Livre pensar é só pensar!

Para não desligar os neurônios

O tucano apodreceu ou todo reacionário tem netos de esquerda? Ou ambos?

Nem as netas de FHC votam no PSDB, e isso não é piada.

Por Paulo Nogueira

netas

As netas de FHC Joana e Helena com o pai Paulo Henrique

Postado em 12 nov 2015

A Piauí que está nas bancas tem um furo sensacional.
Nem as netas de FHC votam no PSDB.

Num perfil sobre Jean Wyllys, FHC revela que elas votaram nele, JW. Como sociólogo, ele afirma que JW, “um fenômeno”, defende as causas que comovem e mobilizam os jovens de hoje.

Isto tem um nome. Zeitgeist. Em alemão, espírito do tempo.

Jean Wyllys representa o Zeitgeist: defende as minorias, combate pelo meio ambiente contra a predação da plutocracia e daí por diante.

O que o avô FHC parece não ter se dado conta é que seu partido é o anti-Zeitgeist. É um partido que parece ser ainda mais velho que o próprio FHC com seus 84 anos.

Não há nenhum motivo para jovens se interessarem por um partido tão embolorado, tão sem graça, tão atrasado.

Que causa progressista os tucanos abraçaram nos últimos anos? Nenhuma. As causas conservadoras, em compensação, têm tido irrestrito apoio do PSDB.

Isto posto, você pondera o seguinte. Os jovens não querem nem saber dos tucanos. Eles olham para um lado e vêem Serra. Olham para o outro lado e vêem Aécio. Sobem numa escada para enxergar mais adiante e dão com Aécio ou FHC.

É um cenário absolutamente desolador para a juventude, e não só para ela, aliás.

Agora: neto é neto. Neta, mais ainda, dado o carinho das meninas. A neta pode não se empolgar pelo partido do avô, mas vota nele por amor, por devoção, por lealdade.

Isso quer dizer o seguinte: se nem as netas de FHC votam no PSDB é porque é um partido tecnicamente morto.

Como sociólogo, FHC deveria estudar este caso familiar. E tentar aprender.

Em vez de ir a programas irrelevantes como o Roda Viva para vender seu livro novo, deveria reunir os tucanos e dizer: “Amigos, nem minhas netas estão votando em nós. Que fazemos?”

Não adianta, como é costume entre os líderes tucanos, ir bater nas portas dos barões da mídia.

Foi isso, essencialmente, que o PSDB fez nestes últimos anos todos. Em vez de procurar o eleitor, o povo, foi atrás dos donos da mídia.

“Esse rapaz não faz nada sem me consultar”, Roberto Civita dizia de Aécio a seus interlocutores na Abril.

Nenhum conselho de um Civita, de um Marinho, de um Frias vai levar o PSDB a se reinventar e passar a fazer sentido para jovens como as netas de FHC.

O que elas estão dizendo, ao recusar os tucanos, é que o partido está em adiantado estado de putrefação.

Mas é aquela história.

FHC vê as netas votarem em Jean Wyllys e, em vez de aprender com isso, prefere dar uma entrevista sobre o assunto para a Piauí, viciado em mídia que é.

O PSDB não é mais um partido. É uma múmia.

Ponto, pelo menos, para a nova geração de Cardosos representada pelas netas de FHC.

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Paulo Nogueira
Sobre o Autor

O jornalista Paulo Nogueira é fundador e diretor editorial do site de notícias e análises Diário do Centro do Mundo.

sexta-feira, 13 novembro, 2015 Posted by | Repassando... | , | Deixe um comentário

Eu disse que fedia….

quinta-feira, 12 novembro, 2015 Posted by | Repassando... | | Deixe um comentário

Ficou pior a emenda que o soneto! Coxinha de tucano? Feeeeede!!!

Odebrecht pagou mensalão a FHC

Mas sujo é só o dinheiro da Odebrecht ao Lula, viu, Moro ?

quarta-feira, 11 novembro, 2015 Posted by | Repassando... | , | Deixe um comentário

Há sempre um canalha de plantão…

Líder dos caminhoneiros diz que objetivo é derrubar Dilma

Postado em 10 de novembro de 2015 às 7:55
Do estadão:

canalhaPor trás da manifestação de caminhoneiros que começou nesta segunda-feira, 9, em 15 Estados brasileiros está um catarinense de 44 anos, nascido na cidade de Palmitos, e que passou os últimos 16 anos em Mossoró, no Rio Grande do Norte. Ivar Luiz Schmidt é o líder do Comando Nacional do Transporte (CNT), que desafiou as principais centrais sindicais da categoria e conseguiu paralisar parte das estradas nacionais.
(…)

Em entrevista ao Estado, o líder do CNT diz que, a princípio, não há interesse em negociar com o governo federal e que o principal objetivo é derrubar a presidente Dilma Rousseff.

“Entregamos uma pauta para o governo em 4 de março e, em oito meses, o que foi atendido é irrelevante. Por causa disso, e do clima em que se encontra o País, com inflação elevada e aumentos consecutivos dos combustíveis e da energia elétrica, achamos por bem pedir a renúncia da presidente. Não acreditamos mais que ela seja capaz de conduzir o país para fora do abismo no qual se encontra.”

Entre as reivindicações feitas pelos caminhoneiros no início do ano, estão a manutenção do preço do diesel e a prorrogação por 12 meses do pagamento das dívidas para compra de veículos. No acordo firmado com os sindicalistas, o governo aceitou a prorrogação, mas o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) não teria dado o aval, afirmou um sindicalista.

Schmidt, que nega qualquer filiação partidária, afirma que as paralisações devem aumentar nos próximos dias. Ele afirma que não é do interesse do grupo provocar escassez ou elevação dos preços de produtos no País, mas sim pressionar o governo e fazer com que o povo acorde – mas, em gravações que circulam pelo WhatsApp, caminhoneiros afirmam que vão “tacar fogo nos caminhões se não cumprirem a paralisação”.

“Queremos que o povo vá para a rua e nos apoie, protestem e não fiquem só nas redes sociais reclamando do governo. Se isso não ocorrer, ficará provado que o povo está gostando desse governo.” Sobre os movimentos Brasil Livre e Vem pra Rua, ele destaca que a única coisa em comum é a pauta.

O líder do CNT se diz um “empresário falido” (…). Na internet, no seu perfil no Linkedin, ele declara que é sócio da Roda Brasil Transportes. Segundo Schmidt, as adesões ao movimento não incluem apenas autônomos, mas também grandes empresários do setor.

Mas ele não conta com o apoio das centrais sindicais, como a União Nacional dos Caminhoneiros, Associação Brasileira dos Caminhoneiros e União Brasil Caminhoneiro – essa última teve grande participação nas paralisações do início do ano, ao lado do próprio Schmidt.

(…)

quarta-feira, 11 novembro, 2015 Posted by | Repassando... | , | Deixe um comentário

Mais escondidas que as terras sob a lama de Mariana…

Solla: onde tem tucano não tem investigação

publicado 10/11/2015
Deputado listou a corrupção tucana: Furnas, reeleição, Castelo de Areia, Banestado, Metrô de SP, Satiagraha…
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No PT na Câmara:

PSDB e DEM sempre “chafurdaram” na corrupção e não têm moral para acusar Dilma, diz Solla

Em pronunciamento nesta terça-feira (10), o deputado Jorge Solla (PT-BA) citou alguns casos da infindável lista de escândalos de corrupção envolvendo PSDB e DEM e demonstrou a hipocrisia que reside na tentativa de interromper o mandato da presidenta Dilma Rousseff, contra quem não pesa qualquer acusação que sustente um pedido de impeachment.

“Depois de mais de 20 meses de investigações na Lava Jato e dezenas de delações, quebras de sigilos telefônicos e bancários, revelações de contas na Suíça, contratação de empresa de arapongagem internacional, nada surgiu contra a presidente. Ao fim da Lava-Jato, Dilma merecerá uma estátua em sua homenagem. Pelo seu republicanismo e honradez”, sugeriu o parlamentar.

Segundo o deputado, nas décadas passadas não faltaram provas da existência do mesmo esquema defraudado pela Lava-Jato, mas jamais foram feitas investigações sérias sobre o cartel de empreiteiras que fraudam licitações e pagam propina a agentes públicos e políticos. “Foi assim com a lista de Furnas, foi assim na Operação Satiagraha, foi assim na Castelo de Areia. Em todos esses casos, os nomes que apareceram foram de deputados do PSDB, do DEM e do PMDB. Em todos os casos as provas foram anuladas, as investigações foram interrompidas, ninguém foi punido”, afirmou Solla.

“Em Furnas, aparecem como beneficiados Aécio Neves e dezenas de deputados do PSDB. Na CPI da Petrobrás o doleiro Youssef confirmou e reiterou que Aécio recebeu muito dinheiro da corrução em Furnas. Na Castelo de Areia, o Mendonça Filho e o José Carlos Aleluia aparecem lá nas escutas e nas planilhas. Na “Pasta Rosa” do Banco Econômico estavam os nomes de 45 políticos do PFL (hoje DEM) e do PSDB recebendo inúmeras doações e pagamentos de despesas, entre eles o atual presidente do DEM. Mas o ‘engavetador-geral da república’ providenciou o arquivamento do processo de um dos maiores escândalos de corrupção da história deste país. Isso para não falar do escândalo da compra de votos da reeleição de Fernando Henrique neste Congresso, do Banestado, do propinoduto do Metrô de São Paulo, do caso do Banco Marka, do TRT de São Paulo, do FonteCindam, da Operação Navalha, dos vampiros e sanguessugas, dos Anões do Orçamento”, acrescentou o parlamentar baiano.

Solla provocou o PSDB dizendo que apenas na política brasileira os tucanos são aves de rapina e ironizou as recorrentes mudanças de nome feitas pelo DEM. “Mais ferozes que abutres, águias e falcões em dilapidar as vísceras do erário sempre que conseguem! Tucanos são os carcarás e urubus da política! E o DEM sempre chafurdou na lama da corrupção, desde a época em que era ARENA, lacaios do regime militar, depois PDS, depois PFL, assaltando a máquina pública de forma escancarada. Diante da ameaça de extinção, mudaram de nome, mas continuam corruptos e entreguistas. Fizeram uma plástica facial, trocaram o nome na carteira de identidade, mas mantêm o mesmo DNA, as mesmas impressões digitais e continuam roubando sempre que podem”, disse o petista, mencionando ainda as recentes confissões do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, publicadas no seu livro de memórias “Diários da Presidência”, no qual afirma que atuou para engavetar a CPI que investigaria o escândalo da “Pasta Rosa” e reconhece que foi avisado da corrupção na Petrobras e que sabia do esquema de compra de votos para sua reeleição.

Solla rechaçou qualquer acordo do PT com o presidente da Câmara. “Não há nenhum acordo com Eduardo Cunha. Assinei, assim como a maioria da bancada do PT, o pedido de cassação de seu mandato”, registrou o petista, que criticou também as pautas conservadoras impostas por Cunha, como o desmonte do SUS e criminalização à assistência a mulheres vítimas de estupro.

quarta-feira, 11 novembro, 2015 Posted by | Repassando... | | Deixe um comentário

“Lutam melhor os que têm belos sonhos”…

A entrevista no SBT mostrou por que Lula é tão temido.

Postado em 06 nov 2015

Paulo Nogueira
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Você pode não gostar de Lula. Pode detestar. Pode abominar.

Mas você vê uma entrevista como a que ele concedeu ontem ao jornalista Kennedy Alencar, no SBT, e logo entende por que os caras têm tanto medo dele.
Imagine Lula, numa eventual campanha em 2018, debatendo com Aécio. Ou com Serra. Ou com Alckmin.

Ou com quem quer que seja.

É concorrência desleal. É profissional versus mirins.

O tempo deixou claro que desde Lacerda os brasileiros não viam um talento tão notável em oratória.

Com a diferença de que Lacerda falava a língua da classe média, e Lula fala a língua do povo.

Lula é um natural, para usar uma expressão inglesa. Nasceu orador. O resto foi consequência, da carreira sindical à presidência.

Ele fala com graça, com verve, com espírito. E, talvez o maior de seus atributos retóricos, transmite sinceridade.

Tudo isso se viu na entrevista de ontem.

A forma como ele referiu às invencionices contra seu filho Lulinha faz você rir e refletir. Ele disse que Lulinha é dono da Casa Branca e da Torre Eiffel.

Só com muito mau humor para não deixar escapar uma risada.

As referências a FHC foram também um dos pontos altos da entrevista.

Primeiro, na questão de fundo: a inveja que FHC parece ter de Lula. Com o correr dos dias, FHC foi diminuindo do ponto de vista histórico e Lula aumentando.

Hoje é claro que FHC governou para os ricos, para a plutocracia. E Lula para os excluídos.

É justo, num país tão desigual, que Lula seja por isso tão maior que FHC.

Lula deu também uma resposta definitiva a FHC na questão da corrupção. Toda vez que ele falar em corrupção tem que pensar na emenda que permitiu sua reeleição.

O Congresso foi comprado com dinheiro vivo, embalado em malas, para que FHC pudesse ter um segundo mandato.

Na questão da Petrobras Lula deixou escapar uma estocada sutil mas doída na imprensa.

Disse que jamais a nossa gloriosa imprensa o avisou de corrupção na Petrobras. É verdade. Nunca jornais e revistas fizeram nada no campo investigativo sobre a Petrobras.

É uma mídia viciada em vazamentos, em receber tudo no colo e depois gritar como se estivesse fazendo um outro Watergate.

Na entrevista, Lula mostrou também um bom senso que vem faltando a quase todo mundo.

Ficar falando em eleições três anos antes é uma insensatez. É conhecida a grande frase de Keynes: “A longo prazo estaremos todos mortos”.

Há um tempo para cuidar de eleições, e não é este de agora. Há problemas presentes que devem ser enfrentados antes de nos debruçarmos sobre 2018.

Temos na presidência da Câmara, por exemplo, um embaraço monstruoso, Eduardo Cunha.

E temos também uma imprensa que se bate até contra o direito de resposta, uma coisa sagrada em qualquer democracia.

Há hora para tudo.

Por enquanto, o que se viu, ontem, é que não é à toa que os caras temem tanto Lula.

Quem não temeria se estivesse no lugar deles?

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Paulo Nogueira
Sobre o Autor

O jornalista Paulo Nogueira é fundador e diretor editorial do site de notícias e análises Diário do Centro do Mundo.

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Se quiser assistir a entrevista do Lula ao SBT, clique no link abaixo:

http://www.sbt.com.br/jornalismo/sbtbrasil/noticias/70342/Kennedy-Alencar-entrevista-o-ex-presidente-Lula.html

sexta-feira, 6 novembro, 2015 Posted by | Repassando... | , , , | Deixe um comentário

Quando deduragem premia e condena…

Acareação entre Costa e Baiano. Dois ladrões produzem uma verdade?

Já o blog hoje está meio teatral, mais um espetáculo em cartaz esta semana: a anunciada acareação entre Fernando BaianoSoares e Paulo Roberto Costa.

Dois ladrões confessos, cada um à procura de maiores favores do juiz Sérgio Moro, a exemplo de Alberto Youssef, que ontem teve mais uma “condenação zero” no processo em que o magistrado das camisas negras – esperemos que suas referências na Itália se limite às “Mãos Limpas” – sentenciou os dirigentes da empreiteira Mendes Júnior. Youssef, como se sabe, pegou cinco e anos e nada mais, mesmo que confesse ter roubado 200 vezes.

O mais provável é que, através de suas defesas, seja armada uma “conta de chegar”, aparando as arestas entre uma e outra delação.

Mas, se permanecerem as contradições insanáveis entre as histórias contadas por ambos, estaremos diante da seguinte situação paradoxal: pelo menos um, senão os dois, dos mais importantes pilares da Operação Lava Jato estarão completamente abalados.

A corrupção só tem uma e irrefutável prova: o dinheiro, o enriquecimento sem causa e, preferencialmente, clandestino em troca de algum ato ilegal praticado.

Mas estamos assistindo situações fantásticas.

Como por exemplo, a de Pedro Barusco, que conta no seu depoimento, em vídeo, que ganhava milhões para não fazer nada, nem ameaçando qualquer empresa. Pura benemerência de quase US$ 100 milhões! O Dr. Moro aceita a tese, placidamente.

Já a declaração do ex-vice-presidente da Mendes Júnior, Sergio Cunha Mendes de que pagou propina porque foi extorquido por Paulo Roberto Costa, ameaçado de perder contratos é descartada sob o argumento de que quem é extorquido procura a Polícia. Neste caso, portanto, não haveria extorsão no mundo, não é?

O dispositivo legal de que ninguém será condenado com base exclusivamente em delações premiadas é contornado com a anexação de alguns pagamentos daqui e dali e pronto.

Viramos uma delegacia do sertão, com uma versão “cool” do “pendura ele até falar” e da confissão se constrói todo o caso.

Costa diz que Baiano operava para o PMDB; Baiano diz que Costa escondeu dinheiro para fruir depois do “pega-leve” de Moro.

Um já está em sua casa, num condomínio de luxo na Barra. O outro sai por estes dias, para retomar suas atividades de “malhar” compulsivamente.

Ninguém pobre, ninguém falido, ninguém separado dos seus.

Ah, e com a quase certeza de que não será fácil reformar qualquer sentença destas que saem em série de Curitiba: que juiz vai querer ser execrado pela imprensa, ter sua vida pessoal vasculhada e acabar desmoralizado diante da ditadura do Supremo Tribunal da Mídia,  onde a palavra de ladrões é o quanto basta para tudo?

E o Dr. Moro, do alto de sua obra de demolição da maior empresa brasileira, orgulhando-se de dizer que “a corrupção era a regra do jogo”  na Petrobras, fazendo tábula rasa entre dois ladrões “de carreira” e 90 mil funcionários de uma das mais qualificadas empresas do Brasil?

E se nós pegássemos o exemplo daquele juiz Casem Mazloum e deste outro que desfilava com o Porsche apreendido do empresário Eike Batista e disséssemos que a bandalha é a regra do jogo na Justiça Federal?

O Dr. Moro, na sua obsessão de se tornar o homem das “Mãos Limpas” tupiniquim está impondo ao Brasil o impensável.

E o encontro dos dois ladrões, esta semana, será mais um capítulo desta ópera bufa.

sexta-feira, 6 novembro, 2015 Posted by | Repassando... | , | Deixe um comentário

Quem joga pedra em árvore que não dá frutos?

Para fazer sucesso numa redação hoje você tem que bater em Lula.

Por Paulo Nogueira

Postado em 04 nov 2015

Paulo Nogueira
chico sa
Xico Sá acertou em cheio
O que um jornalista deve ter para fazer carreira, hoje, nas grandes organizações?

Num mundo menos imperfeito, a resposta seria: os atributos clássicos, mais familiaridade com o meio digital.

Isso significa sobretudo gosto pela leitura, capacidade de se expressar num português elegante, discernimento para distinguir a manchete da nota de pé de página e curiosidade intelectual.

Mas o mundo em que vivemos é demasiadamente imperfeito.

As qualidades clássicas não são hoje requisito para nada.

Para conquistar um lugar numa redação e, nela ascender, o jornalista tem que estar disposto a matar Lula.

Em sua conta no Twitter, Xico Sá falou exatamente isso estes dias, com enorme repercussão.

Como eu, Xico Sá não pode ser desqualificado como petista, petralha ou o que for. É, como eu, um jornalista independente. Mas não cego. Na campanha presidencial, ele bateu em retirada da Folha, depois de chegar a seu limite de tolerância diante de uma cobertura francamente enviesada.

O talento importa muito menos, nestes dias, do que a disposição de caçar Lula por que meios for, incluídas aí a calúnia e a mentira.

É um movimento que se iniciou, como era de esperar, na Veja no primeiro mandato de Lula. O que era uma chuva localizada se transformaria, com o passar dos tempos, numa tempestade generalizada.

Os primeiros símbolos dos novos tempos foram Diogo Mainardi e Reinaldo Azevedo. Inexpressivos em tempos normais, se tornaram pistoleiros conhecidos quando a Veja inaugurou a perseguição a Lula.

Lula fez os dois. Sem Lula os dois seriam o que sempre foram, jornalistas do segundo escalão.

Hoje há uma multidão de Mainardis e Azevedos. Um dos mais barulhentos é um quase xará de Mainardi, Diego Escosteguy, editor-chefe da Época.

Com Escosteguy, a Época se transformou numa réplica da Veja. São tantas as denúncias – Escosteguy anuncia “furos” constantemente no Twitter — que você não consegue distinguir umas das outras.

Uma das leis essenciais do jornalismo é que quando tudo é denúncia e furo nada é. Este é o caso da Época de Escosteguy.

A Época é uma revista tão incompetente que, mesmo se esforçando, não consegue bater a Veja sequer em canalhice.

Existem Mainardis extemporâneos, também. São jornalistas veteranos que, para manter o emprego, se reinventaram e passaram a atacar Lula alucinadamente.

O blogueiro do Globo Ricardo Noblat é um deles. Lula se tornou uma mania de Noblat. Esperto, ele sabe que suas chances de sobrevivência no Globo aumentam com a campanha anti-Lula.

Assim como diminuem se ele mirar em outros alvos. Em nenhuma redação você consegue imaginar a cena de um repórter chegando ao editor com uma denúncia explosiva contra Alckmin, ou Aécio, ou qualquer político expressivo do PSDB.

Os repórteres não são bobos. Sabem que serão malvistos com este tipo de coisa.

O exército anti-Lula só vai correr risco se um dia os donos das empresas chegarem à conclusão de que as pessoas contratadas para destruí-lo recebem muito dinheiro para resultados tão pífios.

Eu teria pensado nisso já, se fosse dono da Globo, ou da Abril, ou da Folha. Meritocracia é entregar resultados.

Se Lula está firme, é porque seus caçadores têm sido ineptos, de Mainardi e Azevedo a Escosteguy e Noblat, entre tantos outros.

Talvez seja esta a maior sorte de Lula: a incompetência dos recrutados para eliminá-lo.

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Paulo Nogueira
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O jornalista Paulo Nogueira é fundador e diretor editorial do site de notícias e análises Diário do Centro do Mundo.

quinta-feira, 5 novembro, 2015 Posted by | Repassando... | , | Deixe um comentário

Não adianta! Pra entregar, nem pajé dá jeito…

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quinta-feira, 5 novembro, 2015 Posted by | Repassando... | , | Deixe um comentário

Se fosse do PT, já estaria todo mundo preso e condenado (com provas ou não!)…

quinta-feira, 5 novembro, 2015 Posted by | Repassando... | , | 1 Comentário