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Energia: quando criaremos juízo?

Recomeçou a querela sobre a questão energética brasileira, com a autorização para a construção de mais uma usina atômica em Angra dos Reis. E  em momentos como estes, tenho vontade de rir (pra não chorar!) dos radicalismos (utópicos e/ou mal intencionados) que cercam a questão da produção de energia no Brasil. Vejamos. Todo mundo quer energia constante, suficiente a a baixo preço, e disso ninguém abre mão. Mas, se fala-se sobre energia nuclear, urra-se contra o perigo atômico. Se pensa-se sobre energia termo-elétrica, berra-se contra o aquecimento global. Se imagina-se a energia eólica ou solar, grita-se sobre o alto preço da tecnologia e a impossibilidade atual da mesma abastecer suficientemente a demanda. Se aborda-se ainda a bio-energia, levanta-se a questão dos alimentos e a questão do desmatamento. E e se propõe-se a energia hidrelétrica, então, descortina-se o inferno dos alagamentos.

Perguntinha: de onde tiraremos a energia que tanto queremos e da qual não abrimos mão?

E o pior, a maioria das colocações são feitas em cima de informações incompletas ou falsas.. Fala-se nos danos de Três Marias e Sobradinho, mas ninguém fala do desmatamento histórico e irresponsável da vegetação ciliar para alimentar as caldeiras dos navios gaiolas e outros fins, principal agente devastador do rio. Berra-se contra os alagamentos nos rios de planície na Amazônia, ignorando-se que ela não é uma planície e os rios usados nas hidrelétricas são rios encachoeirdos e de corredeiras, em topografia acidentada. Urra-se contra os biocombustíveis, ignorando que a América Latina produz 30% mais alimentos do que precisa e que os preços proibitivos dos mesmos é muito mais em função do petróleo e da especulação do que do uso da terra. Quer dizer: vemos no dia à dia, uma luta irresponsável entre predadores oportunistas e ambientalistas xiítas, ao largo da inércia política de consumidores compulsivos, que em nada contribui para a solução da problemática energética. E todos estes atores, com certeza, serão os primeiros a chiarem quando faltar energia para a produção, para iluminar os shopings e botecos e, principalmente para conectarem seus computadores à NET e carregarem as baterias dos seus celulares.

Perguntinha final: quando criaremos juízo?

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quinta-feira, 24 julho, 2008 - Posted by | Comentário | , ,

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