Livre pensar é só pensar!

Para não desligar os neurônios

Lula… Sempre ele…

Lula desarmou a bomba do Senado para Dilma

    Publicado em 29/07/2011
Virgílio, Tasso e Maciel: a elite jamais perdoará o Lula

Saiu no Valor, pág. A14:

“Governo ganhou todas as votações no Senado”

Levantamento mostra que estratégia de investir na eleição da casa deu resultado.

A média de apoio aos projetos do Governo fechou o semestre com 55% dos votantes.

Das 18 votações no plenário do Senado, o governo não perdeu uma sequer.

Na Câmara, o Governo teve 54% dos votos.

Navalha

Como se sabe, o Nunca Dantes empenhou-se pessoalmente para derrotar Arthur Virgílio Cardoso, no Amazonas; Tasso Tenho Jatinho Porque Posso, no Ceará; e Marco Maciel – “o que ele fez por Pernambuco?”

O Senado era a caixa de eco do Golpe que emanava do PiG (*).

Ali Lula perdeu a CPMF.

Naquela operação conjunta do Farol de Alexandria, o presidente da FIE P (**) e o Arthur Virgílio Cardoso, que prometeu dar uma surra no Lula.

Ali o atual  governador de Goiás, Marcone Perillo, instalou a CPI da Petrobras do Álvaro Dias.

(Que se afogou com a P-36 do FHC.)

Ali se montou o Golpe do impeachment, com a desestruturação do Sarney para que Perillo assumisse a presidência e virasse a maçaneta da porta para o Golpe entrar.

O Senado poderia paralisar o Governo da Presidenta.

Há ainda uma fonte ininterrupta de instabilidade.

São as “crises” que o PiG monta, todo dia, e o Álvaro Dias repercute no Senado como se descobrisse a pólvora sempre que o galo canta.

Mas, incomoda menos que uma paralisação do Governo.

Salvou-a o Nunca Dantes.

Esse Nunca Dantes …

A elite jamais o perdoará.

Paulo Henrique Amorim

(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

(**) Este ansioso blog se refere à FIESP desta forma, sem o “$”.  Porque, ao liderar a campanha contra a CPMF, que contou com a brava  participação do farol de Alexandria e de um ignoto senador pelo  Amazonas, Virgilio Cardoso, a FIE P preferiu dar prioridade ao $ em  detrimento do remédio das crianças. A CPMF, como se sabe dificultava o  emprego do “por fora”, que, em São Paulo, se chama de “bahani”.

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A “liberdade de expressão global” e a distorção dos fatos…

Via tijolaço.com.br

Não tentem pegar a Dilma por aí

A reportagem exibida ontem pelo Jornal Nacional é um primor de “urubologia”.

Com uma edição digna de programa eleitoral do PSDB, com números negativos exibidos em computação gráfica e imagens de obras supostamente paradas.

Numa tentativa de transformar o sucesso em fracasso, não há uma palavra sobre 89% das obras monitoradas  estarem em ritmo adequado, enquanto 8% estão em estado  de atenção, 2% têm execução preocupante e 1% já foi concluído, até porque são obras pesadas, que não se fazem com um estalar de dedos. Esse é o número em valor, o critério mais adequado, porque  não distorce o quadro, misturando pequenas obras com grandes projetos.

Em resumo: 90% está dentro do planejado e 10% apresenta problemas. Mas a Globo faz matéria apenas sobre os 10%.

Nem uma palavra sobre já estarem contratados R$ 25 bilhões para obras de saneamento, 87%  deles em obras cuja execução está em torno de 50% realizada.

Nem um segundinho para a informação de já entraram no sistema elétrico brasileiro 2 mil megawatts gerados por obras do PAC 2. Ou que 83% dos projetos de urbanização em áreas precárias estão em andamento, satisfatoriamente.

Mas muito tempo para o senador Alvaro Dias – aquele vice “viúva Porcina” de Serra, o que foi sem nunca ter sido – e para um economista da “Contas Abertas” (aquela mesmo cujos fundadores estiveram às voltas com os problemas panetônicos do Governo de José Roberto Arruda, no Distrito Federal.

A gente posta aí em cima o vídeo da apresentação feita pela Ministra do Planejamento, Miriam Belchior, para você ver, em detalhes, o que a emissora não deu. Quem quiser ter acesso ao balanço completo, pode acessá-lo aqui.

A Globo, por aí, vai sangrar na veia da saúde do Governo Dilma.

Porque ela pode ter defeitos, mas um deles certamente não é o de ser incapaz ou tolerante com atrasos e incompetência na gestão de projetos.

Mas isso tem dois aspectos bons.

O primeiro, que a Globo pode distorcer a realidade, mas não é capaz de revogá-la.

O segundo, o de que está se encarregando de mostrar que a comunicação do governo não pode ser baseada no que a grande mídia chama de “liberdade de expressão”, que é ela falar sozinha.

Quem sabe assim o pessoal de lá se convence de que precisa falar claro, mostrar os fatos e dar à imensa rede de solidariedade ao projeto que Dilma os meios para combater a “urubologia” global?

sábado, 30 julho, 2011 Posted by | Repassando... | , , , | Deixe um comentário

Eleições 2012 em São Paulo: a que ponto os tucanos caíram do poleiro…

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E por falar em dominação…

Publicado em 28/07/2011

Quilombolas do Maranhão pedem socorro!

O Conversa Afiada recebeu e-mail do professor Comparato:

Paulo, meu caro:

Gravíssimo !
Veja se pode divulgar esta notícia em seu site, pois trata-se de um desesperado esforço para salvar duas vidas.

Abraço,
Fábio Konder Comparato
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Carta-Denúncia de Diogo Cabral, advogado da Pastoral da Terra do Maranhão

Hoje, eu, advogado da CPT Maranhao e padre Inaldo Serejo, estivemos no município de Cantanhede, Maranhao, aproximadamente 200 km de Sao Luis, para realização de audiência preliminar do processo de n 3432010, onde os autores sao trabalhadores rurais quilombolas do quilombo de Salgado, município de Pirapemas e os réus, latifundiários da região, cujos nomes sao Ivanilson Pontes de Araujo, Edmilson Pontes de Araujo e Moisés Sotero. Estes homens perseguem os trabalhadores quilombolas desde 1981, e ano passado ingressaram com ação de manutenção de posse conta estes fazendeiros, pois os mesmo destruiram roças, mataram animais, areas de reserva, cercaram os acessos as fontes de água, alem de ameaçarem se morte os trabalhadores.

Em 7 de outubro de 2010, após audiência de justificação previa, foi concedida manutenção de posse em favor dos quilombolas numa area de 1089 hectares.Ainda assim, os réus continuaram a turbar a posse dos trabalhadores, realizando incêndios criminosos, matando pequenos animais, abrindo picadas na floresta, etc… Nao satisfeitos, com a mudança de juiz da comarca e com a entrada de um novo, por nome Frederico Feitosa, os fazendeiros ingressaram com uma ação de reintegração de posse contra as famílias, que foi deferida em 24 minutos, inaudita altera pars, no dia 6 de julho.

Eu tive ciência da ação no momento em que pesquisa sobre meus processos naquela comarca…. Imediatamente, fui no dia seguinte com padre Inaldo na comarca de Cantanhede, tomei ciência da decisão e agravei. Dia 18 de julho foi concedido efeito suspensivo através do agravo aquela decisão que reintegrava a posse em favor dos fazendeiros… Pois bem, hoje, quando chegava naquela comarca, para realização de audiência preliminar, o fazendeiro Edmilson Pontes de Araujo esbravejava na porta do fórum de que ‘ era um absurdo gente de fora trazer problema para o povoado, que era uma vergonha criar quilombo onde nunca teve nada disso( se referindo a mim, ao Inaldo e ao agente da CPT Marti Micha, alemão naturalizado brasileiro)…. E por isso que a gente tem que passar o fogo de vez em quando, que nem fizeram com a irma Doroty!’

Camaradas, a CPT Maranhao tem enfrentado de tudo: duas vezes foi arrombada, onde levaram documentos e HDs, ligações ameaçadoras e agora mais esta ameaça contra três agentes pastorais.

Peço aos companheiros que possam espalhar essa mensagem por suas listas, porque eu, Diogo Cabral, advogado da CPT e padre Inaldo, coordenador tememos por nossas vidas! Mas apesar das ameaças, nao recuaremos um milímetro!!!

Diogo Cabral advogado da CPT Maranhão

sexta-feira, 29 julho, 2011 Posted by | Repassando... | , , | Deixe um comentário

Sem meias palavras…

Eles merecem: ter o demagogo “de alma branca” Obama politicamente encurralado e estar, mais uma vez, sob o jugo da gangue reacionária da política nacional (e dessa vez de forma devastadora). Nós merecemos: estar ameaçados, mais uma vez, pelas crises geradas pelos impérios, vassalos históricos que fomos e ainda somos dos neocolonizadores ilimitadamente ambiciosos. Em minha indifgnação, chego a torcer para que a gangue de sempre vença e deflagre de vez o novo crash mundial, mais uma vez confirmando as afirmações econômicas do velho Barbudo. A única coisa que me impede de chegar ao orgasmo político com esta torcida freudianamente sentida, é pensar naqueles que, não tendo culpa nenhuma (a não ser a alienação de que foram vítimas e que os impediu de lutarem), com certeza sofrerão os piores efeitos: a fome, o desemprego, o abandono previdenciário, a morte por inanição, a desesperança… Afora isso, vibro em imaginar agiotas e oportunistas quebrados financeiramente, suicidando-se das janelas mais altas possíveis, vendendo as pratarias e jóias para viver, escondendo-se não da polícia (que não os prenderá), mas da população esmagada em suas demandas e esperanças…

Lamentavelmente, o mundo não aprendeu nada com a crise de 1930 e não aprenderá nada de útil com esta nova crise. As elites planetárias serão sempre como adolescentes mimados, que se consideram imortais e sabem que serão protegidos por seus progenitores contra quaisquer punições aos seus desmandos. Só me resta lembrar e ruminar os versos de Vandré que falavam do “povo fazendo contas pro dia que vai chegar” e sobre “a volta da aroeira no lombo de quem mandou dar”…

Leiam abaixo a análise crua e real da crise do Império, e se preparem para qualquer coisa que, com certeza, não será boa pra nós…
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O PONTO A QUE CHEGAMOS: O MUNDO NAS MÃOS DO TEA PARTY

Os republicanos querem manter Obama sob rédea curta e aprovar uma elevação do endividamento público dos EUA suficiente para mais seis meses à base de pão e água. Depois, negociam mais meia cuia de água. Assim por diante, até Obama chegar às eleições de 2012 como um cachorro velho, mudo e sem dente. Um cão arrastado pelo rabo. Mas a extrema direita do partido, meia centena de membros do Tea Party, acha pouco e entornou o caldo da votação do pacote conservador na Câmara, deixando as finanças do mundo de cabelos em pé. O Tea Party quer recolher Obama/’a gastança’ na carrocinha. já. Um clamor uníssino de vozes cortou a narrativa dominante do Financial Times ao Globo, qualificando os indômitos seguidores de Sarah Palin de demenciais. É preciso cautela. O  Tea Party pode ser tudo, mas não é um hospício encastoado na alavanca republicana que embalou Bush, concluiu a desregulação das finanças até o colapso de 2008, dizimou o Iraque, retalhou o Afeganistão e agora incendeia a Líbia, entre outras miudezas do ramo. O neonazista norueguês que encravou balas dum-dum nas vísceras de um pedaço da juventude progressista do seu país tampouco é um demente, como querem rapidamente resolver o caso certos veículos e personagens do conservadorismo urbi et orbi. Tea Patty e Andres Behring Breivik  são um produto refinado da história. De anos –décadas–  de ódios e pregação conservadora contra o Estado, contra a justiça fiscal; contra o pluralismo religioso; contra os valores que orientam a convivência compartilhada. Sobretudo, o princípio da igualdade e da solidariedade que norteia a destinação dos fundos públicos à universalização do amparo aos doentes, à velhice, aos desempregados, aos famintos, aos loosers brancos ou negros, nacionais ou imigrantes. Breivik e o Tea Party assimilaram o cânone.  Se agora escapam ao criador, louve-se a competência da madrassa  neoliberal. Na crise, ambos apenas confirmam a esférica densidade da formação que receberam e investem contra a sociedade. Com fé no mercado e o dedo no gatilho.

(Carta Maior; 6º feira, 29/07/ 2011)

sexta-feira, 29 julho, 2011 Posted by | Comentário, Repassando... | , , | Deixe um comentário

O tucano anão perdeu o poleiro…

Via conversaafiada.com.br

Cerra lidera. De baixo para cima

    Publicado em 28/07/2011

Saiu no Blog do Thomas Jefferson um dos fundadores da República, segundo a Folha (*):

Ainda precisa de prévias?

A Vox Populi mostra que, embora apresente a maior rejeição entre os candidatos (18%), Marta Suplicy é hoje o nome mais forte do PT na disputa para a prefeitura paulistana, liderando-a até mesmo quando o nome do tucano José Serra aparece no cartão de opções (29% x 24%). Na espontânea (aquela em que o eleitor diz o 1º nome que lhe vem à cabeça), uma surpresa: o tucano ficou atrás de Marta (9%) e Kassab (6%), empatando com Maluf (3%).

(*) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque  publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista  Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da  investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC  com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um  filho; que matou o Tuma e depois o ressuscitou; e que é o que é,  porque o dono é o que é; nos anos militares, a Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores

quinta-feira, 28 julho, 2011 Posted by | Repassando... | , | Deixe um comentário

O pior inquilino do mundo…

Que criatividade…
Você mora de aluguel?
Se sente infeliz?
Então talvez lhe conforte saber que existem
pessoas em situação pior que a sua.
O pior inquilino é o espermatozóide.Mora com milhões de irmãos na casa do cacete.
O apartamento é um ovo.
O prédio é um saco.
Os vizinhos da frente, uns pentelhos.
O de traz, só faz merda.
E o proprietário quando fica duro bota todo mundo pra fora.
E você ainda reclama da vida!!!!

quinta-feira, 28 julho, 2011 Posted by | Repassando... | , , | Deixe um comentário

Será que as elites brasileiras vão importar o norueguês louco?

25 Jul

Por Brizola Neto

Viva a disfuncionalidade do Brasil!

O assassino em massa norueguês Anders Behring Breivik cita o Brasil, no manifesto racista que divulgou na internet, como um exemplo do que a “mistura de raças” produz em uma nação.

Segundo sua mente transtornada pelo ódio, seríamos assim “por causa da “revolução marxista brasileira”, o Brasil teria se tornado uma mistura de raças o que se mostrou uma “catástrofe” para o país que é “de segundo mundo” com um baixo nível de coesão social. Os resultados seriam os altos níveis de corrupção, baixa produtividade e conflitos entre as diferentes culturas”.

Breivik é um doente, mas a forma que sua doença assume é moldada por um caldo de cultura que existe aqui também, embora nem todos os que pensam como ele vão sair fuzilando dezenas de jovens. Mas ele existe e tem muita gente que está mergulhada nele e, mesmo sem verbalizar ou escrever isso, acha que o Brasil negro, mestiço, cafuzo, mulato, é a praga e o atraso deste país.

Cheios de dedos, para não explicitar seu racismo social, o que eram os que reclamavam daquela “gente diferenciada”  que uma estação do Metrô traria a Higienópolis?

Mas deles a gente está cansado de falar.

Nós também temos culpa nisso.

Porque paramos de celebrar, por nos agarrarmos – usando a expressão do próprio terrorista, em seu manifesto – à idéia de tribo, de grupo fechado por alguma razão: etnia, gênero, ideologia, a riqueza da diversidade.

A maior perversidade da discriminação é essa: a de nos cegar para vermos a riqueza de nossa igualdade humana.

Estamos, com razão e por dever, tão presos a afirmar os direitos de grupos – e todos eles os têm e são invioláveis –  que descuidamos de proclamar a maravilha de nossa grande – por que não assumir a palavra – disfuncionalidade.

Porque o ser humano não é uma função. Não é uma peça, um produto, algo feito em série, para cumprir um papel.

O milagre do povo brasileiro não é apenas respeitar a diversidade, mas ter forjado nela uma unidade nessa tão rica e una diferença.

Disfuncional, para aquele lunático terrorista.

Desprezível, para nossas elites, que nos consideram, por isso, inferiores, embora não tenham mais coragem de afirma-lo com todas as letras, o que não os impede de colocar cercas eletrificadas, insulfilme e, sobretudo, de aderir e aplaudir a ideia de que este país seja de todo o seu povo.

Que falta nos faz um Darcy Ribeiro agora – e como nossa intelectualidade se empobreceu por não produzi-los às centenas – que proclame nossa miscigenação como virtude e avanço, e não esqueça dela porque tenha medo de dizer que ela é boa, porque soma todos os que somos iguais: negros, brancos, amarelos, índios e até nossos noruegueses.

Como debocharam da ideia generosa do “socialismo moreno” que ele, Darcy, e Leonel Brizola, apregoaram diante de seus narizes torcidos, tentando dizer que, numa sociedade justa, aberta e igualitária, todos nós em algumas gerações, seríamos da mesma cor, feita de todas as cores.

Como zombaram da ideia de uma “civilização dos trópicos, por acharem boa, mesmo, aquelas que produzem desvios assim. E não é de hoje, vide as barbaridades coloniais, depois o nazismo e estes seus filhos tardios.

Não temos de ser funcionais, o que nada tem a ver com não sermos racionais.

Um país, como ser humano, vive em busca da felicidade.

E felicidade é um estado de alegria coletiva, de aceitação, do que o Frei Leonardo Boff dizia ser a festa, onde as pessoas dizem sim a todas as coisas.

É, porque a gente precisa entender e sentir que o não só tem sentido, quando se nega o sim para alguém. Nós não temos ódio, mas não descuidamos de lutar pelo direito – e o dever –  de amar.

É isso: só o que temos contra nossas elites é não aceitar que o povão seja gente. O Rolex e a futilidade a gente aceita e tolera.

E ainda pergunta que horas são.

terça-feira, 26 julho, 2011 Posted by | Repassando... | , , | Deixe um comentário

Os Murdochs brasileiros não perdoam nem o futebol…

Teixeira e a Globo são o Murdoch do Brasil. E não duram muito

    Publicado em 25/07/2011

Nenhum político inglês ousava contrariar Murdoch.

Ele escolhia os primeiros ministros e decidia a política externa que melhor servia a seus interesses comerciais, ou seja, aos Estados Unidos.

Foi o que ele fez ao pressionar o primeiro ministro Tony Blair a se conformar ao papel de George Bush no Iraque.

Murdoch controlava uma paixão nacional inglesa: as revelações dos tablóides inescrupulosos.

A imprensa “séria” não tocava em Murdoch.

O  Judiciário fazia vistas grossas.

Murdoch e a Metropolitan Police, a Scotland Yard, serviam um ao outro.

Até que …

Barack Obama se recusou a dar entrevista à Fox News de Murdoch: não era uma rede de televisão, mas instrumento político do Partido Republicano.

O repórter Nick Davies do jornal inglês The Guardian entrou na sala do editor chefe, Alan Rusbridger e perguntou se ele se interessava pela informação de que o filho de Murdoch, James, tinha feito um acordo secreto para pagar um milhão de dólares e abafar provas de comportamento criminoso dentro da empresa.

(Leia na revista Época, pág. 62.)

A apuração de Nick tambem interessou o New York Times, que passara a enfrentar Murdoch diretamente no mercado americano, com a compra – e a subsequente degradação – do Wall Street Journal.

Rusbriger resume o desfecho provisório da denúncia contra o ex-todo poderoso Murdoch:

o fechamento de um jornal lucrativo, o News of the World;

o fracasso da compra de uma empresa de teve a cabo e uma espécie de CNN européia;

a desmoralização da Scotland Yard;

a classe política foi obrigada a desnudar-se diante de uma opinião pública perplexa;

e repulsa generalizada a um Al Capone que edita jornais como se contrabandeasse uísque falso do Canadá.

Além do desmantelamento da Ley de Medios inglesa, que se mostrou incapaz de coibir o generalizado e criminoso sistema de grampos e a cumplicidade da Polícia em abastecer a imprensa de esgoto de Murdoch.

Nenhum político brasileiro ousa enfrentar a Globo.

(Com três exceções: Leonel Brizola, Garotinho e Roberto Requião.)

A Globo parece imbatível – como Murdoch.

A Globo controla uma paixão nacional: o futebol.

O Campeonato Nacional e a Seleção Nacional.

Ela ganha dinheiro com isso, como Murdoch com a vida íntima da família real, tal qual exposta nos tablóides.

A Globo derruba o técnico, escala os jogadores, decide onde jogam a seleção e os clubes, e a que horas.

Porque a Globo tem um parceiro poderosíssimo – e que pode ser a corda com que ela se enforcará.

É Ricardo Teixeira.

Como Murdoch e a Globo, nenhum político ousa enfrentar Teixeira.

A mídia “séria”, aqui chamada de PiG (*), poupa Teixeira.

O Ministro dos Esportes trata Teixeira como um Chefe de Estado.

A Justiça ignora Teixeira.

O Ministério Público foge mais do Teixeira do que do Daniel Dantas.

Uma CPI que incriminou Teixeira 11 vezes teve o efeito desastroso de aguar (um pouco) o chopp que ele servia num restaurante no Jockey Club do Rio.

Teixeira move a Globo e por ela é movido.

É o veículo flex da política nacional.

Ainda mais que vem aí a Copa.

E quem ousaria enfrentar a Gloteixeira ?

É aí que reside o perigo.

Um outro repórter inglês, Andrew Jennings, a serviço da BBC, escreveu o livro “Jogo Sujo” e, num documentário , fez a pergunta que retirou a primeira pedra da monumental arquitetura: Mr. Teixeira, did you accept the bribe ?

A Justiça da Suíça apura se Teixeira aceitou a propina e, depois, como o sogro, Havelange, teve que devolver para abafar o caso.

Se o Ministro dos Esportes, Orlando Silva,  e o do Exterior, Antônio Patriota, quisessem proteger a biografia, apresentavam o Brasil à Justiça da Suíça como interessado em acompanhar o processo e descobrir se Mr. Teixeira accepted the bribe.

O dono da Copa se dá a receber – e devolver – propinas ?

Não basta perder quatro pênaltis  ?

Murdoch despiu a Inglaterra.

É um desses escândalos que magoam a alma de uma Nação e expõem as vísceras.

O povo inglês se viu num óleo de Lucien Freud e se envergonhou do que viu.

A imprensa de Murdoch instalou a Inglaterra e os Estados Unidos num reality show.

Como o reality show da Globo e Teixeira: onde ganha o mais malandro, o esperrrto, que faz o que quer, numa boa.

E se alguém percebe fica por isso mesmo.

Quem ousaria punir ou contestar o dono do circo.

De todos os circos ?

Só que é na frente de todo mundo.

Num futebol de quinta categoria.

Numa seleção que não vai para a semifinal.

E a Globo e Teixeira ganham um monte de dinheiro.

Trinta milhões para organizar festa de uma noite só !

A Globo e Teixeira, juntos, estão acima do certo e do errado.

É uma aliança que escreve a sua própria Ética, o próprio código de conduta.

Como Murdoch.

Mas, Ricardo Teixeira e a Globo correm o risco de, eles mesmos, serem lançados numa sala fechada, envidraçada , com as luzes acesas.

E lá fora, uma Nação indignada.

Furiosa.

Quem manda  manipular a paixão de um povo ?

Paulo Henrique Amorim

segunda-feira, 25 julho, 2011 Posted by | Repassando... | , , | Deixe um comentário

Eis aí a imprensa livre e socialmente (ir)responsável das democracias…

O jornalismo industrial-militar de Murdoch


Blair telefonou para Murdoch repetidas vezes antes de comprometer as tropas britânicas na guerra do Iraque, em 2003, a qual foi fortemente apoiada pelos jornais de Murdoch em todo o mundo.
Isso aumenta esse escândalo milhões de vezes. Temos um chefe de estado democraticamente eleito articulando com seu benfeitor secreto com o objetivo de trazer a guerra ao planeta. Este é o jornalismo industrial-militar, é o conluio na guerra para fazer dinheiro. Esse escândalo não é sobre Murdoch, mas sobre todos os que praticam o jornalismo. É hora de nos perguntarmos: de quem, afinal, somos aliados? O artigo é de Robert Koehler.
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segunda-feira, 25 julho, 2011 Posted by | Repassando... | , , , | Deixe um comentário