Livre pensar é só pensar!

Para não desligar os neurônios

Recadinho de rodapé ao Lula…

A VOZ DO BRASIL QUE NUNCA TEVE VOZ

Lula completou 66 anos na 5ª feira passada: a metade deles emprestando a voz rouca e grave  à defesa da democracia e da justiça social. Avant la lettre, ele deu voz à ‘primavera árabe’ brasileira. Mesmo quando lhe faltaram microfones, nas assembléias históricas  da Vila Euclides, no ciclo das grandes greves do ABC paulista, nos anos 80, a voz rouca e grave ecoou através de outras vozes para se fazer ouvir em todos os cantos e lares mais humildes do país. A economia e a sociedade que essa voz ajudou a construir hoje falam por ele. E torcem por ele, na certeza de que ainda falará por ela durante muito tempo, como líder político incontestável da grande frente progressista que deu voz a um Brasil que nunca antes teve voz nem vez na política nacional.(LEIA MAIS AQUI)

(Carta Maior; 2ª feira, 31/10/ 2011)

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Rodapé deste blogueiro:

Prezado Lula,

A estas alturas, a demotucanalha e seus semelhantes devem estar vibrando, torcendo para que o câncer da sua laringe faça o que eles não conseguiram: calar a sua voz e o seu fazer. A imprensa piguiana, sob uma máscara cretina de pesar e solidariedade, tornou-o mais uma vez a mina de notícias, não esquecendo de insinuar que o álcool e o tabaco são os principais causadores do seu tipo de câncer. Já um tal José Emanuel Pinto, comentarista nanico do jornal matutino do SBT, chegou ao cúmulo de prever um aumento da sua popularidade, em função da solidariedade das pessoas com as pessoas com câncer (poode?). Até mesmo na WEB, os nazi-fascistas e elitistas apeados do poder, estarão veiculando piadas e comentários depreciativos em relação ao seu mal. Cabeça fria, Lula. Essa galera é tão cega pelo ódio político que não entende que você, que ganhou eleições deles com as mãos nas costas, ganhará também sem precisar de palavras. Aliás, amigo, sem querer fazer humor negro, mas seria delicioso vê-lo em um palanque sem poder falar, parado diante de um pano de fundo das suas realizações, reflexões e compartilhamentos com o povo, bombando nas urnas enquanto a oposição calhorda berrava pelas ruas a sua doença para aterrorizar os eleitores…

Um abraço carinhoso, Lula, e até janeiro, com a sua volta plena ao mundo da política no qual você tem feito tanto…

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segunda-feira, 31 outubro, 2011 Posted by | Comentário, Repassando... | , | Deixe um comentário

Eis aí a nossa “imprensa livre” e “nacionalista”…

28 Oct
Via tijolaço.com.br

Nosso “midiagate” saiu na mídia!

Inacreditável. E, agora, vai ser difícil manter as coisas cobertas pelo manto de silêncio. O jornal O Dia publicou a confirmação da história de que todos sabiam – acrescentando mais detalhes – as intimidades entre jornalistas famosos e a embaixada americana no Brasil. Cita, nominalmente, o apresentador da Globo William Waack e Carlos Eduardo Lins da Silva e Fernando Rodrigues, ambos da ‘Folha de S. Paulo’.

As visitas íntimas – pois não foram públicas, nem assunto de matéria por qualquer um deles – não se destinavam a apurar assuntos internacionais ou a falar sobre as relações entre os dois países, mas as avaliações – furadas, como se sabe – da candidatura Dilma Rousseff, no ano passado.
À parte o fato de os EUA escolherem mal seus informantes e analistas, o episódio deixa evidente que estes profissionais ultrapassaram qualquer limite ético no relacionamento com um governo estrangeiro.

Têm todo o direito de serem amigos e buscarem informações com diplomatas estrangeiros, como fez dos citados, Fernando Rodrigues, da Folha, ontem, numa entrevista como o embaixador Thomas Shannon, reportagem legítima e de interesse público. Tem, mesmo, todo o direito de buscar, com eles, informações em off.

Mas não têm o papel de fazer análises privadas para a informação de outro país, escondendo isso de seus leitores e telespectadores.  Imaginem se um diretor do NY Times ou um apresentador da NBC fazendo visitas discretas à embaixada brasileira para nos dar uma visão íntima dos candidatos a presidente dos EUA?

Agora, com a publicação de O Dia sobre os telegramas diplomáticos que revelam seu comportamento, vazados pelo Wikileaks, estão obrigados a dar explicações públicas.

Já não podem dizer que a informação é obra de “blogueiros sujos”.

Colher informações, para um jornalista, é sua obrigação.

Fornecer informações, éticamente, é algo que só ao leitor se faz.

Não a diplomatas estrangeiros, ainda mais nas sombras.

Isso tem outro nome, que deixo ao leitor a tarefa de lembrar qual.

PS. Vejo no Conversa Afiada que o JB publicou também. E agora, vão continuar fingindo que não viram e se escondendo numa nota da Globo que diz que não é verdade? Ou Waack vai dizer que foi ao porta-aviões americano por ser “âncora”?

domingo, 30 outubro, 2011 Posted by | Repassando... | , , | Deixe um comentário

Sobre um casamento forçado e um divórcio inevitável…

Internacional| 29/10/2011 | Copyleft
Via cartamaior.com.br

A depravação da América

A cultura dos Estados Unidos foi inundada por um tsunami de mentiras. O marketing se tornou a atividade predominante da cultura. É uma coisa seguida por pessoas de negócios, políticos e pela mídia. O dinheiro é tudo o que importa. Foi-se o tempo em que a ética protestante definia o caráter dos EUA. Ela foi usada pelos sociólogos como fator responsável pelo sucesso do capitalismo na Europa do Norte e nos EUA, mas a ética protestante e o capitalismo se tornaram incompatíveis. A “América” está se tornando uma região de depravação raramente superada pelas piores nações da história. O artigo é de John Kozy.John Kozy – Global Research.

Foi-se o tempo em que a ética protestante definia o caráter dos Estados Unidos. Ela foi usada como fator responsável pelo sucesso do capitalismo na Europa do Norte e na América, pelos sociólogos, mas a ética protestante e o capitalismo são incompatíveis, e o capitalismo, em última análise, faz com que a ética protestante seja abandonada.Há um novo ethos que emergiu, e as elites governamentais não o entendem. Trata-se do etos da “grande oportunidade”, do “prêmio”, da “próxima grande ideia”. A marcha lenta e deliberada em direção ao sucesso é hoje uma condenação do destino. Junto à próxima grande ideia comercial está o novo modelo do “sonho americano”. Tudo o que importa é o dinheiro. Dada essa atitude, poucos na América expressam preocupações morais. A riqueza é só o que se tem em vista; vale inclusive nos destruir para alcançá-la. E se não chegamos lá ainda, certamente em breve chegaremos.Eu suspeito que a maior parte das pessoas gostaria de acreditar que sociedades, não importa as bases de suas origens, tornam-se melhores com o tempo. Infelizmente a história desmente essa noção; frequentemente as sociedades se tornam piores com o tempo. Os Estados Unidos da América não é exceção. O país não foi benigno em sua origem e agora declina, tornando-se uma região de depravação raramente superada pelas piores nações da história.Embora seja impossível encontrar números que provem que a moralidade na América declinou, evidências cotidianas estão onde quer que se veja. Quase todo mundo pode citar situações nas quais o bem estar das pessoas foi sacrificado pelo bem das instituições públicas ou privadas, mas parece impossível citar um só exemplo de instituição pública ou privada que tenha sido sacrificada em nome do povo.Se a moralidade tem a ver com o modo como as pessoas são tratadas, pode-se perguntar legitimamente onde a moralidade desempenha um papel no que está se passando nos EUA? A resposta parece ser: “Em lugar nenhum!” Então, o que tem aconteceu nos EUA para se ter a atual epidemia de afirmações de que a moralidade na América colapsou?Bem, a cultura mudou drasticamente nos últimos cinquenta anos. Foi isso o que aconteceu. Houve um tempo em que a “América”, o “caráter americano”, era definido em termos do que se chamava de Ética Protestante. O sociólogo Max Weber atribuiu o sucesso do capitalismo a isso. Infelizmente, Max foi negligente; ele estava errado, completamente errado. O capitalismo e a ética protestante são inconsistentes entre si. Nenhum dos dois pode ser responsável pelo outro.A ética protestante (ou puritana) está baseada na noção de que o trabalho duro e a ascese são duas consequências importantes para ser eleito pela graça da cristandade. Se uma pessoa trabalha duro e é frugal, ele ou ela é considerado como digno de ser salvo. Esses atributos benéficos, acreditava-se, fizeram dos estadunidenses o povo mais trabalhador do que os de quaisquer outras sociedades (mesmo que as sociedades protestantes europeias fossem consideradas parecidas e as católicas do sul da Europa fossem consideradas preguiçosas).Alguns de nós afirmam agora que estamos testemunhando o declínio e a queda da ética protestante nas sociedades ocidentais. Como a ética protestante tem uma raiz religiosa, o declínio é frequentemente atribuído a um crescimento do secularismo. Mas isto seria mais facilmente verificável na Europa do que na América, onde o fundamentalismo protestante ainda tem muitos seguidores. Então deve haver alguma outra explicação para o declínio. Mesmo que o crescimento do secularismo tenha levado muita gente a dizer que ele destruiu os valores religiosos juntamente aos valores morais que a religião ensina, há uma outra explicação.No século XVII, a economia colonial da América era agrária. Trabalho duro e ascese combinam perfeitamente com essa economia. Mas a América não é mais agrária. A economia dos EUA hoje é definida como capitalismo industrial. Economias agrárias raramente produzem mais do que é consumido, mas economias industriais o fazem diariamente. Assim, para se manter a economia industrial funcionando, o consumo deve não apenas ser contínuo, como continuamente crescente.Eu duvido que haja um leitor que não tenha escutado que 70% da economia dos EUA resulta do consumo. Mas 70% de um é 0,7, ou de dois é 1,4, de três, 2,1, etc. À medida que economia cresce de um a dois pontos do PIB, o consumo deve crescer de 0,7 para 1,4 pontos. Mas o aumento crescente do consumo não é compatível com a ascese. Uma economia industrial requer gente para gastar e gastar, enquanto a ascese requer gente para economizar e economizar. A economia americana destruiu a ética protestante e as perspectivas religiosas nas quais foi fundada. O consumo conspícuo substituiu o trabalho duro e a poupança.No seu A Riqueza das Nações, Adam Smith afirma que o capitalismo beneficia a todos, desde que cada um aja em benefício dos outros. Agora estão nos dizendo que “economizar mais e cortar gastos pode ser um bom plano para lidar com a recessão. Mas se todo mundo proceder assim isso só vai tornar as coisas piores….aquilo de que a economia mais precisa é de consumidores gastando livremente”. A grande recessão atingiu Adam Smith na sua cabeça, mas o economista admitiria isso. “Um ambiente em que todos e cada um quer economizar não pode levar ao crescimento. A produção necessita ser vendida e para isso você precisa de consumidores”.Poupar é (presumivelmente) bom para indivíduos, mas ruim para a economia, a qual requer gasto contínuo crescente. Se um economista tivesse dito isso na minha frente, eu teria lhe dito que isso significa claramente que há algo fundamentalmente errado com a natureza da economia, que isso significa que a economia não existe para prover as necessidades das pessoas, mas que as pessoas existem apenas para satisfazer as necessidades da economia. Embora não pareça isso, uma economia assim escraviza o povo a quem diz servir. Então, de fato, o capitalismo industrial perpetrou a escravidão; ele tem reescravizado aqueles que um dia emancipou.Quando o consumo substituiu a poupança na psique americana, o resto de moralidade afundou junto na depravação. A necessidade de vender requer marketing, o que nada mais é que a mentira das mentiras. Afinal de contas, toda empresa é fundada no que disse o livro de Edward L. Bernays, de 1928: Propaganda. A cultura americana tem sido inundada por um tsunami de mentiras. O marketing se tornou a atividade predominante da cultura. Ninguém pode se isolar disso. É uma coisa seguida por pessoas de negócios, políticos e pela mídia. Ninguém pode ter certeza de estarem lhe contando a verdade a respeito de alguém. Nenhum código moral pode sobreviver numa cultura de desonestidade, e de resto, ninguém pode!Tendo subvertido a ética protestante, a economia destruiu toda ética que a América um dia promoveu. O país tornou-se uma sociedade sem um etos, uma sociedade sem propósito humano. Os americanos se tornaram cordeiros sacrificáveis para o bem das máquinas. Então, um novo etos emergiu do caos, um etos que a elite governamental desconhece completamente.Diz-se frequentemente que Washington perdeu o contato com as pessoas que governa, que não entende mais seu próprio povo ou como sua cultura comum funciona. Washington e a elite do país não entendem isso, mas a cultura não valoriza mais o certo sobre o errado ou o trabalho duro e a ascese sobre a preguiça e a extravagância.
Hoje os americanos estão buscando a “grande oportunidade”, o “prêmio”, a “próxima grande ideia”. O Sonho Americano foi hoje reduzido ao “acertar em cheio!”. A longa e deliberada estrada para o sucesso é uma condenação. Vejam American Idol, The X-Factor e America’s Got Talent e testemunhe a horda que se apresenta para os auditórios. Essas pessoas, em sua maior parte, não trabalharam duro em nada na vida. Contem o número de pessoas que regularmente apostam na loteria. Esse tipo de aposta não requer trabalho algum. Tudo o que essas pessoas querem é acertar em cheio. E quem é nosso homem de negócios mais exaltado? O empreendedor!Empreendedores são, na sua maior parte, fogo de palha, mesmo que haja exceções notáveis. O problema com o empreendedorismo, no entanto, é a alta conta em que passou a ser tomado. Mas o único valor ligado a ele é a quantidade de dinheiro que os empreendedores têm feito. Raramente ouvimos alguma coisa a respeito do modo nefasto como esse dinheiro foi feito. Bill Gates e Mark Zuckerberg, por exemplo, dificilmente representam imagens de pessoas com moralidade exemplar, mas na economia sem escrúpulos morais, ninguém se importa; tudo o que importa é o dinheiro.Dada essa atitude, por que alguém, nessa sociedade, expressaria preocupações morais? Poucos na América o fazem. Assim, enquanto a elite americana fala na necessidade de produzir força de trabalho sustentável para as necessidades de sua indústria, as pessoas não querem nada disso. A elite frequentemente lastima a falência do sistema educacional americano e tem tentado melhorá-lo sem sucesso, por várias décadas. Mas se alguém presta atenção no atual estado de coisas na América, vê que a maior parte dos empreendedores de sucesso são pessoas que abandonaram faculdades. Como se pode convencer a juventude de que a educação universitária é um empreendimento que vale a pena? Assim como Bill Gates, Steve Jobs e Mark Zuckerberg mostraram, aprender a desenhar um software não requer graduação universitária. Nem ganhar na loteria ou vencer o American Idol. Fazer parte da Liga Nacional de Futebol pode requerer algum tempo na universidade, mas não a graduação. Todo o empreendedorismo requer uma nova ideia mercantil.Entretenimento e esportes, loterias e programas de jogos e disputas, produtos de consumo de que as pessoas não tiveram necessidade por milhões de anos são agora as coisas que formam a cultura americana. Mas não são coisas, são lixo; não podem formar a base de uma sociedade humana estável e próspera. Esta é uma cultura governada meramente por um atributo: a riqueza, bem ou mal havida!A capacidade humana de autoengano é sem limites. Os estadunidenses vêm se enganando com a crença de que a riqueza agregada, a soma total de riquezas, em vez de como ela é distribuída, dá certo. Não importa como foi obtida ou o que foi feito para se obter tal riqueza. A riqueza agregada é a única coisa que se tem em vista; é algo pelo que vale à pena destruir a nós mesmos. E mesmo que não o tenhamos alcançado ainda, em breve certamente o conseguiremos.A história descreve muitas nações que se tornaram depravadas. Nenhuma delas jamais se reformou. Nenhum garoto bonito pode ser convocado para desfazer a catástrofe do Toque de Midas. O dinheiro, afinal de contas, não é uma coisa de que os humanos precisem para sobreviver, e se o dinheiro não é usado para produzir e distribuir as coisas necessárias, a sobrevivência humana é impossível, não importa o quanto de riqueza seja agregada ou acumulada.

(*) John Kozy é professor aposentado de filosofia e lógica que escreve sobre assuntos econômicos, sociais e políticos. Depois de ter servido na Guerra da Coréia, passou 20 anos como professor universitário e outros 20 trabalhando como escritor. Publicou um livro de lógica formal, artigo acadêmicos. Sua página pessoal é http://www.jkozy.com onde pode ser contatado.

Tradução: Katarina Peixoto

domingo, 30 outubro, 2011 Posted by | Repassando... | , , | 1 Comentário

A corrupção nacional é o espelho do que somos no cotidiano…

Ainda há pouco, recebi um email da navegante Mariceli, com uma matéria anônima cujo conteúdo me remeteu a reflexões que perpassam a minha cabeça há muito tempo: como nós brasileiros vemos a questão da cidadania, em todos os seus aspectos. E hoje, com a ênfase dos indignados nas ruas de todo o mundo, incluindo aí as passeatas brasileiras contra a corrupção (fomentada originalmente pela oposição furiosa para desestabilizar o governo Dilma), esta questão da cidadania se torna mais importante ainda, para que não se mantenha a visão distorcida que até hoje predomina entre nós: a cidadania reclamada apenas como direitos e não como um conjunto de deveres e direitos. Sim, porque antes de termos os direitos conquistados, temos que cumprir os nossos deveres cidadãos, sob pena dela tornar-se uma cidadania aleijada e oportunista. Nem mais nem menos. Mas, o que acontece entre nós? Queremos apenas os direitos. Queremos mudanças morais, éticas e materiais, desde que elas ocorram fora do nosso universo individual. Em síntese, queremos que o mundo mude sem que precisemos mudar as nossas atitudes.

Reclamamos da violência, mas não condenamos esta mesma violência na formação dos nossos filhos. Queremos que a escola funcione bem, mas sequer vamos às reuniões de pais e mestres, e ai dos professores que tomem atitudes corretivas com os nossos pimpolhos malcriados.

Reclamamos do Bolsa Família (Bolsa Esmola ou Bolsa Preguiça, para muitos) que viabiliza a prevenção em saúde e a frequência às escolas, mas não reclamamos das bolsas de mestrados e doutorados dadas aos nossos filhos que já tiveram escola primária, secundária e universitária garantida com dinheiro público. Elegemos por décadas, políticos conhecidamente corruptos e reclamamos da corrupção político-partidária e pública. Reclamamos da impunidade dos atos corruptos, em qualquer esfera, mas, ao testemunharmos atos desonestos no nosso ambiente municipal, não denunciamos para fugir dos possíveis conflitos. E assim po diante…

Basta que olhemos as circunstâncias comportamentais abaixo relacionadas (no email repassado), e pensemos quem de nós, em algum momento, não praticou uma delas.

Um bom domingo, boa leitura e boa reflexão a todos nós…
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Tá Reclamando do Lula? do Serra? da Dilma? do Arrruda? do Sarney? do Collor? do Renan? do Palocci? do Delubio? Da Roseanne Sarney? Dos politicos distritais de Brasilia? do Jucá? do Kassab? dos mais 300 picaretas do Congresso?

Brasileiro reclama de quê?

O Brasileiro é assim:

A- Coloca nome em trabalho que não fez.

B- Coloca nome de colega que faltou em lista de presença.

C- Paga para alguém fazer seus trabalhos.

1. – Saqueia cargas de veículos acidentados nas estradas.

2. – Estaciona nas calçadas, muitas vezes debaixo de placas proibitivas.

3. – Suborna ou tenta subornar quando é pego cometendo infração.

4. – Troca voto por qualquer coisa: areia, cimento, tijolo, e até dentadura.

5. – Fala no celular enquanto dirige.

6. – Usa o telefone da empresa onde trabalha para ligar para o celular dos amigos (me dá um toque que eu retorno…) – assim o amigo não gasta nada.

7. – Trafega pela direita nos acostamentos num congestionamento.

8. – Para em filas duplas, triplas, em frente às escolas.

9. – Viola a lei do silêncio.

10. – Dirige após consumir bebida alcoólica.

11. – Fura filas nos bancos, utilizando-se das mais esfarrapadas desculpas.

12. – Espalha churrasqueira, mesas, nas calçadas.

13. – Pega atestado médico sem estar doente, só para faltar ao trabalho.

14. – Faz gato” de luz, de água e de tv a cabo.

15. – Registra imóveis no cartório num valor abaixo do comprado, muitas vezes irrisórios, só para pagar menos impostos.

16. – Compra recibo para abater na declaração de renda para pagar menos imposto.

17. – Muda a cor da pele para ingressar na universidade através do sistema de cotas.

18. – Quando viaja a serviço pela empresa, se o almoço custou 10, pede nota fiscal de 20.

19. – Comercializa objetos doados nessas campanhas de catástrofes.

20. – Estaciona em vagas exclusivas para deficientes.

21.. – Adultera o velocímetro do carro para vendê-lo como se fosse pouco rodado.

22. – Compra produtos pirata com a plena consciência de que são pirata.

23. – Substitui o catalisador do carro por um que só tem a casca.

24. – Diminui a idade do filho para que este passe por baixo da roleta do ônibus, sem pagar passagem.

25. – Emplaca o carro fora do seu domicílio para pagar menos IPVA.

26. – Frequenta os caça-níqueis e faz uma fezinha no jogo de bicho.

27. – Leva das empresas onde trabalha, pequenos objetos, como clipes, envelopes, canetas, lápis… como se isso não fosse roubo.

28. – Comercializa os vales-transporte e vales-refeição que recebe das empresas onde trabalha.

29. – Falsifica tudo, tudo mesmo… só não falsifica aquilo que ainda não foi inventado.

30. – Quando volta do exterior, nunca diz a verdade quando o fiscal aduaneiro pergunta o que traz na bagagem.

31. – Quando encontra algum objeto perdido, na maioria das vezes não devolve.

E quer que os políticos sejam honestos….Escandaliza-se com o mensalão, o dinheiro na cueca, a farra das passagens aéreas…Esses políticos que aí estão saíram do meio desse mesmo povo, ou não?

Brasileiro reclama de quê, afinal?

E é a mais pura verdade, isso que é o pior! Então sugiro adotarmos uma mudança de comportamento, começando por nós mesmos, onde for necessário!

Vamos dar o bom exemplo!

Espalhe essa idéia!

“Fala-se tanto da necessidade deixar um planeta melhor para os nossos filhos e esquece-se da urgência de deixarmos filhos melhores (educados, honestos, dignos, éticos, responsáveis) para o nosso planeta, através dos nossos exemplos….”

Colhemos o que plantamos! A mudança deve começar dentro de nós, nossas casas, nossos valores, nossas atitudes.

domingo, 30 outubro, 2011 Posted by | Comentário, Repassando... | , | 2 Comentários

Eis aí a prova da liberdade de expressão e informação do Titio e sua turma…

Wikileaks suspende atividades por falta de dinheiro

    Publicado em 24/10/2011
    Via conversaafiada.com.br

Assange: “arrecadar fundos agressivamente para contra-atacar”

Saiu na CartaCapital:

Wikileaks suspende atividades


O fundador do WikiLeaks, Julian Assange, anunciou nesta segunda-feira a suspensão temporária da difusão de documentos confidenciais e sigilosos para concentrar-se na arrecadação de fundos que permitam garantir sua futura sobrevivência.


Assange informou em uma coletiva de imprensa em Londres que o WikiLeaks “se vê forçado a suspender temporariamente suas operações de publicação e a arrecadar fundos agressivamente para contra-atacar” após o bloqueio de seus fundos por parte de companhias de cartões de crédito e outras multinacionais americanas.


O WikiLeaks provocou uma grande indignação nos Estados Unidos após o início da publicação, em novembro de 2010, de 250 mil documentos confidenciais do departamento de Estado americano, depois de divulgar anteriormente outros milhares sobre as guerras do Iraque e do Afeganistão.


Assange, que permanece em Londres à espera de uma decisão sobre sua extradição à Suécia, declarou à imprensa que “desde o dia 7 de dezembro de 2010, um bloqueio arbitrário e ilegal foi imposto pelo Bank of America, Visa, MasterCard, Paypal e Western Union”.


“O ataque destruiu 95% de nossas receitas”, afirmou o australiano, de 40 anos.


“Como resultado, o WikiLeaks tem funcionado com reservas em dinheiro nos últimos 11 meses. O bloqueio custou à organização dezenas de milhares de dólares em doações perdidas em um momento de custos operacionais sem precedentes”.


O anúncio de hoje contrasta com sua posição da semana passada, quando, em uma videoconferência perante a Assembleia Geral da Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP), em Lima, Assange assegurou que a organização que dirige estava viva e com mais fontes, apesar do embargo de suas contas pelos Estados Unidos.


“(Diz-se que) o principal problema é financeiro e está relacionado com o embargo nos Estados Unidos. Felizmente temos um fluxo de caixa forte e sólido para sobreviver, o fazemos há 11 meses”, afirmou então.

Em tempo: como se sabe, o Wikileaks fez relevantes revelações. Clique aqui para ler que Palocci queria a ALCA, aqui para ver as conversas de Cerra com a Chevron pelo pré-sal, aqui para ver por que os EUA sempre foram contra o “nacionalista” Celso Amorim e aqui para ler sobre o vazamento que envolveu Nelson Johnbim.

Vale lembrar, também, que o fundador do Wikileaks, Julian Assange, recusou convite para congresso dos tucanos.

segunda-feira, 24 outubro, 2011 Posted by | Repassando... | , , , , | Deixe um comentário

Sobre civilização ocidental e barbarismos árabes…

24 Oct
Por Brizola Neto

Quem é selvagem?

Durante o dia, pensei em como escreveria sobre a exposição mórbida do cadáver de Muammar Khadaffi, que se prolongava há vários dias. Era por demais repugnante, mas mais repugnate é fingir que isso não estava acontecendo, para não ferir a “maré” de júbilo ocidental que, aos poucos, foi se transformando em vergonha mal-disfarçada. Agora à tarde, segundo a Reuters, finalmente, o corpo foi tirado da sala refrigerada onde estava exposto  e enterrado num local secreto, se é que isso existe.

Pode-se até entender a curiosidade mórbida de líbios que o combatiam, embora nada desculpe seus líderes de terem promovido este espetáculo grotesco.

Mas pior, muito pior é o que fizeram os “civilizados” ocidentais, que sustentaram este desfecho monstruoso, que em nada fica a dever às piores acusações que se faz ao morto, em seus 40 anos de poder. Não me refiro à morbidez da mídia, ao ponto de um jornal inglês ter mandado um repórter à Libia para posar ao lado do corpo já – segundo a própria Reuters – em decomposição.  Por respeito aos leitores, reproduzo a foto de capa encobrindo parte da cena com outro recorte do mesmo jornal, este de março, onde o primeiro-ministro de Sua Majestade diz que quer o “Cachorro Louco” vivo ou morto.

Refiro-me á responsabilidades dos líderes ocidentais. Esta é a civilização que “vão levar” aos árabes? O desfecho só poderia ter sido este, depois de rejeitadas todas as iniciativas de negociação por parte da Otan. Esperavam o que, que os rebeldes enviassem dois “bobbies” ingleses, com seus casacos vermelhos e chapéus de pele para levar Kadhafi sob custódia?

Finalmente, topei com um artigo do professor Cláudio Lembo, ex-vice-governador de São Paulo, cuja filiação ao DEM o deixa insuspeito de qualquer conotação esquerdista ou anti-ocidental. Reproduzo, porque é escrito não apenas com as lições da História, mas com a alma de um ser humano que, à parte de ideologias, não tem prazer em ver a profanação de cadáveres. E que, lucidamente, não a atribui aos árabes, mas aquilo a que os levamos – das Cruzadas até hoje – em nome dos interesses econômicos e políticos que usam a democracia como o cristianismo foi usado, há muitos séculos, como bandeira de sua hipocrisia.

Leiam o texto. É muito bom, em meio a isso, ler as palavras de um ser humano civilizado.

“Morreu Kadafi. Os meios de comunicação ocidentais comemoram. Algumas  personalidades internacionais demonstram satisfação. Todos proclamam a  importância do fim de mais uma ditadura.

Restam, no entanto, perguntas não respondidas. A História da Líbia é de  conflitos permanentes. Desde a antiguidade, a área geográfica, onde se  situa o país, foi invadida por inúmeros povos: fenícios, gregos,  romanos, vândalos e bizantinos.

Em tempos mais recentes, italianos, alemães, ingleses e franceses  estiveram ocupando os desertos que se estendem, a partir do  Mediterrâneo, no norte da África.

Beberes e árabes formam a população líbia que, a partir do governo de  Mohamede ben Ali – em 1840 – adotou o islamismo como religião, a partir  de uma seita que se tornou altamente popular.

Aqui a primeira pergunta sem resposta. A queda violenta de um  governante, ainda que ditador, não gerará um clima de humilhação e  revolta em grande parcela da população?

Esta é muçulmana. Durante os últimos séculos, foram vítimas do  colonialismo e do imperialismo que, sem escrúpulos, utilizou as riquezas  naturais dos povos dominados.

Até há pouco, os governantes europeus cortejavam Kadafi e o utilizavam  para negócios exuberantes. De repente, o dirigente morto caiu em  desgraça.

Para derrubá-lo, somaram-se as maiores e mais poderosas forças armadas.  Estados Unidos aliados à OTAN – Organização do Tratado do Atlântico –  bombardearam sem piedade populações civis.

Quando se realizam operações militares contra alvos indiscriminados  restam traços de rancor e desamor nas coletividades agredidas.  Até hoje, apesar das aparências em contrário, as populações das cidades  alemãs bombardeadas na última Grande Guerra – particularmente Dresden,  Frankfurt e Berlim – guardam a dor pela perda de seus antepassados.

O Ocidente, em sua ânsia de dominação, vai semeando ódio e desencanto  por toda a parte onde se encontram presentes os muçulmanos. Ontem, foi o  Iraque e o Afeganistão. Hoje, a Líbia.

Esta macabra escalada precisa conhecer paradeiro. Ser finalizada. Irá  tornar a falsa primavera árabe em rigoroso inverno, nas relações entre  os povos.

Os dias de hoje recordam o dramático e brutal episódio das cruzadas.  Agrediram populações que as receberam calorosamente. Saquearam. Mataram.  Violentaram. Em nome de valores religiosos, praticaram atrocidades  inomináveis.

Repetir a História é tolo.  O Ocidente sempre a repete se fundamentado  em princípios intrinsecamente valiosos. Fala em democracia. Omite que  esta, para ser implantada, exige condicionantes culturais e sociais.

Na verdade, o que se constata é o interesse econômico nas áreas  integrantes da chamada falsamente Primavera Árabe. Está se gerando, na  verdade, uma grande reação dos povos que adotam o Islam como religião.

O futuro demonstrará que, apesar das intervenções econômicas que virão,  um substrato de animosidade restará presente. Quem é agredido, mais cedo  ou mais tarde revida.

É lamentável que os países europeus e os Estados Unidos conheçam apenas  as armas como diplomacia. Seria oportuno adotarem o diálogo como forma  de resolver conflitos.

Chegou-se ao Século XXI com os mesmos vícios da antiguidade. Não se  busca a paz. Deseja-se a guerra. Violam-se princípios. Aplaude-se a  morte de pessoas indefesas.

Não é assim que se educa para a democracia. O devido processo legal e o  direito de defesa são sustentáculo de valores perenes. O espetáculo  selvagem visto nos últimos dias empobrece a humanidade. Envergonha seus  autores.

A Primavera Árabe transformou-se no inverno dos mais elevados valores  concebidos no decorrer do tempo. Continuam selvagens, como sempre.”

segunda-feira, 24 outubro, 2011 Posted by | Repassando... | , , , , | Deixe um comentário

Pelo jeito, o mundo nunca mais será o mesmo (IV)…

domingo, 23 outubro, 2011 Posted by | Repassando... | , , | Deixe um comentário

Pelo jeito, o mundo nunca mais será o mesmo (III)…

domingo, 23 outubro, 2011 Posted by | Repassando... | , , , | Deixe um comentário

Sobre vivaldinos e idiotas do capitalismo brasileiro…

21 Oct

Via Brizola Neto

O tablet do Eike e a registradora dos nossos capitalistas

O tablet da Foxconn. Eike quer vender 70 milhões deles. E ninguém se habilita?

O empresário Eike Batista disse que uma das razões de ter se oferecido para ser sócio da Foxconn,  fabricante de tablets de Taiwan  que vai se instalar no Brasil, é a de que “adora trazer modernidade para o Brasil”.

Pode ser, mas do que Eike Batista gosta mesmo é de ganhar dinheiro, e muito. É por isso que se mete em negócios tão diversos quanto petróleo, construção naval, mineração, hotelaria e, agora, informática.

E não apenas ganha, como vai ganhar muito, muitíssimo mais.

Mas o que mais faz Eike Batista ganhar dinheiro não é ele, são seus não-competidores.

Os grandes capitalistas brasileiros – e não há maiores capitalistas brasileiros que os banqueiros –  parecem, muitas vezes, uma versão high-tech dos amanuenses que viraram banqueiros e se comportam não como bancos, mas como – na descrição magnífica de José Cândido de Carvalho, no livro O Coronel e o Lobisomem –  tamboretes, com alma de dez por cento ao mês.

Estão todos sempre se dizendo muito preocupados com meia-dúzia de sujeitos que não pagaram o carnê, um alfinete de prejuízo que milhares de outros já pagaram com muita sobra, pelas taxas monstruosas que cobram e consomem seus dias e recursos executivos com manobras de compra e venda e  especulação.

Medem seu sucesso pelo lucro trimestral, porque não conseguem olhar ao longe e ver que este país, se tem algo maior do que tudo, são seus horizontes.

Há dois meses, numa entrevista a O Globo, onde os repórteres pareciam mais preocupados do que ele com as perdas em bolsa das ações de suas empresas, Eike revelou, com rara crueza, o que se ganha com as riquezas naturais do país:

“O Brasil está numa posição muito, muito especial. Eu vou produzir  petróleo a US$ 18 (o barril). Pergunta se eu estou preocupado se ele  está caindo de US$ 100 para US$ 90. Se cair para US$ 80, tudo bem, who  cares (quem se importa, em inglês)? Meu custo de produção de minério de  ferro é de US$ 29. O minério chegou a mais de US$ 170 em meio à crise,  subiu de preço. Meus ativos são à prova de idiotas porque são muito  ricos”.

Eike é um ambicioso e não duvido que faça das suas. Não o conheço pessoalmente e não me consta que tenha feito alguma benesse que faça o lado de cá lhe ser simpático. E, aos 52 anos de trabalho e  de contas para pagar, não estou dando a mínima para acharem que o que lhe faço são elogios. E não tenho a menor ideia se ele tem cacife para bancar tantos apetites.

São, ao contrário, uma crítica ao sub-capitalismo que, com raras exceções, domina o país, porque  pensa a curto prazo, porque não enxerga o óbvio: que o Brasil é um país fadado a ser grande, imenso economicamente.

A diferença entre um tipo como este e outro, como o Roger Agnelli é claramente resumida num negócio naval. Agnelli precisava de navios para a Vale, cotou preços e por uns caraminguás a menos, mandou fazer 12 dos maiores navios do mundo na China e na Coréia. Eike precisava de navios-plataforma para seu campo de petróleo, cotou preços, e por uns caraminguás a mais resolveu montar um estaleiro e ganhar o dinheiro que ia pagar para os outros e mais algum.

Não dá para entender que um banco como o Itaú, que tem uma subsidiária de equipamentos de informática, a Itautec, não tenha entrado nessa. O homem que fez deste banco um império, Olavo Setúbal, surgiu como empresário de sucesso quando dirigia a Deca e fazia válvulas de descarga, quando boa parte da população brasileira estava “na casinha”, sem instalações sanitárias.

Uma parte da elite capitalista brasileira acha “feio” produzir coisas. Bonito, mesmo, só o mercado financeiro. Seu raciocínio econômico se limita a vender o Brasil, “sem aspa”s, à vista, ao tilintar da registradora , quando todo o mundo quer “comprar” o Brasil como perspectiva de médio prazo.

Termino o raciocínio do jeito que comecei: Eike Batista gosta muito de ganhar dinheiro e muito dinheiro. Vai ser assim com os tablets da Foxconn, também, e ele diz isso no Estadão, afirmando que o mercado brasileiro para o produto é bastante promissor, visto que  cresce a velocidade maior do que a verificada na Europa e nos EUA. “O  potencial é enorme. Imagine os 70 milhões de estudantes brasileiros cada  um com um tablet”.

Pois é, o dia em que os grandes empresários do Brasil entenderem que este tamanho do país é sua maior fonte de lucros, o Eike Batista vai passar a ganhar menos.

Porque são os “idiotas” que se preocupam só com o lucro instantâneo que deixam tanto espaço aberto para ele.

sábado, 22 outubro, 2011 Posted by | Repassando..., Uncategorized | , , , | Deixe um comentário

Morto o “ditador amigo” que caiu em desgraça, aguardemos agora a democracia do Titio para a Líbia…

LÍBIA, PETRÓLEO E DEMOCRACIA

Quatro semanas de bombardeios intensos dos caças da Otan precederam a captura e morte de Kadafi, nesta 5ª feira, na Líbia.  Sirte, a cidade nuclear no centro das operações, foi reduzida a ruínas. Mais de 100 pessoas morreram nos últimos 10 dias. Há centenas de feridos e encarcerados. A violência não se limita aos combates.Um relatório da Anistia Internacional, de 13 de outubro, “Detention Abuses Staining the New Libya”, denuncia a persistencia de prisões arbitrárias, sem julgamento, por parte de milícias incorporadas ao governo provisório rebelde. A prática da tortura é generalizada nas prisões, seja por vingança, seja como método sancionado de coleta de  informação. Se o Conselho Nacional de Transição (CNT) não der mostras de “uma ação firme e imediata”, diz o Relatório da Anistia, a Líbia corre “um risco real de ver algumas tendências do passado repetirem-se.O documento resume as conclusões de uma delegação da Anistia Internacional que, entre 18 de agosto e 21 de setembro, recolheu os testemunhos de perto de três centenas de prisioneiros em 11 instalações de detenção da capital, Tripoli, bem como de Zawiyah e outras regiões do país. As imagens de Kadafi banhado em sangue, com o rosto desfigurado, morto após captura, ocuparam hoje um espaço de destaque em veículos tradicionalmente empenhados em cobrar o respeito aos direitos humanos, sobretudo de regimes cujos governantes, em sua opinião, não comungam valores democráticos. Carta Maior repudia a tortura, o arbítrio e a opressão –política e econômica, posto que são indissociáveis–  em qualquer idioma e latitude. Não se constrói uma sociedade justa e libertária com o empréstimo dos métodos que qualificam o seu oposto. A história dirá se o que assistimos hoje na Líbia atende às justas aspirações das etnias líbias por liberdade e justiça social, ou configura apenas uma cortina de fumaça feita de bombas e opacidade midiática para lubrificar o assalto das potências ao petróleo local.

(Carta Maior; 5ª feira, 20/10/ 2011)
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PS: a imagem acima foi inserida por este blogueiro, não pertencendo ao texto repassado.

sexta-feira, 21 outubro, 2011 Posted by | Repassando... | , , , | Deixe um comentário