Livre pensar é só pensar!

Para não desligar os neurônios

O tucano enrustido e infiltrado começa sua lambança política…

Publicado em 03/02/2015

Jean Wyllys denuncia Cunha e Gilmar !

As garras já estão de fora para dar o Golpe Politico !

Do deputado federal Jean Wyllys (PSOL-RJ), em seu perfil no twitter:

Eduardo Cunha e partidos aliados já estão pondo as asas de fora: querem colocar em votação hoje a admissibilidade de sua reforma política

Por reforma política entendam a reforma que Cunha e aliados desejam e que em nada atende aos anseios da população pela ética na política.

A admissibilidade é de competência da CCJC, mas Cunha et caterva querem atropelar a CCJC, onde a matéria está há nove meses em discussão.

Atropelar a CCJC significa transferir a votação da admissibilidade da matéria para o plenário da Câmara para a aprovar a toque de caixa

Por falar em caixa, essa PEC insere, na Constituição Federal, o financiamento privado de campanha eleitoral.

O objetivo de Cunha é se antecipar ao julgamento do STF, que, por seis votos a um, já considera inconstitucional a doação empresarial.

Aliás, tudo indica que o fato de o ministro Gilmar Mendes ter pedido vistas, paralisando o julgamento da matéria no STF, #significa !

Apresentaremos questão de ordem apontando que ação de Cunha et caterva não tem amparo regimental. Fiquem atentos!

Eduardo Cunha acaba de mostrar as garras: cassou a palavra do deputado Sílvio Costa porque este estava fazendo obstrução à matéria.

Cunha desligou o microfone de Sílvio Costa pelo simples fato de este ter questionado sua interpretação do regimento interno.

Ao cassar a palavra de Silvio Costa – um gesto truculento e antidemocrático – Cunha ainda acrescentou que não o deixaria “fazer show”.

O curioso é que antes de se tornar presidente  da Câmara, Cunha, com seus cabelosralos e implantados, “fazia show” e obstrução todo dia

Esses próximos dois anos serão difíceis aqui na Câmara. Trevas!
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PS: A imagem acima foi inserida por este blogueiro,

quarta-feira, 4 fevereiro, 2015 Posted by | Repassando... | | Deixe um comentário

Big Brother de Quintal: um paredão inadiável!

BIG BROTHER DE QUINTAL (II)

O grupo de aves do meu quintal (quatro galinhas e um galo) continuam formando um ambiente de observações profundamente interessantes para os raros momentos de ócio, ente um cigarro e outro (é, voltei a fumar! Rsss). O meu Big Brother particular e bem mais interessante que o da globo.

A peladinha (franga caipira legítima, das brenhas do mato), firmou-se como uma liderança insofismável, assumindo as atitudes que o galo Zecão devia assumir: liderar o grupo em busca de comida e de abrigo. Mas o seu gênio brigão, que a princípio parecia um ciúme mal-resolvido pelo Zecão, estendeu-se para todas as demais relações com as galinhas do grupo e, ao final, pela reação tolerante das mesmas confirmou-se: a Peladinha é apenas uma adolescente  ranzinza em busca de atenção.

Por seu lado, o Zecão decepcionou como o único macho do grupo: não bota ordem no galinheiro, só cisca e bate a asa e não come ninguém. Cacareja para atrair as galinhas, uma se aproxima, ela bate a asa, ela se deita para recebê-lo e o cara sai de mansinho, com cara de quem não tá a fim… De tanto fiasco, ele já foi rebatizado pelos observadores como Serginho (o jovem alegre do BBB). Talvez por sua origem soçaite (granja modernizada) sequer canta nas madrugadas: só inicia o seu expediente canoro com o dia claro, quando pula no chão e todos os galos da vizinhança já pararam de cantar. Pooode? Resultado: pela unanimidade implícita na tristeza das galinhas e explícita entre os meus amigos e parentes que acompanham a observação, foi escalado para o paredão mortal da panela! Se nos próximos dez dias ele não agir, vou arrumar outro galo (macho, valente, pegador) e ele vai dançar…

A Morena (a mais tímida e quieta delas), começou a botar ovos (logicamente uma produção independente, já que o Zecão não comparece). Mas ela é tão dissimulada e retraída que bota os ovos em qualquer lugar e sequer cacareja como as galinhas do mundo fazem. Eu é que tenho que descobrir os seus ovos, circulando pelo quintal: no canto da parede, debaixo do abacateiro, debaixo da laranjeira, na varanda. Parece que a sua frustração sexual pirou-lhe o juízo e ela espalha os seus ovos ao Deus Dará, silenciosamente, como pedaços de suaa sexualidade reprimida… Ela é tão carente que hoje flagrei a Peladinha que, saindo de sua agressividade habitual, deitou-se solidariamente ao seu lado quando ela aninhou-se no chão para botar o seu sétimo ovo sem pai. Não sei o que fazer, a não ser eliminar sumariamente o Zecão…

Já a Gordinha (pintada de várias cores, bonita e preguiçosa), não quer nada com a “Voz do Brasil”. Ignorada pelo Serginho, é a última a saltar do poleiro e gasta boa parte do dia a dormitar pelas sombras, curtindo sua depressão.

E por último, a Miroca (branca e charmosa, com jeito de baronesa), é a única que ainda mantém o comportamento normal, e  às vezes procura dar limites à “aborrecente” Peladinha.

Ah! Novidades!!! Estava eu observando o grupo, ainda há pouco, quando um novo personagem entrou na história: um pardal. Pousando embaixo da laranjeira, onde as galinhas dormem, ele catou com o bico várias plumas brancas soltas pelas aves, olhou-me sobre um bigode de penas engraçadíssimo e voou para construir seu ninho. Não são penas de ganso (como as elites usam), mas com certeza os seus filhotes estarão bem aquecidos nas noites frias deste verão chuvoso.

Comentarei os próximos lances (inclusive o paredão do Serginho) nos próximos dias…

Imagem: blogdomrcondes.blogspot.com/2007/12/homem-ach..

terça-feira, 16 fevereiro, 2010 Posted by | Comentário, Humor | , , | Deixe um comentário

Big Brother e galinhas no quintal:quantas semelhanças comportamentais!

Em minha nova morada, substituí a paisagem do Paracauary por um quintal cheio de fruteiras, e os búfalos e cavalos por quatro galinhas e um galo, para observar nas horas vagas. Morando sozinho e sem ter algo além da web e dos botecos para frequentar, logo que vi o quintal, pensei na opção das aves. E aí começou aquela diversão “sociológica” cotidiana de fim de tarde: sentar na varanda e observar o grupo de galinhas caipiras. De cara, vacilei na aquisição das três galinhas caipiras iniciais e do galo (o Zecão): comprei-as em uma granja e logo percebi que já eram aves “globalizadas”: eram arredias de mim, não conheciam e não comiam tanto o milho em grãos como a ração granulada! Dormiam no chão, embora tivessem ávores para servir de poleiro! Pensei dois dias, até chegar à solução possível: comprar uma galinha legitimamente caipira, pé-duro mesmo, daquelas que comem até chumbo derretido, mais identificada com o seu tratador e adepta de poleiros arbóreos. E assim chegou a Peladinha, uma franga do pescoço pelado, tirada do meio do mato para o contexto urbano. E deu certo: mal a coloquei no chão do quintal ela mandou ver no milho rejeitado e na ração ignorada, sob as vistas curiosas do quarteto original. Fui dormir e ao amanhecer o quinteto já se alimentava sem nenhum problema. Aliás, com um único problema: o Zecão teimava em “faturar” a Peladinha e ela, por ser ainda jovem, não queria acordo: ele ciscava e cacarejava perto dela e ela néris-néris, se mandava para uma distância segura!  Era um sábado e o Zecão passou o dia nessa ladaínha, mas não obteve êxito, teve que se contentar com as três outras companheiras. E aí surgiu o segundo problema, com características bem femininas: a Peladinha, embora não aceitasse as propostas do Zecão, sempre que uma das outras galinhas se achegava ao galo, a afastava abaixo de bicadas. Pois é, apesar de rejeitar o assédio, tem ciúmes do conquistador (talvez as leitoras do blogue possam me explicar esse comportamento complicado). Na nossa interpretação popular masculina, isto representa “nem, nem…nem sai de cima”! Mas outra mudança se deu no terceiro dia: lideradas pela Peladinha, todas dormiram empoleiradas na laranjeira florida.

Como vêem, iniciei uma nova atividade (a de sociólogo avícola) e que promete lances interessantes. Hoje estarei de volta ao ambiente da observação, após três dias ausentes, e estou curioso para descobrir as novidades: a Peladinha cedeu? As outras galinhas reagiram à possessividade da dita cuja e a colocaram no paredão? Zecão sofreu algumas represálias  do trio original por seu assédio específico? Tchan, tchan, tchan, tchan…

Galinhagem por galinhagem, prefiro o Big Brother do meu quintal…

segunda-feira, 25 janeiro, 2010 Posted by | Comentário | , , | 3 Comentários

Os limites emocionais do espírito natalino…

Eu, que falo tanto do espírito solidário e pacifista do Natal, não pude deixar de dar razão ao Chef do restaurante da piada que repasso abaixo, enviada pelo nosso leitor Osmail Dias. E isso mostra os limites reais entre as nossas boas intenções e os nossos gestos diante da problemática da vida. Talvez por isso os bons fluidos natalinos perdurem tão pouco…

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O TROCO

Um milionário, de passagem por São Paulo no período natalino, entra no luxuosíssimo restaurante e senta no piano bar.

Chama o Chef, pede uma dose de uísque Royal Salute e reserva uma mesa para jantar.

Após a quarta dose indica ao Chef que irá para a mesa, sendo atendido prontamente.

Sentado, consultando o Menu sem preços, se surpreende quando o Chef, em pé ao seu lado diz:

– Doutor, é política da casa informar aos clientes o valor das contas separadas da mesa, no seu caso a do piano bar: sua despesa foi de R$ 0,60.

– Acho que houve um engano. Eu tomei quatro doses de Royal Salute.

– Com todo o respeito, nós nunca nos enganamos: quatro doses a 0,15 centavos cada dá exatamente 0,60 centavos.

– Tudo bem, não quero discutir, vamos à comida, anote, por favor:

– Pois não…

– De entrada eu quero caviar da Ucrânia com lentilhas finlandesas; depois Salmão da Escandinávia com recheio de gengibre sul-africano e batatas inglesas douradas em queijo de cabras francesas. Ah! E para beber, um Rotchilld safra 1891.

– Ótima escolha Doutor, mas cabe a mim como chef, alertá-lo que isso ficará um pouco caro.

– Olha amigo primeiro eu não perguntei o preço e, segundo, estou achando que isso aqui é uma casa de malucos, mas já que você quer, fale.

– Pois não Doutor, o seu pedido vai ficar em R$ 18,00.

– Você está querendo me sacanear? Cadê o dono dessa merda?

– Está lá em cima com a minha mulher.

– E o que é que ele está fazendo lá em cima com a sua mulher?

– O mesmo que eu estou fazendo aqui embaixo com o restaurante dele…

quarta-feira, 23 dezembro, 2009 Posted by | Comentário, Humor, Repassando... | , , | Deixe um comentário

Sobre Natal, compartilhamentos e exclusão social…


Diários da Barreira do Mar (X)
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Pela primeira vez em minha vida, agi com o espírito presenteador do Papai Noel, fora do meu circulo familiar e de amizades consolidadas. Talvez pelo desvirtuamento político-partidário ou meramente caritativo que se vê desta prática, nesta época do ano, sempre achei melhor ficar fora dessa ciranda de Papais Noéis de ocasião, sentindo-me melhor em lembrar o meu trabalho cotidiano com as pequenas comunidades em busca do desenvolvimento local e suas decorrências mais consistentes. Mas esse ano fui convencido, silenciosamente, a assumir esta atitude, embora sem aquela roupa ridícula do velhinho famoso (desculpem, mas para mim, o símbolo do Natal é a solidariedade coletiva, universal e permanente, que infelizmente, para a imensa maioria das pessoas, só dura os trinta dias de dezembro). Convencido pelos olhos sérios, tímidos e arredios das crianças e adultos da comunidade de Valentim (sobre a qual já escrevi em minha postagem “Psicologia e Infância: “Eles” estão aprendendo!!!”). Convencido pela história (que ainda não conheço suficientemente, mas que intuo marginalizada, excludente, desesperançada), daqueles que sobrevivem à margem da sociedade atual (dita desenvolvida) e da qual recebem os piores restos da não-cidadania. Por uma coletividade pequenina (apenas dez casas) que consegue se manter por seus laços inter-familiares e parentais e suas estratégias próprias em meio a terras já degradadas pelo uso constante da agricultura de roçados, e praticando “bicos” eventuais como diaristas no entorno imediato ou algum mal-pago emprego público municipal. Sem sequer uma associação formal, sem nunca ter sido assistida por instituições civis, sem nunca ter tido acesso ao crédito produtivo, longe do rio onde poderiam pescar, em casas de taipas e palhas, sem saneamento e educação escolar apenas até à quarta série do Ensino Fundamental. Lembrada apenas pelos políticos, de dois em dois anos, nos períodos eleitorais. Enfim, pessoas de um mundo invisível aos olhos de todos nós.

Como já disse em minha postagem anterior, o meu namoro com a comunidade começou através das crianças que gritavam pra mim quando eu passava na estrada e mergulhavam no lago lamacento, pra se esconderem. Depois, casualmente as fotografei, imprimi em papel cartão e mandei uma cópia para elas através do Mutuca (Aílton), jovem de lá que de vez em quando presta serviços diaristas por aqui. Dias depois, um dos idosos de lá (seu Boró) foi apresentado a mim e comentou:

_ Gostei muito da foto que o senhor tirou das crianças.

Tomou um café comigo, conversamos amenidades caboclas e foi só. Mas naquele momento, naquele comentário, decidi virar Papai Noel. Se uma foto era uma coisa tão importante, como seria o Natal das crianças e adolescentes sem presentes? Um Natal com pais sem renda pra presentear seus filhos, pra fazer um jantar diferente? Um Natal como qualquer outro dia… Não lhe disse nada, mas o “velhinho presenteiro” já se instalara em mim.

Mobilizei por telefone minhas bases familiares e de amizade e, dias depois, vi o Mutuca e perguntei-lhe quantas crianças existiam na comunidade. Descobri que eram vinte e calei-me. Mas no dia deguinte, o Mutuca, com seu jeito tímido, me entregou uma lista que a professora mandou: a relação nominal das crianças e jovens, com as respectivas idades! Pronto, ele desconfiara do que eu queria: presentear…

Fui a Belém, coletei os presentes e junto com minha companheira, montamos os presentes por pacote nominal, mais um panetone por casa e mais três brindes para sorteio. E hoje, fui a pé entregar os presentes, com a ajuda do Mutuca, que chegou cedo para me ajudar a transportá-los. E chegando lá, surpresa! Não havia nenhum grupo em festa, nenhuma patota de crianças ansiosas e frenéticas! Alguns jovens, algumas crianças, algumas mães, uma avó e o seu Boró. Os homens tinham ido trabalhar como em qualquer outro dia. Era feriado e a professora não tinha vindo. A maioria das mães cuidava de suas casas. E o resto das crianças estava espalhado pelo mato do entorno, brincando como em qualquer outro dia… Se não fosse a minha vivência profissional, teria sentido bem mais que uma simples surpresa: para um Papai Noel debutante, a recepção não era das mais promissoras…

Mas me lembrei que, em verdade, eu e eles ainda não somos amigos! Sou apenas mais um estranho que, embora agindo de forma transparente, traz nas costas o peso de todas as atitudes negativas da minha sociedade em relação a eles. Ainda não sou o Henrique, sou apenas mais um agente externo que potencialmente pode ser apenas mais um “daqueles”… Refletir isso me tranqüilizou e pude esperar o grupo ir crescendo lentamente, pela chegada das crianças que se sentavam, compenetradamente e sem bulha, nas cadeiras da escolinha.

Resolvi ser breve: expliquei rapidamente os meus motivos, ganhei alguns acenos de cabeça aprovadores e comecei a distribuição. Foi legal, apesar de tudo… No encerramento, bati a foto que vocês vêm acima e não pude ter uma foto minha com eles porque nenhum dos moradores conseguiu clicar a máquina fotográfica (imaginem o desconhecimento e/ou receio tecnológico!)

De volta à minha casa, passei a foto para o computador (que vocês vêem acima) e fiquei analisando-a:

  • o gestual do grupo dizendo tudo sobre ele: nenhuma pose glamurosa, nenhum sorriso escancarado…
  • apesar da entrega dos presentes infantis e juvenis terem sido feito em primeiro lugar (meia hora antes!) nenhuma criança ou jovem com o presente aberto…
  • nenhum homem presente…
  • várias crianças ausentes, com os seus presentes repassado aos parentes que lá se encontravam…
  • aqueles braços arriados ao longo do corpo, denunciando abandono frente ao mundo…

E apesar dos beijos silenciosamente calorosos que ganhei das crianças, senti a tragédia social da exclusão, do desencanto precoce, da dificuldade de alegrar-se por alguma coisa. E, muito longe de me sentir magoado, senti uma tristeza intensa de ainda não ser amigo deles, de saber que chegar a sê-lo será uma tarefa longa e cuidadosa. Olhando-os, comparei-os aos grupos indígenas atuais e ainda arredios ao contato branco: as más experiências deixaram marcas profundas, sepultaram a ingenuidade nativa do contato aberto com a sociedade dominante. E esta é a pior situação para o compartilhamento, por mais bem intencionado que seja. Como bem disse o velho barbudo (e que não é o Papai Noel!), há quase dois séculos: “Não é a consciência do homem que lhe determina o ser, mas, ao contrário, o seu ser social que lhe determina a consciência”. Ou ainda, como refletiu complementarmente outro barbudo (Paulo Freire), esse genuinamente nacional e conhecedor dessas tragédias nossas de cada dia: “Não é no silêncio que os homens se fazem, mas na palavra, no trabalho, na ação-reflexão“. Portanto, não se pode esperar flores exuberantes brotando espontaneamente de um jardim sempre maltratado.

Mas, no fundo, sei que o que fiz com a ajuda dos meus amigos e da minha mulher, vai gerar alguns sorrisos, algumas lembranças boas do nosso compartilhamento. E flores, embora tristonhas e tímidas, já são suficientes para o meu coração socialista e sonhador.

Por enquanto

Imagem: Moradores do Valentim (clicados por Henrique Miranda)

terça-feira, 8 dezembro, 2009 Posted by | Comentário | , , , , | 2 Comentários

Celular x Câncer: essa eu já sabia!

BLOGUE CELULAR telepiercingDe há muito as suspeitas sobre os efeitos nocivos do celular já vinham sendo apontados, principalmente na Inglaterra. Inclusive aqui no blogue cheguei a postar alertas sobre esses alertas. Agora, estudos da Organização Mundial de Saúde relevantam a questão e não vejo grandes entusiasmos da mídia empresarial em discutir essa questão pois, claro, mexe com um dos maiores vícios dos brasileiros e uma das maiores fontes de lucros da área de serviços e da própria mídia, que vem associando cada vez mais o uso de celulares como forma de interação TV/Telespectadores. Se há estes riscos em países que usam moderadamente este equipamento, imaginem no Brasil, onde o uso virou mania, vício. Só pra vocês terem uma idéia: conheço uma mulher com mais de 40 anos, professora universitária, mãe de 3 filhos adolescentes e que me declarou ter cinco celulares! E quando perguntei-lhe pra que cinco celulares se ela só tinha dois ouvidos, ela me respondeu candidamente:

_ Ah! Henrique! A gente não pode perder as promoções!

Imaginem: se ela, mãe, pensa isso, o que pensarão os seus filhos?

Leiam a reportagem e, por favor, reflitam sobre essa praga moderna da mesma forma que refletiram sobre o cigarro, certo? Ou só são mortais os vícios antigos? Aonde estão os governos com suas lupas de defensores da saúde pública? Onde estão os legisladores paladinos oportunistas da saúde nacional? Aonde estão os médicos socialmente terroristas para alardear os riscos da nova doença de consumo? Aonde estão os chatos obsessivos de plantão que não criam os exércitos de tele-chatos para fomentarem o novo terrorismo social (o tele-terrorismo)? Já sei: vão esperar resultados conclusivos da pesquisa! Vinte, trinta anos de pesquisa que com certeza serão adiadas e boicotadas pelos grupos interessados nesse filão de ouro da telefonia celular, até que algumas gerações de viciados sejam mortas. Tudo bem, espero estar vivo até lá pra ver o fim dessa historinha macabra.

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Estudo da OMS relaciona uso do celular com câncer

Sáb, 24 Out, 11h01

Londres, 24 out (EFE).- O uso do telefone celular pode ter relação com vários tipos de câncer, segundo um estudo internacional supervisionado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), cujos resultados preliminares foram publica dos hoje pelo jornal “The Daily Telegraph”.

Com um orçamento de 20 milhões de libras (22 milhões de euros), a pesquisa – que durou uma década e será divulgada até o fim do ano – oferece provas de que as pessoas que abusam do celular se arriscam a sofrer tumores cerebrais a longo prazo.

As conclusões preliminares indicam que existe “um risco significativamente maior” de ter um tumor cerebral “relacionado ao uso de telefones celulares durante um período de dez anos ou mais”, afirma o jornal.

De acordo com o “Daily Telegraph”, o estudo Interphone questionará as garantias que os Governos costumam dar sobre a segurança desses aparelhos e aumentará a pressão para que as autoridades de saúde divulguem conselhos mais claros.

A diretora da pesquisa, a doutora Elisabeth Cardis, professora do Centro de Pesquisa em Epidemiologia Ambiental (Creal) de Barcelona, disse que, apesar da “falta de resultados definitivos, vários estudos, embora sejam limitados, sugerem um possível efeito de radiação de radiofrequência” gerada pelos celulares.

“Portanto, estou de acordo, em geral, com a ideia de restringir o uso (de celulares) a crianças, embora não iria tão longe em proibir os telefones celulares, já que podem ser uma ferramenta muito importante (…)”, disse Cardis, citada pelo jornal.

A especialista também defende “meios para reduzir a exposição” aos celulares, como a utilização de dispositivos handset – que permitem usar o telefone sem as mãos – e o uso moderado do aparelho.

Uma porta-voz da Creal em Barcelona afirmou à Agência Efe que o estudo coordenado por Cardis inclui vários dados de cidadãos de vários países, e acrescentou que é um trabalho muito complexo que “só será divulgado no final deste ano”.

O estudo Interphone realizou pesquisas em 13 países e entrevistou a 12,8 mil pessoas – entre saudáveis e pacientes com tumores -, a fim de investigar se a exposição aos celulares está vinculada a três tipos de tumores cerebrais e um tumor da glândula salivar.

Pesquisas anteriores sobre os efeitos dos celulares na saúde foram pouco conclusivas, mas o projeto supervisionado pela OMS indica, por exemplo, que seis em oito estudos Interphone revelam um maior risco de sofrer de glioma (o tumor cerebral mais comum).

Um porta-voz da Agência de Proteção da Saúde (HPA) do Reino Unido disse que, “por enquanto, não há provas sólidas” sobre os efeitos nocivos do uso de celulares.

Já um porta-voz da associação de operadores de telefonia celular indicou que mais de 30% dos estudos científicos sobre esse assunto não encontraram nenhum impacto negativo para a saúde. EFE

Imagemhttp://charges.uol.com.br/

segunda-feira, 26 outubro, 2009 Posted by | Comentário, Repassando... | , , , | Deixe um comentário

Felicidade: um portal sem porta.

BLOGUE LOBO - imagesDiários da Barreira do Mar (VI)
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Ando meio sem tempo e sem inspiração para continuar construindo o nosso blogue. De certa forma a vida real interiorana e solitária, além do vivenciar coisas simples e primárias que pouco têm a ver com a intelectualidade como a conhecemos no mundo “civilizado”, nos coloca numa certa letargia espiritual que a maioria chama de acomodação e que eu denomino de plenitude da simplicidade. Mais do que nunca, encontro-me em meio à dialética do lobo, conceito que desenvolvi para explicar a minha aparente contradição em ir-e-vir como lobo solitário e lobo solidário (outra hora eu explico melhor!). Seja lá o que for, passei o fim de semana dormindo e pescando e, em meio à gostosa leseira que me tomou o corpo e a mente, achei entre os meus alfarrábios a reflexão abaixo, de alguém cujo nome não anotei e que por isso apresento como de fonte anônima. E como o texto tem muito a ver com a indivisibilidade do estar só e do estar junto, no contexto da felicidade pessoal, optei por repassá-lo a vocês. Se alguém conhecer o autor, por favor me repasse, para que eu possa corrigir o meu vacilo.

Boa semana a todos…

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A Felicidade é um portal sem porta. Como toda experiência de grande impacto em nossa saúde espiritual, a capacidade de viver feliz pertence à classe mais maravilhosa de vivências plenas e conscientes da mente humana. Sendo uma coisa tão abrangente e vital, a felicidade também pode ser definida através deste maravilhoso koan zen: um portal sem porta, algo generosamente aberto e pronto para ser atravessado por todos.

Mas como tudo o que nos espera por trás daquele portal sem porta, a felicidade só pode ser experimentada em sua plenitude se atravessarmos a fronteiras de mãos e coração vazios de posses, apegos, perdas ou ganhos. Aprender a abrir mão daquilo que nossos egos mais valorizam é uma lição dura para a alma, e um longo processo de aprendizagem.

Às vezes fico em minha casa, tarde da noite, olhando de minha janela as luzes dos lares espalhados nos vários edifícios de minha cidade; fico ali quieto e solitário, contemplando ao longe o desenrolar indefinido de tantas estórias, o desfecho de tantos caminhos humanos. Mesmo sem poder olhar nada em detalhes, sem ouvir o que é dito, apreender o que é pensado, sei que naquelas janelas distantes homens e mulheres vivem um mito pessoal, um roteiro íntimo e particular de risos e sonhos, choros e desesperos, virtudes e vícios. Todos são espelho de meu próprio mito. Eu pertenço a esta cadeia de ações e forças desenfreadas e poderosíssimas chamada “Vida”.

Fico ali, pasmo, observando o implacável curso do rio samsárico. Às vezes quase posso ver seu movimento caudaloso atravessando tudo o que existe, e temo o momento em que serei engolido por ele. O temor é maior por saber que eu já me encontro sendo levado, e assim é que deve ser. Mas o temor não impede minha resolução de continuar a tecer meus caminhos e dias, mantendo a confiança em finalmente conhecer aquilo que ainda não sei, e atingir a paz em meio ao caos. Esta é uma paz completamente possível, e a única que realmente nos faz superar o medo.

Falar das misérias e maravilhas humanas é repetir uma crônica antiga, repassada por muitos visionários, escritores, poetas e filósofos ao longo do tempo quase infinito (para a consciência humana) da história do Homem. Mas para falar da felicidade, eu preciso relembrar nossas realidades íntimas… Preciso encarar os temores.

Quem jamais buscou a felicidade? Ninguém. Não existe ou existiu um único ser humano, uma única mente que, mesmo por tortuosos caminhos, não tenha buscado ou esteja buscando agora mesmo para si o êxtase do contentamento, o alívio da harmonia interna, o prazer do sentimento de realização. Você mesmo está fazendo isso agora, não há como escapar desta busca. Se o resultado final for saudável ou não – se for a real felicidade ou apenas uma alegria passageira -, isso é uma outra estória…

É uma busca inusitada, pois ela não possui uma forma e não pode ser exercitada através de um único método. É também uma busca labiríntica, e que leva a muitos de nós a um desfecho falso, ilusório. Uma busca que também pode levar à solidão. Aquela solidão derivada dos erros cometidos, dos laços desfeitos, dos afetos mal-interpretados. E quando nos sentimos sozinhos, fracassados, perdidos, para onde vai a felicidade? Porque, para todos nós, felicidade é estar preenchido. É possuir algo, ter alguém, atingir um objetivo. Ser feliz é encher nossos reservatórios de expectativas e sonhos até a borda, de tal forma que nos sentimos fartos de realizações pessoais. Mas pode ser que este reservatório seja feito de muitas concepções errôneas de nós mesmos e do mundo. Pode ser que aquilo que imaginamos ser felicidade não passe de simples e momentânea euforia.

Não sabemos que a felicidade é um ato de esvaziamento, de despojamento, de reciclagem das nossas aparentes certezas. Na verdade, a felicidade — justamente por ser vazia de excessos — nunca se afasta de nenhum de nós, até mesmo do miserável que, desesperançado, está neste momento sofrendo a fome, a solidão e o frio nas ruas do mundo; ou do moribundo em um leito de hospital ou em qualquer lugar, sem ninguém para lhe confortar. Todos, invariavelmente todos os seres, têm a felicidade disponível e aberta diante de seus corações. Mas, é claro, este fato tão importante não retira de nós o dever de nos esforçarmos para que possamos ser mais solidários e atentos ao sofrimento dos seres vivos; temos de saber que, mesmo sem conhecer o gosto curador da felicidade, todos nós precisamos de carinho e compreensão (na verdade, precisamos disso justamente porque não somos capazes de vivenciar a felicidade em sua real natureza).

Estar só é um sentimento terrível. É uma sensação pungente, que nos faz crianças de novo. Procure observar seus sentimentos. Quando você estiver em vias de se sentir deprimido e solitário, observe atentamente como este sentimento lhe transforma de novo em uma criança (na verdade, jamais deixamos de sê-la). E esta sensação é absolutamente igual àquela que tínhamos quando, na infância, nos sentíamos abandonados e sem referência. Se você não consegue acessar esta realização, procure respirar fundo e fechar o olhos quando estiver em um momento de medo e solidão. Observe a si mesmo, e procure em seu coração esta criança. Se fizer esta prática com cuidado e honestidade, um dia você verá a criança que existe em você, e que se manifesta claramente nestes momentos de abandono e isolamento.

Não é possível ser feliz estando solitário. Mas para atingir a felicidade, devemos ser sós. Um absurdo? Na verdade, falo de duas condições completamente distintas. Na primeira, temos a condição que fundamenta toda a miséria humana, toda a crueldade e injustiça: quando o individuo é incapaz de reconhecer a si mesmo, superar suas neuroses e discernir corretamente, ele vive uma condição absolutamente solitária, mesmo se estiver envolvido por muitos amigos, parentes e conhecidos; mesmo se ele for alguém alegre e comunicativo, mesmo se for completamente associado ao aspecto mundano das coisas, ainda assim se ele não exercitar sua auto-regulação através da sabedoria de si mesmo, viverá só. Um dia, de alguma forma, esta solidão irá se manifestar e este indivíduo terá uma dimensão de toda sua frustração. E sofrerá, ou fará sofrer, deliberada ou inadvertidamente. É assim com a maioria de nós, apesar da enorme diversidade de situações e comportamentos humanos.

A segunda condição é a que sustenta a sabedoria que conduz a paz e a felicidade: estar só significa viver livre em si mesmo. Livre do medo, da raiva e do apego. Livre de nossas neuroses, conectados com o mundo e não com a mundanidade. Ser só significa viver sem conflitos, agir com a paciência típica de quem é capaz de compreender os “porquês” e “comos”, e não se sentir ameaçado por eles. Assim é que um praticante no buddhismo deve estar: só em si mesmo, mas unido a todos os seres e coisas do mundo.

Quando passamos pela vida aprendendo a correta experiência de viver só, conseguimos uma leveza tão grande de espírito que até mesmo a solidão não nos atinge. Sabemos lutar, e jamais desanimamos diante de nossas inabilidades em agir com mais amor no mundo. E como podemos começar a trilhar o caminho da liberdade? Fazemos isso quando aprendemos a praticar a contemplação constante de nossas possibilidades. Diz o mestre zen Thich Nhat Hanh: sempre existe uma saída. É possível – e extremamente urgente – mudar nossa visão do mundo. Quando você se sentir sozinho, procure vivenciar sua liberdade: saiba superar a autopiedade, não se prenda a recriminações e culpas. Aprenda a assumir a responsabilidade pelos seus atos, sabendo que por mais terríveis que eles possam ter sido, ainda assim a condição real do espírito humano é de ser passível de transformação e cura.

Podemos curar a nós mesmos, com a ajuda do mundo. Para sermos sós, temos que buscar apoio. Temos que aprender com as pessoas, com os seres, com todas as coisas. Nenhuma criatura ou objeto no universo existe por si; todos estamos ligados à lei do condicionamento existencial: nada pode existir sem depender de outra coisa. A solitude do espírito representa a interconexão dos seres associada ao fato de que, em essência, podemos ser livres de todas as amarras que nos prendem ao mundo, às pessoas. Estamos juntos, mas não estamos presos entre nós.

Disse o monge ao velho mestre:
– O que tu aprendeste ao longo de tua virtuosa existência?
– Aprendi a ser só – replicou o mestre.
– Então, viver em sabedoria significa não se envolver com o mundo?
– Muito ao contrário! Viver só significa estar completamente envolvido na existência, como um homem que não teme mergulhar fundo em um caudaloso rio.
– Mas… – perguntou o monge, confuso – como posso ser só e viver com as coisas e pessoas? Ao fazer isso, estarei simplesmente sucumbindo mais uma vez ao samsara vicioso e viciante da existência condicionada!
– Ah, mas aquele mergulho implica em um verdadeiro milagre: o mergulhador está livre de si mesmo, e a nada se apega. Assim, mesmo mergulhando fundo no rio, sai dele completamente seco, intocado: ele sabe que viver plenamente o mergulho é saber tocar a água apenas com seu corpo, e jamais com seu espírito… eis o verdadeiro modo de viver só.
– Mergulhando assim, jamais serei atingido?
O mestre olhou suavemente para o monge, e disse:
– Mergulhando assim, serás atingido naquilo que realmente importa: teu coração (tua mente). Eis o segredo da correta felicidade

(Busca-se o autor)

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PS: Nossa leitora Benedita, através de comentario enviado, identificou o autor procurado:

(página 57 – “Viver só”)
Livro: O Hóspede da Caverna
Tam Huyen Van
Coletânea de Ensaios Zen Buddhistas
1a. Edição Revisada
Cláudio Miklos
Rio de Janeiro 2007

Entendi que Tam Huyen Van é o nome budista de Cláudio Miklos.
Para ver mais: Google Livros=
http://books.google.com/books?id=HkVpjflSTXcC&pg=PA1&dq=felicidade+e+um+portal+sem+porta&hl=pt-BR&source=gbs_selected_pages&cad=3#v=onepage&q=felicidade%20e%20um%20portal%20sem%20porta&f=false

segunda-feira, 26 outubro, 2009 Posted by | Comentário, Repassando... | , , , | 4 Comentários

Psicologia e infância: “Eles” estão aprendendo!!!

Imagem 076Diários da Barreira do Mar (V)
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Enquanto vejo no meu cotidiano marajoara bandos de crianças pobres, mas com a presença dos pais e a liberdade (sob vigilância compartilhada dos moradores) de ir e vir pelos campos e lagos, além de receberem limites à moda antiga (já que a globalização não chegou explicitamente por aqui), leio na NET a matéria que repasso abaixo sobre os (re)posicionamentos dos psicólogos sobre a criação de filhos. Eles não assumem como reposicionamento (jamais assumirão!) mas, para quem tem acompanhado durante todas estas décadas os vacilos experimentais destes especialistas, parece que as tragédias contemporâneas (pessoais e familiares) estão surtindo um efeito salutar nesta corporação que pretende controlar a saúde mental de todos nós. O decantado direito absoluto dos filhos à privacidade deu espaço para o direito de controle dos pais sobre as atividades e coisas das suas crias. A pedagogia do amor ilimitado cedeu lugar para os controles e limites dos pais. O sim absoluto e permanente encolheu-se para o não necessário.  A busca da plenitude infantil e individualista, foi forçada a dar espaço às frustrações e seus aspectos pedagógicos na formação da personalidade. E assim vai… Fico feliz por isso, mas ao mesmo tempo revoltado pelas gerações de pais e filhos que foram desestruturados pelas teorias experimentais destes pretensos profissionais, sepultando toda a experiência tradicional de criar filhos com o manto da “modernidade” que tantos males tem provocado. E eu, que fui criado no sistema antigo (e agradeço por assim ter sido), que fui antigo na criação dos meus filhos, passo hoje todos os dias perto da comunidade de Valentim (lugarzinho mínimo, pobre e perdido nos campos do Marajó), onde as crianças (vejam acima, no meu clic) correm em bandos pelas fruteiras, gritam pra mim e mergulham no lago pra se esconder e vingam, apesar da pobreza, sob os olhos amorosos, severos e únicos dos seus pais, parentes e aderentes (até uma escolinha improvisada têm!) Aqui não se houve falar de pais matando filhos e vice-versa, até as músicas ainda são antigas, no melhor estilo melodramático sertanejo! São crianças fisicamente saudáveis, emocionalmente travessas, coletivamente solidárias nas traquinagens cotidianas. Carentes materialmente, com educação precária, com habitação sem saneamento, mas que têm amor e tratamento afetivo autêntico e tradicional, ainda sem globalização, sem psicólogos e sem os “protetores da infância e da adolescência”.

Amigos, acho que descobri um núcleo humano interessante para descortinar em minhas horas livres. Não, não se preocupem! Não pretendo modernizá-los! Vou tentar apenas ouvir suas histórias, suas percepções, dificuldades, sonhos e realizações, para poder falar a vocês com mais ênfase sobre o novo e o antigo na vida de todos nós.

Enquanto isso, vão se distraindo aí com as idas e vindas dos psicólogos desvairados em busca de um caminho certo para os caminhos antigos que destruíram…

Imagem: Crianças de Valentim, Marajó, outubro 2009 (Henrique Miranda)

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A importância de ser criança

Seg, 19 Out, 12h53

Por Ana Paula Galli, especial para o Yahoo! Brasil

Nascer, crescer, reproduzir, morrer. Cada momento do ciclo da vida tem uma importância definida. Mas, sem dúvida, a infância é o período mais representativo da formação do ser humano. “É nessa fase que o futuro adulto se constitui. Viver uma boa infância significa passar de forma saudável física e mentalmente para a fase adulta”, explica a psicoterapeuta infantil Ana Olmos.

Brincar, fazer amizades, se divertir mas também ter obrigações; Ana conta que até deixar o filho passar por frustrações é importante. “É esse aprendizado que faz com que o adulto aprenda a lidar com vitórias, mas também com derrotas”

Conviver com os pais no dia a dia também é um importante fator de formação, mas que, por causa da correria e da falta de tempo comum aos moradores dos centros urbanos, se torna uma atividade cada vez mais rara.

“Muitas vezes os pais não conhecem os próprios filhos, que são formados principalmente pela cultura de massa”, conta Solange Jobim, professora do departamento de Psicologia da PUC do Rio de Janeiro. Apesar de não existir uma fórmula milagrosa, a professora explica que a presença dos pais, entre outras ações como o acesso à diversidade cultural e aos diferentes ambientes lúdicos, incentivam o desenvolvimento da criatividade e, consequentemente, da personalidade da criança.

“A fantasia é indispensável à formação, mas ela tem que ser estimulada. Não basta ligar a televisão e colocar o filho para assistir. Tem que haver um diálogo direto com a criança. E, mais importante, os pais têm de filtrar o que é bom e o que é ruim”, afirma Solange.

Infância dura

E se uma criança não tiver uma infância propriamente dita? Se por causa das intempéries da vida ela tenha sido obrigada a passar seus dias em sinais de trânsito vendendo balas ou em uma carvoaria no interior do país, trabalhando desde pequena? Essa realidade não é difícil de ser encontrada. Basta sair de casa para ver pequenos zanzando pelas ruas sem a supervisão de um adulto, em busca de um “trocado” ou vendendo algo.

Nesse caso, a fantasia de ser criança dá lugar ao excesso de responsabilidades, o medo de não ter o que comer, o receio de não ter onde dormir. “A infância se torna uma batalha a ser vencida. E a mente, em vez de ser ocupada por brincadeiras e fantasias, é inundada por preocupações que normalmente pertenceriam apenas à mente de adultos”, explica Ana.

De acordo com a psicoterapeuta, ser responsável pela própria sobrevivência não é algo que deveria fazer parte do universo infantil, e o resultado pode ser desastroso. “O caminho natural da privação é a deliquência. E nesse caso, não só a criança perde. Aí toda a sociedade acaba vítima da falta de infância de uma criança de rua. O resultado é um mundo cada vez mais violento”, conta Ana.

Um outro mundo possível

“Só quem sentiu na própria pele entende o que é passar frio, estar à mercê do perigo e não ter o que comer por dias”. O relato é de Airton da Costa, advogado da prefeitura de Diadema (SP) que viveu boa parte da vida nas ruas.

Nascido em uma família pobre de Lins (SP), apesar de ter uma casa, Airton e seus irmãos preferiam desde pequenos passar os dias e as noites nas ruas. “Passávamos meses fora de casa. Era melhor por causa do meu pai, que era alcoólatra”, explica. “Infância eu não tive. A cabeça nunca estava ocupada com coisas de criança. Em vez de fantasias, eu me preocupava em catar papelão e pedir esmola para sobreviver. Isso não é ter infância”.

Mesmo com todas as dificuldades, diferentemente de seus irmãos, que se envolveram com drogas e sofrem hoje com sequelas, Airton frequentou a escola. Em busca de comida nos lixos, ele aproveitava para procurar cadernos com folhas em branco, que usava na sala de aula. “Enquanto meus amigos brincavam de bola eu sonhava em ser advogado. Desde pequeno eu sabia o que queria”.

Aos 37 anos, com a ajuda do financiamento estudantil, Airton conseguiu entrar na faculdade de Direito. Hoje, aos 44 anos, casado com Maria Minervina e pai de duas meninas – Natália, 15 e Taís, 17 – ele faz questão de que suas filhas não passem necessidade. “Dei tudo para que elas tivessem uma infância saudável e continuo dando. Não só amor, carinho, diversão e comida mas também obrigações. Elas têm que aprender a dar valor à vida”.

Como os pais devem agir para os filhos terem uma infância mais saudável
Não basta colocar na escola ou pagar uma babá para vigiar os filhos. Uma infância bem vivida depende muito mais das atitudes dos pais do que de qualquer outro fator
Diga não à super-proteção. Dentro dos limites, garanta a seus filhos liberdade de ir e vir e de tomar decisões.
Varie nas brincadeiras. Em vez de fornecer apenas brinquedos fabricados, incentive brincadeiras ao ar livre ou com brinquedos artesanais. Isso contribuirá para o desenvolvimento da fantasia e da criatividade do seu filho.
Participe. Estar presente e ser ativo na vida dos pequenos faz uma grande diferença na formação do ser. Dar atenção, jogar conversa fora, ter momentos simples e duradouros no dia-a-dia são formas de se aproximar.
Deixe a frustração acontecer. Assim como aprender a lidar com vitórias e conquistas, é indispensável para a criança aprender a lidar com frustrações e perdas.
Diminua o acesso à televisão e ao computador. Em vez de um joguinho de computador ou um desenho animado na televisão, incentive a leitura, o teatro, o cinema, fortes aliados na formação cultural e criativa da criança.

terça-feira, 20 outubro, 2009 Posted by | Comentário, Repassando... | , , | 1 Comentário

Caso Viamão: a contradição entre o Estado e a população adulta!

BLOGUE PIXADOR nyc_gansevoort_graffiti02[1]Felizmente, parece que parcelas significativas dos pais brasileiros estão mandando às favas os psicólogos de araque que estragaram gerações de pais e filhos em nome do amor incondicional, os legisladores farsantes que criam leis que o Estado não pode cumprir, os juízes reféns alienados pelos ditos psicólogos e os burocratas que se dizem protetores das criancinhas mal-criadas e mal-amadas desse Brasil! O caso da professora da Escola Barão de Lucena, que obrigou o moleque pichador da escola a repintar a área vandalizada, foi emblemático em relação ao meu argumento inicial: enquanto a mãe (pelo menos legal e biologicamente) acusava a professora de ter humilhado o seu filhinho querido, a TV Globo executou e divulgou enquete em que 98% dos telespectadores apoiaram a atitude da educadora! Enquanto esta mãe alienada defendia acriticamente sua cria, entre os pais da mesma escola, um senhor de meia-idade declarava: “Se essa professora tivesse feito isso com meu filho, eu ia era dar os parabéns a ela!” E enquanto o poder público já pensa em punir a educadora, a população nacional parece estar acordando da letargia induzida nos último trinta anos pelos balões de ensaios das teorias psicológicas, pelos legisladores irresponsáveis, juízes prepotentes e burocratas com excesso de zelo. E se a TV Globo divulgou a discordância paterna arrasadora da sua enquete, não é porque ela é boazinha não: é que ela, durante toda a sua existência, sempre soube identificar os momentos certos de mudar de barco! Foi assim durante a ditadura pós-64, foi assim nas Diretas Já, foi assim na Nova República, no período Collor (antes, durante e no desfecho) e agora, na era Lula!  E parece que até ela já está descobrindo os excessos de direitos e escassez de limites que atualmente vigoram desavergonhadamente nos processos educacionais e de socialização dos jovens, neste país! Milhares de escolas neste país, construídas com o dinheiro de todos nós, são destruídas por crianças mal-criadas! Milhares de estudantes são agredidos, e até mortos, por colegas muitas vezes insuflados pelos próprios pais! Centenas de professores são agredidos por estudantes vadios e mal-formados em seus lares de orígem! E enquanto isso, os pais culpam a escola, os educadores culpam os pais e o Estado (em qualquer de suas instâncias) se omite ou age de forma pirotécnica e oportunista, através dos seus agentes que se postam pomposamente na torre de marfim do poder e atuam de forma desconectada com a realidade das ruas.

Parabéns, professora! Parabéns, pais solidários com a educadora! Corretivo nestas crias de lares alienados e/ou prepotentes que jogam cada dia mais pequenos marginais nas nossas ruas, sem sequer terem a desculpa da pobreza e da falta de oportunidades de formação escolar, ética e moral (marginais de griffe)!

Leiam a notícia abaixo e reflitam sobre a profunda contradição que atualmente se constrói entre a realidade legal e a vontade popular, nesta questão da formação dos filhos…

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Professora que puniu aluno pichador pode ser punida

Publicado em 24/09/2009 pelo(a) wiki repórter Viamão Hoje, viamao-RS

Numa total inversão de valores, coisa já comum na “Terra de Marlboro“, onde desde a mais tenra idade qualquer um faz o que bem entende, pois não há punição, uma professora que também é vice- diretora da Escola Barão de Lucena poderá ser punida por ter sido muito “dura” com um aluno. A escola teria acabado de ser pintada em mutirão e o estudante riscou as paredes.

Segundo testemunhas, o garoto teria avisado em ar de deboche e as pessoas, na maioria trabalhadores que sacrificaram seu feriado do dia sete de setembro também ficaram muito chateados com o fato. “Se um garoto que na verdade já é um rapaz de 14 anos faz isso agora, com uma mulher que é considerada sua segunda mãe, o que esperar daqui a 5 ou menos anos?” – Comentou outra professora.

Escola freqüentada por crianças das classes mais pobres da população, mas não que por isso devam ser rotuladas de baderneiras ou relaxadas, teve as salas pintadas no último feriado ao custo de quase R$ 2.000,00, valor este dividido entre os pais dos alunos. Pessoas humildes, pobres, muitas vezes sem dinheiro para pintar a própria casa. “As salas ficaram lindas, mas sempre tem um infeliz, muitas vezes por problemas na família, que visa destruir o que não pode ter. Desta forma, um aluno pixou a sala e a professora foi enérgica obrigando que o mesmo a pintasse. Acho até que deveriam esfregar a cara dele na parede, talvez assim aprendesse já que com educação e carinho não resolve”, comentou o pai de outro aluno.

Realmente, já havia sido solicitado às crianças que cuidassem e felizmente boa parte são de pessoas de boas famílias. Geralmente as crianças trazem para a sala de aula o que aprendem ou vivenciam em suas casas, e com este menino problemático não deve ser diferente. Uma pena que os pais ao invés de elogiarem a professora, fazem exatamente como aquele casal da novela das oito (César e Ilana Gallo), que passavam a mão na cabeça do filho arteiro (Zeca). Mais tarde são essas mesmas crianças que poderão estar roubando e matando por aí.

Daí não adianta falar em violência e pedir para o governo ou a polícia fazer algo, já que os pais não dão o mínimo de educação para seus filhos. Também a lei que deixa bem claro que qualquer pessoa menor de 18 anos pode fazer o que bem entender até mesmo tirar a vida de um inocente que nada vai acontecer, ajuda esse pais a afundar cada dia mais. E isso parece bom de alguma para o governo, pois nada é feito.

Agora uma coisa é certa, se esta professora for punida de alguma maneira, vai ficar claro de que lado a Justiça esta neste município e isso abrirá as portas para qualquer aluno fazer o que bem entender, ou seja, riscar paredes, quebrar móveis e até mesmo incendiar escolas. É o que desejam nossas autoridades?

Imagem: farofamoderna.blogspot.com/2009/06/grafitti-a…

segunda-feira, 28 setembro, 2009 Posted by | Comentário, Repassando... | , , , , | 2 Comentários

Sobre sonhos e pragmatismos…

Visitando um BLOGUE GUEVARA che_guevara_01-264x300dos blogs recomendados pelo Café com Letras (ver link nos Sites Recomendados) denominado Atocomtexto (http://atocomtexto.blogspot.com/), li o post abaixo, comentando pesquisa e comportamentos relativos à criatividade humana. Excelente e triste. Excelente  por comentar uma verdade que todos nós sentimos ao longo da vida: pressões para nos pragmatizarmos e abandonarmos os sonhos e as percepções socialmente diferenciadas. Triste por nos levar à conclusão de que este assasinato frio e lento dos nossos sonhos e visões diferentes, nos levaram a essa sociedade que aí está: desigual, injusta, ambientalmente agressora, politicamente excludente e economicamente marginalizadora. A postagem é tão boa que me lembrou o inesquecível Guevara que afirmou: “Sonha e serás livre de espírito… luta e serás livre na vida”. E que por isto foi assasinado: para não continuar sonhando e muito menos lutar por uma vida livre.

Façam como eu: leiam o post a seguir e pensem em suas respectivas vidas, nos inúmeros momentos em que fomos gradativamente robotizados ao longo do tempo, sob a égide do adestramento social. Lembrem-se dos pássaros indomáveis que éramos nos céus da existência e nas galinhas domesticadas em que nos tornamos, ciscando na segurança dos quintais em busca de minhocas. E falando em pássaros transformados em galinhas, lembrei-me também do caboclinho-poeta da Amazônia que versejou:

“As coisas que me fizeramBLOGUE THIAGO thiago-de-mello
ficar assim tão diverso
do que outrora fui, não foram
as rudes nem as amargas.
Mas aquelas que sonhei
que esperei tanto e no entanto
por nunca me aconteceram “.

(Toada de cambaio, Thiago de Mello)

E o engraçado nisso tudo, é que acordei para daqui a pouco participar de uma reunião onde terei que decidir entre a segurança material e o sonho, abri o blogue e dei de cara com essa postagem que repasso. Será presságio?

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O declínio da criatividade

por Jairo Siqueira
Desde o momento em que ensaiamos nossos primeiros passos, tem início um sutil e inconsciente movimento de inibição de nossa criatividade natural. Primeiro em casa, depois na escola e no trabalho, somos instados a andar em terreno já conhecido, seguir a tradição e não “fazer marolas”.

Este processo tem seu lado positivo, pois a vida em sociedade requer a observação de certas regras e costumes. No entanto, traz um efeito secundário pernicioso: o lento, mas inexorável, bloqueio de nossa curiosidade, imaginação e engenhosidade.

O DECLÍNIO DA CRIATIVIDADE


No livro “Ponto de Ruptura e Transformação”, George Land relata os resultados de testes realizados com um grupo de 1.600 jovens nos EUA. O estudo se baseou nos testes usados pela NASA para seleção de cientistas e engenheiros inovadores. No primeiro teste as crianças tinham entre 3 e 5 anos e 98% apresentaram alta criatividade; o mesmo grupo foi testado aos 10 anos e este percentual caiu para 30%; aos 15 anos, somente 12% mantiveram um alto índice de criatividade. Teste similar foi aplicado a mais de 200.000 adultos e somente 2% se mostraram altamente criativos..

George Land e sua colega Beth Jarman concluíram que aprendemos a ser não-criativos. O declínio da criatividade não é devido à idade, mas aos bloqueios mentais criados ao longo de nossa vida. A família, a escola e as empresas têm tido sucesso em inibir o pensamento criativo. Esta é a má notícia. A boa notícia é que as pesquisas e a prática mostram que este processo pode ser revertido; podemos recuperar boa parte de nossas habilidades criativas. Melhor ainda, nós podemos impedir este processo de robotização.

O desenvolvimento da criatividade requer que abandonemos nossa zona de conforto e nos libertemos dos bloqueios que impedem o pleno uso de nossa capacidade mental. Nas palavras do poeta Guillaume Apollinaire, temos de perder o medo de voar:

Cheguem até a borda, ele disse.
Eles responderam: Temos medo.
Cheguem até a borda, ele repetiu.
Eles chegaram.
Ele os empurrou… e eles voaram.

Convido-o a seguir comigo neste vôo e explorar as respostas a algumas questões importantes: Qual o significado de criatividade? O que sabemos sobre a criatividade humana? E como podemos usar este conhecimento para desenvolver nossa criatividade?

Acredito que todos nós, cada um a seu modo, somos capazes de realizações criativas em alguma área de atividade. Para isso, é necessário contar com as condições certas e com o acesso aos conhecimentos e habilidades apropriadas.

10 atitudes das pessoas muito criativas

Nada pode impedir uma pessoa com a atitude mental correta de realizar seu objetivo; nada na terra pode ajudar uma pessoa com a atitude mental errada. Thomas Jefferson.

Criatividade não é meramente uma questão de técnicas e habilidades, mas sobretudo de uma atitude mental no trato de problemas e de idéias. Mesmo para alguém versado nas técnicas de criatividade (Brainstorming, Mapa Mental, SCAMPER, TRIZ, etc.), sem uma atitude mental correta, estas técnicas não produzirão resultados. Para serem eficazes, as técnicas de criatividade precisam ser acompanhadas de atitudes que nos levem a ver o mundo sob diferentes perspectivas e a trilhar caminhos nunca antes tentados.

Algumas atitudes mentais essenciais para o pensamento criativo são apresentadas a seguir.

1. Curiosidade
Criatividade requer uma disposição permanente para investigar, procurar entender e obter novas informações sobre as coisas que nos cercam. Para se tornar uma pessoa mais criativa você deve aprender a perguntar “por quê?” e “e se…?” e incorporar estas perguntas ao seu modo de vida. Infelizmente, com a maturidade perdemos aquela atitude inquisitiva da infância, quando não dávamos trégua aos nossos pais, querendo saber o porquê sobre tudo. Faz-se necessário estimular a volta desta curiosidade natural, anulada pela escola, pela família e pelas empresas.

2. Confrontando desafios
As pessoas criativas não fogem dos desafios mas os enfrentam perguntando “como eu posso superar isto?”. Elas têm uma atitude positiva e vêem em cada problema uma oportunidade de exercitar a criatividade e conceber algo novo e valioso.

3. Descontentamento construtivo
As pessoas criativas têm uma percepção aguda do que está errado no ambiente em volta delas. Contudo, elas têm uma atitude positiva a respeito desta percepção e não se deixam abater pelas coisas erradas. Ao contrário, elas transformam este descontentamento em motivação para fazer algo construtivo. Santos Dumont era um entusiasta dos balões mas não estava satisfeito com suas limitações e não descansou até inventar uma aeronave dirigível.

4. Mente aberta
Criatividade requer uma mente receptiva e disposta a examinar novas idéias e fatos. As pessoas criativas têm consciência e procuram se livrardos preconceitos, suposições e outros bloqueios mentais que podem limitar o raciocínio. Quem vê um celular apenas como um telefone, jamais pensaria em agregar ao aparelho outras utilidades como fotografia, GPS, e-mail e MP3.

5. Flexibilidade
As pessoas muito criativas são hábeis em adotar diferentes abordagens na solução de um problema. Elas sabem combinar idéias, estabelecer conexões inusitadas e gerar muitas soluções potenciais. Elas adoram olhar as coisas sob diferentes perspectivas e gerar muitas idéias.

6. Suspensão do julgamento
Imaginar e criticar ao mesmo tempo, é como dirigir com o pé no freio. As pessoas criativas sabem que há um tempo para desenvolver idéias e outro para julgá-las. Elas têm consciência que toda idéia nasce frágil e precisa de tempo para maturar e revelar seu valor e utilidade antes de ser submetida ao julgamento.

7. Síntese
Olhe as árvores, sem perder a visão da floresta. A capacidade de se concentrar nos detalhes sem perder de vista o todo é uma habilidade fundamental das pessoas criativas. A visão do todo lhe dá os caminhos para estabelecer conexões entre informações e idéias aparentemente desconexas.

8. Otimismo
Henry Ford resumiu bem as conseqüências de nossas atitudes: Seja acreditando que você pode, seja que não pode, você estará provavelmente certo. Pessoas que acreditam que um problema pode ser resolvido acabam por encontrar uma solução. Para elas nenhum desafio é tão grande que não possa ser enfrentado e nenhum problema tão difícil que não possa ser solucionado.

9. Perseverança
As pessoas muito criativas não desistem facilmente de seus objetivos e persistem na busca de soluções, mesmo quando o caminho se mostra longo e os obstáculos parecem intransponíveis. Com muita freqüência, a procura de uma solução criativa requer determinação e paciência. Ouçamos o Professor Sir Harold Kroto, prêmio Nobel de Química: Nove entre dez de meus experimentos falham, e isto é considerado um resultado muito bom entre os cientistas.

10. Eterno aprendiz
Freqüentemente, a solução criativa nasce de combinações inusitadas, estabelecendo analogias e conexões entre idéias e objetos que não pareciam ter qualquer relação entre si. A matéria prima para estas analogias e conexões são os fatos observados e os conhecimentos e experiências anteriores que a pessoa traz consigo. É através de seu patrimônio cultural que cada pessoa pode dar seu toque de originalidade. Este patrimônio cultural nasce e se alimenta de uma atitude de insaciável curiosidade e de prazer em aprender coisas novas.

Quais destas atitudes mentais caracterizam sua maneira de lidar com seus desafios? Quais são seus pontos fortes? Quais atitudes você precisa desenvolver para fortalecer sua criatividade? Focalize naquelas que você considera essenciais para o aprimoramento de sua criatividade e prepare um plano de ação. Mas tenha sempre em mente que atitudes não são mudadas de um dia para outro. Isto requer disciplina, paciência e perseverança. Pode ser difícil, mas o prêmio é alto.

Fonte: http://atocomtexto.blogspot.com/2009/08/o-declinio-da-criatividade.html

Fonte: Criatividade Aplicada

segunda-feira, 21 setembro, 2009 Posted by | Comentário, Repassando... | , , | Deixe um comentário