Livre pensar é só pensar!

Para não desligar os neurônios

Mostrando o que a oposição canalha esconde…

É um grande presente de Natal para quem deseja um país melhor, a notícia repassada abaixo pelo navegante e amigo Carlos Germer – SC. Claro que nós não veremos esta notícia na imprensa Piqguiana, reacionária e golpista. Ela só noticia aquilo que fomenta o odiojornalismo e o golpe político. Mas os fatos emergem, apesar dela… Com poucas mas eficientes mudanças, o governo já reverteu mais essa desigualdade histórica. Bom Natal a nós que sonhamos e grande choro silencioso aos coxinhas de todas as nuances.
O sábio e saudoso Paulo Freire deve  estar sorrindo na tumba..

Feliz Natal a todos!

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Carlos Germer

Para

Dez 23 em 10:50 AM

quarta-feira, 24 dezembro, 2014 Posted by | Comentário, Repassando... | , , | Deixe um comentário

A educação na pós-modernidade…

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Fonte: umsabadoqualquer.com

sexta-feira, 14 junho, 2013 Posted by | Repassando... | , , | Deixe um comentário

Professores: apesar de também falharem em suas responsabilidades, eles acertaram…

Quarta-feira, 16 de Novembro de 2011 10:52

(repassada pelo navegante Carlos Germer)

MENSAGEM TELEFÔNICA  CRIATIVA DE UMA ESCOLA Esta é a mensagem que os professores de  uma escola decidiram gravar na secretária eletrônica.
A escola cobra responsabilidade dos alunos  e dos pais perante as faltas e trabalhos de casa e, por isso, ela e os professores estão  sendo processados por pais que querem que seus filhos sejam  aprovados, mesmo com muitas faltas e sem fazer os trabalhos escolares. Eis a mensagem gravada:
– Olá! Para que  possamos ajudá-lo, por favor, ouça todas as opções:
– Para mentir sobre o motivo das faltas do seu filho – tecle 1.
– Para dar uma desculpa por seu filho não ter feito o  trabalho de casa – tecle 2.
– Para se queixar sobre o que nós fazemos – tecle 3.
– Para insultar os professores – tecle 4.
– Para saber por que não foi informado sobre o que consta no  boletim do seu filho, ou em diversos documentos que lhe enviamos – tecle 5.
– Se quiser que criemos o seu filho – tecle 6.
– Se quiser agarrar, esbofetear ou agredir alguém – tecle 7.
– Para pedir um professor novo pela terceira vez este ano –  tecle  8.
– Para se queixar do transporte escolar – tecle 9.
– Para se queixar da alimentação fornecida pela escola – tecle 0.
– Mas se você já compreendeu que este é um  mundo real, e que seu filho deve ser responsabilizado pelo próprio  comportamento, pelo seu trabalho na aula, pelas tarefas de casa, e que a  culpa da falta de esforço do seu filho não é culpa do professor, desligue e tenha um  bom dia!REPASSE  PRA UM AMIGO PROFESSOR OU PROFESSORA DE SUA LISTA. PODE SER QUE MAIS ALGUÉM QUEIRA FAZER A  MESMA COISA QUE ESTA ESCOLA FEZ._______________________________________________________________________________________________________________________

 

quarta-feira, 16 novembro, 2011 Posted by | Repassando... | , , | Deixe um comentário

A escola é o nosso espelho…

A polêmica atual neste mundo cada vez mais louco em que vivemos situa-se, entre os teóricos, no desencanto da modernidade e o radicalismo da pós-modernidade. E a educação, neste contexto, seria a estimuladora proativa desta nova consciência. Muito pouco, porém, paramos para pensar na escola como uma decorrência da sociedade em que vivemos: as suas práticas e os seus conteúdos são determinados pelos valores e ideologias vigentes fora dos muros escolares. Os professores são gente. Os pais são gente. Os alunos são gente. Os comunicadores, empresários e políticos são gente (embora muitas vezes duvidemos disso). E todos eles, queiram ou não, são responsáveis pelo que ocorre no âmbito escolar: o que se ensina, as relações inter-pessoais praticadas, os valores sedimentados. E esta realidade escolar, como a realidade do entorno, é de pós-modernidade: individualismo exacerbado, exercício socialmente irresponsável do poder pessoal, excessos de demanda de uma cidadania distorcida (onde existem apenas os direitos). E a escola, assim, tornou-se a reprodutora da pós-moral da pós-modernidade, com suas poucas qualidades (a liberdade individual, por exemplo) e suas imensas mazelas.

Neste cenário, o libelo que repasso abaixo é altamente crítico e um gesto desesperado de revolta diante disso tudo que presenciamos hoje.

Leiam e reflitam…

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Amilton Loyola confessa ter matado o professor Kássio Vinícius Castro Gomes

Posted on dezembro 9, 2010

O universitário preso em Belo Horizonte após a morte de um professor confessou o crime em depoimento à Polícia Civil nesta quarta-feira (8). De acordo com o delegado Breno Pardini, Amilton Loyola assumiu ter esfaqueado o professor e disse que era perseguido por ele. A motivação, segundo Pardini, será investigada e diverge da versão de testemunhas de que uma nota baixa recebida pelo aluno seria a causa da agressão.

O professor Kássio Vinícius Castro Gomes tinha 39 anos, era casado e deixou dois filhos, de acordo com informações de amigos. O crime aconteceu na noite desta terça-feira (7) dentro do Instituto Metodista Izabela Hendrix, próximo à Praça da Liberdade, na região centro-sul de Belo Horizonte. Após esfaquear o professor, o aluno fugiu de moto.

DESAGRAVO DO PROFº IGOR P. WILDMANN

Amigos,

Embora há muito tempo desligado daquela instituição, como ex-professor do Instituto Metodista Izabela Hendrix, fiquei profundamente consternado com o caso do universitário que, revoltado com suas notas baixas, cravou uma faca no coração de seu professor, na cantina, em pleno horário escolar, à frente de todos.

Escrevi um desagravo e, em minha opinião, a pérfida ilusão vendida a muitos alunos despreparados, sobre a escola (e a vida) como lugares supostamente cheios de direitos e pobres em deveres, acaba por contribuir para ambientes propensos à violência moral e física.

Espero que, se concordarem com os termos, repassem adiante, sem moderação. A divulgação é livre.

Abraços

Igor

J’ACUSE!!! (Eu acuso!!!). (Tributo ao professor Kássio Vinícius Castro Gomes).


Mon devoir est de parler, je ne veux pas être complice
(Meu dever é falar, não quero ser cúmplice). (Émile Zola)

Foi uma tragédia fartamente anunciada. Em milhares de casos, desrespeito. Em outros tantos, escárnio. Em Belo Horizonte, um estudante processa a escola e o professor que lhe deu notas baixas, alegando que teve danos morais ao ter que virar noites estudando para a prova subsequente. (Notem bem: o alegado “dano moral” do estudante foi ter que… estudar!).

A coisa não fica apenas por aí. Pelo Brasil afora, ameaças constantes. Ainda neste ano, uma professora brutalmente espancada por um aluno. O ápice desta escalada macabra não poderia ser outro.

O professor Kássio Vinícius Castro Gomes pagou com sua vida, com seu futuro, com o futuro de sua esposa e filhas, com as lágrimas eternas de sua mãe, pela irresponsabilidade que há muito vem tomando conta dos ambientes escolares.

Há uma lógica perversa por trás dessa asquerosa escalada. A promoção do desrespeito aos valores, ao bom senso, às regras de bem viver e à autoridade foi elevada a método de ensino e imperativo de convivência supostamente democrática.

No início, foi o maio de 68, em Paris: gritava-se nas ruas que “era proibido proibir”. Depois, a geração do “não bate, que traumatiza”. A coisa continuou: “Não reprove, que atrapalha”. Não dê provas difíceis, pois “temos que respeitar o perfil dos nossos alunos”.

Aliás, “prova não prova nada”. Deixe o aluno “construir seu conhecimento.” Não vamos avaliar o aluno. Pensando bem, “é o aluno que vai avaliar o professor”. Afinal de contas, ele está pagando…

E como a estupidez humana não tem limite, a avacalhação geral epidêmica, travestida de “novo paradigma” (Irc!), prosseguiu a todo vapor, em vários setores: “o bandido é vítima da sociedade”, “temos que mudar ‘tudo isso que está aí’; “mais importante que ter conhecimento é ser ‘crítico’.”

Claro que a intelectualidade rasa de pedagogos de panfleto e burocratas carreiristas ganhou um imenso impulso com a mercantilização desabrida do ensino: agora, o discurso anti-disciplina é anabolizado pela lógica doentia e desonesta da paparicação ao aluno – cliente…

Estamos criando gerações em que uma parcela considerável de nossos cidadãos é composta de adultos mimados, despreparados para os problemas, decepções e desafios da vida, incapazes de lidar com conflitos e, pior, dotados de uma delirante certeza de que “o mundo lhes deve algo”.

Um desses jovens, revoltado com suas notas baixas, cravou uma faca, com dezoito centímetros de lâmina, bem no coração de um professor. Tirou-lhe tudo o que tinha e tudo o que poderia vir a ter, sentir, amar.

Ao assassino, corretamente , deverão ser concedidos todos os direitos que a lei prevê: o direito ao tratamento humano, o direito à ampla defesa, o direito de não ser condenado em pena maior do que a prevista em lei. Tudo isso, e muito mais, fará parte do devido processo legal, que se iniciará com a denúncia, a ser apresentada pelo Ministério Público. A acusação penal ao autor do homicídio covarde virá do promotor de justiça. Mas, com a licença devida ao célebre texto de Emile Zola, EU ACUSO tantos outros que estão por trás do cabo da faca:

EU ACUSO a pedagogia ideologizada, que pretende relativizar tudo e todos, equiparando certo ao errado e vice-versa;

EU ACUSO os pseudo-intelectuais de panfleto, que romantizam a “revolta dos oprimidos” e justificam a violência por parte daqueles que se sentem vítimas;

EU ACUSO os burocratas da educação e suas cartilhas do politicamente correto, que impedem a escola de constar faltas graves no histórico escolar, mesmo de alunos criminosos, deixando-os livres para tumultuar e cometer crimes em outras escolas;

EU ACUSO a hipocrisia de exigir professores com mestrado e doutorado, muitos dos quais, no dia-a-dia, serão pressionados a dar provas bem tranquilas, provas de mentirinha, para “adequar a avaliação ao perfil dos alunos”;

EU ACUSO os últimos tantos Ministros da Educação, que, em nome de estatísticas hipócritas e interesses privados, permitiram a proliferação de cursos superiores completamente sem condições, frequentados por alunos igualmente sem condições de ali estar;

EU ACUSO a mercantilização cretina do ensino, a venda de diplomas e títulos sem o mínimo de interesse e de responsabilidade com o conteúdo e formação dos alunos, bem como de suas futuras missões na sociedade;

EU ACUSO a lógica doentia e hipócrita do aluno-cliente, cada vez menos exigido e cada vez mais paparicado e enganado, o qual, finge que não sabe que, para a escola que lhe paparica, seu boleto hoje vale muito mais do que seu sucesso e sua felicidade amanhã;

EU ACUSO a hipocrisia das escolas que jamais reprovam seus alunos, as quais formam analfabetos funcionais só para maquiar estatísticas do IDH e dizer ao mundo que o número de alunos com segundo grau completo cresceu “tantos por cento”;

EU ACUSO os que aplaudem tais escolas e ainda trabalham pela massificação do ensino superior, sem entender que o aluno que ali chega deve ter o mínimo de preparo civilizacional, intelectual e moral, pois estamos chegando ao tempo no qual o aluno “terá direito” de se tornar médico ou advogado sem sequer saber escrever, tudo para o desespero de seus futuros clientes-cobaia;

EU ACUSO os que agora falam em promover um “novo paradigma”, uma “ nova cultura de paz”, pois o que se deve promover é a boa e VELHA cultura da “vergonha na cara”, do respeito às normas, à autoridade e do respeito ao ambiente universitário como um ambiente de busca do conhecimento;

EU ACUSO os “cabeça-boa” que acham e ensinam que disciplina é “careta”, que respeito às normas é coisa de velho decrépito,

EU ACUSO os métodos de avaliação de professores, que se tornaram templos de vendilhões, nos quais votos são comprados e vendidos em troca de piadinhas, sorrisos e notas fáceis;

EU ACUSO os alunos que protestam contra a impunidade dos políticos, mas gabam-se de colar nas provas, assim como ACUSO os professores que, vendo tais alunos colarem, não têm coragem de aplicar a devida punição.

EU VEEMENTEMENTE ACUSO os diretores e coordenadores que impedem os professores de punir os alunos que colam, ou pretendem que os professores sejam “promoters” de seus cursos;

EU ACUSO os diretores e coordenadores que toleram condutas desrespeitosas de alunos contra professores e funcionários, pois sua omissão quanto aos pequenos incidentes é diretamente responsável pela ocorrência dos incidentes maiores;

Uma multidão de filhos tiranos que se tornam alunos-clientes serão despejados na vida como adultos eternamente infantilizados e totalmente despreparados, tanto tecnicamente para o exercício da profissão, quanto pessoalmente para os conflitos, desafios e decepções do dia-a-dia.

Ensimesmados em seus delírios de perseguição ou de grandeza, estes jovens mostram cada vez menos preparo na delicada e essencial arte que é lidar com aquele ser complexo e imprevisível que podemos chamar de “o outro”.

A infantilização eterna cria a seguinte e horrenda lógica, hoje na cabeça de muitas crianças em corpo de adulto: “Se eu tiro nota baixa, a culpa é do professor. Se não tenho dinheiro, a culpa é do patrão. Se me drogo, a culpa é dos meus pais. Se furto, roubo, mato, a culpa é do sistema. Eu, sou apenas uma vítima. Uma eterna vítima. O opressor é você, que trabalha, paga suas contas em dia e vive sua vida. Minhas coisas não saíram como eu queria.

Estou com muita raiva. Quando eu era criança, eu batia os pés no chão. Mas, agora, fisicamente, eu cresci. Portanto, você pode ser o próximo.”

Qualquer um de nós pode ser o próximo, por qualquer motivo. Em qualquer lugar, dentro ou fora das escolas. A facada ignóbil no professor Kássio dói no peito de todos nós. Que a sua morte não seja em vão. É hora de repensarmos a educação brasileira e abrirmos mão dos modismos e invencionices. A melhor “nova cultura de paz” que podemos adotar nas escolas e universidades é fazermos as pazes com os bons e velhos conceitos de seriedade, responsabilidade, disciplina e estudo de verdade.

Igor Pantuzza Wildmann

Advogado—DoutoremDireito.Professoruniversitário

domingo, 13 fevereiro, 2011 Posted by | Comentário, Repassando... | , , , , | Deixe um comentário

ENEM: a nova bolinha de papel do PIG

Blog das frases com Saul Leblon

ELES QUEREM UM TERCEIRO TURNO

3,3 milhões de estudantes prestaram as provas do ENEM deste ano, uma forma mais democrática de concorrer nacionalmente a 83 mil vagas em 84 universidades federais do país. Ocorreram falhas que demonstram a necessidade de ajustes no sistema: 31 mil cadernos da prova amarela,por exemplo, tinham defeitos de impressão. Destes, apenas 21 mil exemplares chegaram a ser distribuídos – a maioria acabou trocada no local do exame. O Inep estima que entre 2 mil e 3 mil estudantes tenham sido prejudicados –repita-se de um total de 3,3 milhões de participantes. O MEC já assegurou a esses jovens a possibilidade de refazer o exame em condições de isonomia, ou seja, a tempo de concorrer às vagas disponíveis nas universidades federais. Mas a mídia demotucana está sôfrega. Inconformada. Não digeriu o caroço da derrota eleitoral do seu candidato por uma diferença de 12 milhões de votos. Atenção, 12 milhões de votos rechaçaram adicionalmente o golpismo udenista. O mesmo que agora regurgita um ressentimento encalacrado no sistema digestivo e tenta transformar 0,04% dos participantes do ENEM em militancia a serviço de um revanchismo cego pela derrota no escrutínio democrático. É preciso avisar aos senhores da coalizão motucana e a seus ventrílocos no dispositivo midiático: a Constituição brasileira não prevê terceiro turno.

[Leia mais sobre investimentos do governo Lula na expansão do ensino superior]

quarta-feira, 10 novembro, 2010 Posted by | Repassando... | , , , | Deixe um comentário

Brigadão, Mãe (Ah! Que saudades…)

Eu e meus irmãos (principalmente os mais velhos), fomos criados à moda antiga. E nos últimos dias, um dos mais novos mandou um email aos demais irmãos, sobre a educação que tivemos em casa e que, segundo ele, foi infinitamente melhor do que a que vemos hoje por aí. A educação do tempo em que as mães não esperavam que a escola fizesse por ela… O email circulou entre os irmãos e irmãs e teve tal aprovação (e risos saudosos da nossa mãe que já se foi), que resolvi repassar o conteúdo a vocês…

Imagem: Mãe Quitéria, eu e metade dos irmãos

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Ensinamentos das Mães de Antigamente:

Coisas que nossas mães diziam e faziam…Era uma forma, hoje condenada pelos educadores e psicólogos, mas que funcionou com a gente (por isso não saímos por aí seqüestrando a namorada, nem matando os pais e os outros por aí)…

Minha mãe ensinou sobre:

VALORIZAR O SORRISO:
ME RESPONDE DE NOVO E EU TE ARREBENTO OS DENTES!”

RETIDÃO:
“EU TE AJEITO NEM QUE SEJA NA PORRADA!!!”

DAR VALOR AO TRABALHO DOS OUTROS
:
“SE VOCÊ E SEU IRMÃO QUEREM SE MATAR, VÃO PRA FORA. ACABEI DE LIMPAR A CASA!”

LÓGICA E HIERARQUIA:
“PORQUE EU DIGO QUE É ASSIM! PONTO FINAL! QUEM É QUE MANDA AQUI?”

MOTIVAÇÃO:
CONTINUA CHORANDO QUE EU VOU TE DAR UMA RAZÃO VERDADEIRA PARA VC CHORAR!”

CONTRADIÇÃO:
” FECHA A BOCA E COME!”

ANTECIPAÇÃO:
“ESPERA SÓ ATÉ SEU PAI CHEGAR EM CASA!”

PACIÊNCIA:
“CALMA!… NÃO SE PREOCUPE… QUANDO CHEGARMOS EM CASA, AÍ SIM, VOCÊ VAI VER SÓ…”

ENFRENTAR OS DESAFIOS:
“OLHE PARA MIM! ME RESPONDA QUANDO EU TE FIZER UMA PERGUNTA!”

RACIOCÍNIO LÓGICO:

SE VOCÊ CAIR DESSA ÁRVORE VAI QUEBRAR O PESCOÇO E AÍ EU VOU TE DAR UMA SURRA!”


MEDICINA:
PÁRA DE FICAR VESGO MENINO! PODE BATER UM VENTO E VOCÊ VAI FICAR ASSIM PARA SEMPRE.”

ECOLOGIA:
“SE VOCÊ NÃO COMER ESSAS VERDURAS, OS BICHOS DA SUA BARRIGA VÃO COMER VOCÊ!”

GENÉTICA:
VOCÊ É IGUALZINHO AO  SEU PAI!”


RAÍZES:
“TÁ PENSANDO QUE NASCEU DE FAMÍLIA RICA É?”

A SABEDORIA ACUMULADA:
“QUANDO VOCÊ TIVER A MINHA IDADE, VOCÊ VAI ENTENDER.”

JUSTIÇA:
“UM DIA VOCÊ TERÁ SEUS FILHOS, E EU ESPERO ELES FAÇAM PRÁ VOCÊ O MESMO QUE VOCÊ FAZ PRA MIM! AÍ VOCÊ VAI VER O QUE É BOM!”

RELIGIÃO:
“É MELHOR VOCÊ REZAR PARA ESSA MANCHA SAIR DO TAPETE!”

BEIJO DE ESQUIMÓ:
“SE RABISCAR DE NOVO, EU ESFREGO SEU NARIZ NA PAREDE!”

CONTORCIONISMO:
“OLHA SÓ ESSA ORELHA! QUE NOJO!”

DETERMINAÇÃO:
“VAI FICAR AÍ SENTADO ATÉ COMER TODA COMIDA!”

VENTRÍLOQUISMO:
“NÃO RESMUNGUE! CALA ESSA BOCA E ME DIGA POR QUE É QUE VOCÊ FEZ ISSO?”

SER OBJETIVO:
“EU TE AJEITO NUMA PANCADA SÓ!”

ESCUTAR:
“SE VOCÊ NÃO ABAIXAR O VOLUME, EU VOU AÍ E QUEBRO ESSE RÁDIO!”

TER GOSTO PELOS ESTUDOS:
“SE EU FOR AÍ E VOCÊ NÃO TIVER TERMINADO ESSA LIÇÃO, VOCÊ JÁ SABE!…”

COORDENAÇÃO MOTORA:
JUNTA AGORA ESSES BRINQUEDOS!! PEGA UM POR UM!!”


MATEMÁTICA:
“VOU CONTAR ATÉ DEZ. SE ESSE VASO NÃO APARECER VOCÊ LEVA UMA SURRA!”

Brigadão Mãe !!

quinta-feira, 11 fevereiro, 2010 Posted by | Comentário, Repassando... | , , , , | Deixe um comentário

Educação: avançar não exige recursos vultosos, exige vontade!

BLOGUE EDUCAÇÃO aquarela_01

Em contraposição à postagem anterior sobre educação, esta reportagem mostra o outro lado da mesma moeda educacional: criatividade para buscar soluções simples e funcionais. Mostar que mesmo em regiões ou sociedades pobres e/ou mal servidas em termos escolares, pode-se avançar em resultados educacionais positivos. É tudo a vontade política de fazer, tanto enquanto governo, como enquanto professor ou enquanto pai e cidadão.

Projeto de R$ 100 melhora resultado escolar, diz estudo

Seg, 08 Jun, 08h48

Um investimento de R$ 100 por pessoa ajuda professores a ensinar melhor. Estudo da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) aponta que o Pro-Letramento, programa do Ministério da Educação (MEC), causa impacto no resultado da Prova Brasil em Estados que aderiram ao sistema. O trabalho, assinado pelos professores Marta Barroso e Luiz Carlos Guimarães, revela que, onde já houve treinamento da maior parte dos professores, os resultados na Prova Brasil de português e matemática de alunos da 4ª série podem ser mais do que o dobro dos obtidos em Estados do Sudeste.

O impacto da prova elevou, por exemplo, o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) do Piauí de 2,8 pontos, em 2005, para 3,5 em 2007. “O que vemos indica realmente uma forte correlação entre as duas coisas: os Estados com maior índice de melhora são justamente aqueles onde o programa, no momento em que os alunos faziam a prova, havia formado uma proporção maior de professores. No outro extremo está um Estado como Sergipe, o último da região a efetivamente aderir ao programa”, concluem os professores.

Esse não é o primeiro programa de educação continuada desenvolvido pelo MEC. Houve outras tentativas tanto neste governo quanto no anterior e, como as avaliações mostram, os resultados foram pífios. O impacto do atual programa ainda é pequeno, mas o estudo aponta que Estados que passaram por ele foram além dos demais. Criado em 2007, o Pro-Letramento forma tutores para treinar seus colegas. Cada tutor recebia até o ano passado uma bolsa de R$ 100, reajustada agora para R$ 600, e material para dar aulas e distribuir aos colegas.

“É um material que não faz opção por um método de alfabetização, mas mostra ao professor como a criança adquire a base alfabética e o que ele deve estudar com o aluno”, diz a secretária de ensino básico do MEC, Maria do Pilar Lacerda e Silva. O custo é a impressão do material didático – feita por licitação e em grande quantidade, tornando-o mais barato – e o pagamento das bolsas. No final, sai por menos de R$ 100 por professor treinado. Até agora, 260 mil docentes foram treinados e a intenção é chegar a todos os 685 mil professores das séries iniciais no País. O programa não tem prazo para acabar. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

segunda-feira, 8 junho, 2009 Posted by | Comentário, Repassando... | , | Deixe um comentário

Educação e Estado: mais uma atitude vergonhosa!

Minha cabeça e meu coração socialista (a esquerdinha me chama de social-democrata!), explodem de felicidade quando entro em contato com atitudes como a do relato que repasso abaixo (e que me foi enviada pelo nosso RV Carlos Germer). Fatos como esse me convencem cada vez mais que discursos ideológicos não resolvem nada, as atitudes é que demonstram a ideologia real de cada um de nós. E essas atitudes não vêm necessariamente de atores sociais de esquerda ou  de direita. O país está cheio de conservadores e de “revolucionários” oportunistas, assim como possui alguns conservadores e revolucionários humanistas e ativos. Este empresário do relato, indiscutivelmente, pertence a esse último grupo. Em Administração, estuda-se o fenômeno do desempenho punitivo, isto é: alguém que por ir mais longe que os demais, que busca a excelência no que faz, é punido com mais trabalho ao invés de receber reconhecimento e recompensa. No caso desse empresário, ele está sendo punido por querer ser mais que um empresário ganancioso, por querer ser um cidadão socialmente comprometido. O fato relatado é antigo (1996), mas continua atual em muitas dimensões institucionais do Estado Brasileiro. Não conheço o empresário, mas gostaria de conhecê-lo e de saber o resultado desta briga judicial. Como se diz na minha terra: esse é um cabra macho, valente nas convições e nos enfrentamentos. Leiam, se revoltem como eu e busquem o primeiro paje´de magia negra pra encomendar um feitiço bem pesado pra esse(s) fiscal(is) do INSS…

10/3/2009 14:12:39 – <http://portalexame.abril.com.br/revista/exame/edicoes/0619/m0049688.html&gt;.

Sou um fora-da-lei

25/09/1996

Fui multado por pagar escola para os meus funcionários

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Por Silvino Geremia *

Acabo de descobrir mais um desses absurdos que só servem para atrasar a vida das pessoas que tocam este país: investir em educação é contra a lei. Vocês não acreditam? Minha empresa, a Geremia, tem 25 anos e fabrica equipamentos para extração de petróleo, um ramo que exige tecnologia de ponta e muita pesquisa. Disputamos cada pedacinho do mercado com países fortes, como os Estados Unidos e o Canadá. Só dá para ser competitivo se eu tiver pessoas qualificadas trabalhando comigo. Com essa preocupação criei, em 1988, um programa que custeia a educação em todos os níveis para qualquer funcionário, seja ele um varredor ou um técnico.

Este ano um fiscal do INSS visitou a empresa e entendeu que educação é salário indireto. Exigiu o recolhimento da contribuição social sobre os valores que pagamos aos estabelecimentos de ensino freqüentados por nossos funcionários, acrescidos de juros de mora e multa pelo não recolhimento ao INSS. Tenho que pagar 26 000 reais à Previdência por promover a educação dos meus funcionários? Eu acho que não. Por isso recorri à Justiça. Não é pelo valor, é porque acho essa tributação um atentado. Estou revoltado. Vou continuar não recolhendo um centavo ao INSS, mesmo que eu seja multado 1 000 vezes.

O Estado brasileiro está falido. Mais da metade das crianças que iniciam a 1a série não conclui o ciclo básico. A Constituição diz que educação é direito do cidadão e dever do Estado. E quem é o Estado? Somos todos nós. Se a União não tem recursos e eu tenho, eu acho que devo pagar a escola dos meus funcionários. Tudo bem, não estou cobrando nada do Estado. Mas também não aceito que o Estado me penalize por fazer o que ele não faz. Se a moda pega, empresas que proporcionam cada vez mais benefícios vão recuar.

Não temos mais tempo a perder. As leis retrógradas, ultrapassadas e em total descompasso com a realidade devem ser revogadas. A legislação e a mentalidade dos nossos homens públicos devem adequar-se aos novos tempos. Por favor, deixem quem está fazendo alguma coisa trabalhar em paz. Vão cobrar de quem desvia dinheiro, de quem sonega impostos, de quem rouba a Previdência, de quem contrata mão-de-obra fria, sem registro algum.

Sou filho de família pobre, de pequenos agricultores, e não tive muito estudo. Completei o 1o grau aos 22 anos e, com dinheiro ganho no meu primeiro emprego, numa indústria de Bento Gonçalves, na serra gaúcha, paguei uma escola técnica de eletromecânica. Cheguei a fazer vestibular e entrar na faculdade, mas nunca terminei o curso de Engenharia Mecânica por falta de tempo. Eu precisava fazer minha empresa crescer. Até hoje me emociono quando vejo alguém se formar. Quis fazer com meus empregados o que gostaria que tivessem feito comigo. A cada ano cresce o valor que invisto em educação porque muitos funcionários já estão chegando à Universidade.

O fiscal do INSS acredita que estou sujeito a ações judiciais. Segundo ele, algum empregado que não receba os valores para educação poderá reclamar uma equiparação salarial com o colega que recebe. Nunca, desde que existe o programa, um funcionário meu entrou na Justiça. Todos sabem que estudar é uma opção daqueles que têm vontade de crescer. E quem tem esse sonho pode realizá-lo porque a empresa oferece essa oportunidade. O empregado pode estudar o que quiser, mesmo que seja Filosofia, que não teria qualquer aproveitamento prático na Geremia. No mínimo, ele trabalhará mais feliz.

Meu sonho de consumo sempre foi uma Mercedes-Benz. Adiei sua realização várias vezes porque, como cidadão consciente do meu dever social, quis usar meu dinheiro para fazer alguma coisa pelos meus 280 empregados. Com os valores que gastei no ano passado na educação deles, eu poderia ter comprado duas Mercedes. Teria mandado dinheiro para fora do país e não estaria me incomodando com leis absurdas. Mas não consigo fazer isso. Sou um teimoso.

No momento em que o modelo de Estado que faz tudo está sendo questionado, cabe uma outra pergunta. Quem vai fazer no seu lugar? Até agora, tem sido a iniciativa privada. Não conheço, felizmente, muitas empresas que tenham recebido o tratamento que a Geremia recebeu da Previdência por fazer o que é dever do Estado. As que foram punidas preferiram se calar e, simplesmente, abandonar seus programas educacionais. Com esse alerta temo desestimular os que ainda não pagam os estudos de seus funcionários. Não é o meu objetivo. Eu, pelo menos, continuarei ousando ser empresário, a despeito de eventuais crises, e não vou parar de investir no meu patrimônio mais precioso: as pessoas. Eu sou mesmo teimoso.

*Silvino Geremia é empresário em São Leopoldo, no Rio Grande do Sul.

terça-feira, 10 março, 2009 Posted by | Comentário, Repassando... | , | Deixe um comentário

Educação no Brasil: o Gadotti tinha razão…E como!!

Moacir Gadotti, professor titular da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo, licenciado em PedagogiaFilosofia, mestre em Filosofia da Educação pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), doutor em Ciências da Educação pela Universidade de Genebra (Suíça) e livre docente pela Universidade Estadual de Campinas, participou do congresso da SBPC, em Belém do Pará, na década de 90. Àquela época e naquele evento, ele denunciou a “farsa das universidades brasileiras: professores que fingem que ensinam para alunos que fingem que aprendem”. Foi uma bomba! E uma bomba real, inegável! Por mais que os corporativismos tenham tentado disfarçar, a conclusão era incontestável! A partir daí, vários intrumentos políticos e pedagógicos passara a ser implementados pelo Ministério da Educação, sob os protestos e boicotes veementes da esquerdinha estudantil irresponsável e dos professores farsantes organizados, sob o argumento de “quebra da autonomia universitária pelo neo-liberalismo”  (acreditem se quiser!). Bem, os fatos atuais nos levam a acreditar que a conclusão do Gadotti era muito mais ampla do que aquela que ele colocou: nossa educação, em qualquer instância, está intelectualmente podre! E para reforçar a minha afirmação posto abaixo matéria a mim enviada pelo nosso leitor e colaborador Carlos Germer, que espero vocês possam usar como elemento de reflexão…

Comentário de Carlos Germer:

O Acho que o título está meio fajuto… mas, vale a pena ler. Foi feito um grande auê sobre este assunto, parecia que todos os professores haviam tirado ZERO. Mas a realidade é que apenas 3500 (entre 214 mil = 1,63%) tiraram esta nota –claro que mesmo assim é preocupante, pois nem tudo foi divulgado. Logicamente depõe contra a qualidade, pois seria motivo de grande orgulho um quadro diferente, onde nenhum ZERO houvesse, e todas as notas fossem acima –não de 5- mas de 9. Onde todos os professores primassem pela excelência. E pelo que consta se limita ao Estado de São Paulo, teria que haver também uma avaliação nos outros Estados. De qualquer forma, para mudar esse quadro é necessário que os pais se mobilizem e sejam participantes ativos nas escolas freqüentadas por seus filhos e filhas.

E se considerarem importante, repassem este artigo…


16/02/2009 – folha de s. paulo

Gilberto Dimenstein – <http://www1.folha.uol.com.br/folha/dimenstein/colunas/gd160209.htm&gt;. Acesso em: 19 fev. 2009.

Repitam a escola e os políticos. Não o aluno

O professor não é valorizado nem defendido pela sociedade, o que implica menos pressão contra os governantes

A semana passada ofereceu uma das mais didáticas aulas de que se tem notícia, no Brasil, sobre as causas do péssimo ensino público. É um marco no aprendizado de uma nação sobre sua realidade social.

Pela primeira vez o país teve uma noção mais precisa sobre a qualidade dos profissionais que estão em sala de aula, depois de revelado o resultado do teste inusitado aplicado entre 214 mil professores paulistas. Aproximadamente 40% tirou nota abaixo de cinco, ou seja, 96 mil professores, dos quais metade não chegou à nota três.

A partir dos resultados, faço aqui a seguinte sugestão: não repitam o aluno, repitam a escola e os políticos. É muito mais justo e, possivelmente, mais eficiente, do que descarregar a culpa da incompetência no estudante incapaz de aprender.

Frequentemente se aponta o sistema de progressão continuada, apelidado de aprovação automática -o aluno só repete depois de um ciclo de quatro anos, como um dos principais responsáveis pelo ensino ruim. Quanto mais temer a punição, mais o aluno tenderia a aprender. Vejamos o tamanho dessa asneira.

A maioria dos alunos da rede pública vem de famílias pobres, com baixo repertório cultural. Some-se a isso que uma boa parte deles sofre de problemas físicos e psicológicos, sem receber o tratamento adequado -só nessa questão estamos falando, segundo as pesquisas médicas, em 30% dos estudantes.

Eles frequentam colégios, em geral, com instalações péssimas; basta ver as bibliotecas, os laboratórios de ciências e de informática. Para completar, pegam professores, com baixa remuneração, despreparados e desmotivados, o que estimula o absenteísmo e a alta rotatividade. Políticas públicas mudam ao sabor dos prefeitos e governadores ou de seus secretários.

O que vimos, na semana passada, é que o despreparo é maior do que imaginávamos. Perceba que estamos falando aqui do Estado mais rico do país. Continue lendo

quinta-feira, 19 fevereiro, 2009 Posted by | Comentário, Repassando... | , | Deixe um comentário

Ah! Estes psicólogos…

Durante toda a minha vida, bati de frente com estes psicólogos que estragaram algumas gerações de pais e filhos que viraram pais, com a postura radical do diálogo interminável, do corretivo zero, dos direitos filiais plenos e irrevogáveis, reforçando e legitimando a impotência dos pais no processo de criação. Agora, notadamente nos últimos cinco anos, diante das barbaridades juvenis constantes e de loucuras de pais criados “modernamente” (filhos matando pais, pais matando filhos, o escambau!), estes profissionais começaram um movimento inverso. Revisão medrosa e disfarçada (para não serem culpados por suas posições “modernas” anteriores) dos seus “maravilhosos” conselhos. Já aparecem na televisão e na NET defendendo atitudes mais duras com as novas gerações.

O problema agora é que o judiciário, formado por juízes criados neste sistema “moderno”, parece não enxergar esta realidade e continua tirando dos pais que ainda tentam agir, toda e qualquer autoridade que não seja o diálogo absoluto. Juizes e outros paladinos tolhem os pais de seus direitos/deveres de controlar os filhos e depois, quando estes filhos atropelam alguém, queimam mendigos, batem em mulheres pobres na madrugada, estupram e matam, estes mesmos juizes e paladinos responsabilizam os pais. Chegaram ao cúmulo de condenar uma anciã aposentada e pobre a pagar a pensão alimentícia que o neto (sim, o neto!) não paga ao filho que gerou e largou no mundo. E chegaram a prender a velhinha, por ela tentar negar-se a pagar, por não ter recursos para tal!

Mas, pelo menos agora, já podemos ler psicólogos reformando posições. E o meu filho Diógenes, mais de 40 anos de idade e criado no sistema antigo, mandou-me a matéria abaixo. Dêem uma olhadinha:


ARTIGO PUBLICADO NO JB, DA DRª MARIA ISABEL, PROFESSORA DE PSICOLOGIA, Perdoem-me a dureza desse artigo, mas precisamos gritar alto: Basta!

CRIANDO UM MONSTRO

O que pode criar um monstro? O que leva um rapaz de 22 anos a estragar a própria vida e a vida de outras duas jovens por… Nada? Será que é índole? Talvez, a mídia? A influência da televisão? A situação social da violência? Traumas? Raiva contida? Deficiência social ou mental? Permissividade da sociedade? O que faz alguém achar que pode comprar armas de fogo, entrar na casa de uma família, fazer reféns, assustar e desalojar vizinhos, ocupar a polícia por mais de 100 horas e atirar em duas pessoas inocentes? O rapaz deu a resposta: ‘ela não quis falar comigo’. A garota disse não, não quero mais falar com você. E o garoto, dizendo que ama, não aceitou um não. Seu desejo era mais importante.

Não quero ser mais um desses psicólogos de araque que infestam os programas vespertinos de televisão, que explicam tudo de maneira muito simplista e falam descontextualizadamente sobre a vida dos outros sem serem chamados.

Mas ontem, enquanto não conseguia dormir pensando nesse absurdo todo, pensei que o não da menina Eloá foi o único. Faltaram muitos outros nãos nessa história toda.

Faltou um pai e uma mãe dizerem que a filha de 12 anos NÃO podia namorar um rapaz de 19.

Faltou uma outra mãe dizer que NÃO iria sucumbir ao medo e ir lá tirar o filho do tal apartamento a puxões de orelha.

Faltou outros pais dizerem que NÃO iriam atender ao pedido de um policial maluco de deixar a filha voltar para o cativeiro de onde, com sorte, já tinha escapado com vida.

Faltou a polícia dizer NÃO ao próprio planejamento errôneo de mandar a garota de volta pra lá.

Faltou o governo dizer NÃO ao sensacionalismo da imprensa em torno do caso, que permitiu que o tal seqüestrador conversasse e chorasse compulsivamente em todos os programas de TV que o procuraram.

Simples assim. NÃO. Pelo jeito, a única que disse não nessa história foi punida com uma bala na cabeça.

O mundo está carente de nãos.

Vejo que cada vez mais os pais e professores morrem de medo de dizer não às crianças.

Mulheres ainda têm medo de dizer não aos maridos ( e alguns maridos, temem dizer não às esposas ).

Pessoas têm medo de dizer não aos amigos

Noras que não conseguem dizer não às sogras.

Chefes que não dizem não aos subordinados.

Gente que não consegue dizer não aos próprios desejos.

E assim são criados alguns monstros.

Talvez alguns não cheguem a seqüestrar pessoas. Mas têm pequenos surtos quando escutam um não, seja do guarda de trânsito, do chefe, do professor, da namorada, do gerente do banco. Essas pessoas acabam crendo que abusar é normal. E é legal.

Os pais dizem, ‘não posso traumatizar meu filho’. E não é raro eu ver alguns tomando tapas de bebês com 1 ou 2 anos.

Outros gastam o que não têm em brinquedos todos os dias e festas de aniversário faraônicas para suas crias.

Sem falar nos adolescentes. Hoje em dia, é difícil ouvir alguém dizer: Não, você não pode bater no seu amiguinho. Não, você não vai assistir a uma novela feita para adultos. Não, você não vai passar a madrugada na rua. Não, você não vai dirigir sem carteira de habilitação. Não, você não vai beber uma cervejinha enquanto não fizer 18 anos. Não, essas pessoas não são companhias pra você. Não, hoje você não vai ganhar brinquedo ou comer salgadinho e chocolate. Não, aqui não é lugar para você ficar. Não, você não vai faltar na escola sem estar doente. Não, essa conversa não é pra você se meter. Não, com isto você não vai brincar. Não, hoje você está de castigo e não vai brincar no parque.

Crianças e adolescentes que crescem sem ouvir bons, justos e firmes NÃOS crescem sem saber que o mundo não é só deles. E aí, no primeiro não que a vida dá ( e a vida dá muitos ) surtam. Usam drogas. Compram armas. Transam sem camisinha. Batem em professores. Furam o pneu do carro do chefe. Chutam mendigos e prostitutas na rua. E daí por diante.

Não estou defendendo a volta da educação rígida e sem diálogo, pelo contrário. Acredito piamente que crianças e adolescentes tratados com um amor real, sem culpa, tranqüilo e livre, conseguem perfeitamente entender uma sanção do pai ou da mãe, um tapa, um castigo, um não. Intuem que o amor dos adultos pelas crianças não é só prazer – é também responsabilidade. E quem ouve uns nãos de vez em quando também aprende a dizê-los quando é preciso. Acaba aprendendo que é importante dizer não a algumas pessoas que tentam abusar de nós de diversas maneiras, com respeito e firmeza, mesmo que sejam pessoas que nos amem. O não protege, ensina e prepara.

Por mais que seja difícil, eu tento dizer não aos seres humanos que cruzam o meu caminho quando acredito que é hora – e tento respeitar também os nãos que recebo. Nem sempre consigo, mas tento. Acredito que é aí que está a verdadeira prova de amor. E é também aí que está a solução para a violência cada vez mais desmedida e absurda dos nossos dias.

sábado, 8 novembro, 2008 Posted by | Comentário, Repassando... | , , | 2 Comentários