente, os argumentos jurídicos são distorcidos, contorcidos, redobrados, à vontade do freguês. Me parece que nós vamos ter um tempo muito longo de escuridão – não só na política mas, também, na respeitabilidade das instituições. As instituições vão precisar de um esforço muito grande para readquirir a respeitabilidade do público.

Infelizmente, me parece que essa é a principal consequência desse processo. A nossa República saiu, sem dúvida nenhuma, muito fortemente maculada do Golpe, da esperteza, da falta de escrúpulos, da atuação de bandos – para não falar de matilhas – contra o poder constituído. Isso, infelizmente, vai ter consequências duradouras até que a gente possa reconsolidar um pacto nacional e dar algum tipo de estabilidade e respeitabilidade, um pacto que reconstitua a confiança da coletividade nas suas instituições.

sexta-feira, 2 setembro, 2016 Posted by | Repassando... | | Deixe um comentário

E inúmeros deles foram às ruas para derrubar a Dilma…

Golpe é um tiro no peito dos jovens

Dos desempregados, 4,8 milhões têm até 24 anos
publicado 28/08/2016

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Reprodução: Revista Fórum

Do blog do Vagner Freitas, presidente nacional da CUT:

Não é hora de desalento, é hora de luta. Amanhã, todos nas ruas no Dia Nacional de Mobilização e de Luta por Emprego e Direitos!

Na semana em que os senadores decidem o destino do país – ou volta Dilma e teremos uma esperança ou fica Temer e será o caos – descobrimos que além do desespero e desalento dos chefes de família, o desemprego está roubando o futuro dos jovens. Dos 11,5 milhões de brasileiros e brasileiras desempregados no país, 42% (4,8 milhões) são jovens de até 24 anos.

Na maioria dos casos, são estudantes que ainda não têm sua própria família para sustentar, mas contribuem em casa para ajudar os pais a pagar as contas e investem o que sobra no futuro, pagando uma faculdade, um curso de inglês, de informática ou uma pós-graduação que lhes garanta mais oportunidades no mercado de trabalho. Com o desemprego – deles e, em alguns casos dos pais e mães – muitos abandonam esses sonhos e, na maioria dos casos, têm o futuro comprometido para sempre porque precisam fazer bicos para ajudar no orçamento familiar comprometido com a tragédia que a falta de um emprego decente provoca nos lares brasileiros.

A pesquisa PNAD-IBGE constatou que só últimos três meses mais 500 mil trabalhadores perderam seus empregos. Os mais atingidos são os jovens com idades entre 14 e 17 anos – 38,7% dos demitidos em todo o Brasil. Na Região Sudeste a situação é mais dramática ainda, a taxa ente os jovens sobe para estratosféricos 45%. E mesmo entre os jovens de 18 a 24 anos, a taxa de desempregados está acima da média nacional, 24,5%.

O mais preocupante é que a situação tende a piorar. Os golpistas não tęm a menor precaução com o desemprego, muito pelo contrário, eles até defendem o aumento do desemprego (aqui) , pelo que dizem, como forma de controlar a inflação.

A luta por um governo trabalhista com os olhos voltados para a social, para as necessidades mais básicas da sociedade como comer, ter onde morar e estudar se torna a cada dia mais essencial.

Por isso, conclamo a todos e a todas para o Dia Nacional de Mobilização e Luta pela Democracia, Contra o Golpe, em Defesa do Emprego e dos Direitos Sociais e Trabalhistas. Eu estarei em Brasília, a partir das 8h da manhã recebendo a presidenta Dilma no Senado. Em várias cidades haverá atos o dia inteiro. Participe! Luta por seus direitos!

segunda-feira, 29 agosto, 2016 Posted by | Repassando... | | Deixe um comentário

Os canalhas gostam da sombra… Vão proibir a transmissão ao vivo?

Por que os Golpistas não querem ser filmados?

por causa da calvície acelerada do Aecim
por causa da cabeleira sem cabeça do Caiado
por causa da chuva que cai sobre o Cunha Lima
por causa da inteligência solar do Fogaça
por causa dos 300 mil do Aloysio
por causa da pança do Jereissati
por causa da credibilidade do Anastasia
por causa da autoridade moral do embaixador Cristóvam
por causa dos traços psico-teatrais da Janaína
por causa do passado ilibado do Renan
por causa do “essa porra” do Jucá

domingo, 28 agosto, 2016 Posted by | Repassando... | | Deixe um comentário

Pelo menos alguns têm tutano para encarar a canalha golpista…

Wagner: é o mais sinistro ataque à Democracia desde 1964

Os corruptos devem saber que o mundo está de olho em suas ações
publicado 25/08/2016

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Wagner está com Dilma. Pablo Escobar milita noutro campo…

O ator Wagner Moura se manifestou, nesta quinta-feira 25, contra o Golpe de Estado em marcha no Brasil.

Ele afirmou que, se os Golpistas derem continuidade ao processo de impeachment da Presidenta Dilma, “serão lembrados pela história como os responsáveis pelo mais sinistro ataque à democracia desde o Golpe de 1964”.

A declaração foi feita um dia após um grupo de intelectuais e artistas de diversos países divulgar um manifesto em defesa da inocência de Dilma.

Confira a íntegra da declaração de Wagner Moura:

“Estamos profundamente agradecidos por essas importantes palavras de apoio de nossos colegas na Grã-Bretanha, Estados Unidos, Canada e Índia. Os políticos corruptos que lideram a articulação para depor Dilma têm de saber que há um holofote internacional iluminando suas ações. Se eles derem continuidade ao seu plano, serão lembrados pela história como os responsáveis pelo mais sinistro ataque à democracia desde o Golpe de 1964”.

Nesta quarta-feira, 24, figuras ilustres como Noam Chomsky, Naomi Klein, Susan Sarandon, Ken Loach e Oliver Stone divulgaram um documento em que enaltecem a fraude do processo de impeachment.

 “Existem evidências convincentes mostrando que os principais promotores da campanha do impeachment estão tentando remover a presidenta com o objetivo de parar investigações de corrupção nas quais eles próprios estão implicados”, afirma o manifesto.

Os signatários também demonstram preocupação com a substituição do Governo da primeira mulher eleita à Presidência por um “ministério compostos por homens brancos, em um país onde a maioria se identifica como negros ou pardos”.

Leia, abaixo, a íntegra do manifesto:

Nos solidarizamos com nossos colegas artistas e com todos aqueles que lutam pela democracia e justiça em todo o Brasil.

Estamos preocupados com o impeachment de motivação política da presidenta, o qual instalou um governo provisório não eleito. A base jurídica para o impeachment em curso é amplamente questionável e existem evidências convincentes mostrando que os principais promotores da campanha do impeachment estão tentando remover a presidenta com o objetivo de parar investigações de corrupção nas quais eles próprios estão implicados.

Lamentamos que o governo interino no Brasil tenha substituído um ministério diversificado, dirigido pela primeira presidente mulher, por um ministério compostos por homens brancos, em um país onde a maioria se identifica como negros ou pardos. Tal governo também eliminou o Ministério das Mulheres, Igualdade Racial e dos Direitos Humanos. Visto que o Brasil é o quinto país mais populoso do mundo, estes acontecimentos são de grande importância para todos os que se preocupam com igualdade e direitos civis.

Esperamos que os senadores brasileiros respeitem o processo eleitoral de 2014, quando mais de 100 milhões de pessoas votaram. O Brasil emergiu de uma ditadura há apenas 30 anos, e esses eventos podem atrasar o progresso do país em termos de inclusão social e econômica por décadas. O Brasil é uma grande potência regional e tem a maior economia da América Latina. Se este ataque contra suas instituições democráticas for bem sucedido, as ondas de choque negativas irão reverberar em toda a região.

Tariq Ali – escrtor, jornalista e cineasta
Harry Belafonte – ativista, cantor e ator
Noam Chomsky – linguista
Alan Cumming – ator
Frances de la Tour – atriz
Deborah Eisenberg – escritora, atriz e professora
Brian Eno – compositor, cantor e produtor
Eve Ensler – dramaturga
Stephen Fry – ator e diretor
Danny Glover – ator e diretor
Daniel Hunt – produtor musical e cineasta
Naomi Klein – jornalista e escritora
Ken Loach – cineasta
Tom Morello – músico
Viggo Mortensen – ator
Michael Ondaatje – novelista e poeta
Arundhati Roy – escritor e ativista
Susan Sarandon – atriz
John Sayles – roteirista e director
Wallace Shawn – ator, dramaturgo e comediante
Oliver Stone – cineasta
Vivienne Westwood – estilista

sexta-feira, 26 agosto, 2016 Posted by | Uncategorized | Deixe um comentário

Este é o Brasil que permitimos ser construído, com a nossa inércia…

Postado em 24 Aug 2016

Cúmulo do absurdo

E então estamos chegando a uma situação que desafia qualquer noção de racionalidade.

A única pessoa que verdadeiramente se bateu contra a corrupção nestes últimos anos está sendo afastada.

Como a posteridade vai explicar isso?

Seus algozes deveriam estar com tornozeleira, de Temer a Aécio, de Renan a Serra, para não falar em Eduardo Cunha, o grande articulador do golpe.

E no entanto é Dilma quem vai sair.

Todos os dias políticos que animavam as marchas contra a corrupção aparecem nas páginas policiais, apanhados em roubalheiras dantescas.

E é Dilma quem vai sair.

Está claro que a Lava Jato só continuaria se Dilma permanecesse no poder. Mas isso jamais iria ocorrer no mundo das coisas concretas.

O objetivo da Lava Jato era um e apenas um: derrubar Dilma.

Moro mostrou seu lado desde o início. O símbolo máximo disso foram fotos que tirou, sorridente, deslumbrado, ao lado de companheiros na guerra contra o PT: barões da mídia e caciques do PSDB.

Não adianta um delator dizer que deu 23 milhões de reais a Serra, de forma escusa, para a campanha de 2010. Podiam ser 23 bilhões. Isso não interessa a Moro, aos homens da Lava Jato e muito menos a mídia plutocrática.

Não adianta Aécio ser multicitado em roubalheiras, como a ancestral pilhagem na estatal Furnas. Mas o pedalinho de Lula é objeto de perseguição feroz.

Não adianta ficar provado que o Triplex do Lula não é do Lula. Ninguém dá nada. Mesmo os que afirmaram categoricamente que o apartamento pertencia a Lula não se dão ao trabalho de esclarecer a seus leitores a verdade.

O que importa é destruir a reputação de Lula, mesmo que com mentiras, falsificações, manipulações.

Tudo por um único objetivo: dar um golpe como aconteceu em 1954 e em 1964.

Não há tanques? Há uma Justiça que pode desempenhar o mesmo papel. Não existem militares para varrer a democracia? Há juízes como Moro e Gilmar. E sempre existem os barões da imprensa, na defesa bélica de seus privilégios e de suas mamatas.

Dilma não cometeu o crime pelo qual será derrubada? Não faz mal. É um julgamento político. Os fatos que se danem. Ela poderia ser acusada de andar mal de bicicleta, e ainda assim seria removida.

E assim chegamos ao fim da jornada contra a corrupção, um dos episódios mais hipócritas, farisaicos, canalhas da história da República. Ficam os Jucás, os Aécios, os Temeres. Ficam os Renans, os FHCs, os Serras.

Fica até Cunha.

A única pessoa verdadeiramente honesta é a vítima solitária.

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Paulo Nogueira
Sobre o Autor

O jornalista Paulo Nogueira é fundador e diretor editorial do site de notícias e análises Diário do Centro do Mundo.

quinta-feira, 25 agosto, 2016 Posted by | Repassando... | , | Deixe um comentário

Um dia esta história será revelada…

Pimenta pinta o retrato de um covarde!

Cadê o Lula, cadê a Dilma?, perguntavam
publicado 22/08/2016
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Do deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS):

O retrato da covardia 

Pense comigo: um País luta por anos para conquistar a honra de sediar uma olimpíada. Disputa com grandes potências mundiais, e consegue. Na época Lula era o Presidente, e sua liderança, confiança e coragem foram decisivos para a conquista. Todos nós sabemos disso. Todos sem exceção sabem. No entanto seu nome jamais foi falado. Nenhuma autoridade brasileira, nenhuma grande rede de TV, nenhum jornal lembrou durante as olimpíadas que, sem ele, não existiria Rio 2016.

Dilma Rousseff, como ministra e como Presidenta, trabalhou muito para que o Brasil realizasse um evento de sucesso. Todos sabem que ela controlava pessoalmente os cronogramas, as metas e o andamento dos projetos para que tudo desse certo. Rio 2016 foi um sucesso. O nome de Dilma não foi citado. Não foi lembrado por ninguém.

Lula e Dilma tiveram seus nomes e protagonismos apagados da história da Rio 2016. Nas inúmeras retrospectivas nas TVs, suas imagens foram proibidas nas edições. Nos coquetéis e eventos, sequer fotos suas poderiam estar nos ambientes. Nos protocolos do governo interino seus nomes foram banidos.

O constrangimento foi a marca da presença dos representantes dos países que vieram ao Brasil. No coquetel que antecedeu a cerimônia de abertura, perguntavam insistentemente por Lula e Dilma. Muitos se reuniram com eles durante diferentes momentos na preparação dos jogos. Queriam vê-los, abraçá-los, agradecer. Mas suas presenças eram proibidas. Seus nomes, ignorados.

A vaia durante os 8 segundos envergonhados de Temer não deixou dúvidas: há algo muito errado acontecendo no Brasil.

No encerramento, pela primeira vez, ninguém veio. O primeiro-ministro japonês, por obrigação, por ser o próximo país-sede, teve que estar presente. Até agora tenta entender quem é esse indivíduo que não teve coragem de comparecer no encerramento do maior evento esportivo do mundo, que o Brasil é o anfitrião, porque tem medo do seu próprio povo. Temer é o retrato da covardia. O mundo sente vergonha por nós

terça-feira, 23 agosto, 2016 Posted by | Repassando... | , , | Deixe um comentário