Livre pensar é só pensar!

Para não desligar os neurônios

Extremos da estupidez humana…

Deu no noticiário televisivo de hoje:

  • Um casal de produtores do sudeste brasileiro guardou no colchão, durante anos, o dinheiro que ganhou, para garantir a velhice. E agora, década depois, descobrem que esta montanha de cédulas nada vale. Se valesse, daria para comprar 50 alqueires de terra, imaginem…
  • O Conselho Regional de Medicina do Rio proibiu, hoje, os médicos do Estado de atuarem em partos ocorridos fora dos hospitais e proibiu as parteiras de participarem dos partos feitos nos estabelecimentos hospitalares. Com isso, comprometeram integralmente a modalidade de parto domiciliar assistido, atualmente em expansão entre as mães brasileiras. E promete processar e cassar  os profissionais que desobedecerem a decisão.

Qual a estupidez maior? Vejamos:

  • No caso dos rurícolas, pode-se considerar o isolamento geográfico e a desinformação, gerando um ato falho que prejudicou tão somente aos dois e suas famílias imediatas.
  • No caso do CRM-RJ, a medida violenta o direito de escolha das mães, expôe as mesmas aos riscos contumazes de superlotações e não-atendimentos dos hospitais, da insuficiente capacidade de leitos existentes e impede o livre exercício da profissão a médicos e enfermeiras, além de limitar a capacitação das parteiras, estas figuras históricas e extremamente úteis que, quase sempre, estão onde faltam médicos. Pior: embora proibam os médicos de atuarem nos lares, afirmam que, em caso de emergência, eles não poderão deixar de atender os pacientes. Quer dizer que: se uma mulher pode ter um parto normal, ela é obrigada se deslocar para hospitais superlotados. Mas, em caso de emergência, ela pode ter o atendimento domiciliar que lhe é negado na primeira instância Coisa de louco… Ou será a máfia dos hospitais em ação, com medo de perder a clientela que, direta ou indiretamente, lhe gera lucros? Todos os dias vemos nos noticiários mulheres parindo em táxi, na rua, em corredores de hospitais, ou morrerem durante as peregrinações entre um hospital e outro. Até mesmo mandados judiciais têm sido usados para forçar os atendimentos por estes mesmos hospitais.

Valha-nos quem? Perto deste vexame corporativo para com a sociedade do Estado do Rio, a ignorância dos rurícolas ingênuos é história da Carochinha. Como se diz por aqui, em situações extremas: só matando…

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terça-feira, 24 julho, 2012 Posted by | Comentário | , , | Deixe um comentário