Livre pensar é só pensar!

Para não desligar os neurônios

Miriam Porquinha: o importante não é o fato global, mas a forma de se deformar a notícia…

A cobertura desonesta da alta do dólar feita por Míriam Leitão e congêneres

Postado em 13 mar 2015

Mostra a árvore, mas não a floresta

Uma das funções mais nobres da mídia é jogar luzes onde existem sombras.

Falei disso algumas vezes, e sempre penso nisso quando reflito sobre o DCM.

A imprensa brasileira faz o oposto: joga mais sombras onde já existem sombras.

Um exemplo notável disso é a cobertura que se dá à alta do dólar.

Uma coisa é o dólar estar subindo apenas no Brasil, enquanto no universo reina estabilidade paradisíaca.

Outra coisa é o dólar estar subindo em todo o mundo.

No primeiro caso, o problema está no governo. No segundo, o país é parte de um drama complexo – e o governo está longe de ser o único responsável.

E como a imprensa brasileira noticia o dólar? Bem, você pode imaginar.

A luz veio, afinal, da BBC Brasil. Hoje, a BBC fez uma reportagem na qual mostrou o panorama real.

A BBC entrevistou uma consultoria, a Rosenberg. A Rosenberg acompanha um cesto de 21 moedas internacionais. Delas, 20 se desvalorizaram diante do dólar.

Não uma, não duas, não três: 20.

Se você não dá essa informação, o leitor flutua numa nuvem de ignorância pessimista.

O dólar forte se explica, em boa parte, nos sinais de recuperação da economia americana.

Há, também, sinais de que o FED, o banco central dos Estados Unidos, vai aumentar a taxa de juros. Com isso, investidores são tentados a deslocar seu dinheiro para os Estados Unidos, em busca de juros atraentes para suas aplicações.

O dólar se beneficia com isso.

Não se trata de negar problema, e sim de situá-lo.

A BBC mostra uma coisa que nenhum colunista econômico da imprensa noticiou: perante o euro, o real manteve a paridade.

Há um ano, o euro estava cotado a 3,28 reais. Agora, está em 3,31.

Neste princípio de ano, o real caiu 13,4% diante do dólar, enquanto o recuo do euro foi de 11,6%.

Menos de dois pontos porcentuais de diferença, portanto.

Por que este tipo de coisa não aparece na mídia brasileira?

Porque não interessa informar que a crise é mundial. Isso tiraria o peso das críticas sobre Dilma.

Mesmo ao preço de desinformar os que nela ainda acreditam, a mídia opta por mostrar a árvore e não a floresta.

A BBC, com uma simples matéria, contou mais sobre a alta do dólar do que toda a imprensa reunida.

Chega a ser engraçado, ou patético, ver agora colunistas correndo atrás de explicações para não se desmoralizarem depois que a BBC os desmascarou.

Hoje, em seu blog no Globo, Míriam Leitão, por exemplo, trata do câmbio, e enfim coloca o mundo em suas análises.

De maneira torta, aliás: segundo ela, a União Europeia quis depreciar sua moeda. E o Brasil não. Seria mais ou menos assim, na visão peculiar de Míriam Leitão: o euro se atirou ao chão, e o real caiu.

Quem acredita nisso, como disse Wellington, acredita em tudo.

Enquanto isso, o G1 continua a dar manchetes com o câmbio minuto a minuto, num ato de descerebrada inutilidade para o leitor.

Quando você sabe quem comanda as Novas Mídias na Globo, entende o esforço em desqualificar o governo.

É Erick Bretas, um jornalista-militante de direita que recentemente se notabilizou por conclamar seus amigos de Facebook a participarem do protesto do dia 15.

Na primeira página do G1, com um clique à esquerda, você pode ler a carta de princípios da Globo.

O item mais solene, ali, é a “isenção”.

Bretas é prova disso.

E a cobertura do dólar é prova de que a imprensa brasileira é uma das piores e mais desonestas do mundo.

(Acompanhe as publicações do DCM no Facebook. Curta aqui).

Paulo Nogueira
Sobre o Autor

O jornalista Paulo Nogueira é fundador e diretor editorial do site de notícias e análises Diário do Centro do Mundo.

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terça-feira, 31 março, 2015 Posted by | Repassando... | , , | Deixe um comentário

Preconceito também tem pernas curtas: vejam aí, coxinhas…

Como a tese de que “pobres fazem filhos para ter bolsa família” foi derrubada pelo IBGE

Publicado no Unisinos.

A tese defendida pelos eleitores conservadores de que o programa Bolsa Família estimularia o nascimento de filhos entre os mais pobres, em busca de recursos do governo, acaba de cair por terra. Levantamento realizado pelo IBGErevela que foi exatamente junto aos 20% mais pobres do país que se registrou a maior redução no número médio de nascimentos.

Nos últimos dez anos, o número de filhos por família no Brasil caiu 10,7%. Entre os 20% mais pobres, a queda registrada no mesmo período foi 15,7%. A maior redução foi identificada entre os 20% mais pobres que vivem na Região Nordeste: 26,4%.

Os números foram divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome e têm como base as edições de 2003 a 2013 da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

bolsa familia

O levantamento mostra que, em 2003, a média de filhos por família no Brasil era 1,78. Em 2013, o número passou para 1,59. Entre os 20% mais pobres, as médias registradas foram 2,55 e 2,15, respectivamente. Entre os 20% mais pobres do Nordeste, os números passaram de 2,73 para 2,01.

Para a ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, os dados derrubam a tese de que a política proposta pelo Programa Bolsa Família estimula as famílias mais pobres do país a aumentar o número de filhos para receber mais benefícios.

“Mesmo a redução no número de filhos por família sendo um fenômeno bastante consolidado no Brasil, as pessoas continuam falando que o número de filhos dos pobres é muito grande. De onde vem essa informação? Não vem de lugar nenhum porque não é informação, é puro preconceito”, disse.

Entre as teses utilizadas pela pasta para explicar a queda estão os pré-requisitos do programa. “O Bolsa Família tem garantido que essas mulheres frequentem as unidades básicas de Saúde. Elas têm que ir ao médico fazer o pré-natal e as crianças têm que ir ao médico até os 6 anos pelo menos uma vez por semestre. A frequência de atendimento leva à melhoria do acesso à informação sobre controle de natalidade e métodos contraceptivos”.

A demógrafa da Escola Nacional de Ciências Estatísticas do IBGE Suzana Cavenaghi acredita que o melhor indicador para se trabalhar a questão da fecundidade no país deve ser o número de filhos por mulher e não por família, já que, nesse último caso, são identificados apenas os filhos que ainda vivem no mesmo domicílio que os pais e não os que já saíram de casa ou os que vivem em outros lares.

Segundo ela, estudos com base no Censo de 2000 a 2010 e que levam em consideração o número de filhos por mulher confirmam o cenário de queda entre a população mais pobre. A hipótese mais provável, segundo ela, é que o acesso a métodos contraceptivos tenha aumentado nos últimos anos, além da alta do salário mínimo e das melhorias nas condições de vida.

“Sabemos de casos de mulheres que, com o dinheiro que recebem do Bolsa Família, compram o anticoncepcional na farmácia, porque no posto elas só recebem uma única cartela”, disse. “É importante que esse tema seja estudado porque, apesar de a fecundidade ter diminuído entre os mais pobres, há o problema de acesso e distribuição de métodos contraceptivos nos municípios. É um problema de política pública que ainda precisa ser resolvido no Brasil”, concluiu.

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Enfim, parte da sujeira tucana é varrida para fora do tapete. Confiram…

Publicado em 31/03/2015

Janot estranha a Lista de Furnas só chegar agora à PGR

“O Procurador-Geral se comprometeu a fazer o estudo das provas apresentadas”

No site do deputado Rogerio Correia:

JANOT RECEBE DE DEPUTADOS DO PT PROVAS PARA INVESTIGAÇÃO DE AÉCIO NEVES

Fomos recebidos na manhã desta terça-feira pelo Procurador-Geral da República Rodrigo Janot em seu gabinete em Brasília. Junto comigo estavam os deputados federais do PT Padre João (MG), Adelmo Leão (MG), Pedro Uczai (SC) e Fernando Marroni (RS).

Entregamos ao Dr. Janot as provas para abertura do inquérito contra Aécio Neves sobre o caso Lista de Furnas. O Procurador-Geral se comprometeu a fazer o estudo das provas apresentadas e estranhou o fato de que o processo da Lista de Furnas só tenha chegado à PGR agora, a partir de nossa intervenção.

A lista, já comprovada autêntica por um laudo do Instituto Nacional de Criminalística da Polícia Federal, traz o nome de 156 políticos, entre tucanos e aliados, que teriam recebido dinheiro publico através de um esquema de caixa dois nas eleições de 2002. Sozinho, Aécio Neves teria sido beneficiário de R$ 5,5 milhões, quantia repassada em uma única parcela. No total, o esquema teria desviado R$ 39, 9 milhões.

Recentemente, em depoimento a um grupo de trabalho da PGR, o doleiro Alberto Youssef afirmou que o PSDB, por meio de Aécio Neves, “dividiria” uma diretoria em Furnas com o PP, por meio de José Janene. Afirmou ainda que ouviu que Aécio também teria recebido valores mensais, por intermédio de sua irmã, de uma das empresas contratadas por Furnas, a empresa Bauruense, no período entre 1994 e 2000/2001.

O Dr. Rodrigo Janot é a grande e última esperança de que o caso da Lista de Furnas seja finalmente investigado e os envolvidos nela sejam punidos.

Aproveitamos também a visita de hoje para solicitar agilidade no caso do helicóptero interceptado com quase meia tonelada de pasta base de cocaína, cuja investigação já foi aberta pela Polícia Federal.

Seguiremos atentos!

Por que a Lista de Furnas não chegava ao Janot?

  • o aeroporto de Cláudio estava interditado
  • o Janot não pedia
  • Sergio Guerra morreu
  • O Moro não conseguiu ouvir o Yousseff
  • O Barusco jura que foi no Governo Lula
  • O Anastasia vai pagar o pato
  • Cerra ia guardar para 2018

terça-feira, 31 março, 2015 Posted by | Repassando... | , | Deixe um comentário

Como é? A corrupção só ocorre na Petrobrás e no PT? Confiram…

Operação Zelotes: PF identifica bancos, montadoras, Petrobras e afiliada da Rede Globo em escândalo que pode superar a Lava Jato

Publicado: 28/03/2015 19:34 BRT Atualizado: 28/03/2015 19:38 BRT
MONTAGEMZELOTES
 Uma nova operação da Polícia Federal (PF) pode deixar para trás, pelo menos em termos de montante financeiro, o que já foi descoberto na Operação Lava Jato, a qual apura irregularidades em contratos da Petrobras. A nova investigação, intitulada Operação Zelotes, foi deflagrada na semana passada, envolvendo 80 policiais federais e 55 fiscais da Receita Federal estão cumprindo 41 mandados de busca e apreensão nos estados de São Paulo, Ceará e no Distrito Federal.

Os investigados nesta operação são suspeitos de negociar ou pagar propina para apagar débitos com a Receita Federal no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf). Tal esquema fraudulento possibilitou, segundo a PF, que essas empresas tenham economizado bilhões de reais “em detrimento do erário da União”.

Segundo informações publicadas pelo jornal O Estado de S. Paulo deste sábado (28), os bancos Bradesco, Santander, Safra, Pactual e Bank Boston, as montadorasFord e Mitsubishi, além da gigante da alimentação BR Foods estão entre os investigados. Na mesma relação constam ainda a Petrobras, a Camargo Corrêa e a Light, distribuidora de energia do Rio de Janeiro.

A fórmula para fazer o débito desaparecer era o pagamento de suborno a integrantes do órgão, espécie de “tribunal” da Receita, para que produzissem pareceres favoráveis aos contribuintes nos julgamentos de recursos dos débitos fiscais ou tomassem providências como pedir vistas de processos.

“O grupo se utilizava de empresas interpostas para dissimular suas ações e o fluxo do dinheiro, que era lavado, retornava como patrimônio aparentemente lícito para estas empresas. Até o momento, as investigações se estendem sob julgamentos suspeitos da ordem de R$ 19 bilhões, sendo que já foram, efetivamente, identificados prejuízos de quase R$ 6 bilhões”, disse a PF, em comunicado oficial.

“Aqui no Carf (Conselho Administrativo de Recursos Fiscais) só os pequenos devedores pagam. Os grandes, não”, disse um ex-conselheiro do Carf, com cargo até 2013, numa conversa interceptada com autorização da Justiça, segundo relato dos investigadores.

O nome da operação, Zelotes, significa ‘falta de zelo ou cuidado fingido’, de acordo com a PF. A título de comparação, o início da Lava Jato apontou para desvios de até R$ 10 bilhões, valor que foi aumentando ao longo das apurações. O mesmo pode ocorrer nesta nova operação.

Afiliada da Rede Globo também é mencionada

O grupo de comunicação RBS, afiliado da Rede Globo nos Estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul, é suspeito de pagar R$ 15 milhões para obter redução de débito fiscal de cerca de R$ 150 milhões, de acordo com o jornal O Estado de S. Paulo. No total, as investigações se concentram sobre débitos da RBS que somam R$ 672 milhões, segundo as apurações feitas até aqui.

O grupo Gerdau também é investigado pela suposta tentativa de anular débitos que chegam a R$ 1,2 bilhão. O banco Safra, que tem dívidas em discussão de R$ 767 milhões, teria sido flagrado negociando o cancelamento dos débitos. Estão sob suspeita, ainda, processos envolvendo débitos do Bradesco e da Bradesco Seguros no valor de R$ 2,7 bilhões; do Santander (R$ 3,3 bilhões) e do Bank Boston (R$ 106 milhões).

A Petrobras também está entre as empresas investigadas. Processos envolvendo dívidas tributárias de R$ 53 milhões são alvo do pente-fino, que envolve a Polícia Federal, o Ministério Público Federal e as corregedorias da Receita Federal e do Ministério da Fazenda. A Camargo Corrêa é suspeita de aderir ao esquema para cancelar ou reduzir débitos fiscais de R$ 668 milhões.

Os casos apurados na Zelotes foram relatados no Carf nos últimos dez anos, entre 2005 e 2015. A força-tarefa ainda está na fase de investigação dos fatos. A lista das empresas pode diminuir ou aumentar. Isso não significa uma condenação antecipada.

terça-feira, 31 março, 2015 Posted by | Repassando... | , , | Deixe um comentário

Continua e amplia-se o desfile dos moralistas envolvidos no lamaçal. Confiram…

#SwissLeaks: Políticos ligados a PT, PSDB, PMDB, PDT, PP e PTC aparecem na relação de brasileiros com contas no HSBC

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O Waterloo se aproxima e Napoleão do Leblon alopra…

segunda-feira, 30 março, 2015 Posted by | Repassando... | , | Deixe um comentário

Ninguém mais respeita o Titio…

Publicado em 28/03/2015

Brasil é sócio de banco chinês que peita os EUA

A nova Rota da Seda sai do Leste da China e chega às barbas dos americanos, na Holanda !

O Conversa Afiada reproduz nota oficial da Presidenta Dilma:

BRASIL SERÁ MEMBRO-FUNDADOR DO BANCO ASIÁTICO DE INVESTIMENTO EM INFRAESTRUTURA

O governo brasileiro aceitou o convite da República Popular da China para participar como membro-fundador do Asian Infrastructure Investiment Bank (AIIB).

A presidenta Dilma Rousseff anunciou, nesta sexta-feira, 27, que o Brasil tem todo o interesse de participar desta iniciativa, que tem como objetivo garantir financiamento para projetos de infraestrutura na região da Ásia.

Sobre o AIIB:

http://en.wikipedia.org/wiki/Asian_Infrastructure_Investment_Bank

Sobre o principal projeto do AIIB: construir uma nova Rota da Seda, por terra, para sair do Leste da China e chegar ao coração da Europa, via Rússia, Turquia, até Rotterdam, na Holanda, nas barbas dos americanos:

http://www.xinhuanet.com/english/special/silkroad/

Sobre a reação americana – a ficha caiu quando a Alemanha (protetorado americano) e a Inglaterra (agencia bancaria dos Estados Unidos) aderiram ao AIIB:

http://www.nytimes.com/2015/03/20/world/asia/hostility-from-us-as-china-lures-allies-to-new-bank.html

Navalha

Usuais vira-latas, o Clóvis Rossi e o dos chapéus (ver no ABC do C Af) vão cortar os pulsos.

Eles terão a companhia da Urubóloga e do Ataulfo Merval (também no ABC do C Af) na macabra cerimônia.

Ataulfo, como se sabe, estará na companhia de William Traaack (no ABC do C Af) e do Fernando Oculto, que deram valiosos “briefs” (não mexa, revisor !) ao embaixador americano na eleição em que o Cerra tomou a primeira surra.

O embaixador americano não sabia em que fria ia se meter …

Essa é a turma que tira o sapato na entrada.

E se ajoelha para sair.

É o pessoal que vai detestar o imperdível livro do Celso Amorim.

Em tempo: como se sabe, o FHC, o Cerra e o Aecioporto preferiam que o Brasil aderisse à “Rota do Pacifico”, a nova ALCA dos americanos. Seria composta dos países asiáticos adversários da China – como o Japão (protetorado americano) – e uns latino-americanos com vocação para México (outro protetorado americano). FHC fala em integrar o Brasil às “correntes internacionais de comércio” – ou seja, tirar o sapato… E a primeira forma de integração seria integrar o pré-sal à ChevronPHA.

Em tempo2: para ver como o AIIB será uma alternativa ao FMI da Urubóloga:

http://www.silkroadreporters.com/2015/03/26/chinas-100-billion-imf-alternative/

Paulo Henrique Amorim

segunda-feira, 30 março, 2015 Posted by | Repassando... | Deixe um comentário

Um filme antigo que a Dilma e todos nós progressistas deveríamos reeditar…

protesto-13-marco-reformasO Tio Sam é péssimo conselheiro para o resto do mundo, é inconfiável como assessor externo para qualquer nação. Mas, internamente, sempre foi eficiente para contornar suas grandes crises históricas. A Grande Depressão foi uma delas. Mantida as devidas proporções (pois lá a coisa foi bem mais feia), apresentou inúmeras semelhanças com a situação atual brasileira: oposição política canalha, grande mídia golpista, empresariado oportunista, servidores públicos coniventes, banqueiros inescrupulosos, todos estes segmentos como corruptos e corruptores, tentando de todas as formas desestabilizar o país e o governo, criminalizando pessoas contra as quais não pesam suspeita fundamentada alguma, radicalizando o clima político e buscando inviabilizar qualquer forma de negociação ou alternativa.

A nossa situação econômica, embora abalada pelos escândalos que estão vindo à tona (antes iam pra debaixo do tapete), está longe de ser assustadora, pois os níveis de emprego estão razoáveis, a inflação não é alarmante e está perto do controle e o ajuste fiscal em andamento (necessário para recompor as concessões tributárias anteriores em nome do emprego e da renda) é mínimo, se comparado com o tal “choque de gestão” apregoado eleitoralmente pelo Machão das Alterosas (ou Coxinha do Leblon) e sua trupe neo-liberal hegemônica. Mas, no noticiário cotidiano, parece que estamos dez vezes pior do que na Grande Depressão. Porém, a mentira tem pernas curtas: se estamos tão mal, como o parlamento triplicou, no orçamento, os recursos para os partidos políticos (que demonstram ser os piores antros de corrupção)? Se estamos tão mal, como a Câmara do Deputados aprovou no início do ano (revogando após pela pressão popular) os gastos com passagens para os cônjuges dos parlamentares? Coisa de safados. Coisa de trapaceiro. Coisa de escamoteadores da realidade para escandalizar e aterrorizar uma população desinformada pela mídia terrorista e golpista que domina o pais. Tudo isto apoiado por uma maioria da classe média, que esquece a nação e pensa apenas no próprio umbigo, compras em Miami e passeios da Disneilândia, além de segurar-se nos testículos das elites, buscando ascensão social a qualquer preço. E este conjunto moralmente maldito, muito provavelmente por medo de ser enquadrado nos escândalos abertos e em descortinamento, deseja derrubar, pela lei ou pela força, a presidenta que apóia o combate à corrupção (e sobre a qual não pesam suspeitas reais). Neste cenário, amigos, para enfrentar esta vanguarda maldita e mal-intencionada, é preciso ter “cabelos na venta”, como se diz na minha terra. É preciso ter tutano moral. É preciso ter consciência histórica, compromisso com o país e com as lutas do bom combate. Sabemos que no PT há uma banda podre que merece a cadeia, mas queremos que ela e todas as outras bandas putrefatas sejam presas, punidas e sangradas dos recursos roubados, além de apeadas do poder público em qualquer instância ou poder.

O pacote anticorrupção feito pelo governo Dilma já está no Parlamento, mas se o povo não pressionar, nada será aprovado… Para isso e demais medidas serem operacionalizadas, amigos, não podemos deixar a Dilma sozinha. Ela já provou o seu tutano, a sua força, seja enfrentando o arbítrio, seja sobrevivendo às torturas, seja ajudando a grande guinada brasileira  no plano social (embora em meio a uma crise global), seja até mesmo vencendo um câncer para disputar a presidência contra um canalha moralmente comprometido por escândalos e apoiado por interesses escusos. Hoje, no cenário apocalíptico criado por estas “forças ocultas” (com bem definiu Jânio Quadros”, de infeliz memória), não podemos deixá-la sozinha, exposta à sanha destas alcateias famintas de poder e impunidade. Muito menos tentar ajudá-la com passeatas mal planejadas em dias de sexta-feira (quando os trabalhadores têm que ir ao emprego por necessitarem do salário) e às vésperas do sábado (quando a TV tem menos noticiários e mais desculpas para não falar das mesmas). Temos que ser ardilosos como os coxinhas: fazer passeatas aos domingos (quando todos estão de folgas e com a família, gatos, cachorros e papagaios vão às ruas e praças) e, se possível, contratar empresas que calculem o número de participantes como a Polícia Militar tucana, que transformou 210 mil participantes em 1 milhão de pessoas nas ruas de SP (pooode?).

Por favor, leiam com atenção o “filme” repassado abaixo, onde o Titio Sam, sem querer, nos mostra como enfrentar canalhas, corruptos, corruptores e oportunistas para salvar o país. E vamos torcer para que a Dilma, que se tolhe por morrer de medo de parecer não-democrática, crie a coragem democraticamente desabrida de peitar os calhordas de qualquer natureza e origem, com o nosso apoio nas ruas e em qualquer lugar, quando necessário.

Bom dia a todos…
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Publicado em 25/03/2015

Leblon antológico: o que Roosevelt tem a ensinar !

Dilma, faz uma conversinha ao pé da fogueira …

O Conversa Afiada reproduz artigo de Saul Leblon, extraído da Carta Maior:

QUANDO O GOVERNO FAZ A DIFERENÇA

Ele sabia que nenhum país sai de uma crise sem um protagonista social que o conduza. Há muito o que aprender com Franklin Roosevelt.
por: Saul Leblon

A expressão ‘vontade política’ ficou conhecida no passado como um cacoete petista. Uma espécie de ‘melhoral de voluntarismo’ para todos os males do país.

Há limites, claro.

Os homens constroem a sua história, mas se negligenciarem as circunstâncias serão atropelados por elas.

Diante de uma transição de ciclo econômico da gravidade da atual não basta vontade.

Se não houver força organizada e propostas críveis à equação das forças e interesses em litígio, o risco de morrer na pista é grande.

Exageros à parte, a verdade porém é que sem iniciativa política tampouco se sobrevive.

A própria organização que ela catalisaria é abortada na forma de prostração e perda de autoconfiança.

Pode ser fatal.

Um governo, uma nação inteira, torna-se assim refém das mandíbulas dos mercados, cuja supremacia e capacidade de coerção só podem ser afrontadas pela ação da cidadania armada de discernimento crítico e liderança desassombrada.

Não é uma tertúlia acadêmica.

A ausência dessa determinação configura-se hoje como um problema tão ou mais grave do que todos os desafios econômicos enfrentados pelo Brasil.

Cada crise tem a sua especificidade, mas há um exemplo clássico de desassombro político, armado de forte ativismo estatal – a contrapelo de todas as advertências do bom senso dominante — que contribuiu decisivamente para evitar a caminhada de uma nação rumo ao abismo.

Ao emitir um sinal firme de rumo e autoridade devolveu a autoconfiança à sociedade, organizou seus trabalhadores e trouxe de volta o impulso ao investimento.

Tudo isso no bojo de uma crise global de gravidade idêntica à atual, ou pior

Foi num mês de março como agora, nos EUA, há oitenta e dois anos.

Franklin Roosevelt, o presidente americano frequentemente evocado quando se trata de buscar um paradigma à altura dos desafios históricos de uma nação, tomara posse no dia 3 de março de 1933.

Era uma sexta-feira .

No domingo, dia 5, emitiria uma nota convocando o Congresso dos EUA para sessão extraordinária que deveria ocorrer na quinta-feira, dia 9.

Trabalharia exaustivamente no fim de semana.

A uma da madrugada, já na segunda-feira, dia 6, o presidente democrata socorreu-se de uma lei da Primeira Guerra Mundial que confere poderes adicionais ao chefe de Estado norte-americano tanto na esfera monetária quanto cambial.

Decretou um feriado bancário de quatro dias, assegurando-se de que não haveria corrida às agências até a sessão legislativa.

As precauções eram justificáveis.

A insegurança, a especulação e o desemprego faiscavam por todo o país. O medo do futuro sentava-se à mesa de milhões de lares mesmo sem ter sido convidado.

O emprego, a casa, a comida e o dinheiro estavam na linha de tiro do dinheiro ensandecido.

Independente de quantas voltas a chave pudesse girar na fechadura, nada, nem ninguém, podia sentir-se em posição confortável naquele momento.

Não havia um centímetro de chão sólido no imaginário da sociedade.

Bolsas, bancos, fundos, grande conglomerados, políticos e justiça compunham diante da sociedade a caricatura de um enorme ladravaz.

Uma bocarra disposta a devorar até a última lasca da economia em benefício próprio. A ameaça do futuro resmungava sua língua pestilenta em cada esquina.

A estrutura bancária dos EUA era uma montanha desordenada de reputações em ruína.

Notícias de demissões faziam fila de espera nas manchetes de jornais.

Havia a percepção crescente de que as autoridades estavam à reboque dos acontecimentos, engasgavam com as notícias no café da manhã; rezavam à noite em silêncio pelo dia seguinte.

Números azedos rugiam para a economia diuturnamente sem que se erguesse uma voz capaz de comandá-los.

O monólogo dos tempos difíceis ia impondo sua ordem unida na frente da produção, do emprego e da política.

A percepção de que as rédeas escapavam às mãos que deveriam controlá-las fornecia a ração diária de ceticismo e pânico que engrossava a cintura do colapso econômico.

O relógio da crise adiantava seu despertar a cada dia.

O salve-se quem puder amplificado pela mídia  fornecia combustível à imolação coletiva.

Na semana em que Roosevelt assumiu a presidência dos EUA, o país tinha proporcionalmente o maior contingente de desempregados do mundo.

Mais de 14 milhões, número que somado às respectivas famílias equivalia a uma população maior que a da Inglaterra então.

A perda de confiança no futuro funcionava como uma empresa demolidora; milhões de marretas anônimas trabalhavam dia e noite para desmontar o que restava do alicerce social e econômico.

É nesse ponto que o timming das ações do governo – de qualquer governo – e, sobretudo, a natureza de sua comunicação à sociedade, faz enorme diferença.

Cada gesto, cada decisão, cada anúncio adquire uma dimensão estratégica; a forma como as providências são comunicadas, ademais de sua contundência, sobre a qual não pode pairar dúvida ou se revelam inócuas, ganha importância de variável histórica.

Uma crise tem um tempo certo para ser derrotada, ou derrotará o governo — a produção e o emprego – que vacilar diante dela.

Nisso, sobretudo nisso, Roosevelt revelou-se o estadista cuja habilidade ainda tem lições a oferecer a seus pares nos dias que correm.

A primeira lição: a rapidez em ocupar a frente do processo; contemporizar é capitular.

E explicar, explicar, explicar. Explicar cada passo dado e sinalizar o seguinte.

Construir o caminho com a sociedade, em vez de comunicar metas etéreas e avulsas.

Em apenas uma semana de mandato ele tomou algumas decisões que não exorcizaram todos os demônios, mas foram afrontá-los em seu próprio campo.

Olhando esse momento histórico a partir de um mirante crítico, não se pode dizer que foram medidas acanhadas.

Hoje ainda elas sugerem tudo menos tibieza e hesitação diante do grande vendaval que se forma quando o pânico e o dinheiro se encontram numa mesma esquina.

Quantos dos atuais chefes de Estado teriam a coragem de anunciar hoje o que Roosevelt proclamou naqueles idos de março de 1933?

Os tempos são outros, é verdade.

A globalização tornou tudo mais difícil, justificam aqueles que ocultam sua hesitação nas dificuldades do presente para ofuscar o componente de coragem dos personagens do passado.

Mas o fato é que ao fazer seu segundo discurso à Nação, em 12 de março –note-se, o segundo grande discurso referencial em nove dias de mandato–  Roosevelt  trazia alguns troféus do primeiro round de uma luta que se estenderia até 1944, quando os EUA declararam guerra ao Eixo.

Só então, de fato, seu potencial produtivo pode, finalmente, ser acionado a plena carga para desvencilhar-se da recessão, graças às encomendas bélicas.

Muitos relativizam o alcance das medidas tomadas nos anos que antecederam esse momento.

Mas poucos lembram de se perguntar o que teria acontecido com o presidente democrata, reeleito quatro vezes (de 1933 a 1945), se a sua autoridade tivesse fraquejada nas primeiras horas, da primeira semana, nos primeiros cem dias do seu primeiro mandato?

É sobre isso que o governo brasileiro deveria refletir hoje em vez de se render a um dominó protelatório em que os desafios são terceirizados a um Bonaparte na expectativa de que ele dome o cavalo xucro da crise e depois o devolva encilhado e manso ao controle da sociedade.

Ontem, como hoje, o capital quer se livrar das amarras da história, livrar-se dos encargos trabalhistas, das greves, dos Morales, Lulas, Dilmas, Cristinas e de suas concessões sociais.

Se a globalização ampliou as condições para a utopia capitalista, o dragão afrontado por Roosevelt em 1933 exalava as mesmas obsessões. E, como hoje, talvez pior, o democrata também não dispunha de nenhuma ancora internacional na qual se amparar para enfrentar os mercados, seus exércitos e bombas de extermínio.

Seu valioso contrapeso era intuição política para atuar no vácuo da crise sem se deixar engolir por ela, mesmo quando hesitava.

Foi assim que fez um Congresso hostil discutir e aprovar, em um único dia, uma Lei de Emergência Bancária em rito fulminante, na quinta-feira, dia 9, seis dias depois da posse.

Estamos falando de Roosevelt, não de Lênin.

A Emergência Bancária facultava a ingerência estatal sobre todo o sistema financeiro público e privado dos EUA.

Repita-se, Roosevelt não pretendia liderar uma revolução bolchevique. Queria reformar a economia para que pudesse outra vez fazer prosperar o emprego e a produção, eliminar a fome e a miséria no seio das famílias.

Em 1933, Roosevelt sabia intuitivamente o que hoje é um consenso teórico, mas não político.

Para salvar o capitalismo de si mesmo, é preciso subordinar o crédito aos desígnios da produção, do emprego e do consumo.

Só a indução firme do Estado é capaz de fazê-lo em tempo hábil, antes que a epidemia recessiva se alastre e derreta o metabolismo econômico.

A Lei de Emergência dava ao Estado norte-americano essa faculdade e Roosevelt a exerceria com rapidez e apetite de um estadista.

Enquanto seus potenciais seguidores patinam na hesitação, há 82 anos, no longínquo março de 1933, Franklin Roosevelt pode apresentar-se à Nação, apenas dez dias depois da posse, como um Presidente vencedor.

Ele havia enfrentado o foco da doença in loco, submetera o sistema bancário e vencera o primeiro round.

A incerteza fora duramente atingida.

No domingo, dia 12 de março –insista-se, apenas nove dias depois da posse–  estreou seu programa “Conversa junto à Lareira”.

Passaria a usar o alcance avassalador da radiofonia então para conversar diretamente com a sociedade.

Um bolivariano après la lettre.

O Presidente tinha o que dizer e milhões queriam ouvi-lo.

Sua palavra estava sintonizada com o espírito das ruas e viria reforçar a espiral da auto-confiança em diferentes setores e segmentos.

As filas no guichê dos bancos já não eram mais para sacar depósitos. Agora elas reuniam cidadãos trazendo de volta suas economias. O Estado devolvera a garantia aos pequenos e a segurança aos investidores.

Roosevelt foi além, na tarefa de devolver otimismo a uma sociedade acuada e sem futuro.

Não se limitou a medidas rotineiras, nem confiou o imaginário da sociedade aos “canais convencionais’ da mídia aterrorizante.

Cada vez que falava à Nação, a voz do democrata dizia coisas inteligíveis à angústia do pai de família que acordara empregado e fora dormir com medo da demissão.

Suas mensagens e políticas pavimentavam o longo prazo sem negligenciar a emergência.

Traziam respostas para o presente e assim injetavam solidez à marcha do futuro.

Multiplicar providências imediatas para sacudir a sociedade entorpecida pela incerteza e a descrença, esse foi o seu objetivo ao criar a Administração para o Progresso do Trabalho.

Com ela encarou o desafio de enxugar a inundação de desemprego que afogava as famílias, as cidades e o interior do país.

A mensagem era simples e convincente: os EUA foram divididos em zonas salariais; para cada uma delas fixou-se um seguro-desemprego; o governo passou a contratar até três milhões de trabalhadores por ano, em troca desse pagamento.

A nova força-tarefa semearia canteiros de obra pelo país; estradas, ruas, escolas, canalizações, hospitais, parques infantis, pontes, caminhos vicinais foram recuperados, expandidos e construídos.

A Administração para o Progresso do Trabalho ganhou um braço cultural.

Em um mês –sim, 30 dias– inauguraria 100 mil salas de alfabetização com um milhão de adultos inscritos na luta contra o analfabetismo.

Artistas e escritores desempregados foram contratados.

Sua mobilização desencadearia uma revolução cultural ampliando as franjas de apoio progressista ao governo, taxado de comunista pela direita raivosa e a mídia cínica.

O Presidente também convocou a juventude. Milhares de jovens foram incorporados a serviços florestais dando vida a planos de replantio de matas, preservação e proteção de bosques.

O democrata austero continuou falando ao futuro e à angústia do presente.

Na Conversa ao Pé da Lareira de outubro de 1933, Roosevelt deu um aviso ensurdecedor aos ouvidos da crise.

Um aviso do Estado aos mercados selvagens.

Qualquer família norte-americana, disse, ameaçada de perder a casa em que mora, a terra, ou seus pertences por conta da crise, deve telegrafar imediatamente para a Administração de Crédito Rural ou à Companhia de Empréstimo aos Proprietários de Residência.

‘Ela receberá o auxílio de que necessita’.

Para além das discussões técnicas sobre a viabilidade ou não de um novo New Deal, sobretudo na periferia do capitalismo, há uma lição de extrema atualidade a extrair dessa prontidão exibida pelo governo democrata de Franklin Roosevelt.

Ele tinha a exata noção de que, diante da lógica de uma crise, o Estado não pode se entregar à  busca de indulgência. Antes de sensatez, a rendição nessas circunstancias agrava a  escala dos problemas e contrata mais incerteza.

Fiel ao paradigma do desassombro, associado ao realismo, em vez incorporar o turbilhão da desintegração social, Roosevelt foi além.

Convocou os trabalhadores a se organizarem em sindicatos, concedendo incentivos e promulgando decretos que legalizariam a maciça sindicalização dos assalariados norte-americanos.

Ademais de afrontar a lógica dos mercados ensandecidos, portanto, o legendário presidente norte-americano fomentou uma organização correspondente da sociedade.

Intuitivamente, apesar de domar os mercados com a rédea curta da ação estatal, ele sabia que nenhum país sai de fato de uma crise histórica sem um protagonista social que o conduza.

Foi excomungado pela direita, acusado de comunista pela mídia conservadora.

Seria reeleito mais três vezes pelos norte-americanos.

Há o que aprender ainda com Franklin Roosevelt.

quinta-feira, 26 março, 2015 Posted by | Comentário, Repassando... | , , | Deixe um comentário

Realmente, as lideranças coxinhas são da “melhor qualidade”: vejam!

Publicado em 24/03/2015

Quem é o lider do “vem pra rua”!

Por que abriram o processo contra ele e os sócios nos Estados Unidos ?

No Tijolaço, texto de Fernando Brito:

QUEM É ROGÉRIO CHEQUER, A CELEBRIDADE DO “VEM PRA RUA” NO RODA VIVA

Assisti a “entrevista” do “líder” do Vem pra Rua” no Roda Viva, aliás um festival de “levantadas de bola” para a nova celebridade.

Para dizer, entre outras pérolas que foi Lula que inventou esta história de “pobres contra ricos” e “empregados contra patrões” no Brasil, o que daria para ganhar um troféu de ignorância histórica e cara de pau política. O vídeo está na internet.

Como eu sou um cara curioso, fui descobrir coisas que seus intrépidos entrevistadores da TV Cultura e das páginas amarelas da Veja não cuidaram de saber. Aliás, como não cuidaram quando, em 2013, apresentaram um dublê da Globo como líder dos coxinhas.

Por exemplo, que Chequer vivia, até poucos anos atrás, nos Estados Unidos. E desde 2004, pelo menos, porque é o endereço de 101 Summer Street, Stamford, Connecticut que dá à Junta Comercial de São Paulo na abertura da empresa Frida Participações, em 2004.

E que lá era sócio de uma empresa chamada “Atlas Capital Manegement“, até 2011, junto com David Chon e Harry Kretsky, que geria fundos de investimento. Um deles, o Discover Atlas Fund com US$ 115 milhões em ativos, segundo o site Institutional Investitor.

Não se sabe porque cargas d’água Rogério deixou o empreendimento, mas há umprocesso aberto contra ele e os sócios pelo  fundo de hegde Discovery Capital Management na Corte Distrital do estado americano de Connecticut, aberto em 2012. Kretsky e Chequer, segundo a reportagem do Investitor trabalharam lá e é bem coincidente o nome do principal fundo que geriam (Discover x Discovery).

O mesmo ano em que foi admitido na empresa por onde hoje se apresenta, a Soap Comunicações, especializada apresentações de negócios.

De qualquer forma, seja por ter tido problemas nos negócios financeiros nos EUA, seja por ter sido acometido por uma terrível saudade do Brasil (não é?), Chequer voltou não faz muito tempo para cá e já lhe dão a janelinha.

Ele, como qualquer pessoa, tem o direito de se manifestar. Mas quando o tornam uma figura pública, uma “referência nacional”, o que ele faz, fez e qual é a sua trajetória passa a interessar e é dever dos jornalistas informar, salvo se não tiverem interesse em saber de onde vem o personagem que promovem nacionalmente.

Como é direito da gente perguntar: será o Vem para a Rua traduzível como Go to Street?

Sobre o “Roda Morta”, ler os comentários nesse ansioso blog sobre o programa com Eduardo Cunha, quando os supostos entrevistadores foram devidamente jantados com farofa e azeitonas pretas.

Paulo Henrique Amorim

quarta-feira, 25 março, 2015 Posted by | Repassando... | , , | Deixe um comentário

Reaparece o rabo da Vênus Platinada…

Processo que mostra sonegação da Globo vaza, na íntegra, para internet

10/7/2014 15:59 Por Redação – do Rio de Janeiro

Fotos do processo que teria desaparecido na Receita Federal vazaram para blogs e sites da internet

A íntegra do processo, o qual a Receita Federal alega ter desaparecido de seus arquivos, que contém detalhes sobre as possíveis sonegação e fraude contra o sistema financeiro nacional, promovidas pelas Organizações Globo, será divulgado, na íntegra, no próximo domingo, na página Mostra o Darf Rede Globo, mantida no Facebook. Segundo Alexandre Costa Teixeira, editor do blog Megacidadania, em entrevista ao Correio do Brasil, “foram feitas várias cópias de segurança, a partir do original, distribuídas aos principais blogs brasileiros”.

– Trata-se da prova que faltava para mostrar a imensa sonegação promovida pela Globo – afirmou ao CdB.

Ação bilionária

No ano passado, o Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) do Ministério da Fazenda publicou a decisão final da ação bilionária que a Rede Globo perdeu na Receita Federal. O processo, já em fase de execução, cobra da emissora impostos por operações feitas entre 2005 e 2008, que resultaram em um recolhimento menor de impostos. A autuação original, feita em 2009, era de cerca de R$ 700 milhões, mas com a correção monetária ultrapassa a casa de R$ 1 bilhão. O processo tramitava há quatro anos e já não cabem mais recursos.

O fato chegou a público em Julho do ano passado, em reportagem do site Consultor Jurídico, assinada pelo jornalista Alessandro Cristo, que pode ser lida adiante:

“As Organizações Globo perderam recurso administrativo contra uma cobrança de R$ 713 milhões do Fisco federal. O Conselho Administrativo de Recursos Fiscais do Ministério da Fazenda, que julga contestações a punições fiscais, rejeitou argumentos contra autuação da Receita Federal sobre aproveitamento de ágio formado em mudanças societárias entre as empresas do grupo.

“Em uma delas, a Globo Comunicação e Participações S.A. (Globopar) foi condenada por amortização indevida no cálculo do Imposto de Renda de Pessoa Jurídica (IRPJ) e da Contribuição Social sobre Lucro Líquido (CSLL). A amortização dos tributos usou o chamado ágio, valor embutido no preço de uma companhia vendida equivalente à estimativa de sua rentabilidade futura. De acordo com a lei, a empresa que compra outra tem direito de abater da base de cálculo de seus tributos o valor que desembolsou a título de ágio. Mas a Receita Federal alega que o valor da Globopar é artificial. A empresa espera análise de Embargos interpostos e ainda pode recorrer à última instância do Carf.

“O desfecho do julgamento é esperado pela advocacia tributária por ser uma das primeiras vezes que o Carf se debruça sobre a existência de efeito fiscal do conceito contábil de patrimônio líquido negativo — origem da maior parte do ágio em discussão no processo da Globo. A autuação se refere aos anos de 2005 a 2008, nos quais a empresa usou o ágio para pagar menos tributos. A Receita Federal lavrou o auto de infração em dezembro de 2009, no valor de R$ 713.164.070,48.

“Foram os advogados Carlos Alberto Alvahydo de Ulhôa Canto e Christian Clarke de Ulhôa Canto, sócios do escritório Ulhôa Canto, Rezende e Guerra Advogados, os responsáveis por defender a transação. Na impugnação, eles destacaram o uso do patrimônio líquido negativo — chamado de ‘passivo a descoberto’ — na construção do ágio que gerou as deduções. Ou seja, a empresa compradora ‘adquiriu’ o prejuízo da comprada, assumindo sua dívida, e contabilizou essa aquisição como investimento. ‘Não há norma, de natureza fiscal ou contábil, que determine o expurgo do valor negativo do PL da investida na quantificação do ágio’, diz o recurso dos advogados.

Leia, a seguir, o texto publicado no blog Megacidadania:

O​ Núcleo Barão de Itararé RJ acaba de confirmar que a íntegra do processo “sumido” de dentro da Receita Federal será divulgado a partir deste domingo 13/07.

Apareceu a íntegra original do processo da Receita Federal que estava sumido. Com aproximadamente duas mil páginas ele contém documentos comprovando o envolvimento da própria família Marinho na fraude contra o sistema financeiro além da já conhecida sonegação bilionária.

O Núcleo Barão de Itararé RJ irá nesta sexta-feira, dia 11/07, ao Centro Aberto de Mídia do RJ distribuir informativo à imprensa internacional informando a existência deste explosivo material.

É importante destacar que no recente encontro nacional de blogueiros realizado em SP, mais de 500 participantes aprovaram a campanha MOSTRA O DARF REDE GLOBO Já foram feitas diversas cópias do material que está sendo distribuído aos principais blogs brasileiros para divulgação ao distinto público a partir do fim da Copa.

No momento em que o tema corrupção é tratado como aspecto central para a eleição de outubro, fica evidente que a divulgação desta monumental documentação, com toda certeza, poderá ser um balizador para se entender como funciona e se sustenta o império Rede Globo e suas relações com a FIFA e o submundo do crime internacional.

FACEBOOK: https://www.facebook.com/pages/Mostra-o-Darf-Rede-Globo/250421645160657?fref=ts

BLOG: http://mostraodarfglobo.wordpress.com/

TWITTER: @Mostraodarf darf globo

Confirme seu interesse em auxiliar na ampla divulgação pelo e-mail mostraodarfglobo@gmail.com

Os blogs O Cafezinho, Megacidadania, Correio do Brasil e Tijolaço, que integram o Núcleo Barão de Itararé RJ, participam do esforço cívico de levar ao conhecimento do distinto público mais esta importante informação que é sonegada pela velha mídia empresarial.

ALEXANDRE Cesar Costa TEIXEIRA http://www.megacidadania.com.br/

segunda-feira, 23 março, 2015 Posted by | Repassando... | , | Deixe um comentário