Livre pensar é só pensar!

Para não desligar os neurônios

Enfim, a consagração no Carnaval…

bessinha fantasia de carnaval

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sexta-feira, 29 janeiro, 2016 Posted by | Repassando... | | Deixe um comentário

Por trás de todo caso de justiça, há sempre um caso de ódio implícito…

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Veja os dez motivos que levaram a Veja, a Globo e toda grande mídia a odiarem Lula e José Dirceu

10 MOTIVOS QUE FIZERAM A GRANDE MÍDIA ODIAR O ZÉ DIRCEU:

1 – Por que a velha mídia odeia José Dirceu? Foi José Dirceu, quando ministro da Casa Civil (chefe do Gushiken), que deu a ideia de se regular as mídias, de criar uma Ley De Medios, e a Globo não perdoa.

2 – Foi José Dirceu que acabou com a farra da Globo. Antes de Lula, toda a verba de publicidade do governo era dividida somente entre 499 veículos. E para cada R$1,00 de verba publicitária do governo, a Globo ficava com R$0,80 (80%).

José Dirceu redistribuiu a verba publicitária do governo entre cerca de 9 mil veículos. Antes eram só 499. Agora, Globo só recebe 16% do total.

3 – Foi ideia do José Dirceu criar o Ministério das Cidades que acabou com o poder dos coronéis locais. Oposição e velha mídia não perdoam.

4 – Foi José Dirceu quem acabou com a farra dos livros didáticos que eram publicados pela Editora Abril e Fundação Roberto Marinho.

5 – Foi José Dirceu que articulou e viabilizou a governabilidade do governo Lula.

6 – Foi José Dirceu que barrou Demóstenes de ser o secretário Nacional de Justiça. Demóstenes e Cachoeira se juntaram para ferrar José Dirceu.

7 – Por que José Dirceu sofre perseguição do Ministério Público? Em 2004, foi ideia de José Dirceu de se criar um controle externo sobre o MP.

8 – Por que Peluso não gosta de José Dirceu? Márcio Thomaz Bastos indicou a Lula o nome de Peluso para o STF. José Dirceu barrou. Márcio Thomaz Bastos forçou a barra.

9 – José Dirceu, quando ministro chefe da Casa Civil, fechou as portas do BNDES à mídia: “Dinheiro só para fomentar desenvolvimento, jamais pagar dívidas.”

10 – José Dirceu fez o BNDES parar de financiar as privatizações e deixar de ser hospital para empresas privadas falidas.

(Por Stanley Burburinho, no Blog TV Tudo)

terça-feira, 26 janeiro, 2016 Posted by | Repassando... | , | Deixe um comentário

Quem tem bolso, tem medo e que tem medo pede arreglo…

Postado em 11 ago 2015

O patriarca morreu, mas o papismo foi mantido pelos três herdeiros

Uma coisa eu preciso reconhecer na família Marinho: ela sabe dar ordens.

Nisso, é bem diferente da família Civita, que não consegue pedir um café para o mordomo.

Nem bem João Roberto Marinho disse aos senadores do PT que transmitiria a seus editores o que ouvira deles, o noticiário da Globo mudou consideravelmente.

Em todas as mídias.

O que João ouviu é o que todos já sabiam: que a cobertura da Globo vinha sendo escandolasamente enviesada contra o governo.

João prometeu aos senadores que iria avisá-los do diagnóstico prontamente.

Presumo, pelo que conheço da Globo, que ele mandou um email sintético, que é seu estilo, aos integrantes do Conedit, o Conselho Editorial.

Acabou.

No Jornal Nacional da sexta-feira, um milagre: a dupla aparição de Dilma e Lula em reportagens diferentes.

Há quanto tempo o JN não abria espaço duplo para coisas do PT? Uma eternidade.

Os jornalistas da Globo sabem que o preço da visibilidade é a submissão.

Ou o papismo.

Na biografia de Bial sobre Roberto Marinho, um episódio revelador é narrado.

O jornalista Evandro de Andrade estava conversando com Roberto Marinho sobre a possibilidade de chefiar o Globo.

Evandro, numa carta, garantiu a RM que era “papista”. O papa falou, acabou: passemos para o próximo assunto.

Imagine, apenas a título de especulação, que Ali Kamel se insurgisse e continuasse a acelerar enquanto os patrões pedem que se freie.

Quantas horas até ele ser removido? E alguém trataria de espalhar, nos corredores do poder na Globo, que Kamel foi vitimado pelo Ibope. Pegou, afinal, o Jornal Nacional com mais que o dobro da audiência atual.

Mas isso não vai acontecer, porque Kamel é papista. Você não faz carreira na Globo se não for.

A Globo freando, as demais empresas jornalísticas fizeram o mesmo, excetuada a Abril com a Veja.

Para a Veja, não há mais recuo possível. O estrago por anos de jornalismo criminoso é de tal monta que simplesmente não existe um caminho de volta.

Os atuais leitores – analfabetos políticos de classe média que tem raiva de pobres, negros, homossexuais, índios e demais minorias – debandariam. E os antigos jamais retornariam.

A Folha e o UOL, da família Frias, parecem ter também desistido de atear fogo. Todos os dias, na home do UOL, o blogueiro Josias de Souza decretava o fim do governo.

Procurei Josias hoje, na home, e não encontrei. Fui a seu blog, e encontrei um tom que nada tem a ver com a gritaria dos últimos meses.

A coragem dos colunistas e comentaristas da grande mídia vai até o exíguo limite de uma ordem patronal.

No Facebook, Eric Bretas, diretor de mídias digitais da Globo, disse que o editorial da Globo provava que jornalistas e donos não têm a mesma opinião.

Respondi que respeitaria os aloprados da Globo se eles, diante das novas instruções de JRM, continuassem a fazer o que vinham fazendo.

Claro que isso não aconteceu.

Certamente os papistas da Globo encontraram, como sempre, vários motivos para pensar exatamente igual aos donos.

(Acompanhe as publicações do DCM no Facebook. Curta aqui).

Paulo Nogueira
Sobre o Autor

O jornalista Paulo Nogueira é fundador e diretor editorial do site de notícias e análises Diário do Centro do Mundo.

segunda-feira, 25 janeiro, 2016 Posted by | Repassando... | , | Deixe um comentário

Omissões criminosas…

MPF omitiu delação que afasta envolvimento de Odebrecht na Lava Jato

Via diáriodocentrodomundo.com
Postado em 19 de janeiro de 2016 às 8:04 am

Do Conjur:

Ao transcrever a delação de Paulo Roberto Costa, ex-diretor da Petrobras, na operação “lava jato”, o Ministério Público Federal deixou de fora trecho no qual ele diz que Marcelo Odebrecht nunca esteve relacionado à corrupção investigada na Petrobras. “Nunca tratamos de nenhum assunto desses diretamente com ele” e “ele não participava disso”, diz Costa, quando questionado sobre Odebrecht.

O depoimento está no termo 35 e foi colhido pela força-tarefa da “lava jato” em 3 de setembro de 2014, bem antes da prisão preventiva de Marcelo Odebrecht, que aconteceu em junho de 2015. O juiz Sergio Fernando Moro, responsável pela operação na 13ª Vara de Curitiba, avaliou na ocasião que, “de toda a análise probatória”, seria possível concluir pelo envolvimento de Marcelo e outros dirigentes da Odebrecht.

O advogado do ex-presidente da holding Odebrecht, Nabor Bulhões, acusa o Ministério Público de manipular provas. Em entrevista à revista eletrônica Consultor Jurídico, afirma que Moro poderia ter tomado decisão diferente se tivesse sido informado de forma correta.

“Se a declaração completa estivesse nos autos, obviamente teria inibido o juiz a determinar a realização de buscas e apreensões e a prisão de uma pessoa que foi inocentada por aquele que é apontado como coordenador das condutas criminosas no âmbito da Petrobras.”

Bulhões protocolou nesta segunda-feira (18/1) pedido para ter acesso a todos os vídeos das delações premiadas — que não foram anexados aos autos nem entregues às defesas dos réus. “Ao ver este vídeo, passamos a temer que tenha havido manipulação de outros depoimentos”, afirma. O advogado pede também que a defesa tenha tempo para comparar tudo o que é dito nos depoimentos às transcrições entregues (o que ele calcula que pode ser feito em torno de 15 dias)

quarta-feira, 20 janeiro, 2016 Posted by | Repassando... | | Deixe um comentário

A “revolução francesa” do FHC…

terça-feira, 19 janeiro, 2016 Posted by | Repassando... | | Deixe um comentário

A cria superou o Pigmaleão (para pior)…

PiG imita gangsterismo de Chatô

Morais: é um acinte usar a tevê e o rádio para defender interesses empresariais
publicado 17/01/2016

chatô_.jpg

Chatô (em pé) mandaria o Fernando Henrique pagar a folha de salários do jornal

Em CartaCapital:

Chatô e os chatôzinhos

Ele fundou um estilo de jornalismo. O de hoje imita seu gangsterismo. Não sua inteligência

por Nirlando BeirãoEnquanto o escritor e jornalista Fernando Morais, 69 anos, dava esta entrevista a CartaCapital, chegou à casa dele um reparte da novíssima edição de Chatô, a biografia do magnata das comunicações Francisco de Assis Chateaubriand Bandeira de Mello (1892-1968). “É por causa do filme”, comentou.

O Chatô de Morais, publicado em 1994 pela Companhia das Letras, inspirou o filme dirigido por Guilherme Fontes – mais do que isso uma atormentada saga cinematográfica que se prolongou por 20 anos até seu recente lançamento. Aqui, Fernando Morais traça um revelador retrato da mídia nativa, a de antes e a de hoje.

Carta Capital: O que mudou na imprensa desde os tempos de Assis Chateaubriand?

Fernando Morais: Na essência, não mudou nada. A mídia – e, para não ficar repetindo isso o tempo todo, ressalvo as exceções que nós conhecemos – continua sendo um instrumento exclusivamente dos interesses econômicos e políticos do dono.

O que não seria muito grave no caso de jornal e revista, porque são propriedade privada – e aí seria outra discussão. Mas é um acinte que isso aconteça em veículos eletrônicos, o rádio e a televisão, que são concessão pública.

Qual é a diferença que a gente vê entre os impérios midiáticos de hoje e o do Chatô? A personalidade do Chateaubriand. O caráter diabólico que ele tinha. Ao mesmo tempo que era capaz do pior gangsterismo, ele deixou o legado do melhor museu de arte do Hemisfério Sul, o Masp.

CC: Gangsterismo? Por exemplo.

FM: Mandou capar a tiros um sujeito com quem ele tinha uma dívida. Era Oscar Flues, grande importador de máquinas de São Paulo. Oscar vendeu a dívida para o Getúlio (Vargas) quando Chatô estava preso, por ter aderido à Revolução de 1932.

Getúlio comprou a dívida e tomou um jornal de Chateaubriand. Tão logo foi solto, Chatô despachou o Amâncio para São Paulo, com o retratinho do Flues na mão, e, bom capanga dos anos 30, o Amâncio ficou de tocaia, chapéu enfiado na cabeça. O Oscar morava no casarão que é hoje a sede do Iate Clube de Santos, em Higienópolis.

Parou o carro, o filho desceu para abrir os portões, o Amâncio abriu a porta, enfiou o revólver entre as pernas do Oscar, atirou duas vezes e foi embora. Uma barbaridade. Não havia nenhuma razão nobre ou política para aquilo.

CC: Então, Chateaubriand estava do lado dos paulistas em 1932. Tinha aquele discurso de defesa da democracia?

FM: Em parte por isso, mas o que pesava mesmo era a relação freudiana com o Getúlio. Do dia em que se conheceram até a hora em que ficou sabendo que Getúlio tinha dado um tiro no coração, a relação foi de amor e ódio, amor e ódio, o tempo todo. Eram personalidades vibrantes, magnéticas, como não existem mais.

Insisto: o sujeito que mandava capar um credor montou o maior museu do Hemisfério Sul. Que é propriedade pública, não é dos filhos do Chatô. Não é do Gilberto, não é da Terezoca e dos filhos da Terezoca. É meu, é seu. Sua empregada, o porteiro do prédio podem ir lá ver um raro Rembrandt. Nenhum magnata da mídia atual é capaz de oferecer ao País uma coisa da importância do Masp, sem falar dos aeroclubes que Chateaubriand espalhou pelo Brasil.

Obrigava os milionários a doar aviões. Porque achava que um país deste tamanho você só iria conquistar pelo ar, não adiantava construir estrada de ferro ou rodovia que fosse de São Paulo para Manaus. Mas não era um santo.

CC: Interessante esse tema: herança. O que a gente vê por aí, nos veículos da grande imprensa, é o que Mino Carta chama de sucessão por direito divino. Famílias da oligarquia que vão ficando no comando. Quase sempre depredando o patrimônio que herdaram.

FM: É o que a gente está vendo aí. O Chateaubriand inventou uma coisa maluca, deixou todos os veículos que tinha para um condomínio de empregados. Todos eram funcionários. Mas a diferença principal do Chateaubriand para os atuais donos de jornais me veio à cabeça com a leitura deste livro do Fernando Henrique Cardoso, Diários da Presidência.

Nele, Fernando Henrique conta, não sem certa empáfia, que dois jornalistas da Folha escreveram no jornal – não dá para entender se artigo ou reportagem – textos que o deixaram indignado. Passou a mão no telefone e ligou para o senhor Frias (Octávio Frias). Reclamou, disse que era inadmissível. O senhor Frias respondeu: “Não se preocupe, presidente. Pode dormir em paz que eu vou obrigar os dois a engolir os artigos”. No dia seguinte, os dois tiveram de escrever um mea-culpa, “desculpa, não foi bem assim”.

CC: E com o Chatô, como era?

FM: Esse tipo de ameaça o Chateaubriand sofreu várias e várias vezes. Por parte do presidente da República, de ministros, de militares. Respondia sempre da mesma maneira: para poder mandar aqui dentro dos meus jornais, de minhas revistas, tem de se responsabilizar pela folha de pagamento no final do mês.

Se o senhor quiser assumir a folha de pagamento, pode demitir repórter, contratar, mudar texto. E o que valia para fora valia para dentro também. Lembro o caso do David Nasser, que era o monstro sagrado de O Cruzeiro, revista que vendia 700 mil exemplares quando o Brasil tinha 30 milhões de habitantes e 50% de analfabetos, e não havia assinatura, você tinha de ir à banca. Um dia, o David fez um artigo contra o Juscelino, então presidente.

O Chatô estava se arrumando para uma festa, tirando alfinete de uma camisa de smoking novinha em folha – a cena é muito engraçada, aconteceu no escritório dele no O Jornal. Chega o David e o Chatô diz: “Que merda é essa, David, de falar mal do Juscelino na sua coluna?” O David respondeu: “Mas, doutor Assis, é minha coluna, tem meu nome lá em cima, é minha opinião”. Chateaubriand respondeu: “Se quiser ter opinião, monta um jornal só para você; na minha revista você defende a minha opinião”.

CC: É a noção que a mídia hegemônica ainda tem hoje de liberdade de imprensa, não é?

FM: Essa clareza, essa sinceridade do Chateaubriand não existe mais. Se o presidente da República reclamava, como fez o Fernando Henrique, ele dizia: “Se quiser mexer nos meus editoriais, tem de pagar a conta no fim do mês”. O mesmo valia para a redação. Rubem Braga trabalhava em Belo Horizonte para o Estado de Minas e escrevia crônicas semanais.

Numa delas desceu o cacete na Igreja da Espanha, que estava apoiando Francisco Franco. Estamos falando, portanto, de 1936, 1937, durante a Guerra Civil. Aí, dom Antonio dos Santos Cabral, o rígido arcebispo de Belo Horizonte, fez uma homília, a ser distribuída em todas as suas paróquias, dizendo que os Diários Associados eram inimigos da família católica e que as pessoas não tinham mais que assinar o Estado de Minas. Imagina a força da Igreja em Minas Gerais 80 anos atrás.

Chatô soube disso, passou a mão no telefone, ligou para o Gegê (Geraldo Teixeira da Costa, diretor do jornal). Disse: “Senhor Gegê, descobri que dom Cabral, quando moço, estuprou a irmã várias vezes. Quero uma reportagem enorme sobre isso”. Passa um dia, dois, cinco, uma semana, duas semanas depois. Chatô, furioso, ligou cobrando a matéria.

Gegê, constrangido, argumentou: “Doutor Assis, botei o melhor repórter, mas tem aí um problema. Descobrimos que dom Cabral é filho único, não tem irmã”. Resposta do Chateaubriand: “Isso não é problema meu nem seu, senhor Gegê. Isso é um problema do dom Cabral. Ele que explique depois”.

CC: Se a verdade atrapalhar o que se quer dizer, esqueça-se a verdade. Ainda se pratica muito isso.

FM: Muito, muito. E com mais hipocrisia. É o avesso do que deveria ser o jornalismo. Tenho 50 casos como este, a propósito do Chatô. Acho que, se o livro fez sucesso e o filme faz sucesso, é porque o Guilherme (Fontes, o diretor) soube ler o personagem.

Que na verdade não é só um, são vários. Dá para fazer Chatô II, Chatô III, Chatô, a Volta. Não tinha limites no usufruto do poder. Mas não buscava enriquecer. Não tinha muito dinheiro. Uma casa boa em São Paulo, outra na Rio – só. Achava que dinheiro era coisa de pobre.

CC: Nos anos 30, 40, havia mais debate na imprensa, não havia? Não era essa tirania do pensamento único.

FM: Pelo menos não era monolítico. Em todos os estados havia jornais locais que não eram tão grandes quanto os jornalões, mas que faziam oposição, crítica, deboche. E havia também muita imprensa operária, de sindicato. Não existe mais, ou pelo menos a gente não tem acesso.

O direito de emitir opiniões estava à disposição de quem quer que seja. Mas aí começam os grandes impérios da mídia, e o do Chateaubriand é o primeiro. Era tão maquiavélico que em cada lugar tinha um jornal sério e um jornal de escândalo, de polícia. Em São Paulo, Diário de S. Paulo e Diário da Noite. No Rio, O Jornal e Diário da Noite. Em Minas, Estado de Minas e Diário da Tarde.

Um jornal de sangue e um jornalão de opinião. Tinha uma revista nacional, O Cruzeiro, que, proporcionalmente, tinha uma tiragem dez vezes maior do que qualquer uma hoje. Tinha rádio bombando, a televisão começando.

CC: Era um homem inteligente, não é? Faz contraste gritante com os chatôzinhos de hoje.

FM: Diabolicamente inteligente. Falava mal quatro idiomas, o único que falava bem era o alemão, cantava Noite Feliz em alemão no dia do Natal. Um sujeito sofisticado, você vê pelos 11 mil artigos que escreveu ao longo da vida. Um personagem 100% brasileiro, com fumaças de genialidade, esse lado dele incontrolável, sedutor, sua paixão pelo poder.

Antes da eleição do Dutra (general Eurico Gaspar), em 1945, Adhemar de Barros foi ao escritório de Chatô, no Rio, querendo convencê-lo a ser candidato à Presidência. Ele respondeu: “Não tem a menor graça, o bom não é ser presidente, o bom é que, para o cara ser presidente, ele tem de bater naquela porta, pedir para entrar, tirar o chapéu, sentar aqui e perguntar se pode ser candidato à Presidência”.

CC: A porta a bater mudou de endereço, mas continua existindo, não é?

FM: É, nisso ele deixou uma herança ruim para nós. Boa parte desses maus costumes da nossa mídia vem de lá. Depois de assistir ao filme de Guilherme Fontes, um crítico afirmou: “Isso não é sobre o Chateaubriand, o Brasil dos anos 50, é o Brasil de hoje”. Você apenas troca as figuras, o enredo é o mesmo.

CC: Um nordestino que teve a ousadia de peitar a plutocracia paulista.

FM: Peitou, não – humilhou. Você pode imaginar o doutor Julinho Mesquita botando um chapéu de cangaceiro por imposição do Chatô?

CC: A tal Ordem do Jagunço, que ele inventou…

FM: É, se botou no Churchill, por que é que não iria botar num Mesquita? Os Ermírio de Moraes penaram na mão dele. Certa vez, Chatô entrou no estúdio e invadiu uma novela – não tinha videotape, era ao vivo – para ameaçar: “O senhor Ermírio de Moraes, eu preciso educar esse sujeito com surras de rabo-de-tatu”. Fazia o diabo. O que fez com o conde Chiquinho Matarazzo…

CC: Em 1964, a mídia, inclusive o Chateaubriand, se juntou e entrou no golpe, com a solitária exceção da Última Hora do Samuel Wainer. Hoje, ela continua flertando com o golpe. Mas tem o mesmo poder dos anos 60?

FM: Toda ela aderiu ao golpe. Em relação aos dias de hoje, tenho uma opinião um pouco herege para uma pessoa de minha idade e de minha formação. Sou um jornalista do papel, meu mundo era o Jornal da Tarde – sonho de todo grande jornalista, assim como foi a Realidade e, antes, o Jornal do Brasil.

Estou convencido de que jornal e revista no formato de hoje acabaram. Televisão volta a ser um eletrodoméstico, uma tela, o conteúdo vai estar no seu celular. Veja o Jornal Nacional, a audiência da Globo – está desabando. O Boni disse um dia desses: “Esses caras perderam o juízo”. Não vejo em que o jornalismo que se faz no Brasil possa seduzir as novas gerações.

Se tivesse de escolher uma epígrafe para esta entrevista, seria um versinho profético do Gilberto Gil, de 1967, na música chamada Domingou: O jornal de manhã chega cedo/ mas não traz o que eu quero saber/ As notícias que leio/ já sabia mesmo antes de ler.

segunda-feira, 18 janeiro, 2016 Posted by | Repassando... | | Deixe um comentário

Vergonhosa justiça e vergonhoso jornalismo “democráticos”…

Damous: PF sempre pergunta – e o Lula?

Ele explica por que indicou Nilo Batista ao Lula: pela Democracia
publicado 17/01/2016

democracia.jpg

(De Dona Mancha)

Saiu no Globo, sede dos vazamentos mais torpes, entrevista de Fernanda Krakovics com Wadih Damous, deputado federal pelo PT do Rio:

http://oglobo.globo.com/brasil/seria-ousadia-das-ousadias-criminalizar-lula-diz-wadih-damous-18490693

O senhor sugeriu ao ex-presidente Lula a contratação do criminalista Nilo Batista. Por quê?

Por conta dessa criminalização geral da política, o presidente Lula tem sido alvo de atenções persecutórias e, nesse sentido, tem que estar muito bem assistido juridicamente. É, na verdade, uma defesa da democracia. Foi assim que conversamos com o Nilo e foi assim que ele se posicionou: “Eu estou aqui em defesa da democracia, mais do que na defesa de uma pessoa física”.

O senhor considera que há risco de o ex-presidente ser preso?

Não acredito nisso, mas como a Operação Lava-Jato tem muitos elementos de um Estado de exceção, de desrespeito à ordem jurídica, qualquer atitude preventiva é salutar, embora não haja nada contra o presidente Lula. E, sinceramente, seria a ousadia das ousadias criminalizar um ex-presidente da República com base em delações de delinquentes. Aliás, nem esses delinquentes têm feito qualquer tipo de acusação frontal contra o presidente Lula. Mas, já que há um cenário de criminalização ampla, geral e irrestrita da política, é importante que alguém da estatura do presidente Lula tenha uma assessoria jurídica à altura.

O ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró disse que foi indicado para a BR Distribuidora pelo ex-presidente por gratidão.

O relato de advogados de defesa é que sempre se pergunta acerca do Lula, como se houvesse um direcionamento. Isso é um lixo jurídico. E por que a palavra desse delinquente de nome Cerveró vale mais do que a palavra do presidente, que já disse que isso não é verdade?

Dizem que a maior preocupação do ex-presidente é com o filho Luís Cláudio na Operação Zelotes.

A nossa preocupação é com o desvio que a Zelotes tomou. Ela foi instaurada para investigar grandes sonegadores, parou de investigar grandes sonegadores e enveredou para a esfera política, como tem se tornado praxe no Brasil. De repente, a Zelotes se torna uma operação para investigar parentes do presidente Lula, o que é um absurdo.

Mas, se a Zelotes esbarra em algo considerado suspeito, não tem que investigar?

Ninguém está acima da lei. Nem o juiz Sérgio Moro, nem os procuradores da Lava-Jato, nem a Polícia Federal podem se considerar acima da lei. Tem que investigar qualquer indício de irregularidade. Agora, a Operação Zelotes parece que está se resumindo a isso.

O senhor tem sido um crítico da Lava-Jato e agora da Zelotes.

É um absurdo a instrumentalização e a transformação de órgãos de Estado, como o Ministério Público e a Polícia Federal, em órgãos de exceção, em polícia política, fora os vazamentos seletivos. Quando se trata de alguém ligado ao governo ou ao PT, a escandalização é imediata. Quando se trata de outras personalidades, como (o ex-presidente) Fernando Henrique Cardoso e (o senador) Aécio Neves (PSDB), é nota de rodapé, as investigações não vão à frente.

Veja também o que Damous disse sobre a Carta Aberta dos Advogados:http://www.pt.org.br/wadih-damous-cobra-respeito-a-constituicao-na-operacao-lava-jato/

Veja o que o Conversa Afiada disse da contratação de Nilo Batista por Lula.

segunda-feira, 18 janeiro, 2016 Posted by | Repassando... | , | Deixe um comentário

Justiça caolha…

A Lava Jato é uma Justiça à parte!

Jamais na História do Brasil advogados dessa envergadura foram obrigados a isso!
publicado 15/01/2016
justica

O Conversa Afiada reproduz carta aberta de advogados e juristas em repúdio ao regime de supressão episódica de Direitos e garantias verificado na Operação Lava Jato:

No plano do desrespeito a direitos e garantias fundamentais dos acusados, a Lava Jato já ocupa um lugar de destaque na história do país. Nunca houve um caso penal em que as violações às regras mínimas para um justo processo estejam ocorrendo em relação a um número tão grande de réus e de forma tão sistemática. O desrespeito à presunção de inocência, ao direito de defesa, à garantia da imparcialidade da jurisdição e ao princípio do juiz natural, o desvirtuamento do uso da prisão provisória, o vazamento seletivo de documentos e informações sigilosas, a sonegação de documentos às defesas dos acusados, a execração pública dos réus e o desrespeito às prerrogativas da advocacia, dentre outros graves vícios, estão se consolidando como marca da Lava Jato, com consequências nefastas para o presente e o futuro da justiça criminal brasileira. O que se tem visto nos últimos tempos é uma espécie de inquisição (ou neoinquisição), em que já se sabe, antes mesmo de começarem os processos, qual será o seu resultado, servindo as etapas processuais que se seguem entre a denúncia e a sentença apenas para cumprir ‘indesejáveis’ formalidades.

Nesta última semana, a reportagem de capa de uma das revistas semanais brasileiras não deixa dúvida quanto à gravidade do que aqui se passa. Numa atitude inconstitucional, ignominiosa e tipicamente sensacionalista, fotografias de alguns dos réus (extraídas indevidamente de seus prontuários na Unidade Prisional em que aguardam julgamento) foram estampadas de forma vil e espetaculosa, com o claro intento de promover-lhes o enxovalhamento e instigar a execração pública. Trata-se, sem dúvida, de mais uma manifestação da estratégia de uso irresponsável e inconsequente da mídia, não para informar, como deveria ser, mas para prejudicar o direito de defesa, criando uma imagem desfavorável dos acusados em prejuízo da presunção da inocência e da imparcialidade que haveria de imperar em seus julgamentos – o que tem marcado, desde o começo das investigações, o comportamento perverso e desvirtuado estabelecido entre os órgãos de persecução e alguns setores da imprensa.

Ainda que parcela significativa da população não se dê conta disso, esta estratégia de massacre midiático passou a fazer parte de um verdadeiro plano de comunicação, desenvolvido em conjunto e em paralelo às acusações formais, e que tem por espúrios objetivos incutir na coletividade a crença de que os acusados são culpados (mesmo antes deles serem julgados) e pressionar instâncias do Poder Judiciário a manter injustas e desnecessárias medidas restritivas de direitos e prisões provisórias, engrenagem fundamental do programa de coerção estatal à celebração de acordos de delação premiada.

Está é uma prática absurda e que não pode ser tolerada numa sociedade que se pretenda democrática, sendo preciso reagir e denunciar tudo isso, dando vazão ao sentimento de indignação que toma conta de quem tem testemunhado esse conjunto de acontecimentos. A operação Lava Jato se transformou numa Justiça à parte. Uma especiosa Justiça que se orienta pela tônica de que os fins justificam os meios, o que representa um retrocesso histórico de vários séculos, com a supressão de garantias e direitos duramente conquistados, sem os quais o que sobra é um simulacro de processo; enfim, uma tentativa de justiçamento, como não se via nem mesmo na época da ditadura.

Magistrados das altas Cortes do país estão sendo atacados ou colocados sob suspeita para não decidirem favoravelmente aos acusados em recursos e habeas corpus ou porque decidiram ou votaram (de acordo com seus convencimentos e consciências) pelo restabelecimento da liberdade de acusados no âmbito da Operação Lava Jato, a ponto de se ter suscitado, em desagravo, a manifestação de apoio e solidariedade de entidades associativas de juízes contra esses abusos, preocupadas em garantir a higidez da jurisdição. Isto é gravíssimo e, além de representar uma tentativa de supressão da independência judicial, revela que aos acusados não está sendo assegurado o direito a um justo processo.

É de todo inaceitável, numa Justiça que se pretenda democrática, que a prisão provisória seja indisfarçavelmente utilizada para forçar a celebração de acordos de delação premiada, como, aliás, já defenderam publicamente alguns Procuradores que atuam no caso. Num dia os réus estão encarcerados por força de decisões que afirmam a imprescindibilidade de suas prisões, dado que suas liberdades representariam gravíssimo risco à ordem pública; no dia seguinte, fazem acordo de delação premiada e são postos em liberdade, como se num passe de mágica toda essa imprescindibilidade da prisão desaparecesse. No mínimo, a prática evidencia o quão artificiais e puramente retóricos são os fundamentos utilizados nos decretos de prisão. É grave o atentado à Constituição e ao Estado de Direito e é inadmissível que Poder Judiciário não se oponha a esse artifício.

É inconcebível que os processos sejam conduzidos por magistrado que atua com parcialidade, comportando-se de maneira mais acusadora do que a própria acusação. Não há processo justo quando o juiz da causa já externa seu convencimento acerca da culpabilidade dos réus em decretos de prisão expedidos antes ainda do início das ações penais. Ademais, a sobreposição de decretos de prisão (para embaraçar o exame de legalidade pelas Cortes Superiores e, consequentemente, para dificultar a soltura dos réus) e mesmo a resistência ou insurgência de um magistrado quanto ao cumprimento de decisões de outras instâncias, igualmente revelam uma atuação judicial arbitrária e absolutista, de todo incompatível com o papel que se espera ver desempenhado por um juiz, na vigência de um Estado de Direito.

Por tudo isso, os advogados, professores, juristas e integrantes da comunidade jurídica que subscrevem esta carta vêm manifestar publicamente indignação e repúdio ao regime de supressão episódica de direitos e garantias que está contaminando o sistema de justiça do país. Não podemos nos calar diante do que vem acontecendo neste caso. É fundamental que nos insurjamos contra estes abusos. O Estado de Direito está sob ameaça e a atuação do Poder Judiciário não pode ser influenciada pela publicidade opressiva que tem sido lançada em desfavor dos acusados e que lhes retira, como consequência, o direito a um julgamento justo e imparcial – direito inalienável de todo e qualquer cidadão e base fundamental da democracia. Urge uma postura rigorosa de respeito e observância às leis e à Constituição brasileira.


Na imagem, os advogados que assinam o manifesto

sábado, 16 janeiro, 2016 Posted by | Repassando... | , | Deixe um comentário

Diz-me com quem andas e eu te direi se serás publicado…

quinta-feira, 14 janeiro, 2016 Posted by | Repassando... | , , | Deixe um comentário

Sessão premiada…

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