Livre pensar é só pensar!

Para não desligar os neurônios

Divergências sobre os médicos do Barbosa “Reserva Moral”…

Publicado em 27/11/2013
Via Conversaafiada.com.br

Dr Kalil tem que processar junta do Barbosa

Ética impede junta de Brasília de rever o que o Dr Roberto Kalil, do Sírio, determinou.

O D Kalil é titular de Cardiologia da FMUSP, diretor do Sírio e médico do Genoino

O Conversa Afiada reproduz comentário do amigo navegante Alan:
Fui aluno do Dr. Luiz Fernando Junqueira, o chefe da junta médica que atestou a saúde do deputado José Genoíno. Não vou discutir a competência do Professor Junqueira como pesquisador, professor ou cientista. Muito menos a sua orientação política, que sei ser reacionária. Mas discuto se o mesmo se encontra apto a chefiar uma equipe deste calibre, para emitir um laudo.
Há muito tempo o Dr. Junqueira deixou de clinicar, de atender pacientes reais, de caminhar dentro do Hospital e examinar pacientes a beira do leito. Sequer o Dr Junqueira tem um consultório, onde atenda pacientes particulares reais. Ele se resume a isto, mais professor e pesquisador do que médico. Como médico que atende pacientes na condição de Genoíno, entendo que o quadro dele é grave, não pelo fato de ele ter sido submetido a uma cirurgia, mas sim devido a ele ter uma doença sistêmica! E doenças sistêmicas só são tratadas com mudanças de hábitos de vida, que incluem boa alimentação, atividade física com acompanhamento fisioterápico, uso controlado de medicamentos, exames laboratoriais e de imagem para controle e acesso fácil a unidades de urgência e emergência. Isto é o que exijo para meus pacientes. Isto que o Sírio Libanês orientou para que fosse feito por Genoíno.
Se eu fosse o médico de Genoíno, entraria com representação no CRM contra esta junta médica, pois ela diretamente fere a autonomia do médico do paciente de indicar o melhor tratamento conforme os artigos:
– Art. 94. Intervir, quando em função de auditor, assistente técnico ou perito, nos atos profissionais de outro médico, ou fazer qualquer apreciação em presença do examinado, reservando suas observações para o relatório.
– Art. 97. Autorizar, vetar, bem como modificar, quando na função de auditor ou de perito, procedimentos propedêuticos ou terapêuticos instituídos, salvo, no último caso, em situações de urgência, emergência ou iminente perigo de morte do paciente, comunicando, por escrito, o fato ao médico assistente.
– Art. 98. Deixar de atuar com absoluta isenção quando designado para servir como perito ou como auditor, bem como ultrapassar os limites de suas atribuições e de sua competência.
Sem mais a dizer no momento, esperem que publiquem meu comentário

quarta-feira, 27 novembro, 2013 Posted by | Repassando... | , , | Deixe um comentário

A opinião de quem entende de justiça e legalidade…

Publicado em 19/11/2013
Via conversaafiada.com.br

Dallari e Bandeira de Mello contra Barbosa

Os outros ministros do Supremo não vão fazer nada diante de uma violação que só o desejo do espetáculo justifica?
E o futuro do estado de Direito ?

O Conversa Afiada reproduz manifesto que tem os juristas Dalmo Dallari e Celso Bandeira de Mello entre os signatários:

A decisão do presidente do Supremo Tribunal Federal de mandar prender os réus da Ação Penal 470 no dia da proclamação da República expõe claro açodamento e ilegalidade. Mais uma vez, prevaleceu o objetivo de fazer do julgamento o exemplo no combate à corrupção.
Sem qualquer razão meramente defensável, organizou-se um desfile aéreo, custeado com dinheiro público e com forte apelo midiático, para levar todos os réus a Brasília. Não faz sentido transferir para o regime fechado, no presídio da Papuda, réus que deveriam iniciar o cumprimento das penas já no semiaberto em seus estados de origem. Só o desejo pelo espetáculo justifica.
Tal medida, tomada monocraticamente pelo ministro relator Joaquim Barbosa, nos causa profunda preocupação e constitui mais um lamentável capítulo de exceção em um julgamento marcado por sérias violações de garantias constitucionais.
A imprecisão e a fragilidade jurídica dos mandados expedidos em pleno feriado da República, sem definição do regime prisional a que cada réu teria direito, não condizem com a envergadura da Suprema Corte brasileira.
A pressa de Joaquim Barbosa levou ainda a um inaceitável descompasso de informação entre a Vara de Execução Penal do Distrito Federal e a Polícia Federal, responsável pelo cumprimento dos mandados.
O presidente do STF fez os pedidos de prisão, mas só expediu as cartas de sentença, que deveriam orientar o juiz responsável pelo cumprimento das penas, 48 horas depois que todos estavam presos. Um flagrante desrespeito à Lei de Execuções Penais que lança dúvidas sobre o preparo ou a boa fé de Joaquim Barbosa na condução do processo. Um erro inadmissível que compromete a imagem e reputação do Supremo Tribunal Federal e já provoca reações da sociedade e meio jurídico. O STF precisa reagir para não se tornar refém de seu presidente.
A verdade inegável é que todos foram presos em regime fechado antes do “trânsito em julgado” para todos os crimes a que respondem perante o tribunal. Mesmo os réus que deveriam cumprir pena em regime semiaberto foram encarcerados, com plena restrição de liberdade, sem que o STF justifique a incoerência entre a decisão de fatiar o cumprimento das penas e a situação em que os réus hoje se encontram.
Mais que uma violação de garantia, o caso do ex-presidente do PT José Genoino é dramático diante de seu grave estado de saúde. Traduz quanto o apelo por uma solução midiática pode se sobrepor ao bom senso da Justiça e ao respeito à integridade humana.
Tais desdobramentos maculam qualquer propósito de fazer da execução penal do julgamento do mensalão o exemplo maior do combate à corrupção. Tornam também temerária a decisão majoritária dos ministros da Corte de fatiar o cumprimento das penas, mandando prender agora mesmo aqueles réus que ainda têm direito a embargos infringentes. Querem encerrar a AP 470 a todo custo, sacrificando o devido processo legal. O julgamento que começou negando aos réus o direito ao duplo grau de jurisdição conheceu neste feriado da República mais um capítulo sombrio.
Sugerimos aos ministros da Suprema Corte, que na semana passada permitiram o fatiamento das prisões, que atentem para a gravidade dos fatos dos últimos dias. Não escrevemos em nome dos réus, mas de uma significativa parcela da sociedade que está perplexa com a exploração midiática das prisões e temem não só pelo destino dos réus, mas também pelo futuro do Estado Democrático de Direito no Brasil.
19 de Novembro de 2013

Juristas e advogados
–  Celso Bandeira de Mello – jurista, professor emérito da PUC-SP –  Dalmo de Abreu Dallari – jurista, professor emérito do USP –  Pedro Serrano – advogado, membro da comissão de estudos constitucionais do CFOAB –  Pierpaolo Bottini – advogado –  Marco Aurélio de Carvalho – jurista, professor universitário e secretário do setorial jurídico do PT.
–  Antonio Fabrício – presidente da Associação Brasileira dos Advogados Trabalhistas e Diretor Financeiro da OAB/MG –  Bruno Bugareli – advogado e presidente da comissão de estudos constitucionais da OAB-MG –  Felipe Olegário – advogado e professor universitário –  Gabriela Araújo – advogada –  Gabriel Ciríaco Lira – advogado –  Gabriel Ivo – advogado, professor universitário e procurador do Estado. –  Jarbas Vasconcelos – presidente da OAB/PA –  Luiz Guilherme Conci – jurista, professor universitário e presidente coordenação do Sistema Internacional de Proteção dos Direitos Humanos do CFOAB –  Marcos Meira – advogado –  Rafael Valim – advogado e professor universitário –  Weida Zancaner- jurista e advogada
Apoio dos partidos e entidades
–  Rui Falcão – presidente nacional do PT –  Renato Rabelo – presidente nacional do PCdoB –  Vagner Freitas – presidente nacional da CUT –  Adílson Araújo – presidente nacional da CTB –  João Pedro Stédile – membro da direção nacional do MST –  Ricardo Gebrim – membro da Consulta Popular –  Wellington Dias – senador, líder do PT no Senado e membro do Diretório Nacional – PT/PI –  José Guimarães – deputado federal, líder do PT na Câmara e secretário nacional do PT –  Alberto Cantalice – vice-presidente nacional do PT –  Humberto Costa – senador e vice-presidente nacional do PT –  Maria de Fátima Bezerra – vice-presidente nacional do PT, deputada federal PT/RN –  Emídio de Souza – ex-prefeito de Osasco e presidente eleito do PT/SP –  Carlos Henrique Árabe – secretário nacional de formação do PT –  Florisvaldo Raimundo de Souza – secretário nacional de organização do PT –  Francisco Rocha – Rochinha – dirigente nacional do PT –  Jefferson Lima – secretário nacional da juventude do PT –  João Vaccari Neto – secretário nacional de finanças do PT –  Laisy Moriére – secretária nacional de mulheres PT –  Paulo Frateschi – secretário nacional de comunicação do PT –  Renato Simões – secretário de movimentos populares do PT
–  Adriano Diogo – deputado estadual PT/SP e presidente da Comissão de Direitos Humanos da ALESP –  Alfredo Alves Cavalcante – Alfredinho – vereador de São Paulo – PT/SP –  André Tokarski – presidente nacional da UJS –  André Tredezini – ex-presidente do Centro Acadêmico XI de Agosto –  Arlete Sampaio – comissão executiva nacional do PT e deputada distrital do DF –  Alexandre Luís César – deputado estadual/MT e membro do diretório nacional do PT/MT –  Antonio Rangel dos Santos – membro do diretório nacional PT/RJ –  Artur Henrique – ex-presidente da CUT e diretor da Fundação Perseu Abramo – PT –  Benedita da Silva – comissão executiva nacional e deputada federal PT/RJ –  Bruno Elias – PT/SP –  Carlos Magno Ribeiro – membro do diretório nacional do PT/MG –  Carlos Veras –presidente da CUT/PE –  Carmen da Silva Ferreira – liderança do MSTC (Movimento Sem Teto do Centro)/FLM (Frente de Luta por Moradia) –  Catia Cristina Silva – secretária municipal de Combate ao Racismo – PT/SP –  Dirceu Dresch – deputado estadual/SC –  Doralice Nascimento de Souza – vice-governadora do Amapá –  Edson Santos – deputado federal – PT/RJ –  Elói Pietá – membro do diretório nacional – PT/SP –  Enildo Arantes – vice-prefeito de Olinda/PE –  Erik Bouzan – presidente municipal de Juventude – PT/SP –  Estela Almagro – membro do diretório nacional PT/SP e vice-prefeita de Bauru –  Fátima Nunes – membro do diretório nacional – PT/BA –  Fernanda Carisio – executiva do PT/RJ –  Frederico Haddad – estudante de Direito/USP e membro do Coletivo Graúna –  Geraldo Magela – membro do diretório nacional – PT/DF –  Geraldo Vitor de Abreu – membro do diretório nacional – PT –  Gleber Naime – membro do diretório nacional – PT/MG –  Gustavo Tatto – presidente eleito do Diretório Zonal do PT da Capela do Socorro –  Humberto de Jesus – secretário de assistência social, cidadania e direitos humanos de Olinda/PE –  Ilário Marques – PT/CE –  Iole Ilíada – membro do diretório nacional – PT/SP –  Irene dos Santos – PT/SP –  Joaquim Cartaxo – membro do diretório nacional – PT/CE e vice-presidente do PT no Ceará –  João Batista – presidente do PT/PA –  Joao Guilherme Vargas Netto – consultor sindical –  João Paulo Lima – ex-prefeito de Recife e deputado federal PT/PE –  Joel Banha Picanço – deputado estadual/AP –  Jonas Paulo – presidente do PT/BA –  José Reudson de Souza – membro do diretório nacional do PT/CE –  Juçara Dutra Vieira – membro do diretório nacional – PT –  Juliana Cardoso – presidente municipal do PT/SP –  Juliana Borges da Silva – secretária municipal de Mulheres PT/SP e membro do Coletivo Graúna –  Laio Correia Morais – estudante de Direito/PUC-SP e membro do Coletivo Graúna –  Lenildo Morais – vice-prefeito de Patos/PB –  Luci Choinacki – deputada federal PT/SC –  Luciana Mandelli – membro da Fundação Perseu Abramo – PT/BA –  Luís César Bueno – deputado estadual/GO e presidente do PT de Goiânia –  Luizianne Lins – ex-prefeita de Fortaleza e membro do diretório nacional do PT/CE –  Maia Franklin – ex-presidenta do Centro Acadêmico XI de Agosto –  Marcelo Santa Cruz – vereador de Olinda/PE –  Márcio Jardim – membro da comissão executiva estadual do PT/MA –  Márcio Pochmann – presidente da Fundação Perseu Abramo –  Margarida Salomão – deputada federal – PT/MG –  Maria Aparecida de Jesus – membro da comissão executiva nacional – PT/MG –  Maria do Carmo Lara Perpétuo – comissão executiva nacional do PT –  Maria Rocha – vice-presidenta do diretório municipal PT/SP –  Marinete Merss – membro do diretório nacional – PT/SC –  Markus Sokol – membro do diretório nacional do PT/SP –  Marquinho Oliveira – membro do diretório nacional PT/PA –  Mirian Lúcia Hoffmann – PT/SC –  Misa Boito – membro do diretório estadual – PT/SP –  Nabil Bonduki – vereador de São Paulo/SP – PT/SP –  Neyde Aparecida da Silva – membro do diretório nacional do PT/GO –  Oswaldo Dias – ex-prefeito de Mauá e membro do diretório nacional – PT/SP –  Pedro Eugenio – deputado federal PT/PE –  Rachel Marques – deputada estadual/CE –  Raimundo Luís de Sousa – PT/SP –  Raul Pont – membro do diretório nacional PT/RS e deputado estadual/RS –  Rogério Cruz – secretário estadual de Juventude – PT/SP –  Romênio Pereira – membro do diretório nacional – PT/MG –  Rosana Ramos – PT/SP –  Selma Rocha – diretora da Escola Nacional de Formação do PT –  Silbene Santana de Oliveira – PT/MT –  Sônia Braga – comissão executiva nacional do PT, ex-presidente do PT no Ceará –  Tiago Soares – PT/SP –  Valter Pomar – membro do Diretório Nacional do PT/SP –  Vilson Oliveira – membro do diretório nacional – PT/SP –  Virgílio Guimarães – membro do diretório nacional – PT/MG –  Vivian Farias – secretária de comunicação PT/PE –  Willian César Sampaio – presidente estadual do PT/MT –  Zeca Dirceu – deputado federal PT/PR –  Zezéu Ribeiro – deputado estadual do PT/BA
Apoios da sociedade civil
–  Rioco Kayano –  Miruna Genoino –  Ronan Genoino –  Mariana Genoino –  Altamiro Borges – jornalista –  Andrea do Rocio Caldas – diretora do setor de educação/UFPR –  Emir Sader – sociólogo e professor universitário/UERJ –  Eric Nepomuceno – escritor –  Fernando Morais – escritor –  Fernando Nogueira da Costa – economista e professor universitário –  Galeno Amorim – escritor e gestor cultural –  Glauber Piva – sociólogo e ex-diretor da Ancine –  Gegê – vice-presidente nacional da CMP (Central de Movimentos Populares) –  Giuseppe Cocco – professor universitário/UFRJ –  Henrique Cairus – professor universitário/UFRJ –  Hildegard Angel – jornalista –  Ivana Bentes – professora universitária/UFRJ –  Izaías Almada – filósofo –  João Sicsú – economista e professor universitário/UFRJ –  José do Nascimento Júnior – antropólogo e gestor cultural –  Laurindo Lalo Leal Filho – jornalista e professor universitário –  Luiz Carlos Barreto – cineasta –  Lucy Barreto – produtora cultural –  Maria Victória de Mesquita Benevides – socióloga e professora universitária/USP –  Marilena Chauí – filósofa e professora universitária/USP –  Tatiana Ribeiro – professora universitária/UFRJ –  Venício de Lima – jornalista e professor universitário/UNB –  Xico Chaves – artista plástico –  Wanderley Guilherme dos Santos – professor titular de teoria política (aposentado da UFRJ).
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PS: A imagem acima foi inserida por este blogueiro.

terça-feira, 19 novembro, 2013 Posted by | Repassando... | , , | 1 Comentário

Aécio e o Reserva Moral como vice: que mistura eleitoral…

Publicado em 18/11/2013

Todas as ilegalidades de Barbosa

Se Dantas não pode ser algemado, Dirceu e Genoino também não !

 Lei 4898/65: Art. 4º Constitui também abuso de autoridade:
a) ordenar ou executar medida privativa da liberdade individual, sem as formalidades legais ou com abuso de poder;
b) submeter pessoa sob sua guarda ou custódia a vexame ou a constrangimento não autorizado em lei;

Navalha

Num julgamento em que se condenou sem prova, tudo é possível.

Em que exatamente a falta de prova foi o motivo da condenação.

Onde a verdade foi uma quimera.

E “até o Ban-co do Bra-sil, senhores, até o Ban-co do Bra-sil, senhores !”.

Em que o “domínio do fato” vestiu o turbante da Carmen Miranda e tropicalizou-se.

Se o fato de pegar dinheiro no caixa com a carteira de identidade é prova de crime.

Se valeu tudo, vale, então o presidente do Supremo pode cometer tantas e gritantes ilegalidade:

1) Barbosa mudou o regime dos réus.

Dirceu e Genoino foram condenados a semi-aberto e cumprem em regime fechado.

Como os dois se apresentaram – e não houve o espetáculo da prisão de pijama, em casa – foi preciso transportá-los num camburão (a jato), para garantir o Fantástico e a espetacularização;

2) Levar para Brasília foi apenas um expediente midiático.

Dirceu e Genoino vão voltar para São Paulo.

Faz parte do processo de ressocialização de um preso mantê-lo perto da família.

3) Os presos foram algemados e a Súmula Vinculante do Marco Aurélio (Color de) Mello, criada depois da prisão de Daniel Dantas, proíbe algemar presos como Dirceu, Genoino – e, sobretudo, Dantas.

Todas as referidas ilegalidades têm um nexo condutor: a espetacularização que desembarca numa atividade política eleitoral, como supõe o IG e se discute abertamente nos corredores do Supremo.

Onde se diz, por exemplo, que o convite de Aécio para que Barbosa seja candidato a Vice foi feito há três meses.

E, pelo jeito, aceito.
Clique aqui para ler “Ataulfo Merval (*) põe a candidatura de Barbosa nas ruas”.
Paulo Henrique Amorim
(*) Ataulfo de Paiva foi o mais medíocre – até certa altura – dos membros da Academia. A tal ponto que seu sucessor, o romancista José Lins do Rego quebrou a tradição e espinafrou o antecessor, no discurso de posse. Daí, Merval merecer aqui o epíteto honroso de “Ataulfo Merval de Paiva”, por seus notórios méritos jornalísticos,  estilísticos, e acadêmicos, em suma. Registre-se, em sua homenagem, que os filhos de Roberto Marinho perceberam isso e não o fizeram diretor de redação nem do Globo nem da TV Globo. Ofereceram-lhe à Academia.E ao Mino Carta, já que Merval é, provavelmente, o personagem principal de seu romance “O Brasil”.

segunda-feira, 18 novembro, 2013 Posted by | Repassando... | , , | 4 Comentários

Menos, Raimundo…

(Repassada pelo navegante Carlos Germer – SC)

– Tenho 75 anos – disse o primeiro – mas estou em plena forma. Só o meu estômago é que anda rateando um pouco. Outro dia comi uma feijoada, acompanhada de umas e outras caipirinhas. E depois me senti meio pesado, sonolento. . .

– Pois eu tenho 78 – disse o segundo – e também estou legal, mas acho que minhas pernas andam fraquejando. Ontem eu joguei u ma pelada na praia, depois nadei uns três quilômetros. À noite, minhas pernas estavam um pouco doloridas.

– Já eu, que tenho 80 anos – disse o terceiro – não sinto esses problemas. Mas minha memória está começando a falhar: ontem, de madrugada, eu bati na porta do quarto da empregada; ela acordou assustada e falou:

– “Que é isso, seu Augusto? Quer dar mais uma?!”

quinta-feira, 14 novembro, 2013 Posted by | Humor, Repassando... | , | Deixe um comentário

Chama o Joaquim Barbosa, com a “teoria” do domínio do fato!

Publicado em 09/11/2013

E se Mauro Ricardo fosse do Dirceu e não do Cerra

Basta o MP trocar o José.

Mauro Ricardo, o implacável braço direito de Cerra

 Saiu no Diário do Centro do Mundo:

Quem é Mauro Ricardo, homem de Serra tão citado no escândalo de SP

por : Paulo Nogueira
Troque um José por outro.
Em vez de Serra, Dirceu.
Imagine agora: um homem de Dirceu – um daqueles que acompanham alguém por toda parte, de Brasília a São Paulo – ignora uma denúncia de corrupção que pode chegar a meio bilhão de reais.
São cinco Mensalões, para você ter uma ideia da magnitude da ladroeira.
Continuemos. O homem de Dirceu confirma que recebeu a denúncia. E afirma que desistiu de levar adiante qualquer investigação depois que os acusados disseram que não estavam roubando nada.
Diz que ficou surpreso ao saber que estavam sim roubando. Pausa para rir. Surpresa mesmo seria se sujeitos acusados de roubar admitissem.
Enfim.
Você faz conta do que aconteceria o José fosse Dirceu: capas sobre capas da Veja pontificando sobre o mar de lama. Reportagens histéricas do Jornal Nacional repercutindo cada ‘descoberta’ nova da Veja. Editoriais do Estadão dando lições de decência. Colunistas como Jabor, Merval e derivados disputando quem usa mais vezes a palavra corrupção.
Mas como o José é Serra não acontece nada. O homem de Serra – Mauro Ricardo – é apresentado como ‘secretário de Kassab’.
Até quando Serra vai escapar da obrigação de prestar contas em casos de corrupção como o do Metrô e, agora, o das propinas na prefeitura de São Paulo para liberar prédios?
Para saber quanto são ligados Serra e Ricardo pego uma reportagem de 2010 do Valor Econômico e reproduzo algumas palavras. O título era: “O implacável braço direito de Serra”.
Ricardo trabalhava então fazia 15 anos com Serra. E era “um nome certo para compor um eventual ministério do candidato tucano à Presidência”.
Mauro Ricardo é um dos raros elos entre Serra e Aécio. Em janeiro de 2003, então governador de Minas, Aécio pediu a Serra alguém para a presidência da Copasa, a estatal mineira de saneamento. Serra indicou Mauro Ricardo.
Mais recentemente, ele foi contratado para ser secretário das Finanças do prefeito de Salvador ACM Neto. O site Bahia Notícias, em março passado, publicou uma reportagem que trazia documentos com problemas judiciais que Ricardo vem enfrentando.
O título: “Secretário ‘importado’ de SP por ACM Neto já foi condenado e responde por supostos desvios”. Um dos casos listados pelo site se refere ao tempo em que Ricardo, por indicação de Serra, comandava a Suframa, Superintendência da Zona Franca de Manaus.
Disse o site Bahia Notícias:
“O Ministério Público Federal o responsabilizou pelo superfaturamento de uma obra de melhoramento e pavimentação de um trecho de 34 km da BR-319, entre o Amazonas e o Acre. Para a Procuradoria da República, a obra, que custou R$ 11,3 milhões aos cofres da União, era “superfaturada” e “desnecessária”, pois a conservação da rodovia estava sob supervisão do Exército.”
Mais uma vez. Troque de José. Imagine se Mauro Ricardo fosse ligado a Dirceu, e não a Serra.
As manchetes, as colunas, as denúncias.
Mas, em vez disso, um silêncio camarada, como se nada estivesse ocorrendo.
Palmas para a mídia brasileira, aspas, e seu cinicamente seletivo conceito de moralidade.

Clique aqui para ler “MP de SP mira Kassab para livrar o Cerra”.
E aqui para ler “De quem é o rosto que a Folha não mostra ?”

sábado, 9 novembro, 2013 Posted by | Repassando... | , , | Deixe um comentário

Lucidez em meio à balbúrdia…

05/11/2013 – Copyleft

        Democracia uma vírgula, anomia niilista

          As forças sociais estão anômicas. Difícil saber em que medida a epiderme niilista reflete hoje o sentimento majoritário da população brasileira.  


Wanderley Guilherme dos Santos 
Arquivo

(*) Artigo publicado originalmente no blog O Cafezinho

Milhões de pessoas foram projetadas a estações de consumo e lazer das quais nunca haviam tido sequer notícia. Passado o deslumbramento, expectativas ambiciosas cresceram em velocidade maior do que caiam taxas de juros e sinais inflacionários levando a audacioso endividamento das famílias. Por fim, a ressaca veio sob forma de aguda ansiedade sobre o futuro imediato, tornando-as vulneráveis aos anúncios de que crescimento econômico em torno de 3,0% significará desastre, desemprego generalizado e uma queda livre, sem rede de proteção, dos trapézios sociais alcançados.
Rápidos deslocamentos ascendentes desenraizam as pessoas da matriz societária original, provocando crises de identidade e desorientação quanto a valores, estando por serem substituidos os anteriores, desaprendidos. Max Weber apontou a reserva de ebulição aí depositada, tanto quanto nas crises de despenhadeiro, quando enormes contingentes de trabalhadores são despejados na escala social com destino à miséria e desesperança. E, ambos, períodos de extensa anomia social, insegurança quanto a rumos e subversão de critérios de avaliação e escolha social. Atração fatal à anomia, o niilismo, o negativismo militante candidata-se a acompanhante emocional, pacificador da insegurança dos segmentos desorientados.
Seqüência já conhecida de manifestação popular reprimida com violência próxima à selvageria propiciou as condições de uma mobilização de simpatias, solidariedades e protestos claramente motivados pelo episódio paulistano de repressão ao Movimento do Passe Livre. Eram os jovens universitários, seus pais e familiares, usuários de transportes públicos, o público de boa vontade, atingido em seu sentido de justiça e de equilíbrio, além das minorias insidiosas de sempre: um nazismo renascente, proto fascistas, partidos autoritários como o PSTU, ou dado a aventuras como o PSOL, mais os predadores da democracia.   Rápido, bem sucedido golpe de mão, juntando acaso e virtude, seqüestrou a alma das ruas e infestou a evidente anomia com a inclinação niilista que a marcou desde então. Todas as palavras de ordem têm sido, a partir daí, pretexto para a desmoralização das instituições democráticas, assembléias, organizações sindicais, associações voluntárias específicas, partidos políticos, em nome de um alegado vanguardismo civilizatório.
O futurismo italiano foi um movimento revolucionário das artes gráficas no início do século XX. Dissolveu-se ideologicamente no fascismo gerado pela anomia decadentista da Itália dos anos 20, igualmente irmanado ao niilismo predatório.   Assustados, os líderes institucionais do Brasil têm tomado a aparência pela verdade e multiplicado a tradução do que lhes parecem comunicar as vozes das ruas. Não existem, contudo, vozes das ruas, apenas alaridos. Não foram as cartolinas pintadas que levaram as primeiras multidões às passeatas, elas surgiram algum tempo depois das marchas em busca de um porquê das próprias marchas. A seco, melhoras genéricas da saúde pública ou da educação não estimulam o deslocamento de dezenas de milhares de manifestantes. Reforma política, então, nem em cartolina apareceu. Pesquisas de opinião durante ou logo depois do calor dos protestos são tecnicamente irrelevantes, não autorizam nenhum tipo de inferência confiável.
Do mar de gente em desfile pelos dias de junho já se ausentaram há muito os de boa fé, os lúdicos, os solidários com as iniciais demandas sobre transporte, até mesmo sobre saúde e educação, bem como os movimentos tradicionais organizados. Participam hoje dos protestos, fora os incautos e ingênuos que sempre existem e lhes emprestam ar de legitimidade, grupos anômicos de jovens de algumas posses, grupos neonazistas e pré-fascistas, organizações niilistas nacionais e internacionais, além das gangues ordinárias de ladrões e assaltantes.   Os que agora se mobilizam e convocam sabem que são isso mesmo, portanto cúmplices entre si. Não há jovem do Leblon que ignore os saques e depredações que irão se seguir às suas intervenções ditas pacíficas. É a esta informal coalizão de celerados que se referem os acoelhados discursos pela modernidade, pelo avanço democrático em curso, pela radicalização da participação. Desde quando movimentos pela democracia difundem o medo e intimidam fisicamente os que divergem? Na verdade, a hegemonia da atual semântica política é niilista, reacionária, antidemocrática. Mesmo as manifestações em favor de teses populares adquirem conotação truculenta. Com todo o narcisismo de que são portadores, movimentos e personalidades de grande notoriedade não conseguem desfazer a impressão de que perderam o controle sobre o emocional da população.   A conjuntura é fascistóide. A pauta trabalhista das centrais sindicais era a aparência para esconder uma real tentativa de retomar a alma das ruas. Foi uma manifestação chinfrim, o dia nacional de lutas, e não recuperou a hegemonia. Ficou apenas a impressão de que reclamava do governo a extinção do fator previdenciário e a realização de uma reforma política, entre outras bandeiras costumeiras, sem conseqüência significativa.
Há quem acredite no fundo da alma que alguma mazela nacional será resolvida por reformas nas instituições políticas. Esta é uma crença sem fundamento e, às vezes, como no momento, sujeita a exasperações histéricas. Só por circunstancial ausência de normalidade argumentativa pode-se entender declarações de inegável natureza controversa como se obviedades democráticas fossem. Em recente declaração em vídeo, ao final de um debate em um centro paulista, uma professora da USP, petista orgânica, afirmou que a estrutura partidária e eleitoral vigente, consagrada na Constituição de 88, foi elaborada em 1965 por Golbery do Couto e Silva, homem da ditadura. Sem dúvida, uma retificação histórica e tanto.   Em texto na revista Carta Capital (17/julho/2013), um jornalista e paladino da democracia menciona um sonho em que assistia à convocação de uma Assembléia Nacional Constituinte exclusiva, integrada pelas melhores cabeças do País. Não ficou esclarecido, contudo, qual colégio eleitoral substituiria os 140 milhões de eleitores brasileiros na escolha de suas melhores cabeças. Pior ainda, figuras profundamente reacionárias em matéria social e econômica, como as lideradas por Marina Silva, re-editam o discurso de que a maldade da política se encontra na existência de mediações entre o público e o privado, cujas fronteiras deviam ser abolidas. É o discurso totalitário em estado puro. Buscando o aplauso de míticas vozes das ruas muitos não mais escutam a própria voz.
É incompreensível a ênfase do governo e do Partido dos Trabalhadores na realização de um plebiscito por uma reforma política cuja formulação é, no mínimo, divisionista, castradora de avanços, e omissa quanto à superação de resquícios da ditadura – por exemplo, garantindo elegibilidade aos analfabetos, tema sem nenhuma audiência entre nossos democratas radicais e digitais. Incompreensível, sobretudo, quando a pauta vital do País, no momento, está sendo disputada taxa de retorno a taxa de retorno nas licitações por vir nos setores ferroviário, aeroviário, rodoviário e portuário, além dos leilões do petróleo. Disso dependem renda, emprego, crescimento, políticas sociais e progresso tecnológico. Sujeito a um cerco infernal de pressões, lobbies e, quiçá, seu tanto de sabotagem por parte de alguns empresários e investidores, o governo substitui esta pauta por um prato diversionista, com o bônus de propiciar aos adesistas a esfarrapada desculpa de que o Estado, o modelo de crescimento (denominação presunçosa), os instrumentos de administração estão esgotados. Baboseiras de quem está costeando o alambrado do conservadorismo.
As forças sociais estão anômicas. Difícil saber em que medida a epiderme niilista reflete o sentimento majoritário da população (pesquisas, no momento, são inúteis para extrapolações), submetida a uma avalanche de informações sem fonte de credibilidade assegurada.  As respostas oficiais, exceto em parte a dos parlamentares, acentuo, exceto em parte a dos parlamentares, têm contribuído para ratificar a ilusão de um aprofundamento da democracia que, de fato, em sua versão expressiva e comportamental, consiste em seu oposto, na intolerância, na destruição e no ódio que contamina as mensagens das ativas redes sociais.
Quanto mais cedo se mobilizar a resistência democrática ao niilismo anômico, melhor.

Créditos da foto: Arquivo

terça-feira, 5 novembro, 2013 Posted by | Repassando... | , | Deixe um comentário

E agora, Máfia de Branco: quem é incompetente?

Pai d´égua!!!. A canalha corporativa dos médicos brasileiros, passou meses boicotando e sabotando a vinda de médicos estrangeiros para os cafundós do Brasil, sob os mais variados, sórdidos e inconsistentes argumentos. Entre eles a obrigatoriedade prévia dos mesmos fazerem o REVALIDA, exame necessário para os médicos exercerem a profissão no Brasil. E agora, os dados do último REVALIDA realizado (vejam abaixo) mostraram os médicos brasileiros e ianques lá na rabeira, atrás de venezuelanos e cubanos. Se for levar ao pé-da-letra os comentários calhordas dos conselhos médicos brasileiros, quem deveria ser impedido de exercer a medicina seriam os nossos nativos, não? Como dizia meu velho pai: o inferno é aqui mesmo! Foram derrubados pela própria ferramenta que tentaram usar para boicotar o programa Mais Médicos.
Espera-se agora, “lúcidos” comentários do CRM e dos conselho estaduais…
Bom domingo a todos.
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Jul 13

Resultados dos exames “Revalida” para médicos: Brasil ficou na sexta posição

Resultado do último Revalida, o exame para a seleção de médicos para exercerem a medicina no Brasil: Venezuela em primeiro lugar, Cuba em segundo, Brasil em sexto. Nenhum norte-americano conseguiu ser aprovado.   por Paulo Jonas de Lima Piva – Pensador da Aldeia
A informação abaixo é para os preconceituosos, reacionários e para todos aqueles que reproduzem passivamente as opiniões prontas, fast-food, de Veja, Folha de São Paulo, CBN e Jornal da Cultura. Diz respeito à vinda de médicos estrangeiros, em particular de médicos cubanos, ao Brasil, onde, na medicina, impera a ideologia elitista e liberal. Ela foi publicada no portal G1 no último dia 12, que fez questão de minimizar a aprovação dos cubanos e a péssima avaliação dos brasileiros:
Entenda o Revalida
O Revalida é um exame nacional criado pelo Ministério de Educação que representa a porta de entrada tanto para estrangeiros quanto brasileiros que se formaram no exterior exercerem a medicina no Brasil. Ele é uma exigência para que o diploma seja válido no país.
Pelo exame, enquanto o médico não for aprovado e não obtiver a revalidação do diploma pelas instituições do ensino público, ele fica impedido de atuar no país. Se um médico for reprovado no Revalida, ele pode se inscrever para fazer o exame do ano seguinte.
Em 2012, 884 pessoas de várias partes do mundo se inscreveram para o Revalida, e apenas 77 (menos de 9%) conseguiram a aprovação no exame.
O Brasil respondeu pela grande maioria dos inscritos (560), mas apenas 7% dos candidatos foram aprovados. O país ficou na sexta colocação no ranking de índices de aprovação.
Os países que obtiveram o maior êxito neste quesito foram: Venezuela (27%) e Cuba (25%), apesar de o número absoluto de inscritos ter sido pequeno. Nenhum candidato com nacionalidade de países da Ásia, África ou América do Norte conseguiu passar na prova do MEC”.

Fonte: http://g1.globo.com/educacao/noticia/2013/07/revalida-sera-aplicado-cerca-3-mil-alunos-do-brasil-em-agosto.html

domingo, 3 novembro, 2013 Posted by | Comentário | , , , | 1 Comentário