Livre pensar é só pensar!

Para não desligar os neurônios

A “incompetente” Petrobrás nos salva da “eficiente” Chevron…

18 Nov
Via tijolaço.com.br

Que lição! Petrobras socorreu a incapaz Chevron…

A fonte não poderia ser mais insuspeita: é O Globo quem diz que foi a Petrobras, que opera o campo de Roncador, vizinho ao de Frade, que encontrou óleo no mar, avisou a Chevron e ainda emprestou os dois robôs  submarinos necessários para identificar a origem e começar a combater o vazamento de petróleo.

Emprestou porque o equipamento da Chevron, diz o jornal, “tinha capacidade limitada de operação e não  conseguia fazer uma  leitura precisa das coordenadas do local de onde  vinha o petróleo”. E os robôs submarinos da Petrobras tinham e conseguiam.

A Chevron não é uma empresa inexperiente e sem equipamentos ou tecnologia. So que não se acanha de trabalhar aqui com equipamento limitado ou obsoleto, porque se sabe poderosa. Ao ponto de passar uma semana distribuindo press-releases e fotos mentirosas do vazamento e não ser questionada pela imprensa, como ocorreu.

Agora, os jornais falam em falta de transparência e os ambientalistas protestam. Muito bem, é o correto. Como foi incorreto seu silêncio.

Que episódio tristemente exemplar do comportamento colonizado de nossa elite “pensante”. Aceitou passivamente o “la garantía soy yo” da petroleira americana. Não foi atrás de um dado, de informações, de elementos. Era a Chevron, uma das “sete irmãs” do petróleo quem dizia, para quê?

Quis o destino que devamos também a um americano – um simples geógrafo, John Amos, do site Skytruth – a chance que tivemos de furar este bloqueio de servilismo. Foi ele, com a interpretação de fotos – públicas, por sinal – de satélites,  conseguiu demarcar o tamanho imenso da mancha de óleo. E a blogosfera – aliás, aos “blogueiros sujos” como nos chamam os “limpinhos”  da grande mídia – difundiu a verdade com que não contavam.

Na cabeça servil dos colonizados não entra o entendimento de que, para o Brasil, a Petrobras não é apenas uma empresa para furar poços e tirar petróleo como as demais. Não conseguem entender que é ela, e mais ninguém, quem tem a tecnologia, os equipamentos e o conhecimento para que essa perigossíssima atividade – e mais ainda no mar – possa ser feita em segurança e tenha uma fiscalização correta.

O resto, sobretudo a ANP, não tem tamanho, capacidade e, sobretudo, tamanho e conhecimento para se relacionar, de forma altiva e corajosa, com essas gigantes que estão por aqui. E que não podem ficar, se os seus métodos de trabalho forem os que estão sendo revelados na Chevron

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sábado, 19 novembro, 2011 Posted by | Repassando..., Uncategorized | , , | 2 Comentários

Na democracia, quem vence são os fortes…

Internacional| 19/11/2011
Via cartamaior.com.br

Goldman Sachs: como criar uma crise e governar o mundo

Muitos dos homens que fabricaram o desastre foram chamados agora para tomar as rédeas de postos chaves e com a missão de reparar, ao custo do bem estar da população, as consequências dos calotes que eles mesmos produziram. O banco de investimentos Goldman Sachs conseguiu uma façanha pouco frequente na história política mundial: colocar os seus homens na direção dos governos europeus e do banco que rege os destinos das políticas econômicas da União Europeia. Mario Draghi, o atual presidente do BC Europeu, Mario Monti, presidente do Conselho Italiano, Lukas Papademos, o novo primeiro ministro grego, todos pertencem à galáxia do Goldman Sachs. O artigo é de Eduardo Febbro.

Eduardo Febbro – Correspondente da Carta Maior em Paris

A história poderia satisfazer a todas as expectativas dos adeptos das teorias da conspiração: onde está o poder mundial? A resposta cabe num nome e num lugar: na sede do banco de investimentos Goldman Sachs. O banco estadunidense conseguiu uma façanha pouco frequente na história política mundial: colocar os seus homens na direção dos governos europeus e do banco que rege os destinos das políticas econômicas da União Europeia. Mario Draghi, o atual presidente do Banco Central Europeu, Mario Monti, o presidente do Conselho Italiano que substituiu a Silvio Berlusconi, Lukas Papademos, o novo primeiro ministro grego, todos pertencem à galáxia do Goldman Sachs.
Desses três responsáveis, dois, Monti e Papademos, formam o anexo avançado da política pela tecnocracia econômica, pertencem à rede que o Goldman Sachs teceu no Velho Continente e, em graus diversos, participaram nas mais truculentas operações ilícitas orquestradas pela instituição estadunidense. Além do mais, não são os únicos. Pode-se também mencionar Petros Christodoulos, hoje à frente do organismo que administra a dívida pública grega e que no passado recente foi presidente do Banco Nacional da Grécia, a quem o Goldman Sachs vendeu o produto financeiro hoje conhecido como “swap” e com o qual as autoridades gregas e o Goldman Sachs orquestraram a maquiagem das contas gregas.
O dragão que protege os interesses de Wall Street conta com homens chave nos postos mais decisivos, e não só na Europa. Henry Paulson, ex presidente do Goldman Sachs, foi em seguida nomeado Secretário do Tesouro estadunidense, ao passo que William C. Dudley, outro alto funcionário do Goldman Sachs, é o atual presidente do Federal Reserve de Nova York. Mas o caso dos responsáveis europeus é mais paradigmático. A palma de ouro quem leva é Mario Draghi, o atual presidente do Banco Central Europeu, que foi vice presidente do Goldmann Sachs para a Europa entre os anos 2002 e 2005.
Neste posto, Draghi teve um desempenho mais do que ambíguo. O título de seu cargo era “empresas e dívidas soberanas”. Precisamente nesse cargo Draghi teve como missão vender o produto incendiário “swap”. Este instrumento financeiro é um elemento determinante no ocultamento das dívidas soberanas, quer dizer, na maquiagem das contas gregas. Esse engodo foi a astúcia que permitiu que a Grécia se qualificasse para fazer parte da zona do euro. Tecnicamente e com o Goldmann Sachs como operador, tratou-se de então de transformar a dívida externa da Grécia numa dívida em euros. Com isso, a dívida grega desapareceu dos balanços negativos e o Goldmann Sachs ganhou uma vultuosa comissão.
Depois, em 2006, o banco vendeu parte desse pacote de swaps ao principal banco comercial do país, o Banco Nacional da Grécia, dirigido por outro homem do Goldmann Sachs, Petros Christodoulos, ex trader do Goldmann Sachs e…atualmente diretor do organismo de gestão da dívida da Grécia, que o mesmo e os já mencionados contribuíram para primeiro mascarar e depois, incrementar. Mario Draghi tem um histórico pesado. O ex presidente da República italiana Francesco Cossiga acusou Draghi de ter favorecido o Goldmann Sachs em contratos importantes, quando Draghi era diretor do Tesouro e a Itália estava em pleno processo privatizador.
O certo é que o agora presidente do Banco Central Europeu aparece massivamente indicado como o grande vendedor de swaps em toda a Europa.
Nesse entrevero de falsificações surge o chefe do executivo grego, Lukas Papademos. O primeiro ministro foi governador do Banco Central grego entre 1994 e 2002. Esse é precisamente o período em que o Sachs foi cúmplice de ocultamento da realidade econômica grega e, enquanto responsável pela entidade bancária nacional, Papademos não podia ignorar o engodo que estava montando. As datas em que o cargo coincidem com a operação da montagem. Na lista de notáveis Mario Monti o segue. O atual presidente do Conselho Italiano foi conselheiro internacional do Goldmann Sachs desde 2005.
Em resumo, muitos dos homens que fabricaram o desastre foram chamados agora para tomar as rédeas de postos chaves e com a missão de reparar, ao custo do bem estar da população, as consequências dos calotes que eles mesmos produziram. Não cabe dúvida de que existe o que os analistas chamam de “um governo Sachs europeu”.
O português Antonio Borges dirigiu até há pouco – acaba de renunciar – o Departamento Europeu do Fundo Monetário Internacional. Até 2008, Antonio Borges foi vice presidente do Goldmann Sachs. O desaparecido Karel Van Miert – Bélgica – foi Comissário Europeu da Competição e também um quadro do Goldmann Sachs. O alemão Ottmar Issing foi sucessivamente presidente do Bundesbank europeu, conselheiro internacional do Sachs e membro do Conselho de Administração do Banco Central Europeu. Peter O’Neill é outro homem do esquema: presidente do Goldmann Sachs Asset Management, O’Neill, apelidado de “o guru” do Goldmann Sachs, é o inventor do conceito de BRICS, o grupo de países emergentes composto por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. O’Neill é acompanhado por outro peso pesado, Peter Sutherland, ex presidente do Goldmann Sachs Internacional, membro da seção “Europa” da Comissão Trilateral – o mesmo que Lukas Papademos – ex integrante da Comissão de Competição na União Europeia, Procurador Geral da Irlanda e mediador influente no plano que culminou com o resgate da Irlanda.
Alessio Rastani tem toda razão. Este personagem que se apresentou perante o BC como um trader disse há algumas semanas: “os políticos não governam o mundo. O Goldmann Sachs governa o mundo”. Sua história é exemplar, de jogo duplo, como as das personalidades e carreiras dos braços mundiais do Goldmann Sachs. Alessio Rastani disse que ele era um trader londrino, mas que depois se descobriu que trader não era e poderia ser parte do Yes Men, um grupo de ativistas que, através da caricatura e da infiltração na mídia, denunciam o liberalismo.
Entrará para as páginas da história mundial da impunidade a figura desses personagens. Empregados por uma firma estadunidense, eles orquestraram um dos maiores calotes já conhecidos, cujas consequências hoje estão sendo pagas. Foram premiados com o timão da crise que eles produziram.
Tradução: Katarina Peixoto

Fotos: Maringoni

sábado, 19 novembro, 2011 Posted by | Repassando... | , , , | Deixe um comentário

Até parecem a Globo…Ah! Se fossem a Dilma e o Lula!

15 de novembro de 2011 às 23:43

Luiz Cláudio Cunha: Vexame em Cannes

por Luiz Cláudio Cunha, no Observatório da Imprensa

O fato mais retumbante da fracassada reunião do G-20, dias 3 e 4/11, em Cannes, não saiu em nenhum comunicado oficial, nem nas entrevistas dos líderes das 20 nações mais ricas deste planeta empobrecido. Num descuido técnico capaz de matar de inveja ao inconfidente Julian Assange, vazou no sistema de som da cúpula um diálogo inacreditável dos presidentes da França, Nicolas Sarkozy, e dos Estados Unidos, Barack Obama, desancando um amigo ausente, o premiê de Israel, Benjamin Netanyahu.

Os jornalistas receberam seus equipamentos de tradução simultânea, enquanto aguardavam a chegada de Sarkozy e Obama para a entrevista coletiva. Os dois presidentes, com aquela sinceridade que só habita documento secreto vazado pelo WikiLeaks, falavam em privado, na sala ao lado, o que nunca diriam em público sobre o primeiro-ministro israelense.

“Não posso nem vê-lo. É um mentiroso”, bufou Sarkozy, em francês. “Se você está cansado, imagina eu, que tenho de lidar com ele todos os dias”, ecoou Obama, sob o solitário testemunho do intérprete. Um descuido jogou esta conversa franca no sistema de som que os jornalistas haviam recebido, minutos antes da coletiva iminente.

Mais espantoso do que o tom cabeludo do papo presidencial entre dois tradicionais aliados de Israel foi o comportamento cúmplice da grande imprensa, que se mostrou uma aliada ainda mais incondicional de Sarkozy e Obama. Esta conversa aconteceu numa quinta-feira (3/11), numa sala reservada do suntuoso Palais des Festivals de Cannes, e foi ouvida casualmente por seis jornalistas de grandes órgãos internacionais, que ainda testavam seus fones de ouvido. Um deles era da Associated Press (AP), uma gigantesca agência de notícias que abastece 1.700 jornais e 5.000 rádios e TVs em 120 países. Outro era da Reuters, a maior e mais antiga agência do mundo, com 14 mil funcionários falando 20 idiomas em mais de 200 grandes cidades do mundo. Apesar disso, ninguém ficou sabendo da conversa ouvida por acaso pelos jornalistas simplesmente porque os jornalistas ocultaram a notícia.

Cortesões do poder

Uma das anônimas testemunhas dessa gafe histórica explicou à agência estatal France Presse (3.000 funcionários em 110 países, com notícias em seis idiomas) a razão de seu deliberado mutismo: “Nós fomos avisados para sermos prudentes e proteger as pessoas do Palácio Eliseu, com as quais trabalhamos todos os dias, e acima de tudo sobre a natureza da conversa, que poderia ser explosiva”.

Outro jornalista, mais servidor público do que servidor do público, o israelense Gidon Kutz, de uma rádio oficial de Tel-Aviv, explicou que os repórteres acharam melhor esconder o que ouviram por “uma questão de correção” e por uma inesperada cortesia com os anfitriões: “Eles não quiseram embaraçar o serviço de imprensa do Governo Sarkozy”.

A rede britânica BBC acrescentou outra vergonhosa explicação dos jornalistas que decidiram dissimular a notícia: “A divulgação do diálogo poderia constranger Sarkozy”, disseram, ocultos no anonimato e encharcados de constrangimento por seu mau profissionalismo.

Com esse inusitado pacto de silêncio, a conversa sem censura de Sarkozy e Obama acabou sendo vítima de uma inusitada autocensura dos repórteres que testemunharam a derrapada presidencial mas preferiram ser servis ao poder, em vez de servir ao público a que deveriam informar. Tudo isso ficou sepultado num obsequioso sigilo durante cinco dias. A conversa vazada da quinta-feira (3) só ganhou as manchetes do mundo na terça-feira (8/11), por obra e graça de um site francês especializado nos bastidores da mídia eletrônica, o Arrêt Sur Images(ASI), algo como “Imagem sob Julgamento”. Os jornalões brasileiros só deram a notícia uma semana depois (quinta, 10/11).

Carne com cenoura

Sustentado apenas pelos assinantes e sem espaço para publicidade, o ASI fez o que o resto da imprensa não conseguiu fazer – reconheceu o conteúdo da conversa vazada como de “utilidade pública” e fez dela um “furo” de repercussão mundial, com esta manchete: “Netanyahu ‘mentiroso’ – a conversação secreta de Obama e Sarkozy”. Até as grandes agências de notícias, que tinham afanado a informação, foram obrigadas a reproduzir a gafe mundo afora para não ampliar o vexame. Ela ganhou destaque até nos sites dos maiores jornais de Israel, com exceção do diário Israel Hayom, conhecido por sua notória intimidade com o premiê Netanyahu desde que foi lançado, em 2007.

O site Arrêt Sur Images é dirigido pelo jornalista Daniel Schneidermann, 53 anos, que escreve semanalmente sobre TV nos jornais Le Monde e Libération. O sucesso de seus comentários o levou a criar em 1995 um programa no canal estatal France 5 com um objetivo claro: “A vocação de Arrêt Sur Images é a reflexão crítica sobre as mídias”. Os jornalistas de TV, incomodados com essa espécie de “observatório televisivo”, apelidaram o programa semanal de Schneidermann de boeuf-carottes (carne com cenoura), gíria francesa para uma repartição pública, a IGS, conhecida como “a polícia das polícias”. Tinha uma audiência média de 7%, o que representava mais de 700 mil telespectadores, mas a fricção interna na rede estatal levou à sua exclusão da grade de programação em setembro de 2007.

Dias depois de sair do ar na TV, o Arrêt Sur Images voltou pela internet, com o mesmo nome e ousadia. Até o blog ganhar visibilidade mundial com o “furo” inesperado de Cannes.

A questão que fica sem resposta não é o previsível mal-estar que dominará os futuros encontros entre os líderes dos Estados Unidos, França e Israel, agora desnudados pela conversa nua e crua de Sarkozy e Obama.

A grande, desafiadora pergunta que paira no ar sobrevoa a gafe monumental da grande imprensa mundial surpreendida em flagrante delito: o que levou à deliberada ocultação de uma notícia de evidente interesse público, de forte implicação política, de grave repercussão internacional no contexto das relações diplomáticas?

A ferida e o manto

É inacreditável que experientes profissionais de grandes órgãos e de redes de comunicação de alcance planetário se vejam, de repente, enredados em questões menores, mesquinhas, provincianas. Não cabe aos jornalistas, em nenhuma circunstância, o delito de esconder deliberadamente uma notícia sob o falso argumento de que ela possa “constranger” o poder ou a autoridade pública.

Nada constrange mais do que a autocensura ou o servilismo da imprensa às instâncias do poder, público ou privado. A imprensa e seus profissionais vivem e dependem da fé pública que deriva de sua eterna vigilância e de sua permanente independência em relação aos governos e aos governantes, em todos os tempos, em todos os lugares.

Os repórteres enviados a Cannes não estavam lá a passeio, para aproveitar as delícias da Promenade de la Croisette, a charmosa avenida a beira-mar lambida pelo sereno Mediterrâneo. Diante do inesperado vazamento, não cabia a eles “proteger” os descuidados funcionários do Palácio Eliseu ou evitar embaraços aos presidentes distraídos. Uma das virtudes dos bons jornalistas é justamente embaraçar governantes e expor as falhas de suas administrações.

Esconder uma notícia não é “uma questão de correção”. É exatamente o contrário. Quando se estabelece um sistema de cumplicidade e uma prática de quadrilha para fazer o que não é correto e para cometer um ato servil que subverte a função essencial do bom jornalismo, abre-se uma ferida de mau comportamento que exige uma discussão aberta e transparente, sem códigos de silêncio ou conluios de sigilo, todos envergonhados, todos vergonhosos.

É surpreendente descobrir que, oculto por trás da grande gafe presidencial de Cannes, havia algo ainda maior, ainda pior: um grave vazamento ético de má conduta da imprensa. A única forma de estancá-lo é abrir, já, um amplo debate sobre este monumental erro coletivo, que abafa até o jornalista mais inocente sob o espesso manto do constrangimento.

Luiz Cláudio Cunha é jornalista
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PS: a imagem, capturada via Google, foi inserida por este blogueiro

quarta-feira, 16 novembro, 2011 Posted by | Repassando... | , , | Deixe um comentário

Professores: apesar de também falharem em suas responsabilidades, eles acertaram…

Quarta-feira, 16 de Novembro de 2011 10:52

(repassada pelo navegante Carlos Germer)

MENSAGEM TELEFÔNICA  CRIATIVA DE UMA ESCOLA Esta é a mensagem que os professores de  uma escola decidiram gravar na secretária eletrônica.
A escola cobra responsabilidade dos alunos  e dos pais perante as faltas e trabalhos de casa e, por isso, ela e os professores estão  sendo processados por pais que querem que seus filhos sejam  aprovados, mesmo com muitas faltas e sem fazer os trabalhos escolares. Eis a mensagem gravada:
– Olá! Para que  possamos ajudá-lo, por favor, ouça todas as opções:
– Para mentir sobre o motivo das faltas do seu filho – tecle 1.
– Para dar uma desculpa por seu filho não ter feito o  trabalho de casa – tecle 2.
– Para se queixar sobre o que nós fazemos – tecle 3.
– Para insultar os professores – tecle 4.
– Para saber por que não foi informado sobre o que consta no  boletim do seu filho, ou em diversos documentos que lhe enviamos – tecle 5.
– Se quiser que criemos o seu filho – tecle 6.
– Se quiser agarrar, esbofetear ou agredir alguém – tecle 7.
– Para pedir um professor novo pela terceira vez este ano –  tecle  8.
– Para se queixar do transporte escolar – tecle 9.
– Para se queixar da alimentação fornecida pela escola – tecle 0.
– Mas se você já compreendeu que este é um  mundo real, e que seu filho deve ser responsabilizado pelo próprio  comportamento, pelo seu trabalho na aula, pelas tarefas de casa, e que a  culpa da falta de esforço do seu filho não é culpa do professor, desligue e tenha um  bom dia!REPASSE  PRA UM AMIGO PROFESSOR OU PROFESSORA DE SUA LISTA. PODE SER QUE MAIS ALGUÉM QUEIRA FAZER A  MESMA COISA QUE ESTA ESCOLA FEZ._______________________________________________________________________________________________________________________

 

quarta-feira, 16 novembro, 2011 Posted by | Repassando... | , , | Deixe um comentário

Se praga de urubu magro pegar em cavalo gordo…

terça-feira, 15 novembro, 2011 Posted by | Repassando... | , , , | Deixe um comentário

Novidade…(II)

Calmon: tem criminoso de colarinho branco preso ?

    Publicado em 15/11/2011
    Via Conversaafiada.com.br

Calmon não recua: sim, há criminosos de toga!

O Conversa Afiada reproduz texto do Globo:

Eliana Calmon reafirma que há ‘bandidos de toga’

SÃO PAULO – A corregedora nacional de Justiça, a ministra Eliana Calmon, reafirmou na noite desta segunda-feira que há, na magistratura brasileira, “bandidos de toga” e que sua declaração polêmica não foi contestada pelos corregedores de Justiça do país, responsáveis por investigar juízes de primeira instância. Em entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura, a ministra afirmou ainda que o problema da magistratura não está na primeira instância, mas nos tribunais.

– Os juízes de primeiro grau tem a corregedoria. Mesmo ineficientes, as corregedorias tem alguém que está lá para perguntar, para questionar. E existem muitas corregedorias que funcionam muito bem. Dos membros dos tribunais, nada passa pela corregedoria. Os desembargadores não são investigados pela corregedoria. São os próprios magistrados, que sentam ao lado dele, que vão investigar – criticou a ministra.

Eliana Calmon defendeu a atuação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), cuja capacidade de investigar e punir magistrados está sendo questionada pela Associação dos Magistrados do Brasil (AMB) no Supremo Tribunal Federal.

– O CNJ, na medida que também é órgão censor, começa a investigar comportamentos. Isso começa a desgostar a magistratura – disse a ministra.

Para Eliana, os maiores adversários do CNJ são as associações de classe, como a própria AMB:

– Não declaram, mas são contra. A AMB é a que tem maior resistência – disse ela, que concluiu: – De um modo geral, as associações defendem prerrogativas: vamos deixar a magistratura como sempre foi. São dois séculos assim.

Sobre a falta de punição aos magistrados, embora existam centenas de denúncias, a ministra respondeu:

– Vou colocar de outra maneira: o senhor conhece algum colarinho branco preso?

A ministra explicou a circunstância da declaração sobre os “bandidos de toga” e minimizou a gravidade da acusação:

– Eu sei que é uma minoria. A grande maioria da magistratura brasileira é de juiz correto, decente, trabalhador. A ideia que se deu é que eu tinha generalizado. Eu não generalizei. Quando eu falei “bandidos de toga” eu quis dizer que alguns magistrados se valem da toga para cometer deslizes – disse ela, que defendeu sua posição: – Os corregedores reconhecem que aquilo que eu disse é o que existe.

terça-feira, 15 novembro, 2011 Posted by | Repassando... | , , , | Deixe um comentário

Se fosse vazamento da Petrobrás, ia ser manchete todo dia…

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Postado por Fernando Brito

As duas fotos aí de cima foram publicadas pelo blog SkyTruth ,especializado em interpretação de foto de satélites com fins ambientais, mantido pelo geógrafo John Amos, e registram em dois momentos o que é identificado como sendo a mancha de óleo provocada pelo vazamento no poço da Chevron-Texaco e que está sendo mantido na sombra pela imprensa.

Cheguei até elas pela dica do leitor Henrique, que parece ser mais eficiente que toda a imprensa brasileira reunida.

Aliás, os próprios releases dizem que há 18 navios trabalhando no combate ao vazamento. Devem ser navios-fantasmas, como é a direção da Chevron. Não têm nome, não têm comandante, não tem tripulação, não têm coordenadores. Não há uma pessoazinha que seja, com nome e sobrenome, que diga: “olha, as coisas aqui estão assim ou assado”.

Ninguém tem uma máquina fotográfica, uma filmadora, um reles celular que tire fotos. Internet, então, nem pensar.

Será que vamos ter que esperar que coloquem uma mensagem na garrafa, para que a nossa imprensa publique algo além de notas oficiais?

Atualização: a Chevron diz à ANP que a mancha tem 163 quilômetros quadrados de extensão e estima em até 880 barris o vazamento. Bem, se na mancha tiver 1o ml (uma tampinha de xarope) por metro quadrado, isso daria 1,6 milhões de litros, ou dez mil barris de petróleo (163 km2 = 163 milhões de metros quadrados. Que história mal contada! Nem as informações de release são coerentes, e ninguém questiona. Quem vai dar explicações ao país?

terça-feira, 15 novembro, 2011 Posted by | Repassando... | , , , | Deixe um comentário

Novidade…

terça-feira, 15 novembro, 2011 Posted by | Repassando... | , , | Deixe um comentário

Divisão do Grão-Pará: o que pensar a respeito?

Esta história sobre a divisão do Pará é antiga, a polêmica já rolava na década de 80, época em que representei o PT em um debate interpartidário sobre o tema “A quem interessa o Pará redividido?”, no início da abertura democrática. Naquela época, como hoje, as divergências eram muitas, o que é natural em um processo que envolve interesses econõmicos, políticos, culturais e territoriais atolados no pântano das contradições, dos interesses específicos e das paixões. E agora, como ontem, tenho a mesma posição pessoal (que à época combinava com o ponto de vista do Partido dos Trabalhadores que representei e que hoje pode não apresentar a mesma afinidade), posição esta que aqui recolocarei de forma mais detalhada.

Pensando no fato, vem-me à mente alguns questionamentos básicos:
1.  a divisão do Estado é necessária, indispensável?
2.  a divisão proposta é adequada?
3.  os interesses contra e a favor à divisão são louváveis e levam em conta o desenvolvimento regional?
4.  quais as perspectivas de cada parte do terrirório dividido, na lógica do desenvolvimento sustentável ?
5.  o processo democrático do plebiscito a ser utilizado será democraticamente justo?

A minha condição de nordestino pode, de certa forma, criar resistência às minhas idéias, mas ao mesmo tempo me dá um certo distanciamento emocional e, os meus 39 anos de Pará e de amor pela região, me dão a devida condição para colocar-me entre os extremos da paixão exacerbada e do pragmatismo oportunista. E, em assim sendo, espero estar contribuindo para a discussão em curso, da melhor forma que posso e na melhor das intenções. Além de mim, além dos meus interesses pessoais, como pai e avô amazônico que sou e como caboclo que me tornei…

Inicialmente, apresento a vocês o mapa da divisão proposta, com os principais indicadores sócioeconômicos de cada fatia do território da divisão proposta.

A primeira vista, dói o coração ver a terra pela qual temos sentimento de pertencimento, esquartejada. É como ver briga entre irmãos, como ver a Palestina sob muros, a Alemanha dividida, coisas assim… Mas a realidade em andamento não nos permite passionalismo, exige-nos reflexão para entender e tomar posição. Contra ou a favor, mas com convicção embasada na análise crítica e nos argumentos consistentes, sem esquecer que a neutralidade crítica, nestes casos, é bazófia de intelectual de torre-de-marfim. Então, vamos lá…

1.  a divisão do Estado é necessária, indispensável?
A história das sociedades humanas é a história de um retalhamento territorial contínuo (inclusive dos impérios antigos e coloniais que ruíram pela imensidão, em novos fatiamentos), seja pelas guerras territoriais, seja pelas semelhanças ou diferenças culturais, religiosas, etc. Mas há, no caso da Amazônia, uma dificuldade visível: a sua imensa extensão territorial a limitar a gestão do desenvolvimento generalizado e includente. Em áreas tão grandes, ocorre a tendência da polarização sócioeconômica de determinados espaços estratégicos em detrimento daqueles piores situados, uma grande disparidade entre os processos de urbanização e ruralização, onde as cidades-polos tornam-se espaços de urbanização selvagem (incapazes de absorverem adequadamente o grande fluxo migratório)  e  os interiores transformam-se em mundos invisíveis (de onde tudo sai e quase nada chega). No caso do Pará, as cidades de Belém, Santarém, Castanhal e Marabá são exemplos cristalinos das urbes selvagens em meio a milhares de localidades esquecidas de tudo e por todos (a não ser que ali seja descoberta uma riqueza inesperada e que as transformarão em formigueiros humanos a viverem na subhumanidade). E tendo todo este processo maluco de crescimento e parasitismo intraterritorial legitimado pela esfera política que se estabelece, hegemonicamente, nos grandes centros. Neste cenário, há que se pensar na divisão, como ocorreu nos antigos estados de Goiás e de Mato Grosso, que apresentavam este mesmo pecado de território excessivamente amplo e que foram bem sucedidas. E embora seja claro que esta divisão se dará sob a lógica dos respectivos centros polarizadores de cada território (no caso, Santarém, Marabá e Belém), estes centros estarão mais próximos das suas repectivas periferias, pelo menos potencialmente minimizando o abandono.Em assim sendo, esta divisão territorial é necessária e, mais cedo ou mais tarde, ocorrerá.

2.  a divisão proposta é adequada?
Na ótica dos recursos naturais ela é profundamente desigual, pois deixa ao Pará histórico apenas a sucata natural, com áreas integralmente devastada e pobres, dominadas pelo agronegócio incipiente das fazendas e da agricultura familiar descapitalizada e desassistida.
No cenário territorial, beneficia-se o proposto Estado do Tapajós (com metade do território paraense original) e com o sul do mesmo fadado a continuar como o grotão do abandono estatal, nos mesmos moldes de hoje.
Ambientalmente, será um desastre: os oportunistas e aventureiros do país e alhures desembarcarão de mala e cuia para acelerar a devastação, certamente com o apoio mais intensivo dos governos locais e territoriais, sedentos por ganhos financeiros e fundiários. No velho Pará, pior do que já está não poderá ficar, pois quase nada mais resta, a não ser resgatar produtivamente o território devastado por séculos de pilhagem extrativista.
No plano econômico, nada de diferente acontecerá: a pilhagem gerará riquezas para poucos, violência e pobreza para muitos, pois em ternos sócio-políticos o elenco político-partidário (da extrema-direita à extrema esquerda do espectro político) é da pior qualidade moral e pública. E como acho que o cenário político é o espelho da sociedade, não vejo no horizonte deste século possibilidades auspiciosas para os movimentos sociais alcançarem avanços significativos em termos de qualidade de vida. A natureza ainda existente, mais uma vez, ´tombará em vão, em proveito de poucos e soterrando muitos.
Assim, neste aspecto da adequação, nada a fazer, já que
uma divisão satisfatória para todos é impossível e as perspectivas, em qualquer delas, não são esperançosas do ponto de vista do desenvolvimento sustentável…

3.  os interesses contra e a favor à divisão são louváveis e levam em conta o desenvolvimento regional?
Não creio, em termos do universo populacional e político. A maioria das pessoas (confirmando o pensar do Velho Barbudo), levam em consideração os seus interesses pessoais e imediatos, pouco se inteirando dos aspectos complexos desta questão. A classe política (refletindo a sociedade regional que os elege) idem, tendo como foco não o desenvolvimento responsável e includente, mas o surgimento de novos núcleos de poder, mais parlamentos e parlamentares, mais governos e secretariados, ampliação do acesso ao poder regional. Com já fizeram há anos atrás, criando municípios inviáveis para gerar novos núcleos de parasitismo político. E, lamentavelmente, tenham a certeza: se aprovada a redivisão, dentro de uma década, veremos nas populações o mesmo sentimento de abandono social existente hoje em relação aos governantes e parlamentares.

4.  quais as perspectivas de cada parte do terrirório dividido, na lógica do desenvolvimento sustentável ?
Seriam boas, se os políticos regionais valessem a pena, se os movimentos sociais fossem mais maduros e o empresariado fosse menos ambicioso, menos oportunista e menos irresponsável. O Velho Pará, apesar de devastado,´possui uma infraestrutura de comunicação razoável, espaços para portos e agroindústrias próximas aos mercados compradores, áreas favoráveis a uma agropecuária sustentável (fruticultura, apicultura, piscicultura, etc), alem de áreas com vocação turística (como o arquipélago do Marajó). O proposto Estado de Carajás teria na mineração e na siderurgia ambientalmente responsável, na exploração madeireira sustentável e na agropecuária com tecnologias ecoeficientes, caminhos de futuro, incluindo aí o turismo ecológico. O pensado Estado do Tapajós, teria os mesmos caminhos, reforçando-se a vocação turística presente em suas paisagens e ambientes deslumbrantes.
Mas como disse inicialmente: teriam, se fossem outras as conjunturas político-partidárias e político-sociais…

5.  o processo democrático do plebiscito a ser utilizado será democraticamente justo?
Sim, pois cada eleitor terá o direito de votar caso-a-caso, na proposta de criação (ou não) de cada Estado novo. Claro que os paraenses do velho Grão Pará estão em maioria eleitoral, mas se a democracia se baseia na maioria (embora nem sempre espelhe a vontade da mesma)…

Minha opinião sobre:
Não sou um cientista e nem tenho a pretensão de sê-lo, muito menos um cientista “neutro”, em cima do muro. Sou apenas um cidadão que procura conhecer, discutir e compartilhar as coisas do universo a que pertenço. Tenho um lado definido (desenvolvimento sustentável e, por isso, includente) que não me permite deixar de ver os fatos e tirar o corpo fora. Assim, vai aí meu posicionamento pessoal sobre esta questão que está nas bocas e nas ruas paraenses.
– A redivisão do Estado é inevitável e ocorrerá hoje ou futuramente, já que este imenso estado atual é ingovernável;
– A divisão proposta não melhorará os processos de desenvolvimento atualmente em curso, mantendo os mesmos pecados originais (ambição econômica, irresponsabilidade ambiental, violência e marginalização social), mas deflagrará processos político-sociais mais intensos e que poderão forçar, a longo prazo, soluções para toda esta problemática regional;
– A divisão proposta atende prioritariamente aos interesses político-partidários e corporativos, desconsiderando quaisquer preocupações reais sobre o desenvolvimento destes territórios, em bases sustentáveis.
E vou votar a favor da divisão, embora sabendo que este será voto vencido. E votarei assim, não só por considerá-la  inevitável e necessária (apesar do alicerce podre), mas também por acreditar que, redividido o centro de poder político e econômico atual, grande parte as quadrilhas políticas e parasitárias que hoje se situam em Belém, vão migrar (ou voltar às orígens) para assaltar on novos centros (Marabá, Santarém e adjacências). E estes novos centros, com certeza ampliarão seu poder de atração para a população regional, na busca eterna de melhores dias. E assim, talvez Belém se re-humanize um pouco, reduza o seu trânsito bárbaro, a sua violência devastadora, a sua brutal impessoalidade no convívio social. E talvez o povo do novo Grão Pará, sentindo as dificuldades de um território devastado e mal-gerido, busque nas  novas dificuldades a construção de uma nova cidadania, mais responsável em termos de deveres (não só de direitos) e de participação política efetiva.

Que cada um de nós reflita e vote de acordo com a sua consciência…

segunda-feira, 14 novembro, 2011 Posted by | Comentário | , , , | Deixe um comentário

Pro dia nascer feliz…

Hoje, às cinco da madrugada, eu estava tomando sopa de feijão na varanda do meu quintal, vendo o sol nascer em companhia da minha companheira e da minha irmã. Falando de coisas simples, rindo, arrumando ovos, verduras e bagagens para elas levarem pra Belém. Elas se foram para a urbanização selvagem e eu fiquei na varanda, bebendo café, fumando e refletindo… E aí me lembrei de farrapos de uma reflexão enviada pela navegante Luiza, que repasso a vocês que, como todos nós, estamos sempre reclamando da vida…

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Se tens alimento em sua geladeira, roupas nas suas costas, um teto sobre sua cabeça e um lugar para dormir, és mais rico que 75% dos moradores deste mundo…

Se tens dinheiro no banco, em sua carteira e algumas moedas sobrando em casa, você está entre os 8% mais bem sucedidos do mundo…

Se tens teu próprio computador, você faz parte do 1% do mundo que tem esta oportunidade…

Se acordastes com mais saúde que doença, és mais abençoado que aqueles que não sobreviverão a este dia…

Se não enfrentastes guerras, a solidão da prisão e a agonia da tortura, nem as dores da fome, estás à frente de 700 milhões de pessoas no mundo…

Se seus pais estão vivos e casados, és uma raridade…

Se podes manter a cabeça erguida e sorrir, não és a norma, és uma exceção em meio a tantos que estão em dúvida e desespero…

Se lês esta mensagem, és um abençoado frente aos milhares de pessoas do mundo que, absolutamente, não sabem ler…

Bom dia todos…

segunda-feira, 14 novembro, 2011 Posted by | Comentário, Reflexões | , , | 1 Comentário