Livre pensar é só pensar!

Para não desligar os neurônios

Ao fim de tudo, restamos nós…

Pronto: o campo de batalha já está demarcado e os dois grupos adversários estão definidos, pelo menos nas aparências: nós (PT, alguns partidos aliados e os eleitores fiéis) e eles (Tucanos, a catrevagem nanica e oportunista e os partidos, divididos ou não, que se emplumaram de azul e amarelo.  O PPS aderir ao PSDB na primeira água, não foi novidade: desde sempre foi pau-mandado dos partidos de direita, embora tenha-se originado como comunista, comprovando através do seu coiote maior (Roberto Freire) que consistência ideológica, na prática, é artigo raro, ao contrário das espinhas dorsais flexíveis em demasia. A Marina e sua REDE (?) também não surpreendeu, já que o seu ódio ao partido que lhe deu vida política (mas que parece não ter-lhe dado envergadura ética) é maior que o seu pretenso espírito desenvolvimentista sustentável. O PMDB, que sempre cresceu à sombra da parceria com o PT, rachou internamente, dividindo-se em um bloco que não nega suas alianças e um outro que, pragmaticamente, concluiu que é hora de mudar do navio ameaçado para a nau promissora da oposição. O Partido Verde, quem diria, tão progressista no discurso, aderiu de mala e cuia ao neo-liberalismo descarado que tanto combateu. O PSC do pastor, que durante tempo se disse parceiro, pulou a cerca, mas não representou surpresa, pois faz parte dos pequenos ratinhos agrupados em busca de oportunidades políticas que não exijam compromissos éticos e morais. O PSOL declarou rejeição ao Boyzinho Mineiro, mas, embora liberando seus eleitores para decidir seus votos, se isolou em um neutralismo improdutivo e perigoso, em um momento decisivo da vida nacional. O PSB, à semelhança do PMDB, dividiu-se nas bandas pró-Aécio e pró-Dilma (estes principalmente no Nordeste, em Minas e na Amazônia).

Este é o campo da luta, amigos. Estes do outro lado (históricos ou debutantes) estão à nossa frente, delirantes pelo poder da mídia e dos conchavos. Lembram-me as tropas do famigerado Custer, ianque trucidador de populações indígenas, contemplando aldeias nativas antes de destruí-las e enviar os escalpos para Washington (sim, quem inventou o escalpelamento foram os militares ianques). E o nosso lado lembra-me o guerreiro Crazy Horse (Cavalo Doido), no dia da batalha contra Custer, olhando sua aldeia e murmurando: _ “Hoje é um bom dia para morrer, porque todas as coisas da minha vida estão presentes”… Lembra-me porque a correlação de forças nos é extremamente desfavorável, já que há uma imprensa golpista na retaguarda inimiga, há o grande empresariado na logística adversária, uma crise financeira global a enfrentar e a pressão oportunista dos mercados manipulando, ocultando ou divulgando apenas o que interessa ao adversário que enfrentaremos. Lembra-me porque, longe de pensar na perspectiva da morte como derrota, a reflexão representa a aceitação da luta e a coragem para a luta, mesmo que isso signifique a morte. Cavalo Doido assim pensou, assim refletiu, assim murmurou para si e os seus próximos. E venceu. Não só venceu como liquidou o facínora Custer, encerrando sua carreira criminosa.

Hoje, somos nós, a banda mais sofrida, desvalida e discriminada deste país (pobres de todo o país, nordestinos, amazônidas, grupos minoritários e discriminados) a aldeia a ser dominada, sob risco da marginalização e escalpelamento das conquistas obtidas. O Bando do Custer das Alterosas (que felizmente parece não legitimá-lo exatamente porque o conhece) nos mira do outro extremo do território. Só que eles (Custer e seu Bando) estão valorizando em demasia a velha prática das lideranças decidirem por seus subordinados a convocação para a luta. Ainda acreditam que para onde eles penderem, os seus eleitores irão, como gado para o curral. Estão esquecidos dos protestos das ruas no ano passado…

Eu não acredito nisso. Alem dos embates que antecederão a batalha final (debates e propaganda eleitoral), os rios da nossa aldeia poderão lavar as mentes ainda confusas pela alienação midiática, e cada aldeão contemplará o cenário a sua volta e decidirá como Cavalo Doido: _Hoje é um bom dia para morrer. E, sem medo de morrer (porque a luta vale a pena), poderemos vencer na planície desta democracia tão decantada e tão ultrajada pela política rasteira que se pratica nos campos do poder.

Se não vencermos, morreremos de forma digna e valente…

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quinta-feira, 9 outubro, 2014 - Posted by | Comentário, Repassando... | , , ,

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