Livre pensar é só pensar!

Para não desligar os neurônios

Enfim, o desejo de D. Pedro II se realizará no Nordeste…


Publicado em 30/05/2014

TRANSPOSIÇÃO FAZ SERTÃO RENASCER

Chora, PiG chora …
Conversa Afiada reproduz do site do PT:

PROJETO S. FRANCISCO FAZ CIDADES RENASCEREM NO INTERIOR DE PE


Aumento de empregos e circulação de dinheiro amplia o comércio, valoriza terrenos e muda a vocação de cidades inteiras em Pernambuco, como Umãs.

Uma localidade sem desemprego, com circulação de dinheiro e um povo sempre feliz parece impossível, mas a Vila Umãs é assim. Localizada em uma área que no século passado foi quilombo, o distrito de Salgueiro é hoje uma região que vive um de seus melhores momentos, desde sua instalação, em dezembro de 1948.

Muitos moradores do local, que antes viviam procurando trabalho, tornaram-se funcionários das empresas que atuam nas obras do Projeto São Francisco, e os pequenos armazéns se tornaram mercados agitados. Isso mudou o comportamento dos habitantes, agora sempre sorridentes. Mas para que tudo seja perfeito, só falta chover. Só assim os poucos agricultores locais possam plantar cebola, a cultura regional.

Logo nas primeiras horas das manhãs, Antônio Augusto Ribeiro, de 66 anos, deixa seu sítio em direção a Umãs, em cima de uma bicicleta com um cesto na garupa cheio de verduras para vender. Mas, nem sempre, o produto chega a Salgueiro. “Vendo tudo pelo caminho. O povo está comprando muito”, conta Antônio.

“Se tivesse mais, com certeza tinha vendido”, acrescenta o aposentado, que lamenta não poder trabalhar nas obras do Projeto de Integração do Rio São Francisco, onde tem amigos, sobrinhos, primos, e outros parentes empregados.

Durante o dia, a vila fica parcialmente vazia, apenas algumas pessoas andam pelas ruas de paralelepípedos, principalmente as mulheres. A maior parte delas saem de comércios espalhados pela praça onde fica a pequena capela de Bom Jesus, onde começou o distrito

E lá que centenas de pessoas se reúnem em mesas para ver a atração do Umãs Clube, o local da diversão dos moradores aos sábados. A sorridente Marta Margarete Ferreira, de 28 anos, parece ser o retrato da vida nova na vila. Caixa de um supermercado, ele conta que tudo mudou a partir das obras.

A morena conta que seu namorado, vizinhos e vários parentes foram contratados pelas empreiteiras e as vendas de seu patrão vão muito bem. “Ele ampliou o mercado em dezembro passado”, conta Marta.

Ela explica que, até então, só negociavam com funcionários públicos que trabalhavam em Umãs. O resto da clientela era formada por moradores das áreas rurais. Com o aumento do fluxo de dinheiro na região, o comércio adotou mais uma novidade: aceita cartões de crédito, débito e vale-alimentação, a mais nova moeda circulante nos armazéns da vila.

O supermercado fica lotado pela manhã e no final do dia, quando o movimento aumenta com a chegada dos trabalhadores. Uma das clientes é Helenilde Gonçalves Pereira Angelim, cujo marido trabalha na transposição.

“Ave, Maria, foi bom demais”, comemora a mulher, se referindo à contratação do esposo.

Com o dinheiro dos salários, o casal já começou a construir uma casa. O material é adquirido na loja onde trabalha Rafaela Souza Lima Torres, que quase não tem tempo de atender o telefone de pedidos, já que o balcão está sempre cheio de clientes a espera de atendimento.

Ela conta que os materiais mais vendidos são o cimento, cerâmica e tinta. “Há muitas construções, mas o pessoal está reformando também”, diz Rafaela, enquanto atende Valdenir Pereira Vasconcelos, um dos pedreiros disputados em Umãs.

“O dinheiro está circulando bastante e tem melhorado muito a vida”, afirma o pedreiro, apressado em direção ao trabalho.

Cruzando a mesma rua passa em uma moto Antônio Soares Ferreira, carregando uma grande caixa de isopor com tilápias e tambaqui, trazidos da Paraíba. Sem abaixar o preço, ele conseguiu aumentar as vendas e conquistar novos fregueses por causa da circulação de mais renda na vila.

“Antes, vendia 50 quilos por semana. Agora, vendo 100”, conta orgulhoso.

“A obra do Projeto São Francisco tinha que ser feita antes, demoraram muito para isso acontecer”, lamenta o vendedor, exibindo o mesmo sorriso no rosto que seus conterrâneos.

Com 2,1 mil habitantes e a pouco mais de 27 quilômetros de Salgueiro, o Distrito de Umãs, assim como a região, virou um canteiro de obras. São loteamentos que no futuro serão condomínios. Com isso, o preço da terra se valorizou.

Edvaldo José dos Reis, que nasceu em Umãs, há 60 anos, que o diga. Ele tinha uma área que valia R$ 4 mil. Um ano e meio depois, vendeu por R$ 20 mil. “Tudo graças ao Projeto São Francisco”, comemora.

Moradores que não foram para o canteiro de obras continuam tentando a vida na roça, como Antônio Ribeiro. O aposentado gosta mesmo é da lavoura, de plantar cebola, tomate e verdura, mas está impedido enquanto a chuva não chega.

“As águas foram poucas nos últimos anos, mas deve melhorar”, conclui o aposentado que espera por dias melhores, como os que vivem os moradores de Umãs.

Por Edson Luiz (Texto) e Cadu Gomes (Foto), enviados especias da Agência PT de Notícias

Clique aqui para ler “Obra do São Francisco: Não é só água. É emprego”

Aqui para “Dilma e a seca: saiu do NE e foi para SP”

E aqui para “Obra do São Francisco: Chora, Kamel, chora”

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sábado, 31 maio, 2014 Posted by | Uncategorized | Deixe um comentário

Dizendo o que tem de ser dito (II)…


Publicado em 30/05/2014

LULA: FILHO TEM QUE SABER QUE PAI VIVEU NUM MUNDO PIOR

Diante do do PiG (*), o Governo não soube se comunicar – do mesmo autor

 Amigo navegante enviou trechos da entrevista que o Nunca Dantes concedeu a Mino Carta e a Luiz Gonzaga Belluzzo, nesta edição da revista (que já nos ofereceu a reflexão do Mauricio Dias: “foi Barroso quem desmontou o Barbosa“):

Carta Capital n˚ 802

LULA EM CAMPANHA

Entrevista de Lula a Luiz Gonzaga Belluzzo e Mino Carta

Antes de mais nada, impressiona a paixão. Aos 68 anos, Luiz Inácio Lula da Silva não perdeu o vigor com que arengava à multidão reunida no gramado da Vila Euclides no fim dos anos 70. E nos momentos em que sustenta algo capaz de empolgá-lo, ocorrência frequente, aperta com força metalúrgica o pulso do entrevistador mais próximo, como se pretendesse transmitir-lhe fisicamente sua emoção. Assim se deu nesta longa entrevista que o ex-presidente Lula deu a CartaCapital. No caso de Mino, esta foi mais uma das inúmeras, a começar pela primeira, em janeiro de 1978.

CC: O senhor enxerga alguma relação entra a Copa do Mundo e a eleição? Se enxerga, por que e de que maneira?

Lula: Eu acho difícil imaginar que a Copa do Mundo possa ter qualquer efeito sobre a preferência por este ou aquele candidato. Por outro lado, se o Brasil perder, acho que teremos um desastre similar àquele de 1950. Temo uma frustração tremenda, e a gente não sabe com que resultado psicológico para o povo. Em 50 jogaram o fracasso nas costas do goleiro Barbosa.

CC: Em primeiro lugar o Barbosa.

Lula: O Barbosa carregou por 50 anos a responsabilidade, e morreu muito pobre, com a fama de ter sido quem derrotou o Brasil. É uma vergonha jogar a culpa num jogador. Se o Brasil ganha, a campanha passa a debater o futuro do País e o futebol vai ficar para especialistas como eu.

CC: E as chamadas manifestações?

Lula: Ainda há pouco tempo a gente não esperava que pudessem acontecer manifestações. E elas aconteceram sem qualquer radicalização inicial, porque as pessoas reivindicavam saúde padrão Fifa, educação padrão Fifa; poderiam ter reivindicado saúde padrão Interlagos, quando há corrida, ou padrão de tênis, Wimbledon, na hora do tênis. Eu acho que isso é até saudável, o povo elevou seu padrão reivindicatório. E é plenamente aceitável dentro do processo de consolidação democrático que vive o Brasil. Eu acho que, ao realizar a Copa, o governo assumiu o compromisso de garantir o bem-estar e a segurança dos brasileiros e dos torcedores estrangeiros. Quem quiser fazer passeata que faça, quem quiser levantar faixa, que levante, mas é importante saber que, assim como alguém tem o direito de protestar, o cidadão que comprou o ingresso e quer ir ver a Copa tenha a garantia de assistir aos jogos em perfeita paz.

CC: O povo brasileiro amadureceu e nós entendemos que o resultado da Copa será bem menos importante do que foi em 1950. Mesmo que a seleção perca, não haverá tragédia. Deste ponto de vista. Efeitos sobre as eleições podem ocorrer em função das chamadas manifestações.

Lula: Eu tenho certeza de que a presidenta Dilma e os governos estaduais estão tomando toda a responsabilidade para garantir a ordem. Com isso podemos ficar tranquilos, é questão de honra para o governo brasileiro. O que está em jogo é também a imagem do Brasil no exterior. De qualquer maneira, acho que não vai ter violência, e, se houver será tão marginal a ponto de ser punida pela própria sociedade. Agora se um sindicato quer fazer uma faixa “abaixo não sei o quê, 10% de aumento”, é seu direito. Eu me lembro que disse ao ministro José Eduardo Cardozo, quando começou a se aventar a possibilidade de uma lei contra os mascarados: “Olha, gente, nem brincar com lei contra mascarados porque a primeira coisa que iremos prejudicar vai ser o Carnaval, não os mascarados”. A Constituição e o Código Penal definem claramente o que é ordem e o que é desordem e, portanto, o governo tem mecanismos para evitar qualquer abuso. Recomenda-se senso comum. Nesses dias tentaram até confundir uma frase minha sobre uma linha de metrô até os estádios. Em 1950, no Maracanã cabiam 200 mil pessoas, mais de duas vezes as assistências atuais. É verdade, havia menos carros nas ruas, infinitamente menos carros, mas também não havia metrô.

CC: De todo modo, vale a pena realizar uma Copa?

Lula: Discordo daqueles que defendem a Copa no Brasil dizendo que vão entrar 30 bilhões, ou que geraremos novos empregos. O problema não é econômico. A Copa do Mundo vai nos permitir, no maior evento de futebol do mundo, mostrar a cara do Brasil do jeito que ele é. O encontro de civilizações, o resultado dessa miscigenação extraordinária entre europeus, negros e índios que criou o povo brasileiro. Qual é o maior patrimônio que temos para mostrar? A nossa gente.

CC: Em que medida essas manifestações nascem do fato de que houve uma ascensão econômica? Aqueles que melhoraram de vida reivindicam mais saúde, mais educação.

Lula: Eu acho que não há apenas uma explicação para o que está acontecendo. Precisamos aprender a falar com o povo, para que entenda o momento histórico. O jovem hoje com 18 anos tinha 6 anos quando ganhei a primeira eleição, 14 anos quando deixei de ser presidente da República. Se ele tentar se informar pela televisão, ele é analfabeto político. Se tentar se informar pela imprensa escrita, com raríssimas exceções, ele também será um analfabeto político. A tentativa midiática é mostrar tudo pelo negativo. Agora, se nós tivermos a capacidade de dizer que certamente o pai dele viveu num mundo pior do que o dele, e se começarmos a mostrar como a mudança se deu, tenho certeza de que ele vai compreender que ainda falta muito, mas que em 12 anos, passos adiante foram dados.

CC: O governo não soube se comunicar?

Lula: Eu acho. Eu de vez em quando gosto de falar de problema histórico, para a gente entender o que de fato aconteceu neste país. Já disse e repito: Cristóvão Colombo chegou em Santo Domingo, em 1492, e em 1507 ali surgia a primeira faculdade. No Peru, em 1550, na Bolívia, em 1624. O Brasil ganhou a primeira faculdade com dom João VI, mas a primeira universidade somente em 1930. Então você compreende o nosso atraso. Qual é o nosso orgulho? Primeiro, em 100 anos, o Brasil conseguiu chegar a 3 milhões de estudantes em universidades. Nós, em 12 anos, vamos chegar a 7,5 milhões de estudantes, ou seja, em 12 anos, nós colocamos mais jovens na universidade do que foi conseguido em um século. Escolas técnicas. De 1909 até 2002, foram inauguradas 140. Em 12 anos, nós inauguramos 365. Ou seja, duas vezes e meia o número alcançado em um século. E daí você consegue imaginar o que significa o Reuni ao elevar o número de alunos por sala de aula, de 12 para 18. Ou o que significa o Ciências Sem fronteiras, o Fies: 18 universidades federais novas. Pergunta o que o Fernando Henrique Cardoso fez? Se você pensar em 146 campi novos, chegará à conclusão de que foi preciso um sem diploma na Presidência da República para colocar a educação como prioridade neste País. Nós triplicamos o Orçamento da União para a educação. É pouco? É tão pouco que a presidenta Dilma já aprovou a lei permitindo 75% dos royalties para a educação. É tão pouco que a Dilma criou o Ciência Sem Fronteiras para levar 65 mil jovens a estudar no exterior. É tão pouco que ela criou o Pronatec, que já tem 6 milhões de jovens se preparando para exercer uma profissão. Isso tudo estimula essa juventude a querer mais. Tem de querer mais. Quanto mais ela reivindicar, mais a gente se sente na obrigação de fazer. Quem comia acém passou a comer contrafilé e agora quer filé. E é bom que seja assim, é bom que as pessoas não se nivelem por baixo. Eu sempre fui contra a teoria de que é melhor pingar do que secar. Quanto mais o povo for exigente e reivindicar, forçará o governo a fazer mais. O que é ruim? A hipocrisia. Nós temos um setor médio da sociedade, que ficou esmagado entre as conquistas sociais da parte mais pobre da população e os ricos, que ganharam dinheiro também. A classe média, em vários setores, proporcionalmente ganhou menos. Toda vez que um pobre ascende um degrau, quem está dez degraus acima acha que perdeu algumas coisas. A Marilena Chauí tem uma tese que eu acho correta: um setor da classe média brasileira que às vezes também é progressista, do ponto de vista social, mas não aprendeu a socializar os espaços públicos e então fica incomodado.

CC: Nós entendemos que o problema é representado pela elite brasileira. Quem se empenha contra a igualdade?

Lula: Eu sou o mais crítico do comportamento da elite brasileira ao longo da história. Este país foi o último a acabar com a escravidão, foi o último a ser independente. Só foi ter voto da mulher na Constituição de 34. Tudo por aqui resulta de um acordo, inclusive um acordo contra a ascensão social. Na Guerra dos Guararapes, quando pretos e índios quiseram participa, a elite disse “não, não vai entrar, porque depois que terminar essa guerra vão querer se voltar contra nós”. Esta é a história política do Brasil. Ocorre, porém, que a ascensão dos pobres levou empresas brasileiras a ganhar como nunca. Não sou eu quem lembra – em 1912, Ford dizia: “Quero pagar um bom salário para meus trabalhadores para que eles possam consumir”. Por exemplo, pobre em shopping dá lucro. Muitas vezes os donos não aceitam num primeiro momento, mas depois percebem que é bom. Tínhamos 36 milhões de brasileiros viajando de avião, agora temos 112 milhões.

CC: Notáveis avanços são inegáveis. Mas como vai ser daqui para a frente?

Lula: Eu fazia debates mundo afora, com o Mantega, o Meirelles, às vezes a Dilma. E eu dizia: esses ministros meus, eles falam de macroeconomia, mas o que eles não dizem é que essa macroeconomia só deu certo por causa da minha microeconomia. O que foi a microeconomia? Foi o aumento de salário, foi a compra de alimentos, a agricultura familiar, foi o financiamento, foi o crédito consignado, foi o Bolsa Família. Foi essa microeconomia que deu sustentabilidade à macroeconomia. Na Constituição de 46, quando o trabalho era o assunto, concluía-se: “Não pode dar 30 dias de férias para o trabalhador, porque o ócio o prejudica”. Chamavam férias de ócio. Agora, as pessoas dizem que o Bolsa Família cria um exército de vagabundos. E o futuro? Numa escada de dez degraus, os pobres só subiram dois, um e meio, ainda falta muito para subir. Por isso eu tenho orgulho da presidenta Dilma, ela sabe que muita gente vai se bater contra ela a sustentar que, para controlar a inflação e fazer o País crescer, é preciso ter um pouco de desemprego, arrocho no salário mínimo, ou seja, que é preciso fazer o que sempre foi feito neste País e que não deu certo. Então, o que o governo tem de garantir é o aumento da poupança interna, mais investimento do Estado, mais junção entre empresa privada e pública, mais capital externo para investir no setor produtivo. Para tanto, é indispensável dar continuidade à ascensão dos mais pobres. Porque é isso que também vai garantir a ascensão do Brasil no mundo desenvolvido, com alto padrão de qualidade de vida, renda per capita de 20 mil, 30 mil dólares, e até mais. O Brasil não pode parar agora. Está tudo mais difícil, mas temos agora o que a gente não tinha há cinco anos, vamos contar com o pré-sal daqui a pouco.

CC: Temos um agronegócio muito exuberante, muito produtivo e competitivo: é possível mobilizar essa capacidade para estimular a indústria de equipamentos agrícolas?

Lula: Nós já temos uma indústria de equipamentos agrícolas muito boa. Quando na Presidência, cansei de discutir com empresários que feiras de agronegócio nós precisamos é fazer na Argentina, no México, Nigéria, Angola, Índia. Temos de mostrar nossa capacidade nos outros mercados. Esta é uma área na qual o Brasil está pronto, não só porque tem conhecimento tecnológico, mas também porque tem capacidade de área agricultável, terra, sol e água. Sem a vergonha de dizer que exportamos commodities. Hoje, a commodity tem preço. O que nós precisamos é produzir não só o alimento, mas a indústria de alimentos, não só a soja, mas o óleo de soja.

CC: Permita-nos insistir: como vencer as resistências da elite, atiçada pela mídia?

Lula: No movimento sindical, em 1969, comecei a negociar com a Fiesp, certamente a elite era muito mais retrógrada do que hoje. Eu lembro quando nós constituímos a primeira grande comissão de fábrica na Volkswagen nos anos 80, nós fomos pedir a Antônio Ermírio de Moraes a criação de uma comissão de fábricas na sua indústria química de São Miguel Paulista, e significava trabalhador querendo mandar na empresa dele. Hoje tem uma classe empresarial, mais jovem, que já compreende a importância da negociação coletiva. Mesmo assim, permanecem setores retrógrados. Ainda temos coronel que mata gente por este Brasil afora por briga de terra. Nesses dias a Nissan americana não queria deixar seu pessoal sindicalizar-se por lá mesmo e eu tive de mandar uma carta para o presidente da empresa. Mas voltemos à mídia.

CC: A mídia nutre essa elite.

Lula: Eu certamente não sou especialista nesta questão da mídia e nunca tive muita simpatia dos seus donos. Toda vez que tentei conversar com eles, cuidei de explicar que ao governo não interessa uma mídia chapa-branca, como foram no governo Fernando Henrique Cardoso. Eu não quero isso, não quero que tratem o PT como trataram a turma do Collor nos dois primeiros anos do seu mandato. Agora, também é inaceitável a falta de respeito com Dilma. Se querem falar mal, façam-no no editorial do jornal. Na hora da cobertura do fato, publiquem o fato como ele é. Nunca liguei para o dono de mídia pedindo para fazer essa ou aquela matéria, mas o respeito há de ter, tanto mais por parte da comunicação, que é concessão do Estado. Respeito à instituição, e acho que eles saíram de um momento em que lambiam as botas da ditadura e evoluíram para o pensamento único a favor de FHC, e contra o meu governo e contra o da Dilma, e contra a presidenta com agressividade ainda maior.

(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

sexta-feira, 30 maio, 2014 Posted by | Repassando... | , , , | Deixe um comentário

Planeta Terra: para ver, se emocionar e refletir…

Nada mais útil que, como aquecimento para a  Semana do Meio Ambiente que se iniciará segunda-feira, cada um de nós olhe mais de perto a situação ambiental da sua vizinhança, do seu bairro, da sua cidade, das comunidades e dos recursos naturais que nos rodeiam. A partir daí, podemos ampliar nossa visão para a questão ambiental planetária. E o vídeo cujo link repassamos abaixo pode nos ajudar a refletir.

Bom proveito…

sexta-feira, 30 maio, 2014 Posted by | Comentário, Repassando... | , , | Deixe um comentário

Demorooooouuuu…


Publicado em 29/05/2014

ENFIM !
BARBOSA SAI EM JUNHO

Pena de Dirceu deixa de ser perpétua !

 Saiu na Fel-lha (*):

JOAQUIM BARBOSA ANUNCIA QUE DEIXARÁ STF E VAI SE APOSENTAR

DE SÃO PAULO

O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Joaquim Barbosa, vai se aposentar em junho e deixar a corte. Em encontro nesta quinta-feira (29) com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), Barbosa se despediu do parlamentar e anunciou sua decisão de antecipar sua saída do STF. Antes de Renan, Barbosa se encontrou com a presidente Dilma Rouseff e também a comunicou de sua aposentadoria.

Na conversa com Renan, Barbosa não revelou qual será seu destino. Questionado por senadores que participaram do encontro se seria candidato em outubro, ele respondeu apenas com um sorriso. Para estar apto a disputar um cargo, Barbosa precisaria ter deixado o STF até 5 de abril (seis meses antes da eleição) e se filiar a um partido.

(…)


(*) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que matou o Tuma e depois o ressuscitou; e que é o que é,  porque o dono é o que é; nos anos militares, a Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.

sexta-feira, 30 maio, 2014 Posted by | Repassando... | | Deixe um comentário

Dizendo o que tem de ser dito…

(Repassado pelo navegante Carlos Germer – SC)

segunda-feira, 17 de março de 201

Artista humilha TV Globo e gera polêmica ao criticar BBB e o Brasil

Imagem: Reprodução
O artista plástico Antonio Veronese virou alvo de retaliações e polêmica após criticar conteúdo transmitido na TV brasileira, bem como a cultura nacional contemporânea.
Assista abaixo e manifeste sua opinião:
Folha do Povo com TV Revolta

terça-feira, 27 maio, 2014 Posted by | Arte e cultura, Repassando... | , | Deixe um comentário

Enfim, um(a) empresário(a) de vergonha na cara!!! Cabra boa!!!

Publicado em 25/05/2014

LUIZA: TÁ RUIM ? VENDE O NEGÓCIO E VAI EMBORA !

Luiza foi quem mandou o e-mail ao colonista da GloboNews …

Saiu no Diário Catarinense:

“ESTÁ TÃO RUIM? ENTÃO, VENDE O NEGÓCIO E MUDA DE PAÍS!”, DIZ LUIZA TRAJANO

Empresária mantém o viés otimista pelo Brasil, conta como a empresa precisou se reorganizar depois de quase dobrar de tamanho e diz ser garota-propaganda daquilo que dá certo

Luiza Helena Trajano Inácio Rodrigues, presidente do conselho de administração da rede de lojas Magazine Luiza, é diferente da maioria dos empresários brasileiros. Não só pelo fato de ser mulher — é uma das poucas na posição —, mas pelo viés otimista que enxerga o Brasil. Enquanto boa parte da iniciativa privada adota tom mais ácido ao falar das ações do atual governo, essa paulista de Franca afirma que prefere ver o copo “meio cheio” em vez de “meio vazio”e diz não temer ser vista como garota-propaganda do Planalto.

De tão identificada com a rede que comanda, Luiza é associada à marca. Na realidade, o nome vem da tia, Luiza Trajano Donato, que comprou uma pequena loja de presentes em 1957, A Cristaleira, com o marido Pelegrino José Donato.

Depois de quase dobrar de tamanho entre 2007 e 2010, a empresa sentiu as dores do crescimento. Em 2012, amargou prejuízo de R$ 6,7 milhões, resultado que empurrou o preço das ações para baixo e obrigou a empresa a diminuir o ritmo de expansão. Novas aquisições estão fora dos planos este ano, diz Luiza.

A meta em 2014 é crescer de forma sustentada. Para isso, conta com o bom desempenho das vendas no Rio Grande do Sul, que costuma visitar com bastante frequência. O hino rio-grandense ela já sabe de cor. Falta só aprender a tomar chimarrão.

Enquanto outras redes destacam a qualidade do produto ou o preço mais barato, o slogan da Magazine Luiza faz um convite: vem ser feliz!. Luiza Trajano é uma mulher feliz?
Eu sou muito feliz (risos). Felicidade é muito você aceitar as coisas da maneira como vêm. Há quatro anos, perdi meu marido subitamente e foi muito triste. Mas acredito que as coisas sempre vêm para que as pessoas possam desenvolver, melhorar. Lógico, sofremos, temos problemas. Mas felicidade é muito simples. É preciso querer ser feliz. Agradecer o que acontece de bom. Detesto a frase “era feliz e não sabia”. Quando meu marido morreu, a única coisa que me consolava era isso. Eu era feliz e tinha sabido aproveitar isso.

O que a faz rir à toa?
Meus netos e boas vendas. Fico muito alegre vendo as pessoas crescendo e conseguindo vencer os obstáculos. Pessoas com garra e determinação, que não reclamam muito das coisas. Gente que faz acontecer, de princípios, que luta por uma causa.


Uma de suas marcas é o otimismo sobre o Brasil. É avaliação de cenário ou é nato?

Não é que eu seja otimista e ache que tudo está certo. Apenas costumo ressaltar também as coisas positivas. Vivemos uma onda de pessimismo. O Brasil incluiu 5 milhões de pessoas no mercado de trabalho e parece que não foi nada. Uma década atrás, quando tínhamos uma loja com 50 vagas ficavam 2 mil pessoas na fila por um emprego.

E agora, mudou?
Agora abrimos uma outra filial na mesma cidade no interior de São Paulo, Rio Preto, tinha só 100 pessoas. E metade já tinha emprego. Sou daquelas que gosta de ver o copo do lado cheio. O lado vazio tem muita gente para mostrar. O Brasil precisa de líderes que também saibam ver o lado positivo.

Há motivos para as queixas dos empresários?
Eu costumo dizer para os colegas empresários que pensam muito negativo: “Está tão ruim? Então, vende o negócio e muda de país”. Trabalha aqui, ganha dinheiro aqui e acha que está tudo ruim? O Brasil é nosso. Não adianta eu reclamar de mim mesma. À medida que eu estou reclamando do país eu estou reclamando de mim. O que eu posso fazer para ajudar? Não é um otimismo sem participação. É se sentir responsável por construir um país melhor. Quem se sente responsável não aponta dedo.

Há um certo ranço do mercado em relação ao governo?
A campanha eleitoral começou muito cedo este ano e isso traz muita coisa à tona. Temos muitos problemas para vencer. A infraestrutura está sendo enfrentada. Mesmo assim, temos conquistas. O país passou por uma crise global (2008) quase ileso. Afetou todo mundo e nós não sentimos. Dia desses recebi um empresário espanhol que me contou que os jovens na Espanha não têm emprego. E nossos jovens têm. Há coisas para melhorar, mas só nós conseguiremos isso. A renda triplicou em 10 anos.

A senhora fez sucesso nas redes sociais quando corrigiu Diogo Mainardi, no programa Manhattan Connection, sobre inadimplência no varejo. Mandou mesmo o e-mail a ele?
Nunca mandei um e-mail ou carta de retorno para ele. Tudo que andam dizendo na internet é mentira. A única coisa que fiz foi agradecer as milhares de mensagens de apoio que recebi. Tenho um respeito muito grande por toda a equipe do Manhattan. O que aconteceu é que eu sou uma pessoa preocupada com a inadimplência. Toda segunda-feira, recebo dados atualizados, tanto da minha empresa quanto dados gerais. Inadimplência é igual a cupim, corrói o negócio por dentro. Nem sou tão ligada em números, mas esse tema é algo que acompanho muito de perto. Mesmo tendo certeza do contrário, quando o Diogo Mainardi disse que a inadimplência havia aumentado eu não retruquei. Apenas disse que ia encaminhar o e-mail. Mas nunca enviei. O que tem é muita gente aí escrevendo mensagens falsas no meu nome.

Por que a resposta da senhora fez sucesso entre os jovens?
Eu me assusto com o pessimismo dos jovens. Eles vivem uma fase sem esperança, e de repente alguém mostra o copo cheio, o que o país tem de bom. E também porque o número que eu dei estava certo. E na semana seguinte foram divulgados dados mostrando que o país estava com os índices mais baixos de inadimplência.

O estilo da resposta contribuiu para a repercussão?
A forma como conduzi, firme, sem ser agressiva, também ajudou. Não sou analista de comunicação, mas acho que foi isso. Era uma coisa que tinha de ser. Não me preparei. Tinha chegado aquele dia mesmo dos Estados Unidos. Nunca mais vou ser tão inocente (pausa). Apesar de que, no programa do João Dória, fui do mesmo jeito (risos).

A inadimplência preocupa? Os índices voltaram a subir no início deste ano…
Continua em queda. A prova disso é que os bancos têm aprovado mais crédito. Teve um pouquinho de alta sim, o que é comum para o período.

Ainda há espaço para expandir o consumo no Brasil?
Falar em opção por consumo ou por infraestrutura é um erro. Infraestrutura é necessária, mas para garantir não é preciso abrir mão do consumo. Sem consumo não tem emprego. No Brasil só 54% da população tem máquina de lavar, só 10% tem televisão de tela plana e só 1% tem ar-condicionado. E ainda precisamos construir 23 milhões de casas para ter um nível satisfatório de igualdade social para um país em desenvolvimento. Nenhuma indústria vive sem consumo. Nos Estados Unidos, as pessoas já estão na oitava geração de TVs de tela plana. A gente ainda precisa de uns 20 anos de progresso.

(…)

Clique aqui para ver “Luiza afoga Mainardi num copo vazio”.

aqui para ler “Luiza desmoraliza a capital da Colônia”

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PS: as imagens acima foram incluídos por este modesto blogueiro

segunda-feira, 26 maio, 2014 Posted by | Repassando... | , , | Deixe um comentário

E o pior: urna vazia de votos…

segunda-feira, 26 maio, 2014 Posted by | Humor, Repassando... | , , | Deixe um comentário

Terra-do-Nunca ou do Benvirá?

DSC00936O sonho começa a tomar forma. As fruteiras plantadas em sistemas agroflorestais completaram o primeiro ano e prometem fartura para breve. As pimenteiras-do-reino trepam vigorosamente nos troncos dos bacurizeiros nativos, como as plantas ancestrais faziam na Índia da época das grandes navegações. As águas parcialmente represadas da nascente, estão cheias de peixinhos a dançar em suas águas claras, águas cortadas diariamente pelos patos e pelos banhos expontâneos da Preta e do Num É. As andirobeiras, copaibeiras, ipês e castanheiras ensaiam os primeiros galhos das copas do futuro. E eu, cada vez mais em paz e deslumbrado, mergulhado quase sempre nas águas até ao pescoço, bebericando pinga e roendo taperebás (já tive três ameaças de pneumonia).

Agora de manhã, mais uma vez, dei comida para os peixes, sentei no toco e fiquei a apreciar seus pulos e o banho dos patos, mais abaixo. E, como nunca, a perspectiva concreta do sonho original se fez presente em mim. E por assim ser, relembrei o projeto da placa que pregarei um dia na entrada do sítio: Sítio Natureza, As reticências a serem preenchidas pelo subtítulo, que deverá expressar a essência do meu espírito em resiliência: a Terra do Nunca? Ou a Terra do Benvirá? Neste dilema, perdi a noção do tempo a matutar a escolha, sentado no tronco a beira do lago. Qual dos dois?

O primeiro subtítulo pensado, há tempos atrás, foi a Terra do Nunca. Na ficção de J. M. Barrie, esta terra era a morada dos meninos perdidos, da imortalidade e da infância perene. E eu, um menino perdido por tantos anos obrigado à luta para provar que a rebeldia valia alguma coisa, apesar de ter conseguido provar o que queria, redespertei em mim o sonho de uma segunda infância, da qual nunca mais queria sair (efeitos da velhice?). Livre. Dono da minha rebeldia. Dono da minha cabeça e do meu corpo. Imortal. Feliz como um bicho-do-mato sem predadores por perto.

Mas a minha mente em resgate é um turbilhão, que não se contenta em apenas ser criança parada no tempo, por mais feliz que ele seja. E aí me veio à cabeça a música do Vandré (Terras do Benvirá), um poeta louco, rebelde e visionário que, antes de ser morto em vida, refletiu sobre os sonhos originais, o amor de sempre, o céu que nos cobre, as coisas passada que retornam para dar força e o presente que não esquece as raízes.

Pensei muito. Tenho pensado muito nestes dois subtítulos. Cheguei até a pensar em uma enquete para que vocês pudessem me ajudar a escolher. Mas me decidi hoje, ali na beira do lago, por Terra do Benvirá. O eterno vir-a-ser. A desconstrução criativa, onde o que é bom pode ser transformado no melhor. Já fui criança um dia. Criança rebelde, sonhadora, triste e teimosa. Hoje, para minha sorte, mantenho em mim o espírito da criança que fui, mas sou um adulto. Soy um viejo (como sempre digo, um quixote incorrigível). Ou como sempre disse também, um camponês metido à besta que finalmente largou as pretensões intelectuais acadêmicas e retornou à intelectualidade da vida natural. Não me arrependo das pretensões pois fui obrigado à buscá-las e também porque, se não o tivesse feito, morreria na dúvida pelo caminho não trilhado.

E agora, ainda com o coração ligado lá no lago, comunico a vocês, meus amigos: hoje surgiu, formalmente, o Sítio Natureza – A Terra do Benvirá. Ainda embrionário, mas com coisas próprias do sonho que estou perseguindo. E lembrem-se, no caso de eu partir para o outro lado do caminho antes do combinado: aqui eu encontrei paz; aqui eu me resgatei enquanto ser humano válido; aqui reconstruí meu corpo, minha alma e meu espírito. E por tudo isso, quando partir, continuarei sentado à beira do lago, para sempre e contemplando este pequeno mundo que me faz tão feliz.

Um bom domingo a todos. E para o dia continuar encantado, mando o link para vocês curtirem o Vandré, em As terras do Benvirá.

https://www.youtube.com/watch?v=P2meimIHGsE

https://www.youtube.com/watch?v=h8Eb2YECSjo

domingo, 25 maio, 2014 Posted by | Comentário, Crônica, Reflexões, Repassando... | , , | 2 Comentários

O Brasil que a TV e a Oposição pitbull não mostra…

Publicado em 23/05/2014

BRASIL ATINGE
METAS DO MILÊNIO

Dilma: Nós reduzimos a desigualdade aumentando o crescimento da renda dos mais pobres

Saiu na Agência Brasil:

BRASIL CUMPRIU COM ANTECEDÊNCIA DOIS OBJETIVOS DO MILÊNIO, MOSTRA RELATÓRIO

O Brasil cumpriu integralmente dois dos oito Objetivos do Milênio (ODM) das Nações Unidas (ONU) com anos de antecedência. A meta de reduzir a mortalidade infantil em dois terços em relação aos níveis de 1990 até 2015 foi cumprida em 2011, quatro anos antes do prazo assumido perante a organização. A meta de reduzir a fome e a miséria foi outro objetivo cumprido antes do prazo. Deacordo com a ONU, a extrema pobreza tinha de ser reduzida pela metade até 2015 em relação aos níveis de 1990. O Brasil adotou metas mais rigorosas e estabeleceu a redução a um quarto desse mesmo nível, o que foi cumprido em 2012.

Os dados estão no Relatório Nacional de Acompanhamento dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, entregue hoje (23) à presidenta Dilma Rousseff, durante cerimônia de lançamento daPolítica Nacional de Participação Social. No documento estão dados sobre os principais indicadores sociais relacionados a esses objetivos – como índices nas áreas de saúde, educação, trabalho e meio ambiente.

Dilma comemorou os dados do Brasil. “Nós, de fato, reduzimos a desigualdade, não reduzimos tirando de ninguém, mas aumentando o crescimento da renda dos mais pobres. Os mais ricos do Brasil, a renda deles cresceu, mas foi muito menos do que cresceu a renda dos mais pobres. É uma onda que vai empurrando de baixo para cima todo mundo e a onda é mais forte naqueles que queremos pegar primeiro, que são os eternamente excluídos deste país”.

Em relação às metas cumpridas com antecedência, a taxa de mortalidade no Brasil, de 53,7 óbitos por mil nascidos vivos em 1990, diminuiu para 17,7 em 2011. Os dados do relatório mostram que a redução mais intensa dos óbitos ocorreu na faixa de 1 a 4 anos de idade. O avanço é atribuído ao incentivo ao aleitamento materno, ao acompanhamento pelos programa Saúde da Família e Saúde Indígena.

“Porém, o nível de mortalidade ainda é elevado. Por essa razão, muita ênfase tem sido dada às políticas, aos programas e às ações que contribuem para a redução da mortalidade na infância”, informa o relatório.

Sobre a redução da extrema pobreza, o nível atingiu 3,6%, mais de 10 pontos percentuais a menos do que em 1990 – quando 13,4% da população viviam com menos de R$ 70 por mês, considerado o limite de extrema pobreza para a ONU.

“Já atingimos há alguns anos a meta de redução da extrema pobreza. Com isso, estamos próximos da superação”, explicou o ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE) da Presidência da República, Marcelo Neri. De acordo com parâmetros do Banco Mundial, quando a taxa de extrema pobreza está abaixo dos 3%, considera-se que está superada.

O Objetivo do Milênio de melhorar a saúde da gestante e reduzir a mortalidade materna não será cumprido – nem pelo Brasil nem pelo restante do mundo. O número de óbitos maternos a cada 100 mil nascimentos no país passou de 143, em 1990, para 63,9, em 2011. Para reduzir a meta a um quarto do nível de 1990, seria preciso chegar a 35. Ainda assim, os níveis do Brasil são melhores do que os dos países em desenvolvimento em geral e da América Latina – de 240 e 72 óbitos a cada 100 mil nascidos vivo, respectivamente.

“No Brasil, um fator que dificulta a redução da mortalidade materna é o elevado número de cesarianas. O percentual desse tipo de parto tem se mantido em patamares muito altos e comtendência de crescimento em todas as regiões”, conforme o relatório. Do total de partos feitos em 2011, 54% foram cesáreas. Em 1996, esse índice era menos de 41%.

Em relação aos demais objetivos, as perspectivas são positivas e o Brasil acredita que as metas serão cumpridas. Em educação, cuja meta é a universalização da educação primária, o país está com 97,7% das crianças de 7 a 14 anos frequentando o ensino fundamental – mais do que os 81,2% de 1990.

Nos demais ODMs – paridade de gêneros, combate a HIV/aids, qualidade de vida, respeito ao meio ambiente e parceria mundial para o desenvolvimento – a expectativa é seguir avançando nos índices.

“Tendemos a olhar a mudança [no Brasil] como superficial e quando vemos os objetivos [cumpridos] e características estruturais, como mortalidade infantil, acesso à creche, vamos ver que é uma transformação profunda, no sentido de estrutural e na base”, disse Marcelo Neri.

sexta-feira, 23 maio, 2014 Posted by | Repassando... | , , | Deixe um comentário

É mais fácil usar a cumplicidade judiciária do que processar o “caluniador”?


Publicado em 14/05/2014

COMERCIAL DO PT DOEU PORQUE É VERDADEIRO

​O eleitor já percebeu que o Arrocho Neves é o Príncipe com botox​.

 Como se sabe, essa eleição é Dilma vs Globo Overseas.

A própria Dilma já é a favor de uma Ley de Medios.

Portanto, não espanta que a manchete do Globo nesta quarta-feira trate do comercial do PT que ensandeceu a oposição.

Diz o Globo:

“PT copia (sic) PSDB e usa discurso do medo para socorrer (sic) Dilma”

“Comercial do partido cita ‘fantasmas do passado’ e diz que ‘não podemos voltar atrás’ ”

A comparação não procede.

Porque o discurso do PSDB em 2002, com a Regina Duarte, era uma mentira.

O do PT, em 2014, é a expressão da verdade.

Em 2002, depois de lançar a “Carta aos Brasileiros”, Lula se descolou da Argentina.

E se comprometeu com um Governo que ia distribuir a renda, e restabelecer a austeridade fiscal.

Foi o que aconteceu.

Lula distribuiu a renda e restabeleceu a austeridade fiscal.

Foi o pessoal do Arrocho Neves que nunca respeitou a meta de inflação; explodiu a dívida do Governo; enaltecia o desemprego; espinafrava os aposentados;  e levou o Risco Brasil a quatro mil pontos – foram eles, os tucanos, que não ousam relembrar o passado.

Não ousam exibir o fantasma no horário eleitoral.

(Isso não é uma ofensa pessoal ao Cerra …).

O comercial do PT desta terça-feira é verdadeiro, porque Lula e Dilma promovem a mais abrangente inclusão socialda história do país.

Por que voltar ao passado, se o presente é tão promissor ?

Por que trocar o que dá resultado e oferece esperança por uma política de arrocho ?

O passado é o Arrocho Neves ?

O jovem-velho do PSDB !

Ele é contra o aumento real do salário mínimo; diz que tomará medidas impopulares (para agradar os convidados dos jantares na casa do João Dória, ou seja, vai aumentar os juros a 45%); e pretende levar o Brasil à ALCA, projeto que nem os Estados Unidos defendem mais.

(Agora, os Estados Unidos – e o Príncipe de Privataria, é claro – querem que o Brasil se integre a um suposto “Arco do Pacífico”, do qual a China não faz parte … )

O comercial do PT é o trilho por onde passará esta campanha que deverá eleger a Dilma – como demonstra a mesma pesquisa que o PiG apresenta em diferentes versões como se fossem várias – no primeiro turno.

Porque o brasileiro sabe que o Arrocho não tem nada de novo: ele é o papagaio de pirata do Príncipe.

É o Príncipe com botox.

Que assiste ao deplorável espetáculo de o Pauzinho do Dantas, em público, abraçar-se a pinga e tequila.

E o Dudu ? O que tem de novo não presta e o que presta não é novo …

(E deu para acusar de bandido quem trabalha com a Dilma ! Que feio, diria Vovô Miguel !)

Esse comercial do PT bateu na veia.

O Globo sentiu o golpe.

Por isso, se dedicará intensamente ao Golpe.

O problema é que, até outubro, a audiência do jornal nacional deverá estar na casa dos dez pontos.

Quando será tão relevante quanto o jornal impresso da mesma família.

Paulo Henrique Amorim

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quinta-feira, 22 maio, 2014 Posted by | Repassando... | , , , | Deixe um comentário