Livre pensar é só pensar!

Para não desligar os neurônios

Morte de um Zumbi alienado e triste

BLOGUE MICHAEL 070903_blog.uncovering.org_roldan_jacksonSempre acompanhei de longe a carreira e vida de Michael Jackson, mas o suficiente para perceber o nascimento, cooptação e martirização de um jovem traumatizado, despreparado para o sucesso e em conflito com a sua etnia, em nome do lucro e da mídia sensacionalista do nosso planetinha.  Também, com um pai daquele e um sistema social e econômico como o nosso, não? Esperar o quê?

Ao longo desses anos todos ele corporificou o que de mais pós-moderno pôde ser visto, em termos de arte cênica-musical, o instrumento mais lamentável de manipulação de jovens que buscam no narcisismo e na auto-vitimização como “despossuídos de destino” a fuga do mundo real. Mas como não tinha uma base de dados amplas sobre esse jovem triste, preferi nada escrever sobre ele e sua morte, até que li a coluna abaixo e percebi o quanto ela representa o meu modo de ver. Por isso, repasso-a a vocês. Não como uma crítica moralista a ele, Michael, mas ao sistema que o engoliu e que hoje, mesmo com sua morte trágica, continua tendo em mãos uma promissora mercadoria midiática.

Deixemos de lado as lágrimas hipócritas

Sex, 26 Jun, 02h20

Por Regis Tadeu, colunista do Yahoo! Brasi

É claro que o mundo inteiro está chocado com a morte de Michael Jackson. Mas é preciso ter um pouco de coragem para escrever o óbvio: todos choram pelo “antigo” popstar, que gravou discos excepcionais, e não pela patética figura em que ele se transformou.

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  • Confira o Especial sobre Michael Jackson
  • Vamos lá, faça uma autocrítica e não esconda sequer uma ponta de morbidez: quantas vezes você não se pegou ridicularizando a figura do cara, suas esquisitices, seu gosto pelo bizarro, seu “nariz de massinha”, sua brancura artificial e o diabo a quatro?

    A maioria dos admiradores – e não os fãs patéticos, que agora estão se desmanchando em choros convulsivos, que não foram trabalhar porque estão deprimidos com a morte de seu ídolo – sabe que a importância de Jackson para o show business não pode sequer ser colocada em um patamar conhecido deste planeta. A maneira como ele revolucionou a indústria dos videoclipes, por exemplo, permitindo que diretores levassem suas ousadias a extremos em termos de efeitos especiais que só foram utilizados pelo cinema alguns anos depois é mais do que digna de aplausos. Isso sem contar a qualidade que ele apresentou em alguns de seus discos, como Off the Wall, o melhor de todos – não, Thriller foi o seu trabalho mais famoso, mas não o melhor em termos musicais.

    Mas para quem lida com música de uma maneira séria e racional, a pergunta neste exato momento é: por que ele não foi talentoso o suficiente para apagar o fracasso de seus últimos discos, principalmente do horrível e pretensioso Invencible? Por que ele não fez como todo mundo que se presta a construir uma carreira musical sólida em termos de qualidade até os dias de hoje, como fazem Paul McCartney, David Bowie e Bruce Springsteen?

    A resposta é muito simples: porque faltou a Jackson aquela centelha da genialidade musical que o acompanhou desde os tempos de Jackson 5 até o lançamento de Thriller, a mesma centelha que foi capengando e diminuindo gradativamente até o punhado de canções razoáveis que ele reuniu no irregular Dangerous. A partir de um determinado momento de sua conturbada vida, a música perdeu a importância. Jackson acreditou que seria eternamente adorado independente do que fizesse. E isso é uma sentença de morte – artística e até mesmo pessoal – para quem viveu a música com tamanha intensidade.

    Como não conseguia mais apresentar algum traço de criatividade, Jackson recorreu a factóides estapafúrdios, como a “agenda dos 50 shows” em Londres – chego a dar risadas quando encontro com alguém que realmente acreditou que ele faria tal pataquada -, mas isso pouco importa agora.

    Michael Jackson está morto. Fisicamente. Porque, em termos artísticos, nos últimos quinze anos ele foi apenas um zumbi do qual todo mundo ria e tirava sarro. E são essas pessoas que hoje se mostram comovidas com o seu falecimento.

    Mundo estranho este, não? Pense nisso…

    Regis Tadeu é editor das revistas Cover Guitarra, Cover Baixo, Batera, Teclado & Piano e Studio. Diretor de redação da Editora HMP, crítico musical do Programa Raul Gil e apresenta/produz na Rádio USP (93,7) o programa Rock Brazuca.

    domingo, 28 junho, 2009 Posted by | Comentário, Repassando... | , | Deixe um comentário

    Liberté, Egalité, Fraternité pra quem?

    Os cinismos ideológicos da raça humana, para mim,  são incomensuráveis. As mesmas coisas e fatos, dependendo de onde ocorram ou da conjuntura política em que ocorram,  recebem interpretações (ou silêncios) totalmente diferentes das mesmas pessoas, grupos, instituições e/ou governos nacionais.

    Há cinco décadas a família Rosemberg foi condenada à morte nos EUA, por espionagem (por sinal muito pouco comprovada) e apesar do lúcido  Jean-Paul Sartre gritar a sua indignação (“Vocês americanos são coletivamente responsáveis por esse assassinato, alguns por o terem patrocinado, outros por tê-lo consentido e vocês permitiram que a América se tornasse o berço de um novo fascismo”) poucos protestaram. Hoje, quando a China, Coréia do Norte  ou o Irã prendem jornalistas por espionagem, é o fim do mundo.

    Quando o “vagabundo beberrão” semeou masmorras hediondas para confinar e torturar árabes, em Guantanamo e no resto do mundo, a ONU e os países ocidentais se calaram, botaram o rabo entre as pernas ou apoiaram discretamente. Agora, com os protestos políticos no Irã, só se fala na repressão dos aiatolás, no sufoco da democracia! E onde está a democracia que o dito vagabundo alcóolatra ia implantar no Iraque? Isso é só pra dar uma idéia dos pesos e medidas ideológicos que são justificados cinicamente por argumentos inválidos e cínicos sobre a realidade.

    E hoje, pra variar, vejo o presidente da França, hipocritamente  e em nome da liberdade, igualdade e fraternidade francesa, abrir frente de batalha contra a burka usada  pelos migrantes árabes. Se isso tivesse a ver com valores morais, ele deveria também proibir a nudez (o oposto da burka) e que inclusive sua ilustre esposa utilizou como forma de ascenção profissional (e que circula em fotos na Internet). Pergunto: até que ponto as mulheres árabes que moram na França querem deixar de usar o véu ou a burka? E se não querem deixar o hábito, qual o direito do governo em proibí-lo, deixando em aberto o direito à nudez que choca também inúmeras pessoas? Eles já proibiram  o uso de véus ou quaisquer símbolos religiosos nas escolas da França. E aonde ficam os direitos individuais e coletivos das práticas de fé? Mulher do presidente  pelada, mulheres e homens com roupas do tipo “donde estás que non te viejo” pooode! Mulheres e homens que não querem, por qualquer razão, exporem seus corpos, não pooode!

    Isso me lembra uma piadinha histórica: quando no pós-revolução francesa, Napoleão invadiu parte da Itália, os italianos empobrecidos e dominados cochichavam pelos cantos: _ É. Liberté, Egalité, Fraternité… eles de carruagem e nós a pé!

    Em verdade amigos, o que estes franceses pseudo-libertários querem é esmagar a cultura diferente que invadiu o seu país. E como os novos tempos dificultam o chauvinismo extremo, a cópia da solução final de Hitler, buscam tornar o mais difícil possível a vida destes migrantes, na esperança de que eles ou se submetam à lavagem cultural ou se mandem. O resto é enganação. Leiam a notícia abaixo e vomitem! Claro, com cuidado pra não sujar a burka ou o fio-dental…

    BLOGUE BURKA 3 - burka4

    BLOGUE BIQUINI - mulher-melancia-biquini-01g

    3 de junho de 2009 | N° 16009

    // TRADIÇÃO EM XEQUE

    França abre guerra à burka

    //

    Sob a justificativa de que a burka “não é questão de religião, mas de servidão”, o presidente da França, Nicolas Sar- kozy, abriu ontem uma guerra contra a vestimenta muçulmana que cobre todo o corpo da mulher, escondendo inclusive o rosto.

    Em um discurso no qual definiu a burka como “indumentária que não é bem-vinda na França”, Sarkozy invocou princípios tradicionais do seu país, famoso pela máxima “liberdade, igualdade e fraternidade”.

    – A burka vai contra a ideia da República Francesa sobre a dignidade da mulher – disse ele.

    A declaração de Sarkozy foi feita uma semana depois de o governo francês aceitar discutir uma lei proibindo o uso da burka no país. Ocorreu durante discurso solene no Palácio de Versalhes, dirigido ao parlamento do país, e reavivou uma polêmica sobre o véu islâmico, datada de 2004. Na época, em razão do véu, foi aprovada uma lei que proíbe o uso de qualquer símbolo religioso em locais públicos, especialmente em escolas.

    A questão da burka provocou um debate entre os defensores das liberdades individuais e os que consideram que estas podem ser limitadas em nome da laicidade. A manifestação do presidente reflete também a preocupação na França com o crescimento da população muçulmana do país. Hoje, os muçulmanos são 5 milhões, cerca de 10% dos franceses.

    A partir de um pedido de 60 parlamentares de diversos partidos e da aceitação manifestada por Sarkozy, uma comissão parlamentar deverá examinar a disseminação da burka na França e uma forma de evitar essa tendência. Referindo-se ao trabalho da comissão, o presidente disse que essa é a maneira correta de proceder.

    – Tem de haver um debate. Que melhor lugar para isso do que o parlamento? Não temos de nos envergonhar dos nossos valores – afirmou.

    terça-feira, 23 junho, 2009 Posted by | Comentário, Repassando... | , , , | 3 Comentários

    Refrigerantes à base de cola: mais um alerta!

    Refrigerante à base de cola murcha os músculos

    Bebida leva a perda de potássio, mineral envolvido nas contrações

    Você consegue reduzir o açúcar, maneira nas gorduras e até regula o horário das refeições. Para completar, vence a preguiça e começa a fazer exercícios, incluindo a musculação. Mas abandonar o refrigerante é tarefa quase impossível, e uma latinha é sua opção número para matar a sede. Pois saiba que, mesmo tomando as versões light ou zero, a bebida pode prejudicar e muito! os resultados do seu treino.

    Doses diárias de refrigerantes à base de cola fazem seus músculos murcharem, segundo uma pesquisa que acaba de ser publicada na revista de Prática Clínica, no Reino Unido. Segundo os médicos, isso acontece porque a bebida provoca a eliminação excessiva de potássio pelo organismo, mineral envolvido em todos os processos de contrações musculares.

    O problema torna-se crônico quando o consumo atinge dois litros por dia. Nesses casos, os pacientes precisam de suplementação oral ou venosa para repor o mineral perdido, além de interromper totalmente a ingestão do refrigerante.

    E não é só nos músculos que o prejuízo dos refrigerantes pode ser sentido:

    Nos dentes: a bebida provoca o que os dentistas chamam de erosão ácida, ou seja, o desgaste dos minerais que compõem o esmalte dos dentes. “O refrigerante em excesso pode gerar muita sensibilidade, além de possibilitar fraturas, já que o dente fica mais fino e sem proteção”, explica o dentista Lauro Delgado.

    Na digestão: o refrigerante dilata seu estômago, fazendo você comer mais do que precisa se sentir satisfeito. Com o excesso, a digestão demora e a dieta acaba prejudicada. “As calorias dos refrigerantes são vazias e devem ser evitadas”, afirma a nutricionista do MinhaVida, Roberta Stella.

    No hálito: por aumentar a acidez do estômago, o refrigerante pode levar a gastrites e úlceras. Além da dor que essas doenças provocam, há o desconforto social de ter de conviver com o mau hálito.

    http://yahoo.minhavida.com.br/materias/alimentacao/Refrigerante+a+base+de+cola+murcha+os+musculos.mv

    sexta-feira, 19 junho, 2009 Posted by | Repassando... | , | 3 Comentários

    Meio Ambiente: até que enfim o consumo consciente como arma!

    BLOGUE CONSUMO CONSCIENTE gado-e-desmatamentoDe há muito, os governos, meios de comunicação e agências internacionais de desenvolvimento do mundo inteiro, acompanham os processos de ocupação da Amazônia e a utilização dos seus recursos naturais. Isso é louvável (se deixarmos os chauvinismos à parte), pois a questão ambiental se tornou planetária e embora existam profundos dissensos sobre o tema, a Amazônia é a maior floresta tropical e a maior reserva de água doce do planeta, além de ser um macro ecossistema estratégico para a sobrevivência de todos.

    Também de há muitos séculos, nós brasileiros ignoramos e/ou depredamos a região amazônica, sem nenhum compromisso com o desenvolvimento da região e de suas populações tradicionais, em nome da acumulação capitalista mais descarada e selvagem. Isso é profundamente lamentável, pois dilapidamos um patrimônio natural coletivo para compor a riqueza de poucos e a degradação das condições de vida e trabalho das populações subjugadas pelo poder econômico. E, além disso, deixamos em aberto uma brecha política de internacionalização da região em nome da humanidade (embora saibamos que não é bem isso, mas com certeza será a máscara ideológica para tal).

    Também a perder de vista, o Estado brasileiro, em todas as suas instâncias, sempre foi omisso, oportunista ou conivente com essa destruição histórica:
    a)    internando nas matas nordestinos pobres e sob falsas promessas de riqueza e cidadania, para vender borracha aos ianques abaixo do preço internacional, como “esforço de guerra” e para enriquecer seringalistas;
    b)    implantando arbitrariamente projetos faraônicos de penetração e ocupação do território, usando a região como válvula de escape para os problemas sociais das outras regiões do país e como garantia para financiamentos internacionais para a modernização do Sul/Sudeste brasileiro;
    c)     omitindo-se ou acumpliciando-se com os coronéis regionais, com os empresários e aventureiros econômicos que invadiram a região em busca do lucro fácil e rápido, permitindo a ocupação e devastação das terras pelo poder mais forte;
    d)    mascarando essa omissão e/ou acumpliciamento com a criação de órgãos e instituições que não funcionam objetivamente, sendo muito mais cabides de emprego, unidades de barganha política e/ou de corrupção.

    E de tudo que foi dito, esse fato é o mais lamentável, por representar a incapacidade nacional (a nossa incapacidade!) de construir uma sociedade realmente moderna e justa.

    Grosso modo, essa é a nossa história de sempre…

    Mas nos últimos dias, o Greenpeace, após décadas de ambientalismo panfletário, ingênuo e excessivamente acadêmico, (por tudo isso, pouco conseqüente), agiu objetivamente e com base em estudos bem fundamentados, identificou no Brasil os produtores de carne bovina com base no desmatamento, os frigoríficos que compram essa carne e as redes de supermercados que a revendem aos consumidores. Esse fato representa um tremendo avanço na luta ambiental, pois indo além dos discursos vagos e onirismos ecológicos, “deu nome aos bois”.

    Os pecuaristas e suas organizações, assim como os frigoríficos, juraram inocência, blasfemaram contra a infâmia do Greenpeace e declararam que processarão a ONG. Nesse comportamento corporativo, nada de novo: a mesmice ruralista de sempre, o cinismo de sempre, a calhordice de sempre.

    O BNDES, braço histórico do Estado na conivência com os aventureiros econômicos, foi acusado no estudo de ser sócio do desmatamento, por ter 6 bilhões de reais em ações dos três maiores frigoríficos citados (JBS Friboi, Marfrig e Bertin), além de ter feito vultosos financiamentos ao setor pecuário eco-agressor. Isso não é surpresa, mas o fato do BNDES ter chamado o Greenpeace para discutir o assunto e dispor-se a rever suas posições, representa algo promissor no cenário político-econômico.

    O Ministério Público Federal, com base no mesmo estudo, notificou 71 empresas revendedoras de derivados do boi e fabricantes que o utilizam como matéria-prima para seus produtos, alertando-as para evitarem a venda de produtos que tenham origem nas áreas apontadas pelo Greenpeace. Isto é profundamente promissor porque o MPF , que parece ser uma das poucas instâncias governamentais que têm atuado de forma responsável, além disso propôs 21 ações propondo a indenização financeira de 2,1 bilhões por danos ambientais à sociedade brasileira.

    Por último, as três maiores cadeias nacionais varejistas da carne e derivados bovinos (Pão de Açúcar, Carrefour e Wal-Mart), pela primeira vez, decidiram suspender a compra de carne dos onze frigoríficos comprometidos no estudo citado. E também solicitarão auditoria independente e reconhecida internacionalmente para assegurar fontes ambientalmente seguras para os produtos que adquirem e revendem. E isso parece ser o mais surpreendente! Até que enfim, as pressões do consumo consciente, com base em informações corretas e confiáveis, abalam a estrutura do mercado nacional em relação aos vandalismos do processo produtivo brasileiro.

    E tudo isso que foi dito até aqui, serviu apenas para concluir com essa novidade: parece que a postura global e nacional (ainda embrionária!) em relação ao consumo consciente, achou o caminho para fazer aquilo que a sociedade e o Estado nunca conseguiram: estabelecer o medo do prejuízo entre os empresários, que em nome do mercado pressionarão os aventureiros, que por sua vez terão que rever suas posições para evitarem a marginalização mercadológica.

    Como diz o Harrison Ford na propaganda televisiva sobre a extinção das espécies: acabando com o consumo, acabamos com a matança! Nesse caso, acabando com a compra e o consumo inadequados, acabamos com a produção ambientalmente vândala.

    Que esta seja uma circunstância político-econômico-ambiental que gere efeito dominó na realidade amazônica e nacional…

    terça-feira, 16 junho, 2009 Posted by | Comentário | , , , | 4 Comentários

    Na reciclagem, como na Natureza, nada se perde…

    BLOGUE RECICLAGEM reciclar2

    Conheça a telha feita com o tubo de pasta de dente
    O tubo da pasta de dente é feito com 75% de plástico e 25% de alumínio.

    Construção sustentável: cresce o mercado de produtos feitos com matéria-prima reciclada. Na grande São Paulo, uma empresa produz telhas ecológicas com tubos de pasta de dente!

    Uma ideia simples, mas muito lucrativa e ecológica!  A empresária Cláudia Rozansky usa tubos de pasta de dente para fabricar telhas e placas. As placas são utilizadas na construção civil e nas áreas de decoração e arquitetura.

    Durante 6 meses, a empresária testou vários produtos até decidir pelo tubo de creme dental feito com 75% de plástico e 25% de alumínio.

    “Tanto o plástico quanto o alumínio demorariam de 100 a 500 anos para se degragadar na natureza”, explica a empresária.

    A empresa tem 16 funcionários e a fabricação mensal é de 4 mil telhas e placas ecológicas. A telha representa 70% do faturamento do negócio. A empresária compra por mês 60 toneladas de tubos de creme dental que não passaram pelo controle de qualidade dos fabricantes.

    Quando a matéria-prima chega, vai direto para o triturador. Não é preciso fazer nenhuma triagem. Tudo é aproveitado. Depois de moído, o material é colocado em bandejas e prensado a uma temperatura de 180º C. Por último, o produto é cortado.

    Para fazer uma telha de pouco mais de dois metros são necessários, em média, 700 tubos de creme dental. Na fábrica, tudo é reaproveitado: as rebarbas das telhas, das placas e até o pó gerado no corte dos produtos. Toda sobra volta para a máquina de prensa e é transformada em novas telhas e placas ecológicas.

    “Infelizmente nós não estamos podendo produzir mais por problemas de insumos. Não temos matéria-prima suficiente para produzir a demanda do mercado”, avisa Cláudia.

    O investimento inicial para abrir uma fábrica como esta é de R$ 500 mil. A empresária recuperou o dinheiro em um ano e meio. O maior gasto neste negócio é com a compra de máquinas, trituradores e prensas.

    As telhas e as placas, além de ecológicas, têm grandes vantagens, segundo a empresária. São flexíveis, isolam a acústica e o calor.

    “Diminui o calor ambiente praticamente de 30% a 40%, fazendo inclusive a diminuição para uso de ar-condicionado” , observa a empresária.

    A empresa vende os produtos no atacado e no varejo para 90 clientes espalhados pelo Brasil. No varejo, o preço de cada telha ecológica – de 2,2 metro de comprimento por 90 centímetros de largura sai por R$ 32. Ela é, em média, 3 vezes mais cara do que a telha de amianto. Mas, para a empresária a vantagem é que as telhas recicladas são mais leves e resistentes: suportam até 200 quilos.

    As telhas e as placas ecológicas da empresária Cláudia Rozansky conquistaram grandes empresas, como uma loja de material de construção. Por mês, Cláudia vende para a loja 200 telhas e 100 placas.

    “A gente resolveu investir nessa linha de telhas e placas porque além delas terem esse apelo ecológico que é o nosso propósito, também é um produto de excelente desempenho”, afirma o gerente da loja Estevão Gazzinelli.

    E deu certo! Os produtos ecologicamente corretos garantem 20% do faturamento da loja. O artista plástico Renato Caldas é um dos clientes. Para construir o ateliê dele, em Cotia, na grande São Paulo, Renato comprou 85 telhas produzidas pela empresária Cláudia Rozansky.

    “Sempre que eu posso, eu compro produtos ecológicos. Eu acho que cabe cada vez mais ao consumidor procurar produtos que tenham origem de reciclagem, origens ecológicas, origens certificadas” , diz o artista plástico.

    “Uma ótima aceitação no mercado. Temos filas de espera de clientes. A demanda é muito grande. E hoje cada vez mais o consumidor está se conscientizando de usar produtos reciclados que estamos tratando da natureza. Enfim, é um ótimo negócio”, avisa Cláudia.

    Na Revista Pequenas Empresas e Grandes Negócios leia uma reportagem sobre negócios ecológicos.

    Fonte: http://pegntv. globo.com/ Pegn/0,6993, LIR335163- 5027,00.html

    segunda-feira, 15 junho, 2009 Posted by | Repassando... | , , | Deixe um comentário

    Eu, os games, as vaquinhas bonitas e a esperança…

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    Embora goste de games inteligentes (que são raros, diga-se de passagem!), que exploram a criatividade, o raciocínio lógico e os aspectos educativos,  sempre achei que o mundo da indústria virtual, à semelhança da lógica irracional do mercado e da ideologia violenta das sociedades humanas, perde uma imensa oportunidade de usar esses joguinhos para divertir educando. O game “Age of Empires” da Microsoft, por exemplo: com cenários fabulosos, uma lógica interativa da melhor qualidade, com uma articulação muito interessante entre a construção de sociedades e o uso dos recursos naturais disponíveis, ao fim de tudo cai no lugar comum das guerras entre grupos pelo domínio territorial! E você, o jogador, não tem opção: ou luta, mata e vence, ou será derrotado! Não há opções de negociação! Mesmo que não queira derrotar ninguém, que queira apenas construir uma civilização ao seu modo, não pode, é inevitavelmente atacado! E na luta pela vitória, o jogador é induzido ao vale tudo: ele tem que matar até os camponeses do adversário (pois eles são a fonte da economia que financia o combate!), esbandalhar os recursos naturais para tirar do adversário as chances de crescer! Muito humano na lógica humana histórica, da guerra e do desenvolvimento com base na dominação inter-povos! E eu, que apesar disso tudo gosto de jogá-lo pelo espírito de aventura que nos leva a criar civilizações, sinto-me, como devem se sentir muitos outros, reféns da violência humana virtualizada… E muitas vezes, jogando o Age Empire, capturo algumas vaquinhas perdidas no território ou em combate com o adversário, que de tão lindas e reais, não as mato para obter ganhos, deixo-as perto do meu centro urbano para admirá-las enquanto extermino os meus “semelhantes”!  E muitas vezes penso enquanto jogo: como ele (o jogo) já possui as condições básicas para ser um tremendo game educativo em termos ambientais e em termos de desenvolvimento sustentável! Bastaria reduzir a violência ou criar alternativas de negociação! Usar os bem humorados diálogos paralelos entre os adversários como chamadas indutivas ao comportamento ecologicamente correto e à participação politica adequada. Valorizar como vitória não o extermínio do adversário, mas a paz negociada ou a vitória pelo grau de desenvolvimento obtido na civilização vencedora…Mas isto não acontece e eu teimo, a cada jogo, em capturar vaquinhas para admirar e frustrar-me em ver um jogo tão bem estruturado do ponto de vista da lógica violenta do Homem não ser redirecionado para o resgate do lado social proativo, pacífico, ambientalista e solidário. E olha que esse game da Microsoft é um dos melhores e menos violento que já vi, hein?

    E hoje, vendo a notícia que repasso abaixo, voltou-me a esperança de que com esta nova tecnologia disponível, surja algum doido sadio (por questionar os valores da violência) que construa um jogo inteligente, agradável, instigante e educativo! Quem sabe? Se eu fosse bem preparado em termos de programação virtual, certamente tentaria isso! Como não sou, apenas posso disponibilizar consultoria ética e moral para quem for capaz de construir esses games sonhados, politica e pedagogicamente necessários.

    Que algum louco maravilhoso leia a reportagem e decida tentar…

    Projeto na internet permite a qualquer um construir um videogame em casa

    Sex, 12 Jun, 06h00

    Uzebox é um projeto de um console “feito em casa” e de baixo custo

    Por Antonio Blanc

    Quem gosta de videogames e até entrou no mundo da informática só para criar os seus próprios jogos pode ter uma oportunidade de ouro para dar o próximo passo. O Uzebox é um projeto “Open Source” que permite criar seu próprio console de games com um mínimo de peças (e de custo).

    O cérebro da máquina é um microcontrolador da Atmel, o ATMega 644, rodando a 28 MHz. Sozinho, ele cuida de todo o processamento, som e vídeo dos jogos. Basta juntar mais um chip, que gera o sinal de vídeo para a TV, e um punhado de resistores e capacitores para colocar o brinquedo pra funcionar.

    Gráficos e som lembram os de consoles como o SNES e Megadrive. Os jogos são desenvolvidos num PC na linguagem C (o software também é gratuito) e gravados em cartões MicroSD. Todo o projeto, hardware e software, é Open Source e está disponível sob a licença GPL , então pode ser copiado e montado livremente sem medo de incorrer em pirataria ou precisar pagar royalties. Quem quiser, pode até vender os consoles feitos em casa sem problemas de copyright ou licenciamento.

    Para quem não tiver paciência para soldar fiozinhos, é possível comprar kits pré-montados que reduzem o trabalho ao mínimo, ou já prontos para plugar na TV. Os preços variam entre US$ 70 (só a placa e componentes) a US$ 100, incluindo as peças para montar, o “gabinete”, cabos, fonte de alimentação e um joystick de SNES . Mais informações podem ser encontradas no site oficial do projeto: http://www.belogic.com/uzebox .

    domingo, 14 junho, 2009 Posted by | Comentário, Repassando... | , , , | Deixe um comentário

    Educação: avançar não exige recursos vultosos, exige vontade!

    BLOGUE EDUCAÇÃO aquarela_01

    Em contraposição à postagem anterior sobre educação, esta reportagem mostra o outro lado da mesma moeda educacional: criatividade para buscar soluções simples e funcionais. Mostar que mesmo em regiões ou sociedades pobres e/ou mal servidas em termos escolares, pode-se avançar em resultados educacionais positivos. É tudo a vontade política de fazer, tanto enquanto governo, como enquanto professor ou enquanto pai e cidadão.

    Projeto de R$ 100 melhora resultado escolar, diz estudo

    Seg, 08 Jun, 08h48

    Um investimento de R$ 100 por pessoa ajuda professores a ensinar melhor. Estudo da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) aponta que o Pro-Letramento, programa do Ministério da Educação (MEC), causa impacto no resultado da Prova Brasil em Estados que aderiram ao sistema. O trabalho, assinado pelos professores Marta Barroso e Luiz Carlos Guimarães, revela que, onde já houve treinamento da maior parte dos professores, os resultados na Prova Brasil de português e matemática de alunos da 4ª série podem ser mais do que o dobro dos obtidos em Estados do Sudeste.

    O impacto da prova elevou, por exemplo, o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) do Piauí de 2,8 pontos, em 2005, para 3,5 em 2007. “O que vemos indica realmente uma forte correlação entre as duas coisas: os Estados com maior índice de melhora são justamente aqueles onde o programa, no momento em que os alunos faziam a prova, havia formado uma proporção maior de professores. No outro extremo está um Estado como Sergipe, o último da região a efetivamente aderir ao programa”, concluem os professores.

    Esse não é o primeiro programa de educação continuada desenvolvido pelo MEC. Houve outras tentativas tanto neste governo quanto no anterior e, como as avaliações mostram, os resultados foram pífios. O impacto do atual programa ainda é pequeno, mas o estudo aponta que Estados que passaram por ele foram além dos demais. Criado em 2007, o Pro-Letramento forma tutores para treinar seus colegas. Cada tutor recebia até o ano passado uma bolsa de R$ 100, reajustada agora para R$ 600, e material para dar aulas e distribuir aos colegas.

    “É um material que não faz opção por um método de alfabetização, mas mostra ao professor como a criança adquire a base alfabética e o que ele deve estudar com o aluno”, diz a secretária de ensino básico do MEC, Maria do Pilar Lacerda e Silva. O custo é a impressão do material didático – feita por licitação e em grande quantidade, tornando-o mais barato – e o pagamento das bolsas. No final, sai por menos de R$ 100 por professor treinado. Até agora, 260 mil docentes foram treinados e a intenção é chegar a todos os 685 mil professores das séries iniciais no País. O programa não tem prazo para acabar. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

    segunda-feira, 8 junho, 2009 Posted by | Comentário, Repassando... | , | Deixe um comentário

    A hipocrisia do politicamente correto!

    Marcos Pinto/Contigo

    Há poucos dias postei comentário sobre a hipocrisia implícita (e muitas vezes explícita) no politicamente correto, lembram? Pois ontem garimpei essa declaração do autor Aguinaldo Silva e que cai como uma luva na nossa linha de pensamento sobre a questão. De tão objetiva e explícita, ela parecerá politicamente incorreta! De tão bem humorada, ela parecerá preconceituosa.  Mas a meu ver, é a essência da denúncia da hipocrisia contida na maioria das posturas politicamente corretas que invadiram as nossas vidas, por determinados grupos xiítas de vários matizes.

    “Eu acho que ser politicamente correto é ser hipócrita. As coisas têm nome, e o nome das coisas é aquele que sempre foi. Você não pode dizer que um anão é um cidadão verticalmente prejudicado. Não: um anão é um anão, entendeu?”
    Aguinaldo Silva, autor de telenovelas, em entrevista a Veja.com (veja.abril.com.br)

    segunda-feira, 8 junho, 2009 Posted by | Comentário, Repassando... | , , | Deixe um comentário

    Lula: Devagarinho, devagarinho, estamos assumindo

    BLOGUE LULA 060307lulamateria

    No momento em que, apesar da crise, o presidente Lula volta ao patamar de 80% de aprovação nacional, em que a Dilma, apesar do câncer, encostou no Serra em termos de escolha espontânea para a presidência em 2010, me enviaram o texto abaixo. Por ser raro no mundo da informação política nacional, geralmente estrangulada pelos interesses escusos e preconceituosos,  repasso-o nesse nosso espaço, mais uma vez buscando contrabalançar as informações maliciosas, preconceituosas e politicamente mal-intencionadas que flutuam no noticiário virtual. Só para vocês terem uma idéia da má fé explícita da mídia nanica que aí está:
    O presidente Lula declarou, em relação ao caso do avião da Air France, que se o Brasil tem tecnologia para operar no Pré-Sal, porque não teria tecnologia para encontrar a caixa-preta do avião acidentado?
    Pois um calhorda “especialista” disse no noticiário da Record News (instigado pela repórter!), que o Lula tinha pisado na bola, pois a tecnologia do Pré-Sal inclui o uso de explosivos! O que é que tem a ver? Ele disse que se usaria a tecnologia do Pré-Sal para resgatar a caixa-preta? Não, ele disse que deveriam existir tecnologias para a tarefa de resgate!
    Outra canalhice: há poucos dias o Lula, ironizando a lentidão e excesso de zelo dos burocratas brasileiros e venezuelanos na conclusão de um tratado Petrobrás/Estatatal petroleira venezuelana, brincou: “Se eu conseguir eleger a Dilma, vou ser o presidente da Petrobras. E você, Gabrielli, vai ser meu assessor, e o acordo será fechado.” Pois a revista Veja públicou a frase, dizendo que o Lula já está leiloando cargos para o mandato da Dilma! Quem viu a  reportagem ao vivo e na TV, percebeu claramente a ironia que a revista não enxergou! Ou não quis enxergar!
    Bem, leiam o material baixo e reflitam…

    O Lula, que segundo os seus detratores:

    Não entende de sociologia, levou 32 milhões de miseráveis e pobres à condição de consumidores…

    Não entende de economia, pagou a conta do entreguista FHC, zerou a dívida externa e ainda dá algum aos ricos…

    Não entende de educação, pois é pouco escolarizado, criou mais escolas e universidades que seus antecessores juntos e ainda criou o PROUNI, que permite que filho de pobre vá à universidade…

    Não entende de finanças, nem de contas públicas, elevou o salário mínimo de 64 para mais de 200 dólares e não quebrou a Previdência, como dizia FHC…

    Não entende de psicologia, levantou o moral da nação e disse que o Brasil está melhor que o mundo…

    Não entende de engenharia, nem de mecânica, nem de nada, reabilitou o Pró-Álcool, acreditou no biodisel e levou o país à liderança mundial em combustíveis renováveis…

    Não entende de política, mudou os paradigmas mundiais e colocou o Brasil na liderança dos países emergentes, e ainda enterrou o G8…

    Não entende de política externa nem de conciliação, pois foi sindicalista brucutu, mandou a Alca às favas, olhou para os parceiros do Sul e especialmente para os vizinhos da América Latina, onde exerce liderança sem ser imperialista, e tem trânsito livre com Chaves, Fidel, Obama, Evo etc…

    Não entende de mulher nem de negro, colocou o primeiro negro no Supremo (desmoralizado por brancos), pôs uma mulher no cargo de “primeira-ministra” e vai fazê-la sua sucessora…

    Não entende de etiqueta, sentou ao lado da rainha do Reino Unido e afrontou nossa fidalguia branca de olhos azuis…

    Não entende de desenvolvimento e nunca ouviu falar de Keynes, criou o PAC, antes mesmo que o mundo inteiro dissesse que é hora de o Estado investir, e hoje o PAC é um amortecedor da crise…

    Não entende de crise, mandou baixar o IPI e levou a indústria automobilística a bater recorde no trimestre…

    Não entende de português nem de outra língua, tem fluência entre os líderes mundiais, é respeitado como uma das pessoas mais poderosas e influentes no mundo atual…

    Não entende nada de nada, mais ainda é melhor que os outros…

    Não entende de respeito a seus pares, pois é um brucutu, já tinha uma empatia e uma relação direta com Bush, notada até pela imprensa norte-americana, e agora já tem a empatia do Obama…

    Não entende nada de sindicato, pois era apenas um agitador, é amigo do tal John Sweeny e entra na Casa Branca com credencial de negociador, lá nos States…

    Não entende de geografia, nunca viu um mapa, é ator da mudança geopolítica das Américas…

    Não entende nada de diplomacia internacional, age com sabedoria em todas as frentes e se torna interlocutor universal…

    Não entende nada de história, faz história e será lembrado por um grande legado dentro e fora do Brasil…

    Não entende nada de conflitos armados nem de guerra, pois é um pacifista ingênuo, já é cotado pelos palestinos para dialogar com Israel…

    Mas o Partido da Imprensa Golpista – PIG (Folha de S. Paulo, Estado de S. Paulo, O Globo, Veja, Época, Rede Globo), que entende de tudo, acha que não… Monopolizada por meia dúzia de famílias aristocráticas, essa imprensa, que tanto distorce a imagem do governo Lula perante a nação, está a cada dia mais desacreditada e, para felicidade geral, já entrando em falência.

    Valeu, Lula! Que o povo não se deixe enganar mais pela propaganda enganosa dos candidatos das elites racistas e vendilhonas.

    quarta-feira, 3 junho, 2009 Posted by | Comentário, Repassando... | , , , | Deixe um comentário