Livre pensar é só pensar!

Para não desligar os neurônios

A escalada do ódio da centro-direita brasileira tem que ser detida…

loboO Conversa Afiada reproduz artigo de Haroldo Lima, extraído do Portal Vermelho

Haroldo Lima: A aventura pode levar ao caos

No interior do Congresso Nacional foi lançado um chamado “comitê pró-impeachment”. Entre suas tarefas está a de encontrar uma razão que legalize a retirada de Dilma Rousseff da Presidência da República. Em um ambiente onde levas de pessoas são presas ou postas em suspeição por terem sido citadas na Operação Lava Jato, o nome da presidenta permanece incólume.

Em um ambiente onde levas de pessoas são presas ou postas em suspeição por terem sido citadas na Operação Lava Jato, o nome da presidenta permanece incólumeEm um ambiente onde levas de pessoas são presas ou postas em suspeição por terem sido citadas na Operação Lava Jato, o nome da presidenta permanece incólume O Ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal, relator da Lava Jato, esclareceu que, relativamente à chefe do Executivo, “não há elementos a investigar e nada há a arquivar”.

Assim, o dito comitê procura uma justificativa que dê uma tonalidade legal à sua missão precipuamente definida, a de afastar a presidenta constitucional do país. Isto é um golpe de Estado, e a pretensão de levá-lo a cabo caracteriza uma perigosa aventura.

Forças variadas estão de uma forma ou de outra participando desse movimento insensato. Cumprem o papel nefasto de alardear os problemas do país, deformá-los, ao tempo em que escamoteiam as vantagens e os feitos do Brasil e dos brasileiros.

Recentemente a corrente golpista parece ter se rejubilado com uma notícia que poderia servir a seus propósitos de desgastar o governo brasileiro e o Brasil: a agência norte-americana de risco Standard & Poor’s rebaixou a nota de classificação do Brasil. Isto deu manchetes e seguramente a culpa foi de Dilma.

As coisas são apresentadas como uma tragédia que se abateu sobre nós, pilhados em mil coisas erradas. Esconde-se do povo que essa mesma agência reduziu também os graus de confiabilidade da Itália, França, Portugal, Espanha e Áustria.

Como a S&P rebaixou da mesma forma a Petrobras, este fato é ressaltado enormemente, pois parece que nossa maior empresa está indo a pique, quem sabe por ser estatal. Não se mostra que 31 grandes empresas brasileiras, quase todas privadas, foram identicamente rebaixadas, em diferentes graus: 11 bancos (BB, CEF, Itaú, Bradesco, Santander, Citibank, etc.), Eletrobrás, Iaipu Binacional, Ambev, Votorantim, Celpe, Coelba, Globo, etc.

Tanto rebaixamento pareceria uma tragédia, mas nem tanto. Porque, quem é mesmo essa Standard & Poor’s? Paul Krugman, o prêmio Nobel de Economia de 2008, disse, em 9.8.2011, que a S&P “não tem credibilidade” e que é a “pior instituição à qual alguém deveria recorrer para receber opiniões sobre as perspectivas do nosso país”. O “nosso país”, a que Krugman se refere, é o país dele, os Estados Unidos, que, naquele 2011, sim, teve os títulos da sua dívida rebaixados pela Standard & Poor’s.

Com o mesmo objetivo de depreciar o Brasil, para atingir Dilma e fortalecer o golpismo, tem-se agitado que a dívida pública brasileira cresceu a um nível estonteante, relativamente ao PIB do país. Realmente a dívida cresceu, pois estamos em uma crise do capitalismo, que começou pelos Estados Unidos, em 2008, chegou à Europa e já atingiu a China. Mas, vamos por partes.

A dívida cresceu em quase todo o mundo. E se nos basearmos em dados do FMI (set 2015) veremos que, de 2008 a 2014, na Espanha a dívida cresceu 58,3%; no Japão 54,6%; na França 27,3%; nos EUA 25,4%; na Alemanha 11,8% e no Brasil 3,3%% (Lécio e Flávio, “A dívida pública e a oposição”).

Vê-se que as meias verdades são, às vezes, meias mentiras; mas, às vezes, funcionam como se fossem uma mentira inteira.

A corrente golpista que se movimenta no país atrás de um “impeachment” chega a fazer paralelo com o impeachment do Collor, em 1992. É forçar muito e é se iludir.

Entidades como a OAB, a CNBB, a UNE, todas as centrais sindicais, todos os partidos de esquerda e alguns de centro estiveram nas ruas apoiando o impeachment de Collor. Hoje, todas essas citadas entidades estão contra o chamado impeachment de Dilma, à exceção de uma central sindical. Isto porque esse impeachment é uma fraude.

E não se iludam. Quem lutou pela conquista democrática demoradamente, os 40 milhões que viram sua situação social ascender nos últimos 10 anos, com Lula e Dilma, essa gente não aceitará que o Brasil seja levado de novo a ser uma “república de bananas”.

*Haroldo Lima é engenheiro, ex-deputado federal e membro do Comitê Central do PCdoB
__________________________________________________________
PS: a imagem acima foi inserida por este blogueiro.

sábado, 19 setembro, 2015 Posted by | Uncategorized | Deixe um comentário

Miseravelmente, foi necessária esta imagem, pequeno Aylan…

lagrimaOlhem, no artigo abaixo, a imagem do pequeno Aylan. Não parece morto, mas dormindo. Se estivesse sobre uma cama, passaria a doce imagem de uma criança em sono profundo e feliz. Talvez seja esta aparência o que mais chocou cada um de nós, no mundo inteiro: a morte disfarçada de normalidade. Em um mundo que banalizou a violência, uma morte sem sangue, limpa de evidências criminosas, travestida de sono calmo em um pedaço de praia em qualquer parte do mundo. Uma morte que nos horrorizou não pela violência explícita, mas pela selvageria subjacente na tragédia humanitária que a ocasionou. Uma morte que, de repente, tornou-se a gota d´água no balde da nossa capacidade de tolerância e omissão. Morte que, enfim, formou uma pressão irresistível sobre os gestores dos países ricos, obrigando-os a aceitar o que até então buscavam negar: solidariedade. Solidariedade para com as vítimas da própria dominação fomentada pelo poderosos em suas ex-colônias, como forma de manter a dominação e descarregar a “sucata” de suas armas tecnologicamente obsoletas.
Pequeno Aylan, que precisou morrer para despertar a ira contra a covardia e a omissão humana. Pequeno Aylan, que daqui a pouco estará esquecido por todos nós, diante dos objetivos inconfessáveis dos poderosos e a omissão criminosa dos alienados politicamente.
Pequeno Aylan: que ao menos o outro lado do caminho lhe seja menos doloroso….
Henrique Miranda
 _______________________________________________________________________________

Luis Morago – Avaaz

Para

henriquermiranda@yahoo.com.br
Set 5 em 4:35 PM

__________________________________________________
PS: Postei este conteúdo na madrugada, assistindo um filme sobre Mandela, o sábio guerreiro africano. Sábio,porque persistente, sábio porque político pacifista, sábio porque solidário. Uma solidariedade que não existiu em vida, para o pequeno Aylan.
Se concordam, assinemos o manifesto sobre a questão, antes que esqueçamos o Aylan…Ou quando o site indicado der acesso (tentei e dá como não acessível)….

domingo, 6 setembro, 2015 Posted by | Uncategorized | , , | Deixe um comentário

A canalha golpista leva mais uma cacetada…

Janot arquiva pedido de Gilmar e pede pacificação

28 de Agosto de 2015

:

Apareceu uma boa notícia para Dilma Rousseff no esforço para enfrentar manobras da oposição para tomar, por via judicial, um mandato que não foi capaz de assegurar nas urnas.

Num despacho onde fez questão de recordar o papel do Judiciário na “pacificação social e na estabilização da Justiça,” o Procurador Geral da República  Rodrigo Janot manda arquivar um pedido de investigação de  Gilmar Mendes contra a campanha da presidente.

O caso arquivado se refere à  denúncia envolvendo a VTPB Serviços Gráficos e Mídia Exterior Ltda, que prestou serviços à campanha de Dilma.  Em 7 de maio, seis meses e três semanas depois da vitória de Dilma, Gilmar enviou um comunicado ao PGR, pedindo “providências pertinentes” para “possíveis indícios de irregularidades”.

No  despacho, divulgado ontem, Janot bate de frente: “Não há providencias de talhe cível ou criminal a adotar a partir da ‘notícia de fato’ em exame,” escreveu.

Em outro parágrafo, Janot se refere a soberania popular.  Lembra  que os “atores principais” de uma eleição devem ser “candidatos e eleitores” e fala da “inconveniência de serem, Justiça Eleitoral e Ministério Público Eleitoral, protagonistas – exagerados do espetáculo da democracia.”

A partir de notícias veiculadas pela imprensa, o comunicado de Gilmar Mendes dizia, entre outras coisas, que a gráfica não funcionava no endereço declarado, nem teria estrutura “para imprimir o material declarado na campanha”. Janot ouviu as partes, inclusive o ministro da Secom, Edinho Silva, que foi tesoureiro da campanha.  No texto, o PGR expõe cada uma das objeções e também relata as explicações ouvidas, sem apontar restrições. Sua avaliação, numa frase: “Os fatos narrados não apresentam consistência suficiente para autorizar, com justa causa, a adoção das sempre gravosas providências investigativas criminais.”

Mais relevante do que a decisão em si, ou cada episódio em particular, é a motivação de Rodrigo Janot pelo arquivamento do caso. Ele lembra, com todas as letras, que as contas de Dilma Rousseff foram julgadas e aprovadas com ressalvas em dezembro do ano passado, pelo próprio Gilmar Mendes, e  adverte: “não há figura cível do juízo que permita a esta Procuradoria Geral Eleitoral — ou a qualquer legitimado para atual na Justiça Eleitoral — a reabertura de questões relativas a sua regularidade”. (A exceção, recorda Janot, envolve o artigo 30-A, que define o prazo de quinze para apresentação de fatos e provas para “apurar  condutas em desacordo com a legislação, “relativas a arrecadação e gastos de recursos).

No trecho onde se refere à “pacificação social” como uma das funções “mais importantes do Poder Judiciário”, ele também se refere ao artigo 5o da Constituição Federal, onde se diz: “a todos, no âmbito judicial e administrativo, são assegurados a razoável duração do processo e os meios que garantem a celeridade de sua tramitação.”

É disso que se trata. O despacho de Janot não encerra as batalhas de Dilma na Justiça Eleitoral, nem no Congresso, nem no TCU. Mas ajuda a colocar racionalidade e bom senso numa situação de conflito que ameaça não ter fim.

sábado, 29 agosto, 2015 Posted by | Uncategorized | , | 1 Comentário

Os canalhas começam a serem peitados pelas calúnias feitas…

Segunda-feira, 06 de Abril de 2015

Publicado em 06/04/2015

O Conversa Afiada reproduz do Instituto Lula:

FILHO DE LULA INTERPELA JUDICIALMENTE PREFEITO DE SÃO CARLOS

São Paulo, 6 de abril de 2015,

O prefeito de São Carlos, Paulo Altomani, do PSDB, foi interpelado judicialmente nesta segunda-feira (06), pelo filho do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Fábio Luis Lula da Silva, por uma postagem mentirosa em seu Facebook, no dia 15 de março de 2015. A prática pode configurar injúria, calúnia e difamação.

O prefeito usou uma mentira sobre o filho de Lula para convocar as manifestações do dia 15 de março em sua cidade, dizendo que: “não é justo o Tesouro Nacional tirar dinheiro de nossa cidade para repassar ao BNDES para financiar por exemplo a empresa Frioboi (sic), que pertence ao Lulinha, e que paga cachês milionários para o ator Tony Ramos para vender em rede nacional sua carne financiada com recursos de saúde educação limpeza publica etc.”

Segundo consta na interpelação, Fábio “não é nem jamais foi sócio ou manteve qualquer relação profissional com a política ou com negócios relacionados à agropecuária, agroindústria, também não é, nem nunca foi, proprietário de frigoríficos, fazendas ou propriedades rurais”.

Fábio não é proprietário, tampouco sócio da empresa JBS, dona da marca Friboi. Veja aqui, no site da empresa, a lista dos acionistas da JBS: http://jbss.infoinvest.com.br/static/ptb/composicao-acionaria-e-societaria.asp

Fica claro que prefeito se utilizou de mentiras para chamar pessoas para uma manifestação em São Carlos. Espera-se, com a interpelação, que o prefeito do PSDB possa se retratar e colaborar para o restabelecimento da verdade.

O prefeito é o segundo político do PSDB interpelado judicialmente este ano por mentir sobre o filho de Lula. A interpelação contra o deputado federal do PSDB de Minas Gerais, Domingos Sávio, foi protocolada no Supremo Tribunal Federal no dia 18 de março, por mentir indiscriminadamente sobre Fábio. Veja aqui a nota: http://www.institutolula.org/familia-de-lula-interpela-judicialmente-deputado-do-psdb

O print screen do post do prefeito e a petição de interpelação criminal, estão a disposição dos jornalistas que requisitarem.

Link do post do prefeito de São Carlos Paulo Altomani (post ativo no momento do envio deste email): https://www.facebook.com/paulorobertoaltomani/posts/1610980269138972?fref=nf&pnref=story

Leia também:

FRIBOI: FILHO DO LULA PROCESSA TUCANO-CERRISTA

segunda-feira, 6 abril, 2015 Posted by | Uncategorized | Deixe um comentário

Lembram da menina que o Collor e a Globo feriram para vilipendiar o Lula?

Publicado em 02/04/2015

Lurian, filha do Lula: paguei a vida inteira por ser filha de alguém

“Aguenta o tranco: a voz mudou, o cabelo e a barba caíram, mas a essência não mudou”, disse Lurian.

O Conversa Afiada reproduz artigo de Fernando Brito, extraído do Tijolaço:

LURIAN, FILHA DO LULA: PAGUEI A VIDA INTEIRA POR SER FILHA DE ALGUÉM

Muito interessante e de grande valor humano a entrevista publicada hoje no jornal O Dia, do Rio de Janeiro, com a filha mais velha do ex-presidente Lula, Lurian Cordeiro da Silva. Ela e os irmãos , os filhos do Lula, são sempre acusados de terem fortunas e carregam, o estigma de uma condenação”antecipada” por tudo.

Se calam, são culpados de qualquer coisa – de mansões a jatinhos imaginários, tirados de qualquer fotografia da internet. Se falam, geram uma polêmica que, depois, não têm meios para travar e em tudo o que disserem será vista uma suposta orientação do pai para que o façam.

É legal ver alguém que foi pessoalmente atingida pela baixaria da política, como ela foi naquele depoimento sórdido de sua mãe, Miriam Cordeiro, exibido em 1989 por Fernando Collor, entender que a política não pode ser regida pelo ódio e exige sentar para o diálogo.

O título, é claro, “puxa” por uma frase não dita (“Se for preciso, Lula volta”) mas certamente contida naquela que foi dita: “Se não tiver um nome construído, ele vai“.

– Aguenta o tranco: a voz mudou, o cabelo e a barba caíram, mas a essência não mudou.

SE FOR PRECISO, LULA VOLTA’, DIZ LURIAN, FILHA DO EX-PRESIDENTE DA REPÚBLICA

Leandro Resende, em O Dia

O DIA: Qual sua avaliação do governo Lula?
LURIAN: Nunca antes na história desse país tanta gente se tornou igual. O governo do meu pai resgatou a autoestima do povo brasileiro.

Como ele vê os escândalos de corrupção?
Ninguém gosta de nada negativo. Sinto que ele fica dolorido por esse ódio. Isso mexe com ele e todos nós. É aquela coisa do pai que deu tudo, e é visto como maldito. Não é querendo mérito, a ingratidão é diferente. E foi nos governos do PT que mais se investigou corrupção. E são escândalos que começaram antes.

Ele volta em 2018?
Se não tiver um nome construído, ele vai. Aguenta o tranco: a voz mudou, o cabelo e a barba caíram, mas a essência não mudou. Como militante, acho ótimo. O povo merece a conclusão desse ciclo de crescimento. Lula é um formador de políticos. Quem colar nele, mesmo sem ambição, tem futuro.

Você já morou e trabalhou em Santa Catarina e São Paulo. O que Maricá tem de diferente?
Paz e respeito. A cidade me respeita. Não é a filha do Lula que está ali, é uma pessoa normal. Em Maricá, consigo sair sem maldade. Maricá me dá liberdade.

Você tem vontade de ser prefeita de Maricá?
Fico lisonjeada porque gosto de Maricá, mas não se está discutindo sucessão. Quaquá tem dois anos de mandato. Minha preocupação é que conclua o mandato com excelência. Não é pretensão minha. O prefeito pode optar por quem ele quiser.

Aceitaria ocupar um cargo público na cidade?
Não tenho pretensão. Se tiver que ser, eu e Quaquá vamos ter que amadurecer a ideia. Gosto de trabalhar com executivo porque é possível ver o resultado. No parlamento, você depende muito dos trâmites. Em São Bernardo, teve até comício com meu pai e virei terceira suplente. Não foi ruim, pois vi como é a realidade numa campanha. Não quero tomar o lugar de ninguém, mas se Quaquá (Washington Quaquá, prefeito de Maricá) me chamar para ficar com a parte social, iria com todo prazer.

Lula seria ouvido antes de você decidir ser candidata a prefeita?
Se eu tiver que ser, ele não se oporia a nada, mas conversaria até por uma questão de hierarquia política. Ainda falta muito tempo até lá. Estou mais preocupada com a gente terminar o ano bem.

O que você e seu pai conversam sobre o momento político do país? Já não são poucos os que pedem o impeachment da presidenta Dilma Rousseff.
A gente tenta fugir da política e fala de coisas amenas. É muito massacre o tempo inteiro, é raro conseguirmos um momento de paz. Vira e mexe dizem que nós já pedimos o impeachment de outros presidentes, mas não instauramos o ódio, não batemos em ninguém por vestir vermelho, azul. Até torcem pela morte dos outros. Estava indo para o trabalho quando ouvi no rádio que meu pai tinha tido alta do câncer, em São Paulo. O taxista vira e fala: deveria ter morrido, que morra a família inteira. Na hora, parei o táxi e desci. Criou-se um clima de que tudo é culpa do PT, e não é.

Essa insatisfação contra o PT te tornaria um alvo numa campanha?
Em Maricá e Niterói, não, mas muita gente do Sul me ataca nas redes sociais.

Pela abertura da ONG Rede 13, em Santa Catarina? Nas redes sociais, te acusam de ter enriquecido com dinheiro público.
A Rede 13 foi criada para disseminar o programa ‘Fome Zero’ em Santa Catarina. Trabalhei como voluntária, nunca teve dinheiro. Queria muito saber onde está a conta e a senha desse dinheiro que dizem que tenho. O ônus da prova não cabe mais a quem acusa, e ninguém prova nada.

Já vi propaganda de um terreno “ao lado da mansão da filha do Lula”. Absurdo, nunca tive cartão corporativo. Paguei a vida toda por ser filha de alguém.

Por que o estigma da corrupção colou tanto no PT, mais do que nos outros partidos?
Há uma manipulação de massa para isso não ser desvinculado do PT. O Mensalão é ‘Mensalão do PT’. O ‘Mensalão do PSDB’ é chamado de ‘Mensalão Mineiro’, por exemplo.

É só culpa da mídia? O PT não tem nenhuma responsabilidade sobre esses escândalos?
Não. Se eu digo que tem, coloco toda a culpa da corrupção do mundo no PT, e isso não é verdade. As pessoas ficam indignadas quando Dilma diz que não sabia dos desvios, ou o Lula fala isso. Daí, as pessoas dizem: mas eles tinham que saber! Veja aquele caso da menina que matou os pais: ninguém sabia melhor dela do que seus pais, e foram apunhalados. Imagina se você vai saber o que se passa dentro de um gabinete, com uma pessoa que as vezes você não tem a menor relação. Não se pode culpar alguém pelo que uma outra pessoa fez.

Mas se a pessoa é o gestor, nesse caso o presidente da República, não tem que saber?
Se foi omisso até o ultimo instante, e a pessoa será pega como todo mundo diante da traição, então você não sabia. Parto do princípio que todos são inocentes. Se não, se acharmos que todos irão trair, ninguém faz nada.

O ‘Mensalão’ jogou o governo Lula nas cordas e chegou a ameaçar sua reeleição. Nada perto da proporção que o escândalo de corrupção na Petrobras está fazendo com o governo Dilma, por exemplo. Por que?

O fato de Dilma ser mulher vulnerabiliza muito ela. A porrada vem muito mais forte. Quando ela teve câncer, por exemplo, vinham perguntar se ela estava de peruca. E tinham todo zelo com o José de Alencar. É um abuso, gostando ou não dela. Mas Dilma já passou por coisas muito piores do que um milhão de pessoas na rua, já passou por tortura. Ela sente o momento, mas se sente pior ao ver que outros estão sentindo mais do que ela.

Como é a relação entre Dilma e Lula? Dizem que anda estremecida: seu pai andou ‘cutucando’ a presidenta recentemente.
Eles têm relação de cumplicidade e carinho. Lula está deixando Dilma governar. Acho ótimo, porque ela não é ele. Ela criou o perfil dela, agradando ou não, é ela que está no poder. Mas amigo é isso: converge, às vezes diverge…

Que avaliação você faz da campanha de 2014?
Eu posso falar mais do que todo mundo e, sem dúvidas, de que essa campanha foi pior do que a de 1989. Lá, você teve um candidato que atacou e expôs na mídia uma intimidade do outro. E isso fez muita gente deixar de votar nele. Agora, nessa eleição não teve nada de pessoal, é ódio puro, de graça. As pessoas brigaram, não pode mais andar de vermelho…

Agora, como foi para você aquele dia em que o Collor exibiu um depoimento da sua mãe dizendo que o Lula a tinha incentivado a abortar uma criança que, na realidade, era você? O que passou pela sua cabeça?
A gente sabia que ia passar aquele depoimento, porque uma assessora do Collor deixou a campanha dele quando soube dessa baixaria. Na hora em que minha mãe entrou no ar, o Ricardo Kotscho (assessor de imprensa do Lula) veio me buscar e me “escondeu na casa dele. E as pessoas não queriam saber se era uma menina de 15 anos, queriam vir atrás de mim…

E depois disso? Como ficou sua relação com sua mãe?
Dois anos sem falar com ela. Eu não sei lidar com mentira nem com baixaria. Era criada pela mãe da minha mãe, e ela, quando viu aquilo na TV, disse “nossa, mas não foi nada disso que aconteceu…”. O problema, depois, é explicar para o mentiroso que aquilo ali tudo é mentira. Eu já conhecia minha história.

E anos depois, o mundo dá voltas, seu pai como presidente abraçou o Collor como senador.

Eu nunca falei isso pro meu pai, mas não teve cena mais prazerosa do que ver ele (Collor) se referir ao Lula como “presidente”. Não há prazer maior de ver o Collor, o homem que saiu pela porta dos fundos, ter que chamar de presidente o homem que foi aclamado pelo povo quando deu a faixa para Dilma. Dizem que vingança é um prato que se come frio… Não é vingança, sabe? É justiça.

Como seu pai se daria se tivesse, como Dilma tem, que enfrentar um presidente da Câmara como o deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ)?
Se ele abraçou o Collor, com certeza se daria muito bem com o Eduardo Cunha. Eles podem falar o que quiserem do meu pai, mas na hora do olho no olho, eles baixam a guarda. Podem não concordar, mas sentam para o diálogo…

Hoje, é correto dizer que o PT está em crise?
Não é isso. O partido precisa se reconfigurar e se defender de todo esse ódio, tem que sair da zona de conforto. Bater no peito e dizer: sou petista mesmo. Tem que ir para rua.

sexta-feira, 3 abril, 2015 Posted by | Uncategorized | Deixe um comentário

Forçando o strip-tease da Vênus Platinada (ou conspurcada?)

Publicado em 02/04/2015

Nogueira: até um macaco faria a Globo com $ da ditadura!

Ah, Paulo, teve também a Caixa, além do Banerj ! É isso, Ataulfo ?

O Conversa Afiada reproduz agudo post do Paulo Nogueira, no DCM, sobre a Globo que oAtaulfo finge que não vê …

UM MACACO TERIA ERGUIDO UM IMPÉRIO NAS CONDIÇÕES DADAS A ROBERTO MARINHO PELA DITADURA EM TROCA DE APOIO POLÍTICO

É o que sugere um editorial a propósito da liberdade de expressão.

Nele, os Marinhos atacam, furiosamente, a regulação da mídia. E se colocam na posição de campeões do “jornalismo independente, que não vive de verbas oficiais”.

Pausa para gargalhar, e um segundo a mais para lembrar Wellington: quem acredita naquilo acredita em tudo.

Cada tijolo da Globo é, de alguma forma, produto de verbas oficiais – e mais incontáveis mamatas e privilégios que a empresa ganhou na ditadura militar e preservou intactos, numa aberração, nestes anos todos de democracia restabelecida.

Um macaco teria erguido um império nas condições dadas a Roberto Marinho pela ditadura em troca de apoio político.

Financiamentos diversos, publicidade copiosa dia após dia, complacência na cobrança de impostos – em suma, foi um empreendimento que é o oposto do que prega o capitalismo real. Não havia risco. Estava tudo garantido.

Roberto Marinho recebeu muito da ditadura e deu muito a ela. É expressivo o depoimento do general presidente Médici, em 1972: “Sinto-me feliz todas as noites quando assisto TV porque no noticiário da Globo o mundo está um caos, mas o Brasil está em paz… É como tomar um calmante após um dia de trabalho …” (Este Brasil paradisíaco subitamente renasceria, agora, caso Aécio tivesse vencido.)

As facilidades acabariam vindo de todos os lados.

No Conversa Afiada, Paulo Henrique Amorim lembra, hoje, como foi construído o Projac, o monumental estúdio da Globo.

Como em tudo, dinheiro público – e não as reservas formidáveis da família Marinho.

Num perfil sobre Roberto Marinho, o acadêmico Gabriel Collares Barbosa, da UFRJ, fala com minúcias do Projac.

“Outro fato que merece registro se refere a construção do Projac. Com 1.300.00 m², o Projac, em Jacarepaguá, no Rio de Janeiro, é o maior centro de produção da América Latina e foi projetado para abrigar superestúdios, módulos de produção e galpões de acervo.

Ao todo são quatro estúdios, de 1000m² cada, fábrica de cenários, figurinos, cidades cenográficas, centro de pós-produção e administração.

O que não é dito à população é que o Projac foi construído em uma área reservada pelo governo do Rio de Janeiro para a construção de casas populares.

Roberto Marinho humildemente solicitou à prefeitura uma autorização para construir sua “casinha” popular. Com a autorização em mãos, Roberto Marinho indevidamente começou a construção do Projac utilizando recursos levantados em empréstimos com a Caixa Econômica Federal para pagamento em dez anos.

Podemos especular que a quitação do débito foi pago com propaganda da CEF na Rede Globo.”

Uma ação popular exigindo a devolução desse dinheiro foi impetrada na justiça pois a Caixa Econômica é acusada de ter feito uma operação fora da rotina, com juros abaixo do mercado. O valor desse empréstimo atualizado com juros e correção monetária chega hoje a 37 milhões de dólares.”

A maneira como a Globo se serviu de bancos públicos foi imortalizada, em 1983, pelo Pasquim.

O Pasquim noticiou dois empréstimos a juros maternos que a Globo conseguiu com o Banerj, o Banco do Estado do Rio.

O Pasquim mostrou que a Globo ganharia um dinheiro considerável caso simplesmente pegasse o dinheiro dos empréstimos e o aplicasse no próprio Banerj.

Roberto Marinho foi chamado, pelo Pasquim, de “o maior assaltante de bancos do Brasil”.

“Nenhuma outra quadrilha, inclusive movimentos terroristas, lucrou tanto no negócio de assaltos a bancos como a quadrilha da Rede Globo”, escreveu o Pasquim.

O diretor superintendente do Banerj, Miguel Pires Gonçalves, acabaria depois virando superintendente da Globo. (Filho de um general da ditadura, Gonçalves acabaria por ser peça chave na manipulação do debate entre Collor e Lula na Globo, em 1989.)

Pois é esta Globo que, num editorial, desce à infâmia e se proclama símbolo do “jornalismo sem verbas oficiais”.

Talvez a Globo considere que os 500 milhões de reais anuais que vem recebendo há tempos das estatais federais – mesmo com uma brutal queda da audiência — sejam pouca coisa.

Ou, então, o que é mais provável, ache que somos todos estúpidos para cair na lorota cínica de que é uma empresa que ficaria de pé sem as mil-e-uma incursões ao dinheiro público.

Leia também:

COMO É QUE A GLOBO FEZ O PROJAC ?

A GLOBO É O MAIOR PARTIDO IDEOLÓGICO DO BRASIL

sexta-feira, 3 abril, 2015 Posted by | Uncategorized | Deixe um comentário

Outra bela bofetada perdida em outra cara desavergonhada…

FHC é humilhado em horário nobre na BBC de Londres

No programa de maior audiência da BBC transmitido por mais de 144 países, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso foi humilhado em entrevista durante o horário nobrePor redação

No maior canal de televisão da Inglaterra e do Mundo, a BBC de Londres, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso foi humilhado em horário nobre do Canal.
Para vergonha maior, o programa ainda é transmitido por mais de 144 países pela BBC World e a BBC News Chanel.
O tucano foi entrevistado por Stephen Sackur no programa BBC Hard Talk, o programa de maior audiência da emissora.

O fato gerou grande repercussão pela Inglaterra, no qual cidadãos destacam como “massacre televisionado”, mas garantem que o programa é poucos que saem fortalecidos.
O ex-presidente Lula também foi entrevistado pelo programa e foi fortemente elogiado pelo apresentador.
Vale lembrar que a BBC é inimiga número 1 da Rede Globo na qual é um convênio de manipulação.
Na entrevista FHC queria falar sobre corrupção, mas teve que escutar poucas e boas do apresentador e ainda concordar. O apresentador diz que FHC foi frustante no comando do país e que mesmo tendo dois mandatos como presidente ele não foi capaz de mudar nem uma parcela do país. Logo em seguida, o apresentador deixa claro que mesmo FHC querendo falar sobre a educação e se gabar por isso, ele não foi tão bom assim nessa área e diz que após o mandato dele o ensino nas escolas é um desastre.
Na área econômica em que o ex-presidente diz ter revolucionado o apresentador diz que a unica economia que ele mudou foi a de auxiliar os mais ricos, pois a pobreza não foi extinta como deveria ter sido feito. Fernando Henrique rebate dizendo que na época (2003) teria começado a extinção da pobreza graças ao seu governo, porém Stephen diz que esse feito é do governo Lula bem depois dele ter deixado a presidência e elogia o Bolsa Família.
Stephen também critica as privatizações ilimitadas aplicadas por FHC e as caracteriza como “inadmissíveis”
Finalizando, o apresentador fala sobre a corrupção no seu governo iniciando pelo engavetador geral da república que recebeu mais de 600 processos e arquivou a maioria, cerca de 99%. “O senhor quer me falar que nunca houve nada de errado no seu governo? Ele simplesmente sentou nos processos, um barbárie”, FHC se defende dizendo que ele era independente em suas decisões, mas o apresentador deixa claro aos telespectadores que quem o nomeou foi o presidente Fernando Henrique.
Para terminar a entrevista, FHC se vê sem saída e ainda mente dizendo que ninguém foi corrupto nem foi acusado durante seu governo.
Certamente essa foi uma batalha dura entre o tucano e o apresentador, mas que de certa forma envergonha o Brasil.
Assista a entrevista:

Confira o artigo original no Portal Metrópole: http://www.portalmetropole.com/2015/02/fhc-e-humilhado-em-horario-nobre-na-bbc.html#ixzz3SUk9dkpO

domingo, 22 fevereiro, 2015 Posted by | Uncategorized | Deixe um comentário

Falta cortar o dedo, turbinar o cérebro e melhorar o conteúdo…

image

sábado, 31 janeiro, 2015 Posted by | Uncategorized | , | Deixe um comentário

O que adianta? Fecham uma, abrem-se várias “fábricas de obesos”…

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

McDonald’s está em decadência?

Por Altamiro Borges

Um dos símbolos do capitalismo mundial e do imperialismo ianque, a rede de fast-food McDonald’s está passando por um período de acentuado declínio. Nesta segunda-feira (19), o site da “Economist” divulgou longa reportagem sobre as dificuldades da multinacional – que engorda as crianças, estimula péssimos hábitos alimentares, abusa da publicidade infantil e esfola seus milhares de funcionários no mundo inteiro, entre outros crimes. A matéria aponta algumas das razões da queda nas vendas globais da empresa desde meados do ano passado.“Os restaurantes da rede McDonald’s estão entre as maiores histórias de sucesso do capitalismo americano. Fundada num único estabelecimento simples em 1948, a ênfase da rede de fast-food no serviço rápido e no cardápio padronizado ajudou-a a se expandir para mais de 35 mil endereços em todo o mundo. O negócio foi rentável: depois de um período de instabilidade no início da década de 2000, o preço das ações da empresa foi de US$ 12, em 2003, para mais de US$ 100 ao final de 2011. Mas agora o McDonald’s perdeu o brilho. As vendas globais estão em queda desde julho”.
O que deu errado? – pergunta a Economist, porta-voz dos interesses do capital. Segunda a publicação, a atual crise do McDonald’s decorre de “problemas operacionais em todo o mundo. Em particular, a unidade asiática – responsável por quase um quarto da renda global da empresa – foi atingida por vários escândalos de vigilância sanitária. As vendas na China tiveram queda acentuada depois que revelou-se em julho que um de seus fornecedores usava carne bovina e de frango com o prazo de validade expirado. Mais recentemente, vários fregueses japoneses informaram ter encontrado pedaços de plástico e até um dente na comida”.
No ano passado, alguns estabelecimentos da rede na Rússia também foram fechados temporariamente por inspetores locais, “aparentemente como retaliação pelas sanções anunciadas por europeus e americanos contra o país em decorrência da intervenção militar na Ucrânia. Alguns políticos russos chegaram a pedir que a empresa fosse expulsa do país de uma vez”. Mas os problemas não ocorrem apenas nas filiais no exterior. O McDonald’s enfrenta dificuldades em sua própria casa, nos EUA.
“Há a concorrência de rivais do fast-food como Burger King, que aumentam sua fatia do mercado com uma versão mais simples e barata do cardápio do McDonald’s. E a rede sofre a pressão de restaurantes de padrão um pouco mais elevado e estética ‘casual’ como Shake Shack e Chipotle Mexican Grill, em rápido crescimento. Estes têm afastado os fregueses – principalmente os mais jovens – dos nuggets de frango do McDonald’s, por exemplo, ao oferecer comida de qualidade um pouco melhor, um alto nível de personalização e serviço parcial de atendimento nas mesas”.
Diante deste cenário preocupante – para a empresa e não para seus frequentadores -, Economist até dá alguns conselhos. “O McDonald’s parece ter duas opções: imitar rivais como Burger King e retornar às raízes, ou incrementar suas instalações e concorrer com nomes como Shake Shack. A rede parece tentar ambas as coisas… Enquanto tenta se reinventar, talvez a rede descubra que livrar-se de sua imagem tradicional será uma tarefa bem mais difícil”. E olha que a mídia venal – mundial e brasileira – protege um bocado a imagem desta gulosa multinacional.

sábado, 24 janeiro, 2015 Posted by | Uncategorized | Deixe um comentário

O telejornalismo sério da Globo…

terça-feira, 13 janeiro, 2015 Posted by | Uncategorized | , | Deixe um comentário