Livre pensar é só pensar!

Para não desligar os neurônios

A justiça-de-fachada da Lava-jato se amplia para defender interesses do Tio Sam

TIO SAM 3Sobre o caso HSBC, nem uma palavra. Sobre os processos do Aecim (aeroportos, desvios da Saúde, etc.), muito menos. Sobre as doações empresariais também ao PSDB, neris, neris. Sobre as pedaladas do FHC, nunca, jamais. Sobre os vazamentos e os silêncios seletivos da (in)justiça de Moro (ou justiça demora?), então, prefere-se não comentar. Mas, aquilo que atinge, com provas ou sem provas, o PT (parlamentares, governantes e/ou ameaças potenciais), a Petrobrás e agora, o programa nuclear brasileiro. é fonte farta, cotidiana e repetitiva do noticiário da “grande” imprensa nacional. E agora, esta ação jornalística policialesca e de justiça seletiva, que já solapa a soberania brasileira no pré-sal, busca atingir o nosso projeto nuclear, no mesmo modelo utilizado até então pela (in)justiça de Moro: prender antes, manter factoides depois e prolongar ao máximo os processos, para alimentar o terrorismo político até às eleições de 2016. Só neste Brasil, de elites historicamente sujas e chulas, de imprensa reacionária e golpista, de políticos corruptos, serviçais e entreguistas, de judiciário cada vez mais desmoralizado pela empáfia comprometida, além de movimentos sociais frágeis, desinformados e desmobilizados, tais fatos se tornam possíveis. Valha-nos quem?
Henrique Miranda

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Publicado em 29/07/2015

Almirante Othon: a farsa se ergue contra uma lenda

Nilson Lage: quem mira no Almirante

O Conversa Afiada reproduz, do Tijolaço, texto do professor Nilson Lage:

QUEM MIRA NO ALMIRANTE, POR NÍLSON LAGE
A farsa se ergue contra um homem que é uma lenda.
Soube dele – e dos projetos tecnológicos da Marinha -na década de 1970.

Eu editava política e nacional no Globo e recebi ordem da direção para não publicar uma entrevista sobre o assunto com um oficial da Armada. Disseram-me que era ordem da censura.

No entanto, quem recebia comunicados da censura – pelo telefone ou em tiras de papel fino – era eu. Desconfiei da história.

Quando o censor de verdade me telefonou – era frequentemente a fonte das notícias “que eu não podia publicar” – fiz-me de desentendido:

– Quem recebe sempre instruções de vocês sou eu. Por que diabos resolveram proibir por via da direção do jornal a publicação da matéria tal, sobre pesquisa nuclear da Marinha?

– Não mandamos. Há um erro.

Dois dias depois, a matéria saiu, ocupando quase a página toda, com uma estranha foto em três colunas do entrevistado – tratamento digno dos mais nobres “recomendados do nosso companheiro” (Roberto Marinho).

Voltei a ter contato com o assunto, anos depois, já no ocaso do regime militar, quando me encomendaram – eu trabalhava na Universidade Federal do Rio de Janeiro – um estudo sobre a implantação de uma rede nacional de televisão regionalizada mais inspirada no modelo da antiga Rádio Nacional, que operava comercialmente.

Meu interlocutor na Subsecretaria de Assuntos Estratégicos do Conselho de Segurança Nacional era um doutor em Física, oficial de Marinha.

Finalmente, no início da década de 2000, na última etapa de minha vida profissional, dirigindo um órgão público, tive a honra de conviver com cientistas da Marinha brasileira, responsáveis pelo desenvolvimento das pesquisas nucleares desde que Álvaro Alberto – que atingiu o almirantado por decisão do Congresso Nacional – trouxe ao Brasil, no segundo governo Getúlio Vargas, as primeiras instalações nucleares.

A conspiração atinge a mais alta patente da carreira científica naval, exatamente no núcleo pensante que mais compromissos tem com a Pátria e que se empenha, no momento, em construir as bases para a defesa da Amazônia Azul, onde mora a esperança de um futuro independente para o Brasil.

Obviamente, não é um juiz de primeira instância do Norte do Paraná, um procurador movido pela ira do deus enfezado dos evangélicos radicais ou meia dúzia de covers do FBI que têm tal motivação e poder.

Leia também:

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WAGNER: PF NÃO VAI METER A MÃO NA TECNOLOGIA NUCLEAR !

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quinta-feira, 30 julho, 2015 - Posted by | Repassando... | ,

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