Livre pensar é só pensar!

Para não desligar os neurônios

Sobre a semente-esperança das vozes proativas das ruas…

Colunistas| 26/06/2013

O caráter das novas manifestações

Nutro a convicção de que a partir de agora se poderá refundar o Brasil a partir de onde sempre deveria ter começado, a partir do povo mesmo que já encostou nos limites do Brasil feito para as elites.

Leonardo Boff

“Estou fora do pais, na Europa a trabalho e constato o grande interesse que todas  as mídias aqui conferem às manifestações no Brasil. Há bons especialistas na Alemanha e França que emitem juízos pertinentes. Todos concordam nisso, no caráter social das manifestações, longe dos interesses da política convencional. É o triunfo dos novos meios e congregação que são as mídias sociais.
O grupo da libertação e a Igreja da libertação sempre avivaram a memória antiga do ideal da democracia, presente, nas primeiras comunidades cristãs até o século segundo pelo menos. Repetia-se o refrão clássico: “o que interessa a todos, deve poder ser discutido e decidido por todos”. E isso funcionava até para a eleição dos bispos e do Papa. Depois se perdeu esse ideal nas nunca foi totalmente esquecido. O ideal democrático de ir além da democracia delegatícia ou representativa e chegar à democracia participativa, de baixo para cima, envolvendo o maior número possível de pessoas, sempre esteve presente no ideário dos movimentos sociais, das comunidades de base, dos Sem Terra e de outros. Mas nos faltavam os instrumentos para implementar efetivamente essa democracia universal, popular e participativa.
Eis que esse instrumento nos foi dado pelas várias mídias sociais. Elas são sociais, abertas a todos. Todos agora têm um meio de manifestar sua opinião, agregar pessoas que assumem a mesma causa e promover o poder das ruas e das praças. O sistema dominante ocupou todos os espaços. Só ficaram as ruas e as praças que por sua natureza são de todos e do povo. Agora surgiram a rua e a praça virtuais, criadas pelas mídias sociais.
O velho sonho democrático segundo o qual o que interessa a todos, todos tem direito de opinar e contribuir para alcançar um objetivo comum, pode em fim ganhar forma. Tais redes sociais podem desbancar ditaduras como no Norte da África, enfrentar regimes repressivos como na Turquia e agora mostram no Brasil que são os veículos adequados de revindicações sociais,sempre feitas e quase sempre postergadas ou negadas:  transporte de qualidade (os vagões da Central do Brasil tem quarenta anos), saúde, educação, segurança, saneamento básico. São causas que tem a ver com a vida comezinha, cotidiana e comum à maioria dos mortais. Portando, coisas da Política em maiúsculo.
Nutro a convicção de que a partir de agora se poderá refundar o Brasil a partir de onde sempre deveria ter começado, a partir do povo mesmo que já encostou nos limites do Brasil feito para as elites. Estas costumavam fazer políticas pobres para os pobres e ricas para os ricos. Essa lógica deve mudar daqui para frente. Ai dos políticos que não mantiverem uma relação orgânica com o povo. Estes merecem ser varridos da praça e das ruas.  Escreveu-me um amigo que elaborou uma das interpretações do Brasil mais originais e consistentes, o Brasil como grande euforia e empresa do Capital Mundial, Luiz Gonzaga de Souza Lima. Permito-me citá-lo: “Acho que o povo esbarrou nos limites da formação social empresarial, nos limites da organização social para os negócios. Esbarrou nos limites da Empresa Brasil. E os ultrapassou. Quer ser sociedade, quer outras prioridades sociais, quer outra forma de ser Brasil, quer uma sociedade de humanos, coisa diversa da sociedade dos negócios. É a Refundação em movimento”.
Creio que este autor captou o sentido profundo e para muitos ainda escondido das atuais manifestações multitudinárias que estão ocorrendo no Brasil. Anuncia-se um parto novo. Devemos fazer tudo para que não seja abortado por aqueles daqui e de lá de fora que querem recolonizar o Brasil e condená-lo a ser apenas um fornecedor de commodities para os países centrais que alimentam ainda uma visão colonial do mundo, cegos para os processos que nos conduzirão fatalmente à uma nova consciência planetária e a exigência de uma governança global. Problemas globais exigem soluções globais. Soluções globais pressupõem estruturas globais de implementação e orientação. O Brasil pode ser um dos primeiros nos quais esse inédito viável pode começar a sua marcha de realização. Daí ser importante não permitirmos que o movimento seja desvirtuado. Música nova exige um ouvido novo. Todos são convocados a pensar este novo, dar-lhe sustentabilidade e fazê-lo frutificar num Brasil mais integrado, mais saudável, mais educado e melhor servido em suas necessidades básicas.

Leonardo Boff é teólogo e escritor

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domingo, 30 junho, 2013 Posted by | Repassando... | , , | Deixe um comentário

Eliminando enxovalhos do PIG…

Publicado em 28/06/2013

Lula desmente a Folha (*) e apoia plebiscito

Ouvir o povo pode renovar o sistema político, diz Lula.

O Conversa Afiada reproduz nota divulgado pelo Instituto Lula:

NOTA

São fantasiosas, sem qualquer base real, as opiniões que me foram atribuídas pela Folha de S.Paulo, em matéria (de Catia Seabra ( ???) e Márcio Falcão – PHA) publicada hoje na página 4 do jornal. Não fiz qualquer crítica nem em público, nem em privado à atuação da presidenta Dilma Rousseff nos recentes episódios. Ao contrário, minha convicção é de que a companheira Dilma vem liderando o governo e o país com grande competência e firmeza, ouvindo a voz das ruas, construindo soluções e abrindo caminhos para que o Brasil avance, nossa democracia se fortaleça e o processo de inclusão social se consolide.
Em particular, a presidenta mostrou extraordinária sensibilidade ao propor a convocação de um plebiscito sobre a reforma política. A iniciativa tem o mérito de romper o impasse nessa questão decisiva, que há décadas vem entrando e saindo da agenda nacional, sem lograr mudanças significativas. Ouvindo o povo, nosso sistema político poderá se renovar e aperfeiçoar. É o que se espera dele.
Luiz Inácio Lula da Silva

(*) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que matou o Tuma e depois o ressuscitou; e que é o que é,  porque o dono é o que é; nos anos militares, a Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.

domingo, 30 junho, 2013 Posted by | Repassando... | , | Deixe um comentário

Popularidade da Dilma: a análise da análise

Publicado em 29/06/2013

Uma análise do Datafalha. Dá para fazer a limonada

Por que a Folha não divulga, nunca, a avaliação PESSOAL da Dilma ?

Diante do Datafalha – “Datafalha, Dilma não caiu” -, o ansioso blog procurou reunir alguns pedaços de analise, consultou o Tirésias, o Oráculo de Delfos, o Vasco e outros confiáveis intérpretes, e se permitiu algumas observações:
Era impossível que, depois do “terremoto neopolítico”,  engendrado na “doença infantil do transportismo”  não ocorresse uma queda  na avaliação da presidenta e de todos políticos, sem exceção.
Porém, Dilma reúne condições para se recuperar por causa dos seus atributos pessoais, do seu governo – o Lulilma – e do campo político do qual faz parte, onde desponta Lula.
Alguns aspectos:

TÉCNICOS
1. Mesmo com a grande queda, o índice ainda é positivo :

a) o número maior é de regular (43%)

b) o segundo é de ótimo e bom (30%)

c) o terceiro ruim e péssimo (25%)
2. Foi mantida a tendência de o aumento do regular ser maior que o do ruim e péssimo;
3. A avaliação por nota continua boa : agora é 5,8 quando antes era de 7,1 (queda de apenas 1,3);
4. Curiosamente, a Folha mais uma vez omite a aprovação pessoal da presidenta (que  deve estar acima de 50%  – como, normalmente, existe uma proporcionalidade entre a nota e a aprovação, este índice pode estar girando entre 55% a 58% ;
5. Mesmo com toda a queda, este momento de inflexão de Dilma é maior do que o ponto mais baixo de Lula (28%)  e de FHC (13%);
6. E O MELHOR, DO PONTO DE VISTA POLÍTICO :  68% APROVAM A IDÉIA DO PLEBISCITO  E 73% ASSEMBLÉIA CONSTITUINTE .
POLÍTICOS

a) seguramente não foi apenas a imagem de Dilma que despencou. Sem dúvida, a de todos os políticos,  em especial a dos principais  chefes de executivos: Alckmin, Cabral, Tarso, Anastasia, Eduardo Campriles, Aécio (por tabela), Paes, Haddad.   Os prefeitos das grandes capitais também devem ter despencado ;
b) a massa numérica é maior na presidenta por alguns motivos: quem está mais em cima, cai mais forte;

c) em momento de crise aguda, a pessoa que ocupa o poder central vira o maior alvo, momentâneo, de insatisfações pois além de ser a “grande autoridade” recebe o “lixo” dos problemas localizados de cada Estado;
d) trata-se de um impacto político-emocional, que pode ser passageiro, pois as condições objetivas da vida das pessoas (salário, emprego, consumo) não mudaram tão abruptamente nas últimas três semanas;

e) o dado mais preocupante é que a  crise atingiu seu Governo em um momento já de queda gradativa, por causa da economia);
f) como não há nenhum líder de oposição ou partido capaz de  encarnar a revolta popular, a possibilidade de recomposição da presidenta é mais fácil. A única exceção é, talvez,  Joaquim Barbosa, que pode reencenar o Fernando Ferrari contemporâneo: o “mãos limpas”; Mas, como se sabe, Ferrari perdeu para o Jango. E se Barbosa tem “mãos limpas” há de ter alguns defeitos para ser um candidato presidencial palatável. A sua própria isenção ficará comprometida se, em sua presidência, não legitimar a Satiagraha.
Cadeia para todos os partidos, ou o PSDB tem privilegio de fôro ? E seu ponto mais forte é o fato de a Globo – que sonega impostos – o eleger como “o que mais faz a diferença”. No Brasil, isso vale mais do que toda a bancada do PMDB na Câmara e a do PT no Senado  …

g) duro, mesmo, vai ser aguentar os mervalicos pigais (*) , as cantanhedes, os prousts de Brasília…

h) Agora, com zé cardozo, Helena Chagas, Bernardão, Gleisi … aí já não é limonada – é óleo de rícino !

Paulo Henrique Amorim

(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

domingo, 30 junho, 2013 Posted by | Repassando... | , | Deixe um comentário

A Vênus Platinada está ficando nua…

(Repassado pelo navegante Carlos Germer, SC)

As ruas são surpreendentes em suas ações e seus resultados. Até quem se considera acima do bem e do mal descobre que não é bem assim… Vejam o vídeo no link abaixo…

Bom domingo a todos…

http://www.youtube.com/watch?feature=player_detailpage&v=th7qWKZRRi8

domingo, 30 junho, 2013 Posted by | Comentário, Repassando... | , | Deixe um comentário

PHA: que vc esteja equivocado, pelo amor de Deus…

Publicado em 27/06/2013

Os conservadores capturaram a Dilma

Dilma vai acabar mais perto do Michel Temer do que do Lula.

Curva perigosa à direita – dizia uma das placas.
O Conservadorismo é o grande vencedor das manifestações.
Isso não é paradoxal.
Não há protesto de 100 mil, 500 mil a favor.
O Movimento Passe Livre foi para a rua protestar contra o Haddad e contra Dilma.
A violência da PM de São Paulo e a Rede Globo multiplicaram o fenômeno.
A Globo percebeu o sentido anti-Haddad e anti-Dilma do protesto e o encampou, apoiou, cobriu e lhe deu tela plana, com LSD e em HD.
A Globo passou a cobrir a anomia, o des-Governo até derrubá-lo.
Como dizia aquele amigo, velho comunista, que não caiu na esparrela do PPS: isso aí não dá em nada, ou derruba o Governo.
Acertou.
Derrubou o Governo Dilma e botou no lugar outro Governo Dilma.
O trabalho político passou a se desenvolver na arena da Copa das Confederações.
Por que a Copa passou a ser o alvo ?
Porque a Globo ganha com ela de qualquer jeito e em qualquer lugar: no Maracanã, na África do Sul ou na Coreia.
E para os conservadores e a Globo, a Copa tem uma maldição de origem: o Lula trouxe a Copa e a Dilma a realizará.
O Governo se deixou cercar.
O Governo se trancou na Economia.
E a Economia, como a Guerra, é sub-capítulo da Política (já ouvi isso em algum lugar).
O Governo Dilma não tem canal de voz ou de expressão.
É um leão sem dentes.
Sem microfone.
As redes sociais, claro, aglutinaram os manifestantes.
Mas, Facebook não é urna.
As manifestações se diziam apartidárias e horizontais.
Sem líderes.
Não há 100 mil pessoas apartidárias nas ruas.
A Globo deu o Partido e os líderes.
O partido da oposição e os líderes, seus âncoras pretensamente objetivos.
Esses jovens, fora os chamado “vândalos”, são brancos, estudantes e de classe média.
Ele tem uma renda maior do que os da Classe C que o Lula e a Dilma levaram para a classe média.
Eles devem muito pouco ou quase nada a esse processo de mobilidade social que levou 40 milhões de pessoas à classe media.
Eles já estavam lá.
Eles estão há pelo menos uma geração.
Eles nasceram na classe média.
Eles não respeitam os partidos, os políticos ou a democracia.
E, muitas vezes, nem os pais nem os professores.
Eles “just do it”.
Eles são mais eles.
E não tem nenhum apreço por esses que chegaram agora à classe média.
Esses “arrivistas”.
Esses “penetras” que enchem os aeroportos, os shopping centers, que se sentam ao meu lado na faculdade.
E daqui a pouco vão querer um carro igual ao que papai me deu.
E, imagine !, o emprego que era para ser meu !
Esses manifestantes cresceram com um sentimento difuso de anti-política, anti-partidos, anti-Governo.
Isso se deve, em boa parte, à generalizada despolitização da sociedade brasileira.
Uma juventude que pensa que JK é tônico muscular.
Isso se deve à entre aspas politização fecha aspas, na Globo, do julgamento do mensalão, que mais do que punir o PT foi a fogueira em que ardeu a política.
A ideologia predominante nos altos escalões da Justiça contaminou o país: a política é o pecado.
A virtude está nas Leis, ou melhor, nos Juízes.
Tudo o que cheira a soberania popular fede.
Essa rebelia “desorientada” se valeu da ignorância.
Esses manifestantes – e, na verdade, milhões de brasileiros – não conhecem o Brasil.
Não sabem o que acontece no Brasil.
Por exemplo, não sabem que há 30 anos não se investia em transportes.
Há 20 anos, em São Paulo, o paiol de toda crise, se constroi um metro à velocidade de um quilômetro e meio por ano.
Esse déficit de informação se deve a erro estratégico capital, desses que se inscrevem no centro do sistema sanguíneo de um povo, por gerações.
Por exemplo: ser o último país do mundo a abolir a escravidão.
Outro, derrubar o presidente João Goulart, eleito segundo as regras da Constituição, e instalar um regime militar.
Outro erro grave – de que muitos devemos nos penitenciar – foi derrubar o presidente Collor, cujos pecados poderiam ter sido corrigidos pela Lei e pela Política.
Mas, se cometeu o erro de derrubar o primeiro presidente eleito pelo povo depois do regime militar.
A redemocratização começou por se negar.
Outro erro estratégico, que entope as nossas veias, foi não fazer a reforma agrária simultaneamente à libertação dos escravos, como quiseram dois grandes brasileiros, José Bonifácio e Joaquim Nabuco.
Outro erro estratégico, capital, uma dose maciça de colesterol no sangue.
Foi não criar um sistema estatal – de preferência – ou publico de comunicação de massa.
Informar é obrigação do governante.
E o governado tem o direito de ouvir e, constitucional, ser ouvido.
Nenhuma Democracia do mundo permitiria que a lei que regula a rádio-difusão não se atualizasse desde 1963.
Desde 1994, a Globo controla  80% de toda a verba da televisão aberta.
Em 1994, ela tinha 80% da audiência.
Hoje, tem 45% da audiência.
Mas, não faz diferença.
Os 80% só os mesmos e o bolo da grana aumentou.
E agora ?
O Governo Dilma perdeu.
Vê-se no seu rosto.
O Movimento Passe Livre à aquele personagem de Stendhal que não percebeu que estava no meio de uma batalha de Waterloo.
Dilma pode até ser reeleita, diante da indigência que assola o outro lado.
Mas, dificilmente, ela ressurgirá com a força que o Lula ressurgiu do mensalão.
Lula depois do mensalão preservou o centro de sua política: a inclusão social.
A sobrevivência da Presidenta Dilma corre o risco de se dar – apenas – no espaço conservador do sistema político e parlamentar.
E, nesse cercado de federalistas, udenistas e ruralistas, os jovens manifestante e a Globo convivem muito bem – e em harmonia.
Dilma terá que renunciar a boa parte de seu keynesianismo, porque o mercado perdeu  o “instinto animal”- precisa de juros !
Ela terá que mudar a política econômica, caminhar para “ortodoxia” dos credores, porque o ambiente econômico internacional não ajuda – sopra contra.
Dilma terá que tirar dinheiro do PAC para atender às demandas populistas.
Ela não fará uma reforma política para combater o Caixa Dois – porque é disso que se trata -, porque há 19 anos o Congresso imobiliza a reforma política.
“Ouvir as voz das ruas” só seria possível numa Assembleia Constituinte exclusiva.
E, depois, um referendo.
Fora disso, a “voz das ruas” sumirá naquele salão do Athos Bulcao que liga a Câmara e o Senado.
Emudecerá
E a Dilma acabará mais perto do Michel Temer do que do Lula.
O Brasil vai parar ?
Não !
Os mesmos ingredientes também estruturais que farão do Brasil uma Nação prospera estarão preservados.
O rumo é o mesmo.
O que mudou foi o plano de voo.
Mudaram os passageiros.
E o comandante.
Vai mudar tudo.
Desde que tudo continue tudo como estava.
Há 200 anos.
(Já ouvi isso em algum lugar.)
Clique aqui para ler “Dilma, a Assembléia Constituinte, Vivinha da Silva”.
Aqui para ler “Vem aí o voto distrital. Cerra ganhou”.
E aqui para ler “Plebiscito sem Constituinte dá em que ?”.
Paulo Henrique Amorim

quinta-feira, 27 junho, 2013 Posted by | Repassando... | , | Deixe um comentário

Sobre quando a pata bota ovos silenciosamente…

Publicado em 25/06/2013

Deficit informacional ? Culpa da SECOM !

A SECOM do Papa Bento XVI era melhor !

O Conversa Afiada localizou o excelente marqueteiro Duda Carville, em casa, em Nova Orleans.
– Duda Santana, caro amigo, como vai ?
– Sempre inquieto, sempre furioso com os Republicanos …
– Duda, que tal a política de Comunicação do Governo Dilma ?
– O que ? Não ouço bem … Estou com a tevê ligada pra ver quando o Snowden chega a Quito …
– A política de informação, comunicação do Governo Dilma …
– Ah, sei, informação, prestar um serviço público à sociedade, não é isso ? Coisa trivial numa Democracia …
– Sim, informar as pessoas, Duda, você me entende …
– A do pastor Marcos Feliciano é mais eficaz.
– Não exagera, Duda. Você está tomando muito chá gelado com folha de hortelã …
– Meu querido, dali não sai nada.
– Como assim ?
– Veja bem. Essas manifestações de rua, do pessoal que você chama de “doença infantil do transportismo”, demonstram a mais completa ignorância do que o Governo faz e fará.
– De fato …
– BRT, VLT, HD, DDD, DDT, trem bala, bala ao trem, navio, aeroporto, jangada – qualquer coisa … ninguém tem a menor ideia do que o Governo está fazendo.
– E qual é o efeito disso ?
– Com muita razão, as pessoas cobram o que pensam que não existe ou existirá …
– Dê um exemplo, Duda.
– Esse caso da importação de médicos. Isso parecia uma conspirata, na calada da noite, do Padilha com o Fidel, atrás do Muro de Berlim para inocular o chavizmo na veia do brasileiro do interior …
– E não é nada disso.
– Nada disso. Finalmente, ontem, se soube que o Brasil é um dos países ditos sérios do mundo que menos importa médicos … Que temos hospitais e não temos médicos …
– E todo mundo dizendo que a Saúde é uma m…
– Não, o Brasil é uma m… é uma especialidade do jornal nacional.
– É verdade. Agora, é a editoria do “quebra e arrebenta” que parece prevalecer… E a exploração da inflação ?
– É outro deficit informacional, como diz você. A inflação voltou a cair e está dentro da meta. Ponto. O resto é torcer contra.
– Como o Aécio …
– Meu querido, é verdade que ninguém entende de transportes como aquela garota do MPL.
– Ela é a musa da Quatro Rodas …
– Não seja debochado, ansioso blogueiro.
– Não, é que a voz dela é tão agradável quanto a do William Traack.
– Vamos falar de transportes. Os tucanos de São Paulo estão no poder há 17 anos. E há 17 anos constroem pouco mais de um quilometro de metrô por ano. Por que ninguém diz isso ?
– Porque há um deficit informacional, Duda.
– Porque ninguém faz como o Ministro das Cidades, que diz com todas as letras que há 30 anos, 30 anos !!! não há investimento em transporte publico de massa no Brasil!
– O Governo acha que não precisa informar. Que é obrigação da sociedade entrar no site dos ministérios para saber o que está acontecendo.
– Outro exemplo: alguém aí sabe a quantas anda o PAC 2?
– Só a Miriam Belchior.
– O Brasil só se informa na Globo.
– Ou no horário eleitoral gratuito.
– Daqui a um ano.
– E até lá, pau no Governo.
– Mas, não é sempre fácil botar a culpa na … digamos … “comunicação” ?
– Meu querido, o Governo Dilma é um record multiplanetário, transiberiano ! A SECOM do Papa Bento XVI era melhor!
– Ainda mais num país dominado pela Globo…
– Pela Globo e seus “especialistas”…
– De quem é a culpa, Mr Carville ?
– Da SECOM !
– Tem certeza ?
– De quem mais seria ? Do Ali Kamel ?
– O Gilberto Freire com “i”(*) …
– Seja lá quem for.  O negócio da Globo é ver o pau comer, lá de cima, no helicóptero …
– A solução é a Dilma ir para a tevê ? Parece que o efeito da ida dela à tevê é positivo.
– Não basta. Tem que ser um trabalho de formiguinha, no dia a dia. Com uma política, um sistema, uma estratégia.
– E A SECOM tem ?
– Esta se vendo …
Pano rápido.
Paulo Henrique Amorim

terça-feira, 25 junho, 2013 Posted by | Repassando... | , , | Deixe um comentário

Uma proposta para continuar nas ruas… Qual é a sua?

(via o internauta Sérgio Reginato)

Lei de Reforma do Congresso de 2013

É assim que começa.

Em três dias, a maioria das pessoas no Brasil terá esta mensagem. Esta é uma idéia que realmente deve ser considerada e repassada para o Povo.

Lei de Reforma do Congresso de 2013 (emenda à Constituição) PEC de iniciativa popular: Lei de Reforma do Congresso (proposta de emenda à Constituição Federal)
1. Fica abolida qualquer sessão secreta e não-pública para qualquer deliberação efetiva de qualquer uma das duas Casas do Congresso Nacional. Todas as suas sessões passam a ser abertas ao público e à imprensa escrita, radiofônica e televisiva.


2. O congressista será assalariado somente durante o mandato. Não haverá ‘aposentadoria por tempo de parlamentar’, mas contará o prazo de mandato exercido para agregar ao seu tempo de serviço junto ao INSS referente à sua profissão civil.

3. O Congresso (congressistas e funcionários) contribui para o INSS. Toda a contribuição (passada, presente e futura) para o fundo atual de aposentadoria do Congresso passará para o regime do INSS imediatamente. Os senhores Congressistas participarão dos benefícios dentro do regime do INSS exatamente como todos outros brasileiros. O fundo de aposentadoria não pode ser usado para qualquer outra finalidade.

4. Os senhores congressistas e assessores devem pagar por
seus planos de aposentadoria, assim como todos os brasileiros.

5. Aos Congressistas fica vetado aumentar seus próprios salários e gratificações fora dos padrões do crescimento de salários da população em geral, no mesmo período.

6. O Congresso e seus agregados perdem seus atuais seguros de saúde pagos pelos contribuintes e passam a participar do mesmo sistema de saúde do povo brasileiro.

7. O Congresso deve igualmente cumprir todas as leis que impõe ao povo brasileiro, sem qualquer imunidade que não aquela referente à total liberdade de expressão quando na tribuna do Congresso.

8. Exercer um mandato no Congresso é uma honra, um privilégio e uma responsabilidade, não um uma carreira. Parlamentares não devem servir em mais de duas legislaturas consecutivas.
Se cada pessoa repassar esta mensagem para um mínimo de vinte pessoas, em três dias a maioria das pessoas no Brasil receberá esta mensagem. A hora para estaPEC – Proposta de Emenda Constitucional – é AGORA.

É ASSIM QUE VOCÊ PODE CONSERTAR O CONGRESSO.
Se você concorda com o exposto, REPASSE.  Caso contrário, basta apagar e dormir sossegado.

Por favor, mantenha esta mensagem CIRCULANDO para que possamos ajudar a reformar o Brasil.
 
NÃO SEJA ACOMODADO. NÃO ADIANTA SÓ RECLAMAR.NÃO CUSTA NADA REPASSAR.

terça-feira, 25 junho, 2013 Posted by | Repassando... | , , , | Deixe um comentário

Vagando entre a surpresa, a esperança e a ira… e de volta à esperança.

Nos últimos quinze dias, meu coração político oscilou mais do que pêndulo de relógio antigo, diante dos fatos urrados pelas ruas do país.

De cara, fiquei puto com as passeatas contra o reajuste das tarifas em São Paulo, que me cheirou, instantaneamente, a manobra político- eleitoreira da oposição raivosa para desestabilizar a enorme vantagem do governo para as eleições de 2014. Imaginem, levante contra um reajuste abaixo da inflação do período… E a ira tomou conta do meu discernimento: não era nada de 20 centavos, era fachada para o jogo político sujo que os sacados do poder, em desespero e em cumplicidade com a grande mídia golpista, tentavam mais uma vez…

Em seguida alvoreceu a esperança: era muito mais do que uma “primavera dos centavos”. Era a indignação dos jovens, adultos e velhos do país, contra a corrupção e as carências da saúde e da educação nacionais. Era o repúdio ao espaço oportunista dos partidos políticos, majoritariamente redutos de malfeitores, corruptos e salafrários. Redutos de há muito desmoralizados junto à opinião pública e que, graças ao malabarismo eleitoral cevado de corrupção e de midiatização reacionária, mandam e desmandam cada vez mais contra esta nação…

Mas os fatos e imagens das ruas, embotaram em mim a esperança, ao ver o vandalismo dantesco praticado contra o patrimônio público, comércios, empresas e veículos civis…

E aí passei duas semanas ruminando o tresloucado alimento democrático, que apresentava no cardápio as mais contraditórias misturas entre luta político-social, selvageria e banditismo.

Vi uma senhora de 84 anos (em meio à multidão e com um cartaz nas mãos), dizendo à repórter que tinha vindo contra a vontade familiar por que ela estava viva e, então, este também era o seu tempo, pelo qual ela tinha de lutar. Meu coração tremeu de alegria para, logo em seguida, tombar em ira ao ver a imagem do vândalo estudante de arquitetura entrando na delegacia para depor, com um sorriso irônico que antecedia sua libertação posterior.

Enchi minha alma vendo jovens protestando séria e pacificamente, com aquele messianismo típico dos jovens,  enquanto vândalos e criminosos  depredavam e roubavam como em saque medievais, provocando-me urros interiores de raiva.

Trepidei de impotência diante da contradição contida em uma massa humana que trazia no ventre a demanda por mais recursos para a educação/saúde e a depredação que gerará gastos para recuperação (e logicamente, menos dinheiro para as demandas).

Vomitei de nojo dos jornais televisivos que teimavam em repetir a hipócrita ladainha de que as manifestações eram pacíficas, apesar de pequenos grupos de vândalos. Gente, eu via pequenos grupos de 300 pessoas, pichando, depredando e saqueando! Quando mostravam a vandalização, os senhores jornalistas enfatizavam que eram grupos minoritários, mas, quando a algum policial feria alguém eles berravam que as forças policiais cometiam excessos! Dois pesos e duas medidas… Mas, quando os “pequenos grupos” incendiaram veículos da imprensa, houve editorial de repúdio e expressões onde se dizia que “isto já foi longe demais“. Para o restante da sociedade vandalizada, até então, não era nada? Era apenas um pequeno grupo de vândalos?

E as bandeiras políticas dos partidos? Como sempre, no vácuo das oportunidades, buscando uma legitimidade popular que de há muito perderam. Gostei dos pacifistas terem dado uma prensa nesta corja, proibindo e tomando bandeiras. Gostei mais ainda do antigo slogan “o povo unido, jamais será vencido”, reciclado para “o povo unido, não precisa de partido” Genial… Não que a sociedade democrática não precise de partidos. Ela precisa sim, mas de partidos que se deem a respeito, e não de quadrilhas de malfeitores que, mascarados pelas siglas, assaltam cotidianamente o dinheiro público e legislam leis que facilitam a impunidade geral!

Gostei e ver jovens manifestantes negociando com policiais o roteiro das passeatas, de policiais e jovens pedindo paz e até trocando flores entre si. Discordar não significa necessariamente, agir com intolerância e selvageria. E a presidente Dilma captou muito lucidamente esta visão democrática. Em suas duas falas desarmou os oportunistas que tentavam armar arapucas e legitimou a juventude que protestava legitima e pacificamente. Mais: se as lideranças destes movimentos forem lúcidas, poderão ser para a presidente os aliados leais que ela precisa para derrubar PEC’s e outras igrejinhas de corrupção, aprovar os recursos do pré-sal para a educação, contratar médicos que queiram ir para os cafundós (mesmo que sejam estrangeiros) e muitas outras coisas mais, como uma profunda reforma política que nunca acontece. As ruas poderão lhe dar respaldo contra os malfeitores que vicejam nas esferas política e pública, ajudando a vigiar, fiscalizar e corrigir.

Parece que o pior (as passeatas violentas) já passou. Tanto é que as TV´s já voltaram a noticiar, assaltos, assassinatos e crimes comuns (alguns, até mesmo requentados). E, enfim parece se consolidar no meu coração a esperança de que esta pressão legitma e democrática das ruas possa permear a gestão pública e pressionar a canalha ainda predominante nos parlamentos, governos e até mesmo nas cortes judiciárias.

E na catarse que me acomete agora, após assistir os atos da peça política encenada pelo povo nas ruas, senti a comprovação empírica do paradigma construído teoricamente por Jürgen Habermas e que constitui o pilar ético deste modesto blogue. Ele, um dos mais importantes pensadores da atualidade, conceituou a racionalidade comunicativa passível de existência entre os cidadãos, como instrumento para a reconstrução dos fundamentos sociais. E embora ele aceite que a participação livre, racional e crítica dos atores sociais é geralmente aprisionada pela lógica do sistema social hegemônico e incorporada nas relações de poder político e de intercâmbio econômico que encobrem a dominação, acredita que cada um de nós, junto à sua coletividade próxima, pode influenciar na reconstrução social. Entendendo a racionalidade comunicativa como “aprendente” (em permanente processo de ampliação e aperfeiçoamento), afirma que os grupos sociais são capazes de desenvolver competências mais complexas para conhecer a realidade, superando as explicações apenas racionais e seus desdobramentos deterministas e autoritários. Assim, evoluindo através dos acertos e erros naturais em processos coletivos de ensino-aprendizagem, construindo uma ética universalista, as coletividades podem chegar a princípios que garantam a participação dos atores sociais nas decisões públicas, contribuindo com suas percepções e demandas específicas.

E reforçando Habermas, sabemos que as políticas públicas, por mais que surjam das demandas sociais amplas, quase nunca serão desengavetadas se não houver a pressão social.

No momento em que se fala tanto em planejamento participativo, a população mostrou que quer ser ouvida e não, manipulada em circos de captura de legitimidade. Quer falar, contribuir com suas reais demandas e fiscalizar os processos institucionais.

As ruas parecem estar mostrando esta possibilidade.

É um processo perigoso, onde os riscos de conflito e anarquia estarão sempre presentes, entropizando as boas intenções e degenerando os novos tecidos sociais em construção. Mas são riscos de enfrentamento necessários e menores do que os riscos da alienação e do acomodamento…

Que a esperança não se desvaneça… e volte às ruas quando necessária.

segunda-feira, 24 junho, 2013 Posted by | Comentário | , , | Deixe um comentário

Tudo é uma questão de ponto de vista…

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domingo, 23 junho, 2013 Posted by | Repassando... | , | Deixe um comentário

A onisciência também desilude…

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domingo, 23 junho, 2013 Posted by | Repassando... | , , | Deixe um comentário