Livre pensar é só pensar!

Para não desligar os neurônios

Um bom dia para morrer…

Dizem que Cavalo Doido (Crazy Horse), guerreiro sioux que abateu em batalha o assassino oficial ianque Custer (matador profissional de índios norte-americanos), teria dito antes da luta: “Hoje é um bom dia para morrer, porque todas as coisas da minha vida estão presentes”…

Hoje, pensando no meu tempo (e que nada mais é que somatória de todas as minhas vivências), senti aquele banzo complicado, misto de tristeza e alegria, de irrealização e plenitude, de cansaço e rebeldia social, e veio-me à mente a reflexão do Cavalo Doido, inicialmente apresentada.

Pensando naquele guerreiro sioux e lembrando suas palavras, foi como vê-lo no topo da colina, mirando no vale a sua aldeia, no horizonte seus inimigos e sentindo latejar em si as coisas que lhe eram caras e que davam sentido à sua vida. E mesmo sentindo-me imensamente menor diante de sua grandeza, entendi (porque estava sentindo a mesma coisa) o seu estado de espírito: não a vontade de morrer, mas a decisão serena de continuar lutando por si e pelos seus, de dar sua vida, se necessário, por aquilo que o fazia um homem verdadeiro.

Viajando no labirinto dos meus neurônios, revi a paisagem das aldeias pobres deste país, os anos de luta por mudanças que nunca vinham, os inimigos visíveis e ocultos que solapavam e solapam os pilares de uma sociedade com mais dignidade. Revi os longos anos acreditando e participando da crença e da luta política por menos pobreza, menos injustiças, menos desigualdades para as “aldeias” brasileiras. Mais próximo a mim, revi meus filhos, meus amigos, minha companheira, meus quadros, meus sonhos… E passando pelos últimos oito anos, torcendo e defendendo o primeiro governo deste país a lutar abertamente contra os “Custer’s” tupiniquins, quedei-me a mirar a batalha que se aproxima em 3 de outubro, por mais avanços contra os inimigos do povo. E entendi então o pensar do Cavalo Doido: mais uma batalha se aproxima e vale a pena o bom combate, vale a pena morrer lutando pelo que se acredita…

Desculpe, admirável indígena, a possível arrogância da minha mente e do meu coração em igualar-me ao seu pensar, mas é que isso me dá as forças que eu não tenho, a lavareda que eu não quero deixar apagar.

No Planalto Central, temos as nascentes dos principais rios que afluem para todo o território nacional, irrigando os vales, as cidades, vilas e aldeias deste país. Em 3 de outubro, este vales, cidades, vilas e aldeias farão o caminho inverso, irrigando com votos o poder popular nascente, consciente e “sem medo de ser feliz”. Portanto, dia 3 de outubro será um bom dia para morrer…

Imagem: diario-tdc.blogspot.com

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quinta-feira, 19 agosto, 2010 - Posted by | Uncategorized | ,

2 Comentários »

  1. bela reflexão!

    Comentário por sil | domingo, 3 julho, 2011

  2. Sil,
    Depois de tanto tempo, hoje, curtindo as minhas angústias pessoai em algumas doses de Campari (sem comercial!!!), voltei a sentir fundo o seu breve comentário. É bom sentir que outras pessoas compartilham do seu sentir. E vc, com poucas palavras, demonstrou isso. Obrigado por sentir igual. O mundo precisa de pessoas que apreciem o bom combate e demonstrem isso.. Abraço.

    Comentário por Henrique MirandaHenrique Miranda | sexta-feira, 22 julho, 2011


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