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Para não desligar os neurônios

Os chineses estão certos: nada como uma boa crise!

Entre os saberes chineses encontra-se uma reflexão que diz que as crises, longe de serem problemas, podem ser oportunidades de crescimento e superação. E vendo o cenário global de hoje, encontra-se várias evidências legitimadores desta reflexão. Por exemplo:
– a crise financeiro-econômica ianque colocou em cheque a postura militarista do “vagabundo beberrão” e a cultura imperialista daquele país, levando a população norte-americana a experimentar dos venenos que semearam no planeta (desemprego, insegurança econômica e social, etc.) e a buscar novos caminhos, caminhos estes que levaram à eleição do Obama e, de quebra, à superação do preconceito racial até então arraigado;
– a expansão da crise para, principalmente. os países mais desenvolvidos, geraram atitudes de pressão sobre os aliados ianques (até então pouco contestados), sobre o sistema financeiro internacional e sobre as agências de risco, exigindo novas normas de conduta e vigilância;
– este cenário mundial adverso propiciou um clima internacional extremamente favorável à eleição de Obama, e à conversações multi-nacionais em patamares de maior empatia;
– e até mesmo as intervenções do Estado no sistema financeiro e econômico (de orígem claramente marxista), passaram a ser implementadas pelos países expoentes do capitalismo globalizado.

A última reunião do G-20, neste contexto, é um ótimo exemplo da sabedoria chinesa, pois tomaram-se atitudes consensuais inimagináveis há até bem pouco tempo. Vejam a reportagem a seguir:

G-20 determina 47 recomendações de combate à crise

Dom, 16 Nov, 07h30

O G-20 lançou, ontem, um plano de ação com 47 recomendações para combater a crise, entre elas medidas emergenciais que precisam ser adotadas até o dia 31 de março do ano que vem. “Estamos determinados a aumentar nossa cooperação para restabelecer o crescimento global e chegar às reformas necessárias no sistema financeiro mundial”, disse o comunicado assinado pelos líderes do grupo, países que representam 85% da economia mundial

Entre as medidas consideradas urgentes estão a criação de colegiados para monitorar as maiores instituições financeiras transnacionais; o aumento da supervisão de agências de risco; revisão da remuneração de executivos; alinhamento dos padrões de contabilidade globais e aumento de transparência dos mercados de derivativos.

Os reguladores devem assegurar que as agências de risco sigam altos padrões internacionais e não haja conflitos de interesse. Antes da crise eclodir, as agências davam a melhor nota para papéis de hipoteca que depois se mostraram “podres”.

A próxima reunião está marcada para o dia 30 de abril de 2009. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo

domingo, 16 novembro, 2008 - Posted by | Comentário, Repassando... | , , ,

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