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O DESENVOLVIMENTO LOCAL NA AMAZÔNIA BRASILEIRA

O DESENVOLVIMENTO LOCAL NA AMAZÔNIA: CONCEITUAÇÃO, CARACTERÍSTICAS, POSSIBILIDADES OBJETIVAS E INSTRUMENTALIZAÇÕES NECESSÁRIAS

Henrique Rodrigues de Miranda
Especialista em Gestão Sustentável de Recursos Naturais
Mestrando do PPGEDAM
henriquermiranda@yahoo.com.br


RESUMO

A atual crise ambiental, que mobiliza as sociedades do planeta em busca de soluções sustentáveis para as questões sociais e econômicas, foi construída historicamente pelo etnocentrismo pragmático-utilitarista, com base no uso irresponsável dos recursos naturais e na lógica capitalista da concentração e da centralização. Nas últimas décadas, a aceleração dos processos de globalização agravou estes efeitos negativos, por tentarem agrupar, na concepção de “aldeia global” (
MC LUHAN, 1969), realidades territoriais profundamente desiguais em termos de desenvolvimento, promovendo uma visão de “desterritorialização” que agravou mais ainda as crises ambientais, sociais e econômicas nos cenários das coletividades menos desenvolvidas. Estas crises alimentaram rediscussões da visão desenvolvimentista local, acrescentando-lhe os ingredientes do desenvolvimento territorial e endógeno e da sustentabilidade ambiental, econômica e social, e consolidando-se no conceito de desenvolvimento territorial sustentável, uma concepção atualizada e mais qualificada do termo desenvolvimento local utilizado até recentemente. Este conceito, todavia, nas suas perspectivas concretas, encontra-se limitada pela natureza classista do Estado e à frágil organização social (notadamente nos seus segmentos mais fragilizados social, econômica e politicamente). Em face disso, as experiências locais de desenvolvimento sustentável, principalmente na Amazônia Brasileira, têm apresentado resultados limitados, o que justifica uma análise específica dos tópicos relativos ao conceito, características e possibilidades desta estratégia territorial de desenvolvimento e suas possibilidades nos cenários locais da Amazônia Brasileira, notadamente em sua parcela situada no estado do Pará.
No presente artigo, o autor procura descrever inicialmente os conteúdos dos principais conceitos, associando-os posteriormente no cenário regional amazônico (onde a perspectiva deste modelo de desenvolvimento encontra-se em fase de discussões acadêmicas e experimentações empíricas), levando em conta, primordialmente, a participação popular.

Palavras-chave: Desenvolvimento local. Desenvolvimento sustentável. Desenvolvimento territorial e endógeno. Desenvolvimento territorial sustentável. Estado, Sociedade e participação social. Esfera pública ampliada. Captura de governança. Reserva gratuita de dominação. Continue lendo

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sexta-feira, 25 abril, 2008 Posted by | Academia livre | , , , , , | 1 Comentário

Justa homenagem ao nosso ET

Veja o clipe e tenha uma surpresa agradável:

sexta-feira, 25 abril, 2008 Posted by | Repassando... | Deixe um comentário

Anita Catarina Malfatti

Carlos Eurico Augusto Germer
Eng. Agrônomo

Colaborador do Blog
kgermer@uol.com.br

Anita Malfatti nasceu em São Paulo em 02 de dezembro de 1889. Nasceu com um problema congênito que lhe limitava movimentos do braço e da mão, no lado direito.

Logo pequena teve contato com a arte, pois, sua mãe era professora de pintura. Incentivada pela família foi, em 1910, para a Alemanha, onde freqüentou, por três anos, a Academia Real de Berlim. Estudou gravura, desenho e pintura, além de conhecer os principais mestres do expressionismo alemão.

“Quando cheguei à Europa, vi pela primeira vez a pintura. Quando visitei os museus fiquei tonta. Comecei a querer descobrir no que os grandes santos das escolas italianas eram diferentes dos santinhos dos colégios. Tanto me encantavam uns quanto os outros. Fiquei infeliz porque a emoção não era de deslumbramento, mas de perturbação e de infinito cansaço diante do desconhecido. Assim passei semanas voltando diariamente ao Museu de Dresde. Em Berlim continuei a busca e comecei a desenhar. Desenhei seis meses dia e noite. Um belo dia fui com uma colega ver uma grande exposição de pintura moderna. Eram quadros grandes. Havia emprego de quilos de tinta e de todas as cores. Um jogo formidável. Uma confusão, um arrebatamento, cada acidente de forma pintado com todas as cores. O artista não havia tomado tempo para misturar as cores, o que para mim foi uma revelação e minha primeira descoberta. Pensei, o artista está certo. A luz do sol é composta de três cores primárias e quatro derivadas. Os objetos se acusam só quando saem da sombra, isto é, quando envolvidos na luz. Tudo é resultado da luz que os acusa, participando de todas as cores. Comecei a ver tudo acusado por todas as cores. Nada nesse mundo é incolor ou sem luz. Procurei o homem de todas as cores, Lovis Corinth, e dentro de uma semana comecei a trabalhar na aula desse professor. Comprei incontinente uma porção de tintas, e a festa começou. Continuava a ter medo da grande pintura como se tem medo de um cálculo integral”. [BATISTA, Marta Rossetti (Org. ); LOPEZ, Telé Ancona (Org. ); LIMA, Yvone Soares de (Org. ). Brasil: 1º tempo modernista 1917/25: documentação. São Paulo: IEB: USP, 1972, p. 41]. Continue lendo

sexta-feira, 25 abril, 2008 Posted by | Academia livre, Arte e cultura | , | 16 Comentários