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Ou, quem sabe, mais um tucano baleado pelas urnas…

segunda-feira, 29 abril, 2013 Posted by | Repassando... | , , | Deixe um comentário

A Globo: tentando encobrir o sol com a peneira (destroçada) do discurso…

Colunistas| 08/08/2011
DEBATE ABERTO

Globo: os princípios, a credibilidade e a prática

Deve ter sido coincidência. Todavia, não deixa de ser intrigante que os  Princípios Editoriais das Organizações Globo tenham sido divulgados apenas algumas semanas após o estouro do escândalo envolvendo a News Corporation e um dia depois que um ex-jornalista da própria Globo tenha postado em seu Blog orientação para tentar incompatibilizar o novo Ministro da Defesa com as Forças Armadas.

Venício Lima

Deve ter sido coincidência. Todavia, não deixa de ser intrigante que os “Princípios Editoriais das Organizações Globo” tenham sido
divulgados apenas algumas semanas após o estouro do escândalo envolvendo a News Corporation e um dia depois que um ex-jornalista da própria Globo tenha postado em seu Blog – com grande repercussão na blogosfera – que havia uma orientação na TV Globo para tentar incompatibilizar o novo Ministro da Defesa com as Forças Armadas.

Credibilidade: questão de sobrevivência
A credibilidade passou a ser um elemento absolutamente crítico no “mercado” da notícia. O monopólio dos velhos formadores de opinião não existe mais. Não é sem razão que as curvas de audiência e leitura da velha mídia estejam em queda e o “negócio”, no seu formato atual, ameaçado de sobrevivência.

Na contemporaneidade, são muitas as fontes de informação disponíveis para o cidadão comum e as TICs ampliaram de forma exponencial as possibilidades de checagem daquilo que está sendo noticiado. Sem credibilidade, a tendência é que os veículos se isolem e “falem”, cada vez mais, apenas para o segmento da população que compartilha previamente de suas posições editoriais e busca confirmação diária para elas, independentemente dos fatos.

O escândalo do “News of the World” explicitou formas criminosas de atuação de um dos maiores conglomerados de mídia do mundo, destruiu sua credibilidade e levantou a suspeita de que não é só o grupo de Murdoch que pratica esse tipo de “jornalismo”. Além disso, a celebrada autorregulamentação existente na Inglaterra – por mais que o fato desagrade aos liberais nativos – comprovou sua total ineficácia. As repercussões de tudo isso começam a aparecer. Inclusive na Terra de Santa Cruz.

Os Princípios da Globo
No Brasil ainda não existe sequer autorregulamentação e as Organizações Globo, o maior grupo de mídia do país, não tem um único Ombudsman em suas dezenas de veículos para acolher sugestões e críticas de seus “consumidores”. Neste contexto, a divulgação de princípios editoriais – sejam eles quais forem – é uma referência do próprio grupo em relação à qual seu jornalismo pode ser avaliado. Não deixa de ser um avanço.

A questão, todavia, é que o histórico da Globo não credencia os Princípios divulgados. Em diferentes ocasiões, ao longo dos últimos anos, coberturas tendenciosas que se tornaram clássicas, foram documentadas. E alguns pontos reafirmados e/ou ausentes dos Princípios agora divulgados reforçam dúvidas. Lembro dois: a presunção de inocência e as liberdades “absolutas”.

Presunção de inocência
O Código de Ética dos Jornalistas Brasileiros, adotado pela FENAJ, acolhe uma garantia constitucional (inciso LVII do artigo 5º) que tem origem na Revolução Francesa e reza em seu artigo 9º: “a presunção de inocência é um dos fundamentos da atividade jornalística”.

Não é necessário lembrar que o poder da velha mídia continua avassalador quando atinge a esfera da vida privada, a reputação das
pessoas, seu capital simbólico. Alguém acusado e “condenado” pela mídia por um crime que não cometeu dificilmente se recupera. Os efeitos são devastadores. Não há indenização que pague ou corrija os danos causados. Apesar disso, a ausência da presunção de inocência tem sido uma das características da cobertura política das Organizações Globo.

Um exemplo: no auge da disputa eleitoral de 2006, diante da defesa que o PT fez de filiados seus que apareceram como suspeitos no escândalo chamado de “sanguessugas”, o jornal “O Globo” publicou um box de “Opinião” sob o título “Coerência” (12/08/2006, Caderno A pp.3/4) no qual afirmava:

“Não se pode acusar o PT de incoerência: se o partido protege mensaleiros, também acolhe sanguessugas. Sempre com o argumento maroto de que é preciso esperar o julgamento final. Maroto porque o julgamento político e ético não se confunde com o veredicto da Justiça. (…) Na verdade, a esperança do PT, e de outros partidos com postura idêntica, é que mensaleiros e sanguessugas sejam salvos pela lerdeza corporativista do Congresso e por chicanas jurídicas. Simples assim.”

Em outras palavras, para O Globo, a presunção de inocência é uma garantia que só existe no Judiciário. A mídia pode denunciar, julgar e condenar. Não há nada sobre presunção de inocência nos Princípios agora divulgados.

Aparentemente, a postura editorial de 2006 continua a prevalecer nas Organizações Globo.

Liberdades absolutas?
Para as Organizações Globo a liberdade de expressão é um valor absoluto (Seção I, letra h) e “a liberdade de informar nunca pode ser considerada excessiva” (Seção III).
Sem polemizar aqui sobre a diferença entre liberdade de expressão e liberdade de imprensa – que não é mencionada sequer uma única vez nos Princípios – lembro que nem mesmo John Stuart Mill considerava a liberdade de expressão absoluta. Ela, como, aliás, todas as liberdades, têm como limite a liberdade do outro.

Em relação à liberdade de informar, não foi exatamente o fato de “nunca considerá-la excessiva” que levou a News Corporation a violar a intimidade e a privacidade alheia e a cometer os crimes que cometeu?

O futuro dirá
Se haverá ou não alterações na prática jornalística “global”, só o tempo dirá. Ao que parece, as ressonâncias do escândalo envolvendo o grupo midiático do todo poderoso Rupert Murdoch e a incrível capilaridade social da blogosfera, inclusive entre nós, já atingiram o maior grupo de mídia brasileiro.

A ver.

Professor Titular de Ciência Política e Comunicação da UnB (aposentado) e autor, dentre outros, de Regulação das Comunicações – História, poder e direitos, Editora Paulus, 2011.

terça-feira, 9 agosto, 2011 Posted by | Repassando... | , , | Deixe um comentário

A “indignação” dos indignos…

Está clara a estratégia do PIG (paladino das forças partidárias reacionárias do país) para os próximos meses: agir como a grande imprensa na Venezuela, no Equador, no Peru e alhures, tentando desestabilizar politicamente o governo nacional, repetindo o que ela mesma vem tentando há muito tempo no Brasil. Primeiro, passaram oito anos tentando atingir o governo Lula. Na sucessão, caluniaram não somente o Lula, mas tentaram desacreditar a candidata Dilma (para eles, um fantoche do Nunca Dantes) e inventaram até o atentado da bolinha de papel. Perdidas estas tentativas, começaram a futricar sobre a Dilma e o Lula, buscando a inimizade dos dois. No desespero de quem não ganha uma, forjaram até um beijo do Lula na boca de uma militante, buscando a condenação moral do mesmo e quem sabe, até mesmo abalar o seu casamento. Com o caso de corrupção no Ministério dos Transportes, adquiriram munição para tentar atingir a Dilma. Mas  presidenta agiu e está agindo sem medos e o que era a corrupção de grupos partidários e específicos, passou, em função dos pífios resultados reais (enlamear a presidenta e o seu governo), a uma tentativa de levar o povo às ruas contra a corrupção governamental. Como se corrupção no Brasil fosse privilégio de governantes. Como se as demais instituições republicanas e civis do país (incluindo-se aí a grande mídia) não abrigassem corrupções e agissem mais eficientemente contra ela do que a Dilma tem agido. Sentados na própria indignidade (mostrada todos os dias em seus atos manipulatórios pela imprensa virtual progressista). fingem-se de indignados para tentar insuflar a indignação popular, para que esta indignação insuflada faça o que eles não conseguem fazer: retomar o poder para continuar parasitando e vendendo o Brasil. Brincadeira… Mesmo depois de tantas derrotas, estes parasitas político-sociais continuam acreditando que o povo é burro, que não enxerga um palmo adiante do nariz. E os fatos mostram que eles vão quebrar a cara mais uma vez. Mas, como eles têm dinheiro para custear cirurgias plásticas, daqui a pouco estarão de novo, com nova cara, tentando as práticas antigas…

Leiam a análise do Miro Borges sobre mais esta tentativa manipulatória…
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21 Jul
Via tijolaço.com.br

Miro Borges e a marcha dos cheirosos

O leitor Calves alertou e a gente republica aqui o post do Altamiro Borges, um blogueiro que não dorme no ponto.

Mídia golpista convoca protestos de rua

Por Altamiro Borges

Testando o clima político, a mídia demotucana tem atiçado os seus  leitores, telespectadores e ouvintes para sentir se há condições para a  convocação de protestos de rua contra o governo Dilma. O mote dos  filhotes de Murdoch seria o do combate à corrupção, o da “ética”. A  experiência a copiar seria a da “revolução dos indignados” na Espanha.

Na prática, o objetivo seria o de reeditar as “Marchas com Deus”, que  prepararam o clima para o golpe de 1964, ou o finado movimento Cansei,  de meados de 2007, que reuniu a direita paulistana, os barões da mídia e  alguns artistas globais no coro do “Fora Lula”. Até agora, o teste não  rendeu os frutos desejados. Mas a mídia golpista insiste!

Visão conspirativa?

A idéia acima exposta pode até parecer conspirativa, amalucada. Mas é bom ficar esperto. Nos últimos dias, vários “calunistas” da imprensa têm conclamado a sociedade, em especial a manipulável “classe média”, a se rebelar contra os rumos do país. Parece algo articulado – “una solo voz”, como se diz na Venezuela sobre a ação golpista da mídia.

O primeiro a insuflar a revolta foi Juan Arias, correspondente do jornal  espanhol El País, num artigo de 11 de julho. O repórter, que adora  falar besteiras sobre o Brasil, criticou a passividade dos nativos,  chegando a insinuar que impera no país a cultura de que “todos são  ladrões”. Clamando pela realização de protestos de rua, ele provocou:  “Será que os brasileiros não sabem reagir à hipocrisia e à falta de  ética de muitos dos que os governam”.

O Globo e Folha

Logo na sequência, dia 17, O Globo publicou reportagem com o mesmo tom  incendiário. O jornal quis saber por que o povo não sai às ruas contra a  corrupção no governo Dilma. Curiosamente, o que prova as péssimas  intenções da famiglia Marinho, o diário só não publicou as respostas do  MST, que desmascaram as tramas das elites (leia aqui).

Já nesta semana, o jornal FSP (Folha Serra Presidente) entrou em campo  para reforçar o coro dos “indignados”. No artigo “Por que não reagimos”,  de terça-feira (19), o colunista Fernando de Barros e Silva, que nunca  escondeu a sua aversão às forças de esquerda, relembrou a falsa retórica  udenista do falecido Cansei:

O resmungo dos “calunistas”

“Por que os brasileiros não reagem à corrupção? Por que a indignação  resulta apenas numa carta enviada à redação ou numa coluna de jornal.  Por que ela não se transforma em revolta, não mobiliza as pessoas, não  toma as ruas? Por que tudo, no Brasil, termina em Carnaval ou em  resmungo?”.

Hoje, 21, foi a vez de Eliane Cantanhêde, a da “massa cheirosa do PSDB”.  Após exigir que Dilma seja mais dura contra a corrupção, ela cobra uma  reação da sociedade. “A corrupção virou uma epidemia… E os brasileiros  que estudam, trabalham, pagam impostos e já pintaram a cara contra  Collor, não estão nem aí? Há um silêncio ensurdecedor”.

Seletividade da mídia

Como se observa, o discurso é o mesmo. Ele conclama o povo a ir às ruas  contra a corrupção… no governo Dilma. De quebra, ainda tenta cravar  uma cunha entre a atual presidenta e o seu antecessor. A corrupção seria  uma “herança maldita” de Lula. A intenção não é a de apurar as  denúncias e punir os culpados, mas sim a de sangrar o atual governo.

Na sua seletividade, a mídia demotucana nunca convocou protestos contra o  roubo da privataria tucana ou contra a reeleição milionária de FHC. Ela  também nunca se indignou e exigiu que sejam desarquivadas as quase 100  CPIs contra as maracutaias do governo do PSDB de São Paulo. Para a mídia  golpista, o discurso da ética é funcional. Só serve para os inimigos!

Acorda Dilma!

É bom a presidenta Dilma ficar esperta. O tempo está se esgotando. A  fase do “namorico” com a mídia acabou. Das denúncias de corrupção, que  já sangram o governo há quase dois meses, a imprensa partidarizada já  passou para a fase da convocação de protestos de rua. Como principal  partido da oposição, a mídia retomou a ofensiva. E o governo se mantém  acuado, paralisado, sem personalidade.

sexta-feira, 22 julho, 2011 Posted by | Comentário, Repassando... | , , , | Deixe um comentário

A blogosfera “suja” está incomodando…

quinta-feira, 28 abril, 2011 Posted by | Repassando... | , , | Deixe um comentário

ELES, em 2011…

segunda-feira, 27 dezembro, 2010 Posted by | Repassando... | , , | Deixe um comentário