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Para não desligar os neurônios

Os mistérios da moralidade…

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quinta-feira, 30 junho, 2011 Posted by | Repassando... | , , | Deixe um comentário

O Capitalismo e o Velho Barbudo que entendia das coisas…

29 de junho de 2011 às 11:41

Leonardo Boff: Crise terminal do capitalismo?

Já nos meados do século XIX Karl Marx  escreveu profeticamente que a tendência do capital ia na direção de  destruir as duas fontes de sua riqueza e reprodução: a natureza e o  trabalho. É o que está ocorrendo. A capacidade de o capitalismo  adaptar-se a qualquer circunstância chegou ao fim.

por Leonardo Boff, em Carta Maior

Tenho sustentado que a crise atual do capitalismo  é mais que conjuntural e estrutural. É terminal. Chegou ao fim o gênio  do capitalismo de sempre adaptar-se a qualquer circunstância. Estou  consciente Vde que são poucos que representam esta tese. No entanto, duas  razões me levam a esta interpretação.

A primeira é a seguinte: a  crise é terminal porque todos nós, mas particularmente, o capitalismo,  encostamos nos limites da Terra. Ocupamos, depredando, todo o planeta,  desfazendo seu sutil equilíbrio e exaurindo excessivamente seus bens e  serviços a ponto de ele não conseguir, sozinho, repor o que lhes foi  sequestrado. Já nos meados do século XIX Karl Marx escreveu  profeticamente que a tendência do capital ia na direção de destruir as  duas fontes de sua riqueza e reprodução: a natureza e o trabalho. É o  que está ocorrendo.

A natureza, efetivamente, se encontra sob  grave estresse, como nunca esteve antes, pelo menos no último século,  abstraindo das 15 grandes dizimações que conheceu em sua história de  mais de quatro bilhões de anos. Os eventos extremos verificáveis em  todas as regiões e as mudanças climáticas tendendo a um crescente  aquecimento global falam em favor da tese de Marx. Como o capitalismo  vai se reproduzir sem a natureza? Deu com a cara num limite  intransponível.

O trabalho está sendo por ele precarizado ou  prescindido. Há grande desenvolvimento sem trabalho. O aparelho  produtivo informatizado e robotizado produz mais e melhor, com quase  nenhum trabalho. A consequência direta é o desemprego estrutural.

Milhões  nunca mais vão ingressar no mundo do trabalho, sequer no exército de  reserva. O trabalho, da dependência do capital, passou à prescindência.  Na Espanha o desemprego atinge 20% no geral e 40% e entre os jovens. Em  Portugal 12% no país e 30% entre os jovens. Isso significa grave crise  social, assolando neste momento a Grécia. Sacrifica-se toda uma  sociedade em nome de uma economia, feita não para atender as demandas  humanas, mas para pagar a dívida com bancos e com o sistema financeiro.  Marx tem razão: o trabalho explorado já não é mais fonte de riqueza. É a  máquina.

A segunda razão está ligada à crise humanitária que o  capitalismo está gerando. Antes se restringia aos países periféricos.  Hoje é global e atingiu os países centrais. Não se pode resolver a  questão econômica desmontando a sociedade. As vítimas, entrelaças por  novas avenidas de comunicação, resistem, se rebelam e ameaçam a ordem  vigente. Mais e mais pessoas, especialmente jovens, não estão aceitando a  lógica perversa da economia política capitalista: a ditadura das  finanças que via mercado submete os Estados aos seus interesses e o  rentismo dos capitais especulativos que circulam de bolsas em bolsas,  auferindo ganhos sem produzir absolutamente nada a não ser mais dinheiro  para seus rentistas.

Mas foi o próprio sistema do capital que  criou o veneno que o pode matar: ao exigir dos trabalhadores uma  formação técnica cada vez mais aprimorada para estar à altura do  crescimento acelerado e de maior competitividade, involuntariamente  criou pessoas que pensam. Estas, lentamente, vão descobrindo a  perversidade do sistema que esfola as pessoas em nome da acumulação  meramente material, que se mostra sem coração ao exigir mais e mais  eficiência a ponto de levar os trabalhadores ao estresse profundo, ao  desespero e, não raro, ao suicídio, como ocorre em vários países e  também no Brasil.

As ruas de vários países europeus e árabes, os  “indignados” que enchem as praças de Espanha e da Grécia são  manifestação de revolta contra o sistema político vigente a reboque do  mercado e da lógica do capital. Os jovens espanhóis gritam: “não é  crise, é ladroagem”. Os ladrões estão refestelados em Wall Street, no  FMI e no Banco Central Europeu, quer dizer, são os sumossacerdotes do  capital globalizado e explorador.

Ao agravar-se a crise,  crescerão as multidões, pelo mundo afora, que não aguentam mais as  consequências da superexploracão de suas vidas e da vida da Terra e se  rebelam contra este sistema econômico que faz o que bem entende e que  agora agoniza, não por envelhecimento, mas por força do veneno e das  contradições que criou, castigando a Mãe Terra e penalizando a vida de  seus filhos e filhas.

quinta-feira, 30 junho, 2011 Posted by | Repassando... | , , , , | Deixe um comentário

O filho global e terceirizado de FHC, o impoluto…

Colunistas| 28/06/2011 | Copyleft
DEBATE ABERTO

O filho da Grande Imprensa

Causa espanto que uma imprensa sempre tão ciosa de ter seu direito à liberdade de expressão cassado, censurado, suprimido, tenha de livre e espontânea vontade desistido de divulgar assunto tão mobilizador de corações e mentes como o do “filho de FHC”. Quando foi para falar sobre Lurian Cordeiro, filha de Lula, o comportamento foi bem distinto. Washington Araújo. Causa espanto a desfaçatez com que a grande imprensa decide tratar, destratar, maltratar ou não tratar assunto que por algum infinitésimo de segundo lhe cause incômodo na esfera política. Refiro-me ao filho adulterino do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso com a jornalista Miriam Dutra, então funcionária da Rede Globo de Televisão. A vida do inocente filho sempre foi permeada por mistério, muitos silêncios, excessivas pausas e imoderada paciência em levar a público o que já era de conhecimento de meia Brasília política, de meio país dos mexericos e se podiam contar nos dedos os jornalistas desinformados de paternidade tão noticiada nos bastidores do Poder quanto sigilosa nos meios noticiosos de circulação nacional e de maior audiência radiofônica e televisiva.

Causa espanto a desfaçatez com que a grande imprensa vem, com atraso de 11 anos, dar conta que o filho do experiente político com a renomada jornalista na verdade não é seu filho biológico: dois exames de DNA deram negativo. E o mesmo espanto é estendido à informação de que este filho, mesmo não sendo seu do ponto de vista biológico é assumido plenamente pelo velho patriarca como seu por “laços afetivos e emocionais”. E o assunto somente terá seu capítulo final após sua morte que é quando seus três filhos legítimos com D. Ruth Cardoso irão tratar do sensível tema chamado direito à herança. Até lá, este mais novo desdobramento de uma notícia há tanto tempo vetada de vir à luz pública, não por força de monstruosos sensores, e sim, de decisão editorial envolvendo os principais jornais do eixo Rio-São Paulo, as revistas de maior circulação nacional e as redes de televisão de maior audiência.

Causa espanto a desfaçatez com que a grande imprensa aceitou ser “furada” por uma revista de modesta circulação nacional e, para completar o contraste do furo, de regularidade mensal – a Caros Amigos. E foi em sua edição nº 37, de abril do ano 2000, que o editor de Caros Amigos Palmério Dória publicou a matéria “Por que a Imprensa esconde o filho de oito anos de FHC com a repórter da Globo?”. A revista questionava o silêncio concedido pela grande imprensa ao assunto, e apontava o grave contraste com o estardalhaço com que esta mesma grande imprensa tratara de filhos ilegítimos de outras personalidades do mundo político como Fernando Collor de Mello e Luiz Inácio Lula da Silva, não por acaso, também ex-presidentes da República.

Causa espanto que uma imprensa sempre tão ciosa de ter seu direito à liberdade de expressão cassado, censurado, suprimido, tenha de livre e espontânea vontade (editorial) desistido de divulgar assunto tão mobilizador de corações e mentes.

Vale registrar que, à época, não foram poucos os jornalistas que se apressaram a não acusar o golpe – no caso o furo protagonizado por Caros Amigos – e deixando claro que o “filho ilegítimo de FHC” se tratava tão-somente de um “assunto pessoal”, desprovido de qualquer “teor jornalístico” e não oferecendo aqueles características basilares que têm o poder de converter a mera informação de bastidor em “notícia capaz de interessar à opinião pública”.

Causa espanto que o assunto, desde seu nascedouro, no caso, desde o nascimento do pequeno Tomás Dutra Schmidt, o tema já se impunha com todos os ingredientes com que uma informação assume ares e jeito de notícia e mesmo assim foi escanteado para o misterioso arquivos dos “assuntos que são, mas não deviam ser notícia”.

Tinha a marca da novidade, relevância, importância (por se tratar de filho do Presidente da República); configurava aspectos de raridade (porque não é comum deixar de noticiar a existência de filho ilegítimo de um Presidente da República), trazia a força capaz de atiçar a curiosidade (porque era filho de famosa jornalista da principal rede de televisão do Brasil, a Globo); era, sobretudo, oportuna (porque na campanha eleitoral de 1989, um dos maiores escândalos era nada menos que a existência da jovem Lurian Cordeiro, igualmente filha ilegítima do segundo candidato mais votado à Presidência da República, Luiz Inácio Lula da Silva.

Em resumo, noticiar a existência de Tomás não poderia ser chancelado, sob qualquer hipótese como “evento pouco significativo, banal ou corriqueiro”. Muito menos ainda vir a ser tratada como notícia destinada a passar ao largo do chamado interesse do público. E, no entanto, assim foi tratada. E não apenas pela Rede Globo de Televisão, como também pelo SBT, pela Record e pela Band. Deixou de ser impressa tanto nas páginas de Estado de São Paulo quanto nas de O Globo e da Folha de S.Paulo. Nenhuma emissora de rádio registrou algum locutor dando conta do assunto. E quando se levanta a tese da existência de personalidades premiadas com a blindagem da imprensa é óbvio que esta não surge do nada, do encontro do vento sudeste com o noroeste, do acaso com a mera coincidência. É que existe blindagem mesmo.

Causa espanto que somente no domingo, 15 de novembro de 2009, reportagem da jornalista Mônica Bergamo na Folha de S.Paulo, dava conta que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso reconheceria oficialmente Tomas Dutra Schmidt como filho. E agregava que “Tomas, que hoje tem 18 anos, nasceu da relação amorosa que FHC teve com a jornalista Mirian Dutra, da TV Globo.”. A jornalista informava ainda que “FHC consultou advogados e viajou na semana passada para Madri — onde vive a jornalista — para cuidar do reconhecimento do filho.” Cuidadosa na apuração de suas notícias exclusivas, Mônica Bergamo informava também que “FHC negou a informação e disse que estava na cidade para a reunião do Clube de Madri. Procurada pela Folha, Mirian disse que quem deveria falar do assunto seria ele e a família dele.” Com este punhado de informações parecia que, finalmente, nove anos após a alentada reportagem do jornalista Palmério Dória em Caros Amigos, um dos nossos grandes diários trazia à luz o mais comentado e também o quase-nunca-noticiado segredo da República. Outros veículos de comunicação fizeram o de sempre: repercutiram a notícia sem agregar qualquer nova informação.

É curioso observar como o mexerico, desde o início, recebeu as tintas da autenticidade. Bergamo não deixa margem à dúvidas quanto à paternidade de Tomás: “Tomás, que hoje tem 18 anos, nasceu da relação amorosa que FHC teve com a jornalista Mirian Dutra, da TV Globo.” E escancara nas entrelinhas a quantidade de energia despendida pelo ex-presidente para despistar nossos argutos jornalistas sobre o assunto, quando mesmo há poucos dias de reconhecer oficialmente o filho, na verdade encontrava-se na capital espanhola apenas para atender “a reunião do Clube de Madri”.

Causa espanto, e põeespanto nisso!, as três notas publicadas pela revista Veja (Edição 2223, de 29/6/2011), na coluna Radar, do jornalista Lauro Jardim. São elas:

DNA revelador 1

Dois exames de DNA, o último deles feito no início do ano, deram um desfecho surpreendente a uma história envolta em muita discrição há duas décadas: Tomás, de 19 anos, o rapaz que FHC reconheceu oficialmente como filho em 2009 em um cartório espanhol, não é filho do ex-presidente.

DNA revelador 2

Embora só tenha perfilhado Tomás há dois anos, FHC sempre ajudou a jornalista Miriam Dutra, sua mãe, a sustentá-lo. Como morava entre Portugal e Espanha, para onde Míriam foi enviada pela Globo pouco antes do seu nascimento, Tomás tinha contato com FHC quando o ex-presidente viajava para a Europa – tendo eles se encontrado também várias vezes no Brasil durante a passagem de FHC pela Presidência. A situação, porém, sempre foi envolta em total reserva, quebrada somente com a publicação pela Folha de S.Paulo, em 2009, de uma reportagem sobre o reconhecimento de Tomás.

DNA revelador 3

No ano passado, mesmo sem nenhuma contestação da paternidade, FHC e Tomás, hoje estudando relações internacionais nos EUA, decidiram fazer exames de DNA. Eles foram juntos ao laboratório. Antes, no entanto, FHC disse a Tomás que, qualquer que fosse o resultado, nada mudaria na relação entre os dois. Com o inesperado resultado dos exames em mãos, FHC reafirmou o que dissera. Portanto, nada muda na vida do rapaz no que diz respeito a seu ex-pai biológico.

Nenhuma das notas, com o que agora soa como irônico título “DNA revelador”, revelou algo que capaz de jogar luzes sobre o DNA da nossa grande imprensa: quais os reais motivos para sonegar do público a existência do filho ilegítimo de Fernando Henrique Cardoso? E, se optasse por condensar as três notas em apenas uma, o jornalista poderia ter brindado seus sonolentos leitores com informações como:

(1) Por quê o tratamento desigual concedido aos filhos ilegítimos de outros ex-presidentes da República?

(2) Por quê não buscar alguma declaração de Miriam Dutra sobre a real identidade do pai biológico de Tomás Dutra Schmidt?

(3) Quanto custou a Fernando Henrique Cardoso o peso de tão longevo silêncio por parte de nossa grande imprensa acerca de suas estripulias extramatrimoniais?;

(4) Por quê a revista Veja desconheceu o furo de Caros Amigos – ocorrido com antecipação de no mínimo 9 anos? – e oferece atestado de paternidade do referido furo ao jornal Folha de S.Paulo, que, a bem da verdade, publicou informações da jornalista Mônica Bergamo, apenas em sua edição de 15/11/2009?

Aberta a temporada de celebrações por ocasião dos 80 anos do pai-afetivo, mas não biológico do jovem Tomás, há que se inferir que seria tremendo mau gosto incluir o exame de DNA tão diligentemente divulgado por Lauro Jardim como… parte das comemorações.

Sem dúvida, o assunto que ainda parece longe de ter seu desfecho, oferece ensejo para alentada reflexão do papel de nossa grande imprensa e sua perigosa opção por continuar se equilibrando entre o bom e o mau jornalismo.

Até o momento, o mau jornalismo parece estar ganhando. E de goleada.
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Washington Araújo é jornalista e escritor. Mestre em Comunicação pela UNB, tem livros sobre mídia, direitos humanos e ética publicados no Brasil, Argentina, Espanha, México. Tem o blog http://www.cidadaodomundo.org

Email – wlaraujo9@gmail.com

terça-feira, 28 junho, 2011 Posted by | Repassando... | , | Deixe um comentário

Respeito é bom e TODOS gostam e merecem…

Na parada Gay do último domingo, cerca de 4 milhões de pessoas (assumidas, indecisas ou simpatizantes) lotaram a avenida paulista com as cores dos arco-íris, exigindo reconhecimento e respeito. Muito bom. Muito necessário. Mas, durante todo o percurso da parada, 170 cartazes foram distribuídos em postes com a mensagem “Nem Santo Te Protege. Use Camisinha”, ilustrados com imagens de homens seminus representados por ícones da igreja, como São Sebastião e São João Batista. E aí, embora eu não pratique religião alguma, pergunto: aonde está o respeito gay para com os católicos praticantes e que não são homossexuais (e que são a maioria)? Como podem exigir respeito se não respeitam sequer a fé dos outros?

Vendo na TV as imagens citadas, viajei por outras situações passadas de minorias (ou maiorias) discriminadas, que exigiam respeito e igualdade e que, ao mesmo tempo, desrespeitavam os seus pretensos opressores.

Lembrei-me da década de 80, quando organizações defensoras dos negros (como o CEDENPA, no Pará), ao mesmo tempo que denunciavam o racismo branco, criavam afoxés onde branco não podia desfilar (como os brancos que criavam clubes que proibiam a entrada de negros).

Desta mesma época, vem ainda uma nunca denunciada heterofobia que perdura até hoje, onde é crime se discriminar raças, deficiências e preferências sexuais (onde negro virou afro-descendente, anão virou verticalmente prejudicado e homossexual virou gay e/ou homoafetivo), mas chamar os heteros de machões e/ou machistas é considerado plenamente normal. Chamar de feminista ou viado é discriminatório, chamar de machão é normal e necessário. Até as mulheres que não aderiram à causa feminista (e que são inúmeras) foram apelidadas de Amélia (sinônimo de alienação de gênero), pelas próprias lideranças feministas. E quase ninguém questionou estes fatos…

Em cenários mais recentes, lembrei-me dos protestantes ianques queimando o Alcorão, livro sagrado dos muçulmanos, ou ainda europeus desenhando charges pejorativas sobre Maomé, ao mesmo tempo em que se sentiriam desrespeitado por muito menos. E por aí vai o cristalino desrespeito  generalizado que reina no planeta, com cada grupo específico exigindo respeito e praticando o contrário.

Portanto, amigos, vamos ser claros: nesta guerra não tem santo. Somos todos escravos e demônios das nossas obsessões e pretensões específicas, agindo sem sequer o cuidado de ter coerência nas nossas demandas, por mais justas que sejam…

terça-feira, 28 junho, 2011 Posted by | Comentário | , , | Deixe um comentário

A pedagogia social do Titio: é de menino que se forma o assassino…

27 Jun

Por Brizola Neto

EUA proclamam o “direito” a formar crianças violentas

Inacreditável a notícia publicada agora há pouco de que a Suprema Corte americana revogou uma lei da Califórnia que proibia a venda de videogames violentos para crianças .

Um juiz dos juízes que votaram pela derrubada da lei, Antonio Scalia, disse que isso viola o direito dos pais de julgarem o que é adequado ou não para seus filhos, usando como argumento a Primeira Emenda da Constituição americana.

Embora não seja uma relação mecânica, é obvio que a banalização da violência influi na formação das crianças. E a decisão da Suprema Corte americana pode ser traduzida no reconhecimento de, se assim o desejarem, os pais poderem expor seus filhos ao nível de violência que desejarem.

Essa é uma visão que “privatiza” o ser humano, porque não coloca limites ao poder parental.

E criminosa, porque sabe que as pressões comerciais da bilionária indústria de videogames supera, em muito, qualquer tipo de limite ético?

O deputado liberal Stephen Breyer ironizou a contradição entre a decisão da corte de aceitar as restrições a material de nudez para menores, mas liberar estes jogos.

“Que sentido faz para proibir a venda de um menino de 13 anos, uma revista com uma imagem de uma mulher nua, enquanto se permite  a venda de um vídeo game interativo no qual ele, ativa e praticamente , amarra e amordaça uma mulher, e em seguida,  a tortura e mata?  “Que tipo de Primeira Emenda permite ao governo para proteger as crianças, restringindo as vendas desse jogo de vídeo extremamente violento apenas quando a mulher – amarrada, amordaçada, torturada e morta – estiver também de  topless”?

Depois, quando aparecem aquelas fotos de Abu Ghraib…

terça-feira, 28 junho, 2011 Posted by | Repassando... | , , | 1 Comentário

FHC e TV Globo: afinal, de quem é o filho?

Deus escreve por linhas tortas ou é a gente que não ler direito? Em qualquer das hipóteses, a reporter global Miriam Dutra deu um golpe de mestre: arranjou uma gravidez, atribuiu a paternidade a FHC (então Presidente da República),  forçou a Globo a dar-lhe um longo exílio remunerado na Europa (para calar-lhe a boca) e obrigou o PIG a fazer malabarismos para ocultar o escândalo à sociedade brasileira. Menina esperta… E agora, dezenove anos após, para completar a humilhação, se comprova que o filho não era do ilibado e ilustre Farol da Alexandria (para parafrasear o Paulo Henrique Amorim). Tanto trabalho por nada: primeiro, para ocultar um fato que não era real; segundo, para sustentar uma oportunista midiática; terceiro, para descobrir, tardiamente, que tudo foi uma farsa geradora de outras farsas.

Quando há anos atrás, o Lula enfrentou o Collor de Melo e ia ganhar a presidência, o facínora alagoano subormou a irresponsável ex-namorada do viúvo Lula (e de quem teve uma filha) para dizer que ele não era bom pai. De nada adiantou ele provar que a filha era dele, que a reconhecera legalmente de imediato, que sustentava a criança junto com a avó materna dela (já que a mãe não a assumira) e que ele era sua dependente legal. De nada adiantou. A Globo ajudou o Collor a convencer o povo do contrário e ganhar a eleição. E deu no que deu.  Como sempre digo: o inferno é aqui mesmo….

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Saiu na Folha (*):

Filho de repórter da Globo não é de FHC, revela DNA

MÔNICA BERGAMO

COLUNISTA DA FOLHA

Dois testes de DNA, feitos em São Paulo e em Nova York, revelaram que Tomás Dutra Schmidt, filho da jornalista Miriam Dutra, da TV Globo, não é filho do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

Em 2009, FHC reconheceu Tomás como filho num cartório em Madri, na Espanha.

O jovem, que hoje tem 18 anos, pode usar o documento a qualquer momento para colocar o nome do ex-presidente em sua certidão, segundo interlocutores de FHC. A informação sobre os testes foi publicada na coluna Radar, da revista “Veja”.

Depois que o documento já estava pronto, os três filhos do tucano com Ruth Cardoso –Paulo Henrique, Beatriz e Luciana– pediram ao pai que fizesse um exame que comprovasse que Tomás era mesmo filho dele.

O ex-presidente concordou, imaginando com isso colocar fim a qualquer possibilidade de desentendimento entre os irmãos e Tomás.

O primeiro teste foi feito no fim do ano passado, em São Paulo. A saliva de FHC foi recolhida em São Paulo, e a de Tomás, em Washington, nos EUA, onde estuda, por meio do representante do escritório do advogado brasileiro Sergio Bermudes, que cuidou tanto do reconhecimento quanto dos testes feitos.

O primeiro exame deu negativo. FHC decidiu então se encontrar com Tomás em Nova York para um novo teste, que também deu negativo.

Fernando Henrique Cardoso estava disposto a manter a história restrita a seus familiares. De acordo com interlocutores do ex-presidente, ele acha que o exame é uma mera negativa biológica, e não jurídica.

Ele está disposto a manter o reconhecimento de Tomás.

Seus herdeiros, no futuro, poderão questionar a paternidade com base nos testes de DNA.

O ex-presidente não falará nada sobre o assunto, pois entende que diz respeito apenas à sua vida privada.

segunda-feira, 27 junho, 2011 Posted by | Comentário, Repassando... | , | Deixe um comentário

Ianques e Judeus: unidos pela “democracia” e pelo “respeito” às nações…

26 Jun
Por Brizola Neto

Se ONU apoiar palestinos, fica sem verbas, dizem EUA

O primeiro-ministro de Israel, Benjanim Netanyahu exigiu ação dos EUA contra a proposta do chefe da Autoridade Palestina, Mahamoud Abbas, de colocar em votação na ONU o reconhecimento do Estado Palestino,  e a resposta não demorou.

Segundo a edição de hoje do jornal ingês The Telegraph, fontes próximas ao presidente Barack Obama afirmou que o corte dos fundos norteamericanos destinados à manutenção da organização podem ser cortados, como forma de pressão contra o reconhecimento da Palestina.

Abbas está, segundo o jornal, disposto a usar um mecanismo em que o voto de dois terços dos países pode, embora de forma não autorizadoras de ações militares, se sobrepor a um provável veto dos EUA ao reconhecimento palestino no Conselho de Segurança

segunda-feira, 27 junho, 2011 Posted by | Repassando... | , | Deixe um comentário

Brasil x Tio Sam: Lula derruba, Dilma pisa na moela e Graziano assume a FAO

Por diversas vezes comentamos aqui as farsas dos países ricos, através da ONU, FAO e FMI, sobre as questões da fome no mundo e a tão necessária segurança alimentar do planeta, principalmente nos países pobres. Normal esta postura farsante, já que as iniciativas destas entidades estavam sob o comando dos executivos ligados aos países ricos e a eles nada disso interessa. Agora, depois de uma luta política iniciada por Lula ainda durante o seu governo, os países pobres e ludibriados iniciaram uma reação, elegendo um candidato do cone Sul apara a chefia da FAO. Em verdade, esta vitória pode não significar grande coisa, pois os boicotes daqueles de sempre, permanecerão ativos, mas já foi um grande passo pelo menos como sinal de uma rebeldia necessária.

Vejam o mapa da fome mundial (acima), leiam e torçam para que esta experiência mude alguma coisa, iniciando ações reais libertadoras do jugo da pobreza e da fome entre as nações secularmente parasitadas pelos farsantes históricos…
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VITÓRIA DE GRAZIANO AMPLIA AÇÃO  GLOBAL DO BRASIL, PROJETA DILMA E FAVORECE O PASSO SEGUINTE DE LULA

Numa eleição acirrada, em que votaram 180 países, o ex-ministro do governo Lula, José Graziano da Silva, superou por 4 votos o adversário espanhol, Miguel Angel Moratinos, na disputa pela sucessão de Jacques Diouf no comando da FAO, encerrada neste domingo , em Roma. O Brasil conquista assim seu primeiro posto de relevo entre as organizações internacionais, com um candidatura indissociável da luta contra a pobreza e a desigualdade. Não por acaso, antes da votação, a secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, elogiou o espanhol  Miguel Angel Moratinos, candidato   que carregava o fardo do protecionismo agrícola das nações ricas contra os pobres. A vitória brasileira reposiciona o papel da FAO no cenário internacional. O que se espera agora é um organismo renovado que passe a ecoar, de fato, os interesses Sul-Sul, na luta por um desenvolvimento feito de segurança alimentar e maior  justiça social. Criador do Fome Zero, Graziano é um crítico da especulação financeira decorrente da desregulação do sistema bancário promovida pelo neoliberalismo. Ao contrário de seu adversário espanhol, em diversos pronunciamentos e artigos ele destacou a influência nefasta dos capitais especulativos na formação dos preços dos alimentos, gerando flutuações abruptas que asfixiam produtores e agravam a fome nos países pobres. A vitória do ex-ministro e amigo pessoal de Lula não pode ser entendida sem o pano de fundo da crise mundial que evidenciou o crepúsculo de uma agenda ortodoxa até então hegemônica. Por mais de 30 anos, ela subordinou o destino das nações e a segurança alimentar da sociedade  às supostas virtudes dos ‘livres mercados’, cujo saldo mórbido é o desconcertante paradoxo de um planeta que reúne um bilhão de famintos em pleno apogeu da tecnologia agrícola. A sucessão na FAO influenciará
também a ação internacional de Lula que trabalhou intensamente nos bastidores da campanha, em contatos com chefes de Estado, sobretudo da África e América Latina. O  líder brasileiro passa a desfrutar agora de uma âncora institucional para seus projetos de cooperação entre América Latina e África, com base nas políticas sociais bem sucedidas de sua gestão. Para o governo Dilma, que se empenhou decididamente na eleição de Graziano, numa ação firme e centralizada no Itamaraty, a vitória é um trunfo que reafirma a liderança e a credibilidade do Brasil junto aos países pobres. O conjunto desagrada os que torciam por uma derrota para transformá-la no atestado de óbito de uma experiência de governo que, com todos os percalços, assumiu contornos de uma nova referência de desenvolvimento, cujos resultados impuseram um revés  superlativo ao neoliberalismo tropical.

(Carta Maior; 2º feira, 27/06/ 2011)
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Eleição de José Graziano é vitória da política externa do Brasil

Para o embaixador Samuel Pinheiro Guimarães, eleição de José Graziano da Silva para direção da FAO é uma vitória da política externa brasileira, do governo da presidenta Dilma Rousseff e da agricultura brasileira. “Disputamos essa eleição com um candidato muito forte (o espanhol Miguel Anges Moratinos). Foi uma disputa política muito dura onde só um vence. É preciso que se reconheça isso internamente”, disse o embaixador à Carta Maior.
> LEIA MAIS |                          Internacional | 26/06/2011

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A importância da eleição de Graziano
A candidatura de José Graziano da Silva recebeu numerosas adesões em decorrência do seu papel no primeiro mandato do Presidente Lula, quando arquitetou e liderou a implantação da estratégia de combate à fome. Como Ministro de Segurança Alimentar e Combate à Fome, coordenou a montagem de uma das mais importantes políticas da história do Brasil, a política de segurança alimentar a partir do Fome Zero, que levou nosso país aos monumentais resultados de redução da fome registrados pelo IBGE. O artigo é de Afonso Florence, ministro do Desenvolvimento Agrário.
> LEIA MAIS |                          Internacional | 26/06/2011

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PS: os negritos da primeira notícia são deste blogueiro.

segunda-feira, 27 junho, 2011 Posted by | Comentário, Repassando... | , , | Deixe um comentário

FMI: A explicação do já implicitamente explicado…

Lembram da cartilha antirecessão que ELES do FMI nos enfiaram goela abaixo durante décadas e que agora está engasgando gregos, espanhóis, portugueses, irlandeses e amedrontando outros tantos lá pelo Norte Maravilha? Lembram do turoramento especializado que ELES nos deram durante anos, rumo ao desenvolvimento? Lembram das gritas deles sobre os sistemas financeiros e governos nacionais dos não-ricos, sobre o petróleo, como causas das crises passadas? Pois é… Esqueçam tudo, pois nem eles sabem (ou fingem desconhecer) o remédio que devem tomar para conter a incontinência da lógica capitalista e democrática. Leiam a matéria abaixo, onde tudo aquilo que se pensava sobre o FMI e o seu papel de marionete do sistema financeiro global e das nações imperialistas são agora explicitadas (como se diz: o povo aumenta mas não inventa). São coisas como estas, que trazem em si também o vírus do academicismo dirigido, ideologicamente deformado e historicamente oportunista, que levam a sociedade de hoje à descrença não só na política, mas nas ciências. Por tudo que se vê, elas se prostituíram de vez aos interesses da dominação social, política e econômica, enterrando sob uma rejeição social inevitável a confiança no conhecimento formal como meio de perseguir e alcançar o desenvolvimento com dignidade para todos.

Depois de lerem, por favor passem um desodorantezinho para disfarçar o mau-cheiro…

FMI: MISÉRIA INTELECTUAL DA ORTODOXIA

Um conjunto de documentos recém-publicados por uma auditoria independente ajuda a entender por que o FMI falhou na sua missão de alertar com antecedência para os desequilíbrios que levaram à recente crise mundial. O problema não é apenas que o FMI defendeu políticas inadequadas, como a desregulamentação financeira indiscriminada e a abertura das contas de capitais a qualquer custo, mas principalmente a falta de capacidade para refletir sobre realidades econômicas que fogem do manual. O Escritório de Avaliação Independente (IEO, na sigla em inglês) chegou a essa conclusão depois de analisar 6,5 mil trabalhos de pesquisa econômica publicados pelo FMI nos últimos dez anos, justamente a ante-sala da crise mundial. Pior: 62% dos economistas do Fundo afirmaram que se sentem pressionados a alinhar as conclusões de suas pesquisas econômicas ao pensamento dominante no FMI. Hoje, 60% dos cargos de chefia no FMI são ocupados por profissionais de países anglo-saxões. Nada menos de 63% dos economistas obtiveram doutorado em universidades americanas.  Entre as grandes economias emergentes, 57% consideram que as pesquisas são feitas para reiterar um conjunto pré-definido de prescrições, sem espaço para visões alternativas ( com informações Valor; 24-06)

(Carta Maior; 6º feira,24/06/ 2011)

sexta-feira, 24 junho, 2011 Posted by | Comentário, Repassando... | , , , | Deixe um comentário

Cadê o gato???

quarta-feira, 22 junho, 2011 Posted by | Repassando... | , | Deixe um comentário