Livre pensar é só pensar!

Para não desligar os neurônios

Os efeitos extraordinários da cadeia natural…

Muito se fala sobre a importância da biodiversidade do planeta, embora as posturas favoráveis à devastação sejam sempre mais ouvidas, mesmo porque os bolsos gananciosos superam as mãos ambientalistas. E como normalmente nós esquecemos a dialética de Augusto dos Anjos (que versejou “a mão que afaga é a mesma que apedreja” ), perenizamos os preconceitos comuns e imutáveis de predador e vítima, ignorando a dialética (às vezes sangrenta) da Vida. E nesta visão dialética, até os seres humanos podem construir um mundo melhor, embora quase sempre façam o contrário.Talvez por isto, valha a pena ver o vídeo cujo link repasso abaixo,

Bom dia a todos.

(repassado por Carlos Germer – SC)

https://www.youtube.com/watch?v=nW5ztScNCYk

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sexta-feira, 25 abril, 2014 Posted by | Comentário, Repassando... | , , | Deixe um comentário

O que a direita não consegue? (2)

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O que a direita não consegue?

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Apesar do terrorismo eleitoral da direitona…

Publicado em 16/04/2014

VOX: DILMA GANHA NO
1º TURNO. SEMPRE

Aécio e Dudu empacam na CPI

Como se sabe, o Conversa Afiada acha divertido tirar um sarro do Datafalha, do Globope e seus pesquisólogos.

Saiu na Carta Capital:

EM CENÁRIO ESTÁVEL, DILMA SEGUE FAVORITA PARA VENCER NO 1º TURNO

Em meio aos embates pela CPI da Petrobras e o mau humor da economia, a presidenta mantém vantagem; os opositores somam 14 pontos a menos que a petista

Pesquisa Vox Populi / CartaCapital realizada entre os dias 6 e 8 de abril revela um cenário estável para a Dilma Rousseff (PT) a cerca de três meses do início da campanha eleitoral. A presidenta oscilou um ponto negativo em relação ao último levantamento, em fevereiro, e aparece como a candidata favorita de 40% dos eleitores. Juntos, os adversários somam 26% das intenções de voto. O cenário para a sucessão, portanto, praticamente não se alterou nos dois últimos meses, apesar do mau humor com a economia e da crise na Petrobras, alvo de embates por uma CPI no Congresso.

Em segundo lugar na pesquisa, o tucano Aécio Neves também oscilou um ponto para baixo. Em fevereiro, era lembrado por 17% dos eleitores. Hoje aparece com 16%. Eduardo Campos (PSB), que durante a semana anunciou a ex-senadora Marina Silva como a pré-candidata a vice em sua chapa, soma 8% (tinha 6% há dois meses). O Pastor Everaldo Pereira, pré-candidato do PSC, tem 2%.

Os pré-candidatos Levy Fidelix (PRTB), Randolfe Rodrigues (PSOL), Eymael (PSDC) e Mauro Iasi (PCB) não pontuaram. Votos brancos ou nulos somam 15%. O número de eleitores que não sabem em quem votar ou que não responderam a pesquisa é de 18%.

Nesta quinta-feira 17 serão divulgados todos os detalhes da pesquisa CartaCapital/Vox Populi.

Para a pesquisa, o instituto ouviu 2.200 eleitores em 161 municípios. A margem de erro é de 2,1 pontos percentuais. Os detalhes da pesquisa podem ser conferidos na edição impressa de CartaCapital, nas bancas a partir da quinta-feira 17.

quinta-feira, 17 abril, 2014 Posted by | Repassando... | , | Deixe um comentário

Mais um exemplo do jornalismo livre(?) da gangue global…

Publicado em 15/04/2014

O que o Globo
não quis dizer sobre 1964

Foi um Golpe contra a inclusão social

 O Conversa Afiada reproduz da

Carta Capital:

O golpe contra os trabalhadores

Em texto que “O Globo” recusou-se a publicar, pesquisador argumenta: ditadura foi, sobretudo, reação das elites contra mobilizações trabalhistas no campo e cidade

[Este é o blog do site Outras Palavras em CartaCapital. Aqui você vê o site completo]

 

Por Paulo Fontes

[Depois de encomendar um artigo sobre o golpe, “O Globo” preferiu não publicá-lo. Veja nota do autor a respeito]


Em recente editorial no qual reconhece que o apoio ao golpe de 1964 foi um erro, o jornal O Globo justifica de forma reveladora que seu entusiasmo com a queda do governo de João Goulart era devido ao temor da instalação de uma suposta “República Sindical” no país. A retórica anticomunista e a histeria conservadora que contagiavam vastos setores das classes médias e altas tinham um alvo claro: o crescimento da organização de operários e de vastos setores populares nas cidades, bem como a impressionante mobilização de camponeses nas zonas rurais. O inédito espaço político conquistado por lideranças sindicais incomodava e amedrontava. O golpe de 1964 foi, antes de tudo e sobretudo, um golpe contra os trabalhadores e suas organizações.

A presença pública e as lutas por direitos dos trabalhadores brasileiros, intensas desde o final da II Guerra Mundial, atingiriam seu ápice no início da década de 1960. Os sindicatos foram os principais vetores da organização popular naqueles anos. Mas tal mobilização também ocorria através de associações de moradores e espaços informais, como clubes de bairros e instituições culturais. Estudos recentes mostram que, ao contrário do que se supunha, a presença sindical nos locais de trabalho se fortalecia. No campo, a emergência das Ligas Camponesas, e suas demandas por uma Reforma Agrária transformadora, surpreendeu o país e colocou os trabalhadores rurais no centro do cenário político.

Trabalhistas, católicos, comunistas, janistas, entre diversas outras forças políticas, disputavam e formavam alianças no interior deste movimento. Greves, protestos e uma linguagem marcadamente nacionalista e reformista embalavam reivindicações por transformações estruturais e pela conquista de direitos desde sempre negados, como a lei do 13o salário e a sindicalização no campo.

Em um contexto marcado pela Guerra Fria e pelos impactos da Revolução Cubana, esta presença pública dos trabalhadores significava, para muitos, a antesala do comunismo. A desenvoltura com que lideranças camponesas e dirigentes do Comando Geral dos Trabalhadores (CGT) se aproximavam do governo e do presidente Jango (nunca perdoado por cultivar essas “relações perigosas”) era particularmente execrada. A visibilidade desta aliança no famoso comício da Central do Brasil no dia 13 de março foi a gota d’água para os grupos conservadores e golpistas. Apesar da intensa campanha contra o governo, pesquisas de opinião então realizadas, e durante muito tempo ocultadas, mostram que a maioria da população apoiava Jango e suas reformas.

O golpe acabou com tudo aquilo. E surpreendeu muitos dirigentes sindicais, radicalizados e demasiadamente confiantes na sua influência política e poder de mobilização. Para os vitoriosos, era primordial destruir a “hidra comunista e trabalhista”. Sindicatos em todo o país foram invadidos, sofreram intervenções governamentais e tiveram seu patrimônio dilapidado. Suas lideranças foram presas, caçadas e, algumas, assassinadas. A ditadura foi dura desde seu primeiro dia.

Entidades empresarias, como a FIESP, celebraram a nova era. A queda do governo foi a senha para a revanche patronal. Milhares de trabalhadores foram demitidos e, devido à proliferação das infames “listas negras”, tiveram enormes dificuldades para encontrar novos empregos. A aliança entre empresários e o DOPS que, como historiadores já demonstraram, vinha de longe, tornou-se ainda mais sólida e disseminada. Um clima de medo e perseguições passaria a dominar o interior das empresas. No campo, um número ainda não calculado de trabalhadores rurais foi expulso de suas comunidades e muitos foram mortos por milícias privadas e capangas a serviço de latifundiários.

Uma política econômica antitrabalhista proibiu greves, comprimiu salários, acabou com a estabilidade no emprego, facilitando demissões e a rotatividade da mão de obra. Seu impacto foi tão grande que o ditador Castello Branco viu-se obrigado a reiteradamente repetir, em vão, que “a Revolução não era contra os trabalhadores”. O deliberado enfraquecimento dos sindicatos facilitou em muito a superexploração do trabalho, uma das marcas do regime, que faria do país o campeão mundial em acidentes e mortes no trabalho no início dos anos 1970.

A mesma ditadura que tanto reprimiu e controlou os sindicatos e organizações populares chegaria ao fim, em grande medida, pela força e mobilização dos trabalhadores. Fruto de uma persistente resistência cotidiana e de transformações de vulto na sociedade brasileira, as grandes greves que, a partir do ABC paulista, tomaram conta do país, clamaram novamente por justiça e democracia. Ao mesmo tempo revitalizaram o sindicalismo e deixaram marcas presentes até hoje em nossa vida política e social.

No entanto, ainda sabemos pouco sobre a história dos trabalhadores durante a Ditadura Civil-Militar. Boa parte do interesse dos estudiosos sobre o período concentrou-se em outros grupos sociais e temas, o que se reflete na literatura e na programação dos numerosos eventos que analisam os 50 anos do golpe. Felizmente, este quadro começa a mudar. Neste sentido, a abertura dos arquivos governamentais, incluindo o do Ministério do Trabalho, cuja documentação apodrece, sem cuidado algum, em um prédio da periferia de Brasília, é um passo fundamental. E sem dúvida, o relatório final da Comissão Nacional da Verdade poderá ter um papel decisivo neste encontro do Brasil com sua história.

Em tempo: Aqui, a nota do autor:

1964: o artigo que O Globo recusou-se a publicar

Por Paulo Fontes

[Outras Palavras publica, aqui, o texto de Paulo Fontes censurado por “O Globo”]

Sou professor da Escola de Ciências Sociais da Fundação Getúlio Vargas (CPDOC/FGV) e historiador especializado em história social do trabalho. Em meados de março, fui procurado pela assistente da direção da instituição na qual trabalho, questionando se eu teria interesse em publicar um artigo sobre o golpe de 64 para O Globo. Como em outros momentos de aniversário de eventos históricos, o jornal solicitava então aos pesquisadores do CPDOC artigos de avaliação e opinativos. Apesar de mergulhado em outras atividades, concordei em fazer um curto artigo sobre o papel dos trabalhadores no golpe e na ditadura, por julgar ser este um tema de grande relevância acadêmica, política e social. Acredito que o texto aborda a questão por um ângulo bem pouco explorado nas análises que estão sendo publicadas nos vários órgãos de imprensa.

Entreguei o artigo em 20 de março. Para minha surpresa, ele não foi publicado. Segundo informou o jornal, a não publicação baseia-se em uma série de decisões editoriais que dizem respeito a espaço, a prioridades temáticas com o surgimento de novas notícias ou contribuições não previstas etc.

Obviamente, O Globo não tem obrigação de publicar texto algum, apesar da indelicadeza de solicitar um artigo e não publicá-lo. No entanto, causa estranheza o fato de que outros artigos de colegas do CPDOC /FGV encomendados sobre a mesma temática, tenham sido publicados e o meu não. Difícil não pensar que um parágrafo inicial crítico ao já famoso editorial onde O Globo reconhece seu erro (de maneira tímida e defensiva, por sinal) no apoio ao golpe de 64 não tenha tido algum papel na decisão editorial de não publicar o artigo. Além disso, parece que discussões sobre movimento sindical e os mundos do trabalho não são muito bem vistas pelo jornal. No mínimo paradoxal para quem diz defender tanto a liberdade de expressão.


Paulo Fontes é professor da Escola de Ciências Sociais da Fundação Getulio Vargas (CPDOC/FGV) onde coordena o Laboratório de Estudos dos Mundos do Trabalho e Movimentos Sociais. No momento, é Visiting Fellow no Instituto Re:work da Humboldt University em Berlim..


Clique aqui para ler
“Jovens se reúnem contra torturadores e a Globo”

Aqui para ler “Roberto Marinho, no Golpe até o pescoço !”

Aqui para “Wanderley: Jango, o golpe e os erros históricos”

E aqui para “50 anos do Golpe: Poerner e o papel da UNE”

quarta-feira, 16 abril, 2014 Posted by | Repassando... | , , | Deixe um comentário

Que tal doar um cafezinho ou uma cervejinha a quem tenta fazer alguma coisa?

 Sempre achei que todos nós que vivenciamos as redes sociais virtuais poderíamos mudar muita coisa, através de pequenas doações a organizações sérias e comprometidas com as causas sustentáveis ambiental e socialmente. Inclusive, de vez em quando leio notícias de alguns resultados interessantes. Em função disto e após algumas investigações virtuais, resolvi repassar a campanha abaixo, que apresenta um planejamento participativo, metas claras e proativas planetariamente e que solicita pequenas ajudas, as quais, na somatória final, podem representar recursos expressivos para ações concretas.
Se vocês acharem o mesmo, porque não colaborar? Um cafezinho ou uma cervejinha a menos no nosso paladar, pode ser um pequeno passo para uma grande caminhada.
Bom dia a todos.
_________________________________________________________________________________________
Ricken Patel – Avaaz.org
Hoje em 2:09 AM
Avaaz.org – The World in Action

Cara comunidade – aqui estão os resultados finais da nossa pesquisa de opinião com a comunidade de 34 milhões de cidadãos do mundo! O povo falou, e o que queremos é acabar com a influência das grandes empresas privadas sobre nossos governos, fazer com que todas as crianças tenham acesso à escola e muitas coisas mais:

Já sabemos por onde seguir, e parece ser um caminho bem emocionante. Vamos tornar tudo isso realidade!
A Avaaz nunca recebe dinheiro de governos, empresas privadas ou grandes doadores – dependemos 100% de pequenas doações feitas pelos membros da Avaaz. É por isso que apenas nossa comunidade, e ninguém mais, dita o que temos que fazer. Clique para contribuir com nossas ações em 2014:
SIM, DOAREI R$4 SIM, DOAREI R$6 SIM, DOAREI R$9 SIM, DOAREI R$14

SIM, DOAREI R$23

Para doar outra quantia não listada acima, clique aqui.
Esse processo tem sido muito importante para orientar nossa equipe sobre o que devemos fazer – muito obrigado a todos que participaram! Como agradecimento, queremos mostrar os comentários de pessoas que deixaram uma mensagem na página de resultados da pesquisa aqui (navegue por meio dos comentários – há milhares de mensagens!). Nossa comunidade é um retrato muito bonito e de grande inspiração do que é a humanidade, e me emociona fazer tudo o que fazemos junto com vocês!!!Com muito amor e gratidãoRicken, Meredith, Lisa, Rewan, Mina, Alex e toda a equipe da Avaaz



A Avaaz é uma rede de campanhas globais de 34 milhões de pessoas
que se mobiliza para garantir que os valores e visões da sociedade civil global influenciem questões políticas internacionais. (“Avaaz” significa “voz” e “canção” em várias línguas). Membros da Avaaz vivem em todos os países do planeta e a nossa equipe está espalhada em 18 países de 6 continentes, operando em 17 línguas. Saiba mais sobre as nossas campanhas aqui, nos siga no Facebook ou Twitter.

Você está recebendo essa mensagem porque assinou a campanha “Fortaleça essa ideia!” no dia 2013-03-28 usando o seguinte endereço de email: henriquermiranda@yahoo.com.br.
Para garantir que as mensagens da Avaaz cheguem à sua caixa de entrada, por favor adicione avaaz@avaaz.org à sua lista de contatos. Para mudar o seu endereço de email, opções de idioma ou outras informações pessoais, entre em contato conosco, ou clique aqui para descadastrar-se.

Para entrar em contato com a Avaaz, não responda este email, escreva para nós no link www.avaaz.org/po/contact.

quarta-feira, 16 abril, 2014 Posted by | Comentário, Repassando... | , , | Deixe um comentário

As abelhas estão sumindo…

Amigos, leiam o processo da petição e o manifesto em defesa das abelhas (nossas parceiras na vida sustentável) e se ficar sensibilizado como eu fiquei, acesse o link apresentad nas postagens abaixo e assine.

Vale a pena defender que nos ajuda gratuitamente e não sabe se defender dos piores predadores do planeta: nós, os humanos.

b2

Salve galera! Venho pedir a ajuda de vocês nessa campanha. A UFERSA – Universidade Federal Rural do Semi-Árido está promovendo uma petição pela proteção às abelhas.

A Petição tem o objetivo de sensibilizar nossa sociedade e mobilizar suas lideranças para uma atitude imediata de apoio a toda e qualquer ação que investigue, identifique e combata rapidamente as causas do Desaparecimento das Abelhas ou CCD, fenômeno alarmante que vem dizimando milhares de colônias de abelhas em todo o mundo, e que tem causas ainda controversas.

Bee or not to be?

Para ajudar o projeto é simples, basta acessar o site e assinar a petição:

http://www.semabelhasemalimento.com.br/

Com poucos segundos do seu tempo você pode fazer a grande diferença! Curta também a página no facebook do projeto

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terça-feira, 15 abril, 2014 Posted by | Comentário, Repassando... | , , | 1 Comentário

Recomeça bandalheira eleitoral global

Publicado em 10/04/2014

REPÓRTER DA GLOBO: ORDEM É
OUVIR SÓ O PAULINHO DA FORÇA

“A informação apareceu primeiro no facebook de Marize Muniz, assessora de imprensa da CUT.”

Conversa Afiada reproduz texto do Escrevinhador:

REPÓRTER DA GLOBO RESOLVE SER SINCERA: “A ORDEM É OUVIR SÓ O PAULINHO DA FORÇA”


A informação apareceu primeiro no facebook de Marize Muniz, assessora de imprensa da CUT. Ela contou o que aconteceu nesta quarta-feira (9/abril) quando uma repórter da Globo, destacada para cobrir a manifestação das centrais sindicais no centro de São Paulo, teve um infeliz ataque de sinceridade. Vejam:

(por Marize Muniz, via facebook)

“Deu dó. Sempre tenho pena de pessoas inocentes.

Foquinha da TV Globo gravou sonora com os caras da Força Sindical (do Aécio Neves), na Praça da Sé, durante manifestação de seis centrais sindicais.

Aí, um militante cutista foi lá e perguntou: e a CUT, você não vai ouvir ninguém da maior central da America Latina?

A pobrezinha respondeu: Tenho ordens da redação para só ouvir os caras da Força.

Foi um quiprocó danado e a bichinha teve de ir embora do local.”

===

Resolvi checar a informação com outros manifestantes. E aí vieram mais detalhes. A jovem repórter da Globo – movida por ingenuidade, como sugere Marize (ou, quem sabe, por arrogância) – teria dito, com todas as letras, que estava ali só para entrevistar o “Paulinho da Força”. Essa teria sido a instrução recebida, ao sair da Redação.

Como se sabe, Paulinho é o presidente de central sindical mais crítica ao governo Dilma. Rompeu com o governo, e declarou que vai apoiar Aécio (PSDB) a presidente.

Não há problema nenhum em entrevistar o Paulinho. Afinal ele é o presidente legítimo de uma central sindical importante. O problema é a repórter de uma TV que é concessão pública revelar que tinha instruções claras para entrevistar apenas Paulinho da Força.

Um militante da CUT teria insistido, apresentando: “olha, essa aqui é nossa vice-presidenta, a Carmen, você não quer ouvir a CUT?”

A jovem repórter teria respondido: “não, a orientação é ouvir só o Paulinho da Força”.  A jornalista foi então vaiada e hostilizada pelos manifestantes – que passaram a gritar o tradicional “o povo não é bobo, fora a Rede Globo”.

“Ela não fez a entrevista. Ficou com medo e correu para uma agencia do Bradesco do outro lado da rua”, contou-me um manifestante com quem conversei há pouco.

Os manifestantes registraram a cena da jornalista escondida na agência – como mostram as fotos que o Escrevinhador publica com exclusividade.

Poucos minutos depois, Paulinho chegou e foi dar a entrevista, dentro da agência bancária. Manifestantes ligados à CUT seguiram vaiando e fotografando. Um segurança (da Globo? da Força Sindical?) teria se aproximado de uma manifestante que fazia as fotos, e tentado tomar o celular das mãos dela. Não conseguiu. Aparentemente, a jornalista também não conseguiu gravar com Paulinho da Força…

O caso revela algumas coisas:
– a Globo (sob comando de Ali Kamel – aquele que adora processar blogueiros) segue pretendendo controlar a realidade; se é inevitável cobrir a manifestação, que se dê voz só aos amigos da casa e aos inimigos do governo petista;

– os jornalistas da Globo já foram mais espertos; por que a jovem repórter teve aquele ataque de sinceridade? Podia ter feito a entrevista com a dirigente da CUT, e a Redação depois se encarregaria de cortar…

Mas jornalistas criados no ar-condicionado, sem  vivência de rua, talvez acreditem que ao carregar o microfone da Globo podem qualquer coisa; vão-se distanciando do mundo real, e acabam surpreendidos quando enfrentam uma situação dessa.

A Marize (que foi chefe da pauta da Globo, tem experiência de sobra) ficou com pena da moça. Eu também fiquei.

Por outro lado, fiquei feliz porque agora uma história dessa não passa em branco. A Globo mente sem parar no JN, JG etc. Mas, pelo menos nesse caso, as fotos e o relato completo estão na internet. A mídia velhaca já não fala sozinha…

Em tempo: o ato das centrais foi um sucesso em São Paulo; reuniu 10 mil pessoas segundo a PM, ou 40 mil segundo os manifestantes.

Entre as reivindicações, estão: redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais sem redução de salário, manutenção da política de valorização do salário mínimo, fim do fator previdenciário, redução da taxa básica de juros e correção e progressividade da tabela do Imposto de Renda.

Clique aqui para ler “globo faz o que sempre fez. Novidade é o PT”

sexta-feira, 11 abril, 2014 Posted by | Repassando... | , | Deixe um comentário

Aquecimento para desconfiar das pesquisas eleitorais que vêm por aí…

Publicado em 06/04/2014

Perguntinhas ao Datafalha e ao Globope

Sr. Editor-Chefe: essa pesquisa é para fazer a cabeça do eleitor ?

O NCPP – National Council on Public Polls -, dos Estados Unidos, preparou em 2004 um questionário com perguntas que um jornalista (sério) deve fazer sobre os resultados de pesquisas eleitorais.

Como se sabe, o Conversa Afiada não leva essas pesquisas do Datafalha e do Globope a sério.

Por motivos muito simples.

Porque são da Folha (*) e do sistema Globo.

Dois agentes do Golpe do PiG (**) e do envenenamento de governantes trabalhistas.

O Datafalha e o Globope erram mais do que o Cala a Boca, Galvão !

O outro motivo para desconfiar dos dois institutos é que eles têm no Brasil um peso político deliberadamente exagerado.

São instrumentos da Big House.

Para minar a credibilidade e a legitimidade dos governantes (trabalhistas).

É uma forma de substituir o voto.

Faz parte desse arsenal da Big House para suprimir a vontade popular: como o Supremo, a Globo Overseas, o parlamentarismo do Padim Pade Cerra e diária reencarnaçao do Principe da Privataria , que, como se sabe, não existe na vida real: é um espécime de zoologia fantástico do Borges (ou será do Kafka) ?

O Datafalha e o Globo fazem parte de cadeia de elos que constroem o Golpe: os jornais impressos (com circulação cada vez menor) pautam a Globo (com audiência cada vez menor), que pauta o Congresso (com representatividade cada vez menor).

O Congresso pauta a Folha, que pauta a Globo que pauta o Congresso …

Nessa sequência de elos cada vez mais frágeis, os instrumentos passam a ser estrategicamente vitais.

É assim ou o PSDB se torna um PFL !

E vai ter que subir ao palanque do Dudu, como fez o Inocêncio de Oliveira – http://www1.folha.uol.com.br/fsp/poder/160086-em-pe-apoio-a-campos-une-velhas-raposas-da-politica.shtml, que esteve ao lado do Jarbas Vasconcelos, quando Dudu passou cargo ao vice, João Lyra.

(Já imaginaram se o Padilha, o Pimentel e a Dilma vencem ? O PSDB fica do tamanho da humildade do FHC.)

Dito isso, convém lembrar que, nos Estados Unidos, as pesquisas eleitorais numa campanha presidencial chegam, muitas vezes, a CEM !

Há, até, pesquisas das pesquisas: aquelas que ponderam e avaliam o resultado das CEM.

E, em nenhum lugar do mundo, pesquisa é manchete de jornal, como na Folha da Província de São Paulo.

(Como dizia o Brizola ao Fernando Lyra, seu vice em 1989: não adianta fazer campanha, Fernando. Eu não ganho do Ibope e da Globo juntos.)

Às perguntas que a CPP sugere:

– quem fez a pesquisa ?

– quem pagou ?

– quantas pessoas foram entrevistadas ?

– quantas foram selecionadas ?

– em que área – geográfica – ou grupo – professores, advogados, trabalhadores, Democratas, Republicanos, evangélicos, católicos, ricos, pobres – essas pessoas foram selecionadas ?;

– os resultados foram baseados em TODAS as respostas das pessoas selecionadas ?

– quem deveria ter sido entrevistado e não foi ?

– quando a pesquisa foi feita ?

– como a entrevista foi conduzida ?

– o que dizem as pesquisas na internet ?

– qual é a margem de erro ?

– quem vem na frente ?

– que outros fatores podem desvirtuar os resultados da pesquisa (a audiência da Globo, que “repercute” a pesquisa do Datafalha, por exemplo … – PHA)?

– que perguntas foram feitas ?

– e as pesquisas de perguntas já prontas ?

– o que dizem as outras pesquisas sobre esse mesmo tópico ? Dão resultados diferentes ? Se diferentes, por que ?

– e as pesquisas de boca de urna ?

– que informação faltou na reportagem sobre a pesquisa;

– está bem, fiz todas as perguntas e as respostas parecem razoáveis. Mesmo assim, deveria publicar o resultado ?

Sim, porque mesmo que a pesquisa seja muito bem feita, diz o NCPP, com uma amostra bem selecionada, pesquisas pré-eleitorais não significam que a eleição está resolvida. As coisas mudam e, muitas vezes dramaticamente – e, por isso, os candidatos continuam em campanha.

Pesquisas pré-eleitorais – e de boca de urna – erram !

(O Globo e a Datafalha são especialistas na matéria – PHA)

Navalha

Se o Brasil fosse uma Democracia e se o jornalismo não fosse a miséria que é, os editores da Folha e do Globo se perguntariam também:

SE PUBLICAR ESSA PESQUISA EU VOU INFLUENCIAR A DECISÃO DO ELEITOR ?

ESSA PESQUISA É UM ATO DE CAMPANHA ELEITORAL ?

Mas, como se sabe, o Brasil não é uma Democracia e o jornalismo é o que é.

Se a resposta for “sim” a essas duas perguntas, aí mesmo é que eles divulgam.

Clique aqui para ler “Lula e Dilma ganham no primeiro turno”.

segunda-feira, 7 abril, 2014 Posted by | Repassando... | , , , | Deixe um comentário

Para combater o terrorismo político-eleitoral do PIG


Publicado em 01/04/2014

PARA NÃO ACREDITAR: 13 MENTIRAS SOBRE O GOVERNO DILMA

 

 

Conversa Afiada reproduz do facebook:

Clique aqui para ler “Privataria: subsídios para a CPI de Petrobras”

E aqui para “Diretor do Banco Mundial elogia o Bolsa Família”

domingo, 6 abril, 2014 Posted by | Repassando... | , , | 1 Comentário