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Para não desligar os neurônios

O ano que não deveria estar terminando… (II)

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quinta-feira, 29 dezembro, 2011 Posted by | Repassando... | , , | Deixe um comentário

O ano que não deveria estar terminando…

quarta-feira, 28 dezembro, 2011 Posted by | Repassando... | , , | Deixe um comentário

Esquecendo o Natal, com Hobsbawm…

Finalmente, uma análise diferente dos atualíssimos levantes populares no mundo, contra as ditaduras disfarçadas ou não de democracia. Hobsbawm, o velho, lúcido e sempre atual marxista, mostra nas raízes da decantada primavera árabe e dos indignados europeus, o dedo da burguesia, tal qual aconteceu na famigerada Revolução Francesa que incendiou politicamente o mundo, há alguns séculos. Seus argumentos são extremamente lúcidos e mostram, mais uma vez, a classe média como aquele personagem do Zorra Total que oferece o ombro amigo e cochicha: _ Não perco uma

Na mesmice atual das análises acadêmicas e políticas destes fatos correntes, vale a pena ler, enquanto descansamos da farra com Papai Noel, sobre o que se esconde no fundo do saco do bom velhinho (sem dúbias interpretações, por favor).

Bom dia a todos…
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Publicado em 23/12/2011
Via conversaafiada.com.br

 Para Hobsbawm, protagonismo da classe média marca revoltas de 2011

Andrew Whitehead Do Serviço Mundial da BBC A classe média foi a grande protagonista e força motriz das revoltas populares e ocupações que marcaram o ano de 2011. Esta é a opinião de Eric Hobsbawm, um dos mais importantes historiadores em atividade. Em entrevista à BBC, o historiador marxista nascido no Egito, mas radicado na Grã-Bretanha, afirma ainda que a classe operária e a esquerda tradicional – da qual ele ainda é um dos principais expoentes – estiveram à margem das grandes mobilizações populares que ocorreram ao longo deste ano. ”As mais eficazes mobilizações populares são aquelas que começam a partir da nova classe média modernizada e, particularmente, a partir de um enorme corpo estudantil. Elas são mais eficazes em países em que, demograficamente, jovens homens e mulheres constituem uma parcela da população maior do que a que constituem na Europa”, diz, em referência especial à Primavera Árabe, um movimento que despertou seu fascínio. ”Foi uma alegria imensa descobrir que, mais uma vez, é possível que pessoas possam ir às ruas e protestar, derrubar governos”, afirma Hobsbawm, cujo título do mais recente livro, Como Mudar o Mundo, reflete sua contínua paixão pela política e pelos ideais de transformação social que defendeu ao longo de toda a vida e que segue abraçando aos 94 anos de idade. As ausências da esquerda tradicional e da classe operária nesses movimentos, segundo ele, se devem a fatores históricos inevitáveis. ”A esquerda tradicional foi moldada para uma sociedade que não existe mais ou que está saindo do mercado. Ela acreditava fortemente no trabalho operário em massa como o sendo o veículo do futuro. Mas nós fomos desindustrializados, portanto, isso não é mais possível”, diz Hobsbawm. Hobsbawm comenta que as diversas ocupações realizadas em diferentes cidades do mundo ao longo de 2011 não são movimentos de massa no sentido clássico. ”As ocupações na maior parte dos casos não foram protestos de massa, não foram os 99% (como os líderes dos movimentos de ocupação se autodenominam), mas foram os famosos ‘exércitos postiços’, formados por estudantes e integrantes da contracultura. Por vezes, eles encontraram ecos na opinião pública. Em se tratando das ocupações anti-Wall Street e anticapitalistas foi claramente esse o caso.” À sombra das revoluçõesHobsbawm passou sua vida à sombra – ou ao brilho – das revoluções. Ele nasceu apenas meses após a revolução de 1917 e foi comunista por quase toda a sua vida adulta, bem como um autor e pensador influente e inovador. Ele tem sido um historiador de revoluções e, por vezes, um entusiasta de mudanças revolucionárias. O historiador enxerga semelhanças entre 2011 e 1848, o chamado ”ano das revoluções”, na Europa, quando ocorreram uma série de insurreições na França, Alemanha, Itália e Áustria e quando foi publicado um livro crucial na formação de Hobsbawm, O Manifesto Comunista, de Marx e Engels. Hobsbawm afirma que as insurreições que sacudiram o mundo árabe e que promoveram a derrubada dos regimes da Tunísia, Egito, Líbia e Iêmen, ”me lembram 1848, uma outra revolução que foi tida como sendo auto-impulsionada, que começou em um país (a França) e depois se espalhou pelo continente em um curto espaço de tempo”. Para aqueles que um dia saudaram a insurreição egípcia, mas que se preocupam com os rumos tomados pela revolução no país, Hobsbawm oferece algumas palavras de consolo. ”Dois anos depois de 1848, pareceu que alguma coisa havia falhado. No longo prazo, não falhou. Foi feito um número considerável de avanços progressistas. Por isso, foi um fracasso momentâneo, mas sucesso parcial de longo prazo – mas não mais em forma de revolução”. Mas, com a possível exceção da Tunísia, o historiador não vê perspectivas de que os países árabes adotem democracias liberais ao estilo das europeias. ”Estamos em meio a uma revolução, mas não se trata da mesma revolução. O que as une é um sentimento comum de descontentamento e a existência de forças comuns mobilizáveis – uma classe média modernizadora, particularmente, uma classe média jovem e estudantil e, é claro, a tecnologia, que hoje em dia torna muito mais fácil organizar protestos.”

domingo, 25 dezembro, 2011 Posted by | Comentário, Repassando... | , , | Deixe um comentário

Então, é Natal…

Escrevo esta canção porque é preciso.
Se não a escrevo, falho com o pacto
que tenho abertamente com a vida.
E é preciso fazer alguma coisa
para ajudar o homem.
Mas agora.
Cada vez mais sozinho e mais feroz,
a ternura extraviada de si mesma,
o homem está perdido em seu caminho.
É preciso fazer alguma coisa
para ajudá-lo. Ainta é tempo.
É tempo.
Apesar do próprio homem, ainda é tempo.
…………………………………………………..
                                           Thiago de Mello

sábado, 24 dezembro, 2011 Posted by | Repassando... | | Deixe um comentário

Sobre a governante, os satisfeitos, os chateados e os furiosos…

Via contextolivre.com.br

A Popularidade de Dilma

A última pesquisa do Ibope, realizada para a CNI, trouxe uma boa notícia para a presidente Dilma. Inversamente, as oposições receberam uma de que não gostaram.
A presidente tem duas coisas que comemorar. De um lado, o que a pesquisa mostrou. De outro, o que ela não apontou.
Dilma termina o ano com níveis muito elevados de aprovação popular. Seu governo é considerado “ótimo” ou “bom” por 56%, “regular” por 32% e “ruim”ou “péssimo” por apenas 9% dos entrevistados pelo instituto em dezembro. A avaliação positiva é, portanto, seis vezes maior que a negativa.
Seu desempenho pessoal tem a aprovação de 72%, proporção quase idêntica à daqueles que dizem confiar nela.
São os melhores números disponíveis para nossos presidentes modernos, no final do primeiro ano de seus mandatos. Sarney, Collor, Itamar, Fernando Henrique e o próprio Lula não chegaram assim a esse momento.
Mesmo depois da reeleição – e de um segundo turno que marcara sua reconciliação com a grande maioria do país – Lula havia concluído o ano de 2007 com 51% de avaliação positiva.
Isso já seria motivo mais que suficiente para deixar a presidente satisfeita. Afinal, quem não gosta de se saber tão bem avaliado?
Mas há algo que não aconteceu e que deve aumentar sua satisfação. A pesquisa indica que ela atingiu esse nível de aprovação apesar de ter passado por vários episódios potencialmente desgastantes e de uma conjuntura econômica considerada preocupante por dez entre dez especialistas.
Depois de uma breve lua de mel, em que tanto a oposição partidária, quanto a imprensa assumidamente partidarizada deram à presidente uma trégua – elogiando-a por ser “diferente de Lula” -, Dilma e o governo atravessaram o segundo semestre sob bombardeio ininterrupto.
Denúncias contra ministros e auxiliares, demissões em série na Esplanada, expectativas – às vezes confirmadas, outra não – de revelações sempre negativas na imprensa especializada, foram constantes a partir da saída de Antonio Palocci da chefia da Casa Civil (e nada indica que a fome por cabeças ministeriais tenha sido saciada).
Aproveitando o clima de “escândalos pipocando de todos os lados” e o ambiente internacional de protestos civis disseminados – do mundo árabe aos Estados Unidos, da América Latina à Ásia -, as oposições fizeram o possível para criar nossos “indignados”, convocando manifestações anticorrupção nas principais cidades (especialmente a midiática, pois a partidária – até por atavismo – vê com cautela essa ideia de “por o povo na rua”).
Para tornar o cenário ainda mais preocupante para o governo, os últimos meses foram marcados por um sensível aumento das incertezas sobre a economia. A única dúvida passou a ser o dimensionamento correto dos problemas que estamos enfrentando e que nos aguardam em 2012 .
Inflação em alta, sinais de perda de dinamismo de vários setores, risco de agravamento da situação de alguns de nossos principais parceiros comerciais, se conjugaram para gerar um final de ano com nuvens escuras no horizonte.
Mas nada disso atingiu a imagem do governo Dilma. Os ministros se foram, as denúncias (quando fundadas) produziram consequências, os “indignados” ficaram em casa (trocando furiosamente mensagens pela internet), as preocupações com a economia aumentaram, sem que fosse relevante a culpabilização da presidente. Ela continua a contar com a aprovação largamente majoritária da opinião pública.
Há quem considere menor essa performance. Que a desmereça, explicando-a com o velho chavão “É a economia, estúpido!”.
Como se a política não existisse para as pessoas comuns e elas não fossem nada além de bolsos (e estômagos), que aprovam os governos quando estão cheios (e saciados) e desaprovam quando não.
Como se elas fossem unidimensionais, incapazes de pensar como cidadãs na esfera da política e como consumidoras na economia.
Como se apenas os “bem-informados” e os “bem-educados” conseguissem fazê-lo.
Para todas as oposições, a pesquisa foi ruim – especialmente para quem vai disputar eleições, seja ano que vem, seja em 2014. Para se contrapor ao governo e a uma presidente com esse nível de aprovação, vai ser necessário bem mais do que fizeram em 2011.
Marcos Coimbra, sociólogo e presidente do Instituto Vox Populi

quinta-feira, 22 dezembro, 2011 Posted by | Repassando... | , | Deixe um comentário

Diários de Oiá (I): tocando em frente…

Em apenas três meses, nasci numa casa sem espaço e fui desmamada, à força, da minha mãe. Apertada e apartada, numa vidinha insossa de cidade, fui então fisgada (contra a minha vontade) pelo coroa que escreve este blogue. Claro que eu esperava alguém bem mais novo, capaz de rolar comigo pelo chão, correr comigo, e não alguém quietão, de voz tão grossa e mandona. E o cheiro de cigarro? Éguaaaa! Bem, sem jeito a dar, virei refém do cara e cheguei a uma casa com um quintal enoooorme, cheio de coisas para ver e morder e distâncias maravilhosas para percorrer em disparada. Ele me apelidou de Oiá (afagando minha cabeça, me disse que é a deusa afro dos raios e das tempestades e que encaminha os mortos para o outro mundo), mas descobri um amigo dele que só o chama de Véio e assim me vingo dele por este nome estranho… Duro de aturar é o seu vocabulário restrito: nããããooo e foooraa são suas palavras preferidas! Nestas horas, sinto mesmo vontade de mandá-lo para o outro mundo mas, no resto, até que tou me dando bem com ele. Me alimenta direitinho, anda comigo no bosque, senta nos troncos e deixa eu deitar-me nos seus pés (adoro o chulézinho dele!), coça a minha cabeça, tira os meus carrapatos, me dá banho de vez em quando… O pior é dormir sozinha no quintal, esperar passar a longa noite para latir ao amanhecer e acordá-lo para os nossos passeios.

Adoro ouvir suas confidências, arriada sobre os seus pés (ah! aquele cheirinho inebriante…), sentindo suas mãos me alisarem o pelo. Ele é meio triste, anda sem fazer a barba há dias e às vezes berra comigo por besteira, mas tô me acostumando. Hoje, ele me liberou geral! Foi esvaziar um lago no fundo do quintal e eu fiquei doidjona, mergulhando atrás de peixes, rolando nas folhas, correndo adoidado! Só de sacanagem, quando saía da água ia me sacudir bem perto dele, para dar-lhe um banho e mostrar como a água estava gostosa. Em vão… À noite, fiquei olhando-o pela fresta da varanda a enfeitar uma planta com luzes coloridas e piscantes. Não sei pra quê, mas que tava bonito, tava. Tão bonito que, num descuido dele,  entrei escondida na varanda e comecei a roer o fio, dando puxadinhas…Resultado: levei umas tapas e uma expulsão definitiva para o quintal. Pô, eu só tava achando bonito…

Enfim, vou levando… O Véio não é lá essas coisas, mas dá pra levar. E cá do quintal onde estou exilada, já tô pensando no lago para amanhã cedo, enquanto olho as luzinhas piscarem no escuro da varanda. Bem que o Véio podia ter uns filhos pequenos, né?…

quarta-feira, 21 dezembro, 2011 Posted by | Crônica, Pequenas histórias | , | 5 Comentários

Uma vez tucano, sempre tucano: tem que dar uma boa bicada…

Kassab sanciona aumento de até 236%

Agência EstadoPor AE/São Paulo | Agência Estado – 36 minutos atrás

O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (PSD), sancionou anteontem o aumento de até 236% no salário de cargos de segundo escalão da Prefeitura. O texto da Lei 15.509 foi publicado ontem no Diário Oficial da Cidade. A medida deve ter um impacto estimado em R$ 19,4 milhões nos cofres públicos no ano que vem. É o maior aumento já concedido para funcionários públicos da Prefeitura nos últimos oito anos.A principal mudança será no holerite dos 31 subprefeitos: seus salários saltarão de R$ 6.573,27 para R$19.294,10. Como 28 deles também são coronéis da reserva da Polícia Militar, com aposentadoria mensal de R$ 15 mil, eles vão ter salários de R$ 35 mil. O teto constitucional para o funcionalismo na capital é de R$ 24.117,62, estabelecido em decreto de abril.Além disso, o aumento sancionado por Kassab também triplica o salário de 28 secretários adjuntos e 59 chefes de gabinete de secretarias e subprefeituras, além dos de superintendentes de autarquias e fundações. Hoje, um chefe de gabinete (seja de secretários, prefeito ou subprefeita) recebe R$ 5.455,98 – o salário agora subirá para R$ 17.364,69, reajuste de 218,27%.Secretários adjuntos, que ganham R$ 5.455,98, passarão a receber R$ 18.329,39, o equivalente a 235,9% de aumento. Para os cargos de presidentes de fundações ou superintendentes de autarquias, como o Serviço Funerário Municipal, que recebem hoje R$ 5.998,99, o holerite passará a marcar R$ 18.329,39 – 205,54% a mais do que o valor atual.Com a autorização concedida ontem à noite pela Câmara, Kassab ainda vai pagar salários entre R$ 17.364,19 e R$ 19.294,10 para cargos de chefia que são comissionados – indicados sem concurso público. Os novos valores serão pagos a partir de janeiro.
Aprovação
O projeto havia sido aprovado no fim da noite do dia 8 por 37 dos 55 vereadores. Horas antes, o prefeito telefonou para os líderes dos partidos do governo e exigiu a votação. No dia seguinte, Kassab defendeu em público o reajuste, argumentando que, com salários mais altos, ficará mais fácil para o próximo prefeito formar uma equipe preparada para assumir a administração pública.Em julho, a Câmara também aprovou reajuste salarial do próprio Kassab, para R$ 24,1 mil. Ele já havia se dado, por decreto em fevereiro, aumento de R$ 12 mil para R$ 20 mil, mas a Justiça cassou, por liminar, esse decreto. Com a nova lei, a vice-prefeita Alda Marco Antonio ganhará R$ 21,7 mil, mais do que o dobro do que antes, e os ganhos dos secretários saltarão de R$ 5,5 mil para R$ 19,3 mil.
As informações são do jornal O Estado de S.Paulo

sábado, 17 dezembro, 2011 Posted by | Repassando... | , | Deixe um comentário

Sobre a inacreditável “esquerda reacionária”…

17 Dec
Via tijolaço.com.br

Mino: ai de quem mexe na “reserva moral” do País

O imperdível artigo de Mino Carta, na edição desta semana de Carta Capital:

Pergunto aos meus intrigados botões por que a mídia nativa  praticamente ignorou as denúncias do livro de Amaury Ribeiro Jr., A  Privataria Tucana, divulgadas na reportagem de capa da edição passada de  CartaCapital em primeira mão. Pergunto também se o mesmo se daria em  países democráticos e civilizados em circunstâncias análogas. Como se  fosse possível, digamos, que episódios da recente história dos Estados  Unidos, como os casos Watergate ou Pentagon Papers, uma vez trazidos à  tona por um órgão de imprensa, não fossem repercutidos pelos demais.  Lacônicos os botões respondem: aqui, no Brazil-zil-zil, a aposta se dá  na ignorância, na parvoíce, na credulidade da plateia.

Ou, por outra: a mídia nativa empenha-se até o ridículo pela  felicidade da minoria, e com isso não hesita em lançar uma sombra de  primarismo troglodita, de primeva indigência mental, sobre a nação em  peso. Não sei até que ponto os barões midiáticos e seus sabujos percebem  as mudanças pelas quais o País passa, ou se fingem não perceber, na  esperança até ontem certeza de que nada acontece se não for noticiado  por seus jornalões, revistonas, canais de tevê, ondas radiofônicas.

Mudanças, contudo, se dão, e estão longe de serem superficiais. Para  ficar neste específico episódio gerado pelo Escândalo Serra, o novo  rumo, e nem tão novo, se exprime nas reações dos blogueiros mais  respeitáveis e de milhões de navegantes da internet, na venda  extraordinária de um livro que já é best seller e na demanda de milhares  de leitores a pressionarem as livrarias onde a obra esgotou. A editora  cuida febrilmente da reimpressão. Este é um fato, e se houver um Vale de  Josaphat para o jornalismo (?) brasileiro barões e sabujos terão de  explicar também por que não o registraram, até para contestá-lo.

Quero ir um pouco além da resposta dos botões, e de pronto tropeço em  -duas razões para o costumeiro silêncio ensurdecedor da mídia nativa. A  primeira é tradição desse pseudojornalismo arcaico: não se repercutem  informações publicadas pela concorrência mesmo que se trate do  assassínio do arquiduque, príncipe herdeiro. Tanto mais quando saem nas  páginas impressas por quem não fala a língua dos vetustos donos do poder  e até ousa remar contracorrente. A segunda razão é o próprio José Serra  e o tucanato em peso. Ali, ai de quem mexe, é a reserva moral do País.

Estranho percurso o do ex-governador e candidato derrotado duas vezes  em eleições presidenciais, assim como é o de outra ave misteriosa,  Fernando Henrique Cardoso, representativos um e outro de um típico  esquerdismo à moda. Impávidos, descambaram para a pior direita, esta  também à moda, ou seja, talhada sob medida -para um país- que não passou  pela Revolução Francesa. Donde, de alguns pontos de -vista, atado à  Idade Média. O movimento de leste para oeste é oportunista, cevado na  falta de crença.

Não cabe mais o pasmo, Serra e FHC tornaram-se heróis do  reacionarismo verde-amarelo, São Paulo na vanguarda. Estive recentemente  em Salvador para participar de um evento ao qual compareceram Jaques  Wagner, Eduardo Campos e Cid Gomes, governadores em um Nordeste hoje em  nítido progresso. Enxergo-o como o ex-fundão redimido por uma leva  crescente de cidadãos cada vez mais conscientes das -suas possibilidades  e do acerto de suas escolhas eleitorais. Disse eu por lá que São Paulo é  o estado mais reacionário da Federação, choveram sobre mim os insultos  de inúmeros navegantes paulistas.

Haverá motivos para definir mais claramente o conservadorismo  retrógado de marca paulista? E de onde saem Folha e Estadão, e Veja e  IstoÉ, fontes do besteirol burguesote, sempre inclinados à omissão da  verdade factual, embora tão dedicados à defesa do que chamam de  liberdade de imprensa? Quanto às Organizações Globo e seus órgãos de  comunicação, apresso-me a lhes conferir a cidadania honorária de São  Paulo, totalmente merecida.

sábado, 17 dezembro, 2011 Posted by | Repassando... | , , | Deixe um comentário

Peneira esfarrapada para tapar o sol…

14/12/2011

Manual de justificativas pra velha mídia alegar por que deixou passar em branco o livro do Amaury

1. Pensei que era tudo legal, por isso não demos naquele momento.
2. Faltou tempo.
3. Faltou espaço.
4. Faltou vergonha.
5. O FHC disse que tudo tinha sido bem feito e era pelo bem do Brasil.
6. Já tinha resenha do livro do FHC.
7. O Serra ligou e pediu pra não dar nada.
8. Achamos que ia ficar chato pra nós.
9. Achamos que as Veronicas iam ficar muito mal.
10. Não achamos que ia dar público.
11. Deixamos pra dar mais tarde.
12. Não gostamos de matérias sensacionalistas.
13. Já tinha saído na mídia alternativa.
14. Isso é trololó do PT.
15. Se privatização fosse ruim, o FHC não teria feito.
16. Nós somos empresas privadas, gostamos disso.
17. Nós apoiamos na hora, somos coerentes, não íamos mudar de ideia só porque nos provem o contrário.
18. Deu preguiça de ler aquele troço todo.
19. Já escondemos tanta coisa, uma a mais, uma a menos…
20. As empresas estão melhor (pra nós) na mão de capitais privados.
21. Ia ficar mal pra nós.

Postado por Emir Sader às 19:05

sábado, 17 dezembro, 2011 Posted by | Repassando... | , , , | Deixe um comentário

Para o bem de todos e felicidade geral da nação…

sexta-feira, 16 dezembro, 2011 Posted by | Repassando... | , , , | Deixe um comentário