Livre pensar é só pensar!

Para não desligar os neurônios

Imprensa livre e transparente?: que coisa vergonhosa!

O nosso RV Carlos Germer repassou-me hoje, aqui em Santa Catarina, as reportagens abaixo, sobre o escabroso caso de ocultação de informações pela nossa ilustre e impoluta imprensa brasileira. Nem o Clinton conseguiu o que o FHC conseguiu em relação a caso semelhante. Publico a matéria não para denegrir a vida pessoal do ex-presidente, mas para despir o rei que se veste da roupa invisível da parábola e que no caso é a grande imprensa brasileira. Leiam, reflitam e concluam…

Autor: jornalista Valdir Leite.

A jornalista Mirian Dutra, da Rede Globo, retorna do exterior na quarta-feira.
Ainda não se sabe se ela vai contar o porquê do recato e do silêncio nos 12 anos do seu exílio – a maior parte do tempo na vetusta Espanha.
Revendo meus arquivos encontrei o seguinte: Há alguns anos, na cidade do Rio de Jane iro, foi realizado o seminário com o título ‘DEMOCRACIA, IMPRENSA E JUDICIÁRIO’ promovido pela Escola de Magistratura do Rio de Jane iro.
Eis um registro: ‘O assunto que rendeu mais controvérsia ali  foi a forma como a imprensa brasileira era condescendente com o Presidente da República…
A questão entrou em pauta quando um jurista citou como exemplo de Conivência Jornalística o romance do presidente Fernando Henrique Cardoso com a jornalista da TV Globo Miriam Dutra.
Muitos advogados presentes ao evento não sabiam do fato e reagiram com surpresa e indignação quando um jornalista afirmou que toda a imprensa brasileira sabe disso. E naqueles oito anos de governo ninguém tocou no assunto.
Muito antes de ser presidente, Fernando Henrique sempre foi um conhecido garanhão da política  brasileira. As mulheres sempre ficaram encantadas com o seu charme e sua pose de estadista. Em Brasília, o escritório de FHC também era utilizado como garçoniére, para usar uma expressão da geração dele.
Era no escritório – garçoniére que o então candidato à presidência da república mantinha encontros com uma de suas amantes, a correspondente da TV Globo em Brasília Miriam Dutra.
Quando FHC cresceu nas pesquisas para presidente, a ambiciosa jornalista, pensando no seu futuro pessoal e profissional, aplicou aquele velho golpe que louras oxigenadas costumam dar em pagodeiros e jogadores de futebol. Deu uma ‘chave ‘ em FHC e engravidou.
A ardilosa jornalista passou a carregar um furo de reportagem em seu próprio ventre. Um filho daquele que seria o próximo presidente da República do Brasil.
Ao saber que a amante estava grávida, Fernando Henrique entrou em pânico.
Afinal, como diria outro Fernando, aquilo era nitroglicerina pura. FHC tentou convencer a amante a fazer um aborto mas ela riu na cara dele.
A mulher não ia jogar fora o seu pé de meia, sua caderneta de poupança.. Foi aí que entrou em ação a operação abafa. Como ela era correspondente da Globo, imediatamente foi transferida para a Espanha, com um salário milionário, sem obrigação de fazer nada. Apenas ficar calada e quietinha, cuidando do filho bastardo do presidente.
Os advogados do seminário DEMOCRACIA, IMPRENSA E JUDICIÁRIO ficaram boquiabertos com a história. Afinal, como a moça é jornalista, toda a imprensa sabe desse caso.
O que surpreende é que nenhum órgão de imprensa publicou nada a respeito. É compreensível que o jornalismo da Globo não tenha tocado no assunto, até porque eles são parte envolvida neste escândalo. Sim, porque isso é um escândalo.
Mas e a VEJA, que adora matérias sensacionalistas? E a FOLHA DE SÃO PAULO, que coloca o jornalismo acima de tudo? E a ISTO É, que adora publicar matérias escandalosas até sem confirmação? E a CARAS? E O DIA? E o ESTADÃO? E o JB? O que teria acontecido com os órgãos de imprensa nesse caso?
Decidiram ser coniventes? Tiveram medo de noticiar o fato? Não quiseram tocar no assunto para evitar algum tipo de luta  com a Globo?
Ou simplesmente foram corporativistas?
Preferiram abafar o caso porque isso iria levantar uma questão que é muito cara à ética do jornalismo: a intimidade de profissionais do setor com os donos do poder.
Essas questões incendiaram a discussão sobre DEMOCRACIA, IMPRENSA E JUDICIÁRIO no Fórum do Rio. Nos corredores do fórum e nos bares do centro da cidade os advogados cariocas se dedicaram a fazer as especulações mais inusitadas. Alguns argumentaram que, o fato da amante e do filho de FHC serem dependentes econômicos do jornalismo da TV Globo, significa que o Presidente a República, durante seus oito anos de mandato foi refém da emissora do Jardim Botânico.
E toda a imprensa brasileira foi cúmplice disso. ‘Deve ser por esse motivo que o Fernando Henrique foi tão generoso com a Globo, no caso do empréstimo do BNDES’, especulou um jovem advogado enquanto afrouxava o laço da sua elegante gravata Hermés. Um importante jornalista, presente ao evento, ainda soltou essa pérola: ‘Nem na época da ditadura militar a TV Globo foi tão favorecida pelo governo quanto na era FHC.’
Atualmente a jornalista Miriam Dutra vive na Espanha, com o filho caçula do ex-presidente. Uma funcionária do jornalismo global diz que às vezes ela liga para o Brasil a fim de fazer exigências, tratando a todos como se fossem seus empregados.
‘Ela se comporta como se fosse a verdadeira primeira dama!’
Os jovens advogados presentes ao Seminário se sentem traídos pela imprensa por não terem notícias do jovem herdeiro do imperador FHC.
Eles dizem que gostariam de saber como vive o pimpolho agora, que deve ter algo em torno de dez anos.
Será que ele torce pelo Real-Madrid ou pelo Barcelona?
Eles também gostariam de saber também quanto a jornalista Miriam Dutra embolsou com esse golpe.
E qual o saldo de sua conta na Suíça…

Waldir Leite – jornalista


Vejamos o que diz Kika Martins a respeito do caso:

‘Tomás Dutra Schmidt, filho não assumido de Fernando Henrique Cardoso e Miriam Dutra Schmidt (a Miriam Dutra, ex-repórter do Jornal Nacional em Brasília), vive hoje com sua mãe e tia em um dos mais caros e sofisticados bairros da Europa, em Barcelona.
Agora se vocês querem saber como isso nunca foi notícia na grande imprensa, leiam Caros Amigos – ano IV número 37 – abril de 2000. A matéria é assinada por Palmério Dória e outros. O título é: ‘UM FATO JORNALÍSTICO’. A pergunta é: quanto custou este silêncio?
A portaria do Ministério da Fazenda 04/1994, por exemplo, que isenta todos os meios de comunicação “e sua cadeia produtiva” da CPMF [Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira] é só um começo de conversa.
E o Proer da Mídia no final do ano 2000 custou US$3 bilhões ou US$ 6 bilhões, um ajuste de contrato. Agora bom mesmo é procurar no Siafi o quanto foi efetivamente gasto em propaganda no Orçamento Federal de 1994 a 2002.
Bom, acho que a conivência está, em parte, explicada. Mas que custou caro pra todos nós, isso é verdade. É por essa e por outras que a contribuição provisória (CPMF) foi reajustada no governo FHC: para cobrir isenções providenciais.

Até parece que todos nós, brasileiros e brasileiras, somos pais dessa criança…

terça-feira, 30 dezembro, 2008 Posted by | Comentário, Repassando... | Deixe um comentário

Sul Maravilha: aqui vou eu!!

Amigos, daqui a três horas, estarei voando para Santa Catarina, onde passarei 15 dias em Joinvile, junto aos meus filhos mais velhos. Se o avião chegar (rsss), é de lá que eu me comunicarei com vocês, quem sabe postando algumas coisas interessantes. Hasta la vista, hermanos!

segunda-feira, 29 dezembro, 2008 Posted by | Recados | Deixe um comentário

Laptop’s a energia solar: porque não para todos?

O nosso saudoso Lennon teve a sua imagem e obra associada à campanha do Instituto de Tecnologia de Massachusets (MIT), intitulada “One Laptop per Child”, apregoando a doação de laptop’s XO para as crianças pobres do mundo. Ótima idéia, mas antes de ser apenas uma campanha humanitária pró-informação da infância pobre, deveria ser vista como uma campanha pró-informação sócio-ambientalmente correta, já que estes computadores são movidos a energia solar e custam menos de 200 dólares cada. Já imaginaram a economia de energia tradicional economizada no planeta, considerando-se o número de usuários desta maquininha maravilhosa? Já imaginaram as possibilidades de acesso (em termos de custo e de energia) à informação por milhares de pessoas em regiões isoladas e sem energia, como a Amazônia?  Pois é, como disse Lennon: imaginem…

Lennon “pede” doação de laptops a crianças 28 anos após morrer

Sex, 26 Dez, 05h43

Através do uso de tecnologia digital, o ex-beatle pede às pessoas no Estados Unidos para apoiar a campanha “Um Laptop para Cada Criança”, que pretende doar os resistentes laptops XO, movidos a energia solar, para as crianças pobres do mundo.

http://br.noticias.yahoo.com/s/reuters/cultura_lennon_comercial

rtrphotos2430250) [Photo via Newscom]

Foto: Reuters: Garota japonesa olha foto de John Lennon em foto de arquivo, tirada em 8 de..

domingo, 28 dezembro, 2008 Posted by | Comentário, Repassando... | , , | Deixe um comentário

Raça e poder: uma abordagem instigante.

Há poucos dias, postei aqui um comentário sobre as políticas públicas para comunidades remanescentes de quilombos. E hoje, casualmente, encontrei um comentário/sinopse sobre o livro “The racial contract” (Charles W. Mills), que aborda raça e suas implicações na formação da estrutura de poder nas sociedades humanas. Li e gostei, apesar de ter questionamentos sobre alguns aspectos teóricos da abordagem: como abordar a questão racial em sociedades altamente mestiçadas étnica e culturalmente, como a brasileira? Como explicar raça na estrutura de poder de sociedades uni-raciais, como muitas sociedades africanas e asiáticas? Não seria a raça apenas uma das variáveis da estruturação do poder, como a economia, a tecnologia, a cultura e a ideologia política? Apesar disso, achei o comentário instigante e gostaria que vocês dessem uma olhada. Não é por discordarmos parcial ou integralmente de um tema ou argumento que devemos rejeitá-lo, não é mesmo? Buscar o entendimento do pensar do outro pode modificar ou nos dar bases sólidas para não mudar o nosso pensar. Boa leitura.

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O Contrato Racial

O Contrato Racial

O racismo é um sistema político e uma estrutura de poder que age em aparente silêncio

O Livro do Ano: The Racial Contract, por Charles W. Mills

 The Racial Contract, de Charles W. Mills O racismo é um sistema político e uma estrutura de poder baseados em um Contrato Social (na verdade, um Contrato Racial) no qual os membros da raça dominante formam um acordo tácito de, ao mesmo tempo em que garantem para si a maior parte das riquezas/oportunidades/etc da sociedade, também consentem em não ver o próprio sistema, criando assim a “alucinação consensual” de um mundo sem raças, meritocrático e igualitário, que passa a mediar sua interpretação da realidade. Nem todos os brancos são signatários do Contrato Racial, mas todos são beneficiários. (Mills, 11)

Numa sociedade racialmente estruturada e profundamente desigual, as únicas pessoas que são psicologicamente capazes de negar a centralidade do racismo são justamente aquelas que pertencem à raça privilegiada: a raça, para eles, torna-se invisível porque o mundo é estruturado em função deles; eles são a norma em oposição a qual são medidas as pessoas de outras raças (“esses outros tem raça, não eu!”). Assim como o peixe não vê a água, os membros da raça dominante não vêem o racismo. (Mills, 76)

Parte fundamental do Contrato Racial é justamente o acordo tácito de não fazer certas perguntas e de aceitar como naturais o status quo, a distribuição desigual de renda e oportunidades, a farsa de que igualdade jurídica é suficiente para solucionar séculos de privilégios raciais e, mais importante no caso do Brasil, concordar que o acordo não é racista, mas questioná-lo sim. (Mills, 73-74)

Na verdade, a força ideológica do Contrato Racial em criar e moldar a realidade é tamanha que ela mantém a maioria dos seus beneficiários em eterno estado de denegação histérica. Como enxergar a realidade significaria encarar também sua cumplicidade no Contrato Racial, apelam para “racionalizações tão fantásticas que beiram o patológico”, gerando uma “ignorância dolorosa tão estruturada” [a tortured ignorance so structured] que torna impossível levantar certas questões. Por mais que se aponte e se prove empiricamente a virulência do racismo, eles não acreditam e, paradoxalmente, não conseguem acreditar justamente porque sabem que é verdade. (Mills, 97)

Podemos ver esse processo claramente nas caixas de comentários dos textos sobre racismo no LLL. Se eu fizesse uma série de artigos sobre a existência de unicórnios no Brasil, duvido que viessem centenas de pessoas por dia me chamar de maluco. O racismo, entretanto, toca em um nervo exposto da psique nacional. Dos comentários que negaram o racismo, poucos foram agressivos mas todos foram tensos: uma ansiedade latente, quase insuportável, parecia exalar pelas entrelinhas, ameaçando explodir a qualquer momento. Quanto mais alto gritavam, mais certeza tinham da verdade que estavam negando. Como não ficar tenso e ansioso?

* * *

Mills também embarca em uma comparação perigosa, mas praticamente inevitável, entre o racismo e o Holocausto. Visto de fora, pelos não-europeus, “conscientes de que a civilização européia se baseia em barbarismo extra-europeu”, o Holocausto não representa “uma anomalia transcendental no desenvolvimento do Ocidente”, mas sua unicidade está apenas no aplicação do Contrato Racial contra europeus. Ao colocar o Holocausto no contínuo cultural de outras políticas exterminatórias colonialistas européias, Mills não deseja negar o seu horror, mas somente sua singularidade histórica. Tudo o que o nazismo tinha de operacional já vinha sendo aplicado, legitimado, tolerado, negado e esquecido pelos europeus há muitos séculos: a maior transgressão de Hitler foi aplicar contra europeus métodos que antes eram aplicados exclusivamente contra árabes, negros e índios. O próprio horror tão fora de escala do Holocausto, colocado num plano moral muito diferente de todos os outros massacres de não-europeus por toda a história, é evidência da força ideológica do Contrato Racial. Além disso, ao narrar o racismo como uma invenção aberrante de figuras como Gobineau e Goebbels, o Holocausto presta à intelligentsia européia do pós-guerra um importante serviço: sanitizou seu passado racial.

Por fim, Mills cita o romance de ficção científica “Pátria Amada” [Fatherland], que mostra um futuro alternativo onde os nazistas ganharam a guerra e nunca existiu a memória do Holocausto. Na verdade, aponta Mills, nós JÁ vivemos nesse mundo não-alternativo: a única diferença é que os vencedores foram outros, mas eles também apagaram a memória dos massacres que cometeram, esvaziando sua importância e subtraindo seu ultraje. (Mills, 102-117)

sábado, 27 dezembro, 2008 Posted by | Arte e cultura, Comentário, Repassando... | , , , | Deixe um comentário

Bicarbonato x Câncer: novas informações (II).

Recebemos do nosso leitor Clóvis Tavares o link de mais uma pesquisa envolvendo o uso do Bicarbonato no  tratamento de cãncer. Por ser um assunto que tem despertado o interesse dos nossos leitores, repassamos abaixo o link e a matéria. Obrigado Clóvis, pela contribuição.

http://www.emedix.com.br/not/not2001/01abr17uro-osu-rit-cancer.php

Noticias Abril de  2001

Pesquisa melhora o tratamento de câncer de bexigas
Fonte: Journal of the National Cancer Institute, 18/04/2001

Pesquisadores encontraram uma forma relativamente simples para melhorar dramaticamente a capacidade de ‘eliminação do câncer’ de um medicamento freqüentemente utilizado para tratar o câncer superficial de bexiga. As mudanças praticamente dobraram o número de pessoas livres de câncer após cinco anos, em comparação à terapia padrão, aumentando o tempo anterior à recorrência do tumor.

A descoberta é resultado de um estudo internacional de cinco anos publicado na edição de 18 de abril do periódico Journal of the National Cancer Institute.

O estudo buscou formas de melhorar o uso da mitomicina C (MMC) após remoção cirúrgica do tumor. Tanto na terapia padrão como na experimental, a MMC é colocada na bexiga, onde é mantida pelo paciente por cerca de duas horas. A nova terapia, contudo, tomou medidas especiais para manter uma concentração elevada do medicamento na bexiga. “Nós comparamos a forma usual de administração do medicamento a uma nova abordagem”, diz Jessie L-S Au, professor da Universidade de Ohio.

Os pacientes que receberam o tratamento experimental sofreram recorrência do tumor após o dobro de tempo de recorrência dos pacientes que receberam o tratamento padrão. Também houve uma diferença estatisticamente significativa no número de pacientes que não apresentaram recorrência após cinco anos.

O estudo envolveu 230 pacientes com câncer superficial da bexiga confirmado sob alto risco de recaída. Destes, 111 receberam o tratamento padrão e 119, a terapia experimental. Na terapia padrão, a urina era drenada da bexiga através de um catéter. Então, uma dose de 20 miligramas de MMC era administrada na bexiga, onde permanecia por duas horas. Nenhum passo especial foi dado para reduzir o volume remanescente ou a acidez da urina.

A terapia experimental utilizou 40 miligramas de MMC e vários passos foram tomados para manter uma elevada concentração do medicamento na bexiga através da redução do volume da urina. Por exemplo, os pacientes foram instruídos a se absterem de água antes e durante o tratamento, reduzindo a produção de urina. A maior quantidade possível de urina foi drenada da bexiga antes do tratamento. Finalmente, os pacientes receberam doses de bicarbonato de sódio para reduzir a acidez da urina, fator conhecido por inativar a MMC.

sexta-feira, 26 dezembro, 2008 Posted by | Repassando... | , , | 4 Comentários

Lei Seca: fracasso anunciado!

Acabei de ver na TV: seis meses de Lei Seca e o número de acidentes no Brasil aumentou em 19%! Não sei para vocês, mas para mim isso era previsível e eu comentei isso aqui várias vezes. Não que eu seja a favor dos embriagados irresponsáveis que dirigem e matam pessoas, mas sim contra uma lei burra e pirotécnica que coloca no mesmo saco pessoas que bebem um copo e dirigem responsavelmente. Como já disse antes, a lei anterior à famigerada Lei Seca já tirava do circuito as pessoas que bebessem além de 2 latinhas de cerveja (além do que , segundo especialistas, o efeito do álcool varia de acordo com a resistência e a massa corpórea de quem bebe e se ela está alimentada ou não). Assim, bastava a lei anterior e uma fiscalização eficiente, para que se pudesse tirar de circulação os motoristas irresponsáveis (sabendo-se que há também irresponsáveis sóbrios!). Mas não! Achacaram todo mundo que dirigia, prejudicaram negócios noturnos de restaurantes e bares, fiscalizaram como sempre, e o resultado está aí: fracasso! Mudança social se faz com educação dirigida e com condições objetivas favoráveis e proativas, não com a mera coação de leis injustas e irreais! Foi assim com inúmeras leis mundo afora: a Lei Seca dos EUA, ampliou o crime organizado e a produção clandestina de bebidas; a pena de morte ianque não eliminou os crimes selvagens; a execução pública de criminosos não acabou com a criminalidade na China; a criminalização do homossexualismo não impediu as uniões gays; e a criminalização do uso de drogas não reduziu o consumo! E assim por diante!

E o pior de tudo é a visão estreita e deturpada dos resultados das estradas associados apenas à esta Lei Seca imbecil, pois não vi ainda nenhum estudo sério, analisando conjuntamente:
– o número total de acidentes;
– as várias causas destes tipos de acidentes (embriaguês, imprudência, estradas ruins, falta de sinalização, condições climáticas desfavoráveis, veículos defeituosos, etc.);
– os resultados danosos de cada tipo de acidentes (mortes, ferimentos, mutilações, etc.).
E para tanto, bastava investigar nos orgãos que cuidam do trânsito, pois os dados estão lá, à espera de alguém que os colete e analise de forma adequada e responsável. Não fazem isso e, quando noticiam, dão a impressão de que apenas o consumo de alcool é o responsável. Se o fizessem, talvez poderiam até mesmo comprovar o que todos eles desejam: que em meio a estes acidentes, a embriaguês tivesse sido reduzida enquanto motivo de acidentes. E também se investigassem mais detalhadamente, poderiam identificar quais as dosagens alcoólicas (acusadas pelos bafômetros) seriam as mais presentes nestes acidentes. Mas, se identificassem esta redução tão desejada, teriam que encarar de frente as demais causas, cujas soluções dependem das políticas públicas e aí…Então, é melhor não investigar e manter a Lei Burra para manter os bodes expiatórios necessários à maquiagem disfarçadora da incompetência do Estado em toda e qualquer instância.

Assim, a burrice não se restringe à Lei Seca, está presente nos orgãos e prfissionais ligados ao tema, acrescida da omissão muitas vezes intencional. E como já disse antes, continuam criando leis pirotécnicas para fingirem que estão fazendo alguma coisa pela sociedade que os sustenta.

sexta-feira, 26 dezembro, 2008 Posted by | Comentário | , | Deixe um comentário

Natal: é hoje!!!

Adora as palavras e gostaria muito de ser capaz de criar coisas boas, lindas e motivadoras com elas. Mas a minha vontade esbarra sempre no talento dos outros, limitando meu sonho à admiração do que os outros criam de belo: um poema transcendental, uma reflexão profunda, um discurso mobilizador, uma declaração comovente. Apesar disso, geralmente “aceito-me sem revolta: coisa limitada e triste, sujo de tempo e palavras.” Mas é Natal, e eu gostaria de dar a vocês um comentário coerente que pudesse compartilhar com todos o meu espírito natalino… E sentindo-me incapaz de tal proeza, mas inconformado, lancei mão das palavras dos outros, plagiando-as e juntando-as em busca do meu sentir. Perdoem-me os plagiados, mas expressar-se é fundamental…

Esqueço sempre, mas o corpo lembra: é dezembro. E é Natal. Não o Natal ideal, mas aquele Natal que a gente decide criar como reflexo de nossos valores, desejos, amores e tradições. Afinal, Natal não é uma data, é um estado da mente. Oxalá pudéssemos meter o espírito de natal em jarros e abrir um jarro em cada mês do ano, sentindo que o trabalho não é a pena que se paga por ser homem, mas um modo de amar e de ajudar o mundo a ser melhor. Que o mundo, como um velho pássaro, dorme como um menino e se renova a cada manhã e que por mais que sejamos, somos pouco, pois resta ainda um tempo que nos espera e nos reclama. E que embora o vento do mundo seja o tempo que sopra, varre, lambe e desfaz o que foi feito, nossos corpos e almas são os caminhos e pontes que, nos efêmeros abraços natalinos, buscam transpor silenciosamente o abismo, na esperança de que este silêncio amoroso seja um campo plantado de verdades que aos poucos se façam palavras.

Espero que tenha conseguido expressar-me adequadamente, embora pelas palavras dos outros…

E para completar, vejam o vídeo no link abaixo: FELIZ NATAL a TODOS NÓS!

http://br.youtube.com/watch?v=tQgkOHIAreE

Fontes: os plagiados são Thiago de Mello, Mary Ellen Chase e Bil McKibbe.

quarta-feira, 24 dezembro, 2008 Posted by | Comentário, Natal, Repassando... | | Deixe um comentário

O Natal e o humor de gênero…

Se  por um acaso histórico, ao invés dos três reis magos, tivéssemos tido três rainhas “magas”:
– elas não teriam se perdido;
– pela grandeza do evento, não teriam chegado atrasadas;
– teriam ajudado no parto;
– teriam limpado o estábulo;
– teriam levado presentes úteis ao momento;
– teriam também levado alguma coisa para comer.

Mas, todavia, quando elas saíssem de volta, caminho a fora, teriam feito alguns comentários inevitáveis:
– você reparou que as sandálias de Maria não combinavam com a túnica?
– o menino não se parece nem um pouquinho com o José…
– como eles podem viver com tantos animais dentro de casa?
– dizem que o José está desempregado!
– espero que eles devolvam a vasilha em que eu trouxe a torta!
– o pobre do jumento está nas últimas…

Fonte: Anônima

terça-feira, 23 dezembro, 2008 Posted by | Repassando... | | Deixe um comentário

Apesar de tudo, é Natal!

Talvez vocês, meus amigos e leitores, tenham estranhado as minhas últimas postagens, sobre as “jóias” humanas que construímos nestes e noutros natais. Devem ter pensado: mas que espírito-de-porco! Falar de coisas tão ruins em uma época em que estamos no melhor momento de fraternidade da espécie humana! Pois foi por isso mesmo, caros amigos, que abordei as nossas “jóias”! A humanidade tem a prática secular de ser o melhor de si mesmo nas festas de fim-de-ano, de pensar apenas nas coisas boas que construiu (estas sim, as verdadeiras jóias!) e esquecer este lado melhor no resto do ano.  Mas, agora, é Natal, né? Por um momento (já que dois dias são um instante dos 365 dias do ano), vamos ser o melhor de nós e pensar o melhor de nós, na esperança que esta essência de solidariedade interpessoal nos contamine para sempre. Desculpem-me por ter lembrado os que morreram por guerras, enchentes, trambiques diversos e aqueles que não terão um Natal como o nosso. E para desculpar-me da melhor forma, nada melhor do que a reflexão abaixo:

“Eu estou pensando em você hoje porque é Natal, e eu lhe desejo felicidade.
E amanhã, porque será o dia seguinte ao Natal,
Eu ainda lhe desejarei felicidade.
Eu posso não ser capaz de lhe falar sobre isto diariamente,
Porque eu posso estar ausente, ou nós podemos estar muito ocupados.
Mas isso não faz diferença
Meus pensamentos e meus desejos estarão com você da mesma forma.
Qualquer alegria ou sucesso que você tenha, me fará feliz. Me iluminará por todo ano.
Eu desejo à você o Espírito do Natal.

(Van Dike)

Tim! Tim!

Veja a retrospectiva dos fatos que marcaram o ano


segunda-feira, 22 dezembro, 2008 Posted by | Comentário | Deixe um comentário

Mudanças climáticas: ainda há dúvidas a respeito?

As últimas sobre a crise que afetou o mundo.
Foto: Estadão.com.br

Os melhores argumentos em qualquer questão são fatos e, embora muitas vezes eles não sejam suficientes para o convencimento daqueles que teimam em negar a realidade dos mesmos, são importantes como instrumentos de reflexão. Hoje acordei cedo e tentei, grosso modo, pesquisar as manifestações climáticas adversas ocorridas no planeta durante 2008. Claro que a  investigação deste tema é uma tarefa inglória, face à carência de dados sistematizados, da confusão objetiva que se estabelece nos locais afetados (impedindo uma coleta adequada de informações) e pelo desinteresse inevestigativo predominante pelo que não seja econômico. Mas consegui alguma coisa. Claro que é a ponta do iceberg nesta questão, mas pode nos dar uma idéia pelo menos aproximada, sem considerar os terremotos, nevascas atípicas e secas que ocorreram pelo mundo e levando em conta apenas as chuvas/inundações e ciclones/tempestades mais importantes deste ano. Resultado: ao longo de 2008, a população mundial enfrentou 18 grandes dilúvios (com 1.963 mortos, 112 desaparecidos e 51,9 milhões de desabrigados) e 94 tempestades (com 87.129 mortes, 54.485 desaparecidos e 44.405 desabrigados). Isto considerando os dados disponíveis (muitas vezes sem estimativas de desabrigados) e apenas os fenômenos mais representativos associados à chuvas e tempestades, e excluindo as enchentes atuais em Minas e no Rio! E as secas? E os prejuízos econômicos decorrentes? E os agravamentos consequentes das desigualdades sociais? Assim, embora estes dados seja apenas uma aproximação grosseira, deveriam ser suficientes para iniciarmos, embora que tardiamente, uma reflexão sobre as questões ambientais. Que cada um de nós possa pensar um pouco sobre isso nesse fim de ano e apoiar, no nosso pequeno mundo imediato e com atitudes proativas, o novo clima político mundial que parece estar surgindo em função da crise financeira, das catástrofes sócio-ambientais ocorrentes e da eleição do Barack Obama.

Para quem quiser conhecer os detalhes da fonte consultada, vai o link:

http://br.noticias.yahoo.com/s/20122008/48/manchetes-maiores-catastrofes-naturais-2008.html

Para quem precisar de uma musiquinha consequente para incrementar a reflexão, segue o link:

http://br.youtube.com/watch?v=PMKg5s3o4VY

segunda-feira, 22 dezembro, 2008 Posted by | Comentário, Repassando... | , , | Deixe um comentário