Livre pensar é só pensar!

Para não desligar os neurônios

Acordei com a macaca ao quadrado!!

Como sói acontecer periodicamente, meu lado irônico e machista despertou de alto astral, talvez estimulado pela lembrança dos personagens maravilhosos do Paul Newman, que acaba de nos deixar. A diferença das outras vezes é que hoje, não sei por que, o espírito de Pitágoras parece ter baixado em mim e me sussurrado ao ouvido:

_ A matemática é o alfabeto com o qual Deus escreveu o universo…

Seja qual for a motivação, segue abaixo a minha coletânea tradicional de provocações de gênero:

Matemática do Amor

a) Homem inteligente + mulher inteligente = amor
b) Homem inteligente + mulher boba = aventura
c) Homem bobo + mulher inteligente = casamento
d) Homem bobo + mulher boba = gravidez

A Matemática das Compras

a) Um homem paga R$ 2,00 por algo que necessita e que custa R$ 1,00.
b) Uma mulher paga R$ 1,00 por algo que não necessita e que custa R$ 2,00.

Equações e Estatísticas Gerais

a) Uma mulher se preocupa com o futuro até que encontra um marido.
b) Um homem nunca se preocupa com o futuro até que encontra uma mulher.
c) Um homem bem sucedido é aquele que consegue ganhar mais dinheiro do que a sua mulher consegue gastar.
d) A mulher bem sucedida é aquela que consegue encontrar um marido assim.

E “pra não dizer que não falei de flores”, transcrevo abaixo o texto atribuído a Millôr Fernandes:

Romance matemático

Às folhas tantas do livro matemático, um Quociente apaixonou-se um dia, doidamente, por uma Incógnita. Olhou-a com seu olhar inumerável e viu-a, do Ápice à Base, uma Figura Ímpar: olhos rombóides, boca trapezóide, corpo otogonal, seios esferóides. Fez da sua uma vida Paralela à dela, até que se encontraram no Infinito.

_”Quem és tu?” indagou ele com ânsia Radical.

_ “Sou a soma dos quadrados dos catetos, mas pode me chamar de Hipotenusa.”

E de falarem descobriram que eram – o que, em aritmética, corresponde a almas irmãs – Primos-entre-si. E assim se amaram ao quadrado da velocidade da luz. Numa sexta potenciação, traçando ao sabor do momento e da paixão retas, curvas, círculos e linhas sinoidais, escandalizaram os ortodoxos das fórmulas euclideanas e os exegetas do Universo Finito. Romperam convenções newtonianas e pitagóricas. E, enfim, resolveram se casar e constituir um lar. Mais que um lar, uma perpendicular. Convidaram para padrinhos o Poliedro e a Bissetriz e fizeram planos, equações e diagramas para o futuro. Sonhando com uma felicidade Integral e Diferencial. Casaram-se e tiveram uma secante e três cones muito engraçadinhos E foram felizes até aquele dia em que tudo, afinal, vira monotonia. Foi então que surgiu o Máximo Divisor Comum Freqüentador de Círculos Concêntricos. Viciosos. Ofereceu-lhe, a ela, uma Grandeza Absoluta, e reduziu-a a um Denominador Comum. Ele, Quociente, percebeu que com ela não formava mais um Todo, uma Unidade. Era o Triângulo, tanto chamado amoroso. Desse problema ela era a Fração mais Ordinária.

Mas foi então que o Einstein descobriu a Relatividade e tudo que era espúrio passou a ser Moralidade como, aliás, em qualquer Sociedade…

E eu, Henrique, lendo este romance matemático, refugiei-me na reflexão de Bertrand Russel: A matemática é a única ciência exata em que nunca se sabe do que se está a falar nem se aquilo que se diz é verdadeiro.

domingo, 28 setembro, 2008 Posted by | Comentário, Humor | | 1 Comentário