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Para não desligar os neurônios

E isso foi muito antes do Mensalão do PT…

Denúncias

Advogado diz que morte de modelo tem ligação com mensalão tucano

publicado em 22 de dezembro de 2013 às 0:01

Dino, em foto publicada na CartaCapital

Advogado acusa réu do mensalão tucano de ser mandante da morte de modelo

Por Lúcia Rodrigues, em Belo Horizonte*

Um homem acuado e com medo de morrer. É assim que o advogado Dino Miraglia se define.

Até 21 de agosto ele advogava para Nilton Monteiro, o delator do mensalão tucano, que está preso no complexo penitenciário de segurança máxima Nelson Hungria, em Contagem, região metropolitana de Belo Horizonte, acusado de ser falsário.

Nilton tinha intimidade com o ninho tucano em Minas Gerais. Participou de esquemas. Para figurões do PSDB, trata-se de um chantagista que decidiu ganhar dinheiro com informação, o que ele contesta.

[Leia aqui a entrevista exclusiva de Nilton Monteiro ao Viomundo]

O advogado Miraglia deixou a defesa de Nilton Monteiro após ter a residência invadida por um grupo de dez delegados da Polícia Civil de Minas Gerais que buscavam, segundo ele, um documento falso. O episódio lhe custou um casamento de décadas, 26 anos de união e seis, de namoro. Assustadas com a operação policial, que envolveu até helicóptero, mulher e filha resolveram se afastar dele.

A esposa já o havia advertido diversas vezes para recusar ações que atingissem políticos mineiros. Dino não ouviu os conselhos e continuou advogando para o delator do mensalão tucano.

A invasão da polícia para cumprimento de mandado de busca e apreensão foi a gota d’água para a família. Antes disso, ele já havia sido ameaçado de morte várias vezes devido à atuação nessas causas.

Apesar de não citar o nome de quem o ameaçou com uma pistola ponto 40, o advogado deixa transparecer que se trata de Márcio Nabak, delegado-chefe do Departamento Estadual de Operações Especiais, o Deoesp, de Minas Gerais.

O policial seria aliado de políticos denunciados no mensalão tucano, segundo o delator do esquema, Nilton Monteiro.

O advogado diz que a invasão policial teve forte impacto psicológico na família.

Ele descreve a cena que viu:

Cristiana, a modelo

“Mula” da corrupção tucana

No currículo profissional, Dino acumula ainda a defesa da família da modelo Cristiana Aparecida Ferreira assassinada, em agosto de 2000, nas dependências de um flat no centro de Belo Horizonte, por um ex-namorado, Reinaldo Pacífico de Oliveira Filho.

É um caso bizarro. Inicialmente a morte da modelo foi considerada “suicídio”.

Vejam aqui, no texto da revista Época.

Isso apesar desta descrição do corpo de Cristiana:

Quando nova perícia foi feita, a polícia passou a dizer que Cristiana foi vítima de crime passional.

Mas o advogado Dino sustenta que tratou-se de queima de arquivo.

Segundo ele, Cristiana tinha papel central no esquema de corrupção do PSDB em Minas Gerais.

Era ela quem transportava o dinheiro das transações do mensalão tucano.

Na linguagem popular, Cristiana era “mula” do esquema de corrupção.

O advogado acusa o ex-ministro do Turismo e das Relações Institucionais, Walfrido dos Mares Guia, um dos réus do mensalão tucano, de ser o mandante do crime.

De acordo com ele, Walfrido teria mandado matar Cristiana porque ela “sabia demais”.

“A morte da modelo foi encomendada”, frisa.

No julgamento do acusado de matar Cristiana, o ex-ministro e ex-vice-governador de Minas (no mandato de Eduardo Azeredo, 1995-1999) foi convocado a depor como testemunha, mas não compareceu. Alegou que estava em viagem aos Estados Unidos.

Acusado pelo crime, Reinaldo Pacífico de Oliveira Filho, um ex-namorado da vítima, está solto até hoje, apesar de ter sido condenado por júri popular a 14 anos de prisão e de a segunda instância ter ratificado a decisão.

“Nunca vi corno de garota-de-programa” que mata dois anos depois do fim do relacionamento, diz o advogado.

Segundo Dino, o assassino está em liberdade graças a um habeas corpus concedido de ofício pela ministra do STJ, o Superior Tribunal de Justiça, Laurita Vaz.

De acordo com o advogado, Cristiana aparece numa lista de pagamentos supostamente compilada pelo publicitário Marcos Valério, como beneficiária de mais de R$ 1,8 milhão.

Valério foi recentemente condenado pelo STF por conta do papel que desempenhou no mensalão petista: segundo a acusação, as empresas dele forjaram contratos de publicidade para encobrir desvio de dinheiro público em benefício do PT e de aliados.

O mesmo tipo de ação é atribuída a Valério no mensalão tucano, que é de 1998, quando Eduardo Azeredo fracassou na tentativa de se reeleger governador de Minas e FHC se reelegeu presidente.

Dino pediu o apensamento dos papéis nas quais a modelo é mencionada ao processo do mensalão tucano, que corre no STF e já inclui a chamada lista de Furnas.

Esta lista é uma relação detalhada de constribuições de campanha feitas com dinheiro que funcionários da estatal teriam arrancado de fornecedores da empresa.

Vários nomes se repetem nas duas listas — a de Valério e a de Furnas.

O objetivo da ação do advogado é mostrar a relação entre a morte da modelo e o esquema de corrupção tucano.

Segundo laudo da Polícia Federal, a lista de Furnas não foi forjada.

Já a lista de Marcos Valério, que Dino Miraglia encaminhou ao ministro Joaquim Barbosa para anexar ao processo do mensalão tucano, não tem laudo de autenticidade da PF.

O documento entregue a Barbosa seria uma cópia, o que impede perícia.

Medo no ar

Dino Miraglia relutou em conceder entrevista. Visivelmente assustado, lançou mão de subterfúgios para protelar o encontro, que ocorreu no começo da tarde do último dia 5.

O primeiro contato da reportagem ocorreu em 2 de dezembro, por meio de celular, e parecia normal.

Do outro lado da linha, o advogado informava que estava em São Paulo e que retornaria à capital mineira naquela noite. Marcou o encontro para o dia seguinte, às 10 horas da manhã, em seu escritório.

Pela porta de vidro opaco da sala de espera do gabinete de advocacia, vimos o vulto de um homem alto sair.

Minutos depois, a secretária recebeu um torpedo de Dino dizendo que não poderia comparecer ao escritório, porque teria de atender flagrante envolvendo um cliente.

Depois de várias outras tratativas telefônicas, quando já não contávamos com a entrevista, o advogado surpreendentemente concordou, questionando com voz de preocupação:  “Você pode vir aqui, agora (para o escritório)?”

O medo de Dino não é infundado. A política mineira é sui generis. Em nossa passagem por Belo Horizonte, constatamos situações que parecem justificar o receio. Alguns dos entrevistados só concordaram em falar em off (sem se identificar publicamente). No caso de uma das fontes, chegou às suas mãos, enquanto conversava conosco, um calhamaço de papéis com transcrições de diálogos de conversas grampeadas pela polícia mineira.

O monitoramento de adversários políticos em Minas faz lembrar o regime de exceção vivido durante a ditadura militar.

*A viagem da repórter a Minas Gerais, para fazer um balanço do mensalão tucano, foi financiada pelos leitores que contribuem com o Viomundo.

Ouça aqui a íntegra explosiva da entrevista:

Leia também:

Nilton Monteiro, delator do mensalão tucano, diz que é perseguido por Aécio Neves

Memória (reportagem da revista Época):

CRIME

E a farsa desmoronou

Novo laudo comprova que a morte de modelo não foi suicídio e promotores querem descobrir quem tentou abafar o caso

ROGER LIBÓRIO

Há crimes que, pela repercussão, geram um esforço de investigação impressionante – a ponto de, em poucos dias, serem elucidados. E há outros que só são apurados após muita insistência. O caso da modelo Cristiana Aparecida Ferreira, morta em agosto de 2000 num flat em Belo Horizonte, em Minas Gerais, pertence à segunda categoria.

Passados dois anos e meio do assassinato, foi apenas na semana passada que se conheceu oficialmente a causa da morte — Cristiana foi sufocada com um objeto de pano, que pode ter sido um travesseiro ou um lençol enrolado.

Ela foi agredida e as marcas da violência foram registradas em seu corpo. Para chegar a essa conclusão foi preciso reanalisar as fotos da vítima, exumar o cadáver e fazer uma necropsia. O primeiro laudo, que atestava ‘suicídio’, revelou-se uma grosseira peça de ficção. Os médicos-legistas responsáveis pelo documento, Remar dos Santos e Tyrone Abud Belmak, não se pronunciam.

O Ministério Público (MP) agora investiga por que foi montada a farsa, típica dos anos da ditadura.

Cristiana, morena de 1,78 metro, queria fazer carreira de modelo, mas, aos 24 anos, havia conseguido apenas se tornar uma figura popular entre os ricos e famosos da capital mineira.

Quando foi morta — aparentemente por um ex-namorado ciumento, que perdeu a carona na ascensão social e nas amizades importantes da moça –, o MP teve de enviar à polícia diversos ofícios pedindo a apuração do caso. ‘Requisitamos várias diligências, mas elas nunca foram feitas’, conta o promotor Luís Carlos Martins Costa.

Quando a polícia encaminha um cadáver para o IML, tem de preencher uma ficha pedindo vários tipos de exame — basta marcar um ‘x’ em cada um deles. Pode-se procurar, por exemplo, indícios de agressão física e violência sexual.

O corpo de Cristiana foi encontrado na cama apenas de sutiã, sem calcinha e com vários hematomas, mas os investigadores solicitaram apenas exame toxicológico, anotando ao lado: ‘Suspeita de suicídio’. Na cena do crime não havia nada que sugerisse isso, como vidro de raticida, seringa ou bilhete de despedida.

O boletim de ocorrência foi lavrado em 6 de agosto. Somente no dia 11 de dezembro, quatro meses depois, foi instaurado um inquérito policial. Ele passou por vários delegados e muitas trapalhadas — um ex-namorado, o empresário Luiz Fernando Novaes, chegou a ser preso e depois solto por falta de provas. A conclusão final, porém, foi novamente de ‘auto-extermínio’.

O Ministério Público teve de investigar sozinho, colher 41 depoimentos e pedir a exumação do cadáver.

O ex-namorado Reinaldo Pacífico, contra quem Cristiana já registrara um boletim de ocorrência por agressão, vinha perseguindo a modelo. Sujeito misterioso, ganhava a vida como detetive particular mas se apresentava como ‘juiz criminal’. Ele tornou-se o principal suspeito depois que uma testemunha — agora sob proteção federal — admitiu tê-lo ouvido confessar o crime.

Parece difícil, contudo, que Pacífico tenha sido capaz de agir sozinho na etapa seguinte do crime — a de embaralhar pistas e transformar sinais de um assassinato brutal em suicídio.

Essa tarefa exige a cumplicidade de policiais, além da boa vontade da cúpula da máquina de segurança de Minas Gerais — recursos pouco acessíveis na mala de truques de um detetive particular.

Por isso a promotoria agora quer apurar o que levou a polícia e os legistas a conduzirem a investigação de forma tão relapsa. ‘Há indícios de supressão e de alteração de documentos’, diz Martins Costa.

Entre outros papéis, sumiu o depoimento de um dos irmãos da vítima, Cláudio Ferreira, que havia dado a lista de todas as pessoas importantes com as quais Cristiana teria se relacionado. ‘O delegado chamou o rapaz alguns dias depois, disse que o depoimento não tinha validade e o questionou novamente, orientando para não citar nomes’, acusa o promotor.

Entre os famosos mencionados pela família de Cristiana estava Jairo Magalhães Costa, diretor do Banco Real, o único a admitir ter tido um caso com a moça.

Mas uma irmã da vítima, Simone Ferreira, testemunhou dizendo que ela ‘estava se encontrando’ com Djalma Moraes, presidente da Cemig.

Ele é casado, nega qualquer relacionamento com a modelo e declarou que a viu apenas duas vezes — foram apresentados pelo ex-secretário da Casa Civil Henrique Hargreaves.

Em outro depoimento, uma amiga de Cristiana disse que ela apregoava um breve caso com o ex-governador Newton Cardoso, que declarou jamais tê-la visto na vida. E vários parentes afirmaram que Cristiana era amiga próxima do ministro do Turismo, Walfrido Mares Guia, para quem trabalhava e viajava freqüentemente.

Num depoimento tomado às vésperas da posse na equipe de Lula, Mares Guia disse que a conhecia de vista. Para uma pessoa tão pouco relacionada, é surpreendente que tenha conseguido ser recebida no Palácio da Liberdade, quando chegou a ser fotografada ao lado do governador Itamar Franco — parentes dizem que ela fora pedir um emprego.

Entende-se que pessoas importantes queiram proteger sua intimidade, especialmente contra boatos que podem não ter fundamento.

Resta saber se foi por influência política que o primeiro laudo notava ‘ausência de lesões externas macroscopicamente visíveis’ num cadáver com três fraturas e vários hematomas. É um erro tão grosseiro que lembra os documentos produzidos nos anos de chumbo para mascarar a tortura de presos políticos.

Colaborou Paula Pereira

Veja também:

Fábio Konder Comparato: O dinheiro do mensalão caiu do céu?

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domingo, 29 dezembro, 2013 Posted by | Repassando... | , | Deixe um comentário

Chico Mendes, coitado, deve estar esperneando no túmulo…

Publicado em 28/12/2013

Bláblá e os protestos: incitar o caos não dá voto

Afinal, o que pensa a Bláblá ?

O Conversa Afiada reproduz artigo de Paulo Nogueira, extraído do Diário do Centro do Mundo:

Marina vai ter que fazer mais que torcer por novos protestos em 2014


Em seu comentado artigo de ontem na Folha, Marina deixou claro qual é sua grande arma e grande esperança para 2014: os protestos.
É compreensível.
O único nome na política que saiu intacto nas chamadas Jornadas de Junho foi o dela.
Para muita gente, em geral desavisada, Marina simbolizou, naqueles dias, um “jeito diferente” de fazer política.
Nas pesquisas, o favoritismo absoluto de Dilma pareceu ameaçado. Sua popularidade desabou. Num triunfo da esperança, a oposição achou que Dilma poderia estar acabada como candidata a um segundo mandato, ou alguma coisa próxima disso.
Marina cresceu em tais circunstâncias. Mais tarde, o fracasso em legalizar seu partido e o casamento de conveniência com Eduardo Campos tiraram boa parte do brilho e do ímpeto conquistado por Marina nas manifestações.
No eleitorado progressista, Marina se desgastou também ao repetir um chavão dos conservadores – o risco de “chavismo” no Brasil.
E Dilma, ao mesmo tempo, foi se recuperando. Hoje, passados alguns meses, e com o impacto positivo de ações sociais como o programa Mais Médicos, Dilma recuperou o amplo favoritismo.
Na maior parte das pesquisas, ela ganha com uma certa facilidade. Parecem grandes as chances de vitória no primeiro turno, nas circunstâncias atuais.
Mas e se houver uma nova rodada de protestos? A disputa fica aberta de novo? Marina vira uma candidata forte a ponto de Campos ser obrigado a ceder a ela a cabeça de chapa no PSB?
Bem, ao contrário do que Marina mostrou desejar em seu artigo, dificilmente o quadro se repetirá.
Primeiro, o fator surpresa não existirá mais. Segundo, com a confusão programática e pragmática da aliança com Campos, a aura de “diferente” de Marina perdeu muito.
Terceiro, os reais articuladores das manifestações – os jovens do Passe Livre – aprenderam uma lição prática.
Os protestos, na sua origem, tinham uma clara aura de reivindicações sociais. O que estava sendo dito nas ruas é que a sociedade queria menos pobreza, menos desigualdade, menos violência contra os índios, menos concessões aos conservadores em nome da “governabilidade”.
Depois, com a ajuda entusiasmada da mídia, houve uma manipulação. Malandramente, tentou-se dar à manifestações um caráter – falso – de cansaço da “corrupção”.
Foi quando a Veja colocou em suas páginas amarelas um celerado carioca que era “o rosto que emergiu das ruas”, pausa para rir. Pouco tempo depois, sem a ajuda da esquerda jovem, o “líder” da Veja reuniu dez pessoas num protesto que ele convocou como se fosse Danton.
Os garotos do PL perceberam a usurpação que se quis fazer nos protestos, e se recolheram. O resultado é que as manifestações imediatamente começaram a minguar. Perderam seu motor.
Dilma parece ter compreendido a mensagem das ruas. A firmeza com que enfrentou a resistência retrógrada no Mais Médicos foi um sinal disso.
Acelerar ações sociais em curso e promover novas é a melhor forma de prevenir manifestações. No Brasil, como de resto em quase todo o mundo, o alvo delas é a desigualdade social.
Marina vai ter que fazer mais, caso queira ter relevância em 2014, que torcer por novas Jornadas de Junho.
Ela vai ter que mostrar que tem planos reais para reduzir a iniquidade brasileira.
Até aqui, ela falou não mostrou nada neste que é o maior desafio nacional, embora tenha falado muito.

Clique aqui para ler “Bláblá sem voto incita o caos” E aqui para “Quantos planos a Bláblárina tem ?”

domingo, 29 dezembro, 2013 Posted by | Repassando... | , | Deixe um comentário

Esperando o Barbosa (sic)…

quinta-feira, 26 dezembro, 2013 Posted by | Repassando... | , , , | Deixe um comentário

A Seleção do PIG para 2014…

 Publicado em 25/12/2013

Nogueira monta seleção de reacionários de 2013

Diário do Centro do Mundo escala o “time dos sonhos” entre os jornalistas reacionários.

O Conversa Afiada reproduz artigo de Paulo Nogueira, extraído do Diário do Centro do Mundo:

Os jornalistas mais reacionários de 2013: minha seleção

Bem, final de ano é tempo de retrospectiva.
O DCM acompanhou a mídia com atenção, e então vai montar sua seleção de jornalistas do ano, o Time dos Sonhos do atraso e do reacionarismo, o TS, o melhor do pior que existiu na manipulação das notícias.
A cartolagem é parte integrante e essencial do TS: Marinhos, Frias, Civitas, Mesquitas etc.
À escalação:
No gol, Ali Kamel, diretor de jornalismo da TV Globo. Devemos a ele coisas como a magnífica cobertura da meia tonelada de cocaína encontrada no famoso Helicóptero do Pó, pertencente à família Perrella.
Kamel é também notável pela sagaz tese de que não existe racismo no Brasil.
Na ala direita, dois jogadores, porque pela esquerda ninguém atua. Reinaldo Azevedo e Augusto Nunes são os selecionados. Os blogueiros da Veja são entrosados, e pô-los juntos facilita o trabalho de treinamento do TS.
Azevedo se notabilizou, em 2013, por ser comparado por diferentes mulheres a diferentes animais, de pato a rottweiler.
Nunes brilhou por lances de genialidade e inteligência – e total ausência de preconceito —  como chamar Evo Morales de “índio de franja” e classificar Lula de “presidente retirante”.
Uma disputa interessante entre Nunes e Azevedo é ver quem utilizou mais a palavra “mensaleiros”. Gênios.
Na zaga, uma inovação: duas mulheres. Temos a cota feminina no TS do DCM. Eliane Cantanhede, colunista da Folha, e Raquel Scherazade, a versão feminina de Jabor.
Ambas defenderam valentemente o país dos males do lulopetismo, e fizeram a merecida apologia de varões de Plutarco da estatura de Joaquim Barbosa, o magistrado do apartamento de Miami.
No meio de campo, três jogadores de visão: Jabor, Merval e Míriam Leitão. Sim, a cota feminina subiu durante a montagem do TS.
Jabor se celebrizou em 2013 pela rapidez com que passou da condenação absoluta à louvação incondicional das jornadas de junho quando seus superiores na Globo lhe deram ordem para mudar o tom.
Merval entrará para a história pelo abraço fraternal em Ayres de Britto, registrado pelas câmaras. Merval conseguiu desmontar a tese centenária e mundialmente reverenciada de Pulitzer de que jornalista não tem amigo.
E Míriam Leitão antecipou todas as calamidades econômicas que têm assaltado o país, a começar pela redução da desigualdade e pelo nível de emprego recorde.
Numa frase espetacular em 2013, Míriam disse que só escreve o que pensa. Aprendemos então que ela é tão igual aos patrões que poderia ser o quarto Marinho, a irmãzinha de Roberto Irineu, João Roberto e Zé Roberto.
No ataque, dois Ricardos, também para facilitar o entrosamento. Ricardo Setti e Ricardo Noblat. Setti foi uma revelação, em 2013, no combate ao dilmismo, ao lulismo, ao bolivarianismo, ao comunismo ateu e à varíola. Noblat já é um jogador provado, e dispensa apresentações. Foi o primeiro blogueiro a abraçar a honrosa causa do 1% no Brasil.
Para completar o trio ofensivo, Eurípides Alcântara, diretor da Veja. Aos que temiam que a Veja pudesse se modernizar mentalmente depois da morte de Roberto Civita, Eurípides provou que sempre se pode ir mais adiante.
Suas últimas contratações são discípulos de Olavo de Carvalho, o astrólogo que enxerga em Obama um perigoso socialista. Graças a Eurípides, em todas as plataformas da Veja, o leitor está lendo na verdade a cabeça privilegiada de Olavo.
Na reserva do TS, e abrindo espaço para colunistas que não sejam necessariamente jornalistas, dois selecionados.
O primeiro é Lobão, novo colunista da Veja e novo olavete também. No Roda Viva, Lobão defendeu sua reputação de rebelde ao fugir magistralmente de uma pergunta sobre o aborto.
O outro é o professor Marco Antônio Villa, que conseguiu passar o ano sem acertar nenhuma previsão e mesmo assim tem cadeira cativa em todas as mídias nacionais.
O patrono do TS é ele, e só poderia ser ele: José Serra.
Mas Joaquim Barbosa pode obrigar Serra a cedê-la a ele, JB, nosso Batman, nosso menino pobre que mudou o Brasil e, nas horas vagas, arrumou um emprego para o júnior na Globo

quarta-feira, 25 dezembro, 2013 Posted by | Repassando... | , | Deixe um comentário

Porque as nações disputam com tanta ânsia o direito de sediar a Copa?

Publicado em 19/12/2013

Rebelo: Copa vai golear a “fracassomania”

Vai passar pelo Brasil um furacão desenvolvimentista.

 O Conversa Afiada reproduz artigo do ministro do Esporte, Aldo Rebelo, publicado no Valor, o PiG (*) cheiroso, outro exemplar do “cupim autofágico”:

A passagem de um furacão desenvolvimentista

O país-sede não vence, necessariamente, a Copa do Mundo dentro do campo, mas festeja a passagem de um furacão desenvolvimentista que deixa em seu rastro benfazejo um legado incomensurável.
O megaevento esportivo mais cobiçado e acompanhado do planeta, disputado com unhas e dentes pelos países mais desenvolvidos, é um motor de progresso e farol de projeção geopolítica.
Como desejo, esperamos que ao soar o apito final no Maracanã, em 13 de julho de 2014, o Brasil seja campeão. Como realidade concreta e irreversível, ficará um resultado extraordinário para benefício do povo brasileiro.
Os números são auspiciosos. O último balanço da Copa, que tem como referência o mês de setembro, mostra que os investimentos públicos e privados já alcançam R$ 25,6 bilhões dos quais:
– R$ 8 bilhões em obras de mobilidade urbana
– R$ 8 bilhões em construção e reformas de estádios
– R$ 6,3 bilhões em aeroportos
– R$ 1,9 bilhão  em segurança
– R$ 600 milhões em portos
– R$ 400 milhões em telecomunicações
– R$ 200 milhões em infraestrutura turística
– R$ 200 milhões em instalações complementares
As consultorias Ernst&Young e Fundação Getúlio Vargas calculam que, entre 2010 e 2014, serão movimentados R$ 142,39 bilhões adicionais na economia nacional. Para cada R$ 1 aplicado pelo setor público, R$ 3,4 serão investidos pela iniciativa privada a partir das obras estruturantes.
Deverão ser gerados 3,6 milhões de empregos – a população do Uruguai. A arrecadação de impostos atingirá R$ 11 bilhões e a população vai auferir renda adicional de R$ 63,48 bilhões apenas nesse quadriênio.
Segundo prospecção da consultoria Value Partners, os investimentos vão agregar R$ 183,2 bilhões ao Produto Interno Bruto até 2019. Os efeitos na economia serão ainda mais fecundos se o Brasil ganhar a Copa. Estudo do pesquisador britânico John S. Irons, do “Center for American Progress”, indica que o torneio da Fifa “faz rolar a bola da economia” do país-anfitrião que levanta a taça. O PIB da Inglaterra, se cresceu 2% em 1966, aumentou para mais de 3% nos dois anos seguintes. Fenômeno idêntico ocorreu com a Argentina, sede e vencedora da Copa de 1978.
Afora os aspectos econômicos, a Copa do Mundo é, e antes de tudo, uma contagiante festa esportiva que, ao realizar-se no País do Futebol, encontra o seu campo perfeito. O retumbante sucesso popular da Copa das Confederações foi uma prévia da jornada de 2014.
As manifestações contrárias, algumas legítimas, de pessoas que se sentem prejudicadas pelas obras associadas ao torneio da Fifa, mas, de fato, previstas no Programa de Aceleração do Crescimento, serão, naturalmente, assimiladas. Nada é feito contra os interesses do povo. Três quartos dos investimentos nos projetos se destinam a infraestrutura e serviços.
No que concerne ao Governo Federal, a palavra de ordem é minimizar o dano. O interesse do Ministério do Esporte é que eventuais transtornos sejam resolvidos com a dignidade, o respeito e as compensações que o povo brasileiro merece.
Já os que apontam desvio de recursos das áreas sociais deveriam cotejar os investimentos. Na Copa, como se viu, os investimentos chegam aos R$ 25,6 bilhões. O Brasil conquistou o direito de sediar a Copa Fifa em 2007. Pois, de lá para cá, investimentos da União em educação quase triplicaram e os destinados à saúde mais que dobraram. A Educação recebeu R$ 311,6 bilhões. A Saúde, R$ 447 bilhões.
Os argumentos contra os estádios de “padrão Fifa” são autodepreciativos – e se repetem desde a construção do Maracanã no final da década de 1940. Merecemos estádios à altura do nosso futebol, para conforto e segurança do torcedor.
Até agora, aproximadamente R$ 4 bilhões foram emprestados – e não doados – pelo BNDES a empresas e governos estaduais. A demora de dois anos do repasse para o Itaquerão, a Arena Corinthians em São Paulo, deveu-se a discussões acerca das garantias bancárias exigidas ao Corinthians.
Compreendendo sua importância social e lúdica, a maioria do povo brasileiro é a favor da Copa. Nada menos que dois terços, segundo a última pesquisa do Datafolha, continuam apoiando a realização do evento e, pelo andar da carruagem, vão volver ao índice próximo de 80% vigente antes da onda revisora das manifestações de junho. Para os entrevistados, será uma “Copa alegre”.
Outra herança positiva da Copa poderá ser a redução do pessimismo, cultural de uns, caviloso de outros, que duvidam da capacidade do Brasil de realizar um empreendimento de tanta magnitude e abrem os olhos para os problemas e os fecham para as soluções.
Toda a soberba e soberana Nação que construímos em cinco séculos é reduzida a deficiências e deformidades, que certamente temos, mas que estão longe de configurar a face de nossa formação social. Realizamos empreitadas mais difíceis e importantes que uma Copa, e já fizemos uma em 1950, porém a de 2014 parece objeto preferencial de um derrotismo seletivo de várias inspirações – a começar do facciosismo político-partidário que atira na Fifa para atingir o governo.
As críticas aperfeiçoam qualquer projeto, mas a diatribe só atende à morbidez das cassandras. Não é de hoje que viceja no Brasil um pessimismo voluptuoso. As grandes rupturas de nossa História a guerra aos holandeses, a Independência, a República, a Abolição e a Revolução de 30 – nunca foram perdoadas. Assim como ainda são increpados o Maracanã e Brasília – alvos da “fracassomania”, recidiva como um cupim autofágico, insistentemente apontada pelo presidente Fernando Henrique Cardoso em seu governo.
Com todas as nossas deficiências e deformidades históricas, nenhuma delas introduzida ou agravada pela Copa, seremos capazes de usufruir os resultados benfazejos de um evento que gera desenvolvimento em todos os campos.
Como visto, a festa do futebol inova ou acelera obras de infraestrutura para usufruto perene do povo, traz turistas, melhorias da segurança, empregos, aumento capilarizado de negócios e consequente incremento do PIB. Também aperfeiçoa mecanismos de transparência e escrutínio dos gastos públicos. Ao final, ficará demonstrado que o Brasil sabe realizar uma Copa do Mundo tanto quanto ganhá-la.
Aldo Rebelo é ministro do Esporte

Clique aqui para ler “O emprego record e os corvos de aluguel”.
(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

quinta-feira, 19 dezembro, 2013 Posted by | Repassando... | , , | Deixe um comentário

Tucanato: mordendo a língua…

Publicado em 18/12/2013

Quanto custou o PSDB não apoiar o Mais Médicos

Dilma é generosa e não lembrou que o PSDB acabou com a CPMF.

Saiu na Folha (*):

Se PSDB tivesse apoiado Mais Médicos no início teria sido mais fácil aprová-lo, diz Dilma

Um dia após o senador Aécio Neves (PSDB), provável candidato da sigla à Presidência da República, sinalizar que pretende manter e aprimorar programas como o Bolsa Família e o Mais Médicos caso seja eleito em 2014, a presidente Dilma Rousseff afirmou que “agora que o programa está dando certo, é óbvio que vão apoiar”.
“É sempre bom ver que eles [oposição] reconhecem alguma coisa. Porque você sabe que, durante um tempo, o Bolsa Família foi chamado de ‘bolsa-esmola’. Hoje não chamam assim porque sabem do reconhecimento internacional que esse programa tem”, disse Dilma, em entrevista à Rádio Jornal, do Recife.
“No caso do Mais Médicos, houve críticas bastante ácidas. Disseram que estava incorreto o programa. Não estou falando do senador [Aécio], estou falando do partido do senador”, afirmou a presidente. E acrescentou que, se no início do programa, “na hora que era difícil”, o PSDB tivesse aprovado a ideia, ela teria ficado “agradecida”.
(…)

Clique aqui para ler “Como Dudu e Cerra lêem o ‘programa’ do Aécio”.
E aqui para ler “Por que Aécio vacila tanto ? É Minas !”.
(*) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que matou o Tuma e depois o ressuscitou; e que é o que é,  porque o dono é o que é; nos anos militares, a Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.

quarta-feira, 18 dezembro, 2013 Posted by | Repassando... | , | Deixe um comentário

Coitadinhas: as madames ficam sem as “colaboradoras” históricas…

 Publicado em 09/12/2013

Madame vai voltar para a cozinha !

“Subir na vida” ficou mais fácil ! Esse Governo Lulilma  …

 Saiu no Agora, o único jornal que presta na Chuíça (*):

Cresce o número de domésticas em faculdades

Tatiana Cavalcanti do Agora As domésticas Arlete Pina do Carmo, 39 anos, e Donilda Alves dos Santos, 35 anos, têm um sonho em comum: um diploma universitário.
Por razões que variam entre satisfação pessoal e financeira, o número de domésticas matriculadas nas universidades do país tem aumentado a cada ano.
Entre 2009 e 2012, houve um crescimento de 10% de domésticas universitárias, segundo o analista socioeconômico do IBGE Jefferson Mariano.
“O acesso aos estudos está mais fácil graças aos créditos estudantis e até ao Prouni [Programa Universidade para Todos]“, afirma.

Navalha

Saiu no comatoso Estadão, pág B6, Economia:

“Subir na vida é mais fácil hoje para 63%”.

Pesquisa da CNI mostra que a sensação de prosperidade é maior no Nordeste, onde o percentual que acredita na mobilidade é de 73%.

Mas, não é muito diferente do resultado do Norte/Centro Oeste – 69% – e do Sul, 68%.

(O índice mais baixo de “mobilidade” é no Sudeste, puxado pela pasmaceira de 20 anos de governos tucanos em São Paulo. Mas o Padilha vem aí, de jaleco branco – PHA)

Segundo a pesquisa, a percepção dos entrevistados é que o “Brasil se tornou um país de classe média”.

Esse Nunca Dantes …

“O Brasil viveu uma grande transformação nos últimos vinte anos, especialmente nos últimos dez”, diz Marcelo Neri sobre a pesquisa.

Neri é ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos.

Na avaliação dele, a classe média tem se mantido “surpreendentemente” forte, mesmo com a desaceleração da economia:  “… a nova classe média passou no teste do amortecedor”, diz.

Clique aqui para ler sobre o jovem Gabriel.
Em tempo: é por isso que a Big House fica aflita. Chega no aeroporto e tem que compartilhar o assento com a vovó que vai ao Piauí visitar a irmã. Bom era quando o brasileiro vivia seis anos menos e a vovó morria antes de voltar ao Piauí.
Paulo Henrique Amorim
(*) Chuíça é o que o PiG de São Paulo quer que o resto do Brasil ache que São Paulo é: dinâmico como a economia Chinesa e com um IDH da Suíça.

segunda-feira, 16 dezembro, 2013 Posted by | Repassando... | , , | Deixe um comentário

Não é palermice não, é cretinice política!!!

Publicado em 12/12/2013

Tijolaço desmascara “consultor” do PiG

“Boa parte dos sites de economia está publicando a asneira do ano e, claro, o PSDB foi atrás e tascou no seu site”

O Conversa Afiada reproduz artigo de Fernando Brito, extraído do Tijolaço:

Mídia e PSDB noticiam: Petrobras tem “32% de chances de falir”. É? Então a Vale tem 59%. Que burros!

A irresponsabilidade da imprensa para com a Petrobras só não é maior que seu ódio pela empresa.
E, acabo me convencendo, que a sua burrice e despreparo.
Boa parte dos sites de economia está publicando a asneira do ano e, claro, o PSDB, idiota, foi atrás e tascou no seu site.

É a notícia de que a Petrobras tem 32% de chances de falir nos próximos dois anos, segundo “um estudo” da consultoria Macroaxis.
Não há estudo algum, seus patetas!
A Macroaxis é apenas um site de “cálculos de investimento” automatizado, que pega dados financeiros brutos, aplica uma fórmula e “tira conclusões”. Uma “maquininha” de previsões que pega o sobe e desce das ações e projeta mecanicamente.
E chega a conclusões, obviamente, burras.
Menos burras, claro, que quem as divulga dessa forma.
A história é a seguinte:
Há um brasileiro que “contribui” com a Forbes, como centenas que escrevem em seu site. Antunes, um “famous who”, que se divertiu ano passado fazendo um texto sobre as possibilidades de Neymar, gastando demais, falir.
Este ano, descobriu o site Macroaxis e foi buscar entretenimento calculando as possibilidades de falência da Petrobras, certo de que bater na estatal brasileira é porta de entrada escancarada para obter espaço na mídia.
E os “complexo de vira-lata” copiam tudo o que sai na Forbes…
Bom, este modesto blogueiro aqui, descobrindo como foi feito o tal “estudo da consultoria Macroaxis”, pensou, simplório como é: pau que dá em Chico, dá em Francisco.
Inscreveu-se no site e pediu para calcular as possibilidades de a Vale, maior mineradora do mundo,  falir.
Não deu outra: 59% de chances de falência nos próximos dois anos! Está lá em cima a imagem e o amigo e a amiga podem fazer os cálculos na página brincadeirinha financeira, que nem sequer o nome da equipe ou dos dirigentes da “empresa” traz.
Que ridículo!
E que imbecis os meus colegas de profissão que dão “notícias” baseados numa baboseira destas.
Tomara que nenhum chefe de família que tenha posto um dinheirinho em ações da Petrobras, ao ler, tenha saído correndo para vender.
Estes palhaços fazem isso com a maior empresa brasileira, responsável pela extração do mar de riquezas que a providência nos deu no pré-sal.
E se dizem jornalistas de economia. Ah, e os tucanos, gente que entende de negócios.
Palermas.

Clique aqui para ler“Plim-plim ! O Sonegômetro está de volta !”

sexta-feira, 13 dezembro, 2013 Posted by | Repassando... | , , | Deixe um comentário

STF no Mensalão: julgamento de exceção, com toques jurídicos nazistas…

Publicado em 12/12/2013

Dallari: O STF rasgou a Constituição

Barbosa sabia que agia contra a lei

Na última segunda-feira (9) foram ao ar, na edição de dezembro do programa Contraponto (produzido em parceria entre blogueiros,  Centro de Estudo da Mídia Barão de Itararé e o Sindicato dos Bancários de SP)  entrevistas do jurista Dalmo Dallari, concedida a Edu Guimarães, do Blog da Cidadania,  e do jornalista Paulo Moreira Leite, editor IstoÉ e autor do livro “A Outra História do Mensalão”, que falaram sobre a Ação Penal 470.
Dallari questiona a condução do processo do chamado Mensalão e não poupa críticas a alguns ministros.
Para o jurista, os erros no julgamento foram cometidos desde o início, quando o Supremo Tribunal Federal acatou a denúncia contra 40 réus, já que, desses, apenas quatro se encaixavam no foro privilegiado. “O STF não tinha competência para julgar os outros 36 acusados. Foi cometida uma inconstitucionalidade”, disse.
Dallari chega a afirmar que o “Supremo agrediu a Constituição e agiu contra o Direito.”
Sobre a Teoria do Domínio do Fato, que dispensa a comprovação efetiva de um crime cometido e com origem na Alemanha nazista para condenar os inimigos do regime, ele declarou ser “um exagero, um absurdo”.
“Um julgamento com base em suposições”.
E não parou por aí.
Questionado sobre o presidente do Supremo, Dallari fala de atitudes arbitrárias de Joaquim Barbosa e que “ele sabia que agia contra a Constituição”.
“Os réus foram condenados antes de começar o julgamento. O processo foi para condenar e não para julgar”.
O constitucionalista ressaltou o papel do PiG (*) em todo o processo e lembrou o dia em que o Estadão noticiou, um dia antes, o que o Barbosa despacharia no dia seguinte.
Não deixou de mencionar o temperamento do presidente do STF. “Barbosa não tolera ser contradito”
“O processo foi influenciado pela grande imprensa, por fatores políticos e por fatores emocionais de Barbosa”.
No futuro, segundo Dallari, o Mensalão não gerará jurisprudência. “O processo será esquecido em termos jurídicos”.
Prisões
O dia escolhido para a consumação das prisões, para ele, deixou evidente o exibicionismo  e o espetáculo. “Foram ilegais”.

Já a troca do juiz de execuções penais, nas palavras de Dallari, foi escandalosa, pois não havia motivo para a substituição.
Para finalizar, o jurista assegura que o STF deve ser constitucional, fora de Brasília – portanto longe dos interesses políticos – e o processo de escolha dos ministros deve ser revisto, já que o Supremo Tribunal Federal deixou de ser Guarda da Constituição para rasgá-la.
Veja o vídeo na íntegra:

Alisson Matos, editor do Conversa Afiada.
Clique aqui para ler “Trensalão chega ao STF. Sem dar o nome aos trensaleiros”
E aqui para “João Paulo: Barbosa disputa a opinião pública”
(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

sexta-feira, 13 dezembro, 2013 Posted by | Repassando... | , , | Deixe um comentário