Livre pensar é só pensar!

Para não desligar os neurônios

Ou, quem sabe, mais um tucano baleado pelas urnas…

segunda-feira, 29 abril, 2013 Posted by | Repassando... | , , | Deixe um comentário

E assim caminha a cultura de paz do Tio Sam…

Mais uma vez, o Titio dá um exemplo de democracia. Mata indiscriminadamente, em qualquer lugar do mundo e agora sem a presença de soldados , depois concede o direito de protesto ás vítimas e tudo se acomoda numa catarse democrática imperialista, já que concedeu direito de choro aos dizimados. Um exemplo edificante de humanismo…
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Internacional| 27/04/2013
Via Carta Maior

Iemenita narra no Senado dos EUA o terror dos drones

Ao invés de primeiro experimentar a América através de uma escola ou um hospital, a maioria das pessoas em Wessab, Iêmen, experimentou a América através do terror de um ataque de drone. Agora há uma raiva intensa e um ódio crescente em relação à América, contou o jovem Farea Al-Muslimi em depoimento ao Senado dos EUA.

The Independent

Apenas seis dias após um drone estadunidense ter bombardeado seu vilarejo, matando cinco militantes no processo, um escritor iemenita de 23 anos chamado Farea Al-Muslimi viajou para Washington D.C. para mostrar ao Senado dos EUA o impacto que os ataques estão tendo em seu país.
Em um poderoso depoimento aos senadores reunidos nesta semana que passou, do qual alguns excertos estão citados abaixo, o Sr. Al-Muslimi disse que em vez de combater o terrorismo, os ataques americanos o estão alimentando ainda mais. Ele contou ao comitê que ele devia muito à América, tendo primeiro visitado como um estudante intercambista durante sua vida escolar, e mais tarde ao ganhar uma bolsa para estudar um semestre em uma universidade dos EUA. Mas ele veio com um simples pedido: que os EUA parassem de bombardear seu país.
“Meu nome é Farea Al-Muslimi. Eu sou de Wessab, um remoto vilarejo de montanha no Iêmen, cerca de nove horas de carro da capital do meu país, Sanaa. A maioria das pessoas nunca ouviu falar de Wessab. Mas seis dias atrás, meu vilarejo foi alvo de um drone, em um ataque que aterrorizou milhares de pobres e simples fazendeiros. O ataque e seu impacto rasgaram meu coração, assim como o trágico bombardeio em Boston na semana passada fez com os seus corações e com o meu também.
Estou aqui hoje para falar sobre os custos humanos e as consequências da matança dos Estados Unidos direcionada ao Iêmen.
Antecedentes Minha família vive de frutas, vegetais e animais que criamos em nossa terra. Nós criamos vacas, cabras, ovelhas e galinhas. Meu pai foi agricultor a vida toda. Sua renda raramente ultrapassa os 200 dólares por mês. Ele aprendeu a ler tarde na vida, e minha mãe nunca aprendeu.
Eu tenho 12 irmãos vivos. Eu deveria ter, na verdade, 19, mas nós perdemos 7 de nossos irmãos e irmãs. Alguns faleceram durante o resgate, devido à falta de serviços médicos de qualidade em nossa aldeia. Outros faleceram ainda jovens, pela mesma razão.
Minha vida mudou para sempre no 9º ano, quando fui premiado com uma bolsa de estudos do Departamento de Estado dos EUA. A bolsa me deu oportunidade de estudar inglês por um ano em Amideast, o Centro de inglês americano no Iêmen. Essa bolsa me deu novas oportunidades e me permitiu ver o mundo além da minha vila pela primeira vez. Mais tarde fui premiado com uma bolsa de estudos do Departamento de Estado para o programa de estudo Juventude e Intercâmbio, que visa construir a paz e o entendimento entre os povos americanos e as pessoas de países muçulmanos.
Essa bolsa me permitiu passar um ano morando com uma família americana e frequentando uma escola secundária americana. O ano que passei em Rosamond High School, em Rosamond, na Califórnia foi um dos melhores e mais ricos anos da minha vida.
A experiência mais excepcional foi conhecer alguém que acabou sendo como um pai e é meu melhor amigo nos Estados Unidos. Ele era um membro da Força Aérea dos EUA. A maior parte do meu ano passei com ele e sua família. Ele ia à mesquita comigo e eu ia à igreja com ele. Ele me ensinou suas experiências na América e eu ensinei a ele sobre a minha vida no Iêmen. Nós desenvolvemos uma amizade incrível que superou nossas origens tão diferentes.
O ataque de drone em minha vila Hoje eu sou um escritor, orados e jornalista freelance. Uma das experiências mais gratificantes que tive foi trabalhar como um fixer para jornalistas internacionais no Iêmen e Beirute. A maior parte do meu trabalho com jornalistas internacionais foi nas províncias do sul de Abyan, Aden, Al-dhalea e Lahj – três das áreas em que os Estados Unidos têm centrado a sua chamada “Guerra ao terror”.
Há apenas seis dias, essa guerra veio direto para a minha aldeia. Enquanto pensava sobre o meu depoimento e me preparando para viajar para os Estados Unidos para participar desta audiência, eu fiquei sabendo que um míssil de um drone dos EUA tinha atingido a aldeia onde eu fui criado. Para quase todas as pessoas em Wessab, eu sou a única pessoa com qualquer conexão com os Estados Unidos. Eles ligaram e me mandaram mensagens naquela noite com perguntas que eu não podia responder: Por que os Estados Unidos estavam os aterrorizando com aqueles drones? Por que os Estados Unidos tentam matar uma pessoa com um míssil quando todos sabem onde ela está e poderia facilmente ter sido presa?
Meu vilarejo é bonito, mas é muito pobre e em uma parte remota do Iêmen. No passado, a maioria dos moradores de Wessab sabia pouco sobre os Estados Unidos. Minhas histórias sobre minhas experiências na América, meus amigos americanos, e os valores norte-americanos que eu vi com meus próprios olhos ajudaram os moradores com quem conversei a entender a América que eu conheço e amo. Agora, no entanto, quando se pensa em América, eles pensam do terror que sentem dos drones que pairam sobre suas cabeças prontos para disparar mísseis a qualquer momento.
Ao invés de primeiro experimentar a América através de uma escola ou um hospital, a maioria das pessoas em Wessab experimentou a América pela primeira vez através do terror de um ataque de drone. O que radicais anteriormente falharam para alcançar em meu vilarejo, um ataque de drone realizou em um instante: agora há uma raiva intensa e um ódio crescente da América.
Visita às vítimas No meu trabalho com jornalistas estrangeiros, já visitei muitas áreas atingidas por drones ou aviões de guerra que os moradores acreditam que foram enviados como parte do programa de assassinato intencional conduzido pelo Estados Unidos. Eu viajei com mais freqüência para Abyan, uma área no sul do Iêmen, que havia sido tomada no início de 2011 por Ansar Al-Sharia, um grupo aliado com AQAP.
Em Abyan e em outros lugares no Iêmen, visitei muitos locais onde os moradores estavam sofrendo com as conseqüências de operações de assassinato. Encontrei-me com parentes de pessoas que foram mortas por ataques aéreos, bem como numerosas testemunhas oculares. Eles disseram-me como esses ataques aéreos mudaram suas vidas para pior.
No início de março de 2013, eu estava trabalhando com a revista Newsweek em Abyan quando me encontrei com a mãe de um menino chamado Muneer Muhammed. Muneer, um rapaz de 18 anos de idade, transportava mercadorias para as lojas usando seu jumento no mercado local da cidade de Ja’ar. Recentemente, ele havia noivado e estava se preparando para seu casamento. Muneer estava no trabalho quando um míssil o atingiu e ele foi morto em maio de 2012. Sua mãe me disse, em lágrimas, que se ela algum dia encontrar o indivíduo que disparou o míssil, ela vai “triturá-lo em pedaços” com sua boca.
As pessoas com quem falamos em Abyan nos disseram que Muneer não era um membro da AQAP. Mas isso não impediu a AQAP de tentar usar sua morte para recrutar simpatizantes para sua causa.
Dias depois de Abyan ser liberta do controle da AQAP em junho de 2012, eu conheci um pescador chamado Ali Al-Amodi em um hospital em Aden. Um dia antes, a sua casa em Shaqra, no litoral de Abyan, tinha sido alvo de um ataque aéreo dos EUA. Al-Amodi me disse que ficou impotente quando seu filho de 4 anos de idade e sua filha de 6 anos morreram em seus braços no caminho para o hospital. Al-Amodi não tinha ligações com a AQAP. Ele e outros moradores, disseram que sua casa foi alvo por engano. No mesmo ataque, outras quatro crianças e uma mulher foram mortas. Testemunhas disseram que não eram militantes.
Mais tarde, em Junho de 2012, visitei Al-Makhzan, uma cidade nos arredores de Ja’ar, onde um ataque de drones visando Nader Al-Shadadi ocorreu. Al-Shadadi é identificado pelo governo iemenita como um terrorista e líder da Ansar Al-Shariah. Ele foi alvo pelo menos três vezes em diferentes lugares, mas os ataques erraram ele todas as vezes. Desta vez, o alvo foi a casa de sua tia. Vizinhos dizem que ele não estava lá, e só o filho de sua tia foi assassinado. Não há nenhuma evidência de que o filho era afiliado com a AQAP.
Eu sei que alguns formuladores de políticas nos Estados Unidos e Iêmen dizem que a AQAP não usa os ataques aéreos como uma ferramenta para recrutar mais pessoas para a sua causa. Isso é incorreto. O caso da família Toaiman em Mareb, conforme relatado pela NPR baseado em uma viagem em que eu participei, é um exemplo específico. O filho mais velho dos Toaiman se juntou a AQAP esperando vingar a morte de seu pai, um civil inocente morto por um ataque de drones em outubro de 2011. O filho tem 28 irmãos esperando para fazer isso também. Um de seus irmãos mais novos, de 9 anos de idade, carrega uma imagem de um avião no bolso. O menino abertamente afirma que ele quer vingança e identifica assassino de seu pai como “América”.
Parem com os assassinatos Eu não sei se há alguém na Terra que se sinta mais grato a América do que eu. Em meu coração eu sei que eu só tenho a retribuir as oportunidades, amizade, calor e exposição que seu país me proporcionou por ser seu embaixador para iemenitas pelo resto da minha vida, assim como eu era um embaixador para iemenitas na América. Eu acredito fortemente que eu ajudei a melhorar a imagem dos Estados Unidos, talvez de forma que um embaixador oficial ou outro diplomata não conseguiria.
Eu tenho que dizer que os ataques aéreos e o programa de assassinatos fizeram a minha paixão e missão de apoio à América quase impossíveis no Iêmen. Em algumas áreas do Iêmen, a raiva contra os Estados Unidos resultante dos ataques torna perigoso para mim até mesmo admitir ter visitado a América, quem dirá testemunhar o quanto minha vida mudou graças a bolsas de estudo do Departamento de Estado. Às vezes é muito perigoso até mesmo admitir que eu tenho amigos americanos.
No ano passado, eu estava com um colega americano de um meio de comunicação internacional em uma turnê de Abyan. De repente, os moradores começaram a ficar paranóicos. Eles estavam se movendo erraticamente e freneticamente apontando para o céu. Com base em suas experiências passadas com os ataques aéreos, disseram-nos que a coisa pairando acima de nós – fora da vista e fazendo um estranho zumbido – era um drone americano. Meu coração se afundou. Eu estava impotente. Foi a primeira vez que eu sinceramente temia pela minha vida, ou pela vida de um amigo americano no Iêmen. Eu estava ali à mercê de um drone.
Eu também não pude deixar de pensar que o operador do drone só poderia ser meu amigo americano, com quem tive a amizade mais calorosa e mais profunda nos Estados Unidos. Minha mente estava correndo e meu coração estava dividido. Eu estava dividido entre o grande país que eu conheço e amo e o zumbido acima da minha cabeça que não poderia diferenciar entre mim e alguns militantes da AQAP. Foi um dos sentimentos mais divisivos e difíceis que já presenciei.
Por ser alguém que viveu e trabalhou com esta questão muito de perto, eu não posso evitar sentir que os governos americano e iemenita estejam perdendo a guerra contra a AQAP. Mesmo quando o drone atinge sua meta e mata as pessoas certas, é à custa da criação dos muitos problemas estratégicos que discuti hoje. Cada sucesso tático é à custa da criação de mais problemas estratégicos. Eu, no entanto, acredito que as coisas ainda podem ser corrigidas. Se os Estados Unidos querem ganhar a batalha contra a AQAP no Iêmen, eu sugiro fortemente que considerem tomar as seguintes medidas:
* Parem com os todos os ataques.
* Anunciem os nomes das pessoas já na “lista de morte”, de modo que os civis inocentes possam ficar fora do caminho do mal.
* Emitam um pedido oficial de desculpas às famílias de todos os civis mortos ou feridos por ataques.
* Compensem as famílias de civis inocentes mortos ou feridos por ataques realizados ou autorizados pelos Estados Unidos.
* Em cada vila, onde houve um assassinato, construam uma escola ou hospital, de modo que a experiência dos moradores com a América não seja apenas a morte e destruição causada por um míssil americano.
Muito obrigado.”
Tradução: Lúcia Dal Corso

domingo, 28 abril, 2013 Posted by | Repassando... | , , | Deixe um comentário

Por essas e outras, o iletrado Lula virou colunista do New York Times…

Para minha surpresa, os ianques do jornal New York Times acabam de convidar o Lula para ser colunista do jornal, abordando temas que vão da política, passando pela economia e terminando nas políticas sociais. Os gringos podem ser imperialistas canalhas, mas não são burros… A notícia foi dada agora há pouco no noticiário do SBT.Será que a Globo vai noticiar também… DUVIDO…

Serra, FHC E COMPANHIA deverão cortar os pulsos, em catarse coletiva…

Interessante ler as informações abaixo sobre a Educação no Brasil…

Bom dia a todos.

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Publicado em 19/04/2013

No blogue do Paulo Henrique Amorim

Educação: Lula 10 vs 0 no Príncipe dos Sociólogos

O Lula criou 14 universidades. E o que fala frances não criou NENHUMA !

Acompanhe a goleada que o metalúrgico que não fala inglês aplica no Principe dos Sociólogos, exatamente na área da Educação.
(Aquela em que Fernando Haddad brilhou.)
A comparação do que se passou na Educação nos dez anos de Lulilma e nos oito sombrios do Farol de Alexandria, aquele que iluminava a Antiguidade e foi destruido por um terremoto de nome Lula, se reproduz nos outros setores da administração.
Como se sabe, o Farol quebrou o Brasil tres vezes e tres vezes foi ao FMI.

Compartilhe a nova série de infográficos sobre educação em 10 anos de governo democrático e popular

O Brasil comemora em 2013 uma década de governo democrático e popular. No dia 15 de abril, aconteceu em Belo Horizonte um seminário para debater os avanços e desafios da educação nesses 10 anos, com a participação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da presidenta Dilma Rousseff. O Instituto Lula convidou o infografista Ilustre Bob e transformou alguns desses destaques em infográficos simples, mas com números impressionantes, e que mostram como a educação foi tratada de forma diferente nesses 10 anos. Convidamos você a conhecer e compartilhar essas informações.
O governo Lula marcou o início de uma mudança importante na maneira de tratar a educação no Brasil, ampliando e democratizando o acesso à educação em todos os níveis, uma preocupação que vem se consolidando com o governo da presidenta Dilma Rousseff. A educação deixou de ser segmentada artificialmente, de acordo com a conveniência administrativa ou fiscal, e passou a ser vista como uma unidade, da creche à pós-graduação. A educação tratada como prioridade revelou-se, por exemplo, no orçamento do MEC, que passou de R$ 33,1 bilhões em 2002, para 86,2 bilhões em 2012.
Clique aqui para ler o balanço de governo e saber mais sobre as iniciativas da educação no governo Lula.
Ensino superior Graças ao Programa Universidade para Todos (Prouni), mais de um milhão de bolsas integrais e parciais já foram oferecidas a estudantes de baixa renda. Além disso, o Reuni ampliou para mais de 240 mil as vagas em universidades federais, o que representa mais do que o dobro das vagas existentes há 10 anos. Em 2012, outros 370 mil estudantes se beneficiaram do Fies, Programa de Financiamento Estudantil, que em 2003 tinha apenas 50 mil contratos fechados.
Ensino profissional e técnico Lula criou 214 novas escolas federais, número maior do que o de todas as escolas já criadas na história do Brasil. Dilma prevê a criação de outras 208 até 2014. Graças a um acordo com o Sistema S (explicar o que é), já foram ofertadas mais de um milhão de vagas gratuitas desde 2009.
Ensino básico No ensino básico, o complemento da União investido no Fundeb – Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação, passou de R$ 500 mil reais, em 2003, para 10,5 bilhões, em 2012, um aumento de mais de 20 vezes.Outros destaques desses 10 anos de governo democrático e popular: O orçamento do MEC passou de 33,1 bilhões de reais para 86,2 bilhões de reais (valores corrigidos) Gasto público passa de 4,8% do PIB para 6,1% do PIB. A meta é alcançar 7% do PIB Foram criadas 14 novas universidades, com 126 novas extensões dos campi Duplicou número de vagas nas universidades federais 1,1 milhão de bolsas para estudantes de baixa renda nas faculdades particulares (Prouni) 6,7 milhões de universitários atualmente – eram 3,5 milhões em 2002 FIES – 25 bilhões de reais emprestados a 760 mil universitários 290 novas escolas técnicas, com 1 milhão de alunos Pronatec – 2 milhões de alunos matriculados Ensino básico – 116 bilhões de reais para Fundeb 2013 Evasão escolar nos primeiros anos do ensino fundamental caiu de 8,2% para 1,6 50% dos recursos do pré-sal assegurados em Lei para a Educação Valorização do magistério, com a formação inicial e continuada de professores e a regulamentação do piso salarial
Conheça mais sobre o infografista Ilustre Bob: Site: http://ilustrebob.com Twitter: @ilustrebob Facebook: http://www.facebook.com/ilustredesign

Veja os outros gráficos

 

quarta-feira, 24 abril, 2013 Posted by | Comentário, Repassando... | , , | Deixe um comentário

Talvez ELES esperem a campanha eleitoral de 2014…

Publicado em 19/04/2013

O que você espera ver no acórdão do mentirão ?

Ou “mensalão” é apenas a marca fantasia, feito Coca-Cola, de um produto que cuja fórmula é “encanar os petistas para impedir a soberana manifestação do povo”.

Cada amigo navegante há de ter a sua predileção.
O ansioso blogueiro, por exemplo, quer ver quem e como o acórdão usa a teoria do “domínio do fato”, que, como se sabe, no Supremo, revestiu-se de um turbante da Carmen Miranda, para se adaptar à necessidade tropical de condenar o Dirceu.
O ansioso blogueiro quer ver como fica a “bonificação por volume”, para ter certeza de que a SECOM vai buscar na Globo os BVs por conta das campanhas do Banco do Brasil, da Caixa e da Petrobrás.
O ansioso blogueiro quer ver como se formula a tese de que a vítima é quem tem que apresentar as provas de sua inocência, magistral e  jaboticabal contribuição do Brasil à Magistratura Universal, desde o Código de Hamurábi ao Corpus Juris Civilis, de um autor bizantino de menor relevância.
Mas, há quem queria encontrar as provas inexistentes da culpa do João Paulo Cunha.
Como, nesse caso, o Supremo fecha o Tribunal de Contas da União e a Câmara dos Deputados, que concluíram que João Paulo é inocente.
O dinheiro público que o José Genoino botou no bolso, quando era presidente do PT.
Cadê ?
Em que mansão do Genoino – presente de uma de suas filhas, sócia de uma empresa de gelatina com o Jorge Paulo Treman– se esconde a grana ?
As provas que incriminam o Jose Dirceu, num jantar em Belo Horizonte, quando foi ao cofre do restaurante e pegou todo o dinheiro (estatal) e botou no bolso.
Como Ministro da Casa Cilvil, Dirceu tinha o domínio de todos os fatos.
Mas, o Fernando Henrique ao comprar a reeleição por R$ 200 mil a cabeça, não !
O FHC não sabia de nada !
E aliás, ele não queria a reeleição.
Quem queria era o Cerra !
Como se sabe, o pecado capital do Dirceu, sobre o qual ele teve domínio do fato, ao lado do Lula, foi fundar o maldito Partido dos Trabalhadores – e isso deve estar, claramente, no acórdão.
O ansioso  blogueiro está muito interessado em saber como o acórdão vai demonstrar que o dinheiro da Visanet é estatal.
Esta é a “mentirinha” central, que precisa ser provada e bem provada: os mensaleiros meteram a mão em dinheiro da Viúva.
A revista Retrato do Brasil já demonstrou que o dinheiro da Visanet é tão estatal quanto a Rede Globo.
Como ficará aquela interjeição do Catão de Diamantino, aquele a quem o Dr Bermudes liga duas vezes por dia, na hora em que ele brada aos céus: “até o Banco do Brasil ! O Banco do Brasil, senhores !”.
E por que os diretores indicados pelo Fernando Henrique na Visanet não foram gentilmente enquadrados na categoria de larápios …
A explicação para o Duda Mendonça ser julgado em única instância no Supremo.
A citação a Chico Campos, aquele Grande Democrata que inspirou decisões Supremas.
O momento em que o Ministro Marco Aurélio (Collor de) Mello chama Thomas Jefferson de “Herói da Pátria”.
E dá um sorrisinho maroto, quando o advogado do Herói da Pátria chama o Lula de “safo”.
Como o Ministro Fux justifica trocar de gravata todo dia, para atender às premissas de “continuidade” da Rede Globo.
E, por fim, quando ele diz “a verdade é uma quimera”.
O momento da Eucaristia do mensalão (o do PT):  a verdade é uma quimera !
Esse acórdão corre o risco de ser levado, por Sedex, para a Corte dos Direitos Humanos da OEA, como previu o jurisconsulto da predileção deste ansioso blog, o Edu Guimarães .
Por fim, amigos navegantes, podem esperar pelo grande momento, aquele que Mino Carta sempre antecipou: o “mensalão” estará provado ?
Por “a” mais “b”, estipêndio mensal, para comprar voto no Congresso !
Ou “mensalão” é apenas marca fantasia, feito Coca-Cola, de um produto que cuja fórmula é “encanar os petistas para impedir a soberana manifestação do povo”.
O ansioso blogueiro está mais ansioso para ler o acórdão do que o grande jurista tupiniquim Ataulfo Merval de Paiva (*).
Ou tudo não passa de crime eleitoral, Caixa Dois.
Crime, aliás, que o FHC, o Cerra e o Aloysio 300 mil jamais cometeram.
O FHC e o Cerra, por exemplo, podem vir a ter que tratar da Mãe de Todas as Caixas Dois, a Privataria Tucana, quando o brindeiro Gurgel seguir as instruções do Presidente Barbosa e investigar as imaculadas atividades do clã Cerra.
E por falar nisso: quando o Presidente Barbosa vai legitimar a Satiagraha ?
Clique aqui para ler “Amauy Ribeiro Jr vai apresentar formalmente sua candidatura à Academia Brasileira das Letras – a Privataria é Imortal !”.
Paulo Henrique Amorim

sexta-feira, 19 abril, 2013 Posted by | Repassando... | , | Deixe um comentário

Desculpem o sumiço…

Amigos,

Não tem sido fácil gerir a minha vida, nos últimos tempos. Trabalho profissional, a casa/quintal, o Sítio Natureza e o blog. Daí, a minha ausencia acentuada desta nossa convivencia virtual. Mas, vai tudo bem, as coisas vão se equilibrar novamente.

Um abraço a todos.

sexta-feira, 19 abril, 2013 Posted by | Recados | | Deixe um comentário

E aí, O Globo, vai responder…

Economista na UFF enumera mentiras de ‘O Globo’ sobre Venezuela

O economista Victor Leonardo de Araújo, professor da Universidade Federal Fluminense, enviou carta ao jornal ‘O Globo’ enumerando os dados errados recorrentemente usados pelo jornal para criticar a economia da Venezuela. Entre eles, números sobre déficit público, inflação e produção industrial. Leia a íntegra do texto.

Victor Leonardo de Araujo

“Prezada Senhora Sandra Cohen, editora de Mundo de O Globo
Já é sabido que o jornal O Globo não nutre qualquer simpatia pelo governo do presidente venezuelano Hugo Chávez, e tem se esforçado a formar entre os seus leitores opinião contrária ao chavismo – por exemplo, entrevistando o candidato Henrique Caprilles sem oferecer ao leitor entrevista com o candidato Nicolás Maduro em igual espaço. Isto por si já é algo temerário, mas como eu não tenho a capacidade de modificar a linha editorial do jornal, resigno-me.
O problema é que o jornal tem utilizado sistematicamente dados um tanto quanto estranhos na sua tarefa de formar a opinião do leitor. Sou professor de Economia da Universidade Federal Fluminense e, embora não seja “especialista” em América Latina, conheço alguns dados sobre a Venezuela e não poderia deixar de alertá-la quanto aos erros que têm sido sistematicamente cometidos.
Como parte do esforço de mostrar que o governo Chávez deixou a economia “em frangalhos”, o jornalista José Casado, em matéria publicada em 15/04/2013 (“Economia em frangalhos no caminho do vencedor”) informa que o déficit público em 2012 foi de 15% do PIB.
Infelizmente, as fontes desta informação não aparecem na reportagem (apenas uma genérica referência a “dados oficiais e entidades privadas”!!!), uma falha primária que nem meus alunos não cometem mais em seus trabalhos.
Segundo estimativas apresentadas para o ano de 2012 no “Balanço Preliminar das Economias da América Latina e Caribe”, da conceituada Comissão Econômica para América Latina e Caribe (Cepal), o déficit foi de 3,8% do PIB, ligeiramente menor do que no ano anterior, mas muito inferior ao apresentado pelo jornal.
Caso o jornalista queira construir a série histórica para os resultados fiscais para a Venezuela (e qualquer outro país do continente), pode consultar também as várias edições do “Estudio Económico” também da Cepal.
Para poupar o seu trabalho: a Venezuela registrou superávit primário de 2002 a 2008: 2002: 1% do PIB; 2003: 0,3; 2004: 1,8; 2005: 4,6; 2006: 2,1; 2007: 4,5; 2008: 0,1; e déficit nos anos seguintes: 2009: -3,7% do PIB; 2010: -2,1; 2011: -1,8; 2012: -1,3.
O déficit é decrescente, mas bem distante dos 15% do PIB publicados na matéria.
Afirmar que o déficit público na Venezuela corresponde a 15% do PIB tem sido um erro recorrente, e também aparece na matéria intitulada “Onipresente Chávez”, publicada na véspera, também no caderno “Mundo” do jornal ‘O Globo’ em 13/04/2013.
A este propósito, tenho uma péssima informação a lhe dar: diante de um quadro fiscal tão saudével, o presidente Nicolás Maduro não precisará realizar ajuste fiscal recessivo, e terá condições de seguir com as políticas de seu antecessor.
A matéria do dia 15/04/2013 possui ainda outros erros graves. O primeiro é afirmar que existe hiperinflação na Venezuela, e crescente. Não há como negar que a inflação é um problema grave na Venezuela, mas ‘O Globo’ não tem dispensado o tratamento adequado para informar os seus leitores.
A inflação na Venezuela tem desacelerado: foi de 20% em 2012, contra 32% em 2008 (novamente utilizo os dados da Cepal). Tudo indica que o jornalista não possui conhecimento em Economia, pois a Venezuela não se enquadra em qualquer definição existente para hiperinflação – a mais comumente utilizada é de 50% ao mês; outras, mais qualitativas, definem hiperinflação a partir da perda da função de meio de troca da moeda doméstica, situações bem distantes do que ocorre na Venezuela.
Outro equívoco é afirmar que “não há divisas suficientes para pagar pelas importações”. A Venezuela acumula superávits comerciais e em transações correntes (recomendo que procure os dados – os encontrará facilmente na página da Cepal).
Esta condição é algo estrutural, e a Venezuela é a única economia latino-americana que pode dar-se ao luxo de não precisar atrair fluxos de capitais na conta financeira para financiar suas importações de bens e serviços. Isto decorre exatamente das exportações de petróleo.
O problema, Senhora Sandra Cohen, é que os erros cometidos ao expor a situação econômica venezuelana não se limitam à edição do dia 15/04, mas tem sido sistemáticos e corriqueiros.
Como parte do esforço de mostrar que o governo Chávez deixou uma “herança pesada”, a jornalista Janaína Figueiredo divulgou no dia 14/04 (“Chavismo joga seu futuro”) que em 1998 a indústria respondia por 63% da economia venezuelana, e caiu para 35% em 2012.
Infelizmente, a reportagem comete o erro primário que o seu colega José Casado cometeu: não cita suas fontes.
Em primeiro lugar, a informação dada pelo jornal é que a Venezuela era a economia mais industrializada do globo terrestre no ano de 1998. Veja bem: uma economia em que a indústria representa 63% do PIB é super-hiper-mega-industrializada, algo que sequer nos países desenvolvidos foi observado naquele ano, nem em qualquer outro. E a magnitude da queda seria digna de algo realmente patológico.
Como trata-se de um caso de desindustrialização bastante severo, procurei satisfazer a minha curiosidade, fazendo algo bastante corriqueiro e básico em minha profissão (e, ao que tudo indica, o jornalista não fez): consultei os dados.
Na página do Banco Central da Venezuela encontrei a desagregação do PIB por setor econômico e lá os dados eram diferentes: a indústria respondia por 17,3% do PIB em 1998, e passa a representar 14% em 2012. Uma queda importante, sem dúvida, mas algo muito distante da queda relatada por sua jornalista.
Caso a senhora, por qualquer juízo de valor que faça dos dados oficiais venezuelanos, quiser procurar em outras fontes, sugiro novamente a Cepal, (Comissão Econômica para América Latina e Caribe).
As proporções mudam um pouco (21% em 1998 contra 18% em 2007 – os dados por lá estão desatualizados), mas sem adquirir a mesma conotação trágica que a reportagem exibe. Em suma: os dados publicados na matéria estão totalmente errados.
O erro cometido é gravíssimo, mas não é o único.
A reportagem ainda sugere que a Venezuela é fortemente dependente do petróleo, respondendo por 45% do PIB. Novamente, a jornalista não cita suas fontes.
Na que eu consultei (o Banco Central da Venezuela), o setor petróleo respondia por 19% do PIB em 1998, contra pouco mais de 10% em 2012. Como a Senhora pode perceber, a economia venezuelana se diversificou. Não foi rumo à indústria, pois, como eu mesmo lhe mostrei no parágrafo acima, a participação desta última no PIB caiu. Mas, insisto, a dependência do petróleo DIMINUIU, e não aumentou como o jornal tem sistematicamente afirmado.
A edição de 13/04/2012, traz outros erros graves. Eu já falei anteriormente sobre os dados sobre déficit público apresentados pela matéria assinada pelo jornalista José Casado (“Onipresente Chávez”).
A mesma matéria afirma que a participação do Estado venezuelano representa 44,3% do PIB.
O conceito de “participação do Estado na economia” é algo bastante vago, e por isso era importante o jornalista utilizar alguma definição e citar a fonte – mas isto é algo, ao que tudo indica, O Globo não faz.
Algumas aproximações para “participação do Estado na economia” podem ser utilizadas, e as mais usuais apresentam números distantes daqueles exibidos pelo jornalista: os gastos do governo equivaliam a 17,4% do PIB em 2010 (contra 13,5% em 1997) e a carga tributária em 2011 era de 23% (contra 21% em 2000), nada absurdamente fora dos padrões latino-americanos.
Enfim, no afã de mostrar uma economia em frangalhos, O Globo exibe números simplesmente não correspondem à realidade da economia venezuelana. Veja bem: eu nem estou falando de interpretação dos dados, mas sim de dados que equivocados!
Seria importante oferecer ao leitor de O Globo uma correção dessas informações – mas não na forma de errata ao pé de página, mas em uma reportagem que apresente ao leitor a economia venezuelana como ela é, e não o caos que O Globo gostaria que fosse.
E, por favor, nos próximos infográficos, exibam suas fontes.
Atenciosamente,

Victor Leonardo de Araújo

Professor de Economia da Universidade Federal Fluminense”

sexta-feira, 19 abril, 2013 Posted by | Repassando... | , , | Deixe um comentário

A primeira batalha…

Há séculos, nós humanos aprendemos a ser o centro do mundo e substituímos a parceria com a Natureza pelo domínio sobre a Natureza. Deu no que deu: devastação global, crises produtivas e climáticas que nos levaram à atual crise ambiental que, em face da ganância dos mercados e das tecnologias eco-agressoras, agrava-se a cada dia, já que desaprendemos a dialogar com o ambiente.

Sitio Natura 6Felizmente, nas última décadas, surgiu um bando crescente de loucos (na opinião conservadora), capaz de lutar em várias frentes (política, científica, tecnológica e de gestão) e fazer frente ao etnocentrismo pragmático-utilitarista reinante no planeta. E, felizmente, começa a ressucitar a idéia das parcerias com a Natureza, protegendo-a,  reconstituindo-a e facilitando os seus processos naturais de produção, conservando-a ao invés de inutilizá-la.

De há muito tornei-me um destes loucos, após muitos anos cooptados pela agronomia de mercado ainda dominante. Mas, agora, tenho um território para aplicar minhas vontades e conhecimentos agroecológicos compartilhados com aqueles que sonham um ambiente diferente, resgatado e diverso.

A um mês, iniciei a labuta. Primeiramente, abri a estrada interna de que necessitava. Poderia utilizar um trator e fazê-la rápido e a um custo 30% menor. Mas, e o estrago ambiental? Preferi então fazê-la à mão, com dois cabras machos que moram na vizinhança e ela já está pronta, conforme podem ver na foto acima. Nada cortado de fundamental, apenas a trilha curvilínea poupando as plantas mais sigificativas, como o Anajazeiro da foto acima, que produz coquinhos que servem ao consumo humano e dos animais (tatus, pacas, etc.) ainda presentes na área, apesar dos caçadores clandestinos. E embora com esta aparência rústica, meu velho Renault (um carro urbano), entra e sai tranquilamente e em pleno período chuvoso. Sem erosão, sem terra e matas revolvidas. Apresento-lhes, então o Caminito, como o batizei.

Sitio natureza 3 036Na foto ao lado, está o início da construção (também manual) do primeiro lago (o Laguinho), aproveitando uma bacia natural do canyon onde correm as águas da nascente que brota 150 metros acima, por um forte declive natural. O Laguinho reforçará a fonte e a vegetação à montante, onde nada será tocado, a não ser para reforçar a vegetação terciária já existente. E lá no fundo da foto, situa-se o lugar onde construirei a casinha de pedra, quando puder. Acho que vai ficar lindo (o Laguinho e a casa em meio ao pomar agroflorestal que formarei ao fundo, na vegetação mais rala).

Nestes arredores situava-se o antigo sítio de moradia do antigo dono (já falecido) e ainda há por lá uma idosa jaqueira, alguns coqueiros maltratados, açaizeiros e murucizeiros abandonados, que recuperarei em breve.

E algo carinhoso para o meu coração socialista chegou aos meus ouvidos, através do meu escudeiro. Um dos dois trabalhadores (que desconhecia até então) foi chamado para trabalhar para o japonês ao qual prestava serviços, de vez em quando. E ele disse, ao receber o recado, através de sua mãe: _ Eu não vou. O seu Henrique é um homem bom, me arrumou serviço quando eu mais precisava e ele vai ter sempre serviço pra mim e pro meu tio, seja no sítio ou lá no quintal da casa dele.

Imaginem como ficou este meu coração de anseios solidários…

E como primeiras “curtições” no território, além do “avoado” de dias atrás, documento a Mariceli (minha Dulcinéia) e a minha mana Miroca, após uma breve chuva de verão, coletando e saboreando coquinhos nativos de Tucumã, produzidos pela pequena palmeira que preservei ao lado do Caminito. E para encerrar, o trio de La Mancha: este Quixote, ladeado de sua Dulcinéia e do seu fiel escudeiro Sancho (o Rocinante estava descansando à sombra, alhures).

“A esperança não murcha, ela não cansa, também como ela não sucumbe a crença. Vão-se sonhos nas asas da descrença, voltam sonhos nas asas da esperança”. ( Augusto dos Anjos)

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quarta-feira, 3 abril, 2013 Posted by | Comentário | , , | Deixe um comentário