Livre pensar é só pensar!

Para não desligar os neurônios

Fácil demais para um “despreparado”…

O Estadão.com.br

Lula diz que foi ‘gostoso demais’ governar

2 horas, 21 minutos atrás

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou hoje, durante o último programa de rádio Café com o Presidente de seu mandato, que foi “gostoso demais” governar o Brasil nos últimos oito anos e que não achou “nada complicado essa tarefa”. Lula também pediu ao povo para apoiar a presidente eleita, Dilma Rousseff, que tomará posse em 1º de janeiro. Em tom de despedida, o presidente pediu apoio a sua sucessora e agradeceu o “carinho imenso” que teve do povo brasileiro.

“Serão quatro anos de intensivo trabalho, e a Dilma vai precisar de todo o apoio. E é isso que eu queria pedir para vocês. Agradecer o carinho imenso que vocês tiveram comigo nesses oito anos, dizer para vocês que eu quebrei um tabu, porque todo mundo dizia que era muito difícil governar o Brasil, que era difícil, que era complicado. Eu não achei nada complicado, achei até gostoso demais. Provar que é possível fazer as coisas, provar que é possível fazer acontecer, provar que é possível permitir que o povo participe”, disse.

Lula também afirmou que trabalhará até o dia 30 e que vai descansar no dia seguinte para a comemoração do ano-novo. “Trabalhar até o último dia é um compromisso que nós assumimos com o povo brasileiro quando tomamos posse no dia 1º de janeiro de 2003 e, depois, tomamos posse, outra vez, dia 1º de janeiro de 2007”, disse. “Eu ainda tenho que viajar essa semana para Pernambuco, ainda tenho que viajar para o Ceará, tenho que viajar para a Bahia e tem coisa para fazer aqui em Brasília. Então, até o dia 30, eu trabalho, dia 31 eu paro para descansar, desligo o motor, deixo o motor esfriar para poder entregar o motor para a Dilma, com manutenção feita, tudo direitinho para que ela possa começar, dia 2 de janeiro, a 100 (km) por hora”, afirmou.

O presidente agradeceu ainda à equipe que produz o Café com o Presidente e sugeriu que Dilma mantenha o programa semanal de rádio no ar. “Eu penso que é justo que a nova presidente da República continue esse programa. Eu acho que ela deve continuar, porque é um programa que tem tido um êxito extraordinário. Muitas das coisas que nós falamos aqui repercutem na televisão à noite”, disse.

segunda-feira, 27 dezembro, 2010 Posted by | Repassando... | , | Deixe um comentário

E as custas judiciais da “bolinha assassina”, quem paga?

É um descalabro o que ocorre neste país, em termos da sub-utilização da esfera judicial. Um exemplo cristalino foi a farsa demotucana sobre o atentado da bolinha à careca do Zeca, nas últimas eleições. Um candidato sacripanta que finge ser traumatizado por uma bolinha de papel, uma imprensa irresponsável e golpista que despudoradamente ajuda-o a forjar um atentado, um médico que esquece a ética para legitimar a pantomina, e um judiciário que é obrigado a receber uma queixa formal sobre esta palhaçada toda. Gastaram-se nisso tudo, tempo médico que poderia estar salvando vidas, trabalho de profissionais para dar veracidade ao factóide, tempo midiático para divulgar a armação e desgastes éticos e morais em insultos à inteligência dos cidadãos. Mas, o pior não é isso: juizes e funcionários judiciais, pagos com o nosso dinheiro, gastaram tempo enorme para tramitar, analisar e sentenciar a interpelação recebida, chegando ao previsível resultado: arquivamento. Enquanto isso, milhares de processos importantes (como os da Ficha Limpa e outras tranbicagens), continuam na fila de espera. Pior ainda: estes custos ocorridos jamais serão reembolsados ao erário público.

Certo tipo de coisas neste país são como diz o povão: _ Só matando!!!

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Agência Estado
 

STF arquiva caso da ‘bolinha de papel’ contra Serra

Seg, 27 Dez, 11h05

O ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o arquivamento de interpelação feita pelo médico Jacob Kligerman contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O médico queria que Lula explicasse por que chamou de “farsa” o episódio em que o então candidato do PSDB à Presidência, José Serra, foi atingido por um objeto semelhante a uma bobina de adesivo, em um tumulto entre militantes do PSDB e do PT durante a campanha eleitoral no Rio de Janeiro, em outubro.

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Para o Titio, tudo vale a pena, pois a alma é pequena…(coitado do Pessoa).

26 de dezembro de 2010 às 14:52

Naomi Wolf: EUA e o uso cínico do estupro para silenciar a discordância

Por Conceição Oliveira do Blog Maria Frô, twitter: @maria_fro

Qualquer feminista em sã consciência sabia que a prisão de Assange nada tinha a ver com a proteção das mulheres ou o combate da violência contra as mulheres. Este texto contundente de Naomi Wolf deixa bastante claro o uso político  que Inglaterra e Suécia, a serviço dos Estados Unidos, fizeram da denúncia de ‘estupro’ por Assange para impedir o trabalho dos wikileaks. Ao mesmo tempo, denuncia como direitos humanos não significam nada para esses países quando as vítimas são reais: mulheres desempoderadas.

J’Accuse: Suécia, Inglaterra e a Interpol insultam as vítimas de violação de todo o mundo

Por: Naomi Wolf*, via Grupo Beatrice, Publicado originalmente, em inglês, pelo Huffington Post

Traduzido por Esquerda.net

24/12/ 2010

Como sei que o tratamento dado pela Interpol, Inglaterra e Suécia a Julian Assange é uma forma de fazer teatro? Porque sei o que acontece em acusações de violação contra homens que não “atrapalham” governos poderosos.

Leia tudo…

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Dilma x PIG: se ficar o bicho pega, se correr o bicho come?

Um velho e seu neto caminhavam por uma estrada, puxando pelo cabresto o jumento da família. Ao passar por alguns transeuntes, ouviu o comentário: _ Avô desnaturado, forçando o neto a andar a pé, ao invés de montá-lo no animal…

E o avô o fêz, montou a criança no jumento e seguiu viagem. Para, logo adiante, ouvir a crítica: _ Isso é o fim-do-mundo! Aonde já se viu, um jovem sadio andando na montaria enquanto o pobre velho alquebrado caminha à pé! Ninguém mais respeita os mais velhos…

O velho resolveu então montar no animal e apear o neto. De pouca valia contra as críticas dos transeuntes, pois veio logo o novo golpe: _ Pouca vergonha… Um velho sadio montado e uma criança a pé! Ah! O pessoal da Vara da infância e adolescência por aqui!

Já meio desesperado, o avô manteve-se montado e trouxe o neto para cima da montaria. Veio então a pá de cal:_ Chama a Associação Protetora dos Animais! Duas pessoas em cima de um pobre jumento!!! Que descaramento! Que falta de consciência ecológica!

O Velho até pensou, mas concluiu que não adiantaria, nem mesmo, ele e o neto carregarem o jumento, pois com certeza seriam taxados de burros…

Esta historinha, que quase todos nós escutamos na infância, representa cristalinamente a situação da presidente Dilma diante da oposição sistematica e conservadora, em relação à escolha dos seus ministros. E o excelente artigo que repasso a seguir discorre exatamente sobre isso..

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26 de dezembro de 2010 às 14:39

Marcos Coimbra: O Ministério Dilma

por 26/12/2010

por Marcos Coimbra*, no Correio Braziliense

Por mais que a esperemos, é sempre surpreendente a má vontade de nossa “grande imprensa” para com o governo Dilma. No modo como os principais jornais de São Paulo e do Rio têm discutido o ministério, vê-se, com clareza, seu tamanho.

A explicação para isso pode ser o ainda mal digerido desapontamento com o resultado da eleição, quando, mais uma vez, o eleitor mostrou que a cobertura da mídia tradicional tem pouco impacto nas suas decisões de voto. Ou, talvez, a frustração de constatar quão elevadas são as expectativas populares em relação ao próximo governo, contrariando os prognósticos das redações.

As críticas ao ministério que foi anunciado na última semana estavam prontas, qualquer que fosse sua composição política, regional ou administrativa. Se Dilma chamasse vários colaboradores do atual governo, revelaria sua “submissão” a Lula, se fossem poucos, sua “traição”. Se houvesse muita gente de São Paulo, a “paulistização”, se não, que “dava o troco” ao estado, por ter perdido a eleição por lá. Se convidasse integrantes das diversas tendências que existem dentro do PT, que se curvava às lutas internas, se não, que alimentava os conflitos entre elas. E por aí vai.

Para qualquer lado que andasse, Dilma “decepcionaria” quem não gosta dela, não achou bom que ela vencesse e não queria a continuidade do governo Lula. Ou seja, desagradaria aqueles que não compartilham os sentimentos da grande maioria do país, que torce por ela, está satisfeita com o resultado da eleição e quer a continuidade.

Na contabilidade matematicamente perfeita da “taxa de continuísmo” do ministério, um jornal carioca foi rigoroso: exatos 43,2% dos novos integrantes do primeiro escalão ocuparam cargos no governo Lula (o que será que quer dizer 0,2% de um ministro?). E daí? Isso é pouco? Muito? O que haveria de indesejável, em si, em uma taxa de 43,2%?

Note-se que, desses 16 ministros, apenas oito tinham esse status, sendo os restantes pessoas que ascenderam do segundo para o primeiro escalão. A rigor, marcariam um continuísmo menos extremado (se é isso que se cobra da presidente). Refazendo as contas: somente 21,6% dos ministros teriam a “cara de Lula”. O que, ao contrário, quer dizer que quase 80% não a têm tão nítida.

Para uma candidata cuja proposta básica era continuar as políticas e os programas do atual governo, que surpresa (ou desilusão) poderia existir nos tais 43,2%? Se, por exemplo, ela chamasse o dobro de ministros de Lula, seria errado?

Isso sem levar em consideração que Dilma não era, apenas, a representante abstrata da tese da continuidade, mas uma profissional que passou os últimos oito anos trabalhando com um grupo de pessoas. Imagina-se que tenha desenvolvido, para com muitas, laços de colaboração e amizade. Mantê-las em seus cargos ou promovê-las tem muito a ver com isso.

No plano regional, a acusação é quanto ao excesso de ministros de São Paulo, nove entre 37, o que justificaria dizer que teremos um “paulistério”, conforme essa mesma imprensa. Se, no entanto, fizéssemos aquela aritmética, veríamos que são 24,3% os ministros paulistas, para um estado que tem 22% da população, se for esse o critério para aferir excessos e faltas de ministros por estados e regiões.

Em sendo, teríamos, talvez, um peso desproporcionalmente positivo do Rio (com seis ministros nascidos no estado) e negativo de Minas (com apenas um). Há que lembrar, no entanto, que a coligação que elegeu a presidente fez o governador, os dois senadores e a maioria da bancada federal fluminense, o oposto do que aconteceu em Minas. O PMDB saiu alquebrado e o PT ainda mais dividido no estado, com uma única liderança com perspectiva sólida de futuro, o ex-prefeito Fernando Pimentel, que estará no ministério.

Para os mineiros, um consolo, não pequeno: a presidente Dilma nasceu em Belo Horizonte. Os ministros são poucos, mas a chefe é de Minas Gerais.

* Marcos Coimbra é sociólogo e presidente do Instituto Vox Populi

segunda-feira, 27 dezembro, 2010 Posted by | Repassando... | , , | Deixe um comentário

ELES, em 2011…

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O Natal mercantilizado nosso de cada ano…

Por mais que se possa louvar a festa natalina enquanto período de aproximação entre os seres humanos, não se pode negar a profunda mercantilização da mesma e a cooptação cultural que ocorre na sua concepção e prática. Nela, ao mesmo tempo que nos tornamos solidários sazonais, nos esquecemos da necessidade de agir da mesma forma durante o resto do ano. Nela, adotamos imagens e sentidos que pouco têm a ver com a natividade original e  incluímos coisas e fatos que não existiam antes. E a contraditória figura do Papai Noel talvez seja a mais problemática delas. E para falar sobre isso, ninguém melhor que  o escritor Garcia Marquez, com seus argumentos históricos e sua prosa coloquial de contador de histórias, proseador de boteco, quando os botecos eram redutos de intelectualidade.

Leiam e meditem sobre o outro lado desta festa tão comemorada…

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26 de dezembro de 2010 às 15:57

García Márquez: Esse Papai Noel é &%#@

Estas sinistras festas de Natal

Por Gabriel García Márquez, conforme reproduzido no Vermelho (artigo originalmente publicado há 30 anos)

Ninguém mais se lembra de Deus no Natal. Há tanto barulho de cornetas e de fogos de artifício, tantas grinaldas de fogos coloridos, tantos inocentes perus degolados e tantas angústias de dinheiro para se ficar bem acima dos recursos reais de que dispomos que a gente se pergunta se sobra algum tempo para alguém se dar conta de que uma bagunça dessas é para celebrar o aniversário de um menino que nasceu há 2 mil anos em uma manjedoura miserável, a pouca distância de onde havia nascido, uns mil anos antes, o rei Davi.

Cerca de 954 milhões de cristãos – quase 1 bilhão deles, portanto – acreditam que esse menino era Deus encarnado, mas muitos o celebram como se na verdade não acreditassem nisso. Celebram, além disso, muitos milhões que nunca acreditaram, mas que gostam de festas e muitos outros que estariam dispostos a virar o mundo de ponta cabeça para que ninguém continuasse acreditando. Seria interessante averiguar quantos deles acreditam também no fundo de sua alma que o Natal de agora é uma festa abominável e não se atrevem a dizê-lo por um preconceito que já não é religioso, mas social.

O mais grave de tudo é o desastre cultural que estas festas de Natal pervertidas estão causando na América Latina. Antes, quando tínhamos apenas costumes herdados da Espanha, os presépios domésticos eram prodígios de imaginação familiar. O menino Jesus era maior que o boi, as casinhas nas colinas eram maiores que a Virgem e ninguém se fixava em anacronismos: a paisagem de Belém era complementada com um trenzinho de arame, com um pato de pelúcia maior que um leão que nadava no espelho da sala ou com um guarda de trânsito que dirigia um rebanho de cordeiros em uma esquina de Jerusalém.

Por cima de tudo, se colocava uma estrela de papel dourado com uma lâmpada no centro e um raio de seda amarela que deveria indicar aos Reis Magos o caminho da salvação. O resultado era na realidade feio, mas se parecia conosco e claro que era melhor que tantos quadros primitivos mal copiados do alfandegário Rousseau.

A mistificação começou com o costume de que os brinquedos não fossem trazidos pelos Reis Magos – como acontece na Espanha, com toda razão –, mas pelo menino Jesus. As crianças dormíamos mais cedo para que os brinquedos nos chegassem logo e éramos felizes ouvindo as mentiras poéticas dos adultos.

No entanto, eu não tinha mais do que cinco anos quando alguém na minha casa decidiu que já era hora de me revelar a verdade. Foi uma desilusão não apenas porque eu acreditava de verdade que era o menino Jesus que trazia os brinquedos, mas também porque teria gostado de continuar acreditando. Além disso, por uma pura lógica de adulto, eu pensei então que os outros mistérios católicos eram inventados pelos pais para entreter aos filhos e fiquei no limbo.

Naquele dia – como diziam os professores jesuítas na escola primária –, eu perdi a inocência, pois descobri que as crianças tampouco eram trazidas pelas cegonhas desde Paris, que é algo que eu ainda gostaria de continuar acreditando para pensar mais no amor e menos na pílula.

Tudo isso mudou nos últimos 30 anos, mediante uma operação comercial de proporções mundiais que é, ao mesmo tempo, uma devastadora agressão cultural. O menino Jesus foi destronado pela Santa Claus dos gringos e dos ingleses, que é o mesmo Papai Noel dos franceses e aos que conhecemos de mais. Chegou-nos com o trenó levado por um alce e o saco carregado de brinquedos sob uma fantástica tempestade de neve.

Na verdade, este usurpador com nariz de cervejeiro é simplesmente o bom São Nicolau, um santo de quem eu gosto muito e porque é do meu avô o coronel, mas que não tem nada a ver com o Natal e menos ainda com a véspera de Natal tropical da América Latina.

Segundo a lenda nórdica, São Nicolau reconstruiu e reviveu a vários estudantes que haviam sido esquartejados por um urso na neve e por isso era proclamado o patrono das crianças. Mas sua festa é celebrada em 6 de dezembro, e não no dia 25. A lenda se tornou institucional nas províncias germânicas do Norte no final do século 18, junto à árvore dos brinquedos e a pouco mais de cem anos chegou à Grã-Bretanha e à França.

Em seguida, chegou aos Estados Unidos, e estes mandaram a lenda para a América Latina, com toda uma cultura de contrabando: a neve artificial, as velas coloridas, o peru recheado e estes quinze dias de consumismo frenético a que muito poucos nos atrevemos a escapar.

No entanto, talvez o mais sinistro destes Natais de consumo seja a estética miserável que trouxeram com elas: esses cartões postais indigentes, essas cordinhas de luzes coloridas, esses sinos de vidro, essas coroas de flores penduradas nas portas, essas músicas de idiotas que são traduções malfeitas do inglês e tantas outras gloriosas asneiras para as quais nem sequer valia a pena ter sido inventada a eletricidade.

Tudo isso em torno da festa mais espantosa do ano. Uma noite infernal em que as crianças não podem dormir com a casa cheia de bêbados que erram de porta buscando onde desaguar ou perseguindo a esposa de outro que acidentalmente teve a sorte de ficar dormido na sala.

Mentira: não é uma noite de paz e amor, mas o contrário. É a ocasião solene das pessoas de quem não gostamos. A oportunidade providencial de sair finalmente dos compromissos adiados porque indesejáveis: o convite ao pobre cego que ninguém convida, à prima Isabel que ficou viúva há 15 anos, à avó paralítica que ninguém se atreve a exibir.

É a alegria por decreto, o carinho por piedade, o momento de dar presente porque nos dão presentes e de chorar em público sem dar explicações. É a hora feliz de que os convidados bebam tudo o que sobrou do Natal anterior: o creme de menta, o licor de chocolate, o vinho passado.

Não é raro, como aconteceu frequentemente, que a festa acabe a tiros. Nem tampouco é raro que as crianças – vendo tantas coisas atrozes – terminem acreditando de verdade que o menino Jesus não nasceu em Belém, mas nos Estados Unidos.

domingo, 26 dezembro, 2010 Posted by | Comentário, Repassando... | , , | Deixe um comentário

A cara-de-pau do Negra (Des)esperança…

Extraído de uma entrevista do presidente Lula à revista “Brasileiros”, de dezembro:

“Aí, eu falei para o Obama: ‘você é o presidente mais importante do mundo. Pega um telefone e liga para o cara  (Ahmadinejad, presidente do Irã). Convida ele para vir aqui …’

Eles (Obama e Sarkozy) passaram a dizer que não ia dar certo … E eu falei ‘ só queria que vocês não fizessem o bloqueio ao Irã antes de eu ir lá’. Porque eles queria fazer o bloqueio de qualquer jeito… O Obama ficou muito nervoso, muito irritado…

Fui embora e, quando eu ia viajar para o Irã, antes de ir, recebi uma carta do Obama, que dizia textualmente quais as coisas que ele achava importantes o Ahmadinejad fazer para permitir um acordo.  E o Ahmadinejad fez exatamente o que estava pedido na carta do Obama

… passei na Rússia e o Obama tinha ligado para o Medved, para reclamar da minha ida. Chego no Qatar, a Hillary Clinton tinha ligado para o Emir do Qatar para reclamar da minha ida. Na verdade, a dona Hillary Clinton trabalhou contra o tempo inteiro…

Lá, fui falar até com o grande líder religioso deles, o Khomeini.

A toda hora eu falava para o Ahmadinejad: ‘Vim para fazer o acordo. Se você não fizer o acordo, está abrindo mão dos dois países (Brasil e Turquia) que querem contribuir para a paz. Você sabe que eu estou perdendo os meus aliados porque eu acho que a paz vale tudo isso.’

Na hora em que ele topa os termos do acordo, os caras não aceitam ! Não aceitam o que eles mesmos queriam que o cara fizesse.

Sabe aquele negócio … Eu te devo 50 dólares. Aí, eu chego, demoro a pagar e quando vou pagar você fala: não quero mais os 50 dólares.

Então, eu fiquei sentido pessoalmente.”

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Cada um de nós e o desenvolvimento sustentável

O que os brasileiros pensam e sabem sobre sustentabilidade

Por Cristina Spera, do Instituto Ethos

Foi divulgado no final do mês passado, em São Paulo, o resultado da pesquisa “Sustentabilidade Aqui e Agora”, feita pelo Ministério do Meio Ambiente e pelo Walmart Brasil, com apoio da Agência Envolverde e da Synovate Research, nas cidades de Belém, Belo Horizonte, Brasília, Curitiba, Fortaleza, Goiânia, Porto Alegre, Recife e Rio de Janeiro.

A pesquisa nasceu do desejo conjunto do Walmart Brasil e do Ministério do Meio Ambiente de verificar se a campanha para redução do uso de sacolas plásticas tinha sido assimilada pelo consumidor. Afinal, quando não há Lei estabelecendo uma obrigatoriedade ou proibição, é este consumidor – um cidadão comum – que define ou não a mudança de um hábito.

Uma pergunta básica serviu de “fio condutor” para o levantamento: O que você faria se acordasse amanhã e não existissem mais sacolas plásticas? A partir dela, foi sendo elaborado um questionário cujas respostas permitiram delinear um retrato sobre hábitos e comportamentos de consumo dos brasileiros.

As perguntas foram tanto “diretas” – “Você recicla seu lixo?” – quanto “indiretas” – “O que é importante para sua felicidade atualmente?”. Muitas das questões formuladas foram reproduzidas da pesquisa “O Que os Brasileiros Pensam do Meio Ambiente e da Sustentabilidade”, que o Ministério do Meio Ambiente faz desde 1991. Outras foram elaboradas para que as respostas pudessem orientar a regulação/aplicação da Lei Nacional de Resíduos Sólidos e do Plano Nacional de Produção e Consumo Sustentáveis. Tanto a Lei quanto o Plano postulam a responsabilidade compartilhada entre governos, setor produtivo e sociedade no gerenciamento dos resíduos e na mudança de padrões de produção e consumo.

Houve ainda um bloco de perguntas feitas para verificar o comportamento dos brasileiros em relação a uma série de temas da sustentabilidade. As respostas podem ajudar na formulação de políticas públicas ou privadas e também em programas educacionais diversos. Quanto às sacolas plásticas, 69% dos respondentes afirmaram que carregariam suas compras em sacos ou sacolas de outro material, se as plásticas deixassem de existir.

Com relação às demais perguntas, as respostas confirmam uma tendência já detectada em outros levantamentos, como a pesquisa Percepção da RSE pelo Consumidor Brasileiro, realizada pelo Instituto Ethos e pelo Instituto Akatu: o cidadão comum está mais preocupado em conhecer os temas da sustentabilidade do que propriamente em mudar o comportamento. O brasileiro exibe “preocupação” com a causa ambiental, mas não pensa que seja o principal problema do bairro, da cidade ou do país. Nas grandes cidades principalmente, onde hoje moram 75% da população brasileira, saúde e violência são indicadas como os principais problemas urbanos (30% e 24% das respostas), mas nenhum respondente chegou a relacionar essas questões com a degradação ambiental dos grandes centros urbanos. No entanto, nove em cada dez pesquisados acreditam que “da forma como usamos a água, dentro de pouco tempo não teremos água para beber”. Um quarto do total de entrevistados guarda lixo eletrônico em casa por não saber como descartá-lo e um entre cinco respondentes acredita que “a preocupação com o meio ambiente no Brasil é exagerada”.

Dois dados importantes emergiram do levantamento: 59% das pessoas que participaram da pesquisa acreditam que a preservação dos recursos naturais deve estar acima das questões relacionadas à economia. E também 59% não acreditam que os problemas ambientais podem ser solucionados com pequenas mudanças de hábito. Para estes, só grandes transformações nos hábitos de consumo, transporte e alimentação poderiam realmente ajudar a manter o equilíbrio futuro. Mais: 85% dizem que “qualquer mudança do ser humano na natureza provavelmente vai piorar as coisas”. Para 63% dos respondentes, a escola é a organização mais importante na educação ambiental; em seguida, com 58%, vem a comunidade e, com 43%, as igrejas. Partidos/governos e empresas vêm no fim da fila, com 36% e 27%, respectivamente.

A pesquisa também mostrou hábitos em transformação: 45% já evitaram jogar produtos tóxicos ou que agridam o meio ambiente no lixo comum; 41% consertaram algum produto quebrado para prolongar a vida útil; e 31% deixaram de comprar algum produto por informações contidas no rótulo. De modo geral, as respostas às perguntas “indiretas” mostram o Brasil como uma sociedade com valores e esperança na humanidade. Tempo para ficar com a família e os amigos e fé na capacidade humana de superar obstáculos estão entre os principais valores para 44% dos entrevistados, e 25% deles também gostariam de ter mais tempo e condições materiais para aprofundar os estudos e melhorar o desempenho profissional. As respostas trazem um mundo de oportunidades para que as empresas façam avançar a agenda do desenvolvimento sustentável, sobretudo as mais engajadas no movimento da responsabilidade social.

No âmbito empresarial, um dos fatores limitantes a esse avanço tem sido justamente a falta de mecanismos de mercado que premiem ou punam os produtos e os comportamentos das empresas. Com isso, o consumidor não consegue diferenciar uma empresa responsável de outra que não está preocupada com os impactos da sua atividade deixando assim de elevar seu padrão de exigência. Essa falta de referências prejudica também as empresas que querem evoluir na gestão sustentável, uma vez que o comportamento mais responsável não é percebido como valor pelo mercado e pelos consumidores.

Essa consciência superficial do consumidor, trazida à tona pela pesquisa Walmart-MMA demonstra um problema para o qual o Instituto Ethos já vem alertando a sociedade há algum tempo: o risco de mudar, não mudando nada. Por isso, é urgente que as empresas mais engajadas no movimento de responsabilidade social criem referências para que o mercado e a sociedade possam diferenciá-las, elevando-se o nível de exigência em relação às demais. E como fazer isso? De acordo com Paulo Itacarambi, vice-Presidente do Instituto Ethos, “as empresas precisam usar sua força para articular os diversos setores sociais em torno de uma agenda de compromissos pelo desenvolvimento sustentável”. Para ele, essa agenda deve:

– promover uma cultura apoiada em valores humanistas, na democracia, no bem-estar e na qualidade vida;

– divulgar e disseminar a incorporação desses valores pela cidadania e pelo mercado;

– articular os vários segmentos sociais para a aprovação de políticas públicas que visem o desenvolvimento  sustentável;   ampliar os espaços de diálogo e negociação entre empresas, governos e a sociedade civil.

“Já existe a percepção de que a sustentabilidade não é incompatível com o crescimento econômico. É preciso, no entanto, demonstrar que sem sustentabilidade não há crescimento econômico duradouro, nem no mercado, nem na sociedade”, afirma Itacarambi. “As empresas podem jogar um papel decisivo nesse processo, ao assumirem a liderança e o protagonismo dele.”
(Envolverde/ECO 21)

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EUA x Wikleaks: eis a liberdade de imprensa e de informação do Tio Sam…

Assange teme por sua vida se for extraditado para os EUA

Segundo o fundador da Wikileaks, o procurador-geral dos Estados Unidos, Eric Holder, quer indiciá-lo como co-conspirador e está também pensando em acusá-lo de “pirataria informática” e “apoio ao terrorismo”. Para tanto, o governo de Barack Obama estaria tentando chegar a um acordo judicial com Bradley Manning, o oficial de inteligência de 23 anos que alegadamente teria fornecido centenas de milhares de documentos secretos do governo norteamericano à organização Wikileaks.
> LEIA MAIS | Internacional | 25/12/2010

domingo, 26 dezembro, 2010 Posted by | Repassando... | , | 1 Comentário

Sai dessa, Titio…

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