Livre pensar é só pensar!

Para não desligar os neurônios

A Natureza continua nos alertando sobre tragédias ecológicas…

Eduardo Santos / Flickr
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terça-feira, 9 dezembro, 2014 Posted by | Repassando... | , , | Deixe um comentário

A devastação ambiental e as defesas naturais marajoaras

BLOGUE MARAJO imagem.php

Diários da Barreira do Mar (III)
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Para quem não o conhece adequadamente, o arquipélago do Marajó impressiona por sua incrível resistência ecossistêmica contra as devastações históricas dos seus recursos naturais. Por ter sido um dos primeiros cenários da invasão colonizadora de espanhóis, franceses, ingleses e portugueses, inclusive tornando-se centro catequético dos Jesuítas para arregimentação dos indígenas pela fé (substituindo em parte a submissão violenta dos nativos pelos senhores da guerra) para exploração das drogas-do-sertão, ainda hoje apresenta razoável presença de recursos florestais e faunísticos. A pesca predatória secular não acabou com seus cardumes de rios e lagos. A exploração madeireira desordenada não acabou com suas matas. A globalização da economia e dos mercados e a massificação cultural pouco influenciaram além de alguns contextos urbanos mais dinâmicos. Porque isso, se trinta quilômetros ao sul, na margem direita do Amazonas, encontram-se as áreas mais devastadas do Estado do Pará e as populações mais vulneráveis de toda a região Nordeste do Estado? Aparentemente, fenômeno de difícil explicação, mas facilmente entendível se se observa com cuidado a história e o ecossistema marajoara.

Inicialmente, cabe destacar o seu isolamento geográfico propiciado pela imensidão das águas do Amazonas que o envolvem. Não é um simples rio, é um imenso rio, mar de água doce, sujeito a ventanias, marés, maresias e pororocas. Sequer energia hidrelétrica lá chegou até hoje (pois as redes tradicionais de distribuição não permitem ultrapassar essa barreira de águas barrentas), limitando-se ao uso da eletricidade termoelétrica à diesel. Além disso, a insalubridade crônica de algumas regiões (malária, principalmente), a distância dos atendimentos em saúde (criaram recentemente um sistema de resgate por helicóptero) e a precariedade dos meios de comunicação, desanimam as invasões territoriais. As distâncias a percorrer tornam-se infinitas, por sua ampliação através dos inúmeros e sinuosos “furos” e pequenos braços-de-rio, associadas a baixa navegabilidade interior na época das secas anuais (julho a dezembro).

E o mais interessante: vítima maior da pesca predatória, tanto a nível artesanal como industrial, continua mantendo os seus estoques naturais de cardume. Sabem por quê? Por dois motivos: as características particulares da piracema (movimento de reprodução anual dos cardumes) e de alguns rios, como o Paracaray.

Na época chuvosa, os rios e lagos transbordam e inundam os campos naturais e matas de igapó, coincidindo com a época da reprodução dos cardumes. Em assim sendo, os peixes invadem os campos e matas, escondendo-se nos capinzais, troncos e galhos, ficando inacessíveis aos pescadores e reproduzindo-se em paz. Quando finalmente vem a nova estiagem, estes cardumes ficam novamente expostos à matança indiscriminada, mas pelo menos renovaram-se pela reprodução. E assim, ano à ano, a pesca tem-se mantido viável (embora precariamente), graças a este fenômeno natural.

Além disso, alguns rios que se mantém navegáveis (como o Paracaray), por terem muitas pedras no seu leito, tornam-se impraticáveis para a criminosa pesca de arrasto que é feita pelas companhias pesqueiras empresariais.

E assim, pelas dificuldades ambientais, o Marajó ainda sobrevive ecológica e culturalmente, com suas populações ainda livres da pobreza absoluta. Em alguns casos ainda presas ao escambo e ao extrativismo inadequado, mas ainda tendo o que comer a cada dia. Em muitos casos em riscos crescentes de cooptação pela sociedade mais urbanizada do entorno, mas ainda com possibilidades de permanecer no território com um mínimo de dignidade. Ainda preservando o modo de vida tradicional, ainda usando búfalos como transporte, ainda sem os riscos da violência desbragada, com belas praias e belas histórias, esperando a remota possibilidade de políticas públicas promotoras do desenvolvimento sustentável. E como o pedreiro do Chico Buarque, “esperando o trem, que não vem, que não vem, que não vem….”

segunda-feira, 12 outubro, 2009 Posted by | Comentário | , , , , | Deixe um comentário

Sem NET, sem telefone, sem TV, sem barulho e sem Mercedes Sosa…

bLOGUE MARAJO s2020310hi3 - igarapé-ilha de Marajó

Diários da Barreira do Mar (II)
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Estou há sete dias no sertão do Marajó, a dez quilômetros da cidade mais próxima, estabelecido às margens do rio Paracauary, que me recebeu de lua cheia e maré-de-lance em plena sete horas da noite, sem internet, sem telefone e sem TV. De meu, trouxe uma bronquite urbana iniciante para curar não sei como, o desejo de recolhimento e observação que comentei dias atrás, e a serenidade fatalística que sempre me envolveu nos momentos decisivos (seja o que Deus quiser!) e a coragem maior que o medo: Que vienga el toro (ou búfalo?)!

Durante a semana, busquei me ambientar no território: trocar papos de pescarias com o caboclo que pegou um bagre de 20 quilos ao amanhecer, percorrer os campos naturais estiolados pela seca natural deste período, contar búfalos, cavalos marajoaras e purucas, caminhar nos fins de tardes, tomar banho de rio e os chás milagreiros da dona Val pra aliviar a maldita bronquite. E dormir de rede ouvindo o vento assobiando pelos cantos, de portas e janelas escancaradas, sem riscos e sem ruídos.

Lógico que vem aqui e ali, o banzo pela família, pelos amigos, o futebol na TV, o noticiário. Soube hoje da morte da maravilhosa guerreira Mercedes Sosa. Como gostaria de ter comentado no blogue esta incomensurável vida artística e corretíssima existência política! Mas não pude, soube tarde demais. Agora, por tardio, prefiro conversar espiritualmente com ela em qualquer noite dessas nas barrancas do meu rio. Com certeza ela encherá os meus ouvidos com “Gracias a la Vida” e com aquele maravilhoso dueto com Carlos Portela em “Se se calla el cantor”… E inevitavelmente eu chorarei no seu ombro, não no lago  azul de Ipacaray, mas às margens do Paracaray. Será legal… Os banzos são inevitáveis, mas superáveis, pois meu rio tem os seus encantos: quarta-feira, por exemplo, no exato momento em que escrevia a parte inicial deste texto, me chamaram à porta e era o caboclinho João (companheiro de trabalho) me presenteando com quatro mangas lindas e quatro carambolas enormes. Elas foram o meu jantar, com o quente sabor da ternura e da fraternidade.

Em termos do trabalho formal, nada muito desafiador: apenas a organização administrativa de uma unidade de pesquisa em busca de eficiência (muito mais apelo cognitivo do que esforço físico). Mas tenho ajudado a eliminar verminoses dos rebanhos e a curar ferimentos, pois também gosto disso e ajuda na empatia com aqueles que me ajudarão a alcançar resultados.

Por hoje é só, amigos. Tô providenciando modem para NET via celular e câmara, para postar imagens locais pra vocês. Acho que na semana que entra nossos contatos voltarão ao normal.

Aos paraenses, um maravilhoso Círio de Nazaré.

A todos, um grande, saudoso, forte e amazônico abraço.

sexta-feira, 9 outubro, 2009 Posted by | Comentário | , , , , | Deixe um comentário

Na terra dos Aruãs

BLOGUE MARAJO - ilha%20de%20maraj%C3%B3%201- ilha de Marajó-PADiários da Barreira do Mar (I)
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Lembram quando dias atrás, na postagem “Sobre sonhos e pragmatismos”, eu comentei sobre uma reunião em que eu teria ter de escolher entre a segurança material e os sonhos? Pois é. Ao fim de tudo, mais uma vez pude conciliar as duas coisas, com uma decisão simples: vou trabalhar por uns tempos na Ilha de Marajó (bom e fácil, quando se tem muitos sonhos!). Com certeza, poucos paraenses conhecem este arquipélago além dos livros e reportagens, o que dizer então do resto da população brasileira? Eu, em minha sina de andarilho, por lá caminho desde a década de 80, quando ainda universitário fiz um trabalho sobre a pesca artesanal em Santa Cruz do Arari. Nessa viagem, tive a felicidade de conhecer um padre italiano lá radicado (Giovani Gallo), que montara um museu e que me encantou com o seu conhecimento histórico e natural. Também pude curtir a amizade dos pescadores, os mimos gastronômicos da Dona Ana, a pinga bebida no barranco repartindo o tamuatá assado de brasa. E nunca mais deixei de voltar por lá, embora sempre de maneira rápida.

E agora, finalmente vou poder mergulhar mais profundamente nesse universo fascinante do Marajó, sediando-me no pequeno município de Salvaterra, na banda oriental da ilha, com praias lindas e tranqüilas, com povoados que parecem ter parado no tempo.

Um arquipélago fluvial imenso, na desembocadura do Amazonas, com a maior ilha fluvial do mundo e mais duas mil e quinhentas outras ilhas em seu entorno. Quarenta e dois mil quilômetros quadrados como território de doze municípios paraenses, reduto de belezas que os homens ainda não conseguiram destruir, pelas características ecossistêmicas específicas e rebeldes à mão dos predadores maiores da região.

Espaço dos mais importantes na história colonial brasileira e amazônica e que, desde Pinzón e Orellana (os primeiros subjugadores de nativos a penetrar na região), sofreu modificações sócio-ambientais e culturais, sem perder integralmente a formosura, como aquela mulher cuja idade e sofrências não lhe soterrou a dignidade e o encanto originais. Território que sobreviveu à França Equinocial, à ocupação holandesa, às lutas dos outros e até  mesmo ao jugo português (a capitania hereditária da Ilha Grande de Joannes),  transformando-se o suficiente em termos étnicos, ambientais e culturais para manter-se dona de si mesmo. Enfim, uma Amazônia diferente dentro da Amazônia geralmente descrita, uma placa de terra que se despregou do continente há um milhão de anos e dividiu o rio Amazonas em dois braços que a envolveram e protegeram, dificultando o acesso dos ambiciosos. O território dos campos naturais, das florestas primárias e das pororocas. A terra das praias fluviais mais lindas que já vi e dos gentis caboclos marajoaras, com sua pele de cobre e sua hospitalidade terna.

Sei que nas horas vagas do meu trabalho formal, entre uma cachacinha e outra, entre uma pescaria e outra, entre um bate-papo e outro, farei anotações sobre este povo e esta terra, talvez como apontamentos para futuros artigos, projetos, ou simplesmente para alimentar este blogue. E isto já é um bom sonho, não acham? Suficiente para me manter vivo e ativo. Talvez por lá seja difícil o acesso à NET, talvez eu não tenha o mesmo tempo disponível pra postar o blogue com a mesma regularidade. Talvez, talvez… Vamos esquecer os “talvez”! Como bem disse o Pessoa: “tudo vale a pena, se a alma não é pequena.”

Que venham as águas mornas da Ilha Grande…

Imagem: giramundo-cirandeira.blogspot.com/2009/05/ilh..

terça-feira, 29 setembro, 2009 Posted by | Comentário | , , , , , , | 4 Comentários

Amazônia salva? Por quem, para quem e com o dinheiro de quem?

Bastante interessante o estudo da consultoria McKinsey para manter a floresta amazônia em pé e reduzir as emissões nacionais de carbono. E se os cálculos são reais, até que a conta não é muito salgada. De novidade, o estudo apresenta muito pouco, a não ser a mensuração dos custos. Senão vejamos, a partir do quadro de iniciativas apresentados pela MCkinsey:

blogue-devastacao-ambient2A regularização fundiária já tem um extenso e antigo arcabouço jurídico, plenamente capaz de respaldar a limpeza dos grileiros das terras públicas e apoiar os proprietários reais e socialmente produtivos. Ela não ocorre porque não interessa aos latifundiários oportunistas e seus grileiros, também não interessa aos que fazem dos movimentos sociais uma onda anarco-revolucionária e parece também não interessar às instâncias legislativas, executivas e judiciárias do Estado Brasileiro, eternamente envolvidas em denúncias de lerdeza operacional, corrupção e nepotismo.
Triplicar o efetivo de fiscais e guardas-florestais, no histórico e contemporâneo contexto moral brasileiro, significará muito mais elevação do número de propineiros assalariados do que vigilância dos recursos naturais.
Ampliar os incentivos financeiros ao reflorestamento, à preservação de matas e a aumentos de produtividades, se resolvessem, o Brasil seria um paraíso de conservação, pois desde a década de 60 o antigo IBDF já fazia.
Formalizar empregos e combater o trabalho escravo, até que o Estado Brasileiro tem combatido com alguma seriedade, mas esbarra mais uma vez nos propineiros e na justiça vesga e dorminhoca, que quase nunca pune os culpados ou executa as multas.
Na ampliação da qualidade das redes de ensino e saúde tem-se avançado, apesar do corporativismo exacerbado e do oportunismo funcional dos trabalhadores das mesmas, que colocam os interesses corporativos acima dos interesses coletivos.

Conclusão: nesse cenário sócio-ambiental, jogar dinheiro resolve?

Acho bastante questionável essa solução para a Amazônia, até mesmo porque as iniciativas propostas não indicam a mais necessária delas: fomentar oportunidades autônomas e sustentáveis de trabalho e renda para as populações tradicionais que habitam e região há décadas. Milhares de comunidades caboclas, após servirem aos senhores extrativistas das drogas-do-sertão e aos seringalistas, atualmente aos fazendeiros e madeireiros, ocupam terras com o suor do trabalho familiar cultivando roçados, fazendo carvão, caçando e pescando de forma pedratória, dando a sua contrapartida ecoagressora para conseguir sobreviver precariamente. E o que se faz hoje, no sentido de redirecionar essa atividades predatórias caboclas para os paradigmas de sustentabilidade ambiental, econômica e social? Pouco, muito pouco, quase nada. Discursos, intenções, programas e ONG’s existem à larga, mas não só se disponibiliza recursos mínimos, como esses recursos, em grande parte, não chegam às famílias caboclas, consumidos que são nas instâncias burocráticas, técnicas e científicas, através de salários, diárias, viagens, bolsas de pesquisa e fiscalização ambiental. Em suma: apenas gerando mais empregos para profissionais contemplarem o próprio umbigo. E pior: sem fomentar efetivamente alternativas produtivas sustentáveis para as populações rurais vulneráveis, insistem em querer que os caboclos sejam aliados na preservação e na conservação! Pergunto: sem outra alternativa para sobreviver, vocês respeitariam os ciclos naturais e os princípios da conservação? Nem eu!!!

Portanto, amigos, pensar em resgatar e manter a Amazônia sem reformular a postura política e moral nacional, e sem pensar naqueles que moram no meio da floresta, é “dar milho pra bode”, como se diz no Nordeste, ou “gastar vela com defunto ruim” com se diz aqui no Norte. É reproduzir a maneira tradicional de se fazer polítcas públicas, ampliar os privilégios corporativos e protelar as verdadeiras soluções.

Por falar nisso, o Príncipe Charles esta em visita à Amazônia. Se dessa visita surgir algum projeto de intervenção na região (o que acho difícil), procurem como eu saber para que e para quem…

Apesar disso, a discordância é um direito democrático e repasso abaixo a reportagem integral publicada pela revista Veja para a leitura de vocês…

Ambiente
Quanto custa salvar a Amazônia

Fonte: Revista Veja

17 bilhões de reais ao ano, pouco mais que o valor do Bolsa Família.
Esse é o cálculo da consultoria McKinsey, em estudo que aponta
formas de reduzir pela metade a emissão de carbono no país


Giuliano Guandalini

Fernanda Preto/Folha Imagem
UMA NOVA EXPLORAÇÃO
Reserva privada (à esq.) e madeira certificada destinada à exportação: desenvolvimento sem agredir o ambiente

Poucos debates no Brasil são tão controversos, erráticos e destituídos de objetividade quanto o da conservação da Amazônia. As matas ardem ao ritmo de 500 quilômetros quadrados a cada mês. Mas o país não consegue formular um plano factível que contenha o avanço da exploração predatória e, ao mesmo tempo, permita o desenvolvimento sustentável da região, uma área equivalente à metade do território brasileiro. Preservar a maior floresta do planeta, contudo, é uma meta perfeitamente alcançável, de acordo com um estudo minucioso que acaba de ser concluído por uma das mais respeitadas consultorias do mundo, a McKinsey. O trabalho estima em 17 bilhões de reais ao ano o volume de investimentos necessário para preservar a floresta ao longo de duas décadas. Tais recursos não são extravagantes: representam pouco mais de 1% dos impostos arrecadados no Brasil; ou que o gasto anual com o Bolsa Família, de 12 bilhões de reais; ou a metade do déficit nas contas da Previdência em 2008.

A McKinsey chegou a esse cálculo dentro de um estudo mais amplo, sobre as oportunidades e os custos de reduzir, no Brasil, as emissões dos gases que provocam o efeito estufa, a principal causa do aquecimento global. A consultoria fez a mesma investigação em outras vinte regiões, abrangendo todo o globo, na mais detalhada iniciativa sobre o assunto. As queimadas na Amazônia significam mais da metade dos 2,1 bilhões de toneladas de CO2 que o Brasil lança na atmosfera a cada ano, deixando o país num constrangedor posto de quarto maior emissor do planeta – atrás apenas da China, dos Estados Unidos e da Indonésia. Conter a devastação da floresta, portanto, é a maior contribuição que o país poderia dar no combate ao aquecimento global. Os consultores definiram propostas específicas para cada uma das atividades exploratórias. “O desafio para a Amazônia não está simplesmente em deter o desmatamento. É preciso incentivar o desenvolvimento de atividades formais, para dar emprego àqueles que hoje vivem da exploração predatória e também elevar o padrão de vida dos 25 milhões de pessoas que habitam a região”, afirma Stefan Matzinger, diretor da McKinsey e coordenador do trabalho. O estudo “Uma economia de baixas emissões de carbono para o Brasil” será apresentado na quinta-feira 12 no ciclo de debates do Planeta Sustentável, promovido pela Editora Abril. Depois, estará disponível gratuitamente no site da consultoria (www.mckinsey.com).

No plano de cinco frentes de atuação proposto pela McKinsey, os dois requisitos essenciais são regularizar as propriedades rurais e aprimorar a vigilância (veja o quadro abaixo). Hoje, menos de 10% das terras têm posse definida. O Brasil possui hoje 3 600 guardas florestais. Precisaria chegar ao menos a 10 000, seguindo parâmetros internacionais. Ainda que a preservação da Amazônia seja o foco do trabalho da McKinsey, o estudo apresenta também a análise de como o Brasil poderá reduzir a emissão de gases do efeito estufa em outras atividades econômicas. Um exemplo disso é a agropecuária. O maior problema aqui é o metano emitido pelo rebanho bovino. Produzido por bactérias que participam do processo digestivo do gado, o metano, ao ser liberado na atmosfera, é vinte vezes mais poderoso que o CO2 no acirramento do efeito estufa. A solução, aponta a McKinsey, seria reduzir o ciclo de vida do gado, elevando a produtividade, e incentivar o uso de medicamentos especiais.

Ao todo, a consultoria define com clareza 200 oportunidades para o Brasil reduzir a emissão desses gases nos mais relevantes setores econômicos – e aponta o custo de cada uma delas. Se todas forem adotadas, calcula o estudo da McKinsey, o país diminuirá em mais da metade o seu nível atual de emissões. Trata-se de uma contribuição valiosa.

segunda-feira, 16 março, 2009 Posted by | Comentário, Repassando... | , , | Deixe um comentário

“Jóias” humanas do Natal (2008 e anos vindouros)

Foto: Alberto César Araújo/Greenpeace

AMAZÔNIA:

– Maior floresta tropical do mundo, ela abriga 15% de todas as espécies de plantas e animais conhecidas no planeta (só de peixes são 3 000 tipos)
– Possui duas vezes mais espécies de aves do que nos Estados Unidos e no Canadá
e calcula-se que apenas um décimo da biodiversidade da região tenha sido estudado.
– Estudos recentes mostram que o sumiço da floresta alteraria a precipitação das chuvas em várias regiões do globo, entre elas a Bacia do Prata, a Califórnia, o sul dos Estados Unidos, o México e o Oriente Médio, causando perturbações imprevisíveis à agricultura dessas regiões.
– No Brasil não seria diferente. Por meio da evaporação, a Amazônia produz um volume de vapor d’água que responde pela formação de 60% da chuva que cai sobre as regiões Norte, Centro-Oeste, Sudeste e Sul do Brasil. A diminuição da chuva teria um impacto direto sobre a produtividade agrícola em estados como Mato Grosso, Goiás e São Paulo. Os rios que abastecem o reservatório da Hidrelétrica de Itaipu teriam sua vazão sensivelmente diminuída, causando um colapso energético no país.

Os cenários para a Amazônia daqui a cinquenta anos

OTIMISTA:
– Projeção de desmatamento de 20%

REALISTA:
– Projeção de dematamento de 27%

PESSIMISTA:
– Projeção de desmatamento de 40%

CATASTRÓFICA:
– Projeção de dematamento acima de 40%

Fonte: Revista Veja

domingo, 21 dezembro, 2008 Posted by | Repassando... | , , | Deixe um comentário

Serra do Sol: as raposas e outros bichos…

Há poucos dias, li uma postagem indagando: quem é a raposa nesta história da Serra do Sol? Achei interessante a indagação, até mesmo porque naquele distante e cobiçado território o que mais tem são raposas e outros predadores. Daí, resolvi dar minha opinião a respeito.

Em termos gerais, pode-se identificar na “fauna” ali circulante, seis grupos diferenciados mas interrelacionados em um “ecossistema político-econômico”:

a) os lobos internacionais, interessados nos recursos naturais estratégicos da Amazônia e que atuam dissimuladamente através de organizações religiosas, pesquisadores disfarçados, ONG’s infiltradas, cooptando cultural e ideologicamente as populações tradicionais, criando um clima favorável, a médio e longo prazo, para uma possível internacionalização da região;

b) as raposas nacionais (médios e grandes empresários), mancomunadas ou não com a alcatéia internacional, que vêm na região apenas um almoxarifado de matérias primas para alimentar a lógica capitalista da acumulação centralizada nos pólos mais industrializados do país;

c) os lobordeiros (lobos travestidos de cordeiro) migrantis que, inserindo-se na região como pretensos agentes de desenvolvimento (pequenos empresários comerciais ou agrícolas, madeireiros, fazendeiros, etc.), geralmente formam a frente de ação dos lobos e raposas, lucrando com isso e voltando as origens após acumular lucros regionais que investiu na terra natal;

d) os lobordeiros nativus, geralmente oriundos das linhagens coloniais da ocupação regional histórica (comerciantes, pequenos industriais, pecuaristas, madeireiros, e outros) que também aliam-se pragmaticamente aos predadores citados acima, aspirando evoluir para raposa;

e) os cordeiros (pobres migrantes e populações tradicionais) que, desorganizados e cooptados cultural e ideologicamente pelas raposas e lobos (através dos lobordeiros e dos parasitas que citaremos mais adiante), atuam como massa de manobra e mão de obra barata dos predadores do topo da “cadeia alimentar”, muitos deles, alienadamente, aspirando tornarem-se lobordeiros;

f) e, finalizando uma categoria animal de dimensões mínimas mas de presença em volume muito grande: os parasitas (os políticos de todas as instâncias e espaços partidários), que sugam oportunidades pessoais em todos os espaços, aliviando ou implementando conflitos de acordo com as situações da “cadeia alimentar” citada e seus próprios interesses.

Logicamente, surgem aqui e ali algumas mutações benignas oriundas destes seis grupos, que buscam atitudes mais simbióticas e menos parasitárias, mais biodiversas e menos predatórias. Mas geralmente ocorrem em volume pouco significativo e são esfaceladas pela força organizacional e política dos predadores e parasitas e/ou pela inércia alienada dos cordeiros. E para completar esta situação de convivência selvagem (sem pretender ofender aos animais não-humanos), surge mais uma espécie: o leão desdentado do judiciário, que urra e ameaça intervir, mas prefere depois protelar indefinidamente a ação, talvez na esperança de que as espécies em conflito resolvam as questões entre si, sem prejudicar os seus bocejos bem remunerados e vitalícios.

Como se vê, a Serra do Sol abriga uma rica biodiversidade…

sexta-feira, 29 agosto, 2008 Posted by | Comentário | , , | Deixe um comentário

JARARACA: O VENENO DA ACULTURAÇÃO E O ANTÍDOTO DA ANCESTRALIDADE

Henrique Rodrigues de Miranda[1]

“A cultura é uma necessidade imprescindível de toda uma vida,
é uma dimensão constitutiva da existência humana,
como as mãos são um atributo do homem”
.

José Ortega Gasset

RESUMO

Este artigo, elaborado como tarefa acadêmica, por pretender explicar uma comunidade rural amazônica tradicional frente à realidade da globalização que já se faz presente na região (com seus reflexos na divisão do trabalho, nos processos produtivos, na acumulação, no ambiente natural e na cultura tradicional), representou para o autor uma viagem no tempo de si mesmo. Por ter como referencial o texto de um intelectual indígena (Daniel Munduruku), um índio aculturado que conseguiu recriar-se como índio, a aplicação deste referencial na realidade de uma comunidade cabocla em luta contra as forças entrópicas externas, gera, inevitavelmente, uma viagem de cada um de nós, enquanto indivíduos e enquanto cidadãos, frente aos dilemas do desenvolvimento local. Isto é, vai muito além de um índio, de um caboclo, de um ser urbano ou de uma coletividade específica, alcançando a tragédia planetária da devastação ambiental, das profundas desigualdades sociais e da dominação cultural.

No seu conteúdo, o presente artigo foi construído a partir de uma crítica do contexto cultural tradicional face à cultura externa, descrito pelo autor (MUNDURUKU, 2000), seguida de uma análise comparativa da comunidade visitada (Jararaca, município de Bragança – PA) e de conclusões finais capazes de ajudar na compreensão do saber tradicional na construção do desenvolvimento local sustentável.

INTRODUÇÃO

A questão da participação popular na construção de alternativas sustentáveis de desenvolvimento local e/ou políticas públicas no mesmo sentido, agrava-se em territórios democraticamente mais frágeis e menos desenvolvidos, onde as desigualdades sociais aguçam a luta de classes, os espaços legais de participação política se estreitam e onde estratos sociais demograficamente representativos, limitados pela pobreza, pela desinformação e pela desesperança, sequer mobilizam-se para a organização política e/ou econômica, formal (ARATO 1994; MITSCHEIN, MIRANDA e PARAENSE, 1989; CAMPANHOLA e GRAZIANO, 2000; BAQUERO, 2003; MIRANDA, 2004; 2005; 2007). E mesmo quando, por alguma circunstância especial, esta participação é estimulada, ela se desenvolve sob a ótica cultural e ideológica da estrutura de poder dominante, objetivando muito mais os processos políticos de captura de governança (SANTOS, 1997) do que a obtenção da participação deliberativa e interativa das coletividades tradicionais (indígenas, quilombolas, caboclas e outras). E esta marginalização, com base nas variáveis já citadas, inicia-se pela desvalorização do saber tradicional. Embora tenha sido este tipo de saber, ao longo dos milênios, a origem de todo o saber formal das sociedades humanas, a ideologia do saber institucionalizado, construído como forma de manutenção das classes dominantes, cada vez mais o submete à mera condição de conhecimento primitivo a ser superado (e não, agregado) pela escolaridade. E embora este saber histórico continue a ser o ponto de partida de muitos avanços tecnológicos (os fitoterápicos são um bom exemplo disso), ele permanece afogado nos meandros da pirataria intelectual da ciência formal, dos laboratórios e das patentes oficiais. Felizmente, em função do fracasso dos modelos economicistas de desenvolvimento, da agudização das crises sociais e da crise ambiental planetária, algumas iniciativas direcionadas a novas formas de desenvolvimento estão em andamento, centradas na participação popular, nos paradigmas da sustentabilidade e valorizando o conhecimento tradicional das coletividades marginalmente inseridas na sociedade regional amazônica.

Na Amazônia paraense, a comunidade de Jararaca, localizada no município de Bragança, constitui-se em uma destas iniciativas. Abrigando cerca de quarenta famílias que sobrevivem precariamente com base no extrativismo e no cultivo de pequenos roçados tradicionais (em decadência por motivos fitossanitários e de queda da produtividade), complementam a subsistência com recursos externos de origem estatal (aposentadoria e bolsa-família), à semelhança de milhares de outras pequenas comunidades similares espalhadas no território amazônico brasileiro. Apesar disso, por razões históricas que serão expostas mais adiante, seus moradores apresentam comportamentos diferenciados em relação à gestão do destino coletivo e estão se relacionando de forma proativa e cidadã com as instituições estatais e civis atuantes na região. E este comportamento diferenciado, no atual cenário regional de transição política para formas de planejamento descentralizado, surge como afirmação da potencialidade popular de assumir a co-responsabilidade na construção do destino comum, contrapondo-se ao determinismo histórico da sua incapacidade pela estrutura de poder dominante. Mas, porque esta comunidade tem apresentado posturas diferenciadas? Que fatores culturais (e, por isso, históricos) escondem-se na sombra destas atitudes? Até que ponto esta postura constituída representa uma blindagem às influências do entorno dominante? Como está ocorrendo a negociação implícita entre as demandas internas e externas? São questões que se procurará responder ao longo deste artigo, tendo como base a dimensão cultural local e o referencial teórico-antropológico do autor escolhido como referencial. Continue lendo

domingo, 27 julho, 2008 Posted by | Academia livre | , , , , | 4 Comentários

Amazônia: Terra de ninguém

Carlos Germer, que recebeu de Paulo Sérgio Tagliari, me repassou, e que repasso a vocês. Parece até o poema do Drumond, mas é assim que as informações, boas ou ruins, circulam na sociedade. Neste caso, o bom é que o conteúdo apresenta os problemas (sem fracassonamia) e propostas de mudança. Confiram, reflitam e repassem:

Quarta-feira, 04 de Junho de 2008

AMAZÔNIA: TERRA DE NINGUÉM

Fonte: Adalberto Wodianer Marcondes, Revista Digital Envolverde

O desenvolvimento da Amazônia dentro de parâmetros de sustentabilidade é um desafio urgente e que precisa ser encarado de forma de maneira inovadora por empresas, sociedade e governos. A economia baseada no desmatamento não garante nenhum tipo de progresso social para as comunidades que lideram o mapa de retirada da cobertura florestal. Pelo contrário, são as cidades que mais desmatam que também lideram em indicadores de violência, trabalho escravo e baixo IDH.

No entanto, governos e entidades de madeireiros costumam descrever esta realidade de forma diferente, mais favorável ao desmatamento, uma vez que nos primeiros anos de extração da floresta realmente ocorre um boom de crescimento econômico. Mas, efêmero, esse desenvolvimento acaba junto com as árvores, e a atividade que vem depois é a criação de gado, que ocupa muito menos gente do que a indústria madeireira. O alerta foi feito por Adalberto Veríssimo, pesquisador do Imazon – Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia, que tem sede em Belém e é uma das organizações fundadoras do Fórum Amazônia Sustentável, do qual o Instituto Ethos também faz parte.

Beto Veríssimo, como é mais conhecido por seus parceiros que estudam e trabalham na e pela Amazônia, é reconhecido como um dos mais importantes especialistas na dinâmica econômica e social da região, além de ser autor de estudos relevantes usados como base para políticas públicas no Pará e em toda a Amazônia. Em entrevista ao jornalista Dal Marcondes durante a Conferência Internacional do Instituto Ethos 2008, em São Paulo, Beto alertou sobre a necessidade de inovar na busca de soluções para a região e destacou a questão fundiária como uma das mais urgentes.

Instituto Ethos: Por que a regularização da posse da terra é importante para a Amazônia?

Adalberto Veríssimo: Mais de 70% da região não tem titulação e isso torna muito difícil responsabilizar autores de crimes ambientais. O modelo cartorial existente hoje no Brasil não vai conseguir resolver este desafio, porque as escalas na Amazônia são imensas. Se utilizarmos as novas tecnologias de internet e de localização por satélite, podemos ter um avanço rápido na identificação de posse e de uso da terra. Para o governo, boa parte da Amazônia é terra de ninguém.

IE: E como isso pode ser feito?

AV: Em um primeiro momento, precisamos fazer uma regularização ambiental e, em seguida, de titulação. Para trabalhar a parte ambiental, os ocupantes de glebas de terras se autodeclaram como detentores da posse. Com isso, passamos a ter pessoas ou empresas que podem ser responsabilizadas pelas ocorrências em suas terras. Depois, é preciso fazer um mutirão para a regularização documental. Aí sim os proprietários têm de entrar em acordos sobre divisas e respeitar regulamentações de posse e de uso da terra na região. Esta questão é fundamental para o desenvolvimento, os Estados Unidos fizeram isso em 1870.

IE: Este é um desafio de tamanho chinês?

AV: Sim, e é preciso que a Amazônia esteja presente no núcleo duro do governo, como prioridade, para que os órgãos públicos se articulem para realizar esta empreitada. A falta de regularização fundiária é a origem de muitos conflitos na região. Esta regularização é condição para que o desenvolvimento local seja minimamente sustentável. Hoje a área regularizada na Amazônia é do tamanho do Estado de São Paulo, e precisa ser multiplicada por quatro.

IE: O novo ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, tem a visão desta urgência?

AV: Acredito que não. No entanto, a Marina deixou o governo em posição delicada. Ficou claro que o governo precisa da Amazônia sob o ponto de vista energético e de recursos naturais, mas não tem caixa nem vontade política para cuidar da Amazônia. O ministro Minc vai ter de colocar a região na pauta econômica e social. Nos próximos anos o desmatamento vai crescer, por pressão econômica, dos preços das comoditties, e o governo tem de ter um plano para enfrentar isto. E não adianta querer fazer na marra, tem de ser um plano que envolva os atores econômicos. Não existe uma solução mágica, a Amazônia não é um cenário de soluções únicas. Enquanto for mais barato desmatar do que usar áreas degradadas, a floresta vai ser arrasada.

Quarta-feira, 04 de Junho de 2008

AMAZÔNIA TEVE 1.123 KM² DE DESMATAMENTO EM UM MÊS

Fonte: Revista Digital Envolverde de 03.06.2008

Mato Grosso foi responsável por 70% do desmatamento da Amazônia em abril.

Agência FAPESP – Foram 1.123 km², praticamente a área do município do Rio de Janeiro (1.182 km²) ou cinco vezes a do Recife (218 km²) – e tudo isso em apenas um mês.

Esse foi o desmatamento observado na Floresta Amazônica em abril, segundo dados do sistema Deter (Detecção do Desmatamento em Tempo Real), apresentados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) na segunda-feira (02).

Do total da área em que se verificou corte raso ou degradação progressiva, 794 km², ou 70,7%, estavam no Mato Grosso. Roraima aparece em seguida na relação dos estados da Amazônia Legal com mais desmatamento, com 284,8 km².

Segundo o Inpe, o sistema havia registrado 112 km² de desmatamento no Mato Grosso em março, mas em período em que 78% da Amazônia estava coberta de nuvens, sendo que 69% do estado não pôde ser observado pelos satélites – a cobertura de nuvens costuma variar muito de um mês para outro, assim como a localização das áreas encobertas.

Do total verificado pelo Deter em abril, 53% da Amazônia esteve sob nuvens, mas apenas 14% do Mato Grosso ficou encoberto. Isso indica que a oportunidade de observação no estado aumentou muito de março para abril.

Em operação desde 2004, o Deter foi concebido como um sistema de alerta para suporte à fiscalização e ao controle de desmatamento. São mapeadas tanto áreas de corte raso como áreas em processo de desmatamento por degradação florestal.

De acordo com o Inpe, é possível detectar apenas polígonos de desmatamento com área maior que 25 hectares por conta da resolução dos sensores espaciais (o Deter utiliza dados do sensor Modis do satélite Terra/Aqua e do sensor WFI do satélite CBERS, com resolução espacial de 250 metros). Devido à cobertura de nuvens, nem todos os desmatamentos maiores que 25 hectares são identificados pelo sistema.

Mais informações: http://www.inpe.br

terça-feira, 10 junho, 2008 Posted by | Academia livre, Comentário, Repassando... | , , , | Deixe um comentário

As informações estão aí! Basta usá-las adequadamente.

Vegetação da Amazônia Legal ganha banco de dados

Seg, 02 Jun, 07h37

Todos as informações sobre a vegetação da Amazônia Legal, desde a ocorrência de determinada espécie de árvore ao volume de madeira que pode ser encontrado em certa região, foram reunidas num banco de dados lançado hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Para chegar aos dados, os pesquisadores valeram-se de estudos anteriores sobre a Amazônia Legal e imagens de satélite, mas também fizeram pesquisa de campo.

O resultado desse trabalho é o detalhamento de 2,5 mil trechos de florestas nos Estados que compõem a Amazônia Legal – Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins e parte do Maranhão e de Goiás. Cada um desses pontos tem área de 1 hectare (10 mil metros quadrados). Um total de 20 pesquisadores esteve nesses locais e chegou à minúcia de medir cada árvore com mais de 30 centímetros de diâmetro. Leia mais, clicando no link:

http://br.noticias.yahoo.com/s/02062008/25/manchetes-vegeta-da-amazonia-legal-ganha-banco-dados.html

terça-feira, 3 junho, 2008 Posted by | Repassando... | , , , | Deixe um comentário