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Lula: de sapo barbudo a pesadelo das elites!

Há poucos dias postei neste blogue “Lula: Enfim, a unanimidade!” Errei, amigos leitores. Deveria ter acrescentado “apesar das elites brasileiras”… Não foi por ufania minha, mas sim porque até um dos líderes políticos destas elites (José Serra) foi obrigado, por conveniência política, a afirmar que “Lula está acima do bem e do mal” , tendo sofrido inclusive censura dos tucanos por “elogiar demais o presidente Lula”.

E há pouco, ao ler a matéria que repasso abaixo, lembrei-me do meu vacilo e resolvi repassar-lhes o texto, por ser não sómente uma constatação jornalística pertinente, como também um resumo crítico da atuação do Lula nestes oito anos e que merece ser relembrada, para atazanar mais um pouco aqueles que teimam em ignorar o maior fenômeno da politica nacional e  um dos mais significativos da política internacional, nas última décadas.

Leiam, meditem… E se orgulhem do nosso Lulinha. Ele é a cara daqueles de nós que, apesar dos esforços sabotadores das elites parasitárias deste país, teimam e lutam por um Brasil melhor e um mundo melhor.

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Lula, as elites e o vira-latas

É extremamente interessante que o brasileiro de maior destaque no mundo hoje seja um mestiço, nordestino, de origens paupérrimas e com déficit de educação formal. Para todos os segmentos das elites nacionais, nostálgicas de uma Europa que as rejeita, é como uma bofetada! E assim foi compreendida a lista do Time. Daí a resposta das elites: o silêncio!

Francisco Carlos Teixeira

Seguindo outros grandes meios de comunicação globais, a revista Time escolheu – na semana passada – o presidente Lula como o líder mais influente do mundo. A notícia repercutiu em todo o mundo, sendo matéria de primeira página, no jornalão El País.

Elite e preconceito
Na verdade a matéria o apontava como o homem mais influente do mundo, posto que nem só políticos fossem alinhados na larga lista composta pelo Time. Esta não é a primeira vez que Lula merece amplo destaque na imprensa mundial. Os jornais Le Monde, de Paris, e o El País, o mais importante meio de comunicação em língua espanhola (e muito atento aos temas latino-americanos) já haviam, na virada de 2009, destacado Lula como o “homem do ano”. O inédito desta feita, com a revista Time, foi fazer uma lista, incluindo aí homens de negócios, cientistas e artistas mundialmente conhecidos. Entre os quais está o brasileiro Luis Inácio da Silva, nascido pobre e humilde em Caetés, no interior de Pernambuco, em 1945, o presidente do Brasil aparece como o mais influente de todas as personalidades globais. Por si só, dado o ponto de partida da trajetória de Lula e as deficiências de formação notórias é um fato que merece toda a atenção. No Brasil a trajetória de Lula tornou-se um símbolo contra toda a forma de exclusão e um cabal desmentido aos preconceitos culturalistas que pouco se esforçam para disfarçar o preconceito social e de classe.

É extremamente interessante, inclusive para uma sociologia das elites nacionais, que o brasileiro de maior destaque no mundo hoje seja um mestiço, nordestino, de origens paupérrimas e com grande déficit de educação formal. Para todos os segmentos das elites nacionais, nostálgicas de uma Europa que as rejeita, é como uma bofetada! E assim foi compreendida a lista do Time. Daí a resposta das elites: o silêncio sepulcral!

Lula Líder Mundial
Desde 2007 a imprensa mundial, depois de colocá-lo ao lado de líderes cubanos e nicaraguenhos num pretenso “eixinho do mal”, teve que aceitar a importância da presença de Lula nas relações internacionais e reconhecer a existência de uma personalidade original, complexa e desprovida de complexos neocoloniais. Em 2008 a Newsweek, seguida pela Forbes, admitiam Lula como um personagem de alcance mundial. O conservador Financial Times declarava, em 2009, que Lula, “com charme e habilidade política” era um dos homens que haviam moldado a primeira década do século XXI. Suas ações, em prol da paz, das negociações e dos programas de combate à pobreza eram responsáveis pela melhor atenção dada, globalmente, aos pobres e desprovidos do mundo.

Mesmo no momento da invasão do Iraque, em busca das propaladas “armas de destruição em massa”, Lula havia proposto a continuidade das negociações e declarado que a guerra contra a fome era mais importante que sustentar o complexo industrial-militar norte-americano.

Em 2010, em meio a uma polêmica bastante desinformada no Brasil – quando alguns meios de comunicação nacionais ridicularizaram as propostas de negociação para a contínua crise no Oriente Médio – o jornal israelense Haaretz – um importante meio de comunicação marcado por sua independência – denominou Lula de “profeta da paz”, destacando sua insistência em buscar soluções negociadas para a paz. Enquanto isso, boa parte da mídia brasileira, fazendo eco à extrema-direita israelense, procurava diminuir o papel do Brasil na nova ordem mundial.

Lula, talvez mesmo sem saber, utilizando-se de sua habilidade política e de seu incrível sentido de negociações, repetia, nos mais graves dossiês internacionais, a máxima de Raymond Aron: a paz se negocia com inimigos. As exigências, descabidas e mal camufladas de recusa ás negociações, sempre baseadas em imposições, foram denunciadas pelo presidente brasileiro. Idéias pré-concebidas estabelecendo a necessidade de mudar regimes para se ter a paz ou usar as baionetas para garantir a democracia foram consideradas, como sempre, desculpas para novas guerras. Lula mostrou-se, em várias das mais espinhosas crises internacionais, um negociador permanente. Foi assim na crise do golpe de Estado na Venezuela em 2002 (quando ainda era candidato) e nas demais crises sul-americanas, como na Bolívia, com o Equador e como mediador em crises entre outros países.

Lula negociador
O mais surpreendente é que o reconhecimento internacional do presidente brasileiro não traz qualquer orgulho para a elite brasileira. Ao contrário. Lula foi ridicularizado por sua política no Oriente Médio. Enquanto isso o presidente de Israel, Shimon Perez ou o Grande-Rabino daquele país solicitavam o uso do livre trânsito do presidente para intervir junto ao irascível presidente do Irã. Dizia-se aqui que Lula ofendera Israel, enquanto o Haaretz o chamava de “profeta da paz” e a Knesset (o parlamento de Israel) o aplaudia em pé. No mesmo momento o Brasil assinava importantes acordos comerciais com Israel.

Ridicularizou-se ao extremo a atuação brasileira em Honduras, sem perceber a terrível porta que se abria com um golpe militar no continente. Lula teve a firmeza e a coragem, contra a opinião pública pessimamente informada, de dizer e que “… a época de se arrancar presidentes de pijama” do palácio do governo e expulsá-los do país pertencia, definitivamente, a noite dos tempos.

Honduras teve que arcar com o peso, e os prejuízos, de sustentar uma elite empedernida, que escrevera na constituição, após anos de domínio ditatorial, que as leis, o mundo e a vida não podem ser mudados. Nem mesmo através da expressa vontade do povo! E a elite brasileira preferiu ficar ao lado dos golpistas hondurenhos e aceitar um precedente tenebroso para todo o continente.

Brasil, país no mundo!
Também se ridicularizou a abertura das relações do Brasil com o conjunto do planeta. Em oito anos abriu-se mais de sessenta novas representações no exterior, tornando o Brasil um país global. Os nostálgicos do “circuito Helena Rubinstein” – relações privilegiadas com Nova York, Londres e Paris – choraram a “proletarização” de nossas relações. Com a crise econômica global – que desmentiu os credos fundamentalistas neoliberais – a expansão do Brasil pelo mundo, os novos acordos comerciais (ao lado de um mercado interno robusto) impediram o Brasil de cair de joelhos. Outros países, atrelados ao eixo norte-atlântico e aqueles que aceitaram uma “pequena Alca”, como o México, debatem-se no fundo de suas infelicidades. Lula foi ridicularizado quando falou em “marolhinha”. Em seguida o ex-poderoso e o ex-centro anti-povos chamado FMI, declarou as medidas do governo Lula como as mais acertadas no conjunto do arsenal anti-crise.

Mais uma vez silêncio das elites brasileiras!

Lula foi considerado fomentador da preguiça e da miséria ao ampliar, recriar, e expandir ações de redistribuição de renda no país. A miséria encolheu e mais de 91 milhões de brasileiros ascenderam para vivenciar novos patamares de dignidade social… A elite disse que era apoiar o vício da preguiça, ecoando, desta feita sabendo, as ofensas coloniais sobre “nativos” preguiçosos. Era a retro-alimentação do mito da “pereza ibérica”. Uma ajuda de meio salário, temporária, merece por parte da elite um bombardeio constante. A corrupção em larga escala, dez vezes mais cara e improdutiva ao país que o Bolsa Família, e da qual a elite nacional não é estranha, nunca foi alvo de tantos ataques.

A ONU acabou escolhendo o Programa Bolsa Família como símbolo mundial do resgate dos desfavorecidos. O ultra-conservador jornal britânico The Economist o considerou um modelo de ação para todos os países tocados pela pobreza e o Le Monde como ação modelar de inclusão social.

Mais uma vez a elite nacional manteve-se em silêncio!

Em suma, quando a influente revista, sem anúncios do governo brasileiro, Time escolhe Lula como o líder mais influente do mundo, a mídia brasileira “esquece” de noticiar. Nas páginas internas, tão encolhidas como um vira-lata em dia de chuva noticia-se que Lula “… está entre os 25 lideres mais influentes do mundo”. Errado! A lista colocava Lula como “o mais” influente do mundo.

Agora se espera o silêncio da elite brasileira!

Fonte: cartamaior.com.br

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segunda-feira, 24 maio, 2010 - Posted by | Comentário, Repassando... | , , , ,

4 Comentários »

  1. Me emociona ler cada linha a respeito daquele que chamo de MEU PRESIDENTE, um presidente q ajudei a eleger, um ideal que ajudei a defender desde qdo me foi dado o dever de votar. Luís Inácio é, de fato, o nosso maior orgulho! O partido dos trabalhadores cresceu junto com ele, tomou dimensões tão gigantescas que, como qualquer grande instiuição, contitui-se tbm de uma “banda podre”, mas mesmo sob pressão a sociedade deu a credibilidade que o Presidente fez questão de implantar sobre a sua reputação. Nem Cristo agradou a todos e é por isso que há quem tire os méritos de Lula. Porém, são meros coadjuvantes dessa trajetória fantástica. Por fim, podemos hj ter a certeza de que o Brasil ACERTOU e que cada palavra que foi dita em greves, protestos e campanhas, pode ser transformada em ação. Lula É a história. O Brasil se resume em ANTES de Lula e DEPOIS de Lula. Ele é O CARA! Sempre será e isso a elite terá q engolir, visto q nem potências da imprensa nacional conseguiram reverter o quadro de simpatia e competência do MEU PRESIDENTE!
    Salve Lula! Descanse quatro anos, estamos aguardando a sua volta, pq será LULA DE NOVO, COM A FORÇA DO POVO!

    Comentário por Roqueline | segunda-feira, 30 agosto, 2010

  2. Quando Lula disputava a presidencia, junto com FHC eu com 16 anos fiquei com medo de votar!FHC já não agradava e eu não sabia se o Lula era a melhor escolha!Depois de 4 anos fiz questão de ir lá e dar o meu voto para o meu presidente LULA, por que queria ele de novo.O Lula é orgulho do Brasil, enfim um presidente brasileiro, que torce , que vibra, que luta pelo Brasil, que defende o Brasil com raça, com simplicidade e sangue quente presente em cada brasileiro. Que orgulho de ser representado por alguem assim!O Brasil mudou graças a ele, e não é na saúde,na educação,nem na moradia, por que isso naum é em um so governo que se organiza, mas em uma geração, o Brasil mudou, digo no espirito politico, a descrença que todos tinham quando se tratava de politico, de governo, começa a se converter em confiança,isso é ótimo indício de uma nova era. A maioria dos eleitores estão tomando cuidado em quem votar, afinal, não querem estragar o que o Lula fez, é magnifico poder estar presente em uma mudança tão significativa para o progresso da nação.
    Resumindo, so tenhu a dizer, VOLTA LOGO LULA, ESTAMOS NA ESPERA!!!

    Comentário por Viviane | quinta-feira, 9 setembro, 2010

  3. lula vc foi demais mudo nosso brasil vc preciza de ganha de novo para mellorar mais hoje o pobre tem valor o pobre tem carro tem casa o pobre come carne tem saude boa em todo brasil tem bolsa escola mudou totalmente muito bom e veve feliz muito o brigado

    Comentário por antonio | sábado, 8 junho, 2013

  4. O povo só não sabe escrever…

    Comentário por Renato | domingo, 16 junho, 2013


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