Livre pensar é só pensar!

Para não desligar os neurônios

Parar de fumar? É difícil, cara!

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Imagem: Angeli

Amigos! Em segunda instância, tem coisa coisa melhor que aquele cigarro fumado à dois depois de uma transa gratificante? E aquele gostinho de alcatrão misturado com o café forte, bebido na madrugada e em uma caneca de cerâmica, vendo o dia nascer à beira do rio? Hein? Hein? O saborear prolongado do último cigarro do dia, deitado na rede e avaliando o cotidiano vivenciado, as lembranças… E aquele fumacê de boteco nos papos molhados com os amigos, amores e teorizações sociais etilicamente alimentadas? Só quem nunca fumou é incapaz de perceber quão gratificante é o tabagismo.

E para não dizer que não falei de flores, porque não aquela muleta emocional que ele materializa nos momentos de raiva, de tristeza, de deprê, de lembrar sonhos frustrados e amores interrompidos? É, gente! Poucos amigos são tão próximos e solidários como o cigarro (o café e a cerveja são apenas coadjuvantes no processo)…

Fumo há 43 anos, 3 maços por dia e ainda não sinto nada de grave. Há cerca de três anos, fiz um tomografia computadorizada do pulmão, o médico apreciou-a e disse:
– Eu até gostaria de dizer que o senhor tem alguma coisa nos pulmões, para ver se o senhor deixava de fumar. Mas não: você tem os pulmões sujos de todo fumante, mas não há nenhum sinal de enfizema…nada!
– É um animal!!! Resmungou minha mulher, que observava ao lado. Faz tudo que há de errado e não aparece nada!
Elogios à parte, tenho tido momentos de fraqueza onde penso em deixar de fumar: quando penso na alergia da minha companheira e na fumaça que dificulta os nossos papos antigos e gostosos; quando penso no bolso e lembro que gasto um salário mínimo mensal com este vício. O terrorismo médico e social que praticam em relação a nós fumantes não me assusta (já vivi demais para ter medo de morrer, de cara feia e patrulhamento), apenas a minha convivência afetiva e o gasto compulsório me fazem pensar em capitular. Mas é difícil, amigos… Em um mundo de tão poucas e difíceis satisfações pessoais, onde se mata um leão por dia para sobreviver com dignidade, onde se tem que ruminar os sonhos demasiadamente adiados, ver e sentir-se impotente diante das crueldades e injustiças, a bengala amiga e silenciosa do cigarro é indispensável! Escapismo? Covardia? Danem-se os psicólogos de plantão, com suas teorizações oportunistas e irresponsáveis! Não, é construção de muralhas para a resistência, trincheiras para não ser enterrado pelas mazelas e dificuldades desta sociedade injusta . Enterrado por enterrado, prefiro sê-lo pelo prazer do cigarro!

Mas respeito aqueles que, embora correndo o risco de tornarem-se tabachatos, deixam a confraria. Tanto respeito que repasso a seguir uma matéria à respeito. E quem sabe, por amor e/ou por economia, qualquer dia desses não me torno mais um daqueles enjoados que se abanam diante de um fumante, que acreditam na balela de que o fumante passivo corre mais riscos do que o ativo? Que Deus não me dê esta sina complementar…

A difícil luta para deixar o cigarro

Qui, 12 Fev, 02h10

(Atualizada em 15 de fevereiro)

Por Fabiana Caso

Um dado que impressiona, principalmente quem não fuma: 80% dos ex-fumantes dizem que largar o vício foi o maior desafio de suas vidas. A empreitada é até pior para as mulheres, pois, além da dependência química, elas costumam ter uma relação afetiva com o cigarro. Veem nele um companheiro e um remédio para contrabalançar o estresse, tristezas e frustrações. Ainda por cima, são mais suscetíveis à depressão, que pode ser desencadeada tanto pelo hábito de fumar como pelo abandono do vício.

Felizmente, elas não são maioria na população fumante hoje, no Brasil: representam de 12% a 15%, contra a faixa de 22% a 24% de tabagistas homens. No entanto, os médicos dizem que eles somam um maior número de ex-fumantes. Ou seja, pelo que sugerem os dados, as mulheres têm maiores dificuldades para largar o cigarro. A boa notícia é que há novos medicamentos e combinações para quem quer dar um basta ao vício, além de profissionais capacitados.

segunda-feira, 16 fevereiro, 2009 - Posted by | Comentário, Repassando... | ,

1 Comentário »

  1. Quais são os medicamentos para quem quer parar de fumar? Grata.

    Comentário por Rose | sábado, 10 novembro, 2012


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