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Para não desligar os neurônios

O império do Titio a caminho do fim?

Ao ler a entrevista abaixo, sobre a inevitável falência dos EUA, me veio à mente duas lembranças: uma histórica e a outra da sabedoria popular. A história, se investigada adequadamente, mostra que ao longo ao séculos os impérios nasceram, dominaram, e depois caíram em declínio inevitável. Exemplos clássicos são a Grécia Antiga, o Império Romano e o Império Russo, mas muitos outros, na Antigudade, passaram pelo mesmo fenômeno político-social-econômico. E me parece que a Casa do Titio, finalmente, começa a degringolar… E pensando nisso lembrei meu velho pai que dizia: “o prazer de quem morre é estrebuchar”. E aí é que mora o perigo… Explico: a história colonialista e imperialista dos ianques é algo assombroso! E sua experiência no jogo internacional do poder faria corar de vergonha os grandes conquistadores antigos. Daí, pergunto: um império que, embora às portas da ruína financeira, possui o maior arsenal militar do mundo, que possui sequazes e vassalos por todo o planeta, vai cair sem estrebuchar? Duvido. As manobras financeiras atuais para resgatar a sua moeda falida e as invasões “humanitárias” à Líbia, Iraque e Afeganistão, além do silêncio cúmplice coma as ditaduras amigas que se encontaram em ebulição política, são apenas a ponta do iceberg do arsenal que eles utilizarão antes de falirem.

 Não nos enganemos, amigos. Eles não pretendem cair. E se a queda for inevitável, eles não pretendem cair sozinhos. E a tsunami de desespero desta decadência anunciada (e tida por muitos com inevitável) ainda fará muitas vítimas.

Particularmente, torço para estar vivo para assistir a redução do Titio à sua verdadeira estatura moral.

Leiam a reportagem abaixo e vejam a seriedade da realidade ianque, ainda acobertada por seus asseclas e escondida no estrebuchar que se anuncia…

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26 Apr
via tijolaço.com.br

“O dólar tem os dias contados”, diz jornalista suíça

Li agora e achei interessantíssima a matéria publicada pelo site Swissinfo com a jornalista de economia Myret Zaki. Ela apresenta uma visão que, aqui, é muito raro encontrar quem tenha coragem de sustentar. E que é indispensável para entender os movimentos da economia, porque os analista, em geral, continuam sustentando o discurso que a crise de 2008 demonstrou ser insustentável.

As evidências, porém, são muito forte e, por isso, vão começando a surgir as vozes que dizem, como na fábula, o que não se quer ver: o rei está nu.

Transcrevo alguns trechos da matéria e da entrevista de Zaki.

“A moeda americana se transformou na maior bolha especulativa da História e está condenada a uma forte queda. Os ataques contra o euro são apenas uma cortina de fumaça para esconder a falência da economia americana, defende a jornalista suíça Myret Zaki em seu último livro.

“A queda do dólar se prepara. É inevitável. O principal risco no mundo atualmente é uma crise da dívida pública americana. A maior economia mundial não passa de uma grande ilusão. Para produzir 14 trilhões de renda nacional (PIB), os Estados Unidos geraram uma dívida de mais de 50 trilhões que custa 4 trilhões de juros por ano.”

O tom está dado. Ao longo das 223 páginas de seu novo livro, a jornalista Myret Zaki faz uma acusação impiedosa contra o dólar e a economia americana, que considera “tecnicamente falida”.

A jornalista se tornou, nos últimos anos, uma das mais famosas escritoras de economia da Suíça. Em seus últimos livros, ela aborda a situação desastrosa do banco suíço UBS nos Estados Unidos e a guerra comercial no mercado da evasão fiscal. Na entrevista a seguir, Myret Zaki defende a tese de que o ataque contra o euro é para desviar a atenção sobre a gravidade do caso americano.

Swissinfo.ch: A Senhora diz que o crash da dívida americana e o fim do dólar como lastro internacional será o grande acontecimento do século XXI. Não seria um catastrofismo meio exagerado?

Myrette Zaki: Eu entendo que isso possa parecer alarmista, já que os sinais de uma crise tão violenta ainda não são tangíveis. No entanto, estou me baseando em critérios altamente racionais e factuais. Há cada vez mais autores americanos estimando que a deriva da política monetária dos Estados Unidos conduzirá inevitavelmente a tal cenário. É simplesmente impossível que aconteça o contrário.

swissinfo.ch: No entanto, esta constatação não é, de forma alguma, compartilhada pela maioria dos economistas. Por quê?

MZ: É verdade. Existe uma espécie de conspiração do silêncio, pois há muitos interesses em  jogo ligados ao dólar. A gigantesca indústria de asset management (investimento) e dos hedge funds (fundos especulativos) está baseada no dólar. Há também interesses políticos óbvios. Se o dólar não mantiver seu estatuto de moeda lastro, as agências de notações tirariam rapidamente a nota máxima da dívida americana. A partir daí começaria um ciclo vicioso que revelaria a realidade da economia americana. Estão tentando manter as aparências a todo custo, mesmo se o verniz não corresponde mais à realidade.

swissinfo.ch: Não é a primeira vez que se anuncia o fim do dólar. O que mudou em 2011?

MZ: O fim do dólar é realmente anunciado desde os anos 70. Mas nunca tivemos tantos fatores reunidos para se prever o pior como agora. O montante da dívida dos EUA atingiu um recorde absoluto, o dólar nunca esteve tão baixo em relação ao franco suíço e as emissões de novas dívidas americanas são compradas principalmente pelo próprio banco central dos EUA.

Há também críticas sem precedentes de outros bancos centrais, que criam uma frente hostil à política monetária americana. O Japão, que é credor dos Estados Unidos em um trilhão de dólares, poderia reivindicar uma parte desta liquidez para sua reconstrução. E o regime dos petrodólares não é mais garantido pela Arábia Saudita.

swissinfo.ch: Mais do que o fim do dólar, a Senhora anuncia a queda da superpotência econômica dos EUA. Mas os Estados Unidos não são grandes demais para falir?

MZ: Todo mundo tem interesse que os Estados Unidos continuem se mantendo e a mentira deve continuar por um tempo. Mas, não indefinidamente. Ninguém poderá salvar os americanos em última instância. São eles quem terão que arcar com o custo da falência. Um período muito longo de austeridade se anuncia. Ele já começou. Quarenta e cinco milhões de americanos perderam suas casas, 20% da população sairam do circuito econômico e não consomem mais, sem contar que um terço dos estados dos EUA estão praticamente falidos. Ninguém mais investe capital no país. Tudo depende exclusivamente da dívida (americana).

terça-feira, 26 abril, 2011 - Posted by | Comentário, Repassando... | , , ,

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