Livre pensar é só pensar!

Para não desligar os neurônios

Adoro estes loucos sonhadores. Pena que são tão poucos…

Murray Bookchin e a Ecologia Social

Dia 14 de janeiro é aniversário de um dos pioneiros do ambientalismo do século XX, Murray Bookchin (1921-2006), conhecido pela sua proposta de Ecologia Social. Era um escritor ativista, socialista libertário, defensor da decentralização política e da quebra de hierarquias.

bookchin

Bookchin participou ativamente dos movimentos políticos da contracultura. Seu primeiro livro sobre o tema ambiental , “Nosso ambiente sintético”,  em tradução livre, foi publicado seis meses antes do famoso clássico “Primavera Silenciosa”, de Rachel Carson, considerado um pontapé inicial para o questionamento verde atual.

Sua proposta de Ecologia Social era uma ideia radical, que defendia um ambientalismo social, democratizante, livre de hierarquias e, ao mesmo tempo, englobando as técnicas e tecnologias modernas como parte da mudança. Para ele, a apropriação da “sociedade da pós-escassez”, com tecnologia e capacidade de gerar bem-estar humano, não significava excesso material, mas uma suficiência de desenvolvimento técnico que liberta os indivíduos para escolhas autônomas sobre suas necessidades e formas de supri-las.

A Ecologia Social de Bookchin era uma espécie de ecossocialismo libertário, que vê as causas da crise ambiental atual no capitalismo, no estado e nas estruturas de dominação. Propunha uma sociedade de municipalidades confederadas, baseadas num sistema ultrademocrático de administração, através de participação direta dos indivíduos nas tomadas de decisões em nível municipal.

Sua proposta decentralizadora, mas realista, causou polêmica entre alguns anarquistas, que entenderam-na como uma aceitação ao estado (no caso, o município). Outros ambientalistas radicais, que também defendiam um biorregionalismo ao modo de Bookchin, acharam a proposta polêmica porque defendiam uma escala ainda menor de sociedade, no nível de comunas.

“A Ecologia Social (…) propõe não somente uma sociedade livre de hierarquias e de sensibilidades hierárquicas, mas uma ética que coloca a humanidade no mundo natural como agente que torna a evolução – social e natural – completamente autoconsciente e tão livre quanto possível”

Como adorava a polêmica, Bookchin escreveu muito sobre os defeitos e aspectos que considerava negativos em correntes do ambientalismo e do socialismo libertário. Talvez até repelindo-os exageradamente, de modo que muitos eco-anarquistas atuais ignoram a obra de Bookchin e optam pelo primitivismo de autores mais atuais, como John Zerzan.

Mas as ideias dele seguem fortes em vários ramos do pensamento político e ecológico. O geógrafo marxista David Harvey faz bem em ignorar as diferenças entre marxistas e anarquistas e citar as ideias de Bookchin como opções originais para a reformulação das cidades. Nas práticas políticas, o movimento independentista curdo PKK afirma abertamente se inspirar nos textos do autor norte-americano, e esta foi uma importante base para a revolução de Rojava.

terça-feira, 16 janeiro, 2018 Posted by | Repassando... | , | Deixe um comentário

Sobre o menos que vale mais…

A Era Detox

Modelo da sociedade de consumo, associado ao capitalismo predatório, é sinônimo de esbanjamento irresponsável. Agora é a hora da “sociedade do desconsumo”.

13/11/2017 00:53

Reprodução

Por Ignacio Ramonet *

O fenômeno está se espalhando. Nas sociedades desenvolvidas, um número cada vez maior de cidadãos considera mudar seus hábitos de consumo. Não só os hábitos alimentares, individualizados a tal ponto que é praticamente impossível reunir oito pessoas em torno de uma mesa para comer o mesmo menu. Mas o consumo em geral: a vestimenta, a decoração, a limpeza, os eletrodomésticos, os fetiches culturais (livros, DVDs, CDs) etc.

Todas aquelas coisas que até pouco tempo se acumulavam nas nossas casas como sinais mais ou menos medíocres de ascensão social e de opulência (e até certo ponto, de identidade), agora sentimos que nos asfixiam. A nova tendência é a da redução, do desprendimento, do desapego, da supressão e da eliminação… Resumindo, a desintoxicação. O detox, pois.

Começa a entrar em decadência a sociedade de consumo – estabelecida entre os anos 1960 e 1970 – e entramos no que pode ser chamado de “a sociedade do “desconsumo”.

Pode-se argumentar que as necessidades vitais de consumo continuam imensas em muitos dos países em desenvolvimento ou nas áreas de pobreza do mundo desenvolvido. Mas essa realidade indiscutível não deve impedir que enxerguemos este movimento de “desconsumo” que se expande com mais intensidade.

Por outro lado, um estudo recente realizado no Reino Unido, indica que desde o início da Revolução Industrial, as famílias acumulavam bens materiais em suas casas conforme seus recursos aumentavam.

O número de objetos acumulados traduzia o seu padrão de vida e o seu status social. Foi assim até 2011. Nesse ano, se alcançou o que poderíamos chamar de peak stuff (pico dos objetos). Desde então, o número de objetos possuídos não para de ser reduzido. E essa curva, em forma de Curva de Gauss (com aumento exponencial enquanto sobe o nível de vida e que em seguida, depois de um período de estabilização, decresce nas mesmas proporções), funciona como uma lei geral. Hoje isso pode ser observado nos países desenvolvidos (e nas zonas mais ricas do Sul), mas amanhã também estará refletido inevitavelmente nos países em desenvolvimento (China, Índia, Brasil).

A tomada de consciência ecológica, a preocupação com o meio ambiente, o medo da mudança climática e, em particular, a crise econômica de 2008 que abateu os países ricos com tanta violência, sem dúvida influenciaram nesta nova “austeridade zen”. Desde então, foram divulgados nas redes sociais muitos casos de detox anticonsumista. Por exemplo, o de Joshua Becker, um estadounidense que decidiu, junto com a sua esposa, há nove anos, reduzir drasticamente o número de bens materiais que possuíam, para viver melhor e alcançar a paz interior.

Nos seus livros (“Living with Less” e “The more of Less”) e no blog “Becoming minimalist”, Becker conta: “Tiramos a desordem da nossa casa e da nossa vida. Em uma viagem descobrimos que a abundância consiste em ter menos”. E afirma que “as melhores coisas da vida não são coisas”.

Ainda que não seja fácil se desintoxicar do consumo e se converter ao minimalismo: “Comece pouco a pouco – aconselha Joshua Fields Millburn, que escreve no blog TheMinimalists.com – tente se desprender de uma coisa só durante 30 dias, começando por objetos mais simples de eliminar. Se desfaça das coisas óbvias. Começando pelas quais claramente não necessita: as xícaras que nunca usa, esse presente horrendo que recebeu etc”.

Outro famoso caso de desapego voluntário é o de Rob Greenfield, um norte-americano de 30 anos, protagonista da série “Free Ride” (Discovery Channel) que, sob o lema “menos é mais”, se desfez de todos os seus pertences, inclusive de sua casa. E anda pelo mundo com apenas 111 posses (incluindo a escova de dentes). Ou o da desenhadora canadense Sarah Lazarovic, que passou um ano sem comprar nenhuma roupa e que a cada vez que desejava fazê-lo, desenhava a peça em questão. Resultado: um bonito livro de esboços intitulado: “A Bunch of Pretty Things I Did Not Buy” (“Um Monte de Coisas Bonitas que eu não comprei” – ainda não publicado em português). Há também o exemplo de Courtney Carver, que propõe em seu site Project 333 um desafio de baixo orçamento, convidando seus leitores a se vestirem com apenas 33 peças de roupa durante três meses.

Nessa mesma linha, está o caso da blogueira e youtuber francesa Laeticia Birbes, de 33 anos, que ficou famosa pelo desafio de nunca mais voltar a comprar roupa. “Eu era uma consumidora compulsiva. Vítima das promoções, das tendências, da tirania da moda – diz –. Em alguns dias, eu chegava a gastar quinhentos euros em roupa… Quando tinha problemas com o meu namorado ou com as provas, comprava roupa. Cheguei a representar totalmente o discurso publicitário: confundia sentimentos e produtos”. Até que um dia decidiu esvaziar os seus armários e doar tudo. Se sentiu livre e leve; se libertou de uma grande carga emocional: “Agora vivo com dois vestidos, três calcinhas e um par de meias”. E realiza conferências em toda a França para ensinar a disciplina do “lixo zero” e do consumo minimalista.

O consumismo é consumir consumo. É uma conduta impulsiva em que não importa o que se compra, importa comprar. Na verdade, vivemos na sociedade do desperdício, desperdiçamos abundantemente. Diante dessa aberração o consumo minimalista é um movimento mundial que propõe comprar somente o necessário. O exercício é simples: temos que observar as coisas que temos em casa e determinar quais são as que realmente usamos. O resto é acumulação, veneno.

Duas jornalistas argentinas, Evangelina Himitian e Soledad Vallejos, passaram da teoria à prática. Depois de terem vivido como milhões de consumidores acumulando sem nenhum critério, decidiram questionar sua própria conduta. É evidente que compravam por outros motivos, não por necessidade. E impuseram a si mesmas ficar um ano sem consumir nada que não fosse absolutamente indispensável e contaram esta experiência com grande talento.

Não se trata somente de não consumir, mas de desintoxicar, de liberar o corpo do consumo acumulado. As duas jornalistas começaram impondo uma disciplina detox: cada uma tinha que tirar de casa dez objetos por dia, durante quatro meses: foram 1.200 no total.

Tiveram que descartar, doar, desapegar… Como uma espécie de purgação, passaram a deixar de consumir. “Nos últimos cinco anos – contam Evangelina e Soledad –, a luz da consciência coletiva sobre o modo de consumo foi acesa no mundo inteiro. É também uma estratégia para expor os pontos cegos do sistema econômico capitalista. Ainda que soe pretensioso, é exatamente isso: o capitalismo se apoia na necessidade de fabricar necessidades. E para cada necessidade, cria um produto. Isto é especialmente certo nos países com economias desenvolvidas, onde os índices oficiais medem a qualidade de vida de acordo com a capacidade de consumo…”.

Essa aversão ao consumo cada vez mais universal também alcança o universo digital.

Está ressurgindo o que poderíamos chamar de “detox digital”, que consiste em abandonar as redes sociais por um tempo e por motivos diferentes. Está se ampliando o movimento dos “ex-conectados” ou “desconectados”, uma nova tribo urbana composta por pessoas que decidiram virar as costas para a internet e viver off-line, fora de linha. Não têm WhatsApp, não querem ouvir falar do Twitter, não usam Telegram, odeiam o Facebook, não simpatizam com o Instagram, e não há nenhum rastro delas na internet.

Algumas não tem nem sequer uma conta de email e os que têm, abrem só de vez em quando… Enric Puig Punyet, de 36 anos, doutor em Filosofia, professor e escritor, é um dos novos ex-conectados. Ele escreveu um livro em que reúne casos reais de pessoas que, ansiosas por recuperar o contato direto com os demais e consigo mesmas, decidiram se desconectar. “A internet participativa que, majoritariamente, é a modalidade que estamos vivendo, busca nossa dependência – explica Enric Puig Punyet. Por se tratar, quase em totalidade, de plataformas vazias que se alimentam do nosso conteúdo, interessa que estejamos conectados todo o tempo. Esta dinâmica é facilitada pelos telefones ‘inteligentes’ que fazem com que estejamos constantemente disponíveis e nutrindo a Rede. Este estado de hiperconexão acarreta problemas que estamos começando a ver: diminui nossa capacidade de atenção, de pensar em profundidade e inclusive a nossa capacidade de socialização. Grande parte do atrativo das tecnologias digitais é desenhado por companhias que desejam nosso consumo e nossa conexão contínua, como acontece com tantos outros âmbitos, porque é a base do consumismo. Qualquer ato de desconexão, total ou parcial, deve ser entendido como uma medida de resistência que visa compensar uma situação que se encontra em desequilíbrio”.

O direito à desconexão digital já existe na França. Em parte, surge como uma resposta aos múltiplos casos de burnout (esgotamento por excesso de trabalho) que aconteceram nos últimos anos como consequência da pressão psicológica no mundo do trabalho. Agora os trabalhadores franceses podem deixar de responder mensagens digitais quando não estão na jornada de trabalho.

A França se tornou pioneira nesse tipo de lei, mas ainda existem incógnitas sobre como ela será aplicada. A nova norma obriga as companhias com mais de 50 empregados a realizar negociações sobre o direito de estar off-line, ou seja, não responder emails ou mensagens digitais profissionais nas horas livres. No entanto, o texto não obriga a chegar a um acordo ou tampouco fixa algum prazo para as negociações. As empresas podem se limitar a elaborar uma guia de orientação sem a participação dos trabalhadores. Mas está colocada a necessidade do detox digital, de estar fora das redes e de tirar um descanso da Internet.

A sociedade de consumo, em todos os seus aspectos, deixou de seduzir. Intuitivamente, sabemos agora que esse modelo, associado ao capitalismo predatório, é sinônimo de esbanjamento irresponsável. Os objetos desnecessários nos asfixiam. E asfixiam o planeta. Algo que a Terra já não pode suportar. Porque os recursos estão se esgotando. E estão sendo contaminados. Até aqueles mais abundantes (água doce, ar, mares…). Diante da cegueira de muitos governos, é chegada a hora da ação coletiva dos cidadãos. Em defesa de um “desconsumo” radical. 

* Ignacio Ramonet é professor e jornalista espanhol. Atualmente, vive na França, onde foi diretor da revista “Le Monde Diplomatique”. É autor do livro “Fidel Castro: biografia a duas vozes” (Boitempo, 2006).

Tradução: Luiza Mançano

segunda-feira, 20 novembro, 2017 Posted by | Repassando... | , , , | Deixe um comentário

Pra não dizer que não falei de esperança…

 http://sabedoria.indigena.tripod.com/profecia_do_arco_iris.htm#

Surgimento da nova era: Tribo do arco-íris

Várias tribos indígenas tem profecias que falam de uma época em que a Terra estaria agonizando, próxima à destruição, quando então surgiria o que eles chamavam de “Tribo do arco-íris”, formada por pessoas de todas as raças que buscariam restaurar a sabedoria ancestral há tanto tempo esquecida pela civilização moderna. Acreditamos que este tempo está chegando. Abaixo, apresentamos as profecias e suas interpretações.

“Quando o rio e o ar estiverem sujos, quando o ser humano houver se perdido completamente da linha da vida, quando os animais estiverem ameaçados, as ancestrais árvores cruelmente abatidas, quando a doença e a tristeza estiverem dizimando o povo vermelho, virá uma nova nação, uma nova tribo.
Serão em grande número, surgirão de onde não se espera. Virão em muitas montarias, sua magia diferente, terão artes que desafiarão a compreensão. Serão de muitas cores, por isto essa Tribo será conhecida como Tribo do Arco-Íris, eles virão quando o fim parecer certo, eles virão e curarão a Terra.”
Profecia do Arco-Íris


Profecia do arcoíris dos índios “HOPI”

” Meu povo espera os Pahana, os Irmãos Brancos perdidos “das estrelas”, como fazem todos os nossos irmãos na Terra. Eles não são como os homens brancos que nós conhecemos agora, que são crueis e ávaros. Nós estamos esperando a vinda deles há muito tempo. Nós ainda esperamos os Pahana. “

” Eles trarão com eles os símbolos, o pedaço perdido da tábua sagrada, guardada pelos anciões, dado a eles quando partiram, isso os identificará como nossos Verdadeiros Irmãos Brancos.”

” O Quarto Mundo terminará logo, e o Quinto Mundo começará. Os anciões sabem que em todos lugares foram cumpridos os Sinais durante muitos anos, e alguns ainda permanecem. “

” Este é o Primeiro sinal: Nós fomos avisados da vinda dos homens brancos como os Pahana, mas não vivendo iguais aos homens de Pahana, e que roubarão a terra que não era deles. São homens que golpearão seus inimigos com paus de trovão. ”
Interpretação: Vinda de homens brancos com armas de fogo

” Este é o Segundo Sinal: Nossas terras verão o girar de rodas preenchidas de vozes.
Interpretação: vagões de trem carregados de pioneiros

” Este é o Terceiro sinal: Uma besta estranha como um búfalo mas com grandes chifres longos, infestará a terra em grande número.
Interpretação: referência do gado trazido pelo homem branco

 ” Este é o Quarto sinal: A terra será cruzada por serpentes de ferro .”
Interpretação: trilhos da via férrea

” Este é o Quinto sinal: A terra será cruzada pela rede de uma aranha gigante.”
Interpretação: cabos de telefone e de energia elétrica

” Este é o Sexto sinal: A terra será cruzada com rios de pedra ao sol que trarão ilusões aos olhos.”
Interpretação: estradas concretas e os efeitos miragem produzindo por elas ao calor sol.

” Este é o Sétimo sinal: Você ouvirá falar do mar que aparecerá negro, e muitas coisas viventes morrerão por causa disto “.
Interpretação: derramamento de óleo no oceano

” Este é o Oitavo sinal: Você verá jovens brancos que usarão os cabelos longos como meu povo e procurarão as nações tribais para aprender sobre nosso caminho sagrado.”
Interpretação: Referência ao movimento hippie dos anos sessenta e à nova onde de pessoas que buscam a sabedoria indígena

” E este é o Nono e Último sinal: Você ouvirá falar de uma coisa nos céus que cairá sobre a Mãe Terra com um grande estrondo. Aparecerá como uma estrela azul. Seguido isto, as cerimônias de meu povo cessarão.”
Interpretação: plataforma espacial norte-americana Skylab que caiu para Terra em 1979. De acordo com o que se viu na Austrália, apareceu estar queimando azul.

” Estes são os sinais que mostram que a grande destruição está vindo. O mundo balançará para lá e para cá. O homem branco lutará contra outras pessoas em outras terras com os que possuem a primeira luz da sabedoria. Haverão muitas colunas de fumaça que incendiarão, como White Feather viu o homem branco fazer nos desertos longe daqui. Só os que vem causarão doença, e um grande número morrerá. Muitos do meu povo entendem as profecias e estarão seguros. Esses que ficarão e também vão morar nos lugares onde mora meu povo estarão seguros. Então haverá muito para reconstruir. E logo, logo após os Pahana voltarão. Eles trarão com eles o amanhecer do Quinto Mundo. Eles plantarão as sementes da sabedoria deles nos corações das pessoas. Até mesmo agora as sementes estão sendo plantadas. Estes seguirão o “caminho” para o Aparecimento do Quinto Mundo.

“Os Hopi também predisseram que o coração da terra Hopi seria desenterrado, grandes perturbações desenvolverão um desequilíbrio na natureza, para os Hopi a terra deles é sagrada, é a imagem microcosmica do planeta inteiro; será refletida qualquer violação da natureza nos Quatro Cantos da Mãe Terra e será ampliada para toda parte da Terra.”


 

A roda do arco-íris (Jamie Sams)

A Roda do Arco-Íris representa a promessa de Paz entre todas as Nações e entre todo o Povo. A Raça do Arco-Íris vem reforçar a igualdade entre as nações e se opõe a idéia de uma raça superior que controlaria ou conquistaria outras raças. A Raça do Arco-Íris vem para trazer a Paz, através da consciência de que todas as raças constituem na verdade uma raça só. O Arco-Íris encarna a idéia da Unidade de todas as cores e a idéia de que todos os credos devem trabalhar juntos, visando o bem comum. Quando todos os Caminhos que conduzem a Totalidade forem respeitados por todos os povos, a profecia do Arco-Íris estará sendo cumprida.

Na época em que vivi no México e trabalhei com as Avós, junto a sociedade do Búfalo da Dimensão dos Sonhos, ou com a Fraternidade Feminina, descobri que muitas profecias derivadas de Videntes e Sonhadores haviam se conservado através dos Tempos. A profecia da A Roda do Arco-Íris, por exemplo, era bastante clara.

“Quando o Tempo do Búfalo estiver para chegar, a terceira geração de crianças de olhos brancos deixará crescer os cabelos, e começará a falar do Amor que trará a cura para todos os filhos da Terra. Estas crianças buscarão novas maneiras de compreender a si próprias e aos outros. Usarão penas, colares de contas, e pintarão os rostos. Buscarão os Anciões da nossa Raça vermelha para beber da fonte de sua Sabedoria. Estas crianças de olhos brancos servirão como sinal de que os nossos Ancestrais estão retornado em corpos brancos por fora, mas vermelhos por dentro. Elas aprenderão a caminhar em equilíbrio na superfície da mãe terra, e saberão levar novas idéias aos chefes brancos. Estas crianças também terão de passar por provas, como acontecia quando eram Ancestrais vermelhos. Serão usadas substâncias pouco comuns, como Água de Fogo por exemplo, para observar se ela continuarão a caminhar firmemente dentro do Caminho Sagrado.”


O que são os Guerreiros do Arco-Íris?
 Tanya Ramalho Ayakan 


Os Nativos de várias regiões do Planeta, em suas profecias, nos contaram que, quando a Terra estivesse agonizando e a Sabedoria Ancestral estivesse quase esquecida, Guerreiros de Paz de todas as raças (cores) se levantariam para restaurar o Jardim Planetário…
Segundo as Profecias, num passado remoto combinamos que nos lembraríamos uns aos outros da ligação de Tudo e de Todos e da necessária cooperação e igualdade, da inexistência de fronteiras e desigualdades, da possibilidade de viver em HARMONIA E PAZ sobre o corpo Sagrado de Nossa Mãe, a Terra.
Para isso criamos símbolos, palavras, cantos e sons, bem como olhares e toques que nos fariam lembrar dessa Irmandade que veio para resgatar o Planeta dos tempos de trevas…
E aqui estamos nós, nos encontrando, nos relembrando, nos conectando como as células da BORBOLETA que estavam espalhadas, diluídas e adormecidas no corpo da LAGARTA.
Quando a Lagarta começa a agonizar, as células da BORBOLETA (os Guerreiros da Luz) começam a comunicar-se telepaticamente e dirigem-se para o encontro. A união dessas células luminosas começa a formar o corpo da Borboleta, órgão a órgão, pedacinho por pedacinho… E em breve seremos um só Corpo Luminoso!
Acredito que estamos no momento telepático de comunicação luminosa… Somos as células de um Planeta Novo… É a Tribo do Arco-Íris se encontrando, relembrando…
Nos reunimos em Rodas Sagradas, tocamos nossos Tambores, queimamos Ervas Sagradas, trilhamos Caminhos Mágicos, criamos Transdisciplinaridade e Transreligiosidade, respeitamos os Ecossistemas e todas as formas de vida, nos comunicamos virtualmente pelo sistema neural internet, nos vestimos de forma diferente, nossos olhos brilham de uma forma mágica, nossos corações pulsam em sintonia com os pulsares do TODO inseparável…

Enquanto muitas células da lagarta estão se destruindo, crescendo descontroladamente como um cancer planetário, nós estamos nos encontrando para formar o corpo alado da Grande Borboleta Gaia.

Existe uma inquietação entre esses Guerreiros-células luminosas… Muitos estão ouvindo o chamado, alguns já encontraram seu lugar de cooperação, outros estão ainda buscando…
Infelizmente alguns estão adiando este momento, se anestesiando com drogas de todos os tipos, inclusive as encontradas nas farmácias…

Mas mesmo assim esta Luz se espalha de forma mágica e progressiva, telepaticamente, muito mais do coração do que do cérebro tridimensional, é muito forte, irresistível mesmo!
Estamos sendo ativados para nos encontrarmos (a nossa própria Essência luminosa e nossos Irmãos-Guerreiros) e para realizarmos a transmutação Planetária, de Lagarta para Borboleta, cada Guerreiro em seu lugar, cumprindo seu Sagrado Papel!
Muitas “ferramentas” estão sendo dispensadas para a Humanidade nestes tempos… São os nossos aliados na Grande Transformação!
Contamos com o apoio e a cooperação de Seres Invisíveis, dos Sábios Ancestrais, dos Mestres Realizados de todos os tempos e de todas as Culturas neste grandioso empreendimento.
Estão hoje disponíveis muitos livros, filmes, redes filosóficas, espaços Sagrados “reais” e virtuais, etc., que acionam a Sabedoria Sagrada Interior… Muitos “segredos” escondidos por éons estão sendo agora revelados…
Que ouça quem tem ouvidos para ouvir, que veja quem tem olhos para ver!
Toda essa informação disponibilizada nas últimas décadas está aí para acionar nossa Sabedoria Interior, para fazer com que relembremos de nossos próprios Registros Ancestrais… Basta checar a ressonância em nosso próprio coração e então…
Como um legítimo Guerreiro do Arco-Íris, percorrer esse caminho luminoso e único, simultaneamente integrado como o UNO.
É assim, com toda essa vibração luminosa, que sairemos do casulo escuro da morte para o Vôo Mágico, transcendente, da Borboleta Cósmica.

Eu sou a Tanya e assim falei, ho! Passo o bastão!

Mitakuye Oyasin – Somos Todos Parentes!

Bênçãos de Luz e Paz,
Tanya Ramalho
Semente Cósmica

http://www.sementecosmicaterapias.blogspot.com

terça-feira, 14 novembro, 2017 Posted by | Repassando... | , , | Deixe um comentário

Repassando um apelo ecológico importante…

Antes que as abelhas sejam extintas

Quinta-feira, 25 de Setembro de 2014 20:14

 De: “Terra Lawson-Remer – Avaaz” <avaaz@avaaz.org>

Para: “henriquermiranda@yahoo.com.br” <henriquermiranda@yahoo.com.br>
Caros amigos,

Abelhas estão sendo dizimadas no mundo todo, pondo em risco nossa produção de alimentos. Cientistas culpam pesticidas tóxicos, banidos na União Europeia depois de uma mega-campanha da Avaaz. Em quatro dias, os EUA podem aderir à proibição e inspirar outros governos a fazer o mesmo. Este é o melhor momento para salvarmos as abelhas da extinção. Assine a petição e encaminhe esse e-mail:

assine a peticao

Silenciosamente, bilhões de abelhas estão sendo dizimadas, pondo em risco nossa produção de alimentos. Abelhas não apenas fazem mel – elas são uma força de trabalho imensa, polinizando 75% das plantas que cultivamos. Mas em quatro dias os EUA podem dar um passo em direção à proibição dos pesticidas tóxicos responsáveis pela mortandade.

Nós sabemos que podemos conseguir a proibição  – depois de uma mega-campanha da Avaaz no ano passado, a União Europeia baniu essa mesma categoria de venenos, considerada por diversos cientistas como a responsável pela morte em massa das abelhas. Nesse exato momento fábricas de componentes químicos estão fazendo forte lobby junto às autoridades norte-americanas para impedir uma mudança. Mas informantes da Avaaz dizem que uma pressão pública massiva poderia ser o fiel da balança a nosso favor. Vamos fazer pressão! Um banimento feito pelos EUA pode deflagrar um “efeito dominó” no resto do mundo.

Não temos tempo a perder
 a força-tarefa que cuida do assunto na Casa Branca apresentará propostas para a regulação na terça-feira. Não estamos falando apenas da sobrevivência das abelhas, estamos falando da nossa própria sobrevivência. Assine a petição imediatamente – vamos fazer um zunido global pedindo que os EUA proíbam esses químicos assassinos, antes que as abelhas sejam extintas:

https://secure.avaaz.org/po/save_the_bees_us_pet_loc/?bmHEueb&v=47027

Abelhas são vitais para a vida na Terra: todos os anos, elas polinizam plantações, um trabalho que, se fosse pago, seria equivalente a cerca de 40 bilhões de dólares. Sem uma iniciativa imediata que assegure que as abelhas continuem a polinização, muitas das nossas frutas, vegetais e castanhas favoritas podem desaparecer das prateleiras dos supermercados e um terço da nossa oferta de alimentos pode sumir.

Nos anos recentes, temos visto um declínio grande no número de abelhas – algumas espécies já foram completamente extintas, e na Califórnia (o maior produtor de alimento dos EUA) apicultores perdem um terço de suas abelhas por ano. Cientistas têm procurado por uma resposta. Enquanto alguns estudos, em sua maior parte financiados pelas companhias químicas, afirmam que a mortandade é provocada por uma combinação de doenças, perda de habitat e químicos tóxicos, pesquisas independentes e reconhecidas concluíram que os pesticidas neonicotinoides são os responsáveis.

Foram essas evidências alarmantes, junto com uma campanha eficaz feita pela Avaaz e seus parceiros, que conseguiram o banimento pela União Europeia. A Agência de Proteção Ambiental norte-americana (EPA) deveria por lei regular esses tóxicos, mas – sob a influênca de grande companhias de produtos químicos – há anos tem fugido de suas responsabilidades. Agora a força-tarefa criada pela presidência dos EUA para tratar do assunto pode fazer com que a EPA cancele o registro dos pesticidas, proibindo sua venda nos Estados Unidos. Esta é a nossa chance!

O relatório da força-tarefa deve ser apresentado em quatro dias. Mais de 2,5 milhões de nós já apoiamos essa campanha. Vamos construir imediatamente uma petição com 3 milhões de assinaturas para salvar as abelhas, algo sem precedentes, e entregá-la aplicando estratégias de advocacy e trabalhando junto à imprensa para impedir acordos de bastidores que beneficiam apenas as grandes empresas. Assine a petição agora:

https://secure.avaaz.org/po/save_the_bees_us_pet_loc/?bmHEueb&v=47027

Não podemos mais deixar nossa delicada cadeia alimentar nas mãos de empresas de químicos e de “reguladores” que na verdade comem nas mãos dessas mesmas empresas. O banimento desses pesticidas nos deixará mais próximos de um mundo seguro para nós e para as demais espécies que nos são caras e de quem dependemos.

Com esperança,

Terra, Alex, Alice, Ari, Nick, Laila, Marigona, Ricken e o restante da equipe da Avaaz

domingo, 28 setembro, 2014 Posted by | Repassando... | , , , | Deixe um comentário

Planeta Terra: para ver, se emocionar e refletir…

Nada mais útil que, como aquecimento para a  Semana do Meio Ambiente que se iniciará segunda-feira, cada um de nós olhe mais de perto a situação ambiental da sua vizinhança, do seu bairro, da sua cidade, das comunidades e dos recursos naturais que nos rodeiam. A partir daí, podemos ampliar nossa visão para a questão ambiental planetária. E o vídeo cujo link repassamos abaixo pode nos ajudar a refletir.

Bom proveito…

sexta-feira, 30 maio, 2014 Posted by | Comentário, Repassando... | , , | Deixe um comentário

Sobre a Mãe Terra e os conceitos utópicos, mas necessários…

Colunistas| 24/05/2013

Responsabilidade face ao futuro da espécie humana

A aceitação do conceito da Mãe Terra, inclusive pelas Nações Unidas, vem ao encontro daquilo que já nos anos 20 do século passado o geoquímico russo Wladimir Vernadsky conceitualizou como biosfera. Esse reconhecimento comporta consequências importantes. A mais imediata delas é que a Terra viva é titular de direitos.

Leonardo Boff

Numa votação unânime de 22 de abril de 2009 a ONU acolheu a ideia, durante muito tempo proposta pelas nações indígenas e sempre relegada, de que a Terra é Mãe. Por isso a ela se deve o mesmo respeito, a  mesma veneração e o mesmo cuidado que devotamos às nossas mães. A partir de agora, todo dia 22 de abril não será apenas o dia da Terra, mas o dia da Mãe Terra.
Esse reconhecimento comporta consequências importantes. A mais imediata delas é que a Terra viva é titular de direitos. Mas não só ela e, sim, também todos os seres orgânicos e inorgânicos que  a compõem; são, cada um a seu modo, também portadores de direitos. Vale dizer, cada ser possui valor intrínseco, como enfatiza a Carta da Terra, independentemente do uso ou não que fizermos dele. Ele tem direito de existir e de continuar a existir neste planeta e de não ser maltratado nem eliminado.
Essa aceitação do conceito da Mãe Terra vem ao encontro daquilo que já nos anos 20 do século passado o geoquímico russo Wladimir Vernadsky (1983-1945), criador do conceito de biosfera (o nome foi cunhado do geólogo  austríaco  Eduard Suess (1831-1914) que chamava de ecologia global no sentido de ecologia o globo terrestre como um todo. Conhecemos a ecologia ambiental, a politico-social e a mental.  Faltava uma ecologia global da Terra tomada como uma complexa unidade total. Na esteira do geoquímico russo, recentemente, James Lovelock,  com dados empíricos novos, apresentou a hipótese Gaia, hoje já aceita como teoria científica: a Terra efetivamente comparece como um superorganismo  vivo que se autorregula, tese apoiada pela teoria dos sistemas, da cibernética e pelos biólogos chilenos Maturana e Varela.
Vernadsky entendia a biosfera como aquela camada finíssima que cerca a Terra, uma espécie de sutil tecido indivisível que capta as irradiações do cosmos e da própria Terra e as transforma em energia terrestre altamente ativa. A vida se realiza aqui.
Nesse todo se encontra a multiplicidade dos seres em simbiose entre si, sempre interdependentes de forma que todos se autoajudam para existir, persistir e co-evoluir. A espécie humana é parte deste todo terrestre, aquela porção que pensa, ama, intervém e constrói civilizações.
A espécie humana possui uma singularidade no conjunto dos seres: cabe-lhe a responsabilidade ética de cuidar, manter as condições que garantam a sustentabilidade do todo.
Como  descrevemos no artigo anterior, vivemos gravíssimo risco de destruir a espécie humana e todo o projeto planetário. Fundamos, como afirmam alguns cientistas, o antropoceno: uma nova era geológica com altíssimo poder de destruição, fruto dos últimos séculos que significaram  um desarranjo perverso do equilíbrio do sistema Terra. Como enfrentar esta nova situação nunca ocorrida antes de forma globalizada?
Temos pessoalmente trabalhado os paradigmas da sustentabilidade e do cuidado como relação amigável e cooperativa para com a natureza. Queremos agora, brevemente, apresentar um complemento necessário: a ética da responsabilidade do filósofo alemão Hans Jonas (1903-1993) com o seu conhecido Princípio responsabilidade, seguido pelo Princípio vida.
Jonas parte da triste verificação de que o projeto da tecno-ciência tornou a natureza extremamente vulnerável a ponto de não ser impossível o desaparecimento a espécie humana. Daí emerge a responsabilidade humana, formulada neste imperativo: Aja de tal  maneira que os efeitos  de suas ações não destruam a possibilidade futura da vida.
Jonas trabalha ainda com outra categoria que deve ser bem entendida para não provocar uma paralisação: o temor e o medo  (Furcht). O medo aqui possui um significado pedestre, um medo que nos leva instintivamente  a preservar a vida e toda a espécie. Há efetivamente o temor de que se deslanche um processo irrefreável de destruição em massa, com os meios diante dos quais não tínhamos temor em construir e que, agora, temos fundado temor de que nos podem realmente destruir a todos. Daí nasce a responsabilidade face às novas tecnociências como a biotecnologia e a nanotecnologia, cuja capacidade de destruição é inconcebível. Temos que realmente nos responsabilizar pelo futuro da espécie humana por temor do desaparecimento e muito mais por amor à nossa própria vida. Queremos viver e irradiar.

Leonardo Boff é teólogo e escritor

quinta-feira, 30 maio, 2013 Posted by | Repassando... | , , | Deixe um comentário

De que vale a vida sem sonhos?

SITIO 1A tão temida morte, porque inevitável, não é importante. É apenas uma passagem compulsória, imprevisível e irrevogável para o lado desconhecido do caminho e que consome inutilmente um tempo precioso que poderíamos investir do lado de cá, tornando a vida mais interessante, face aos desafios que nos impomos a enfrentar. Isto preenche a vida, isto nos dá massa crítica e espiritual para alimentar os dias, isto nos impede de “sentar no trono de um apartamento, com a boca  escancarada cheia de dentes, esperando a morte chegar“. Por ter sido sempre assim a minha vida, não poderia mudar, pois como o filosofou o escorpião, “não posso fugir à minha natureza”. Há cerca de três anos, assumi o desafio de transformar uma casa velha com um imenso quintal abandonado, em um esconderijo prazeroso. Ainda não cheguei aonde quero, mas ele já é um cantinho feliz e aconchegante. Mas já é quase um desafio vencido e o quixote que mora em mim não sossega. Eu quero mais, muito mais. Por isso, aos 69 anos, comprei dez hectares de terra semi-destruída pela predação histórica dos homens onde, por extrema sorte, sobrou uma nascente de água em meio a um resto de mata terciária. Encantou-me a possibilidade de resgatar este território judiado, torná-lo  ambientalmente recuperado e produtivo, com um laguinho em cujas margens farei uma casinha de pedra com varanda, para deitar-me em fins de tarde e banhar meu velho corpo em águas limpas e claras. Será como bater papo com Deus todas os dias…

Loucura? Desperdício de dinheiro? Delírio de velho? Qual nada! De que valerão meus dias se ficar descansando na varanda do cantinho que já construí, pensando na pressão alta, no ácido úrico, na glicose e nos triglicérides? Pensando na morte? Não, amigos, este velho quixote assumiu mais um combate com (talvez) um novo moinho-de-vento. E se esse combate é risível para muitos, para mim significa permanecer na luta, no bom combate. E ladeado por meu fiel escudeiro Sancho (João um amigo de verdade) e o velho Renault como meu Rocinante, já iniciei a labuta…

Precisava de uma estrada interna e, embora fosse muito mais barato utilizar um trator, estou construindo-a à mão, minimizando o impacto ambiental. Nesta contrução, descobri um bacurizal nativo em formação, que só precisa de algum manejo para dar-me frutas saborosas (estava lá, só esperando cuidados para superar a judiação dos homens). A fonte ainda tem alguma vegetação terciária às margens, mas precisa de reforço arbóreo e já planejei plantar espécies regionais nas clareiras existentes. Uma outra área, sem vegetação alguma, está pedindo vida e lá vou formar um pomar, enquanto aproveito o espaço existente para colher milho, feijão e macaxeira (pois eu também gosto de comida boa).

E vejam vocês, como as idéias loucas ainda encontram adeptos: não bastando meu amigo João (que perde horas e dias planejando e trabalhando comigo), o cara que me vendeu a terra (e que já mora na cidade), me presenteou com 40 mudas de coqueiro para o pomar e 100 mudas de açaí para reforçar a mata ciliar da nascente… Talvez ele esteja sublimando, na minha loucura, o desejo que ele não poude realizar…

Talvez meu dinheiro não seja suficiente, talvez o corpo me falhe, mas terei dias fascinantes (embora trabalhosos) pela frente…

Como disse inicialmente, a morte não é importante. Ela parece ser tão importante “porque vivemos ajoelhados” diante dos nossos medos, receios e comodismos. E para resistir a vergar os joelhos, lembro-me sempre do inesquecível Che: “Sonha e serás livre de espírito… luta e serás livre na vida“.

Bom fim-de-semana a todos…

domingo, 17 março, 2013 Posted by | Comentário | , , , | Deixe um comentário

Sobre o tempo em que cuidar da Vida era natural…


DESABAFO

Na fila do supermercado, o caixa diz uma senhora idosa:

– A senhora deveria trazer suas próprias sacolas para as compras, uma vez que sacos de plástico não são amigáveis ao meio ambiente.

A senhora pediu desculpas e disse:

– Não havia essa onda verde no meu tempo.

O empregado respondeu:

-Esse é exatamente o nosso problema hoje, minha senhora. Sua geração não se preocupou o suficiente com  nosso meio ambiente.

-Você está certo – responde a velha senhora – nossa geração não se preocupou adequadamente com o meio ambiente. Naquela época, as garrafas de leite, garrafas de refrigerante e cerveja eram devolvidos à loja. A loja mandava de volta para a fábrica, onde eram lavadas e esterilizadas antes de cada reuso, e eles, os fabricantes de bebidas, usavam as garrafas, umas tantas outras vezes.

Realmente não nos preocupamos com o meio ambiente no nosso tempo. Subíamos as escadas, porque não havia escadas rolantes nas lojas e nos escritórios. Caminhamos até o comércio, ao invés de usar o nosso carro de 300 cavalos de potência a cada vez que precisamos ir a dois quarteirões.

Mas você está certo. Nós não nos preocupávamos com o meio ambiente. Até então, as fraldas de bebês eram lavadas, porque não havia fraldas descartáveis. Roupas secas: a secagem era feita por nós mesmos, não nestas máquinas bamboleantes de 220 volts. A energia solar e eólica é que realmente secavam nossas roupas. Os meninos pequenos usavam as roupas que tinham sido de seus irmãos mais velhos, e não roupas sempre novas.

Mas é verdade: não havia preocupação com o meio ambiente, naqueles dias. Naquela época só tínhamos somente uma TV ou rádio em casa, e não uma TV em cada quarto.E a TV tinha uma tela do tamanho de um lenço, não um telão do tamanho de um estádio; que depois será descartado como?

Na cozinha, tínhamos que bater tudo com as mãos porque não havia máquinas elétricas, que fazem tudo por nós. Quando embalávamos algo um pouco frágil para o correio, usamos jornal amassado para protegê-lo, não plastico bolha ou pellets de plástico que duram cinco séculos para começar a degradar. Naqueles tempos não se usava um motor a gasolina apenas para cortar a grama, era utilizado um cortador de grama que exigia músculos. O exercício era extraordinário, e não precisava ir a uma academia e usar esteiras que também funcionam a eletricidade.

Mas você tem razão: não havia naquela época preocupação com o meio ambiente. Bebíamos diretamente da fonte, quando estávamos com sede, em vez de usar copos plásticos e garrafas pet que agora lotam os oceanos. Canetas: recarregávamos com tinta umas tantas vezes ao invés de comprar uma outra. Abandonamos as navalhas, ao invés de jogar fora todos os aparelhos ‘descartáveis’ e poluentes só porque a lámina ficou sem corte.

Na verdade, tivemos uma onda verde naquela época. Naqueles dias, as pessoas tomavam o bonde ou ônibus e os meninos iam em suas bicicletas ou a pé para a escola, ao invés de usar a mãe como um serviço de táxi 24 horas. Tínhamos só  uma tomada em cada quarto, e não um quadro de tomadas em cada parede para alimentar uma dúzia de aparelhos. E nós não precisávamos de um GPS para receber sinais de satélites a milhas de distância no espaço, só para encontrar a pizzaria mais próxima.

Então, não é risível que a atual geração fale tanto em meio ambiente, mas não quer abrir mão de nada e não pensa em viver um pouco como na minha época?
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PS: Procura-se o autor.

terça-feira, 27 setembro, 2011 Posted by | Repassando... | , , | Deixe um comentário

Meio ambiente: Energia limpa por uma cabeça iluminada…

Me é sempre prazeiroso postar aqui tecnologias novas ambientalmente adequadas, economicamente viáveis e socialmente includentes. E se essas tecnologias envolvem profissionais brasileiros, o prazer é maior ainda, pois deixa uma perspectiva de autonomia tecnológica neste mundo globalizado em que, geralmente, nos tornamos consumidores escravos. Além do mais, quando o Estado apoia estas tecnologias, renovo minhas esperanças na construção de políticas públicas democráticas, emancipadoras e voltadas para o bem estar coletivo. E o que repasso abaixo enquadra-se perfeitamente neste meu perfil de blogueiro que busca ser responsável.

Imaginem, um poste de iluminação pública alimentado permanentemente por energia limpa! Imaginem as ruas de uma cidade iluminadas permenentemente por energia limpa! Que contribuição para um país extenso como o nosso e que tem um imenso território onde a luz elétrica sequer está presente (ou existe, mas através de geradores altamente poluentes e que consomem combustíveis fósseis)!

Claro que a consolidação de uma idéia como esta carece não somente de tecnologia e apoio, mas também de educação cidadã que impeça a vandalização dos sistemas em funcionamento. Mas isso é outra história, a criatividade e a esperança de um mundo melhor e sustentável se renova a cada iniciativa como esta…

Leiam e espalhem a esperança…

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Publicada em 28.03.2010

Energia elétrica

Cem por cento limpeza

Por GEVAN OLIVEIRA
Empresário cearense desenvolve o primeiro poste de iluminação pública 100% alimentado por energia eólica e solar

Não tem mais volta. As tecnologias limpas – aquelas que não queimam combustível fóssil – serão o futuro do planeta quando o assunto for geração de energia elétrica. E, nessa onda, a produção eólica e solar sai na frente, representando importantes fatias na matriz energética de vários países europeus, como Espanha, Alemanha e Portugal, além dos Estados Unidos. Também está na dianteira quem conseguiu vislumbrar essa realidade, quando havia apenas teorias, e preparou-se para produzir energia sem agredir o meio ambiente. No Ceará, um dos locais no mundo com maior potencial energético (limpo), um ‘cabeça chata’ pretende mostrar que o estado, além de abençoado pela natureza, é capaz de desenvolver tecnologia de ponta.

O professor Pardal cearense é o engenheiro mecânico Fernandes Ximenes, proprietário da Gram-Eollic, empresa que lançou no mercado o primeiro poste de iluminação pública 100% alimentado por energias eólica e solar. Com modelos de 12 e 18 metros de altura (feitos em aço), o que mais chama a atenção no invento, tecnicamente denominado de Produtor Independente de Energia (PIE), é a presença de um avião no topo do poste.

Feito em fibra de carbono e alumínio especial – mesmo material usado em aeronaves comerciais –, a peça tem três metros de comprimento e, na realidade, é a peça-chave do poste híbrido. Ximenes diz que o formato de avião não foi escolhido por acaso. A escolha se deve à sua aerodinâmica, que facilita a captura de raios solares e de vento. “Além disso, em forma de avião, o poste fica mais seguro. São duas fontes de energia alimentando-se ao mesmo tempo, podendo ser instalado em qualquer região e localidade do Brasil e do mundo”, esclarece.

Tecnicamente, as asas do avião abrigam células solares que captam raios ultravioletas e infravermelhos por meio do silício (elemento químico que é o principal componente do vidro, cimento, cerâmica, da maioria dos componentes semicondutores e dos silicones), transformando-os em energia elétrica (até 400 watts), que é armazenada em uma bateria afixada alguns metros abaixo. Cumprindo a mesma tarefa de gerar energia, estão as hélices do avião. Assim como as naceles (pás) dos grandes cata-ventos espalhados pelo litoral cearense, a energia (até 1.000 watts) é gerada a partir do giro dessas pás.

Cada poste é capaz de abastecer outros três ao mesmo o tempo. Ou seja, um poste com um “avião” – na verdade um gerador – é capaz de produzir energia para outros dois sem gerador e com seis lâmpadas LEDs (mais eficientes e mais ecológicas, uma vez que não utilizam mercúrio, como as fluorescentes compactas) de 50.000 horas de vida útil dia e noite (cerca de 50 vezes mais que as lâmpadas em operação atualmente; quanto à luminosidade, as LEDs são oito vezes mais potentes que as convencionais). A captação (da luz e do vento) pelo avião é feita em um eixo com giro de 360 graus, de acordo com a direção do vento.

À prova de apagão

Por meio dessas duas fontes, funcionando paralelamente, o poste tem autonomia de até sete dias, ou seja, é à prova de apagão. Ximenes brinca dizendo que sua tecnologia é mais resistente que o homem: “As baterias do poste híbrido têm autonomia para 70 horas, ou seja, se faltarem vento e sol 70 horas, ou sete noites seguidas, as lâmpadas continuarão ligadas, enquanto a humanidade seria extinta porque não se consegue viver sete dias sem a luz solar”.

O inventor explica que a ideia nasceu em 2001, durante o apagão. Naquela época, suas pesquisas mostraram que era possível oferecer alternativas ao caos energético. Ele conta que a caminhada foi difícil, em função da falta de incentivo – o trabalho foi desenvolvido com recursos próprios. Além disso, teve que superar o pessimismo de quem não acreditava que fosse possível desenvolver o invento. “Algumas pessoas acham que só copiamos e adaptamos descobertas de outros. Nossa tecnologia, no entanto, prova que esse pensamento está errado. Somos, sim, capazes de planejar, executar e levar ao mercado um produto feito 100% no Ceará. Precisamos, na verdade, é de pessoas que acreditem em nosso potencial”, diz.

Mas esse não parece ser um problema para o inventor. Ele até arranjou um padrinho forte, que apostou na ideia: o governo do estado. O projeto, gestado durante sete anos, pode ser visto no Palácio Iracema, onde passa por testes. De acordo com Ximenes, nos próximos meses deve haver um entendimento entre as partes. Sua intenção é colocar a descoberta em praças, avenidas e rodovias.

O empresário garante que só há benefícios econômicos para o (possível) investidor. Mesmo não divulgando o valor necessário à instalação do equipamento, Ximenes afirma que a economia é de cerca de R$ 21.000 por quilômetro/mês, considerando-se a fatura cheia da energia elétrica. Além disso, o custo de instalação de cada poste é cerca de 10% menor que o convencional, isso porque economiza transmissão, subestação e cabeamento. A alternativa teria, também, um forte impacto no consumo da iluminação pública, que atualmente representa 7% da energia no estado. “Com os novos postes, esse consumo passaria para próximo de 3%”, garante, ressaltando que, além das vantagens econômicas, existe ainda o apelo ambiental. “Uma vez que não haverá contaminação do solo, nem refugo de materiais radioativos, não há impacto ambiental”, finaliza Fernandes Ximenes.
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A reportagem é mais longa e interessante. Quem desejar saber mais acesse o link

http://www.fiec.org.br/portalv2/sites/revista/home.php?st=interna2&conteudo_id=35404

quinta-feira, 27 maio, 2010 Posted by | Comentário, Repassando... | , , , , | 4 Comentários

Na reciclagem, como na Natureza, nada se perde…

BLOGUE RECICLAGEM reciclar2

Conheça a telha feita com o tubo de pasta de dente
O tubo da pasta de dente é feito com 75% de plástico e 25% de alumínio.

Construção sustentável: cresce o mercado de produtos feitos com matéria-prima reciclada. Na grande São Paulo, uma empresa produz telhas ecológicas com tubos de pasta de dente!

Uma ideia simples, mas muito lucrativa e ecológica!  A empresária Cláudia Rozansky usa tubos de pasta de dente para fabricar telhas e placas. As placas são utilizadas na construção civil e nas áreas de decoração e arquitetura.

Durante 6 meses, a empresária testou vários produtos até decidir pelo tubo de creme dental feito com 75% de plástico e 25% de alumínio.

“Tanto o plástico quanto o alumínio demorariam de 100 a 500 anos para se degragadar na natureza”, explica a empresária.

A empresa tem 16 funcionários e a fabricação mensal é de 4 mil telhas e placas ecológicas. A telha representa 70% do faturamento do negócio. A empresária compra por mês 60 toneladas de tubos de creme dental que não passaram pelo controle de qualidade dos fabricantes.

Quando a matéria-prima chega, vai direto para o triturador. Não é preciso fazer nenhuma triagem. Tudo é aproveitado. Depois de moído, o material é colocado em bandejas e prensado a uma temperatura de 180º C. Por último, o produto é cortado.

Para fazer uma telha de pouco mais de dois metros são necessários, em média, 700 tubos de creme dental. Na fábrica, tudo é reaproveitado: as rebarbas das telhas, das placas e até o pó gerado no corte dos produtos. Toda sobra volta para a máquina de prensa e é transformada em novas telhas e placas ecológicas.

“Infelizmente nós não estamos podendo produzir mais por problemas de insumos. Não temos matéria-prima suficiente para produzir a demanda do mercado”, avisa Cláudia.

O investimento inicial para abrir uma fábrica como esta é de R$ 500 mil. A empresária recuperou o dinheiro em um ano e meio. O maior gasto neste negócio é com a compra de máquinas, trituradores e prensas.

As telhas e as placas, além de ecológicas, têm grandes vantagens, segundo a empresária. São flexíveis, isolam a acústica e o calor.

“Diminui o calor ambiente praticamente de 30% a 40%, fazendo inclusive a diminuição para uso de ar-condicionado” , observa a empresária.

A empresa vende os produtos no atacado e no varejo para 90 clientes espalhados pelo Brasil. No varejo, o preço de cada telha ecológica – de 2,2 metro de comprimento por 90 centímetros de largura sai por R$ 32. Ela é, em média, 3 vezes mais cara do que a telha de amianto. Mas, para a empresária a vantagem é que as telhas recicladas são mais leves e resistentes: suportam até 200 quilos.

As telhas e as placas ecológicas da empresária Cláudia Rozansky conquistaram grandes empresas, como uma loja de material de construção. Por mês, Cláudia vende para a loja 200 telhas e 100 placas.

“A gente resolveu investir nessa linha de telhas e placas porque além delas terem esse apelo ecológico que é o nosso propósito, também é um produto de excelente desempenho”, afirma o gerente da loja Estevão Gazzinelli.

E deu certo! Os produtos ecologicamente corretos garantem 20% do faturamento da loja. O artista plástico Renato Caldas é um dos clientes. Para construir o ateliê dele, em Cotia, na grande São Paulo, Renato comprou 85 telhas produzidas pela empresária Cláudia Rozansky.

“Sempre que eu posso, eu compro produtos ecológicos. Eu acho que cabe cada vez mais ao consumidor procurar produtos que tenham origem de reciclagem, origens ecológicas, origens certificadas” , diz o artista plástico.

“Uma ótima aceitação no mercado. Temos filas de espera de clientes. A demanda é muito grande. E hoje cada vez mais o consumidor está se conscientizando de usar produtos reciclados que estamos tratando da natureza. Enfim, é um ótimo negócio”, avisa Cláudia.

Na Revista Pequenas Empresas e Grandes Negócios leia uma reportagem sobre negócios ecológicos.

Fonte: http://pegntv. globo.com/ Pegn/0,6993, LIR335163- 5027,00.html

segunda-feira, 15 junho, 2009 Posted by | Repassando... | , , | Deixe um comentário