Livre pensar é só pensar!

Para não desligar os neurônios

Perguntas pertinentes aguardando respostas honestas…(II)

– Se a as reações dos governantes democraticamente eleitos Chavez (Venezuela), Correa (Equador) e Morales (Bolívia) contra as tentativas de desestabilização de seus governos, foram consideradas antidemocráticas pela direita sulamericana, a mídia do continente e os gringos… o que dizer da frouxa reação internacional ao golpe militar em Honduras, onde foi deposto à força um presidente em plena vigência do mandato?

– Se os resultados das eleições no Irã foram tão contestadas internacionalmente pelas denúncias de fraude e golpes políticos… porque estão sendo aceitas tão normalmente pelos mesmos protagonistas (países não sul-americanos, mídia e ianques), as eleições do Afeganistão e de Honduras, também largamente contestadas como manipulação da democracia?

Se alguém encontrar o Obama ou a Hilary por aí, por favor, peça uma resposta e nos envie, certo?… O macaco está esperando em sua dúvida atroz…

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sábado, 28 novembro, 2009 Posted by | Comentário, Reflexões, Trocando Idéias | , , , | Deixe um comentário

Carabao, o navegante negro…

Diários da Barreira do Mar (VIII)
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Sou fascinado em história desde criancinha, por uma razão muito simples: ela explica o presente. A maioria das pessoas considera o passado como eras de atrasos que foram superadas pela sociedade moderna, e que  se têm mais é que esquecer os caminhos tortuosos percorridos. Ledo engano. Nada do que existe hoje seria possível se não tivesse ocorrido a gestação histórica da organização social, do conhecimento, da tecnologia, do uso dos recursos naturais, do comércio e, lamentavelmente das guerras territoriais, dos genocídios e das dominações que viabilizaram apropriações de conhecimentos e riquezas alheias. Conhecer a história é uma fascinante viagem no tempo que nos permite entender porque hoje estamos do jeito que estamos a partir dos nossos erros e acertos através das eras. E não falo apenas da história oficial, que quase sempre é mentirosa, pois escrita pelos vencedores. Falo principalmente da história investigada de forma relativamente independente por pesquisadores sérios e até mesmo das histórias informais ou não suficientemente corroboradas por pesquisas (mesmo porque muitas vezes não interessa ao sistema corroborar). Como exemplos cristalinos desse tipo sério de história temos, por exemplo, os livros:

–   “Enterrem meu coração na curva do rio” (Dee Brown), eloquente e meticuloso relato da destruição sistemática dos índios da América do Norte, com base em registros oficiais, autobiografias e depoimentos originais.

–   “Uma breve história do mundo” (Geoffrey Blainey), um relato da fantástica saga da humanidade, desde a “mama África” original, até aos frenéticos dias de hoje.

–    “O povo brasileiro” (Darcy Ribeiro) que em sua última obra (já doente do câncer que o levou de nós), descreve lúcida e apaixonadamente a formação da sociedade brasileira, do descobrimento até os dias de hoje, explicando nossas diversidades e identidades sócio-culturais, o drama da miscigenação e da ocupação territorial, chegando aos nossos dias e analisando nossas perspectivas.

Mas a história que quero compartilhar hoje com vocês é mais simples, embora não menos fascinante. É sobre esse gigante de ar pouco amistoso que vocês vêm aí na foto: um búfalo macho da raça Carabao. Os seus ancestrais foram os primeiros búfalos a pisarem em solo brasileiro, mais especificamente na Ilha de Marajó, entre 1890 e 1895. Segundo os historiadores, eles aqui chegaram de três formas:

–    importados da Guiana Francesa por criadores locais;

–    trazidos em um barco por foragidos das famosas prisões francesas da Guiana Francesa (uma delas é aquela da Ilha do Diabo, onde esteve preso o famoso Papillon e que de lá fugiu); e

–     animais da raça que, espontaneamente ou como “balsa” para prisioneiros em fuga das prisões citadas, chegavam ao norte da Amazônia Brasileira, trazidos pelas correntes marinhas até ao Amapá e Marajó, onde eram trocados por ajuda aos foragidos.

Que história, essa última, hein? Fico imaginando esse animal poderoso enfrentando águas oceânicas, forçado ou por vontade própria, para chegar ao desconhecido e povoar outro território, ele que provavelmente apenas queria um lugar pra viver livre do homem. Que força, que resistência, que coragem! Sendo a única raça bubalina adaptada às regiões pantanosas, e em um território ainda inóspito e pouco povoado, assumiu o caráter selvagem de sua natureza, mas isso não o livrou do seu predador maior (o homem): os moradores os abatiam a bala para consumir a carne, amansavam as fêmeas novas para cruzar com outras raças bubalinas mais dóceis, e os machos jovens para o trabalho de tração. Quantos animais silvestres foram poupados da caça, em virtude do abate destes búfalos selvagens? Quantos caboclinhos marajoaras foram nutridos pelo leite (e seus derivados coalhada e queijo) das fêmeas Carabao domesticadas? Quanto cansaço foi evitado aos marajoaras trabalhadores pela força dos machos domesticados para tração? Com certeza estes fatos dariam histórias boas de se ler e ouvir.

Por este histórico de extermínio e miscigenação, hoje alguns pesquisadores dizem que “sobre a raça Carabao sabe-se muito pouco, inclusive a raça está quase em extinção e se descaracterizando” (ROSA et al, 2007). E por isso, temos hoje sob proteção genética um rebanho desta raça de bubalinos, criados isolados em uma área nativa onde eles nos cansam com seu comportamento arredio ao manejo. Mas eles têm razão, só nos cabe tentar preservá-los da intervenção humana irresponsável. Por tudo isso, ao fotografar ontem este macho altivo, senti um enorme respeito por ele e sua espécie valente, corajosa a ponto de andar “por mares nunca dantes navegados”, de espalhar-se por lugares distantes e de formas inusitadas. Um verdadeiro navegante negro…

Imagem: Búfalo da raça Carabao (clic de Henrique Miranda)

sábado, 28 novembro, 2009 Posted by | Comentário | , , , , , | Deixe um comentário

Sobre cavalos marajoaras, purucas, orvalho e esperança…

Diários da Barreira do Mar (VII)
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Um dos projetos que ajudo a monitorar no Marajó é o de preservação genética dos cavalos da raça Marajoara e dos pôneis Puruca (o único mini-cavalo nacional existente).

A origem destes eqüinos da raça Marajoara (Equus caballus), remonta a 300 anos, a partir dos animais trazidos por colonizadores portugueses, por volta de 1702. Miscigenados posteriormente com as raças Árabe, Altér e outras raças lusitanas e, mediante a seleção natural do ambiente local, constituiu-se a raça Marajoara, plenamente adaptada às adversidades climáticas (forte período chuvoso e longo período de seca, anualmente) e às condições de alimentação nativa nos campos naturais, com grande resistência e força para o manejo extensivo dos rebanhos bubalinos e bovinos. Por longo tempo estes eqüídeos assumiram a condição selvagem e forte rusticidade, até que passou a ser considerada como raça, sofrer processos de seleção e constituírem objeto de preservação por uma associação formal de criadores. Apesar disso, nos últimos anos essa raça vem sendo descaracterizada através de cruzamentos desordenados com raças introduzidas mais recentemente na ilha, ameaçando este estoque genético historicamente constituído e de grande valia para a economia local, já que sobrevive em condições nas quais as raças conhecidas não conseguem, pela rusticidade requerida. E o último levantamento, realizado em 2001, embora apresentasse um total de 150 mil cabeças, a grande maioria já se encontrava mestiçada por raças como a Mangalarga Paulista, Puro Sangue Inglês e Árabe.

Já o pônei Puruca originou-se de animais da raça francesa Shetland, trazidos para o Marajó na última década do século 19. O cruzamento destes animais com os cavalos marajoaras e outras raças presentes, geraram pelo mesmo processo seletivo natural, o atual Puruca, pônei com as mesma características de rusticidade e trabalho do cavalo Marajoara, embora de porte bem menor. Pelo mesmo levantamento citado anteriormente, o rebanho Puruca existente no arquipélago do Marajó reduz-se a menos de mil animais.

Por todo esse histórico, essas duas raças encontram-se fortemente ameaçadas de desaparecimento pela miscigenação descontrolada, razão pela qual surgiu esse projeto que citei inicialmente, para conservar estes dois rebanhos eqüinos em suas características originais, genéticas e de adaptação ambiental, respeitando inclusive o modo de vida meio selvagem destes animais. Em função disso, o manejo é o mínimo necessário para preservá-los nos momentos mais difíceis em termos de alimentação, controle zootécnico e sanitário.

Mas, tudo isso que informei até agora, foi somente para contextualizar a experiência que vivi nos dois últimos meses, quando me iniciei no projeto. Coincidiram exatamente com a pior época do ano, com a seca prolongada, alimentação insuficiente, riscos de atolamento nos lagos lamacentos, etc. Conhecendo a história destes animais, sofria cotidianamente vendo-os em dificuldades de sobrevivência e a cada animal  (equinos ou não) que caía enfraquecido. Quantos ajudei a sair da lama, cuidar, e mesmo assim, vendo alguns não resistirem e morrerem. Lembrava-me das comunidades indígenas americanas morrendo de doenças brancas, de frio e fome nas reservas, sob a indiferença da sociedade dominante, e pensava: poucos sabem de suas existências e se todos estes cavalos morrerem, quase ninguém saberá e, muito menos, se importarão com o fato.

Só que de repente, uma notícia boa: a égua marajoara Inflação, que estava prenha do garanhão Ianomâmi, estava afastada da manada e se escondendo nas matas ciliares. Quer dizer: estava prestes a parir! Foi como um vento no rosto de quem contempla o Paracauary, no fim da tarde! Fiquei ansioso, mas nada podia fazer: ela queria e devia parir ao seu modo selvagem. E um dia depois, de longe a vi sair no campo com o potrinho castanho, de pernas longas e desajeitadas. Que coisa linda, amigos, ver um sinal tão forte de vida em meio a tantas adversidades. E era o primeiro filho do Ianomâmi, o novo garanhão do pedaço, gerado por Marajoara e Castanha cinco anos antes! Tentei me aproximar para fotografar aquela maravilha, mas a mãe foi-se afastando enquanto ele se escondia por trás dela, exercitando o seu instinto arredio atávico. Não teve jeito, mas ali mesmo escolhi o nome pelo qual o registraria (o meu primeiro registro de nascimento): Orvalho. Nascera na madrugada e, como o orvalho que o acolhera no mundo, representa uma raça esquecida nas madrugadas do tempo e que poderá liderar o resgate do seu grupo… Pensar nisso tornou o meu dia de trabalho bem mais ameno… Podem dizer que é babaquice minha, não me importo. Babaquices como estas ajudam a dar sentido aos meus dias…

Para ilustrar esse post, coloquei apenas uma foto de parte do rebanho, mas qualquer dia desses o paparazzo aqui vai conseguir uma foto do Orvalho, para apresentá-lo a vocês.

Imagem: animais Marajoara e Puruca (clic de Henrique Miranda)

quarta-feira, 25 novembro, 2009 Posted by | Comentário | , , , | 11 Comentários

Caso UNIBAN: a falsa loira, o cínico Estado e a hipócrita mídia…

Embora tenha me chamado a atenção desde o início, demorei muito a consolidar uma opinião sobre a falsa loira da UNIBAN e seu mini-vestido, face às divergências de notícias e opiniões à respeito do fato. E somente hoje, após várias olhadas nas informações disponíveis, sinto-me capaz de opinar a respeito, independente do que achem dessa opinião. Nunca fui de ficar em cima do muro, embora a idade tenha me dado a cautela para substituir o açodamento e a coragem para enfrentar tranquilamente o rótulo de machista.

Inicialmente, um breve retrospecto das reações das principais instituições e representantes institucionais em relação ao fato:

– o MEC exigiu explicações sobre a expulsão da aluna;

– a ministra Nilcéia Freire condenou a atitude da UNIBAN como de “total intolerãncia”;

– a Secretária de Ensino Superior do MEC, Maria Paula Dallari, declarou que vai abrir processo de supervisão especial para o caso, enfatizou que o caso parece ter um forte caráter de gênero e seria a mesma coisa de um caso de racismo;

– A Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres cobrou explicações à UNIBAN;

– A mídia, sem exceção, condenou a reação dos alunos e da direção da UNIBAN;

– Pais e alunos (de ambos os sexos), condenaram mais o comportamento da loira do que a sua expulsão.

Em face destes posicionamentos, antes de abordar os fatos, gostaria de fazer alguns breves comentários sobre as questões da sexualidade, da convivência inter-gênero e a hipocrisia que nos atravanca o funcionamento social.

Iniciando: a ciência mostra claramente que o hormônio denominado testosterona é o responsável pela libido e a agressividade de machos e fêmeas. E como os homens possuem muito mais testosterona no organismo, são bem mais agressivos em termos sexuais e sociais. Mas, embora se sabendo disso, a sociedade tem valorizado e assegurado cada vez mais à libido feminina o seu direito de provocar (diria até mesmo assediar) os machos, negando cada vez mais aos varões o direito à sua expressão sexual atávica. Síntese: os menos “testosteronizados”, podem expor cada vez mais sua nudez pública, expor bundas e peitos à vontade, fazer poses provocantes nas ruas praias, revistas, novelas e programas de auditório, enquanto as maiores vítimas da testosterona são forçados e reagir não conforme sua natureza, mas dentro dos ditames dos denominados “direitos da mulher”. Isso significa que a mulher pode expandir sua sexualidade original e o homem tem que se reprimir cada vez mais. Inclusive, ocorre hoje no mundo ocidental uma enorme condenação ao excesso de roupa das mulheres muçulmanas (os homens foram esquecidos!) e nenhuma condenação à nudez feminina exagerada! Porque será? Com certezas há muitas respostas, mas nenhuma delas convincentes. Tô certo ou tô errado?

A outra questão é o cinismo dos meios de comunicação e das instituições públicas e civis em relação ao tema, que fica claro quando se ouve o discurso e observa-se a prática das mesmas: acham plenamente viável a roupa(?) da loira na UNIBAN, mas nem de longe permitem o uso da mesma em suas respectivas entidades. Entrem na TV Globo e vejam quantas funcionárias usam roupas provocantes! Entrem no judiciário, executivo e no legislativo e observem o mesmo! Quase sempre são uniformes discretíssimos segundo eles condizentes com o ambiente. E ousam denunciar veementemente os alunos, pais e dirigentes da UNIBAN por terem condenado a vestimenta da falsa loira. Será que uma entidade de ensino não carece da mesma “seriedade” destas instituições tão “progressistas”?

Agora vamos falar um pouco sobre o perfil da “loira”-pivô do incidente: segundo a revista Veja (no. 46, de 18-11-09, p. 142), ela é oxigenada e avançada em seu vestuário desde criancinha. Além disso, considera-se poderosa e não desestimula as cantadas que recebe, mesmo nas ruas. E afirma sobre si mesma: “Sou linda e gostosa, sim! Se eu fosse feia, talvez nada disso estivesse acontecendo”. E na citada reportagem, usando em uma foto um inequívoco olhar de “frete” emoldurado pelo vestido famoso, informou que já está pensando em ganhar uma grana posando nua e fazendo propaganda de lingerie (além, claro, do desejo não explícito de uma boa indenização ganha da UNIBAN). Suas roupas são tão sumárias que a sua sobrinha de 9 anos, durante a reportagem da VEJA pegou um vestido do guarda-roupa dela e comentou: _ Esse serve até em mim.
Será que nós já não vimos esse filme? Mulheres que provocam fatos inusitados, ganham “quinze minutos de fama” e depois conseguem trabalho para os seus corpos-mercadoria?

Por último, vamos analisar o comportamento de alunos e dirigentes: apesar de ser comum o uso de roupas curtas e decotadas na instituição (coerente com as políticas feministas já comentadas), porque somente ela foi vítima do achaque e com a participação de muitas alunas, inclusive? Porque tantos pais, mães e alunas deram entrevistas condenando a atitude da falsa loira, mesmo considerando normal o uso de roupas sumárias?

Gente, nessa questão, o furo é mais embaixo, muito mais embaixo. A hipocrisia dos meios de comunicação e das instituições públicas, o eterno processo de vitimização das mulheres pelos movimentos sociais de gênero (feminino, pois desconheço movimentos em defesa do gênero masculino!), as contradições entre discurso e prática presente no Estado e na sociedade civil organizada e o comportamento calculadamente egocêntrico dos indivíduos, dificultam uma análise crítica profunda e construtiva. Tudo se desfaz nos interesses grupais e corporativos dessa sociedade cada vez mais vazia de conteúdo e cada vez mais prenhe de violência, corrupção, hipocrisia, oportunismo e mercantilização dos corpos e almas. E por ser a melhor expressão analítica de fatos como esse, repasso abaixo a matéria escrita pela escritora Lya Luft, em sua coluna na revista Veja já citada anteriormente (p.28). Além de ser uma analista lúcida, o fato dela ser mulher tira o caráter machista que provavelmente seria atribuído, se o autor fosse um homem.

Leiam, reflitam e rezem contra tantas insanidades que enchem o nosso cotidiano…

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Respeito é bom

Lya Luft

“Respeito é bom e eu gosto”, diz uma das mil frases feitas – esse sutil veneno ou pontapé no estômago – que pontilham nossa sabedoria dita popular. Vale para muitos aspectos da nossa vida. Vamos ver alguns.

Escuto freqüentemente a queixa de mulheres de que ainda não são respeitadas como merecem, em seu trabalho ou individualmente. Primeiro, é uma questão de tempo, pois em quase todos os territórios da atividade humana, menos cozinhar e parir, mulheres são novidade. Ainda estamos buscando nosso jeito de trabalhar, de comandar, de usar nossa autonomia.

Certa vez, querendo me elogiar, um crítico escreveu: “(…) é uma excelente escritora, pois, embora sendo mulher, escreve com mão de homem” Isso por si basta para reconhecer a carga de preconceito que sobrevive mesmo entre as pessoas com certo preparo, inclusive mulheres, diga-se de passagem, que em geral são os piores juízes de outra mulheres. Se ela faz um trabalho (vale para juízas, reitoras, governadoras, vereadoras, motoristas de ônibus, policiais, grandes cirurgiãs etc.), é porque o faz como homem. Quantas gerações terão de passar, para que isso mude?

Esse preconceito é demorado e obstinado, e nós mulheres colaboramos com ele dando nossa melancólica parcela, por exemplo, no jeito como nos portamos, como nos vestimos, como agimos no trivial, ou quando estamos no poder, qualquer poder. Não é por nada que boa parte das propagandas de quaisquer produtos usa mulheres quase nuas ou em trejeitos sensuais: vende, dá ibope, dá vontade de comprar… o que é um modo de poder. Falo com certa freqüência na psicóloga que atende seus pacientes de minissaia ou profundos decotes, e digo que, lidando com a alma desses pacientes, a roupa não parece muito adequada. Nada contra a peça de roupa, desde que num corpo adolescente: adolescentes ainda não atendem pessoas com problemas psicológicos.

Enquanto nos portarmos feito crianças pouco inteligentes, ou enquanto o nosso maior trunfo forem nádegas firmes, fica difícil reclamar que não nos respeitam o bastante. Estarei dando muito valor à exterioridades como saia, jóias, trejeitos? Estou. A aparência é nosso primeiro cartão dizendo coisas como: eu me acho linda, eu sou sensual, estou consciente disso. O segundo cartão é a linguagem: se eu não sei nem articular direito o meu pensamento falando ou escrevendo, não vou ser um grande candidato a um emprego razoável, pelo menos um cargo em que eu precise pensar… e falar.

Pais também se queixam de que os filhos não os respeitam. Um bom começo de diálogo é indagar como eles, pais, se portam em casa. Gentis um com o outro, com empregadas, com os filhos – ou a gente acha que dentro da porta de casa, com filhos, vale tudo, até grosseria e falta de compostura? O comportamento de crianças e adolescentes e seus conceitos sobre o mundo (eles os têm desde cedo, não se iludam!) refletem sua casa. Um pouco incômodo: querendo ou não, somos os seus primeiros modelos, e eles percebem muito bem o que é natural e o que é fingido em nós.

Isso se estende para a escola, onde professores suportam violência verbal e física, agressividade, má educação, hostilidade por parte de alguns alunos – não todos, possivelmente nem a maioria. Se pudéssemos pesquisar a vida familiar dessa meninada, com freqüência iríamos constatar que ela apenas reproduz ou continua, na rua, no pátio da escola e na sala de aula, o tratamento que predomina em sua casa. Lá, talvez, os filhos não conheçam limites, ou quem sabe, o pai é do tipo que aprecia um coronelismo ultrapassado.

Observo muita gente, e não só jovens, dando de ombros ou rindo ao assistir a uma entrevista de alguns dos nossos líderes (ou escutando belas frase sobre ética): também na vida pública, o respeito tem de ser conquistado e merecido. Sendo humanos, homens, mulheres e crianças, somos ainda animais predadores, querendo ocupar espaço a patadas. Se pudermos, em vez de falar, rosnamos; em lugar de curtir, cuspimos em cima. A gente precisa ser domesticado desde o dia em que nasce.

Imagem: Millor Fernandes

sexta-feira, 20 novembro, 2009 Posted by | Comentário, Repassando... | , , | 3 Comentários

A ONU e suas eternas farsas político-sociais

Já não aguento ler sobre iniciativas da ONU sobre qualquer coisa, sem sentir engulhos. Sem nenhum poder real (pois é apenas uma marionete dos interesses globais hegemônicos), suas comissões são de uma cretinice sem limites, sempre anunciando projetos de resgate social, para depois alertar que as metas não estão sendo alcançadas e posteriormente calar-se, para lançar “novos projetos” no primeiro momento de crise global, aproveitando os efeitos negativos da mesma. Agora, mais uma vez anunciam novos projetos (vejam reportagem ao final) para acelerar o alcance dos objetivos do milênio. E sabem quais são estes objetivos? Os mesmos de sempre, aqueles que sempre são propostos e nunca alcançados por serem demandas dos segmentos marginalizados do planeta. Dêem uma olhadinha nos mesmos:

Erradicar a extrema pobreza e a fome Saiba mais
O número de pessoas em países em desenvolvimento vivendo com menos de um dólar ao dia caiu para 980 milhões em 2004, contra 1,25 bilhão em 1990. A proporção foi reduzida, mas os benefícios do crescimento econômico foram desiguais entre os países e entre regiões dentro destes países. As maiores desigualdades estão na América Latina, Caribe e África Subsaariana. Se o ritmo de progresso atual continuar, o primeiro objetivo não será cumprido: em 2015 ainda haverá 30 milhões de crianças abaixo do peso no sul da Ásia e na África.
Atingir o ensino básico universal Saiba mais
Houve progressos no aumento do número de crianças frequentando as escolas nos países em desenvolvimento. As matrículas no ensino básico cresceram de 80% em 1991 para 88% em 2005. Mesmo assim, mais de 100 milhões de crianças em idade escolar continuam fora da escola. A maioria são meninas que vivem no sul da Ásia e na África Subsaariana. Na América Latina e no Caribe, segundo o Unicef, crianças fora da escola somam 4,1 milhões.
Promover a igualdade entre os sexos e a autonomia das mulheres Saiba mais
A desigualdade de gênero começa cedo e deixa as mulheres em desvantagem para o resto da vida. Nestes últimos sete anos, a participação feminina em trabalhos remunerados não-agrícolas cresceu pouco. Os maiores ganhos foram no sul e no oeste da Ásia e na Oceânia. No norte da África a melhora foi insignificante: Um em cinco trabalhadores nestas regiões é do sexo feminino e a proporção não muda há 15 anos.
Reduzir a mortalidade infantil Saiba mais
As taxas de mortalidade de bebês e crianças até cinco anos caíram em todo o mundo, mas o progresso foi desigual. Quase11 milhões de crianças ao redor do mundo ainda morrem todos os anos antes de completar cinco anos. A maioria por doenças evitáveis ou tratáveis: doenças respiratórias, diarréia, sarampo e malária. A mortalidade infantil é maior em países que têm  serviços básicos de saúde precários.
Melhorar a saúde materna Saiba mais
Complicações na gravidez ou no parto matam mais de meio milhão de mulheres por ano e cerca de 10 milhões ficam com seqüelas. Uma em cada 16 mulheres morre durante o parto na África Subsaariana. O risco é de uma para cada 3,800 em países industrializados. Existem sinais de progresso mesmo em áreas mais críticas, com mais mulheres em idade reprodutiva ganhando acesso a cuidados pré-natais e pós-natais prestados por profissionais de saúde. Os maiores progressos verificados são em países de renda média, como o Brasil.
Combater o HIV/Aids, a malária e outras doenças Saiba mais
Todos os dias 6,8 mil pessoas são infectadas pelo vírus HIV e 5.,7 mil morrem em conseqüência da Aids – a maioria por falta de prevenção e tratamento.  O número de novas infeccções vem diminuindo, mas o número de pessoas que vivem com a doença continua a aumentar junto com o aumento da população mundial e da maior expectativa de vida dos soropositivos. Houve avanços importantes e o monitoramento progrediu. Mesmo assim, só 28% do número estimado de pessoas que necessitam de tratamento o recebem. A malária mata um milhão de pessoas por ano, principalmente na África. Dois milhões morrem de tuberculose por ano em todo o mundo.
Garantir a sustentabilidade ambiental Saiba mais
A proporção de áreas protegidas em todo o mundo tem aumentado sistematicamente. A soma das áreas protegidas na terra e no mar já é de 20 milhões de km² (dados de 2006). O A meta de reduzir em 50% o número de pessoas sem acesso à água potável deve ser cumprida, mas a de melhorar condições em favelas e bairros pobres está progredindo lentamente.
Estabelecer uma Parceria Mundial para o Desenvolvimento Saiba mais
Os países pobres pagam a cada dia o equivalente a US$ 100 milhões em serviço da dívida para os países ricos. Parcerias para resolver o problema da dívida, para ampliar ajuda humanitária, tornar o comércio internacional mais justo, baratear o preço de remédios, ampliar mercado de trabalho para jovens e democratizar o uso da internet, são algumas das metas.

Lembram-se da tal crise internacional que, segundo eles, comprometeram o alcance das metas? Lembram-se de quantos trilhões foram roubados da economia mundial pelos espertinhos corporativos? Lembram-se de quantos trilhões os governos gastaram para socorrerem os espertinhos ladrões? Lembram-se da cara-de-pau de executivos espertinhos, indo em vôos particulares e individuais para solicitar ajuda aos governos? E a safadeza dos mesmos em pagar gordos bônus aos seus executivos ladrões com o dinheiro das ajudas governamentais? Lembram-se das discussões legislativas sobre a necessidade imperiosa de estabelecer limites e controles sobre o sistema financeiro e que até hoje não aconteceram? Pois é, nunca houve e nunca vai haver dinheiro para as ações de resgate social desta ficção conhecida por ONU, pois quando houver dinheiro sobrando, ele será embolsado pelos espertinhos, e quando o dinheiro escassear, ele será usado para ajudar os espertinhos ladrões.

Portanto, leiam a reportagem abaixo e vomitem sobre a tumba das boas intenções…

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ONU prepara 90 projetos para acelerar ODM

da PrimaPagina

As Nações Unidas pretendem lançar, nos próximos três anos, 90 projetos de desenvolvimento, a fim de acelerar os progressos nos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM, uma série de metas socioeconômicas que os países da ONU se comprometeram a cumprir até 2015). A avaliação das agências da ONU é que os esforços para implementar as melhorias necessárias — já insuficientes em algumas áreas — terão de ser redobrados para compensar os efeitos da crise econômica.

“Antes da recessão, podíamos verificar progressos significativos em vários dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio. Agora, há uma preocupação bem justificável de que aqueles progressos arduamente conquistados possam ser revertidos”, afirmou a administradora internacional do PNUD, Helen Clark, em discurso no conselho executivo do Programa Mundial de Alimentos, em Roma.

O Relatório sobre os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio 2009, lançado em agosto, alertou que os avanços no cumprimentos das metas está “ameaçado por crescimento econômico lento — ou mesmo negativo —, diminuição de recursos, menos oportunidades de comércio para os países em desenvolvimento e possível redução do fluxo de ajuda das nações doadoras”. O estudo aponta riscos especialmente para o combate à pobreza e à fome, para a igualdade de gênero (pois a crise tende a afetar mais intensamente a renda e o emprego das mulheres) e saúde de mães e crianças (em razão de redução de investimentos nessa área).

Na reunião em Roma, Helen Clark citou estimativas da FAO (Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação) segundos as quais em 2007, antes da crise, havia 850 milhões de famintos no mundo, e neste ano devem ser mais de 1 bilhão.

Para a administradora do PNUD, o lançamento de 90 projetos de desenvolvimento será “uma oportunidade incrível para pensar mais estrategicamente em como, trabalhando juntos, podemos acelerar os progressos nos ODM”.

Nesse sentido, afirmou, será importante que as agências da ONU trabalham de maneira coordenada não só entre si, mas também com os governos locais. “Há trabalho mais do que suficiente para nós que trabalhamos em agências humanitárias e desenvolvimento, então, é importante trabalhar de modo complementar e aproveitar os pontos fortes de cada um.”

Imagem: Millôr Fernandes

terça-feira, 17 novembro, 2009 Posted by | Comentário, Repassando... | , , | Deixe um comentário

Copa do Mundo de 2014: os estádios estão bem nas fotos!

Estádios para a copa de 2014 agora é só esperar, para assistir os espetáculos.

Estádio: Vivaldo Lima (Vivaldão), Manaus
Escritório responsável pelo projeto: o alemão Gerkan Marg und Partner (GMP)
Características do projeto: o atual estádio será demolido para dar lugar à nova arena do Vivaldão. O projeto prevê um teto retrátil e a cobertura será feita de forma a simular um cesto de palha e as escamas de répteis para lembrar a fauna amazônica. Valor estimado da obra: R$ 500 milhões

Estádio: Cícero Pompeu de Toledo (Morumbi), São Paulo
Arquiteto responsável pelo projeto: Ruy Ohtake
Características do projeto: o novo estádio do São Paulo Futebol Clube será reformado e receberá um novo centro de imprensa, uma redação para jornalistas, novas salas VIP e vestiários. Na parte externa, será construída uma cobertura sob as arquibancadas nas cores branco e vermelho. A capacidade será reduzida de 75 mil para 62 mil lugares para atender aos padrões da FIFA. O projeto ainda prevê um edifício-garagem para 4.800 carros.Valor estimado da obra: inicialmente em R$ 180 milhões, mas pode haver alteração.

Estádio: Governador Plácido Castelo (Castelão), Fortaleza
Escritório responsável pelo projeto: não divulgado pelo Governo do Ceará
Características do projeto: as principais obras previstas para o estádio são a cobertura de todos os assentos, a construção de um estacionamento subterrâneo com 4.200 vagas e aproximação da arquibancada inferior, em 20 metros , em relação ao campo. Por isso, a capacidade do estádio diminuirá de 58,3 mil para 50 mil torcedores. Além disso, o projeto prevê uma nova área com shopping, cinemas, restaurantes e hotel. Os detalhes do projeto serão divulgados após o término da licitação da obra. Valor estimado da obra: R$ 300 milhões

Estádio: Estádio José Pinheiro Borda (Beira-Rio), Porto Alegre
Arquitetos responsáveis pelo projeto: Fernando Balvedi, Gabriel Garcia e Maurício Santos da Hype Studio
Características do projeto: com a reforma já iniciada, o projeto procura aproveitar ao máximo a estrutura já existente do estádio. Entre as poucas intervenções, estão a cobertura do complexo, a reforma e ampliação da arquibancada inferior, construção de camarotes e reformulação interna (administração, tribuna principal, restaurantes etc).. A capacidade será aumentada de 56 mil para 60 mil lugares.
Valor estimado da obra: R$ 150 milhões

Estádio: Mané Garrincha, Brasília
Escritório responsável pelo projeto: Castro Mello Arquitetos
Características do projeto: o estádio Mané Garrincha deixará de ser olímpico para se tornar uma arena multiuso. Apenas a fachada e a arquibancada superior originais serão mantidas. O novo projeto prevê uma cobertura de tensoestrutura sobre as arquibancadas, estacionamentos e áreas de apoio, vestiários, central médica, lojas e outros empreendimentos. A capacidade será de 60 mil lugares aos torcedores e 10 mil à imprensa, personalidades, staff e convidados. Valor estimado da obra: R$ 522 milhões

Estádio: Jornalista Mário Filho (Maracanã), Rio de Janeiro
Escritório responsável pelo projeto: Castro Mello Arquitetos
Características do projeto: para a Copa do Mundo de 2014 será construída uma nova cobertura no estádio, um prédio para estacionamento com cerca de 3.500 vagas e outras intervenções para melhorar a visibilidade nas arquibancadas. Além disso, o projeto pode ir além da reforma do estádio, incluindo a requalificação da Quinta da Boa Vista, do Museu de São Cristóvão e a reurbanização dos bairros Maracanã e Tijuca. Valor estimado da obra: R$ 460 milhões

Estádio: Governador José Fragelli (Verdão), Cuiabá (MT)
Escritório responsável pelo projeto: Castro Mello Arquitetos
Características do projeto: as principais intervenções serão a criação de um grande parque ao redor do estádio, a diminuição da capacidade para 48 mil torcedores e a construção de uma área com camarotes, tribuna de honra e gabinetes de imprensa. Valor estimado da obra: R$ 350 milhões

Estádio: Governador Magalhães Pinto (Mineirão), Belo Horizonte
Escritórios responsáveis pelo projeto: Gerkan Marg & Partner (GMP) e Gustavo Penna Arquiteto & Associados
Características do projeto: o estádio será transformado em um complexo cultural, esportivo e de lazer. No interior do estádio, as maiores intervenções serão o rebaixamento do gramado em 3,5 metros , a construção de camarotes e de uma cobertura feita de metal e membranas de policarbonato para a arquibancada. O projeto ainda prevê pavimentos subterrâneos com espaço para shoppings, centros comerciais, área de eventos, equipamentos culturais, hotéis e estacionamentos. Valor estimado da obra: não divulgado

Estádio: Arena das Dunas, Natal
Escritórios responsáveis pelo projeto: escritório brasileiro Coutinho, Diegues e Cordeiro Arquitetos em parceria com o escritório inglês Populus
Características do projeto: para dar lugar ao novo estádio, o atual Machadão e o Centro Administrativo serão demolidos. O projeto da Arena das Dunas prevê a completa reurbanização do local, com a implantação do novo estádio para os jogos e de um complexo formado por uma arena multiuso, hotéis, teatro, estacionamento para seis mil veículos, prédios comerciais e um shopping, além dos novos Centros Administrativos do Estado e do município. Valor estimado da obra: R$ 300 milhões

Estádio: Otávio Mangabeira (Fonte Nova), Salvador
Arquitetos responsáveis pelo projeto: Marc Duwe e Claas Schulitz (Schulitz+Partner Architekten)
Características do projeto: por conta das más condições do edifício, praticamente todo o estádio será reformado, desde a reformulação das arquibancadas, a instalação de cobertura e a adequação dos espaços para imprensa e áreas vip até a restauração das instalações hidráulicas e elétricas. O projeto só vai manter a forma de ferradura do estádio, com a abertura que dá para o lado sul, para o dique do Tororó. Valor estimado da obra: R$ 231 milhões

Estádio: Arena da Baixada, Curitiba
Escritório responsável pelo projeto: Vigliecca Associados
Características do projeto: considerado o estádio mais moderno do Brasil atualmente, a arena receberá poucas modificações para a Copa de 2014. Entre elas, o aumento da capacidade de 21 mil para 41 mil torcedores, alterações na cobertura, melhoria da iluminação, eliminação de pontos cegos e dos fossos e a abertura de novas saídas, nas esquinas do estádio. Valor estimado da obra: R$ 140 milhões

Estádio: Cidade da Copa, Recife
Arquiteto responsável pelo projeto: não divulgado pelo Governo de Pernambuco
Características do projeto: prevê a construção de um estádio com capacidade para 46.154 lugares, um conjunto habitacional, um centro comercial e hotel. Valor estimado do estádio com infra-estrutura: R$ 1,6 bilhão.

Fonte: repassado pelo nosso RV Diógenes Miranda, SC.

Imagem: da WEB, capturada via Google.

segunda-feira, 16 novembro, 2009 Posted by | Repassando... | , , | 5 Comentários

Tolerância religiosa: de vez em quando a TV brasileira acerta!

BLOGUE SINCRETISMO - 088429311ce0e6e56ebbfbddd6275097

Sempre fui contrário a qualquer tipo de discriminação religiosa, assim como sempre condenei as posturas monopolistas das inúmeras crenças criadas pelas sociedades humanas ao longo dos tempos. Aqui mesmo, neste blogue, postei algumas matérias sobre o tema, condenando inclusive o uso intensivo da mídia para polarizar as religiões em campos antagônicos e inconciliáveis. Tenho amigos de várias fés e nunca vi alguma das religiões que conheço e que, na sua doutrina, repasse ensinamentos destrutivos social ou ambientalmente. O que muitas vezes ocorre é que sacerdotes radicais manipulam as doutrinas para assumir poder e monopólio religioso, desvirtuando aquilo que era originalmente repassado. E exatamenta em função disso, não posso deixar de comentar a recente iniciativa global com o programa ” Sagrado”, que a Rede Globo e o Canal Futura lançaram no mês de outubro p.p. (entre 6:00 e 6:50 na Globo e na Futura às 7:15 e às 18:45).

O programa apresenta uma reinterpretação do mundo contemporâneo sob a ótica da diversidade religiosa, através de comentários de lideranças religiosas diversas e atores, discutindo um tema por semana, mostrando a visão e o entendimento de cada religião a respeito de assuntos muitas vezes polêmicos como violência urbana, liberdade de expressão, sexualidade, novas famílias, entre outros. O ponto forte da iniciativa é exatamente a pluralidade de análises religiosas dos temas atuais, envolvendo não somente as religiões cristãs, mas também afro-brasileiras, budista, islâmica, judaica e outras crenças existentes no cenário nacional.

Por considerar a iniciativa algo profundamente promissor para a integração humana em prol de um mundo melhor, repasso abaixo detalhes da emissora sobre a dita progaramação.

Assistam, reflitam ecumenicamente e integrem essa corrente social proativa… Até para quem não tem religião formal, o programa é instigante, por seus aspectos filosóficos e sociológicos.

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Representantes religiosos

Entre os líderes religiosos que participam do programa, estão o Cônego Antônio Mazatto (catolicismo), professor da Faculdade de Teologia N. Sra. Assunção, de São Paulo; o Pastor Israel Belo (protestantismo), da Igreja Batista de Itacuruçá; o Xeique Armando Hussein Saleh (islamismo), membro do Conselho Superior da Mesquita Brasil, em São Paulo; o Rabino Nilton Bonder (judaísmo), da Congregação Judaica do Brasil; Antonio Cesar Perri de Carvalho (espiritismo), diretor da Federação Espírita Brasileira; Valdina Pinto (religiões Afro-brasileiras), do Terreiro Tanuri Junsara, em Salvador; e Lama Padma Santem (budismo), do Instituto Caminho do Meio, Centro de Estudos Budistas Bodisatva, de Viamão, RS.

Elenco da TV Globo

Todas as peças da série”Sagrado” iniciam com uma participação de atores e atrizes que, de alguma forma, estão relacionados à religião de cada episódio. Nem todos professam a tradição que representam, mas aceitaram participar por entenderem que o projeto contribui para um importante debate de ideias e com a liberdade religiosa que já existe no Brasil. São eles:

Tony Ramos (catolicismo)

Oscar Magrini (protestantismo)

Stênio Garcia (islamismo)

Nathalia Timberg (judaísmo)

Carlos Vereza (espiritismo)

Juliana Paes (religiões afro-brasileiras)

Christiane Torloni (budismo)

Temas debatidos

O programa vai falar sobre assuntos contemporâneos e polêmicos, tais como:

1. Lugar e papel das religiões no mundo contemporâneo

2. Tragédia e solidariedade

3. Violência urbana

4. Lugar e papéis sociais da mulher no mundo contemporâneo

5. Vaidade e culto ao corpo

6. Novas famílias

7. Quando começa, quando termina a vida? Abordado pela temática dos transplantes

8. Ganância: a permanente tensão riqueza ‘versus’ felicidade

9. Liberdade sexual (orientações de gênero, poligamia…)

10. Estado laico (limites entre religião e Estado; movimentos religiosos no Congresso Nacional)

11. Destino ‘versus’ livre arbítrio

12. Liberdade de expressão

13. Pós-morte (vida após a morte; o que vem depois da morte?; por que o homem teme tanto a morte?)

14. Fome ‘versus’ vontade de comer (instinto e pulsão; obesidade)

15. Corrupção (política como prática democrática e corrupção)

16. Essência do ser humano (na essência o homem é bom?; bom selvagem ‘versus’ homem domesticado)

17. Meio ambiente: por que o homem não consegue alcançar sustentabilidade?

18. Crianças abandonadas pelas mães

Serviço:

“Sagrado”

Estreia em 5 de outubro

TV Globo

Horários: de segunda a sexta-feira, às 6h

Domingos: às 6h50

Canal Futura

Horário: de segunda a sexta-feira, às 7h15 e às 18h45

Imagem: Da WEB, capturada via Googles

segunda-feira, 16 novembro, 2009 Posted by | Comentário, Repassando... | , , | 2 Comentários

Bebida láctea Activia: contrargumentação da assessoria da empresa.

BLOGUE ACTIVIA imagesEm função da matéria que repassei dias atrás a vocês, sobre o produto ACTIVIA da Danone, recebemos o email que repasso abaixo, recebido de asse soria da empresa, por considerar válido o direito de contrargumentação solicitado. Leiam, reflitam e contrargumentem, se for o caso…

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Olá, Henrique!!

Meu nome é Aline Almeida, trabalho em uma agência de relações públicas, a Ketchum Estratégia, e faço assessoria da Danone.

Percebemos que alguns fóruns e blogs, reproduziram textos sobre o iogurte Activia, da Danone, e sobre os bacilos DanRegularis. A Danone tem como missão levar saúde e nutrição, por meio de seus produtos, ao maior número de pessoas.

A empresa tem conhecimento das falsas informações que circulam pela internet sobre a origem do fermento específico de Activia, o DanRegularis, e sobre sua ação.

O texto, com falso conteúdo, é assinado por “MARÍLIA C. DUARTE (NUTRICIONISTA), SÃO PAULO – SP”. Contudo, de acordo com a informação obtida junto ao CRN 3E – Conselho Regional de Nutricionistas da 3ª região, este nome não possui registro nesta entidade. Essa informação pode ser verificada através da newsletter publicada pelo CRN 3E e pode ser acessada no link:

http://www.crn3.org.br/atualidades/newsletter_vis.php?cod_mail=233.

Além disso, gostaríamos de esclarecer que Activia é um leite fermentado, com cepas de iogurte tradicional e um fermento específico: o Bifidobacterium animallis DN-173 010, subsp lactis, que leva o nome comercial de DanRegularis. Esse fermento se mantém vivo e presente (em níveis adequados) durante todo o período de validade do produto.

Assim, Activia ajuda a regular o tempo de trânsito intestinal, diferentemente do que tem sido divulgado em alguns blogs e correntes de email.

Na atual literatura científica, o Bifidobacterium animalis subsp lactis (ou b.lactis) não apresenta nenhuma característica que irrite ou agrida a mucosa intestinal. Existem estudos científicos mostrando que Activia melhora a qualidade de vida dos indivíduos que sofrem com a síndrome do intestino irritável. Outro ponto importante é que outras espécies do gênero Bifidobacterium podem ser encontradas naturalmente no trato intestinal de indivíduos saudáveis.

A atual nomenclatura taxonômica para essa cepa de bactéria probiótica é o Bifidobacterium animalis subspécie lactis (Masco et al., 2004), protegida pela patente EP1297176B1(Antoine et al., 2002).

Esta cepa probiótica alimentar está depositada na Collection Nationale de Cultures de Microorganismes (CNCM) em Paris, França, que é uma autoridade internacional, criada de acordo com o tratado de Budapeste.

O DanRegularis que você encontra em Activia é obtido a partir da replicação em cultura estéril dessa cepa. O processo de replicação de fermentos é largamente utilizado, não só na produção de iogurtes e leites fermentados, mas também de queijos, vinhos, pães etc.

O leite fermentado Activia também está registrado no Ministério da Agricultura do Brasil e, por se tratar de um alimento funcional, também foi avaliado pela CTCAF (Comissão Técnico-Científica de Assessoramento em Alimentos Funcionais e Novos Alimentos da ANVISA).

Activia possui 17 estudos clínicos, comprovando seu efeito benéfico. Esses estudos foram realizados pelo departamento de Pesquisas da Danone e por diversas universidades do mundo e foram publicados nas mais reconhecidas revistas científicas.

O leite fermentado Activia está presente em mais de 70 países e, aqui no Brasil, desde janeiro de 2004. Reafirmamos que a Danone, empresa líder mundial de produtos lácteos frescos e água mineral, presente em mais de 120 países, tem o compromisso de levar saúde e nutrição aos seus consumidores e o leite fermentado Activia é um exemplo disso.

A Danone esclarece, ainda, que não há nenhuma nova Resolução da ANVISA relacionada ao produto Activia. A última Resolução da ANVISA, relativa ao produto Activia, aconteceu em junho de 2008 e refere-se a uma questão de linguagem publicitária, que foi devidamente solucionada na ocasião. É importante ressaltar que em nenhum momento a ANVISA contestou a eficácia do produto.”

Por todas essas razões, pedimos que os fatos aqui colocados também sejam considerados em seu veículo.

Para mais informações sobre o produto, acesse www.activiadanone.com.br ou entre em contato com o nosso DAC no número 0800 701 7561.

Obrigada pela atenção e se tiver qualquer dúvida, por favor, entre em contato.

Um abraço

Aline Almeida
Divisão de Comunicação Interativa – Interactive Communications
Ketchum Estratégia – Brasil
Fone: (55 11) 5090-8972 (direct line)
www.ketchum.com.br

quarta-feira, 11 novembro, 2009 Posted by | Comentário, Repassando... | , , , , | 5 Comentários

Vasco e Roberto: Dinamite (moral) pura!

Sempre fui contra a cartolageBLOGUE VASCO rdinamite_rw_04_12_07_newm antiga e vagabunda que assola o futebol brasileiro, notadamente o futebol carioca. Graças a Deus alguns foram chamados pelo inferno (Caixa-dágua e outros dinossauros), e outros foram democratica e penosamente banidos (Eurico Miranda e similares) e substituídos. E com os novos no poder, acompanhei o resgate do Botafogo pelo Bebeto de Freitas, o Corínthians pelo André Sanchez e agora o Vasco pelo Roberto Dinamite. E deles todos, o que mais me chamou a atenção foi exatamente o Roberto, por ter enfrentado tão acirradamente aquele escória do Eurico Miranda, ter recebido o clube já praticamente rebaixado e em crise financeira e trazê-lo de volta à visibilidade do cenário maior do esporte nacional. Só como exemplo desta odisséia: em plena crise, elevou o número de sócios vascaínos de 900 para mais de 40 mil. Sim, de 900 para 40 mil sócios! Além de trazer de volta o clube para a divisão principal do Campeonato Brasileiro! E, por coisas como essas, o carismático ex-artilheiro (maior goleador dos Campeonatos  Brasileiros, maior artilheiro dos campeonatos cariocas, mais de 700 gols na carreira), reforça hoje sua proativa iderança no clube vascaíno. Poderíamos até ter medo do Roberto em uma única coisa: que, imitando a escória tradicional da cartolagem, use o clube para o seu benefício político-partidário e pessoal, já que está no quarto mandato como deputado estadual. Mas basta olhar o Roberto falando olho-no-olho, basta olhar sua trajetória, para se ter a certeza de que ali está um homem orgulhoso de ser honesto, leal e bem sucedido. Parabéns vascaínos! Parabéns, futebol brasileiro! Que esta febre renovadora se generalize, para a alegria de todos nós.

Imagem: da NET, capturada via Google.

domingo, 8 novembro, 2009 Posted by | Comentário | , , , , , | Deixe um comentário

Como economizar combustível: truques honestos ao abastecer o carro.

BLOGUE COMBUSTÍVEIS m_2cef4d9b087e330a362dea5cfbea0fb8Caros amigos e amigas, o combustível está caro e cada vez mais escasso, assim a ordem é ECONOMIZAR! O petróleo é uma energia não renovável!Quer dizer: QUANDO ACABAR, ACABOU! Pois até onde sabemos foi “fabricado” durante os últimos 65 milhões de anos e mesmo que descobríssemos como, ia ser impossível testar.

E o problema: Existem muitos estudos para substituí-lo, sendo o mais promissor é o HIDROGÊNIO, mas ainda não está bem solucionado! Outro é a ELETRICIDADE, mas também ainda apresenta problemas, mas pelo que acompanhamos na imprensa está indo mais ou menos bem! Tem alguns problemas em relação ao “tanque”: isto é: como guardar a energia e só gastar quando se precisa: a solução parece que serão as células solares de transformação da energia solar em energia elétrica, mas… e de noite? As baterias atuais são muito pesadas, necessitando-se de baterias adicionais para transportar as mesmas e depois o carro e depois os passageiros.

MAS indiscutívelmente uma meta permanente é tornar os carros atuais mais econômicos, eles GASTAM DEMAIS e é o único jeito de se gastar mais devagar as RESERVAS, até que encontremos OUTRA solução PERMANENTE.

Mais pesquisas são necessárias para que busquemos novas soluções!

Recebi e repasso abaixo, algumas recomendações interessantes.

Carlos Germer


O autor deste texto trabalha numa  refinaria há 31 anos.

Truques de um Engenheiro de Segurança para abastecer os veículos! Interessante!


Assim que você levar a sério  e passar a aplicar os truques que a seguir são explicados, passará a  aproveitar ao máximo seu combustível e, portanto, seu dinheiro.. Esperamos que lhe sejam proveitosos.


*1º Truque:

Encher o tanque  sempre pela manhã, o mais cedo possível. A temperatura ambiente e do solo é  mais baixa. Todas os postos de combustíveis têm seus depósitos debaixo terra. Ao  estar mais fria a terra, a densidade da gasolina e do diesel é menor. O contrário se passa durante o dia, que a temperatura do solo sobe, e os  combustíveis tendem a expandir-se. Por isto, se você enche o tanque ao meio dia, pela tarde ou ao anoitecer, o litro de combustível não será um litro exactamente.  Na indústria petrolífera a gravidade específica e a temperatura de um solo tem  um papel muito importante. Onde eu trabalho, cada carregamento de combustível nos caminhões é cuidadosamente controlada no que diz respeito à temperatura.  Para que, a cada galão vertido no depósito (cisterna)  do caminhão seja  exacto.


*2º Truque:

Quando for pessoalmente encher o tanque, não aperte a pistola  ao máximo (pedir ao frentista no caso de ser servido). Segundo a pressão que se  exerça sobre a pistola, a velocidade pode ser lenta, média ou alta. Prefira  sempre o modo mais lento e poupará mais dinheiro. Ao encher mais lentamente, cria-se menos vapor e, a maior parte do combustível vertido converte-se num cheio real, eficaz. Todas as mangueiras vertedoras de combustível devolvem  o vapor para o depósito. Se encherem o tanque apertando a pistola ao máximo  uma percentagem do precioso líquido que entra no tanque do seu veículo se  transforma em vapor do combustível, já contabilizado, volta pela mangueira de  combustível (surtidor) ao depósito da estação. Isso faz com que ,os postos consigam recuperar parte do combustível vendido, e o usuário acaba  pagando como se tivesse recebido a real quantidade contabilizada, menos combustível no tanque pagando mais dinheiro.


*3º.Truque:

Encher o tanque antes que este baixe da metade. Quanto mais combustível tenha no depósito,  menos ar há dentro do mesmo. O combustível evapora-se  mais rapidamente do que você pensa. Os grandes depósitos cisterna das refinarias têm tetos flutuantes no interior, mantendo o ar separado do combustível, com o objectivo de manter a  evaporação ao mínimo.


*4º Truque:

Não encher o tanque  quando o posto de combustíveis estiver sendo reabastecido e nem  imediatamente depois. Se você chega ao posto de combustíveis e vê um  caminhão tanque que está abastecendo os depósitos subterrâneos do  mesmo, ou os acaba de reabastecer, evite, se puder, abastecer no dito  posto nesse momento. Ao reabastecer os depósitos, o combustível é jorrado  dentro do depósito, isso faz com que o combustível ainda restante nos mesmos seja agitado e os sedimentos assentados ao fundo acabam ficando em suspensão por um tempo. Assim sendo você corre o risco de abastecer seu  tanque com combustível sujo.

sexta-feira, 6 novembro, 2009 Posted by | Comentário, Repassando... | , , | 5 Comentários