Livre pensar é só pensar!

Para não desligar os neurônios

Apesar dos inimigos íntimos…

No vida, todos nós convivemos social e cotidianamente com pessoas que têm relação com nossos destinos e influência na consecussão dos nossos objetivos: os motoristas do transporte coletivo, os médicos que nos assiste, os aeroviários que nos encaminham e transportam, as polícias que nos vigiam e protegem, os sanitaristas que fiscalizam os produtos que consumimos, os professores que educam nossos filhos, os caminhoneiros que transportam os nossos bens de consumo… Enfim, por suas funções e pela proximidade deles em nossas vidas, privam da nossa intimidade social, diria até que, em muitas circunstâncias, nós os vemos como parceiros, tal a importância das suas proximidades aos nosso objetivos de vida. E embora nós os paguemos para isso, com dinheiro próprio ou dos impostos que recolhemos, achamos muitas vezes que esta camaradagem social vale a pena.

Ledo engano.

Mesmo descartando a classe política (onde a hipocrisia e a imoralidade é tão comum que desacredita até mesmo àqueles melhor intencionados), o que temos neste contexto comentado não são parceiros sociais, mas sim, inimigos íntimos. Aqueles professores que deveriam educar nossos filhos, apenas desenvolvem uma farsa “onde professores  fingem que ensinam para alunos que fingem que aprendem” (Moacir Gadotti) e estão mais preocupados com ganhos cada vez mais diferenciados e esquecem os estudantes, estágiários, graduandos e vestibulandos nas universidades esvaziadas pelas greves. Assim como outras categorias profissionais públicas, que fecham estradas, aeroportos e ruas com protestos gigantescos, não estando nem aí para o direito de ir e vir dos trabalhadores e transeuntes deste país. Médicos e especialistas paralisam o atendimento de perícias e aposentadorias, sem sequer lembrarem-se das filas de espera gigantescas que já fazem parte do cotidiano destes atendimentos. E o pior e mais cínico: todos estes funcionários públicos fazem greves intermináveis sem perder a remuneração salarial. Se eu estiver errado, me corrijam: não conheço nenhum outro país onde grevistas continuem recebendo salários. E se existir outro país nesta condição, ele nada mais é que um parceiro do Brasil nesta imoralidade. Pagamos aos nosso inimigos íntimos para que eles continuem nos massacrando, atazanando as nossas vidas e entulhando os nosso caminhos com corporativismos irresponsáveis. Para eles, nada mais somos do que massa de manobra, assim como para os políticos e para as elites hegemônicas. Eles sequer temem que o país, buscando resistir e preservar forças diante da atual crise global, possa ser envolvido perigosamente pelas resultantes deste descalabro grevista, associados aos perigos globais atuais.  Sendo trabalhadores, sequer notam que estão fazendo o jogo da direita política brasileira, buscando enfraquecer um governo popular democraticamente eleito e que tem construído um Brasil melhor nos últimos dez anos. Aos nossos inimigos íntimos só interresam os ganhos corporativos, responsabilidade social é balela. Estão iguaizinhos aos reacionários que parasitaram secularmente este país. A esquerda está agindo como a direita golpista e recebendo seus salários em dia. Beleza…

Mas, apesar disso, alguns estão tentando fazer o que é, social e economicamente, necessário para um país melhor. E para reforçar esta esperança, repasso a postagem abaixo.

Que a canalhice política e sindical não possam anarquisar a gestão do país de todos…
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Publicado em 15/08/2012

Mega-PAC. Dilma dá um show de Keynes !

É um Brasil muito diferente de 2003, quando Lula recebeu a herança maldita do Cerra (Ministro do Planejamento) e do FHC.

Como as meninas do vôlei: virar quando parecia impossível !

Ao lançar o Mega-PAC, uma de suas primeiras referências foi a Eliezer Batista, Ministro das Minas e Energia de João Goulart, sentado na primeira fila.
Batista foi presidente da Vale, uma espécie de fundador de Carajás e um visionário, até hoje.
A seu lado, na cerimônia, Jorge Gerdau Johannpeter, que trabalha – sem salário – para Dilma, num programa de aperfeiçoamento da gestão pública.
Dilma fez um discurso de (ou para ?) irritar tucano.
Os juros começam a ficar compatíveis com a saúde da economia brasileira – e em padrões internacionais.
Porque os fundamentos econômicos são impecáveis – da inflação à relação dívida líquida/PIB.
A política trabalhista de crescer e incluir é um sucesso.
O emprego cresce.
Aumentou a renda.
40 milhões de brasileiros entraram na Classe Média.
O Governo combate a miséria “com a melhor tecnologia do mundo de inclusão social”: o Bolsa Família integrado ao Brasil sem Miséria, à política de incentivo à agricultura familiar, mais o Luz para Todos e agora o Água para Todos.
(Chora, FHC !)
O Brasil (sob governos trabalhistas) criou um dos maiores mercados de consumo do mundo, porque se tornou menos desigual.
(Chora, FHC !)
É um Brasil muito diferente de 2003, quando Lula recebeu a herança maldita do Cerra (Ministro do Planejamento) e do FHC.
Naquela altura cinzenta e medíocre, em 2003, o risco país era de 1000 pontos !!!
E esse custo estava embutido em qualquer projeto de infra-estrutura.
(Eles são uns jenios !)
Agora, disse ela, é preciso dar um salto à frente: aplicar em infra-estrutura, para oferecer mais e melhores empregos.
Porque é obrigação do Governo zelar, sobretudo, por aqueles que não têm estabilidade de emprego.
(Recado aos funcionários públicos grevistas.)
O Mega-PAC – que é uma complementação do bem sucedido PAC, já em curso – é para gerar tarifas de transporte mais módicas.
Mas, não é para fazer demagogia, disse ela.
É para buscar as tarifas mais módicas possíveis.
É para fazer o Brasil mais rico, mais forte, moderno e competitivo.
Ter uma infra-estrutura compatível com o seu tamanho.
Lembrou que as concessões agora anunciadas e as PPPs não são para acumular dinheiro nem pagar dívida.
(Chora, FHC !)
Ela quer uma logística sem donos (como aconteceu na Privataria Tucana), competitiva.
E comparou a seleção do Brasil à seleção olímpica de vôlei feminino.
Que soube virar quando parecia impossível.

Navalha

Uma vez, o ansioso blogueiro perguntou a Jorge Gerdau Johannpeter se ele achava que a Presidenta tinha mudado.

Não, ele disse.

Ela pensa exatamente o que sempre pensou.

Só que ela passou a dar importância central à gestão na atividade pública.

E o que ele sempre foi, perguntaria o amigo navegante distraído.

Ela sempre foi keynesiana.

(Chora, FHC !)

Em tempo: extraído do Blog do Dirceu:

Plano não tem nada a ver com privatização nem com privataria

Agora, preparemo-nos para as costumeiras manipulações da oposição, que virá aí com sua velha cantilena de sempre de que os governos do PT criticam, mas fazem as mesmas privatizações feitas nos governos deles naqueles oito anos de FHC (1995-2002).
Percebem que o jogo, a manipulação e o estabelecimento da confusão é interessante para eles? Porque se envergonham e de quatro em quatro anos, a cada campanha presidencial, sequer assumem que privatizaram e tremem de medo de tratar do assunto…
Mas, as concessões lançadas hoje e as feitas nos dois governos Lula (2003-2010) não tem nada a ver com privatização e muito menos privataria, com aquela promovida pelos governos do PSDB. Até porque, dentre várias outras, há uma diferença fundamental.
Estas concessões dos governos do PT não vendem patrimônio. Ao contrário da privatização dos tucanos, pela qual entregavam o patrimônio nacional na bacia das almas, as concessões de rodovias, ferrovias, portos, aeroportos e demais do PT não são venda, são concessões – insisto – ao término das quais (25 ou 30 anos) são renovadas ou o patrimônio volta à União.

P
aulo Henrique Amorim

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quarta-feira, 15 agosto, 2012 - Posted by | Comentário, Repassando... | , , ,

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