Livre pensar é só pensar!

Para não desligar os neurônios

O Titio estrebucha e fala grosso, mas não tá ganhando uma…

Estudo põe trabalhador brasileiro em vantagem sobre EUA

Agência Estado

Um estudo realizado em parceria entre a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e a Universidade Federal da Bahia (UFBA) abrangendo 70% dos trabalhadores formais urbanos do Brasil (55 milhões de pessoas) e dos Estados Unidos (116 milhões) causou surpresa, entre os próprios pesquisadores, ao atestar que, no Brasil, os assalariados têm mais proteção social e os empregos gerados têm sido de melhor qualidade do que nos Estados Unidos – mesmo antes da eclosão da crise financeira mundial, em 2008.

No ensaio “Os sentidos das precariedades em dois mercados nacionais de trabalho: Brasil e Estados Unidos”, os pesquisadores Claudio Salvadori Dedecca e Wilson Menezes, professores, respectivamente, da Unicamp e da UFBA, levam em consideração dados oficiais dos países e fatores como remuneração, desigualdade da massa salarial e perfil do contrato de trabalho, de acordo com a segurança oferecida ao trabalhador.

De acordo com os pesquisadores, os resultados contestam teses que relacionam melhorias na remuneração média e na proteção social dos assalariados com menos regulação nos contratos de trabalho.

Segundo o estudo, enquanto houve, na última década, no Brasil, expansão na absorção de trabalhadores pelo mercado formal – com mais proteção social -, com aumento real na média de salários (13% entre 2001 e 2009), nos Estados Unidos ocorreu fenômeno inverso: a ampliação de vagas ocorre principalmente em áreas de remuneração mais baixa, como em grandes redes varejistas, e é seguida por constante diminuição na proteção social. Além disso, não resulta em aumento salarial médio real (3% entre 2001 e 2009).

Hoje, mostra a pesquisa, o trabalhador norte-americano não conta com diversos direitos legais com os quais os empregadores brasileiros têm de arcar, como férias e feriados remunerados, pagamento de horas extras e licença-maternidade.

“Os resultados apontam para uma redução das precariedades dos contratos de trabalho no mercado brasileiro, (…) situação que não encontra sinalização para o mercado de trabalho americano”, conclui o estudo. “A constatação não confirma a tese que associa um menor desemprego e maior proteção a uma menor regulação dos contratos de trabalho, independentemente da efetividade das matrizes institucionais.”

O levantamento integra um projeto maior, que inclui pesquisadores e universidades da Europa e dos Estados Unidos. A próxima etapa será comparar as realidades dos mercados de trabalho brasileiro e norte-americano com o mexicano.

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PS: Imagem do Titio não consta da reportagem original do Estadão, é da WEB.

domingo, 22 maio, 2011 Posted by | Repassando... | , , , | Deixe um comentário

Obama será salvo pelos ricos e empresários, não pelo Osama…

Postado por Brizola Neto

O advogado Ralph Nader, que se tornou conhecidíssimo nos Estados Unidos por sua ação em defesa dos direitos do consumidor, enfrentando a indústria automobilística, publicou no site Progreso Semanal, da Flórida, uma análise de porque  Barack Obama vencerá as próximas eleições presidenciais. Dele, retiro o trecho abaixo:

“As empresas transnacionais estão felizes com a posição de Obama sobre o comércio, por não perturbar os muitos subsídios, folhetos e presentes para empresas, como o caso do subsídio de etanol de milho. (…)
A indústria automotiva é eternamente grata pelo seu resgate. Obama não tem tomado medidas relativas à reforma tributária das empresas, os paraísos fiscais para os ricos ou o imposto de 20 por cento sobre os gestores de capital de risco. Não se esqueçam de dezembro passado, quando Obama decidiu prorrogar os descontos de impostos para os ricos enquanto aumentava o déficit orçamentário.
O complexo militar-industrial contra a qual o presidente Dwight Eisenhower advertiu em seu discurso de despedida, há 50 anos ainda é incontrolável, o que fez o demissionário secretário de Defesa Robert Gates manifestar sérias preocupações. Obama tem surpreendido até mesmo George W. Bush e Dick Cheney e seu grupo neoconservador, quase não conseguem acreditar como Obama tem sido militarmente agressivo, em quase todos os atos considerados pelos liberais como crimes graves no governo do ex-presidente George W. Bush.”

terça-feira, 10 maio, 2011 Posted by | Repassando... | , , , | Deixe um comentário

Será que nem o Osama salva o Obama?

AS DUAS MORTES DE OBAMA:  
BIN LADEN E A ESPERANÇA  

Duas mortes rondam o futuro político de Barack Obama. Seu índice de aprovação subiu  mais de 10 pontos após a execução de Bin Laden, graças a uma informação obtida sob tortura em Guantánamo, o campo de concentração republicano legitimado desse modo pelo democrata que prometera extinguí-lo. Na base da sociedade a execução não mudou a crise econômica e social que se mantém inalterada como o eletrocardiograma de um morto, o que acelera a morte da esperança no Presidente. Um em cada oito cidadãos norte-americanos depende hoje de ajuda estatal para se alimentar. As famílias permanecem cada vez mais tempo em centros de recolhimento. O desemprego  médio subiu de 8,8% para 9% na semana passada. Esse é o número oficial, mas Paul Krugman adiciona a ele o desemprego de curto prazo e chega a 14%. Se mensurado por etnias  vai a mais de 22% entre hispanos e asiáticos; passa de 30% entre os negros.  Negros e latinos representam 40%  da população encarcerada.   “Apesar de nossa economia não ter sido notícia essa semana, não há um dia em que eu não esteja focado nos seus empregos, nos seus sonhos e esperanças”, disse Obama no sábado. Soou como réquiem.

(Carta Maior; Domingo, 08/05/ 2011)
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PS: os negritos são deste blogueiro.

domingo, 8 maio, 2011 Posted by | Repassando... | , , , | Deixe um comentário

O império do Titio a caminho do fim?

Ao ler a entrevista abaixo, sobre a inevitável falência dos EUA, me veio à mente duas lembranças: uma histórica e a outra da sabedoria popular. A história, se investigada adequadamente, mostra que ao longo ao séculos os impérios nasceram, dominaram, e depois caíram em declínio inevitável. Exemplos clássicos são a Grécia Antiga, o Império Romano e o Império Russo, mas muitos outros, na Antigudade, passaram pelo mesmo fenômeno político-social-econômico. E me parece que a Casa do Titio, finalmente, começa a degringolar… E pensando nisso lembrei meu velho pai que dizia: “o prazer de quem morre é estrebuchar”. E aí é que mora o perigo… Explico: a história colonialista e imperialista dos ianques é algo assombroso! E sua experiência no jogo internacional do poder faria corar de vergonha os grandes conquistadores antigos. Daí, pergunto: um império que, embora às portas da ruína financeira, possui o maior arsenal militar do mundo, que possui sequazes e vassalos por todo o planeta, vai cair sem estrebuchar? Duvido. As manobras financeiras atuais para resgatar a sua moeda falida e as invasões “humanitárias” à Líbia, Iraque e Afeganistão, além do silêncio cúmplice coma as ditaduras amigas que se encontaram em ebulição política, são apenas a ponta do iceberg do arsenal que eles utilizarão antes de falirem.

 Não nos enganemos, amigos. Eles não pretendem cair. E se a queda for inevitável, eles não pretendem cair sozinhos. E a tsunami de desespero desta decadência anunciada (e tida por muitos com inevitável) ainda fará muitas vítimas.

Particularmente, torço para estar vivo para assistir a redução do Titio à sua verdadeira estatura moral.

Leiam a reportagem abaixo e vejam a seriedade da realidade ianque, ainda acobertada por seus asseclas e escondida no estrebuchar que se anuncia…

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26 Apr
via tijolaço.com.br

“O dólar tem os dias contados”, diz jornalista suíça

Li agora e achei interessantíssima a matéria publicada pelo site Swissinfo com a jornalista de economia Myret Zaki. Ela apresenta uma visão que, aqui, é muito raro encontrar quem tenha coragem de sustentar. E que é indispensável para entender os movimentos da economia, porque os analista, em geral, continuam sustentando o discurso que a crise de 2008 demonstrou ser insustentável.

As evidências, porém, são muito forte e, por isso, vão começando a surgir as vozes que dizem, como na fábula, o que não se quer ver: o rei está nu.

Transcrevo alguns trechos da matéria e da entrevista de Zaki.

“A moeda americana se transformou na maior bolha especulativa da História e está condenada a uma forte queda. Os ataques contra o euro são apenas uma cortina de fumaça para esconder a falência da economia americana, defende a jornalista suíça Myret Zaki em seu último livro.

“A queda do dólar se prepara. É inevitável. O principal risco no mundo atualmente é uma crise da dívida pública americana. A maior economia mundial não passa de uma grande ilusão. Para produzir 14 trilhões de renda nacional (PIB), os Estados Unidos geraram uma dívida de mais de 50 trilhões que custa 4 trilhões de juros por ano.”

O tom está dado. Ao longo das 223 páginas de seu novo livro, a jornalista Myret Zaki faz uma acusação impiedosa contra o dólar e a economia americana, que considera “tecnicamente falida”.

A jornalista se tornou, nos últimos anos, uma das mais famosas escritoras de economia da Suíça. Em seus últimos livros, ela aborda a situação desastrosa do banco suíço UBS nos Estados Unidos e a guerra comercial no mercado da evasão fiscal. Na entrevista a seguir, Myret Zaki defende a tese de que o ataque contra o euro é para desviar a atenção sobre a gravidade do caso americano.

Swissinfo.ch: A Senhora diz que o crash da dívida americana e o fim do dólar como lastro internacional será o grande acontecimento do século XXI. Não seria um catastrofismo meio exagerado?

Myrette Zaki: Eu entendo que isso possa parecer alarmista, já que os sinais de uma crise tão violenta ainda não são tangíveis. No entanto, estou me baseando em critérios altamente racionais e factuais. Há cada vez mais autores americanos estimando que a deriva da política monetária dos Estados Unidos conduzirá inevitavelmente a tal cenário. É simplesmente impossível que aconteça o contrário.

swissinfo.ch: No entanto, esta constatação não é, de forma alguma, compartilhada pela maioria dos economistas. Por quê?

MZ: É verdade. Existe uma espécie de conspiração do silêncio, pois há muitos interesses em  jogo ligados ao dólar. A gigantesca indústria de asset management (investimento) e dos hedge funds (fundos especulativos) está baseada no dólar. Há também interesses políticos óbvios. Se o dólar não mantiver seu estatuto de moeda lastro, as agências de notações tirariam rapidamente a nota máxima da dívida americana. A partir daí começaria um ciclo vicioso que revelaria a realidade da economia americana. Estão tentando manter as aparências a todo custo, mesmo se o verniz não corresponde mais à realidade.

swissinfo.ch: Não é a primeira vez que se anuncia o fim do dólar. O que mudou em 2011?

MZ: O fim do dólar é realmente anunciado desde os anos 70. Mas nunca tivemos tantos fatores reunidos para se prever o pior como agora. O montante da dívida dos EUA atingiu um recorde absoluto, o dólar nunca esteve tão baixo em relação ao franco suíço e as emissões de novas dívidas americanas são compradas principalmente pelo próprio banco central dos EUA.

Há também críticas sem precedentes de outros bancos centrais, que criam uma frente hostil à política monetária americana. O Japão, que é credor dos Estados Unidos em um trilhão de dólares, poderia reivindicar uma parte desta liquidez para sua reconstrução. E o regime dos petrodólares não é mais garantido pela Arábia Saudita.

swissinfo.ch: Mais do que o fim do dólar, a Senhora anuncia a queda da superpotência econômica dos EUA. Mas os Estados Unidos não são grandes demais para falir?

MZ: Todo mundo tem interesse que os Estados Unidos continuem se mantendo e a mentira deve continuar por um tempo. Mas, não indefinidamente. Ninguém poderá salvar os americanos em última instância. São eles quem terão que arcar com o custo da falência. Um período muito longo de austeridade se anuncia. Ele já começou. Quarenta e cinco milhões de americanos perderam suas casas, 20% da população sairam do circuito econômico e não consomem mais, sem contar que um terço dos estados dos EUA estão praticamente falidos. Ninguém mais investe capital no país. Tudo depende exclusivamente da dívida (americana).

terça-feira, 26 abril, 2011 Posted by | Comentário, Repassando... | , , , | Deixe um comentário