Livre pensar é só pensar!

Para não desligar os neurônios

Não há nada pior que um burro com iniciativa…

Muitos consideram o jumento o símbolo da burrice, por trabalhar tanto e receber nada, por sua teimosia incansável, pelo seu jeito sem jeito de olhar a vida passar enquanto cochila à beira do caminho, ou quando explode em energia correndo pelos campos da vida, comemorando não sei o que. Não acho nada demais, pois muitas vezes me comportei e me comporto como um jumento. Por este temperamento asinino, nunca estabeleci uma rota de vida, segui apenas os meus sonhos e demandas conjunturais, a maioria delas do tipo inconsequente: vadiei quando devia estudar, andarilhei pelo mundo ao sabor do desejo de achar o meu espaço perfeito, me dediquei a ações pouco ou não remuneradas, ignorei a disciplina profissional formal, joguei tudo pro ar muitas vezes para recomeçar de novo. Enfim, fiz quase tudo que os não-asininos não fazem em suas vidas. E hoje, um asno da terceira idade, ainda sinto em mim a ansiedade do vir-a-ser, de renovar a carga dos caçuás que carrego no lombo, substituindo as coisas que já me parecem ultrapassadas ou sem sentido. Mesmo agora, saindo da convalescência de uma longa e estressante virose, já estou colocando a cangalha e os caçuás nas costas, buscando cargas novas.

Porque digo isso? Explico: embora esteja bem onde estou e como estou (meu paraíso particular, meu trabalhinho, meu blogue, minha família, meus amigos e vocês), inicio amanhã uma pretenciosa maratona: escrever um artigo técnico-científico solicitado e me preparar para mais um concurso acadêmico. A curiosidade intelectual não me larga e, ainda por cima, há pessoas que não podem ver o jumento aqui parado e logo o cutucam, provocando-o. E daí, o asno aqui larga o seu sossego (talvez porque estivesse exatamente esperando isso) e parte na troupe do Quixote e seu fiel escudeiro em busca do bom combate e da liberdade da sua Dulcinéia estrelada de utopias… Ah! E também vou andar diariamente, para melhorar o preparo físico e carregar melhor os volumes novos, pois asno sedentário não aguenta carga.

Sim, amigos, tudo isto, todos estes arrodeios são para lhes dizer que, nos próximos trinta dias, continuarei postando pouco no nosso blogue, pois estarei buscando mais conhecimentos, mais sonhos, alimentando este corpo velho que teima em não se cansar e que poderão render alguma coisa boa para compartilharmos, ok?

Sejam solidários com este animal pretencioso, afinal, estamos na era da ecologia, onde os direitos estendem-se também a todos os animais, certo?

Um abraço

sexta-feira, 4 maio, 2012 Posted by | Comentário | , , | 1 Comentário

Voltando à normalidade…

Amigos leitores,

A guerra entre a mentira e a verdade, entre o avanço e o retrocesso, foi vencida pela verdade e a consciência popular. Agora, é esperar o novo governo. Até lá, a mídia e os oportunistas continuarão a buscar “furos de reportagem” e factóides que possam tumultuar o processo de transição, mas estas besteiras pouco importarão agora. Felizmente, posso respirar e dedicar-me mais à pauta que sempre motivou este modesto blogue: políticas públicas, participação social, desenvolvimento sustentável e informações relevantes diversas. Àqueles menos afeito à política (geralmente por desmotivação com a politicagemque que ainda infiltra a nossa jovem democracia), peço desculpas pelos últimos meses dedicados à campanha presidencial. Era necessário, imperativo, face aos interesses nacionais em questão no processo. Mas agora, nosso blogue voltará, aos poucos, às suas orígens.

Aguardem…

quarta-feira, 3 novembro, 2010 Posted by | Comentário | , | Deixe um comentário

A estultice das argumentações sem argumentos…

BLOGUE CENSURA 010Ultimamente, tenho sentido na constância de alguns comentários postados por algumas pessoas, a mesma intenção malévola e sinistra de destruição do ambiente saudável de discussão, que percebi quando participava das comunidades orkut’s.

Quem acompanha este blogue desde o início, leu no perfil inicial a proposta de fugir às inconseqüências predominantes no universo Orkut e criar um espaço democrático (mas responsável!) de idéias construtivas que geralmente são castradas pelo sistema da sociedade formal, exatamente por serem críticas em relação a ela. Um espaço onde os consensos ou dissensos convivam e confrontem-se, mas a partir de argumentos respeitosos e responsáveis. Em nome dessa postura, e que está bem clara no nosso perfil atual (é só ler!) temos evitado praticar a censura aos comentários de qualquer natureza, mesmo àqueles mais agressivos e/ou vazios e/ou inconseqüentes. Só que esta tolerância tem sido testada demais por certas pessoas (que palpitam muito mais do que lêem e pensam) e que parecem mais interessadas em denegrir e/ou avacalhar com o espaço de convivência, confundindo democracia com democratismo ou anarquia. E nesse caso, como bem disse Shakespeare, “não posso escolher como me sinto, mas posso escolher o que fazer a respeito.” Se estas pessoas que confundem blogue com lata de lixo e argumentação com agressão, não mudarem suas formas de intervenção, serei obrigado a implantar aquilo que considero odioso nas relações humanas: a censura.

Espero que estes pitaqueiros se reposicionem e que os nosso leitores históricos não sejam insuflados por eles a baixar o nível do diálogo que temos construído.

Abraço à maioria que tem sabido usar esse espaço de forma proativa.

Henrique

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PS2 (25/o7/09): Parece que os anômicos sociais ritualistas (ver Robert Merton) cismaram de invadir o nosso blogue com seus comentários de sempre!  Em apenas uma semana tive que excluir um megalomaniaco de alcunha Hikari e hoje um outro (que não sei se é o primeiro louco com outra alcunha) denominado de Dr Cipriano. De agora em diante, não tentarei mais ponderar: é ripa na chulipa, garotada! Abraço.

PS (22/07/09: Em virtude da continuidade do seu discurso destrutivo, com argumentos inconsistentes e ideologicamente anômico, decidi deletar todos os comentários do senhor(?) Hikari e não mais aceitá-los daqui para a frente. Acho lamentável ter de praticar, pela primeira vez na vida desse blogue, a limitação do direito de expressão. Mas no caso em pauta, creio que todos perceberam a clara idéia de polemizar em vão, de destruir redes sociais de intercâmbio cognitivo sem deixar nada no lugar a não ser o ego problemático e reacionário. Para muitos, essa atitude minha demorou. Para outros tantos, veio na hora certa. E talvez para outros, essa atitude minha  foi arbitrária. Bem, como ninguém pode agradar a todo mundo, tomei a titude que achava cabível e no momento que considerei correto.

Continuem comentando, divergindo e concordando, amigos leitores, mas dentro de uma postura cidadã e responsavelmente crítica.

domingo, 19 julho, 2009 Posted by | Comentário | | 2 Comentários

Sobre simplicidade…

Cheguei às quatro da matina, num barquinho puc-puc, de quatro dias em meio aos meus amigos quilombolas da pequenina e escondida Itacoã-Miri. Varando a madrugada no meio do rio, enxergando as luzes de Belém, compartilhando o silêncio do mundo com o Preto, amigo que pilotava a embarcação, viajei meditando sobre aqueles dias andando a pé pelos caminhos, tomando banho de rio sem sabonete e ouvindo histórias de jacarés enormes, de fartura antiga e de irmandades organizadas informalmente para enfrentar as vicissitudes coletivas. Relembrei na alma as conversas noturnas de pares viúvos esperançosos com a oportunidade de começar uma nova vida, de mães e avós preocupadas com os perigos que circundam seus filhos e netos, de pais preocupados com trabalho, renda e educação para os jovens. E relembrei as vozes e rostos destes jovens falando de inseguranças, angústias, futuro incerto e otimismo teimoso. Tudo em noites bem cercadas de goles de café, (às vezes, de pinga), tapioquinhas, açaí batido na hora (com charque frito), muito olho no olho, muita transparência emocional. E relembrando isso na madrugada, em busca do porto, pensei nas coisas simples da vida e que, apesar de ficarem cada vez mais complicadas e inacessíveis, continuam sendo fundamentais na existência de cada um de nós. E já no meu reduto urbano, ao abrir a caixa lotada de emails, encontrei o texto abaixo, amorosamente enviado por minha filha distante, atribuído ao Luis Veríssimo, e que curiosamente se intitula “Simplicidade”…

Cada semana, uma novidade. A última foi que pizza previne câncer de esôfago. Acho a maior graça. Tomate previne isso, cebola previne aquilo, chocolate faz bem, chocolate faz mal, um cálice diário de vinho não tem problema, qualquer gole de álcool é nocivo, tome água em abundância, mas, peraí, não exagere…

Diante dessa profusão de descobertas, acho mais seguro não mudar meus hábitos. Sei direitinho o que faz bem e o que faz mal pra minha saúde.

Prazer faz muito bem. Dormir me deixa zero quilômetro. Ler um bom livro, faz-me sentir novo em folha. Viajar me deixa tenso antes de embarcar, mas, depois, rejuvenesço uns cinco anos! Viagens aéreas não me incham as pernas, incham-me o cérebro, volto cheio de idéias! Brigar, me provoca arritmia cardíaca. Ver pessoas tendo acesso de estupidez me embrulha o estômago! Testemunhar gente jogando lata de cerveja pela janela do carro, me faz perder toda a fé no ser humano…

E telejornais… Os médicos deveriam proibir… Como doem!

Caminhar faz bem, namorar faz bem, dançar faz bem, ficar em silêncio quando uma discussão está pegando fogo faz muito bem: você exercita o auto-controle e ainda acorda no outro dia sem se sentir arrependido de nada. Acordar de manhã, arrependido do que disse ou do que fez ontem à noite, isso sim, é prejudicial à saúde. E passar o resto do dia sem coragem para pedir desculpas, pior ainda. Não pedir perdão pelas nossas mancadas, dá câncer, guardar mágoas, ser pessimista, preconceituoso ou falso moralista, não há tomate ou muzzarela que previna.

Ir ao cinema, conseguir um lugar central nas fileiras do fundo, não ter ninguém atrapalhando a visão, nenhum celular tocando e o filme ser espetacular, uau! Cinema é melhor pra saúde do que pipoca.

Conversa é melhor que piada. Exercício é melhor que cirurgia. Humor é melhor que rancor. Amigos são melhores do que gente influente. Economia é melhor do que dívida. Pergunta é melhor do que dúvida.

Sonhar é o melhor de tudo e muito melhor do que nada!

Obrigado, filha, por ter uma alma tão minha irmã que lhe permite adivinhar o momento certo de me enviar mensagens certas…

sábado, 25 outubro, 2008 Posted by | Comentário, Repassando... | , | Deixe um comentário

Brincando na escada para esquecer a vida…

Ontem à tarde, plena segundona, sentei-me à minha mesa preferida, situada no topo da escada rolante do Center, para tomar chope. Minha alma estava triste, o meu espírito pesado e este meu ritual antigo sempre me alivia: afogar as tristezas e cansaços na cerveja e no observar do sobe–sobe das pessoas. Cada fisionomia, cada gesto, cada par de transeunte conta inconscientemente histórias pessoais e, tentando percebê-las, esqueço as minhas, aquelas que de vez em quando voltam a me perseguir. Fico avaliando o estado de espírito de cada um (as expressões faciais, os abraços e distanciamentos, os sorrisos libertos ou reprimidos, as mãos compartilhadas ou distantes), na busca de decifrar meus parceiros de espécie e buscar respostas às nossas complexidades humanas. Independente das respostas ou dúvidas obtidas nestas observações, apesar da repetitividade das mesmas, sempre saio mais leve de espírito.

Ontem, porém algo inusitado aconteceu. De repente, vejo conduzida pela escada o sorriso feliz de uma mulher pobre, esfarrapada, suja e com uma criança no colo. Este fato por si só já seria inusitado, mas o mais intrigante foi que a reconheci: era a mesma moradora de rua que no dia cinco de outubro, com a mesma criança nos braços, me pedira uma moeda na rua, quando me dirigia a pé para o meu local de votação eleitoral. Gravara bem a sua fisionomia por ser jovem, ter um rosto bonito (embora maltratado) e conversar amorosamente com a filha pequenina. Ao vê-la na escada, imediatamente entrei em alerta: iria às compras? Deixariam-na entrar no supermercado? Como os consumidores a olhariam? Mais alerta e intrigado fiquei quando ela, ao sair da escada, passou à minha frente e dirigiu-se imediatamente à rampa de descida para a garagem, reaparecendo na escada rolante minutos depois. Não acreditei quando percebi: ela estava apenas brincando de passear na escada com a filha, sorrindo e cochichando ao seu ouvido! Sem ligar para o vazio que as demais pessoas faziam ao seu redor durante a subida, parecia uma criança brincando com outra criança, desligada do mundo real das rejeições e normas sociais restritivas, não-escritas, mas cumpridas à risca pela imensa maioria das pessoas que freqüentam estes centros de consumo.

Ao todo, ela foi e voltou quatro vezes na escada, sem ser importunada pelos seguranças ou pela rejeição explícita no distanciamento das pessoas, antes de desaparecer nas ruas. E eu, tive que tomar mais alguns chopes para afogar a tristeza de ver tanta inocência perdida, tanto amor sepultado na indiferença coletiva.

Ontem, não voltei para casa tão leve como das outras vezes….

terça-feira, 21 outubro, 2008 Posted by | Comentário | , , | 2 Comentários

A ética marginal…

Vi hoje a reportagem sobre um ladrão de carros que roubou um veículo ontem e logo após, descobriu que dentro do carro havia um menino de cinco anos. Desesperado, ligou pra polícia, pediu para que viessem pegar o carro e a criança, desculpando-se pelo incidente.

Este fato lembrou-me a uma experiência vivida na década de 80, quando mandei o meu razoável padrão de vida para o ar e vim morar na periferia de Belém, próximo à Universidade Federal, para cursar Administração. Morando nos limites de uma boca-de-fumo de um traficante chamado de Baiá, sem muros ou qualquer outro obstáculo, dinheiro contado, me segurando ao extremo pra não ter de vender minha Brasília Branca (último troféu da vida antiga).

Naquela noite, voltando de uma ronda pelos botecos do bairro, às quatro da matina estacionei a Brasília em frente à casa (garagem, nem pensar!) e resolvi fumar um último cigarro dentro do veículo, ouvindo uma musiquinha legal que rolava. Vidro da janela aberto, rua deserta, fumaça na cuca, a cuca viajando na vida, de repente uma voz gutural ao meu lado:

_ Barão, me arranje um cigarro aí!…

Como não sou filho de pai assustado nem nasci de sete meses, me virei lentamente, olhei o negão forte a minha frente, respondi “pois não” e dei-lhe o cigarro acompanhado do isqueiro. Ele acendeu calmamente sua dosezinha de câncer, olhou-me e falou pausadamente, naquele sotaque arrastado de malandro:

_ Obrigado Barão. O senhor sabe com quem tá falando?

_ Não, companheiro, não sei, sou novo no pedaço.

_ Eu sou o Baiá, seu vizinho aí de trás…

_ Ah! Prazer…

_ E pode ficar tranqüilo que aqui, com o senhor ninguém mexe, certo?

_ Ah! Obrigado. É bom saber disso…

O silêncio nos envolveu por alguns segundos e eu já me sentia novamente tranqüilo, desligando o toca-fitas para sair do carro.

_ E o senhor sabe porque?

_ Não, não sei. Porque?

_ Porque o senhor tratou bem o meu filho…

Parei atônito. Como? Quem era o filho dele? Procurei lembrar-me de alguns rostos percebidos na vizinhança, mas não encontrava nada compatível com a afirmativa dele.

_ Seu filho?

_ É, ele me contou que o senhor deu banana pra ele…

Lembrei! Cerca de dois meses antes, estava tomando café com a porta da cozinha aberta, quando vi encostado no portal uma criança negra, olhando comprido para a penca de bananas sobre a mesa. Não se mexeu quando o mirei, não pediu nada, só olhava para as bananas. E quando lhe perguntei se ele queria banana, ele apenas balançou afirmativamente a cabeça. Chamei-o para sentar-se, ele veio. Dei-lhe bananas, ele comeu. Mudo e olhando a toalha. Quando acabou, levantou-se e foi embora, silencioso como veio. Pensei um pouco sobre as desigualdades do mundo e esqueci o fato. Agora, aquela manhã voltava nítida à mente e encheu-me de tranqüilidade.

_ Ah! Agora me lembro! Nem sabia que era seu filho!

_ Pois é…É o meu caçula.

Conversamos mais um pouco, disse-lhe que estava ali no bairro para poder estudar na universidade e nos despedimos amigavelmente.

Morei cinco anos no bairro e a única coisa que mudou na nossa amizade foi que ele, a partir daquela noite, passou a chamar-me de professor… Dez anos depois da minha mudança para o centro da cidade, cruzava a praça da Basílica de Nazaré, quando ouvi chamados gritados e repetidos: _ Professor, professor! Parei e olhei já sabendo quem era, e vi à minha frente um Baiá de cabelos semi-grisalhos e sorridente:

_Eras, professor agora virou barão e nunca mais visitou os pobres!

Conversamos um pouco sobre as nossas vidas, ele me levou até à esquina, onde um pilha de jornais descansava sobre um caixote.

_ Taí, professor, agora to vendendo jornal, larguei aquela vida. Tava muito dura, sendo preso toda hora, os cana querendo sempre dinheiro, larguei… Não dá muito, mas eu vivo mais tranqüilo…Ah! O meu caçula, lembra? Já tá homem feito, já tem até família!

Despedimo-nos e eu segui pra casa, pensando mais uma vez nas desigualdades do mundo.

E hoje, vendo a notícia sobre o ladrão de carros, lembrei-me do Baiá, o traficante ético que virou jornaleiro…

quarta-feira, 17 setembro, 2008 Posted by | Comentário | , | 2 Comentários

Dez mil visitas: uma marca inimaginável para nós!

Ultrapassamos hoje a marca das 10 mil visitas ao nosso blog. Há quatro meses atrás, quandi iniciamos este espaço de comunicação virtual, não sonhávamos tanto. Mas como disse no tópico de abertura (Sobre o Blog): devagarinho, chegaremos lá, vamos à luta. Vejo como principal conquista nestes números a realização da empatia entre nós, que postamos os conteúdos e vocês que os lêem. Quando se cria algo a ser exposto aos outros, comunicação real é a meta, e nos parece que estamos conseguindo. Todos nós! Esperamos que continuemos assim… Como já se escreveu:  Um dos grandes desafios da humanidade é aprender a arte de comunicar-se. Da comunicação depende, muitas vezes, a felicidade ou a desgraça, a paz ou a guerra. Que a verdade deve ser dita em qualquer situação, não resta dúvida. Mas a forma com que ela é comunicada é que tem provocado, em alguns casos, grandes problemas. A verdade pode ser comparada a uma pedra preciosa. Se a lançarmos no rosto de alguém pode ferir, provocando dor e revolta. Mas se a envolvemos em delicada embalagem e a oferecemos com ternura, certamente será aceita com facilidade (Contos árabes). Esperamos também ser capazes de, apesar das nossas subjetividades, que possamos contribuir adequadamente para aproximações constantes em relação à verdade.

sábado, 16 agosto, 2008 Posted by | Comentário | | Deixe um comentário

Respostas possíveis para perguntas imbecis…

Henrique R. de Miranda
henriquermiranda@yahoo.com.br

É estarrecedor o cinismo com que a oposição pitbull, presente na esfera política e nas classes desmamadas das tetas públicas, buscam os caminhos mais sórdidos para desmerecer o Lula, enquanto presidente democraticamente eleito, reeleito e possuidor do mais alto índice de aprovação popular da nossa história recente, como governante. Primeiro, durante a primeira campanha eleitoral, praticaram o terrorismo político, disseminando a “verdade” de que um governo petista afetaria a credibilidade internacional do Brasil e derrubaria as conquistas do governo FHC. O resultado foi que o Lula, eleito, recebeu um país com uma avaliação internacional de risco estratosfericamente negativa, inflação crescente, desemprego beirando os 20% e inúmeras seqüelas sociais. Passaram-se dois anos, a situação começou a ser revertida e as alcatéias das bestas opositoras, desta vez facilitada pelos imbecis do PT (sim, lá também existem imbecis!), passaram a atacar o Lula. Não os notoriamente envolvidos no Mensalão, mas o Lula! Tanto é que nenhum dos parlamentares concretamente envolvidos foi punido, apenas o Roberto Jefferson, que denunciou, e o José Dirceu, pretenso cabeça do esquema. O Lula, mesmo sem provas, não caiu porque o respaldo da população não deu clima para um processo de impeachement. Continue lendo

segunda-feira, 28 abril, 2008 Posted by | Comentário | , , | Deixe um comentário

Nunca antes, nesse país…

Nos telejornais de hoje, em apresentação rápida e discreta: a taxa de desemprego do Brasil, que no início do primeiro mandato era de quase 20%, graças ao terrorismo eleitoral da oposição pitbull, encontra-se hoje em 8,5%. No mês passado, o número de novos empregos (com carteira assinada) cresceu 3,5% em relação ao mesmo período do ano anterior e o rendimento médio do trabalhador cresceu 2,0%. E olha que estamos sob risco do “buraco” em que os ianques se meteram! Isso porque a oposição pitbull vive dizendo que o Lula é incompetente. Então, imagine se fosse competente…

quinta-feira, 24 abril, 2008 Posted by | Comentário | , | Deixe um comentário

O efeito etílico e o efeito estufa (ou uísque no microondas?)

Acreditem se quiser: “o vagabundo beberrão”, que sempre se negou a assumir responsabilidades sobre a emissão de poluentes no planeta, pelo seu país, vai hoje falar sobre “estratégias” e “princípios” americanos para, nos próximos vinte anos, reduzir a emissão de gases provocadores do “efeito estufa”. Leiam a notícia e percebam a intenção vaga e demagógica do dito cujo.

Bush fala sobre metas dos EUA contra ‘efeito estufa

1 hora, 26 minutos atrás

WASHINGTON (AFP) – O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, exporá nesta quarta-feira os objetivos de seu país, nos próximos 20 anos, para reduzir as emissões de gases responsáveis pelo “efeito estufa”, dentro da luta contra a mudança climática, informou a Casa Branca.

No comunicado, a Casa Branca não revela que objetivos Bush anunciará amanhã, no discurso previsto para às 14H45 local (15H45 Brasília), mas destaca que o presidente “não detalhará uma proposta precisa”, apenas falará da “estratégia” e de “princípios” para enfrentar o problema.

Segundo um alto funcionário americano, Bush defenderá um objetivo “realista” a médio prazo, para as próximas duas décadas, de redução das emissões de gases do efeito estufa nos Estados Unidos.

quarta-feira, 16 abril, 2008 Posted by | Comentário | , , | Deixe um comentário