Livre pensar é só pensar!

Para não desligar os neurônios

Guaraná: uma das valiosas heranças dos nossos sábios “ignorantes”…

Graças à ciência positivista e suas alianças com os interesses empresariais, onde os medicamentos se tornaram mercadoria, os produtos farmacêuticos alopáticos, ao longo do século passado, praticamente destruiram os conhecimentos populares existentes sobre o poder de cura das plantas. Os custos de pesquisas nas floras naturais (notadamente na Amazônia), eram elevados e comprometiam os lucros rápidos dos grandes laboratórios e por isso, os rápidos “milagres” dos antibióticos e outras drogas sintéticas tomaram o mercado, marginalizaram os curandeiros e os seus conhecimentos acumulados milenarmente. Planta medicinal virou crendice, embuste, coisa de gente atrasada. E a corrida às farmácias alopáticas rompeu a acumulação do conhecimento fitoterápico popular, que em outras circunstâncias seriam, no mínimo, um bom início para investigações sistemáticas. Os curandeiros morreram em descrença, levando com eles tudo que sabiam, pois as novas gerações ignoraram este saber, cooptados pela medicina alopática “milagrosa”.

Somente após décadas de discussões e enganações sobre os comprovados efeitos colaterais nocivos dos medicamentos comerciais “milagrosos”, os pesquisadores, então financiados pelos governos e pelos grandes laboratórios, passaram a investigar as plantas medicinais, a partir das práticas populares ainda existentes nos cafundós do Brasil (entre eles a Amazônia). Identificando uso, dosagem, frequência e identificação botânica. Pirateando conhecimento nativo e material genético para estudos e o isolamento de princípios ativos a serem utilizados e patenteados em produtos “cientificamente testados” (entenda-se isto como apropriação indébita, legitimada pelas leis que regulamentam o mercado).

Com os frutos do Guaraná, não foi diferente. De uso milenar entre os índios e caboclos amazônicos (uso que perdura até hoje), foi capturado como estimulante em refrigerantes, afrodisíaco em pó e agora, como coadjuvante no tratamento de câncer de mamas.

As populações que nos deram este produto natural? Ah! Estas continuam ‘ignorantes”, vivendo “como selvagens em meio às matas e ao atraso tecnológico”…

Leiam a matéria abaixo e acendam uma velinha para aqueles que, ao longo de séculos, selecionaram, cultivaram, testaram e nos legaram este produto que nós agora encontramos até nos hospitais…

_______________________________________________
25 de novembro de 2010 às 20:27

Guaraná reduz fadiga em mulheres com câncer de mama

por Conceição Lemes

Diz a lenda que as tribos de Munducurucânia eram as mais prósperas. Venciam todas as guerras, apanhavam os melhores peixes e as doenças eram raras.

Tudo isso por causa de um curumim, que nascera naquela tribo havia alguns anos. Era o mais protegido. Nas pescas era acompanhado por muitos pescadores, que afastavam dos rios piranhas, jacarés ou qualquer outro perigo. Mas, certo dia, o Gênio do Mal apareceu em forma de cascavel e feriu o garoto. A tribo entrou em desespero.

Tupã, deus dos indígenas, atendeu os lamentos e disse:

– Tirem os olhos do curumim, plantem em terra firme e reguem com lágrimas durante quatro luas.  Ali, nascerá a “planta da vida”, ela dará força aos jovens e revigorará os velhos.

Os pajés não tiveram dúvida. Fizeram o que Tupã recomendou. Nasceu uma nova planta, travessa como as crianças, com hastes escuras e sulcadas como os músculos dos guerreiros da tribo. Quando ela frutificou, seus frutos eram negro azeviche, envoltos de um arilo branco com duas cápsulas vermelho-vivas. Diziam os indígenas:

– É a multiplicação dos olhos do príncipe!

O fruto trouxe progresso à tribo. Ajudou os velhos e deu mais força aos guerreiros.

Esse fruto é o guaraná (Paullinia cupana), planta nativa da Amazônia muito usada na medicina popular como estimulante. Essa propriedade medicinal se deve à guaraína, a cafeína do guaraná. A semente é muito rica nessa substância.

Pois uma pesquisa do Departamento de Oncologia da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do ABC descobriu que o guaraná reduz a fadiga, ou cansaço, em mulheres com câncer de mama fazendo quimioterapia.  O sintoma é freqüente, tem impacto na qualidade de vida e ainda não há uma terapia padrão para tratá-lo.

“Nós sabíamos que o guaraná é um tônico, os estudantes usam-no para combater fadiga, se manter acordados, para estudar de madrugada”, conta o oncologista e professor Auro Del Giglio, coordenador do estudo. “Resolvemos então verificar se aliviaria a fadiga nas pacientes com câncer de mama, que atinge 50% a 80% delas.”

A fadiga pode decorrer da quimioterapia. Aparece também nos casos em que o tumor é diagnosticado em estado avançado. A pessoa sente cansaço, fica prostrada.

“A fadiga relacionada ao câncer é diferente da que se manifesta na depressão”, explica Del Giglio. “Na da depressão, a pessoa não tem vontade de fazer as coisas. Já na do câncer, a pessoa tem vontade de fazer as coisas, mas não consegue.”

EFICAZ, NÃO TÓXICO E BARATO

O estudo envolveu 75 mulheres em tratamento de câncer de mama no Ambulatório de Oncologia da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do ABC. Todas sentiam cansaço crescente após o primeiro ciclo de quimioterapia.

Foram divididas em dois grupos. Um, integrado por 32 pacientes, recebeu 50 mg de extrato de guaraná, duas vezes por dia, durante 21 dias. O outro, com 43 pacientes, recebeu placebo (produto com aparência do guaraná verdadeiro, mas sem nenhuma substância ativa).

As mulheres também responderam questionários no dias 1, 7, 14 e 21 após o início do tratamento para avaliar o nível de fadiga. Ao final, 66% das pacientes do primeiro grupo relataram melhora, contra 13% do grupo que recebeu placebo.

“Ainda desconhecemos como o guaraná age nessas pacientes, apenas sabemos  que funciona”, expõe Del Giglio. “Uma das hipóteses a diminuição do cansaço seria o efeito estimulante da cafeína [2% a 5%], que atua no cérebro. Mas talvez não seja, já que o café também contém cafeína [1% a 2,5%] e não produz os mesmos resultados.”

Os efeitos colaterais foram mínimos e não se verificou insônia nem ansiedade nas pacientes tratadas com o guaraná.

“Além de eficaz e não ser tóxico, o guaraná é barato, por isso a nossa ideia agora é avaliar o seu uso em pacientes com outros tumores”, conclui o oncologista. “Pretendemos investigar também o mecanismo que faz com que essa planta atue no cansaço de pacientes oncológicos.”

— Como o médico descobre se a prostração é devido à depressão ou ao câncer e/ou quimioterapia?

“É preciso analisar os demais sintomas”, afirma o oncologista Auro Del Giglio. “Na dúvida, trata-se primeiro a depressão. Caso não haja melhora, é possível que o cansaço seja devido ao câncer.”

Anúncios

terça-feira, 30 novembro, 2010 Posted by | Comentário, Repassando... | , , | Deixe um comentário

Caça-mosquitos ecológico: arma simples, barata e adequada

Nosso leitor Leandro Pinheiro nos enviou esta novidade interessantíssima. Usem e divulguem. E quem usar, mande-nos os resultados, para avaliarmos esta tecnologia alternativa.
____________________________________________________________
SERVE PARA QUALQUER PERNILONGO, e MESMO O DA DENGUE, MOSQUITOS e INSETOS VOADORES:
Como matar mosquitos de forma ecologicamente correta.

Para ajudar com a luta contínua contra os mosquitos da dengue e a  dengue hemorrágica, uma idéia é trazê-los para uma armadilha que pode matar muitos deles.

O que nós precisamos é, basicamente:
200 ml de água,
50 gramas de açúcar mascavo,
1 grama de levedura (fermento biológico de pão, encontra em qualquer supermercado ) e
uma garrafa plástica de 2 litros

Como fazer:

1. Corte uma garrafa de plástico (tipo PET) ao meio. Guardar a parte do gargalo:

[]

2. Misture o açúcar mascavo com água quente. Deixe esfriar. Depois de frio despejar na metade de baixo da garrafa.

[]

3. Acrescentar a Levedura . Não há necessidade de misturar. Ela criará dióxido de carbono.

[]

4. Colocar a parte do funil, virada para baixo, dentro da outra metade da garrafa.

[]

5. Enrolar a garrafa com algo preto, menos a parte de cima, e colocar em algum canto de sua casa.

[]

Em duas semanas você vai ver a quantidade de pernilongos e mosquitos que morreu dentro da garrafa.

[]

Além da limpeza de suas casas, locais de reprodução de pernilongos e mosquitos, podemos utilizar este método muito útil em:  Escolas, Creches, Hospitais, residências, sítios, chácaras, fazendas, floriculturas. etc.
Não se esqueça da Dengue nos próximos meses: este pernilongo pode matar uma pessoa!

sexta-feira, 26 novembro, 2010 Posted by | Repassando... | , , , | 3 Comentários

A guerra pelo livro exige a guerra contra o lucro oportunista

No meu tempo de estudante primário, livro didático era artigo de luxo e o que funcionava mesmo era o “ponto” temático discursado pausadamente pelo professor e anotado por nós nos “cadernos de ponto”. Era um esforço e tanto, porque tínhamos que passar as anotações a limpo (quer dizer, escrevíamos duas vezes a mesma coisa). E sem saber, tínhamos dois ganhos adicionais com este esforço: praticávamos a escrita e memorizávamos os conteúdos enquanto redigíamos. Depois, vieram os livros especializados, que duravam anos, pois a cada reinício escolar, eram recuperados e trocados entre os pais vizinhos e/ou amigos, para uso dos filhos no ano seguinte.

Hoje, todos os dias ouvimos, seja vindo do governo, dos políticos ou da imprensa, sobre a fundamentalidade da educação para o desenvolvimento da sociedade brasileira. E creio que todos nós apoiamos qualquer inicitiva neste sentido. Mas o que pouco se comenta é o filão de lucros alicerçado na produção de livros didáticos e que funciona com normatizações que escravizam as políticas públicas de educação às editoras (sim, às editoras, pois até mesmo os autores ficam submissos a elas, quando vendem suas obras). Lembro-me de que há alguns anos (não tão distantes assim), os conteúdos destes livros eram anual e severamente mudados, obrigando o Estado e os pais a novos gastos anuais com livros para alunos que ascendiam às séries seguintes (ou repetiam o ano). Depois, vieram as medidas corretivas deste escândalo e as campanhas governamentais para o reaproveitamento dos livros pelos novos alunos o que, com certeza, reduziu os gastos, pelo resgate da prática antiga do reaproveitamento dos mesmos. Mas, mesmo assim, a questão dos livros didáticos no país continua uma fonte de gastos à mais que pode ser reduzida, sem perda da qualidade dos conteúdos. Há que se combater a gula capitalista das editoras que se estruturou contemporaneamente no país, em nome de uma homogeneidade educacional que não corresponde à diversificada realidade brasileira e nem aos interesses da gestão adequada do dinheiro público, sangrando o erário público, os educadores e os autores.

A matéria que repasso abaixo é uma boa reflexão neste sentido…

______________________________________________________

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Repensando o PNLD

O governo acaba de negociar 880 milhões 263 mil 266 reais e 15 centavos para a compra de livros didáticos. O PNLD – Programa Nacional do Livro Didático – é o maior programa de compra de livros do mundo e devemos nos orgulhar disso.

Mas o que precisamos mudar – e com urgência – é o que compramos.

Não, não estou falando que os livros são ruins. Estou falando que precisamos comprar o conteúdo dos livros, em vez de zilhares de páginas impressas. O que compramos hoje são exemplares físicos de livros. Com o recurso recém negociado, compraremos 135,6 milhões de exemplares de livros. Mas o conteúdo continua sendo de propriedade das grandes editoras ou dos autores dos livros. Isso significa que uma professora do interior do Pará não pode aprimorar as poucas linhas dedicadas a seu estado no livro de Geografia, porque todos os direitos – de alterar, distribuir, traduzir ou reproduzir o que ela recebeu do governo – continuam não sendo dela, nem do governo, nem meu, nem seu. O símbolo do copyright que vem estampado nos livros comprados com dinheiro público impede que o livro seja adaptados a diferentes realidades locais e que alguém que não esteja matriculado na escola tenha acesso ao que foi pago por todos.

Qual a ideia então? Que os materiais educacionais pagos com dinheiro público pertençam ao público. E pros que ficam preocupados com as finanças das editoras, as cifras indicam que não há motivo pra isso: nesta compra, a Editora Moderna vai receber R$ 161.366.197,83 , a Editora FTD R$162.933.319,18 e a Editora Ática R$148.288.428,80. Está tudo muito bem pago! Pra quem duvida ou quer mais argumentos, recomendo ver a apresentação “Acesso ao Livro Didático e ao Livro Técnico Científico no Brasil” e a leitura do relatório “O mercado de livros técnicos e científicos no Brasil” , produzidos pelo Grupo de Pesquisa em Políticas Públicas para o Acesso à Informação da USP (Gpopai). Mas alerto para o risco de você se tornar ativista pelo conhecimento livre. Os dados científicos são convincentes…

Com a expansão das tecnologias digitais, o conteúdo educacional pago por todos nós pode estar disponível a qualquer pessoa que tenha acesso à Internet em casa, no trabalho, em telecentros ou em lan houses. E acho que ninguém duvida do potencial transformador do acesso ao conhecimento.

E os materiais educacionais não se limitam aos livros. Temos softwares, planos de aulas, artigos, filmes, músicas. E diversos especialistas recomendam a utilização de recursos variados nas salas de aula.

O problema é que hoje tal prática é ilegal. As professoras e professores brasileiros que – sem intuito de lucro algum, com o único objetivo de ensinar – reproduzem filmes ou músicas protegidos pelo copyright nas salas de aula estão cometendo crimes. A atual lei do direito autoral não permite exibição pública sem autorização, mesmo para fins educacionais, de material audiovisual.

Esta lei, apesar de ser chamada de Lei dos Direitos Autorais, defende a preservação de um modelo de negócio em detrimento do acesso ao conhecimento e da proteção justa do esforço criativo do autor. Ela defende os interesses da indústria do copyright, que retoma constantemente o mito da originalidade, ignorando que a humanidade gera conhecimento a partir do que já foi criado por outras pessoas. A produção acadêmica, por exemplo, pressupõe a construção de conhecimento com base no que outros construíram. Uma obra de arte – seja ela um texto, um vídeo, uma imagem, uma escultura, um som, um movimento – é criada com base numa herança comum, no que outros criaram.

O professor de direito da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, Lawrence Lessig, mostra no livro “Cultura Livre: como a grande mídia usa a tecnologia e a lei para bloquear a cultura e controlar a criatividade”, de 2005, como a própria indústria do copyright se baseia em produções anteriores. Walt Disney criou o Mickey Mouse, em 1928, a partir de um personagem do filme mudo “Steamboat Bill”, do cineasta Buster Keaton. Branca de Neve, Cinderela e tantas outras personagens de seus desenhos animados são derivadas dos contos registrados pelos irmãos Grimm, já em domínio público.

A atual Lei de Direitos Autorais Brasileira (nº 9.610, de 19 de fevereiro de 1998) é das mais restritivas do mundo. Segundo a Consumers International IP Watch List, pesquisa global que classifica as leis nacionais de copyright em relação à promoção do acesso ao conhecimento, o Brasil tem a 4ª pior legislação do mundo. Pela lei brasileira, em nenhuma situação é permitido fazer cópia integral de uma obra sem autorização prévia e expressa do detentor de direitos autorais. Isso significa que mesmo o autor de uma obra, ao publicar um livro por uma editora e reservar a ela todos os direitos, não poderá copiar ou distribuir seu livro sem a autorização da empresa.

A boa notícia é que esta lei está em processo de modificação. De 14 de junho a 31 de agosto deste ano, o Ministério da Cultura Brasileiro promoveu uma consulta pública à nova Lei de Direito Autoral e foram registradas no período 8.431 manifestações sobre o projeto – de apoio, rejeição ou propostas de nova redação. Diversas entidades ligadas à educação – como a Ação Educativa, o Instituo Paulo Freire e o Cenpec (Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária ) – elaboraram uma série de propostas de alteração da lei para incentivar o compartilhamento de materiais educacionais. Precisamos agora acompanhar a sistematização que o Ministério da Cultura fará do projeto e trabalhar para que o Congresso seja favorável à expansão do acesso ao conhecimento, à educação e à cultura, aprovando uma nova lei que esteja a serviço da maior parte das pessoas.

Para inspirar nossos parlamentares, vale lembrar que a própria Declaração Universal dos Direitos Humanos coloca a necessidade de equilíbrio entre o direito à cultura e o direito de autor. O artigo XXVII, define como direitos universais, relacionados, que: (1) toda pessoa tem o direito de participar livremente da vida cultural da comunidade, de fruir as artes e de participar do processo científico e de seus benefícios; e que (2) toda pessoa tem direito à proteção dos interesses morais e materiais decorrentes de qualquer produção científica, literária ou artística da qual seja autor. É hora de equilibrar!

By: REA

sexta-feira, 26 novembro, 2010 Posted by | Comentário, Repassando... | , , | 1 Comentário

A blogosfera brilha e o PIG berra!

via http://contextolivre.blogspot.com/

Por que os jornalões estão estressados?

Impressiona a virulência, misto de escárnio, com os quais a grande mídia – ou velha, ou antiga mídia – divulga hoje a entrevista pioneira do presidente Lula a 10 blogueiros progressistas de vários Estados do país na manhã de ontem no Palácio do Planalto.

Os blogueiros são chamados de chapas-brancas em mais uma tentativa inútil da velha e/ou antiga mídia de desqualificar o trabalho sério que existe hoje na rede, inclusive, bastante crítico ao que a grande imprensa produz.

Esta tentativa de desqualificação tem um precedente: vem na esteira do serviço prestado à grande mídia pelo candidato tucano José Serra, derrotado nas eleições de outubro pp. Durante a sua campanha ele chegou ao ponto de chamar os blogs que denunciaram as baixarias de sua participação na disputa de “blogs sujos”.

Jornalões estrilam por serem deixados de fora

Também não dá para levar a sério vários e vários dos argumentos com os quais criticam o fato de o presidente ter dado a entrevista aos blogueiros. Sem sequer registrar que foram eles que se articularam ao realizarem em agosto o “1º Encontro dos Blogueiros Progressistas” e a solicitaram o encontro em seguida ao chefe do governo.

O que não muda a situação. O presidente também poderia querer concedê-la e convidar os blogueiros que quisesse. O que o impedia? A velha mídia quer proibi-lo disso? É inacreditável mas, como bem lembrou o ministro da Comunicação Social, Franklin Martins, em oito anos de governo, o presidente Lula concedeu 960 entrevistas, a maioria coletivas.

Ontem, foi a primeira ao grupo de blogueiros brasileiros. Nenhuma das 960 anteriores suscitou na velhíssima mídia tanto interesse, tanta ira e tanto ressentimento por não ter sido chamada quanto essa.

Força da blogosfera

Na realidade, com essa postura, a imprensa tradicional reage à força dos blogs e ao apoio que eles obtêm – a cada dia maior – na sociedade brasileira. Culpa dela própria que saturou, deixou a sociedade farta com as manobras de uma velha imprensa que perdeu muito de sua credibilidade ao se tornar partido político quando, ao invés de informar, preferiu a cortina de fumaça com a qual escamoteia, esconde mesmo, diariamente seus reais interesses.

O que vimos ontem na conversa do presidente Lula com os blogueiros foi um diálogo franco, predominantemente em torno da comunicação no país – talvez, daí, a preocupação da imprensa – mas, também, sobre temas apresentados de forma contundente sim, pelos blogueiros, a anos luz de serem “chapas-brancas” como quer fazer crer a grande mídia.

By: Blog do Zé Dirceu

sexta-feira, 26 novembro, 2010 Posted by | Repassando... | , , | Deixe um comentário

Malhando em ferro frio, mas a luta tem que continuar…

Mudança climática: pouca ambição, muitas emissões

A 16ª Conferência das Partes da Convenção das Nações Unidas sobre a Mudança Climática (COP-16), que inicia dia 29 de novembro, terá um perfil mais baixo que o encontro de 2009 em Copenhague. Negociadores tentarão continuar trabalho realizado na conferência do ano passado, que concluiu com o não vinculante “Acordo de Copenhague”, no qual alguns dos países mais ricos se comprometeram a reduzir as emissões de gases. EUA só assinarão acordo que redução de emissão de gases por parte da China e de outras economias emergentes.
> LEIA MAIS | Meio Ambiente | 25/11/2010

quinta-feira, 25 novembro, 2010 Posted by | Repassando... | , , , | Deixe um comentário

O Negra (Des)Esperança vestiu o uniforme e teme o strip-tease moral

Somente os otimistas incorrigíveis (como eu), acreditaram na possibilidade do Obama encarnar alguma mudança na forma de ser da sociedade ianque. E já de algum tempo, vejo a lamentável decrepitude moral e política daquele que, como Esperança Negra, levou pessoas desencantadas com o cenário histórico dos EUA (interna e externamente) às praças, esperançosas. Milhares de jovens (ah! sempre os jovens!) de olhos e corações iluminados a comemorar nas praças. Milhares de adultos e até políticos (como o pastor Jackson, que chorou em meio à multidão), emocinados com a possibilidades de novos horizontes em suas vidas e no planeta. Ledo engano… Restou um “negro de alma branca”, vassalo da lógica imperialista do Tio Sam e que recentemente nas urnas, levou uma surra democrática daqueles que o elegeram, perdendo a maioria parlamentar e a governabilidade diferenciada.

Agora, um ano após, assistimos esta derrocada lamentável do discurso eleitoral (“Sim, nós podemos!”). Ou então, não houve derrocada alguma, nós é que entendemos mal: Eles podem sim, continuar sua prática de dominação e de traição internacional, em proveito próprio.

Mas hoje, em tempos de blogosfera, ficou muito mais difícil manter as aparências e o Tio Sam colored está desesperado (como todos os seus antecessores), com a iminente divulgação de documentos secretos da política externa ianque. Devem conter muita canalhice, em face da extrema preocupação deles com esta divulgação.

Dêm uma olhadinha abaixo e sintam o que vem por aí…

______________________________________________

EUA alertam governos sobre vazamento do WikiLeaks

Qua, 24 Nov, 07h59

A administração Obama disse hoje que alertou o Congresso dos Estados Unidos e começou a notificar governos estrangeiros que o website WikiLeaks está se preparando para publicar arquivos sensíveis da diplomacia dos EUA, os quais poderão prejudicar as relações entre Washington e seus aliados e amigos ao redor do mundo.

“Essa revelações são nocivas aos Estados Unidos e a nossos interesses”, diz o porta-voz do Departamento de Estado, P.J.Corwley. “Elas deverão criar tensão nas relações entre nossos diplomatas e nossos amigos ao redor do mundo”, acrescentou Crowley.

Crowley diz que a publicação de informações confidenciais sobre governos estrangeiros provavelmente irá erodir a confiança nos EUA como um parceiro diplomático confiável e poderá provocar constrangimentos, se os arquivos incluírem comentários críticos e aviltantes sobre líderes estrangeiros amigos.

A publicação dos arquivos explosivos dos EUA sobre seus aliados é esperada para o próximo final de semana e é temida pelo governo americano. Um funcionário do governo falou sob anonimato que o foco mais forte dos documentos está na Europa, mas acredita-se que as informações classificadas que o WikiLeaks deverá publicar incluirão também dados e notícias sobre vários países asiáticos e do mundo inteiro. As informações são da Associated Press.

quinta-feira, 25 novembro, 2010 Posted by | Comentário, Repassando... | , , , | 2 Comentários

O vitiligo moral pegou de vez o Negra (Des)Esperança…

22 de novembro de 2010 às 21:42

Fisk: Obama, o conciliador “sórdido”

EUA-Israel: propina que fede a conciliação vergonhosa [1]

20/11/2010, Robert Fisk – The Independent, UK

Robert Fisk: An American bribe that stinks of appeasement

Traduzido pelo Coletivo da Vila Vudu

“Conciliador é quem oferece carne de outro ao crocodilo, na esperança de ser devorado por último” (Winston Churchill)[2]

Em qualquer outro país, a propina que os EUA ofereceram a Israel, e a relutância de Israel para aceitá-la, mesmo que em troca de uma reles suspensão temporária do roubo de propriedade dos árabes, seriam considerados escandalosos. 3 bilhões de dólares em aviões bombardeiros, para ‘comprar’ uma suspensão temporária na colonização da Cisjordânia, e só por 90 dias? Não inclui Jerusalém Leste – portanto, adeus à última chance de capital palestina na cidade santa; – e, se Benjamin Netanyahu assim o desejar, logo depois poderá retomar furiosamente as construções em terra árabe. No mundo comum e são no qual cremos viver, só há um nome para o que Barack Obama ofereceu: ‘arreglo’, conciliação vergonhosa, expressão que nossos senhores e mestres sempre usam com desdém e repulsa.

Leia mais…

quinta-feira, 25 novembro, 2010 Posted by | Repassando... | , , | Deixe um comentário

A geografia da intolerância…

O mapa da homofobia no mundo

do Pedro Miguel Camargo, via Facebook

quinta-feira, 25 novembro, 2010 Posted by | Repassando... | , , | Deixe um comentário

Resposta boa da gôta, cabra!!!

Cordel contra o preconceito. Xô, Padim Pade Cerra !

    Publicado em 24/11/2010
Charge de Bessinha 

O Conversa Afiada publica e-mail do amigo navegante Marco Aurélio:

Caro PHA,

segue um poema do grande artista Valdeck de Garanhuns. É a resposta do cordel ao preconceito.

SOMOS TODOS BRASILEIROS

É São Paulo grande receptora
a cidade de todas as nações
onde vivem mestiças multidões
sob a luz paulistana protetora.
Paulicea feliz acolhedora
dos que buscam abrigo no seu véu
é bondosa e às vezes bem cruel
dependendo de nós e nosso tino
se não fosse o valor do nordestino
em São Paulo não tinha arranha-céu.


Preconceito é coisa de alguém
inseguro. insensato e infeliz
que não vê nada além do seu nariz
despresando o valor que o outro tem,
ao “menor” ele trata com desdém
age errado ainda faz grande escarcéu
é amargo e jamais provou o mel
da vitória de um povo peregrino
se não fosse o valor do nordestino
em São Paulo não tinha arranha-céu.


O Nordeste em São Paulo está presente
como estão todos os outros estados
trabalhando e deixando seus legados
pra São Paulo crescer tão firmemente
a cidade se mostra claramente
uma mescla real e bem fiel
das culturas do imenso povaréu
que caminha buscando seu destino
se não fosse o valor do nordestino
em São Paulo não tinha arranha-céu.


Nosso povo chegou nessa cidade
pra ficar, trabalhar, fazer história
ajudar no registro da memória
e trazer ao lugar prosperidade
no contexto contém felicidade
e a bravura do homem tabaréu
a poética do belo menestrel
e a ternura do velho e do menino
se não fosse o valor do nordestino
em São Paulo não tinha arranha-céu.


Não entendo porque o preconceito
com o povo tão forte do nordeste
se a roupa que o paulistano veste
e outras coisas que usa por direito
tem a mão nordestina que com jeito
competência trabalho e humildade
faz trabalhos com toda lealdade
para Sampa cescer e mais crescer
e ao invés de São Paulo agradecer
quer banir nosso povo da cidade.


Mas não é o paulista de verdade
nem tão pouco a pessoa paulistana
que é contra a presença soberana
do nordeste aqui nessa cidade.
Só pessoas que sem capacidade
de sentido tacanho e pequenino
que incautos perderam todo o tino
não enxergam a força do nordeste
disseminam a verdadeira peste
que é o ódio ao povo nordestinio.


Essa moça estudante de direito
que alimenta essa raiva sem pudor
nunca foi ao nordeste, pois se for
se liberta do horrendo preconceito
porque todos na terra têm defeito
mas existe virtude em abundância
o defeito exige vigilância
que um defeito é a causa de um desastre
para que o defeito não se alastre
é preciso acabar com a ignorância.


Nordestino é um povo competente
como o povo paulista é também
e que culpa o nordestino tem
da eleição de Dilma presidente?
Ela foi contemplada tão somente
com os votos de todos brasileiros
que se mostram felizes, satisfeitos
exercendo o papel de cidadão.
Ou preferem tisnar nossa nação
entregando-a aos lobos etrangeiros?


O nordeste é uma terra abençoada
a cultura é soberba e majestosa
nossa arte é divina, esplendorosa
nossa gente é feliz e animada.
Porém era uma terra abandonada
pelos outros governos da nação,
foi aí que subiu um cidadão
nordestino ao topo do poder
e o nordeste voltou a florescer
a despeito da vil opinião.


Se o nordeste cresceu e está crescendo
Sampa cresce também para valer
na verdade o Brasil deve crescer
e é isso que está acontecendo
Todos nós que agora estamos vendo
o Brasil vislunbrando um novo sol
vamos dar nossas mãos todos em prol
de um pais soberano e respeitado
nordestino e paulista lado a lado
sob a luz divinal do arrebol.


Com meu fraterno abraço
Valdeck de Garanhuns

quinta-feira, 25 novembro, 2010 Posted by | Repassando... | , , , | 1 Comentário

Zeca no Show do Mc Cartney: recepção à caráter!

Saiu no Estadão:

Público grita ‘bolinha de papel’ para Serra durante show de Paul McCartney

por Rodrigo Alvares
Cley Scholz

O ex-governador de São Paulo José Serra, candidato derrotado à presidência da República, esteve ontem na área VIP do show de Paul McCartney. Assim que foi reconhecido pelo público, ouviu o coro “bolinha de papel! bolinha de papel!”, referência ao episódio do dia 21 de outubro quando, durante a campanha, foi atingido por um rolo de fita adesiva e também por uma bolinha de papel durante uma caminhada no Rio de Janeiro.

Serra retirou-se da frente do público, embora não corresse risco já que os organizadores proíbem a entrada, entre outras coisas, de “papel em rolo de qualquer espécie, jornais e revistas”.

(…)

segunda-feira, 22 novembro, 2010 Posted by | Repassando... | | Deixe um comentário