Livre pensar é só pensar!

Para não desligar os neurônios

O apagão imaginário, a Transposição quase pronta, a Belo Monte a pleno vapor e a seca tucana…

cantareira

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segunda-feira, 28 julho, 2014 Posted by | Repassando... | , , | 1 Comentário

É fácil, Aécio: é só explicar, responder, transparecer…

Publicado em 27/07/2014

5 PERGUNTAS. AÉCIO, VAMOS CONVERSAR ?

Cadê o registro na Anac do aecioporto do Papai ?​

DOIS AEROPORTOS E CINCO PERGUNTAS QUE PAIRAM NO AR

Amanhã completa uma semana desde que foi revelado que o governo de Minas teria construído um aeroporto na fazenda do tio de Aécio Neves. Depois veio a público o fato de a construtora do aeroporto haver doado dinheiro para a campanha tucana, e de que o uso de dinheiro público em propriedades privadas não é exatamente novidade em MG. Além disso, veio à tona a história do aeroporto de Montezuma, onde o pai de Aécio tinha uma agropecuária. Mas de lá pra cá, ao invés de explicações, só surgiram mais dúvidas. O senador pouco aparece em público e não dá respostas a ninguém. Por isso muitas perguntas ainda pairam no ar. Vamos a elas:

1) Por que dos 14 aeroportos previstos pelo governo de Minas, apenas dois saíram do papel?

O programa ProAero , lançado em 2003 pelo então governador Aécio Neves previa 14 novos aeroportos para Minas Gerais. Acontece que, daqueles, apenas dois saíram do papel: o Regional da Zona da Mata e, vejam só, o de Cláudio! Andrelândia, Barão de Cocais, Brumadinho, Buenópolis, Chapada Gaúcha, Itabira, Lagoa da Prata, Mantena, Monte Santo de Minas, Ouro Preto, Sete Lagoas e Volta Grande ainda estão no aguardo das obras, como afirmou reportagem da Folha de S.Paulo de hoje . Por que apenas dois saíram do papel e um deles é exatamente o de Cláudio, onde a família de Aécio tem fazenda?

2) Por que o aeroporto de Cláudio, concluído em 2010, ainda funciona irregularmente?

Ainda que o aeroporto de Cláudio tenha tido as obras concluídas em 2010, ele não tem autorização da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) para operar com o público. A Anac afirmou que irá solicitar “informações sobre a suposta utilização irregular do aeródromo local, ainda não homologado pela Agência”.

3) Aécio usa o aeroporto de Cláudio? Quem mais?

Opa, mas se o aeroporto não tem autorização para funcionar, como funciona? Isso não sabemos. Mas temos certeza de que ele funciona, como afirmou Múcio Tolentino, ex-prefeito de Cláudio e tio-avô de Aécio. “Aquilo sempre foi de uso público por mais de 50 anos”, disse ao Estadão, em matéria publicada hoje . Será mesmo que o “aeroporto era para todo mundo usar, até Aécio”? Quem tem avião particular no Brasil? Quem usa serviço de transporte aéreo fretado? Parece que esse pessoal precisa aprender como é que se faz para todo mundo usar um aeroporto.

E Aécio, usa rotineiramente o aeroporto de Cláudio? Já o usou alguma vez? Está difícil conseguir que o candidato responda a essa pergunta. Ontem, quando indagado novamente sobre o assunto, Aécio respondeu: “De novo? Essa matéria já foi mais que esclarecida. Todo homem público tem que esclarecer quaisquer questionamentos. O que é importante é que os esclarecimentos possam chegar à opinião pública. O Estado de Minas não fez um, fez mais de 30 aeródromos”. Depois, ainda disse: “há uma exploração política, e é natural que haja. Eu tenho a oferecer ao Brasil uma vida correta.”

4) Por que o governo de Minas admite pagar 20 vezes mais pelo terreno de Cláudio?

Em 2009, o governo de Minas ofereceu R$ 1 milhão em indenização pelo terreno de Cláudio. Mas o tio-avô de Aécio pediu mais, R$ 9 milhões, e a contenda corre na justiça. Entretanto, agora o estado cogita ser possível pagar R$ 20,5 milhões pelo terreno. O valor consta na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2015, como mostrou o R7 hoje . Na LDO de 2013 e 2014 , o valor máximo era de R$ 3,4 milhões. A Justiça, por enquanto, suspendeu a decisão para fazer nova perícia. Se o pagamento for confirmado, os gastos com indenização chegariam a R$ 33,9 milhões, mais do que o valor da construção do aeródromo.

5) Por que não há registro do aeroporto de Montezuma junto à Anac?

Sabe o aeroporto de Montezuma (cidade de apenas 7500 habitantes) cuja pista foi pavimentada na gestão de Aécio como governador, que fica onde a família do senador tem propriedades rurais, que fica na terra de uma agropecuária em que Aécio é sócio? Então, esse aeroporto não tem registro na Anac e por isso não pode ser usado pelo público. “Não há, junto à Anac, aeródromo cadastrado ou homologado em Montezuma. Também não há aeródromo no município em processo de homologação/cadastro junto à agência”, informou a Anac, em nota divulgada pela Folha hoje.

E aí, Aécio? Temos várias perguntas. Vamos conversar?

Clique aqui para ler “FHC no primeiro mundo: Yes, we care !”

Aqui para “Arrocho, você fez quantos aecioportos ?”

Aqui para “Bomba ! Apertem os cintos ! O piloto Aécio sumiu !”

E aqui para “O aecioporto do FHC ! Tucano é assim !”

segunda-feira, 28 julho, 2014 Posted by | Repassando... | , , | Deixe um comentário

Aécio desponta com sucesso na aeronáutica brasileira…

AecioportosSempre foi claro, no histórico do PSDB, a eliminação extrema do Estado daquilo que pode dar lucro ao empresariado daqui e alhures. Foi assim com a Vale, foi assim com a telefonia e outras cositas mais. Só não foi com a Petrobrás e com o Pré-sal porque não houve tempo. Tudo bem, este é a genética tucana para governar: privatizar sempre, se possível com financiamento público a perder de vista e algumas propinas pelo meio. Mas agora, a turma emplumada decidiu acelerar: não precisa privatizar formalmente. Faz com o dinheiro público, superfatura a obra e passa a usar para os interesses privados, sem qualquer processo de privatização formal. Assim, até mesmo a manutenção da obra continua por conta do Estado, enquanto o cadeado fica na mão dos usuários pré-estabelecidos.

 O sucesso da iniciativa do Aécio foi tão grande, que já foi lançada em produção cinematográfica. Assistam a megaprodução pelo link abaixo

https://www.youtube.com/watch?v=_npi_RgqZOM

segunda-feira, 28 julho, 2014 Posted by | Comentário, Repassando... | , , | Deixe um comentário

Pro dia findar feliz…

Ensinando a Preta a não ter medo de águas profundas

Ensinando a Preta a não ter medo de águas profundas

Ontem foi dia coletivo no Benvirá: a companheira, minha irmã Miroca e, logicamente, a Preta e o Num É. Tomar banho, alimentar peixes, coletar ovos, colher pimenta-doce, bebericar cachaça e contar lorota mergulhados no Laguinho do Exu. Claro que a Mariceli só colocou os pés na água, talvez para embriagar os peixinhos nativos com o chulé urbano. Miroca, apesar de nordestina, mergulhando sempre, matando as saudades das águas da fazenda Amaralina e do Velho Chico. O Num é, apesar de  paraense da gema, tem a mania nordestina de não ser chegado a banhos constantes. Só vai pro banho semanal arrastado, ao invés da Preta, que basta chamar e ela entra na água até o pescoço. Só não vai além, pois tem medo de águas profundas. Assim, cada um a seu modo, curtimos algumas horas felizes e descontraídas, rindo muito, planejando coisas e pegando sol. Pai-d’égua…

 Ao meio-dia, almoço, com direito a peixada com pirão escaldado, cerveja e açaí com tapioca, apesar dos riscos da glicemia geral. Fazer o quê? Vida só se tem uma e deve ser curtida até a última gota. Bom dia a todos…

Mariceli, a “embriagadora de peixes”…

A "turma da CEASA" bombando na Pimenta-Doce.

A “turma da CEASA” bombando na Pimenta-Doce

 

 

 

 

 

 

 

sábado, 26 julho, 2014 Posted by | Comentário, Repassando... | | 2 Comentários

Falando de anões…

Palestina e JudeusNos últimos dias, durante mais um massacre judeu sobre o território palestino, representante israelense chamou o Brasil de anão diplomático, por termos condenado o uso exagerado da força contra a população civil palestina. E não só ofendeu a nossa diplomacia de não-violência, também ironizou e banalizou a nossa preocupação, comparando a força exagerada deles com a da Alemanha nos 7×1 contra o Brasil, na última Copa.
Fossemos nós do mesmo naipe judeu, poderíamos ironizar também sobre o uso exagerado da força alemã contra eles, durante a última Guerra Mundial. Foram seis milhões a zero… Mas não, não devemos caminhar por aí, pois eles adoram se vitimizar para justificar as suas atrocidades contemporâneas.
É melhor falarmos de anões…
O irônico israelense citado no início, esqueceu-se de que este anão diplomático (o Brasil), foi quem em 1947, presidiu a assembleia realizada pela Organização das Nações Unidas (ONU), deliberando a divisão da Palestina em dois Estados, o Estado Judeu e o Estado Árabe. E com isto, dando respaldo legal à guerrilha judia de ocupação clandestina da Palestina, iniciada anos antes. Isto é: os coitadinhos do Holocausto invadiram, à força e sorrateiramente, um território alheio, ocupou-o e depois foi legitimado pela ONU, em detrimento dos moradores já situados e sem detalhar o estado palestino que restou no território. Nesta hora, é claro, o Brasil foi um gigante diplomático, certo?
E desde então, o que fizeram os judeus no Oriente Médio? Guerras desproporcionais, invasão e ocupação permanente de territórios e inúmeros massacres de civis árabes. Contando sempre, é claro, com o apoio incondicional do Tio Sam, velho e tarimbado exterminador de árabes. E aí eu pergunto: quem é o anão nesta história? O Brasil (anão diplomático), que busca praticar uma diplomacia de paz e direitos humanos, ou Israel (anão moral) que teima em ocupar a terra dos outros e trucidar mulheres, crianças e idosos, em nome de uma já desqualificada imagem de coitadinhos?
Fica a critério de cada um a qualificação desta redução vertical da estatura de cada um dos Estados envolvidos, direta ou indiretamente, neste conflito interminável.
Apesar do massacre covarde, um bom-dia a nós, os anões diplomáticos…

sábado, 26 julho, 2014 Posted by | Repassando... | , , | Deixe um comentário

Aécio: não dá pra chamar o Barbosinha pra justificar? Ele é craque nisso…

Publicado em 24/07/2014

MINISTROS DE AÉCIO ESCONDEM O IGNÓBIL

Parecer de Ayres Brito e Carlos Velloso diz o óbvio e esconde o ignóbil.

 O Conversa Afiada reproduz artigo de Fernando Brito, extraído do Tijolaço:

OS PARECERES DE AÉCIO SÃO A EMENDA MÁ NO SONETO RUIM. O FATO É QUE LHE SERRARAM AS ASAS

É pior a emenda que o soneto, dizia minha velha avó.

Os pareceres dos ex-ministros Carlos Velloso e Ayres Brito, do Supremo Tribunal Federal, chovem no molhado.

Tratam de, como dizem os advogados, “lana caprina”: coisas desimportantes

É evidente que não é irregular fazer uma obra em terreno com a imissão de posse. Do contrário, uma ponte, um viaduto, uma avenida teriam de esperar até as calendas para serem feitos, pois a Justiça brasileira é o que é.

E nem mesmo que parentes ou até o próprio governador do Estado possam ter terras desapropriadas por interesse social.

Absurdo seria o contrário, porque, então, ser mandatário ou parente de mandatário significaria ter direitos acima dos que têm o cidadão comum, pois seus imóveis ficariam “blindados” contra desapropriações.

E isso, ao menos na lei, é impensável.

O problema da obra do aeroporto – além do superfaturamento, que já evidenciamos aqui e não apetece a imprensa – é de natureza administrativa e ética.

O problema, não, os problemas.

O primeiro deles é a prioridade da obra: um aeroporto para um município que não chega a 30 mil habitantes e a 36 km em linha reta de outro já existente e de ótima capacidade, inclusive para operações noturnas, em Divinópolis. Onde, aliás, reabasteceu-se 0 malsinado helicóptero Perrella.

Mas Cláudio, sendo um pequeno município que tem a singular característica de sediar, a apenas seis quilômetros da pista de pouco, a fazenda de Aécio, o Governador que determinou a obra.

O segundo problema é o custo da desapropriação. Qual foi a base, o valor venal do imóvel, como corriqueiro, ou seu valor de mercado e, neste caso, qual é?

O senhor Aécio Neves diz que a opção, que implicou oferecer um milhão de reais a seu tio-avô, era “a mais barata”.

Se o “titio” tivesse aceito um valor simbólico – mil reais, digamos – nada haveria a questionar.

Mas  o Estado lhe ofereceu um milhão de reais e ele, ainda assim, não aceitou.

Nos autos do processo, certamente, deve haver sua pretensão: dois, três, quem sabe dez milhões?

Se a Justiça arbitrar R$ 2 milhões, ainda será o “mais barato”. Ou três?

O terceiro problema é o ético.

Se o titio, sem se comover com o pedido do sobrinho e com o desenvolvimento econômico do município – razão que alega Aécio para a urgência da obra- não concordou com uma desapropriação simbólica, porque é que não se procurou alternativas para, já que se pagava a mercado (será?) e caro, faze-lo a quem não poderia ser acusado de favorecimento?

Do outro lado da estrada havia um terreno igualmente plano, desimpedido e até maior.

O quarto problema é também de natureza ética. E vergonhoso.

Como é que se deram pareceres um mês antes do assunto vir à tona e seis anos depois da decisão ser tomada?

Não foram, ao menos pelo que indica a data aposta ao parecer de Velloso, feitos para dirimir dúvida sobre realizar ou não o investimento público ou, muito menos, para responder ao clamor público.

Não creio que um ex-ministro do Supremo, para contratar-se a um serviço de emissão de parecer, fosse capaz de fraudar a data. É provável, mesmo, que se trate de um erro material, ao escrever junho no lugar de julho.

Isso, porém, elide o mais importante da interpretação do episódio.

É que Aécio, fragilizado moralmente, correu a cobrir-se de pareceres que afirmam o óbvio, para ocultar o ignóbil.

Porque não há parecer que esconda o fato de que a obra não era essencial senão para seu conforto, tanto que “funciona” há quatro anos como pista privada, trancada a chave, salvo nos momentos em que serve de área de lazer a aeromodelistas.

Assim como não se poderá ocultar o preço astronômico de uma simples faixa de asfalto e um alambrado e menos ainda se explicará o asfaltamento de uma pista capaz de receber jatos no Norte de Minas, em Montezuma, um município pobre, paupérrimo, com sete mil e pico de moradores.

Onde, aliás, está outra propriedade do senador, esta vinda de “usucapião” de terras devolutas do Estado que governava.

Aécio Neves não entendeu que o Brasil é uma república, não uma sesmaria.

Serraram-lhe as asas, e ele está apavorado.

quinta-feira, 24 julho, 2014 Posted by | Repassando... | , , | Deixe um comentário

Cada um com seu jeitinho…

quinta-feira, 24 julho, 2014 Posted by | Repassando... | , , | Deixe um comentário

Diz-me dos seus caminhos e eu te direi quem és…

Publicado em 23/07/2014

CV DO AÉCIO:NUNCA FEZ NADA

Nunca foi empresário, nunca prestou concurso público e patrimônio é herança

O Conversa Afiada reproduz do Viomundo:

AÉCIO E SUA “BOLSA FAMÍLIA”: PARASITISMO ESTATAL PARA SI, LIBERALISMO PARA OS OUTROS

por Luis Carlos da Silva, especial para o Viomundo

Em várias declarações já ouvimos Aécio dizer que os petistas não podem perder a presidência da República, dentre outros motivos, para não ver cair seu padrão de vida. Provocação barata que ocupa o espaço dos debates estruturais que deveriam presidir uma disputa eleitoral da magnitude desta que temos à frente.

Mas, entremos no clima por ele proposto.

Aécio, de fato, não precisa se preocupar com seu padrão de vida. Ganhando ou perdendo eleições. Aliás, nunca se preocupou. Descendente das oligarquias conservadoras mineiras, que foram geradas nas entranhas do Estado, desde o império, ele não tem a menor ideia do que seja empreender na iniciativa privada. Do que seja arriscar em negócios e disputas de mercado. Do que seja encarar uma falência, uma cobrança bancária, uma perda de patrimônio.

Pasmem: é esse o candidato que faz apologia do livre mercado, da iniciativa individual como base para a ascensão social e da ideia do “cada um por si” como critério de sobrevivência na selva do capitalismo contemporâneo.

Até sua carreira eleitoral tem como fato gerador a agonia terminal do avô, cuja morte “coincidiu” com o dia de Tiradentes . Seu primeiro cargo eletivo é tributário disso: em 1986 ele obteve mais de 200 mil votos para deputado federal sem lastro político próprio. Quatro anos mais tarde, distante do “fato gerador”, ele se reelegeu com magros 42.412 votos.

No quadro a seguir temos um diminuto resumo da versão de sua “bolsa família”.

Reitera-se: trata-se de um “diminuto resumo”. A história de seus avós paternos e maternos é a reprodução integral de como foram formadas as elites mineiras: indispensável vínculo estatal (cargos de confiança no Executivo, cartório e muita influência no Judiciário), formação de patrimônio fundiário à base da incorporação de terras devolutas e estreitas ligações com carreiras parlamentares.

O pai, Aécio Cunha, por exemplo, morava no Rio de Janeiro quando,  em 1952 retorna a Belo Horizonte e, com 27 anos de idade, em 1954,  “elegeu-se deputado estadual, pela região do Mucuri e do Médio Jequitinhonha, ainda que pouco conhecesse a região (…)” conforme descrição no Wikipédia. Seus oito mandatos parlamentares nasceram de sua ascendência oligarca. Do avô materno, Tancredo, dispensa-se maiores apresentações. Atípico sobrevivente de várias crises institucionais que levaram presidentes à morte, à deposição e ao exílio, Tancredo Neves sempre esteve na “crista da onda”. Nunca como empresário. Quase sempre como interlocutor confiável dos que quebravam a normalidade democrática.

Aécio Neves, por sua vez, era um bon vivant quando passa a secretariar o avô, governador de Minas Gerais, a partir de 1983. Nunca foi empresário, nunca prestou concurso público, nunca chefiou nenhum empreendimento privado. Sua famosa rádio “Arco Íris” foi um presente de José Sarney e Antônio Carlos Magalhães. Boa parte de seu patrimônio é herança familiar construída pelo que se relatou anteriormente. O caso do aeroporto do município mineiro de Cláudio é apenas mais uma ponta do iceberg.

Enfim, ele é isso: um produto estatal que prega liberalismo, competição, livre mercado… para os outros. Uma contradição em movimento. Herdeiro, portanto, de uma típica “bolsa família”; só que orientada para poucos.

Aliás, esse parasitismo estatal é característico da maior parte das elites brasileiras. Paradoxal é defenderem os valores neoliberais.

Luis Carlos da Silva é sociólogo e assessor do bloco Minas Sem Censura

Clique aqui para ler “Google Earth: Aécio é um fanfarrão”

Aqui para “Cláudio: Aécio é um fanfarrão – II”

Aqui para “Superfaturamento: Aécio, como se explica isso ?”

Aqui para votar “Aeroporto é o batom na cueca do Aécio ? Não ! Sim ! Vote !”

E aqui para “Arrocho Neves = Bush Jr”

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Não ! Sim ! Vote !
A Casa Grande sempre tem candidato. Aécio é clone do FHC

quinta-feira, 24 julho, 2014 Posted by | Repassando... | , | Deixe um comentário

Você já é imortal, bravo Suassuna…

"É claro que, objetivamente, eu sei que vou morrer. Não sei se você já notou, mas nenhum de nós acredita que morre, o que é uma bênção. A gente se porta a vida toda como se nunca fosse morrer, o que é muito bom. Porque se a gente for pensar na morte como uma coisa fundamental, inevitável e próxima, a gente vai perder o gosto de viver, vai perder o gosto de tudo. Pensar que vai morrer prejudica um pouco a qualidade de vida, e eu sou um apaixonado pela vida, amo profundamente a vida. Olhe que essa maldita tem me maltratado, mas eu gosto dela"    Ariano Suassuna

“É claro que, objetivamente, eu sei que vou morrer. Não sei se você já notou, mas nenhum de nós acredita que morre, o que é uma bênção. A gente se porta a vida toda como se nunca fosse morrer, o que é muito bom. Porque se a gente for pensar na morte como uma coisa fundamental, inevitável e próxima, a gente vai perder o gosto de viver, vai perder o gosto de tudo. Pensar que vai morrer prejudica um pouco a qualidade de vida, e eu sou um apaixonado pela vida, amo profundamente a vida. Olhe que essa maldita tem me maltratado, mas eu gosto dela”.

Ariano Suassuna

quarta-feira, 23 julho, 2014 Posted by | Repassando... | , , | Deixe um comentário

Aos imortais quixotes da Vida…

Repassado por meu filho Ricardo, de Recife – PE

Os velhos não devem viajar

22 JUL 2014 | por em COLUNAS, MUNDO HIPERATIVO às 14:44

 Os velhos não devem viajar

Um velho subia as escadas que dão acesso a Machu Picchu. Usava bengala e um tubo de oxigênio, além de contar com o amparo de uma enfermeira. Tinha o rosto desfigurado pelo esforço. Quem já fez sabe que esse é um caminho cansativo, mas é no topo que está a melhor vista da Cidade Sagrada. Senti-me mal pelo velho. Por que esperou tanto para viajar? Agora já não tem mais forças. A aventura de descobrir novos lugares tornou-se um tormento físico. Não há como aproveitar, o tempo dele simplesmente passou.

Meu guia notou meu olhar sobre a carcaça do velho. Era ele também quase um ancião. Baixa estatura, pele curtida e nariz de Inca. Perguntou o que eu achava, respondi apenas que tudo tem seu tempo. Ele então me ensinou algo poderoso:

Só fica velho quem desiste dos próprios anseios. Talvez seu corpo padeça, mas a juventude não está nele. A juventude está na coragem e determinação em realizar o que se quer. Esse homem que sobe as escadas não traz com ele sua velhice. Ele carrega em si uma confiança enorme, algo que independente de seu corpo. Quantos homens querem subir esses degraus e nunca virão? Quantos homens já desistiram antes de tentar? Quantos homens já estão velhos antes de estar? Esse homem que sobe as escadas não é nenhum deles, ele conseguiu.

Parei quando faltavam alguns lances de escada. Esperei o velho. Queria olhar seu rosto quando visse Machu Picchu. A Cidade Sagrada é a coisa mais linda que eu já vi nos meus anos de estrada, mas nada que se compare aos olhos marejados daquele homem.

Pensei então em quem está velho antes de estar. Senti-me mal novamente, mas dessa vez com razão.

Um abraço!

Pedro Schmaus

quarta-feira, 23 julho, 2014 Posted by | Repassando... | , , | 1 Comentário